12/12/2015

Sempre Foi Você - Capítulo 9



3 de setembro de 2001
Ela imaginou que ainda era cedo pela luz que atravessava as cortinas finas que cobriam as janelas. Fechou os olhos, sua mente procurando voltar ao sono enquanto os dedos insistentes de Josh começaram a acariciar os seios dela, fazendo seu corpo acordar, mesmo que seu cérebro ainda
estivesse adormecido.
– Hmm – Demi recusava-se a abrir os olhos completamente. Os lábios dele envolveram um mamilo, a língua umedecendo-o e os dentes raspando de leve enquanto ela se enrijecia em resposta ao toque.
– Acordei você?
– Ainda estou dormindo – ela sorriu, sabendo que tinha se entregado com a resposta.
– Finja que é só um sonho, então, um sonho muito agradável – a boca dele estava se movendo para baixo e instantes depois ela apertava os
lençóis, com seu corpo respondendo ao toque.
Por mais agradável que fosse, definitivamente não era um sonho.
Eles tinham passado o verão juntos, viajando pela Inglaterra e assistindo a diferentes shows e festivais de música. No final de agosto, tinham voltado a Londres, onde Josh conseguira um emprego no The Guardian como jornalista trainee.
– Tenho que levantar, querida. Preciso estar no escritório às oito – Josh beijou seu pescoço. – Estou acompanhando um cara que está visitando umas fazendas, e tentando escrever um artigo sobre febre aftosa.
– Está usando botas Wellington? Posso te chamar de cowboy? – Demi sorriu, pensando em Josh chafurdando-se em lama e entrevistando fazendeiros sobre suas experiências com a febre aftosa. A doença tinha assolado fazendas por todo o país, culminando em um abatimento em massa de animais. Até Demi tinha chorado quando vira as imagens de pilhas enormes de carcaças sendo queimadas. Tinha sido difícil esquecê-las por um bom tempo.
– Não, e não. Mas pode fazer safadezas comigo quando eu chegar em casa à noite. Quais seus planos para hoje?
– É o primeiro dia de aula de Ruby. Prometi que a levaria até lá com Joseph.
Assim que disse o nome dele, os lábios de Josh contorceram-se numa careta. Quando Demi os tinha apresentado no sábado anterior, eles pareceram se alimentar com uma antipatia instantânea um pelo outro. A situação tinha sido bem constrangedora.
– O que vai fazer no resto do dia?
Demi leu entre as linhas. Ele estava perguntando se ela passaria o resto do dia com Joseph. Ela engoliu com força, sabendo o quanto queria passar um tempo com o amigo. Desde que chegara na Inglaterra, ele estava de ótimo humor. Sempre sorrindo e fazendo piadas, e constantemente provocando Demi, esperando incitar uma das suas respostas sarcásticas.
– Não tenho certeza. Enviaram a lista de leituras do ano que vem, então acho que vou pegar uns livros. E prometi pra minha mãe que passaria lá pra tomar um chá.
– Que horas você vai estar em casa? – seu tom foi ríspido, e a testa dele ficou ainda mais franzida.
Demi amava o fato de ele estar com ciúmes, e amava ainda mais que ele se referisse ao flat apertado como a casa dela. Sentindo-se amorosa, lançou o lençol para longe e correu até ele, jogando os braços ao seu redor enquanto sentia o corpo nu contra o dele, as gotas da pele dele
umedecendo sua pele.
– Quando você me quiser.
Ele agarrou-a e apertou-a contra si. Ela pôde sentir o movimento revelador da toalha enquanto ele reagia ao seu toque.
– Quero você sempre, é esse o problema. Mas um de nós precisa trabalhar para pagar as contas, então estarei em casa às oito.
– Está certo, querido. Vou passar suas camisas, deixar seu jantar no forno, e pôr as crianças na cama. Gostaria do seu cachimbo e pantufas também?
– Foda-se o cachimbo e as pantufas.
– Prefiro que você me foda.
– Não se preocupe, farei isso.

***
Quando Demi entrou na casa dos Jonas, pôde ouvir Ruby dando gritinhos lá em cima no quarto.

– Demi, você veio! Ruby vai ficar tão feliz! – Claire Jonas entrou no salão vinda da cozinha, as mãos na orelha enquanto punha um pequeno
brinco de pérola. – Como você pode ouvir, não faltam gritos por aqui hoje.
– Ela está animada? – Demi perguntou.
– Muito, especialmente porque os dois irmãos vão acompanhá-la. E sua amiga preferida, é claro – Claire deu uma piscadinha para Demi.
– Nathan está aqui? – Demi não tinha conhecido Nathan Jonas, o filho de Claire, embora tivesse ouvido histórias sobre sua altura gigante, sua personalidade relaxada, e sua habilidade de jogar Ruby para cima.
– Sim, ele chegou ontem. Infelizmente não teve chance de se barbear ainda, então parece um selvagem dos Andes.
– Demi! – Ruby disse quando a viu, descendo as escadas de mármore e correndo ao seu encontro.
– Oi, Ruby! – Demi abraçou-a ao pé das escadas e apertou-a com força, fazendo a garota dar outro gritinho feliz. – Deixe-me ver você –
empurrando Ruby para trás, Demi analisou a saia xadrez, a blusa branca e a gravata perfeitamente amarrada no pescoço. – Está linda. Vai arrasar com essa roupa.
Ruby riu.
– Todo mundo vai usar o mesmo uniforme. Não acho que vou impressionar muito.
– Então essa é a famosa Demi?
Ela ouviu uma voz alta atrás de si. Não tinha percebido ninguém descendo as escadas, e se virou.
Nathan era ainda maior do que ela tinha imaginado. Não era tanto sua altura – embora ele fosse bem mais alto que ela –, mas o tamanho mesmo.
Era robusto, e o cabelo e a barba o faziam parecer ter mais que vinte e quatro anos.
– Oi – ela deu um sorriso de boca fechada, sentindo-se tímida sob o escrutínio dele.
– Ei, você é tão bonita quanto Joseph disse – Nathan abraçou-a, sua barba áspera raspando o rosto dela. Ele lhe deu um beijo rápido no canto da boca. – Mais bonita, na verdade.
– Vou contar pra sua namorada – Ruby cantarolou. O rosto de Demi ficou corado com as palavras e a ameaça de Ruby de falar com a namorada dele. Ela não sabia para onde olhar.
Erguendo os olhos para a escada, ela viu Joseph nos degraus encarando suas pernas nuas.
– Oi.
Joseph sorriu, então agarrou Ruby e girou-a no ar. Ruby começou a gritar outra vez, o som ecoando pelas paredes.
– Me solta!
– E se eu te passar pro Nathan?
– Não, não! Demi, me salva!
Demi correu e tentou tirar Ruby dos braços dele.
– Põe ela no chão, seu monstro!
Os quatro pegaram o metrô para a escola de Ruby. Eram um grupo diversificado, Nathan parecendo algum tipo de vagabundo, Ruby toda arrumada em seu uniforme novo, Joseph engomadinho e delicioso de jeans e camiseta. Olhando para si, Demi percebeu que seus shorts e colete apertado não ajudavam o grupo a parecer menos estranho. Ela notou alguns passageiros encarando-os enquanto eles riam alto.
– Quando você vai pra São Francisco? – Demi perguntou a Joseph. O
trem parou no túnel de repente. As luzes piscando e a escuridão intermitente fizeram Ruby inspirar de susto.
– Na próxima terça. O voo de Londres é essa sexta, o que me dá três dias para arrumar as malas.
– Está animado? – o trem estremeceu antes de começar a se mover e ganhar velocidade. A força do movimento fez Demi perder o equilíbrio e cair direto contra Joseph. Imediatamente, ele pôs os braços ao seu redor, e ela se viu abraçada nele.
– Você está bem? Caiu com força.
Ela respirou fundo, tentando controlar o coração acelerado.
– Estou bem – ela assentiu, para enfatizar.
O trem parou na plataforma. Como sempre, foi um esforço sair, e os quatro tiveram que abrir caminho por uma multidão de passageiros que tentava entrar no vagão ao mesmo tempo. Não havia educação na hora do rush. Era cada um por si.
Nathan estava logo atrás de Ruby, protegendo-a com o corpo enquanto eles se moviam para a frente e pisavam na plataforma. Joseph estava na frente de Demi, e ficava olhando para trás para se certificar de que ela estava bem. Depois de alguns segundos, ele pôs a mão para trás e tomou a
dela, puxando-a consigo numa tentativa de mantê-los juntos.
Até as mãos dele eram perfeitas. Sua palma era quente e macia, e os dedos longos e elegantes envolviam os dela perfeitamente. As unhas estavam cortadas curtas, com uma meia-lua branca nas pontas. As unhas dela eram quebradas e mordidas. Ela desistira havia muito tempo de tentar esmaltá-las.
Quando chegaram no topo das escadas rolantes, enfiaram os bilhetes na máquina, passaram pelas barreiras de metal e emergiram no mundo lá fora.
Ruby estivera em silêncio desde que eles tinham saído da plataforma, e Demi começou a se preocupar.
Ela estava pulsando de nervosismo: seu
rosto empalidecera e seus lábios estavam apertados numa linha fina.
– Você está bem? – Demi inclinou-se para sussurrar na orelha de Ruby, tentando não deixar Joseph ou Nathan ouvir. – Não tem problema se ficar ansiosa, sabe. Todo mundo já passou por isso, e prometo que seus irmãos estavam tão preocupados quanto você quando começaram o ensino médio.
– Nathan não – Ruby sussurrou de volta. – Ele bateu num professor no segundo dia de aula. No fim da semana, já estava suspenso.
Demi mordeu a boca para não rir. O Nathan que ela conhecera hoje era como um gigante gentil. Ela não conseguia imaginá-lo batendo em alguém, muito menos em um professor.
– Por que ele fez isso?
– O professor estava gritando com uma menina que ele gostava. Ele me disse que perdeu a cabeça.
– Espero que tenha valido a pena.
– Nathan parece achar que sim. Era a namorada dele.
Demi nunca tinha conhecido Lucy, mas Ruby lhe mostrara algumas fotos, e Demi tinha se sentido desinteressante e desleixada em comparação com a loira alta e bonita.
– Chegamos, maninha.
Ruby parou de repente, olhando para o prédio grande de tijolos e estuque branco, cercado por muros por todos os lados e por uma cerca viva. Seus joelhos tremiam, e Demi pegou a mão dela.
Quando se agachou, o rosto de Demi ficou na mesma altura que o de Ruby. Ainda segurando a mão da menina, ela acariciou o rosto dela com a outra.
– Ruby, vai ficar tudo bem. Você consegue. Quando chegar em casa hoje à noite, aposto que vai estar sorrindo.
A expressão de Ruby desmanchou-se, e lágrimas encheram seus olhos.
– Acho que não consigo – a voz dela estava fininha. Demi desejou com todas as forças poder entrar na escola no lugar dela.
– Você é mais forte do que imagina. Lembra como Harry estava assustado no primeiro dia em Hogwarts?
– E então ele conheceu Malfoy e Snape – Ruby respondeu.
– Mas ele conheceu Roni e Hermione também. E Neville Longbottom, não se esqueça dele.
– Como alguém poderia esquecer um nome desses?
Demi observou Ruby atravessar lentamente o portão principal, sem se virar para trás uma única vez. Quando se voltou, Joseph estava com a testa franzida. Até Nathan parecia um pouco perturbado.
– Querem tomar um café? – Demi sugeriu, tentando encontrar um jeito de animar a todos.
– Combinei de encontrar uns amigos hoje, mas vão vocês – Nathan inclinou-se e apertou o ombro de Demi de leve. – Foi um prazer conhecê-
la, Demi. O modo como você cuida de Ruby é ótimo.
– Ela é uma criança fácil de amar.
– Alguém deveria dizer isso pra ela – Nathan concordou, então deu um tapa nas costas de Joseph antes de se virar e caminhar de volta para a estação de metrô.
Demi virou-se para Joseph.
– Café? – ela perguntou de novo, com uma voz gentil.
Joseph olhou para ela.
– Boa ideia – Demi podia ver que o bom humor dele estava voltando, e seus lábios curvaram-se num sorriso torto.
Ela lembrou a si mesma de que era só um café. Eles sentariam um na frente do outro e conversariam sobre amenidades enquanto experimentariam café morno – bastante medíocre – de uma xícara lascada e velha. Não significava nada; seriam apenas dois amigos passando tempo juntos. Ela não ficaria olhando para ele e se perguntando se ele ainda gostava dela. Não ficaria imaginando que ele colocaria a boca perto da dela
outra vez, como fizera naquela noite de neve em Nova York.
Ela não faria muitas coisas.
Contar a Josh sobre o café era uma delas.

***
Eles estavam descansando perto da estátua de Peter Pan, no Kensington Gardens, envolvidos pelo ar quente do verão. Joseph estava deitado, a cabeça apoiada na jaqueta enrolada. Demi estava encostada nele, o rosto apoiado em seu peito. Uma garrafa vazia de vinho caro estava jogada perto deles. Os dois sentiam-se um pouco bêbados.

– Ruby vai chegar em casa daqui a pouco – ele murmurou, a mão enrolada no cabelo dela, brincando com os fios soltos.
– Hmm – os olhos de Demi continuaram fechados. Ele podia sentir um ponto úmido na sua camiseta, onde a boca dela estava.
– Você está babando em mim? – ele ergueu a cabeça para olhar melhor.
– Eu não babo – de súbito, ela estava desperta, virando a cabeça para olhá-lo nos olhos, discretamente limpando a boca com as costas das mãos.
Joseph riu do gesto revelador.
– Vamos, admita que eu faço você salivar.
– Sua modéstia está me assustando – Demi mordeu os lábios para evitar um sorriso antes de mostrar a língua e lamber a camiseta dele. – Mas se vai me acusar de algo que não fiz, então vou fazer de qualquer jeito.
Notando a expressão que surgiu no rosto dele, ela pulou, agarrou a bolsa e saiu correndo pela grama. Passou pela estátua no meio do jardim e se dirigiu às árvores que os cercavam. Agarrando o casaco, Joseph correu
atrás dela, alcançando-a com passos longos e rápidos antes que ela atingisse o primeiro carvalho.
– Você não tem nenhuma chance – ele riu. Envolvendo a cintura de Demi, ele a puxou contra si. Podia sentir a barriga macia dela subindo e descendo junto com a respiração pesada.
Demi tentou se contorcer contra ele, arranhando seus braços, procurando escapar. Ele se manteve firme, contendo o corpo dela nos seus braços e impedindo todas as tentativas de fuga. A respiração dela por fim se acalmou. Ele podia sentir o próprio coração se tranquilizar depois dos movimentos inesperados.
Eles voltaram para pegar o lixo, jogaram tudo numa lixeira próxima, e começaram a longa caminhada pelo parque. Eram quase três da tarde, e embora Nathan fosse buscar Ruby na escola, Joseph prometera estar esperando assim que eles chegassem.
– Então, como vão as coisas com Josh? – ele perguntou. Eles tinham chegado à lagoa, e seguiram o caminho que a circundava até se tornar o rio Serpentine.
Vendo um sorriso surgir no rosto de Demi, ele sentiu o estômago se contrair com a felicidade dela. Joseph tentou entender por que a afeição óbvia que ela tinha pelo namorado incitava uma reação tão forte nele. Eles
tinham concordado em ser amigos. Por que ele estava com ciúmes?
– Ele está bem. Nós estamos bem. Vai ser estranho não tê-lo comigo na universidade esse ano.
A dor no estômago diminuiu.
– Por que ele não vai estar lá?
– Ele se formou em julho. Foi contratado como jornalista trainee aqui no The Guardian, e se mudou para um flat em Earl’s Court.
– Vocês vão ficar juntos?
– Sim, claro. São só uns cento e poucos quilômetros de distância.
Podemos nos ver nos finais de semana e feriados.
Os carvalhos projetavam sombras sobre a calçada larga e pavimentada ao longo do Serpentine. Eles tiveram que desviar para evitar um garoto de patins correndo no meio do concreto, determinado a adquirir tanta velocidade quanto possível. Na beira da água, patos marrons e cisnes elegantemente pálidos esperavam as legiões de crianças londrinas, que vinham alimentá-los, todos os dias.
Joseph puxou Demi para perto, colocando o braço nos ombros dela em um gesto amigável. Ela passou o braço ao redor da cintura dele.
– Vou sentir sua falta quando você for para a Califórnia. Você vem pro Natal? – a voz dela estava suave.
– Não sei quando volto pra Londres. Nem pra Nova York, na verdade. Se Chris e eu quisermos fazer esse negócio decolar, acho que estaremos trabalhando demais para sair de São Francisco por qualquer período de tempo.
– Me explica de novo o que vocês estão planejando.
– Já ouviu falar do Friends Reunited? – ele decidiu começar com o básico, ajudando-a a entender o conceito.
– Sim, minha mãe entrou em contato com alguns amigos de escola nesse site.
– Então, Chris e eu queremos usar o mesmo conceito, mas torná-lo mais amplo e mais moderno. A ideia é não só encontrar velhos amigos, mas se manter em contato com os atuais, conversar, deixar que saibam o que você
anda fazendo. Talvez até jogar com eles, esse tipo de coisa.
– Por que você faria isso se pode simplesmente pegar o telefone e ligar pra eles?
– Porque desse jeito você pode se manter em contato com centenas de amigos de uma vez. Com um clique, pode contar pra todo mundo que você conhece o que anda acontecendo na sua vida. Por exemplo, você quer dizer a eles que se formou, então tem que ligar e mandar um e-mail, uma carta, ou confiar no boca a boca. Com o nosso site, poderia escrever uma linha falando que se formou, e todos os seus amigos a leriam de uma vez. Você
gastaria menos de um minuto contando as novidades e poderia passar o resto do dia lendo Jane Austen, ou qualquer coisa que você queira fazer.
– Hmm. Não consigo ver por que eu iria querer fazer isso.
– Você já pensou alguma vez que iria querer um celular?
– Um o quê?
– Você sabe o que é um celular, não sabe? – Joseph perguntou, incrédulo, tirando o Nokia 8250 do bolso e mostrando-o para ela.
– Ah! Um telefone móvel? – Demi pegou o aparelho dele, olhando para o visor cromático. – Uau, esse é bonito.
Joseph balançou a cabeça.
– Como estava dizendo, embora você possa não ter pensado que precisaria de um telefone móvel – ele enfatizou as últimas palavras –, agora todo mundo ou tem um, ou quer um, e eles estão mudando o modo como nos comunicamos. Vai acontecer a mesma coisa com sites como o nosso.
Estamos satisfazendo uma necessidade que nem sabíamos que tínhamos. É
assim que surgem as inovações.
– Bem, digo pra você se sentir a necessidade de contar a centenas de conhecidos que comprei pão. Até lá, não vou fazer nenhum julgamento –
Demi sorriu, como se estivesse gostando de provocá-lo, e Joseph percebeu que ele estava gostando também.
– Esperarei uma desculpa extremamente pública e virtual. Talvez você possa rastejar um pouco também.
– Consigo babar, ajuda em algo?
– É, eu notei.
Eles tinham chegado no Hyde Park. Demi enfiou as mãos nos bolsos dos shorts.
– É melhor você voltar. Ruby não vai ficar feliz se não estiver lá quando ela chegar em casa. Foi ótimo ver você de novo.
– Você também. Vou sentir sua falta.
– Não parece que vai ter tempo de sentir minha falta.
– Arranjarei tempo.
– Então não deixe de me mandar um e-mail. Ou me convidar pro seu site.
Ainda estou disposta a rastejar pelo seu perdão.
Joseph riu, passando as mãos pelo cabelo e olhando para o rosto sorridente dela.
– Mal posso esperar.
– Sério, boa sorte com isso. E não desapareça – Demi tirou as mãos dos bolsos e jogou os braços ao redor dele, puxando-o para perto para um abraço rápido antes de soltá-lo e afastar-se.
Ele inclinou-se e roçou os lábios contra a pele macia do rosto dela, respirando fundo por um momento. Demi virou-se e desceu as escadas da estação de metrô. No topo das escadas, Joseph observou-a descer até que não pudesse mais vê-la. Tocando os lábios de leve, ele virou e dirigiu-se para Chelsea.


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Mais um!!!! espero que gostem!
><
Bjsss

2 comentários:

  1. Cada capitulo eu me apaixono mais por essa fic. Posta mais

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  2. Caraca,vai dar uma volta inteira na história para esses dois perceber que sempre foram apaixonados um pelo outro? Eu To amando a história como sempre

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Sem comentários ........... sem capítulos!