13/12/2014

Papai por um Tempo - Capítulo 13






Agora, sentada em frente a ele, que parecia tão casual e decidido ao mesmo tempo, se ela fosse um pouco mais inconsequente, poderia muito bem jogar o guardanapo de lado e sugerir que acabassem logo com aquele jantar.

Mas, embora tivesse adorado o dia e a oportunidade de ver o lado mais humano dele, outros pontos a considerar continuavam pesando em sua mente. Ela sabia que Joseph gostava de mulheres, que ele era muito mais do que implacável nos negócios, mas descobrir por meio de Kate, naquela manhã, que ele havia se aproveitado da tristeza de um homem para chegar mais perto do fechamento de um contrato...

Demetria apertou os lábios. Sentia-se atraída por Joseph de uma maneira que ela nem sabia existir, porém não poderia conviver consigo mesma se colocasse suas necessidades físicas acima da própria consciência.

Joseph, o “Senhor Implacável”, jamais entenderia aquilo, contudo.
Quando o celular em cima do balcão tocou, ele foi checá-lo. Sem responder à mensagem de texto, voltou para a mesa e puxou a cadeira. Tomou um longo gole da taça e explicou:

— Dirkins quer me ver amanhã.

Demetria endireitou os ombros.

— Acha que ele está pronto a aceitar sua proposta agora?
— Sim, creio que ele esteja disposto a fechar contrato.
— Então conseguiu dobrá-lo.

Joseph a estudou por um momento, depois deu de ombros.

— Sinto muito se reprova tudo o que eu faço.

Demetria engoliu em seco. Deveria dizer o que sabia ou deveria aceitar que não podia fazer nada para mudar a forma como Joseph lidava com as coisas em sua vida?
Ela empurrou o prato.
Certo ou errado, precisava saber.

— Como o filho de James Dirkins morreu?
— Em um acidente de carro. — Joseph limpou a boca com o guardanapo e o devolveu ao colo, pensativo. — Alguns dizem que foi suicídio. Aparentemente, ele andava bastante perturbado.
— Aparentemente? Por acaso fez alguma investigação?

O olhar de Joseph se estreitou.

— Onde está querendo chegar?

Ela não podia mais ficar quieta, pensou Demetria. Precisava perguntar. Mas, se Joseph não admitisse que havia jogado com os sentimentos de Dirkins para obter alguma vantagem, ela não ficaria surpresa. Homens como ele não costumavam assumir a responsabilidade por seus malfeitos. Preferiam ficar apenas com as recompensas.

Era assim, pelo menos, que a mídia retratava Joseph Jonas.

O homem que ela conhecera, contudo, parecia bem mais complexo e, com certeza, capaz de sentir compaixão. O fato de ele ter se preocupado em cuidar de Bonnie, as brincadeiras na neve... Joseph tivera a coragem de manipular Dirkins emocionalmente?

— Quando falei com Kate esta manhã — começou, reticente —, ela me contou que você fez Dirkins acreditar que, de alguma forma, ele foi o responsável pela morte do filho.
— O quê? — Joseph franziu a testa, o olhar escurecendo a ponto de suas íris parecerem negras.

Demetria empurrou a cadeira para trás, sentindo o rosto pegar fogo.

— Eu não devia ter dito nada.
— Quer dizer você, Demetria Lovato, ou a chamada imprensa livre? — Joseph praguejou e deixou cair o garfo no prato antes de encará-la. — Normalmente, esse tipo de coisa não me abala. Muito menos quando se vive em uma sociedade onde grande parte se deixa consumir por aquilo que a outra usa, come e diz. É um verdadeiro circo. A maioria vivendo de ilusão e o restante de idiotices!

Demetria sentiu o coração bater na garganta. Não esperava por aquela reação. Seria algum tipo de estratégia de Joseph para fazê-la ficar ao lado dele? Ganhar sua simpatia? Ou ele era melhor do que retratava a imprensa? Ou até mesmo do que ele próprio imaginava?

— Está dizendo que não insinuou a James Dirkins que ele foi o responsável pela morte de seu filho?
— E por acaso importa o que eu disser? Vocês, da imprensa, só vão publicar o que vender mais! — Os lábios perfeitos se curvaram com cinismo. — E você achando que eu devia me envergonhar.

Demetria observou a expressão de Joseph, seu tom de voz, a convicção em suas palavras... e deixou cair os ombros, infeliz.

— Eu não disse que era verdade.

Ele a fulminou com o olhar, depois bufou como se estivesse farto daquilo tudo. Apanhou o prato, então, e rumou para a cozinha.
Ela olhou para o próprio prato e, em seguida, teve uma ideia que poderia beneficiar a todos.

— Mesmo que Dirkins já não possa administrar o hotel por conta própria, ele deve estar dividido... Imagino que se sinta como se estivesse dizendo “adeus” ao filho de novo. Talvez haja uma opção em que ele ainda possa tomar parte na administração, sem ter que assumir toda a responsabilidade. E se lhe oferecesse uma parceria, Joseph?
Ele deixou cair o prato na pia.

— Não faço parcerias.

Demetria apertou os lábios.

— É claro que não.

Como ela podia ter se esquecido? Os irmãos de Joseph acreditavam em sociedades, não ele.
Joseph retornou para a mesa.

— Não sou o sujeito desprezível que está imaginando. Abro mão dos meus métodos para ser justo nos negócios, para ser um bom filho e um bom tio. — Ele estendeu a mão e, segurando a dela, fez com que ela ficasse em pé. — E, caso não tenha notado, também sou um homem que tem desejos e necessidades como todos os outros.

Demetria prendeu a respiração, mas ergueu o olhar em um desafio.

— Já notei.
— Amanhã, as autoridades virão e levarão embora aquele bebê. Com sorte, encontrarão os pais dela e, então, nosso envolvimento terá terminado. — Joseph roçou os dedos por seu antebraço. — Mas não significa que precisamos parar de nos ver.

Demetria sentiu o mundo tremer sob os pés.
De repente, tudo parecia fora do lugar.

— Quer continuar a me ver?

Ele a puxou para mais perto.

— O que acha?

Quando Joseph colou a boca na dela, Demetria sentiu o corpo vibrar com a energia que se acumulara durante todo aquele dia; que chegara à beira da ebulição desde o momento em que ela colocara a criança para dormir. Agora o combustível que parecia impregnar seu sangue corria para seu âmago, fazendo com que ela se sentisse fraca, quente, desesperada por que ele cumprisse a promessa que tinha feito... a promessa de fazerem amor.

Joseph a segurou pelo rosto, direcionando a inclinação de sua cabeça enquanto a beijava de um modo que a deixou sem chão. As sensações e as emoções eram tão poderosas que ela queria passar os braços ao redor do pescoço forte e esquecer o que era certo ou errado. Estava pegando fogo, e não seria capaz de se afastar dele antes de prová-lo.

Pois então não era de carne e osso? Por que não deveria desfrutar daquela noite? Não existia nada que os impedisse, exceto seu orgulho. Se aquilo fosse um erro, ela teria de conviver com ele, assim como com todo o restante.

Já havia se rendido e corria as mãos pelo peito sólido sob o cashmere, quando as carícias de Joseph mudaram de ritmo e de tom. Seu beijo ainda era tirar o fôlego, mas, bem no fundo, ela teve consciência de que ele sabia ter vencido aquela batalha.

Conforme mãos quentes mergulharam em seu cabelo, contudo, ela não pôde fazer outra coisa senão suspirar em sinal de rendição e se derreter em seus braços.

O corpo sólido de Joseph combinava tão perfeitamente com o seu que parecia impossível determinar onde ele terminava e ela começava.

Com a boca ainda colada à dela, Joseph a ergueu nos braços. Um momento depois, Demetria teve uma vaga consciência de estar passando por Cruiser.

Antes de subir a escada, Joseph respirou fundo e, relutante, afastou os lábios. Fitou-a com olhos semicerrados, e foi como se as batidas de seu coração bombeassem o sangue para o corpo dela, obrigando-a a buscar ar.

— Posso subir sozinha se estiver muito pesada.

Dentes perfeitos brilharam nas sombras.

— Eu consigo.

Sem dizer mais nada, ele a carregou para o segundo andar.

A pulsação de Demetria se acelerou à medida que sua compreensão da realidade parecia se esvair. Conforme Joseph adentrou a penumbra tranquila do quarto, ela recordou a primeira impressão que tivera dele, no táxi; como sua presença dominara o pequeno espaço, e sua voz profunda a deixara intrigada.

Mais tarde, havia pensado como eram atraentes aqueles lábios, principalmente o inferior, mais cheio. E chegara a se perguntar como seria senti-los sobre os dela, sem nunca ter sonhado, nem por um momento, que seu desejo se tornaria realidade.

Agora, conforme ele parava ao pé da cama king-size, a vontade de conhecer Joseph Jonas na intimidade — e por toda a noite — era tão intensa que ela sentia o corpo doer. E pensar que, após ter jurado não ceder, ela se via mais do que pronta a viver aquele momento!...

Joseph contornou a cama até um canto mais iluminado, então se inclinou para afastar as cobertas antes de deitá-la com cuidado. Com um joelho sobre o colchão, e o pé apoiado no tapete, deslizou a mão devagar sobre seu ombro enquanto depositava uma série de pequenos beijos em cada ponto erógeno seu, desde a testa até o “V” do suéter em seus seios.

Em um canto da mente de Demetria, porém, a imagem de Bonnie, sozinha no quarto de baixo, interpunha-se a cada instante.

Ela se pôs sentada.

— E se Bonnie acordar e nós não ouvirmos?

Joseph se concentrou em levantar o suéter de seus quadris, de sua cintura.

— Posso apostar que, no primeiro resmungo de Bonnie, Cruiser vem correndo nos avisar.

Ela ergueu os braços, o suéter se foi, e a boca dele desceu de novo, dessa vez para saborear o canto entre o ombro e o pescoço. Em seguida, Joseph buscou o fecho do sutiã em suas costas. Quando ele caiu, os beijos foram descendo cada vez mais, até que ele capturou a ponta de um seio com a boca, e Demetria se viu levada às alturas. A língua quente traçou um círculo molhado, brincando com o mamilo, e o acúmulo de sensações quase a fez transbordar.

As palmas das mãos em suas costas nuas a puxaram para mais perto, e Demetria tombou a cabeça pra um lado enquanto mergulhava os dedos nos cabelos fartos do homem à sua frente. Joseph se ergueu de leve, o ar frio se chocou com sua carne quente, porém ele tornou a descer sobre ela a fim de envolver o outro mamilo na boca.

Sentindo-se nas nuvens e com o corpo ardendo de desejo, Demetria absorveu o prazer e esperou. Dedos ligeiramente ásperos passearam pelas curvas de seus seios, rolando e apertando cada ponta, e ela imaginou a língua quente descendo mais...

Em vez disso, a boca de Joseph se afastou, e seu corpo sólido a deixou. Demetria franziu a testa e se obrigou a abrir os olhos. Ao vê-lo ao lado da cama, apanhando a barra do suéter de lã para tirá-lo, ela colocou os braços atrás da cabeça e observou a cena. Um halo prateado, formado pela luz indireta atrás dele, contornava o cabelo despenteado e o corpo magnífico, destacando os ombros largos. Joseph formava uma visão tão extraordinária, com todos aqueles músculos e o bronzeado perfeito, que ela não conseguia nem piscar.

Sem pressa, ele abriu o botão da calça jeans, desceu o zíper, e a peça não demorou a escorregar pelos quadris estreitos, indo ao chão. Nas sombras, ela pôde vislumbrar a linha de pelos escuros que partia do umbigo até a cueca preta que mal domava sua ereção.

Joseph se inclinou sobre ela, a luz incidiu de modo diferente sobre ele, e cada músculo de seu corpo se fez ver em um show hipnotizante.

Ele parou a poucos centímetros acima dela. Adorando seu perfume almiscarado, Joseph encheu os pulmões e passou os braços ao redor do pescoço forte.

— Pensei muito nisto... Desde o primeiro instante em que entrou no meu táxi.
— Desde o primeiro instante?

Joseph roçou a barba em seu rosto.

— Talvez antes.

Demetria passou as mãos ao longo dos contornos dos ombros largos, saboreando a própria ansiedade.

— Se é assim, vamos parar de perder tempo...

A mão quente de Joseph se arrastou por sua perna, depois se desviou para descobrir sua parte mais íntima. Enquanto ele plantava pequenos beijos em seu pescoço, em seu ombro, dois de seus dedos lhe tocaram o âmago e rodearam o ponto mais sensível.

Tudo, exceto aquela sensação ardente, desapareceu. Demetria só teve consciência de uma chama lenta e deliciosa, que ela não queria que se apagasse, conforme o toque de Joseph a circundava em um ritmo lento e torturante. Era tão maravilhoso que ela precisou morder o lábio e se agarrar em seus braços a fim de parar de se esfregar nele.

Mas, então, Joseph mudou de posição, deixando-a trêmula dos pés à cabeça. No momento seguinte, mergulhava dentro dela, a boca ainda colada à sua, a mão explorando o caminho entre eles.

Demetria segurou o ar quando uma onda de calor pareceu rasgar seu núcleo. Cada vez mais quente, cada vez mais forte... Estava tão perto do clímax que já podia senti-lo.

Os corpos em atrito atingiram o auge. Joseph deu um impulso final, e o mundo dela implodiu em ondas e ondas de incomparável prazer.

Demetria murmurou o nome dele quando seguidos orgasmos a sacudiram, e se agarrou ao seu calor, agradecendo — e ao mesmo tempo amaldiçoando — a própria sorte.

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Espero que gostem !!! 

Tava com saudades de vocês ...  

bjsss


COMENTEM!!!


8 comentários:

  1. A leitora se encontra morta. Céus! Eu estou surtando, eles brincando na neve quem olhasse de fora acharia que eram realmente uma família, e essa noite quente? estou sem palavras para definir esse capitulo! Posta o mais rápido possivel!!
    Sam, xx

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  2. Tambem senti a sua, e muita entao pfv ñ demora muito pra postar pq eu to amando sua fic
    BJS J.A

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  3. carambaaaaa, 2 safados, dali podia sair um amiguinho ou amiguinha pra Bonnie

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  4. esta quente aqui!!!!
    continua pfvrrrr
    posta logo!
    http://humbu-g.blogspot.com.br/

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  5. So digo que não vi nenhuma camisinha mencionada ahsvshs

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  6. que perfeitosss <3
    to apaixonada aqui por tudo <3
    posta logooo
    bebê
    beijosssssssssssssssssss

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Sem comentários ........... sem capítulos!