22/09/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 55 - Último






Nós não encontramos Dallas na audiência, mas minha mãe estava lá. Ela agarrou-me e abraçou-me antes que eu pudesse dizer qualquer coisa.

— Obrigada por vir, Joe. Você não sabe como me faz bem saber que ela tem alguém para apoiá-la quando eu não posso estar perto.
— Obrigado, Blaire.

Mamãe verificou seu relógio.

— Eu juro, sua irmã se atrasaria para seu próprio funeral.

Dois segundos depois, Dallas entrou impetuosa, saltando em um dos pés para poder ajustar seu sapato que saíra do pé.

— Estou aqui, estou aqui. Vocês todos sabem que eu sempre estou atrasada.
— Nós sabemos. — mamãe e eu dissemos.

Havia outras pessoas correndo de um lado para outro e eu vi o Sr. Woodward. Havia um homem conversando com ele e eu agarrei a mão de Joe mais forte.

— Mãe, você o convidou?
— Seu pai tem todo o direito de estar aqui, Kid.

Papai olhou para cima e encontrou meu olhar. Eu não o via há quase um ano. Ele parecia mais velho, mais cansado. Eu encontrei minhas características em seu rosto e era chocante o quanto eu parecia com ele. Eu nunca percebi o quanto.

— É seu pai? — Joe sussurrou em meu ouvido.
— É.
— Você tem o nariz dele.
— Eu sei.

Papai caminhou devagar, como se ele não pudesse acreditar que eu estivesse aqui. Ele estava todo bem vestido num terno petulante. Eu não o via em um terno há anos.

— Oi, Kid.
— Oi, pai. — Ele fora o primeiro da família a começar a me chamar assim.

Joe tentou soltar minha mão, mas eu não deixei.

— Você parece tão crescida.
— É, isso tem que acontecer.
— Como você está? Eu tentei ligar, mas... — Ele deu de ombros.
— Eu estive ocupada com os estudos e tudo mais.
— Oi, pai. — disse Dallas vindo abraçá-lo.

Eles tinham um relacionamento muito mais próximo e conversavam regularmente.

— Oi, Dal. Você está bem?
— Eu só quero acabar com isso.
— Vocês vão se sair bem. Vocês duas. — Ele olhou novamente para mim e eu vi seus olhos baterem em Joe.

Droga, eu terei que apresentá-los.

— Pai, esse é o Joseph. Joe, esse é meu pai.

Eles apertaram as mãos e trocaram as besteiras normais de quando um-pai-conhece-o-namorado. Estava a ponto de ficar estranho quando Sr. Woodward disse que eles iriam nos instalar.

— Mais que as estrelas. — Joe disse, dando-me um beijo na testa. — Estarei esperando. Dê-lhe o inferno.
— Eu farei.

Nossas mãos separaram-se e eu tive que virar para caminhar para longe dele. Eu dei uma última olhada por sobre meu ombro, levantando o colar que ele me deu para mostrar a ele que ele estava vindo comigo, mesmo que ele não pudesse estar lá fisicamente.

Entrar na Corte Judicial era como entrar no espelho e sair em algum outro tempo e lugar. Senti-me com doze anos novamente, apenas naquela época eu segurava a mão de minha mãe de um lado e a de meu pai do outro.

Dallas caminhava atrás de mim dessa vez, mamãe na frente e papai na retaguarda.
Os bancos de madeira eram os mesmos; as grandes e altas janelas congeladas eram as mesmas. O rangido no chão velho era o mesmo.

Eu vi a mãe, o irmão e o padrasto de Travis já sentados do lado dele da Corte, junto com uma garota que eu não reconheci. Seu advogado estava lá, mas Travis não. Cinco pessoas estavam sentadas na área dos jurados, então aquela devia ser a comissão que permite a liberdade.

Havia outras pessoas lá e eu presumi que elas também faziam parte do protocolo. Uma gentil conversa baixa encheu a sala, mas eles também poderiam estar gritando. Dallas teve que me empurrar para me fazer continuar andando.

Eu sentei no banco de madeira que provavelmente carregou milhares de bundas em sua vida. Eu tentei pensar, mas minha mente estava vazia. Dallas sentou-se perto de mim e pegou minha mão, cravando sua unha em minha palma.

— Ei. — ela disse.
— Estou aqui.
— Ótimo. Ele não é nada. Ele não pode machucar você, nem a mim. Ele nunca mais vai machucar ninguém, entendeu? Você tem apenas que contar a eles nossa história.
— Ok.

Uma porta lateral abriu e Travis entrou.
Eu ouvi uma aguda respiração de Dallas.
Ou talvez fosse eu.

O homem que entrou na Corte não era o mesmo adolescente que quase estuprou a mim e a minha irmã. Esse homem era mais velho, mais magro e tinha um olhar vazio e doentio. Ele parecia bem mais sujo também. Travis sempre fora de boa-aparência naqueles tempos.

O guarda anunciou que a audiência estava para começar e eu me abracei. Eu sabia que iria demorar até que pudéssemos falar. Parte de mim queria que eles tivessem nos deixado sentar lá fora, trouxesse-nos para falar e levasse-nos novamente.

Travis virou sua cabeça e olhou para mim. Eu encontrei seus olhos e segurei o olhar. Bem, uma coisa não havia mudado. Ainda não havia nada atrás deles. Apenas o vazio. O mesmo vazio que eu vi naquela noite que parece ter sido ontem e há anos atrás ao mesmo tempo.

Com isso, eu olhei para fora da corte. Havia entrevistas com a família de Travis, com eles dizendo como ele estava arrependido do que ele fez e que ele tinha um plano para sua vida, etc. A garota estranha era sua namorada, que continuava chorando sobre Deus sabe o quê. Seu advogado falou e o superintendente da prisão também e era tudo falar, falar, falar.

Eu não ouvi nada disso.

Eu estava pensando em acordar nos braços de Joe. Eu estava pensando sobre fazer planos de casamento com Megan. Eu estava pensando em dançar a noite toda com Selena e Miley. Eu estava pensando em compras com Dallas.

Eu enchi minha cabeça com coisas bonitas para que as feias fossem postas de lado.
E então, era nossa vez de falar. Dallas foi primeiro e eu me ajustei novamente para ouvir.

— Eu não tenho muito a dizer, então eu vou falar pouco, mas não doce. Eu não sou mais doce. Eu não sou mais doce desde que esse... animal tentou conseguir o que queria comigo e então quando minha irmã mais nova nos viu e tentou me ajudar, ele foi atrás dela. Essa pessoa, eu não o chamo de homem, porque nenhum homem jamais faria isso com uma mulher, tentou me estuprar e depois tentou estuprar minha irmã mais nova. Minha irmã mais nova. Pense nisso. Ele tentou estuprar uma criança. Ele não merece sair mais cedo, não importa o que ele diga a vocês. Ele é um mentiroso comprovado e não foi responsabilizado por seus atos. Travis — ela disse, virando para encará-lo diretamente — desse dia em diante, pelo resto da minha vida, eu jamais pensarei em você novamente. Você não merece espaço em minha mente. Eu vou esquecê-lo, porque você merece ser esquecido. Qual seu nome mesmo? Obrigada. — Ela sentou-se novamente e eu pude senti-la tremendo.

Eu agarrei sua mão e ela me deu um abraço.

— Sua vez garota. Acaba com ele.

Eu fiquei de pé e quase tropecei tentando caminhar em volta dos pés de todo mundo para chegar ao palanque. Ou o que seria, um púlpito?

Pare com isso, cérebro.

Eu abri meu papel e limpei a garganta. As palavras flutuavam à minha frente e de repente eu não podia ler. Eu estiquei a mão e segurei o colar de Joe. Eu encarei cada pessoa da comissão que permite a liberdade condicional dos presos. Três mulheres, dois homens. Eu tinha que fazê-los entender.

Mais que as estrelas.

— Quando eu tinha doze anos, eu quase fui estuprada por aquele homem, Travis Moore. Ele disse que me mataria se algum dia eu contasse. Bem, ainda estou viva e estou contando a vocês agora. Travis Moore tentou estuprar a mim e a minha irmã. Enquanto o estupro pode não ser visto como um crime tão sério quanto homicídio, de certa forma ele é um assassino. Ele matou a menina alegre que um dia eu fui.

Eu parei e tirei uma fotografia minha, tirada quando eu tinha doze anos. Eu tinha um sorriso imenso em meu rosto enquanto meu pai fazia cócegas em mim. Mamãe tirou a foto alguns meses antes do que aconteceu.

— Vocês veem essa menina? Ela morreu. Travis matou-a. Quando essa garota morreu, nasceu uma nova. Uma pessoa amarga e zangada que tinha medo de cada homem que via. Medo de que atrás de cada esquina se escondesse um agressor. Medo de dar meu coração a alguém por temer que eles pudessem me machucar. Eu passei incontáveis horas em terapia e quebrei provavelmente milhares de dólares de porcelana, mobília e computadores por causa desta coisa ali. Mas sabe o quê? Eu não tenho mais medo de você. Você não assombra meus sonhos.

Eu estava tremendo, mas eu virei para encarar Travis, assim como Dallas.

— Eu encontrei alguém que me ama, apesar de eu ter me tornado essa garota amarga e zangada. Ele lembrou-me que eu sou aquela garota que um dia eu fui, e junto comigo, ele está me ajudando a curar o que você quebrou naquela noite. Como Dallas, deste dia em diante, eu não vou pensar em seu nome, não vou me lembrar de seu rosto e vou apagar você de minha vida. Você não tem mais poder sobre mim. Você não tem mais poder sobre minha capacidade de amar. Sabe o quê? O amor é muito mais poderoso que o ódio. Eu costumava odiar você, mas é muito mais fácil amar. E isso é algo que você jamais vai entender.

Seus olhos vazios me encararam, mas eu não me importei. Um tipo estranho de poder tomou o comando e eu quase sorri para ele.

— Eu espero que compartilhando minha história eu possa dar a vocês uma janela para mostrar como essa pessoa realmente é. Vocês deixariam livre alguém que fez isso com suas filhas? Suas irmãs? Suas sobrinhas? Pense se eu fosse sua filha. O que vocês fariam? Eu peço que considerem isso quando tomarem sua decisão. Obrigada.

A sala estava silenciosa, exceto por uma tosse e um "com licença" do advogado de Travis.

— Você mandou muito bem, Kid. — Dallas disse.

Eu flutuei numa nuvem de vitória pelo resto da audiência. Eu até mesmo olhei para ele algumas vezes, mas ele não encontrou meus olhos novamente.

Chupa essa!.

A comissão saiu para deliberar, mas eles não chamaram isso assim. Fomos todos liberados e eu fui para a porta o mais rápido que eu pude.
Eu queria ver Joe.
Não foi só Joe que me encontrou.
Foi Joe, Megan, Selena, Miley, Liam e Nick.

— O que vocês estão fazendo aqui? — Eu disse, parando em meu caminho.
— Nós estamos aqui para apoiar você, Missy. Por que mais estaríamos aqui? — Joe abriu seus braços e eu lancei-me neles.
— Eu amo muito você, Joseph Adam Jonas.
— Eu também amo você, Demi Lovato.

Eu respirei seu perfume e não quis mais deixa-lo ir.
Eu finalmente me afastei, mas mantive ambas as mãos dele nas minhas.

— Não consigo acreditar que estão aqui.
— Você vai me arrumar uma ressalva para entregar no laboratório, a propósito. — Miley disse. — Estou perdendo a esterilização de um rato por isso.

Ela parecia chateada.

— De nada?
— Seja legal, Mi. — Liam disse, sua voz toda cheia de muco.
Ele parecia ruim e provavelmente se sentia pior, mas ele estava aqui.

— O quê? Eu estava ansiosa por essa aula. Mas você é mais importante, Demi. — disse Miley.
— Não ligue para ela. — Selena disse.
— Normalmente não ligo.
— Alguns de seus amigos, Demi? — Perguntou mamãe.
— Sim, você já conheceu o Joe e esses são Selena, Miley e Liam, e o primo de Joe, Nick. E você também já conhece Megan. — Elas se conheceram quando eu a levei para casa por um fim de semana para que eu pudesse sair do campus e ela pudesse se livrar dos caras em seu apartamento.

— Ei Blaire. — Megan disse, dando um abraço nela. — Jake teria vindo, mas ele teve uma prova que ele não conseguiu se livrar. Ele realmente tentou.
— Tudo bem. É mais que suficiente que você esteja aqui. — eu disse.
— Bom ver você de novo. Já tem um tempo. — mamãe disse.

Eu quis contar à minha mãe sobre o noivado de Meg, mas eu não achei o momento apropriado. Joe colocou os braços ao meu redor por trás e seu queixo em minha cabeça.

— Então você terminou? — Miley perguntou.
— Sim. Eu levantei e falei e não desmaiei. Eu apenas desejo que eles acreditem em mim.
— Ela foi impressionante. — Dallas disse.
— Você também. — disse eu.

Joe soltou-me para que eu pudesse dar um abraço nela, o que se transformou em eu abraçando todos eles e depois todos nós em um grande abraço em grupo que fez todos rirem. O que eu queria mesmo era chorar.

Eles estavam todos aqui por mim e minha família. Eu nem mesmo pedi a eles, mas eles vieram correndo. De alguma forma, mesmo que eu fosse amarga e zangada, essas pessoas decidiram que eu era digna de seu amor. Ou eles estavam desejosos de deixar tudo isso para trás, ou eu não estava tão fodida quanto eu pensava.
Ou talvez fosse um pouco dos dois.

— Então, quanto tempo eles vão levar para decidir? — Liam perguntou.
— Não tenho ideia. Acredito que tenhamos apenas que esperar para ver. — eu disse.
— Por que nós não descemos o corredor? Há uma sala de espera se vocês quiserem ficar confortáveis. — Sr. Woodward disse, sutilmente nos dizendo para sair do caminho.

Todos fomos para a sala de espera e foi como se o dia tivesse se transformado em uma festa. Tive que apresentar papai para todo mundo e eu até mesmo o deixei me dar um abraço e um beijo no rosto.

— Estou tão orgulhoso de você. — ele disse.
— Obrigada, pai.
— Você deveria vir me visitar em suas férias. Eu tenho um excelente cantinho que seria bom para ler. Você pode levar Joe, se você quiser. — Eu olhei para cima para dizer-lhe que eu estava ocupada e que eu iria pensar, mas seu rosto estava tão esperançoso que eu não pude.
— Claro, pai. Está marcado.
— Amo você, garota.
— Também amo você. — Eu não dizia estas palavras a meu pai há pelo menos cinco anos.
Elas pareceram certas.

Nós passamos as próximas duas horas esperando e conversando. Todos estávamos famintos, mas não pensamos ser apropriado trazer comida. Nós concordamos que depois de tudo iríamos naquele restaurante que eu estive com Joe e pediríamos panquecas. Não importa o que acontecesse.
Com toda honestidade, quando eu realmente pensei sobre o assunto, não me importou se eles o deixariam solto. Ele não podia mais me machucar. Era uma revelação que demorou muitos anos, mas levou apenas um momento para aparecer. Eu fiz de meu segredo e dele essa grande coisa impossível que eu jamais poderia conquistar.

Mas eu conquistei. Eu não seria mais uma vítima. Era hora de eu me encarregar e viver minha vida ao invés de deixar algo que me aconteceu conduzi-la por mim. Tantas pessoas me disseram a mesma coisa, centenas de vezes. Era algo que eu tinha que aprender sozinha.

Uma secretária finalmente veio e nos disse que eles estavam prontos.
Quando voltamos para a sala de audiência para a decisão, eu mantive minha cabeça erguida e um sorriso no rosto. Fora daquela sala estava um mundo maravilhoso que eu não podia esperar para fazer parte novamente. E panquecas. Eu realmente queria panquecas.

Eu segurei a mão de Dallas enquanto esperávamos que a comissão anunciasse a decisão. Um dos membros da comissão, uma mulher com cabelos pretos lisos e óculos severos, se levantou e eu prendi a respiração.

— A liberdade condicional é negada até o fim de sua sentença.

 As palavras soaram altas na grande sala. Eu soltei um barulho involuntário de alegria e eu não fui a única. Eu ouvi barulhos de desespero de sua família e um pranto de sua namorada. Eu assisti seus ombros caírem um pouco quando seu advogado sussurrou em seu ouvido. Ele concordou com a cabeça.

O membro da comissão passou um pedaço de papel para o guarda e ele passou para o advogado. Houve mais conversas sobre apelação, etc., mas eu não me importei. Ele vai ficar na prisão por mais dois anos. Eu dei uma última olhada em Travis enquanto saíamos em fila da sala de audiência. Ele não virou e eu soube que aquela seria a última vez que eu o veria.

Minha família saiu o mais rápido que puderam, agradecendo ao Sr. Woodward. Ele disse que entraria em contato se houvesse qualquer mudança.

— Eu não acho que você tenha nada com o que se preocupar. — disse o Sr. Woodward quando nos encaminhamos de volta à sala de espera. — Vocês dois eram diferentes. Ele podia dizer que encontrou Jesus o quanto ele quisesse, mas foi você quem mostrou quem ele realmente era.
— O quê? — Eu não sabia do que ele estava falando.
— Oh, você não sintonizou essa parte? — Disse Dallas. — Ele disse que encontrou o Senhor e tornou-se cristão. Maldito doente.
— Eu não acho que Deus possa ajudá-lo. — disse Sr. Woodward.
— Eu espero que não. — ela disse.

Nós apertamos a mão do Sr. Woodward e fomos dar as boas novas à multidão.

— A condicional foi negada. — Dallas e eu dissemos ao mesmo tempo para alguns torcedores.

Joe levantou-me em seus braços e rodou-me. Parecia algo estranho para torcer, mas nós não ligamos. Era como se UMaine tivesse ganhado um jogo de hockey contra a Universidade de New Hampshire.

— Estou tão feliz que tenha acabado. — eu disse ao Joe.
— Eu também. Agora nós podemos começar nossa vida.
— Nós ainda não começamos? O que nós estivemos fazendo por todo esse tempo?
— Apenas rolando no feno.
— Fardos e fardos de feno.

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Bom ... não falei que ia terminar isso hoje... então, está acabando !
Bjss


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2 comentários:

  1. Acabou. Agrrrr! :''''(
    Eu gostei tanto dessa história, mas tinha que acabar né?
    Ainda bem que o Joe conseguiu quebrar aquelas muralhas que cercavam quem a Demi realmente era, ele a ajudou de tal forma. Também acho que a Demi o ajudou, eles superaram terríveis traumas juntos com o amor que construíram. :''')
    Foi perfeito, e aposto que a próxima fic também será perfeita. Beijos :')

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  2. PERFEITOOOO. Eu vou sentir saudades dessa fic <3 Você vai começar outra?

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Sem comentários ........... sem capítulos!