22/09/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 56 - Epílogo





A vida era a mesma e diferente ao mesmo tempo depois da audiência. Era a mesma porque eu passava todas as noites com o Joe e ia para as aulas e andava com as garotas e fazia mais pinturas de sopro e lia mais obscenidades de vampiros.

Era diferente porque era mais fácil dar gargalhadas.
Mais fácil sorrir.
Mais fácil dormir.
TUDO era mais fácil.

Eu não tinha mais que tentar entrar naquela bolha de proteção. Eu estava lá o tempo todo.

— Ei, você quer ir a algum lugar comigo? — Joe disse na manhã de sábado após a audiência.
— Por que não? Contanto que você não me leve a algum lugar para transar, eu estou dentro.
— Você é uma mentirosa.
— É preciso um pra reconhecer outro. Eu sei que você esteve planejando alguma coisa.
— Eu sei que você sabe. Vamos.

Ele puxou-me para ficar de pé. Nós estávamos aconchegados no sofá, assistindo descuidados um reality show na TV. Eu não me incomodei em perguntar onde nós estávamos indo. Eu estava me acostumando a surpresas, ou eu estava ficando menos curiosa.

Joe saiu dirigindo do campus e direcionou-se a Bangor, ao centro da cidade.
Ele virou em uma rua lateral cheia de casa bonitas e parou em frente a uma que não era tão impressionante quanto as outras, mas era fofa. Amarela, com adornos brancos e uma pequena varanda. Era adorável. Havia outro carro na garagem, um BMW que eu reconhecia.

— Aquele é o carro de Mark?
— Pensei que você devia encontrá-lo.
— Por que estamos encontrando com ele aqui?
— Você verá. — Nós saímos do carro e caminhamos até a casa. — Nós podemos entrar. Estão nos esperando.

Ele abriu a porta da frente e eu fui bombardeada com:

Surpresa!

— Que diabos é isso?

Eles estavam todos aqui: Selena, Nick, Miley, Liam, Dev, Sean, Megan e Jake.
E alguém que eu não reconhecia, mas que devia ser Mark.

— Não é meu aniversário. — eu disse.
Não seria por algumas semanas.
— Ainda não. — disse Joe. — Demi, esse é Mark. Mark, essa é Demi.

Mark era uma presença forte, com pele de chocolate e um terno provavelmente feito por um designer italiano e uma cara severa para combinar. Ele parecia um advogado em cada centímetro.

— É um prazer conhecê-la, Srta. Lovato.
— Ele iria lhe chamar assim, como você já sabia. Mark é muito formal, o que é irônico considerando que ele me força a chamá-lo de Mark. — disse Joe.

Mark limpou a garganta em resposta.

— Ok, então alguém vai me dizer o que estamos fazendo aqui. — eu disse.

Todos se entreolharam e atingiu-me como três milhões de lâmpadas acendendo todas de uma vez.

— Juro por Deus, Joseph, se você comprou-me uma casa, eu vou matar você. Lenta e desagradavelmente. Nós vamos fazer um seguimento de tortura na história 226 e eu conheço vários modos de fazer isso acontecer.
— Missy, eu não lhe comprei uma casa exatamente por essa razão.

Mark limpou sua garganta novamente.

— É um aluguel para moradia. Joseph deu um sinal e pagou o primeiro mês. Eu estou com os papéis do aluguel aqui para você assinar, assim como cartões assinados para uma nova conta conjunta. — disse Mark, sacando de repente uma pilha de papéis que ele enfiou em minha cara.

— Espere, o quê?
— Estamos alugando a casa. Para morar. Também, advinha quem está alugando conosco? — Perguntou Joe.
— Desisto. — eu disse, à beira de perder o controle.
— Nós! — Disse Miley, jogando um pouco de confete em mim. — Todos nós vamos morar juntos!
— Você tem que estar brincando comigo. — disse eu, olhando em volta e esperando que alguém me dissesse que eles estavam apenas zoando comigo.
— Não. Nós arranjamos tudo essa semana. — disse Joe.

Eu abri minha boca para gritar com ele. Para dizer a ele que isso era loucura. Que nunca daria certo. Quem fazia coisas como essa? Uma porra. De uma. Casa.

— Eu lhe deixo pagar todos os outros aluguéis. — disse Joe, enquanto eu tentava juntar meus pensamentos em palavras coerentes. — Tudo o que você precisa fazer é assinar.
— Quanto dinheiro tem nessa conta conjunta?
— Apenas duzentos dólares. Até agora. Eu colocaria tudo lá, mas eu sei que você não deixaria.
— Joe...
— Não é uma esmola. É a criação da nossa fundação.

Eu olhei todos os rostos em volta.
Deus, eu os amo.
Tanto que dói pensar nisso.

— Posso pelo menos ver a casa antes de assinar?

Todos deram um suspiro de alívio e Joe nos levou para um passeio, com Mark mostrando as melhores características como um corretor de imóveis. Mark era exatamente como eu pintei.
Calmo, legal e todo profissional. Eu fiz de meu objetivo fazê-lo sorrir.

Eu me apaixonei pela casa assim que eu vi a cozinha adorável, com um pequeno canto de café da manhã. Havia uma grande sala de estar onde nós podíamos ajustar um sofá gigante e que ainda tinha a vergonhosa cadeira reclinável.

— Nós pensamos em trazer todas suas coisas sem dizer-lhe, mas nós percebemos que você ficaria irritada. Trazer a cadeira reclinável para cá já foi ruim o bastante. — Nick disse.

Oh, eles me conheciam tão bem.
No segundo piso havia dois quartos grandes, cada um com seu próprio banheiro pequeno e no terceiro piso havia o quarto principal com um banheiro.

— Este é o nosso. — Joe disse, acenando com sua mão.

O quarto era grande, aberto e cheio de luz. Só havia uma coisa no quarto. Uma foto minha e de Joe que mamãe tirou no fim de semana passado, numa moldura com pintura de pavão. Estava em preto e branco. Sua cabeça estava inclinada em meu ombro e ele estava posicionando meus dedos nas cordas do violão e eu estava rindo de algo que ele disse.

Eu ergui-a e olhei para nossos rostos felizes.

— Então o que você acha? — Joe perguntou, parado na porta do banheiro, observando-me, sua mão batendo em sua perna num ritmo firme. Um, dois, três, quatro, cinco. — A propósito, Stephen King mora nesta rua. Se isso ajudar minha causa de algum modo.

Minha boca caiu.

— Você está me zoando.
— Você viu a casa com a cerca maneira de ferro? A vermelha grande?
— Sim.
— É a casa dele.

Eu poderia morar na mesma rua de Stephen King.
Santa merda fodida.

— Eu também troquei minha especialização.
— Você trocou?
— Sim. Agora nós somos alunos de artes liberais. Agora eu sou um membro orgulhoso da Faculdade de Educação. Música, para ser mais exato.
— Você trocou sua especialização?
— Eu decidi que já era hora de fazer o que eu quero fazer. Não o que eu pensava que tinha que fazer. — Minha mente já estava transbordando com tudo que estava acontecendo de uma só vez. Eu não conseguia entender tudo.
— Eu pensei que podíamos empacotar nossas pinturas de sopro e colocá-las aqui. — ele disse, gesticulando para uma das paredes. — E uma cama grande, bem aqui. — Ele percorreu o resto do quarto e eu imaginei isso.

Eu imaginei dizer sim e mudar com Joe no próximo semestre. Eu imaginei e decidi que eu gostaria que fosse real.

— Ok.

Joe parou de falar sobre cores potenciais para a pintura e olhou para mim.

— Ok?
— Ok. Mas qualquer dinheiro que você coloque naquela conta conjunta, eu colocarei a mesma quantia. 50% para cada um. Você não vai ganhar muito como um professor de música.
— Você está certa. 50% para cada um. — ele concordou, vindo colocar seus braços em minha volta.
— Então, Sr. Jonas.
— Sim, Srta. Lovato.
— Eu acho que ganhei a aposta.
— Eu acho que não, Missy. Eu disse que deixaria o dormitório. Eu nunca disse nada sobre você vir comigo. Então, em meu ponto de vista, eu ganhei.
— Amar você foi o melhor erro que eu já cometi. — disse eu.

Ele sacudiu a cabeça.

— Estar determinado a ser seu colega de quarto foi a coisa mais sortuda que já me aconteceu. Eu não acho que eu terei tanta sorte de novo.
— Quer apostar?
— De jeito nenhum.


FIM!


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Então... eu já tenho uma novas história pra postar, depois posto as sinopses pra vocês >.<

Espero que tenham gostado da Fic ... <3

Bjsss




Meu Erro Favorito - Capitulo 55 - Último






Nós não encontramos Dallas na audiência, mas minha mãe estava lá. Ela agarrou-me e abraçou-me antes que eu pudesse dizer qualquer coisa.

— Obrigada por vir, Joe. Você não sabe como me faz bem saber que ela tem alguém para apoiá-la quando eu não posso estar perto.
— Obrigado, Blaire.

Mamãe verificou seu relógio.

— Eu juro, sua irmã se atrasaria para seu próprio funeral.

Dois segundos depois, Dallas entrou impetuosa, saltando em um dos pés para poder ajustar seu sapato que saíra do pé.

— Estou aqui, estou aqui. Vocês todos sabem que eu sempre estou atrasada.
— Nós sabemos. — mamãe e eu dissemos.

Havia outras pessoas correndo de um lado para outro e eu vi o Sr. Woodward. Havia um homem conversando com ele e eu agarrei a mão de Joe mais forte.

— Mãe, você o convidou?
— Seu pai tem todo o direito de estar aqui, Kid.

Papai olhou para cima e encontrou meu olhar. Eu não o via há quase um ano. Ele parecia mais velho, mais cansado. Eu encontrei minhas características em seu rosto e era chocante o quanto eu parecia com ele. Eu nunca percebi o quanto.

— É seu pai? — Joe sussurrou em meu ouvido.
— É.
— Você tem o nariz dele.
— Eu sei.

Papai caminhou devagar, como se ele não pudesse acreditar que eu estivesse aqui. Ele estava todo bem vestido num terno petulante. Eu não o via em um terno há anos.

— Oi, Kid.
— Oi, pai. — Ele fora o primeiro da família a começar a me chamar assim.

Joe tentou soltar minha mão, mas eu não deixei.

— Você parece tão crescida.
— É, isso tem que acontecer.
— Como você está? Eu tentei ligar, mas... — Ele deu de ombros.
— Eu estive ocupada com os estudos e tudo mais.
— Oi, pai. — disse Dallas vindo abraçá-lo.

Eles tinham um relacionamento muito mais próximo e conversavam regularmente.

— Oi, Dal. Você está bem?
— Eu só quero acabar com isso.
— Vocês vão se sair bem. Vocês duas. — Ele olhou novamente para mim e eu vi seus olhos baterem em Joe.

Droga, eu terei que apresentá-los.

— Pai, esse é o Joseph. Joe, esse é meu pai.

Eles apertaram as mãos e trocaram as besteiras normais de quando um-pai-conhece-o-namorado. Estava a ponto de ficar estranho quando Sr. Woodward disse que eles iriam nos instalar.

— Mais que as estrelas. — Joe disse, dando-me um beijo na testa. — Estarei esperando. Dê-lhe o inferno.
— Eu farei.

Nossas mãos separaram-se e eu tive que virar para caminhar para longe dele. Eu dei uma última olhada por sobre meu ombro, levantando o colar que ele me deu para mostrar a ele que ele estava vindo comigo, mesmo que ele não pudesse estar lá fisicamente.

Entrar na Corte Judicial era como entrar no espelho e sair em algum outro tempo e lugar. Senti-me com doze anos novamente, apenas naquela época eu segurava a mão de minha mãe de um lado e a de meu pai do outro.

Dallas caminhava atrás de mim dessa vez, mamãe na frente e papai na retaguarda.
Os bancos de madeira eram os mesmos; as grandes e altas janelas congeladas eram as mesmas. O rangido no chão velho era o mesmo.

Eu vi a mãe, o irmão e o padrasto de Travis já sentados do lado dele da Corte, junto com uma garota que eu não reconheci. Seu advogado estava lá, mas Travis não. Cinco pessoas estavam sentadas na área dos jurados, então aquela devia ser a comissão que permite a liberdade.

Havia outras pessoas lá e eu presumi que elas também faziam parte do protocolo. Uma gentil conversa baixa encheu a sala, mas eles também poderiam estar gritando. Dallas teve que me empurrar para me fazer continuar andando.

Eu sentei no banco de madeira que provavelmente carregou milhares de bundas em sua vida. Eu tentei pensar, mas minha mente estava vazia. Dallas sentou-se perto de mim e pegou minha mão, cravando sua unha em minha palma.

— Ei. — ela disse.
— Estou aqui.
— Ótimo. Ele não é nada. Ele não pode machucar você, nem a mim. Ele nunca mais vai machucar ninguém, entendeu? Você tem apenas que contar a eles nossa história.
— Ok.

Uma porta lateral abriu e Travis entrou.
Eu ouvi uma aguda respiração de Dallas.
Ou talvez fosse eu.

O homem que entrou na Corte não era o mesmo adolescente que quase estuprou a mim e a minha irmã. Esse homem era mais velho, mais magro e tinha um olhar vazio e doentio. Ele parecia bem mais sujo também. Travis sempre fora de boa-aparência naqueles tempos.

O guarda anunciou que a audiência estava para começar e eu me abracei. Eu sabia que iria demorar até que pudéssemos falar. Parte de mim queria que eles tivessem nos deixado sentar lá fora, trouxesse-nos para falar e levasse-nos novamente.

Travis virou sua cabeça e olhou para mim. Eu encontrei seus olhos e segurei o olhar. Bem, uma coisa não havia mudado. Ainda não havia nada atrás deles. Apenas o vazio. O mesmo vazio que eu vi naquela noite que parece ter sido ontem e há anos atrás ao mesmo tempo.

Com isso, eu olhei para fora da corte. Havia entrevistas com a família de Travis, com eles dizendo como ele estava arrependido do que ele fez e que ele tinha um plano para sua vida, etc. A garota estranha era sua namorada, que continuava chorando sobre Deus sabe o quê. Seu advogado falou e o superintendente da prisão também e era tudo falar, falar, falar.

Eu não ouvi nada disso.

Eu estava pensando em acordar nos braços de Joe. Eu estava pensando sobre fazer planos de casamento com Megan. Eu estava pensando em dançar a noite toda com Selena e Miley. Eu estava pensando em compras com Dallas.

Eu enchi minha cabeça com coisas bonitas para que as feias fossem postas de lado.
E então, era nossa vez de falar. Dallas foi primeiro e eu me ajustei novamente para ouvir.

— Eu não tenho muito a dizer, então eu vou falar pouco, mas não doce. Eu não sou mais doce. Eu não sou mais doce desde que esse... animal tentou conseguir o que queria comigo e então quando minha irmã mais nova nos viu e tentou me ajudar, ele foi atrás dela. Essa pessoa, eu não o chamo de homem, porque nenhum homem jamais faria isso com uma mulher, tentou me estuprar e depois tentou estuprar minha irmã mais nova. Minha irmã mais nova. Pense nisso. Ele tentou estuprar uma criança. Ele não merece sair mais cedo, não importa o que ele diga a vocês. Ele é um mentiroso comprovado e não foi responsabilizado por seus atos. Travis — ela disse, virando para encará-lo diretamente — desse dia em diante, pelo resto da minha vida, eu jamais pensarei em você novamente. Você não merece espaço em minha mente. Eu vou esquecê-lo, porque você merece ser esquecido. Qual seu nome mesmo? Obrigada. — Ela sentou-se novamente e eu pude senti-la tremendo.

Eu agarrei sua mão e ela me deu um abraço.

— Sua vez garota. Acaba com ele.

Eu fiquei de pé e quase tropecei tentando caminhar em volta dos pés de todo mundo para chegar ao palanque. Ou o que seria, um púlpito?

Pare com isso, cérebro.

Eu abri meu papel e limpei a garganta. As palavras flutuavam à minha frente e de repente eu não podia ler. Eu estiquei a mão e segurei o colar de Joe. Eu encarei cada pessoa da comissão que permite a liberdade condicional dos presos. Três mulheres, dois homens. Eu tinha que fazê-los entender.

Mais que as estrelas.

— Quando eu tinha doze anos, eu quase fui estuprada por aquele homem, Travis Moore. Ele disse que me mataria se algum dia eu contasse. Bem, ainda estou viva e estou contando a vocês agora. Travis Moore tentou estuprar a mim e a minha irmã. Enquanto o estupro pode não ser visto como um crime tão sério quanto homicídio, de certa forma ele é um assassino. Ele matou a menina alegre que um dia eu fui.

Eu parei e tirei uma fotografia minha, tirada quando eu tinha doze anos. Eu tinha um sorriso imenso em meu rosto enquanto meu pai fazia cócegas em mim. Mamãe tirou a foto alguns meses antes do que aconteceu.

— Vocês veem essa menina? Ela morreu. Travis matou-a. Quando essa garota morreu, nasceu uma nova. Uma pessoa amarga e zangada que tinha medo de cada homem que via. Medo de que atrás de cada esquina se escondesse um agressor. Medo de dar meu coração a alguém por temer que eles pudessem me machucar. Eu passei incontáveis horas em terapia e quebrei provavelmente milhares de dólares de porcelana, mobília e computadores por causa desta coisa ali. Mas sabe o quê? Eu não tenho mais medo de você. Você não assombra meus sonhos.

Eu estava tremendo, mas eu virei para encarar Travis, assim como Dallas.

— Eu encontrei alguém que me ama, apesar de eu ter me tornado essa garota amarga e zangada. Ele lembrou-me que eu sou aquela garota que um dia eu fui, e junto comigo, ele está me ajudando a curar o que você quebrou naquela noite. Como Dallas, deste dia em diante, eu não vou pensar em seu nome, não vou me lembrar de seu rosto e vou apagar você de minha vida. Você não tem mais poder sobre mim. Você não tem mais poder sobre minha capacidade de amar. Sabe o quê? O amor é muito mais poderoso que o ódio. Eu costumava odiar você, mas é muito mais fácil amar. E isso é algo que você jamais vai entender.

Seus olhos vazios me encararam, mas eu não me importei. Um tipo estranho de poder tomou o comando e eu quase sorri para ele.

— Eu espero que compartilhando minha história eu possa dar a vocês uma janela para mostrar como essa pessoa realmente é. Vocês deixariam livre alguém que fez isso com suas filhas? Suas irmãs? Suas sobrinhas? Pense se eu fosse sua filha. O que vocês fariam? Eu peço que considerem isso quando tomarem sua decisão. Obrigada.

A sala estava silenciosa, exceto por uma tosse e um "com licença" do advogado de Travis.

— Você mandou muito bem, Kid. — Dallas disse.

Eu flutuei numa nuvem de vitória pelo resto da audiência. Eu até mesmo olhei para ele algumas vezes, mas ele não encontrou meus olhos novamente.

Chupa essa!.

A comissão saiu para deliberar, mas eles não chamaram isso assim. Fomos todos liberados e eu fui para a porta o mais rápido que eu pude.
Eu queria ver Joe.
Não foi só Joe que me encontrou.
Foi Joe, Megan, Selena, Miley, Liam e Nick.

— O que vocês estão fazendo aqui? — Eu disse, parando em meu caminho.
— Nós estamos aqui para apoiar você, Missy. Por que mais estaríamos aqui? — Joe abriu seus braços e eu lancei-me neles.
— Eu amo muito você, Joseph Adam Jonas.
— Eu também amo você, Demi Lovato.

Eu respirei seu perfume e não quis mais deixa-lo ir.
Eu finalmente me afastei, mas mantive ambas as mãos dele nas minhas.

— Não consigo acreditar que estão aqui.
— Você vai me arrumar uma ressalva para entregar no laboratório, a propósito. — Miley disse. — Estou perdendo a esterilização de um rato por isso.

Ela parecia chateada.

— De nada?
— Seja legal, Mi. — Liam disse, sua voz toda cheia de muco.
Ele parecia ruim e provavelmente se sentia pior, mas ele estava aqui.

— O quê? Eu estava ansiosa por essa aula. Mas você é mais importante, Demi. — disse Miley.
— Não ligue para ela. — Selena disse.
— Normalmente não ligo.
— Alguns de seus amigos, Demi? — Perguntou mamãe.
— Sim, você já conheceu o Joe e esses são Selena, Miley e Liam, e o primo de Joe, Nick. E você também já conhece Megan. — Elas se conheceram quando eu a levei para casa por um fim de semana para que eu pudesse sair do campus e ela pudesse se livrar dos caras em seu apartamento.

— Ei Blaire. — Megan disse, dando um abraço nela. — Jake teria vindo, mas ele teve uma prova que ele não conseguiu se livrar. Ele realmente tentou.
— Tudo bem. É mais que suficiente que você esteja aqui. — eu disse.
— Bom ver você de novo. Já tem um tempo. — mamãe disse.

Eu quis contar à minha mãe sobre o noivado de Meg, mas eu não achei o momento apropriado. Joe colocou os braços ao meu redor por trás e seu queixo em minha cabeça.

— Então você terminou? — Miley perguntou.
— Sim. Eu levantei e falei e não desmaiei. Eu apenas desejo que eles acreditem em mim.
— Ela foi impressionante. — Dallas disse.
— Você também. — disse eu.

Joe soltou-me para que eu pudesse dar um abraço nela, o que se transformou em eu abraçando todos eles e depois todos nós em um grande abraço em grupo que fez todos rirem. O que eu queria mesmo era chorar.

Eles estavam todos aqui por mim e minha família. Eu nem mesmo pedi a eles, mas eles vieram correndo. De alguma forma, mesmo que eu fosse amarga e zangada, essas pessoas decidiram que eu era digna de seu amor. Ou eles estavam desejosos de deixar tudo isso para trás, ou eu não estava tão fodida quanto eu pensava.
Ou talvez fosse um pouco dos dois.

— Então, quanto tempo eles vão levar para decidir? — Liam perguntou.
— Não tenho ideia. Acredito que tenhamos apenas que esperar para ver. — eu disse.
— Por que nós não descemos o corredor? Há uma sala de espera se vocês quiserem ficar confortáveis. — Sr. Woodward disse, sutilmente nos dizendo para sair do caminho.

Todos fomos para a sala de espera e foi como se o dia tivesse se transformado em uma festa. Tive que apresentar papai para todo mundo e eu até mesmo o deixei me dar um abraço e um beijo no rosto.

— Estou tão orgulhoso de você. — ele disse.
— Obrigada, pai.
— Você deveria vir me visitar em suas férias. Eu tenho um excelente cantinho que seria bom para ler. Você pode levar Joe, se você quiser. — Eu olhei para cima para dizer-lhe que eu estava ocupada e que eu iria pensar, mas seu rosto estava tão esperançoso que eu não pude.
— Claro, pai. Está marcado.
— Amo você, garota.
— Também amo você. — Eu não dizia estas palavras a meu pai há pelo menos cinco anos.
Elas pareceram certas.

Nós passamos as próximas duas horas esperando e conversando. Todos estávamos famintos, mas não pensamos ser apropriado trazer comida. Nós concordamos que depois de tudo iríamos naquele restaurante que eu estive com Joe e pediríamos panquecas. Não importa o que acontecesse.
Com toda honestidade, quando eu realmente pensei sobre o assunto, não me importou se eles o deixariam solto. Ele não podia mais me machucar. Era uma revelação que demorou muitos anos, mas levou apenas um momento para aparecer. Eu fiz de meu segredo e dele essa grande coisa impossível que eu jamais poderia conquistar.

Mas eu conquistei. Eu não seria mais uma vítima. Era hora de eu me encarregar e viver minha vida ao invés de deixar algo que me aconteceu conduzi-la por mim. Tantas pessoas me disseram a mesma coisa, centenas de vezes. Era algo que eu tinha que aprender sozinha.

Uma secretária finalmente veio e nos disse que eles estavam prontos.
Quando voltamos para a sala de audiência para a decisão, eu mantive minha cabeça erguida e um sorriso no rosto. Fora daquela sala estava um mundo maravilhoso que eu não podia esperar para fazer parte novamente. E panquecas. Eu realmente queria panquecas.

Eu segurei a mão de Dallas enquanto esperávamos que a comissão anunciasse a decisão. Um dos membros da comissão, uma mulher com cabelos pretos lisos e óculos severos, se levantou e eu prendi a respiração.

— A liberdade condicional é negada até o fim de sua sentença.

 As palavras soaram altas na grande sala. Eu soltei um barulho involuntário de alegria e eu não fui a única. Eu ouvi barulhos de desespero de sua família e um pranto de sua namorada. Eu assisti seus ombros caírem um pouco quando seu advogado sussurrou em seu ouvido. Ele concordou com a cabeça.

O membro da comissão passou um pedaço de papel para o guarda e ele passou para o advogado. Houve mais conversas sobre apelação, etc., mas eu não me importei. Ele vai ficar na prisão por mais dois anos. Eu dei uma última olhada em Travis enquanto saíamos em fila da sala de audiência. Ele não virou e eu soube que aquela seria a última vez que eu o veria.

Minha família saiu o mais rápido que puderam, agradecendo ao Sr. Woodward. Ele disse que entraria em contato se houvesse qualquer mudança.

— Eu não acho que você tenha nada com o que se preocupar. — disse o Sr. Woodward quando nos encaminhamos de volta à sala de espera. — Vocês dois eram diferentes. Ele podia dizer que encontrou Jesus o quanto ele quisesse, mas foi você quem mostrou quem ele realmente era.
— O quê? — Eu não sabia do que ele estava falando.
— Oh, você não sintonizou essa parte? — Disse Dallas. — Ele disse que encontrou o Senhor e tornou-se cristão. Maldito doente.
— Eu não acho que Deus possa ajudá-lo. — disse Sr. Woodward.
— Eu espero que não. — ela disse.

Nós apertamos a mão do Sr. Woodward e fomos dar as boas novas à multidão.

— A condicional foi negada. — Dallas e eu dissemos ao mesmo tempo para alguns torcedores.

Joe levantou-me em seus braços e rodou-me. Parecia algo estranho para torcer, mas nós não ligamos. Era como se UMaine tivesse ganhado um jogo de hockey contra a Universidade de New Hampshire.

— Estou tão feliz que tenha acabado. — eu disse ao Joe.
— Eu também. Agora nós podemos começar nossa vida.
— Nós ainda não começamos? O que nós estivemos fazendo por todo esse tempo?
— Apenas rolando no feno.
— Fardos e fardos de feno.

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Bom ... não falei que ia terminar isso hoje... então, está acabando !
Bjss


COMENTEM!


Meu Erro Favorito - Capitulo 54






Eu acordei abruptamente às 5h na manhã seguinte. Joe estava despido ao meu lado e resmungou em seu sono quando eu me mexi. Eu fiquei um momento sem conseguir respirar, como se algo estivesse me espremendo.

Eu esperava um ataque de pânico. Eu tive mais deles do que eu podia contar em minha vida. Eu sabia que tinha alguns remédios contra a ansiedade em algum lugar, mas eles não fariam nenhum bem àquela altura, uma vez que eles demoram um tempo para se intensificar em seu sistema. Qualquer outra coisa que eu pudesse ter tomado, teria sido furada, então eu apenas fiquei onde eu estava, focando nos braços de Joe e no fato de que não, eu não estava, na verdade, morrendo.

Eu coloquei os olhos em Joe. Seus olhos pulavam atrás de suas pálpebras. Para um rapaz, ele tinha cílios realmente grossos. Ele parecia tão doce enquanto dormia, contanto que ele não tivesse um pesadelo. De vez em quando, se ele estivesse em um sono realmente profundo, ele roncava um pouco.

Meu amor por ele ajustou-se sobre mim como um cobertor limpinho numa fria noite de inverno. O sentimento apertado foi embora quando eu entrei em nossa bolha. Foi mais difícil dessa vez, mas de alguma forma eu consegui. Joe fez uma careta ainda dormindo e murmurou algo.

Eu beijei seu nariz e deitei novamente, virando minha cabeça para que eu pudesse olhar para ele. Ele era malditamente muito brotinho.
Eu comecei a perder o controle de novo quando Joe tentou me fazer comer torradas com cerveja de gengibre.

— Não vou forçar você, mas você vai se arrepender se não comer. — Eu nunca o vi tão carrancudo, então eu dei algumas mordidas na torrada e tomei um pouco da cerveja de gengibre.

Selena, Nick e Miley abraçaram-me e desejaram-me coisas boas quando eles foram para suas aulas e coisas assim. Liam teve um resfriado, então ele ficaria em casa à noite, mas ele me mandou um SMS assim como Megan.
Se eu não estivesse tão estressada, meu coração teria se aquecido por todas as pessoas que estavam me dando apoio.

Eu perdi a briga para dirigir, então Joe também estava matando aula para me levar. Eu não briguei muito por isso. A comissão que permite a liberdade condicional dos presos pode tomar sua decisão logo após a audiência, então eu provavelmente não estaria em condições de dirigir de volta para o campus de qualquer forma.

A audiência estava marcada para às dez, mas eu estava pronta para ir às oito e meia. Joe pegou seu violão e me deixou fazer pedidos, trocando de uma música para outra mesmo que estivesse no meio. Era uma mistura estranha, tipo como se estivesse mudando de estações de rádio. Isso me divertiu por algum tempo, mas quando minhas pernas começaram a agitar-se tanto que eu não podia nem sentar, Joe pegou nossos casacos e me levou para uma caminhada no campus. Ele também sugeriu que fizéssemos mais algumas pinturas de sopro, mas eu não conseguia ficar sentada por tempo suficiente para sequer montar as coisas. Eu provavelmente acabaria usando só preto e fazendo uma grande bagunça de qualquer forma.

As folhas estavam começando a corar de verde para laranja e de vermelho para amarelo. Eu adorava o campus no outono. Até o ar era melhor no outono. Nós caminhamos devagar e ele continuou chutando pinhas para mim para que eu pudesse triturá-las sob meus pés.

Joe, de maneira não característica, estava quieto durante nossa caminhada, o que era tanto útil quanto inútil. De um lado, ele não estava tagarelando comigo como as pessoas faziam, tentando encher minha cabeça com bobagens para que eu não pensasse em outra bobagem, mas por outro lado, eu só conseguia focar em merda sem a voz dele para me distrair.

Nós passamos por outros alunos indo e voltando de suas aulas e dormitórios e trabalhos e prática de esportes. Suas vidas pareciam tão simples. Não pela primeira vez, eu desejei poder passar para a vida de outra pessoa. Ou, talvez, pelo menos eu pudesse ter várias personalidades, de forma que pelo menos eu pudesse fingir que estava vivendo outra vida.

— No que você está pensando? — Eu perguntei à Joe.
— Você.
— O que sobre mim?
— Especificamente? Naquele olhar em seu rosto quando você acorda de manhã e vê que eu estou a seu lado. É o meu segundo favorito depois daquele olhar quando eu faço você gozar.
— JOSEPH! — Eu bati nele e olhei em volta para ter certeza que ninguém havia escutado.
— Querida, ninguém está prestando atenção em nada além deles mesmos. Eu poderia transar com você bem aqui e agora e a maioria das pessoas apenas seguiria seu caminho. Você quer tentar? Posso provar para você. — Ele me deu aquele sorriso forçado que eu não tinha visto por muitas horas. Fez-me sentir quente por dentro.
— Eu não quero ser presa por fornicação pública, muito obrigada. Eu já tive tempo demais numa sala de audiência por minha vida inteira.
— Desculpe. Eu estava tentando evitar que você pensasse nisso.
— Joe, qualquer coisa me faz pensar nisso.
— Você não estaria pensando nisso se nós estivéssemos rolando no feno, eu aposto.
— Provavelmente não. Eu não penso em quase nada quando estamos fazendo isso.
— É esse o meu objetivo.
— Você é muito bom nisso.
— Bem, obrigado, Missy.
Nós andamos mais um pouco até termos que voltar.
— Você pegou tudo? — Joe disse enquanto eu arrumava minha bolsa.

Eu tinha minha declaração, junto com pelo menos cinco cópias escondidas em vários bolsos para que eu tivesse um apoio. Joe também tinha muitas cópias escondidas em seus bolsos. Ele escolheu a saia grafite e o suéter cor de cappuccino e as botas que eu estava usando. Ele estava bem vestido também, uma mostra de solidariedade.

— Aqui. — ele disse, entregando-me seu iPod quando entramos em seu carro. — Vá para a lista de reprodução de Missy. — Eu pluguei aparelho em suas caixas de som e apertei o play.

Honey, Come Home encheu o carro, mas não era o The Head and the Heart que estava cantando.
Era o Joe. A qualidade do som não era muito boa, mas isso não me importava. Eu sentei-me quieta quando eu ouvi sua voz de ninar na música. Quando terminou, ele pausou a reprodução.

— Era isso que você estava fazendo quando deveria estar trabalhando?
— Parcialmente. Há um estúdio de gravação em Bangor que é alugado por hora. É algo que eu quis fazer por um tempo, mas eu finalmente encontrei uma razão para fazer.

Eu alcancei sua mão e beijei as costas dela.
Palavras não podiam expressar como eu me sentia.

— Então, você quer ouvir mais?
— Quantas mais existem?
— Muitas. Eu escolhi músicas que me fazem lembrar de você.
— Uh oh. — Eu imaginei todas as possibilidades, tremendo.
— Aperte o play e descubra. — ele disse, sua voz me desafiando.

Eu aceitei o desafio.

A segunda música era I Won’t Give Up de Jason Mraz, seguida por She’s So Mean do Matchbox 20. Essa me fez rir. O resto das músicas era uma mistura eclética: um pouco de pop, um pouco de country, um pouco de música popular. De Umbrella da Rhianna a Tip of My Tongue de The Civil Wars a Ours da Taylor Swift.

— Essa é a última música. — ele disse enquanto dobrava na saída Waterville.

Era a música que ele escreveu para mim. Ele deixou-a mais lenta e mudou um pouco a letra para ficar mais doce. A música terminou quando ele parou no estacionamento da corte judicial. Que preciso. A lista de reprodução não acabou e a voz de Joe apareceu, sem o violão.

— Eu amo você, menina Missy. Mesmo que eu não possa ficar com você, saiba que eu estou aqui. Então, é isso. Mais que as estrelas, Demi. Mais que as estrelas.

— Mais que as estrelas. — eu disse, inclinando-me e beijando-o.


Era hora de enfrentar a escuridão.


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Desculpa a demora (de novo)... mas vou falar a verdade kkkkkk eu já to doida pra postar outra história, então é o seguinte, vou arrumar os caps e talvez termine essa fic HOJE ^^ 
Então COMENTEM, pleaseeeeeee! 



13/09/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 53






*****


— Eu darei o meu melhor. — Joe disse segurando minha mão e me levando até o carro.
— Ligue assim que estiver tudo ok. Eu vou deixar meu celular ligado, por via das dúvidas.Queria que você me deixasse ir junto.
— Eu não posso depender de você pra tudo.
— Você soube se virar pelos últimos vinte anos, então eu acho que você vai ficar bem.
— Espero que sim.
Ele me deu um beijo suave e tocou meu colar.
— Boa sorte, Missy.
— Te amo.
— Amo você também. Mais que as estrelas.
— Eu também.
Eu ganhei mais beijo e fiquei sozinha. Eu observei enquanto ele se distanciava para poder então entrar no carro.

O caminho até o escritório do Sr.Woodward em Waterville pareceu muito longo e muito curto. Eu estacionei em frente ao escritório e tive flashbacks de quando vim aqui com minha mãe e Dallas.

Nada bom.

Eu apertei o colar de Joe em volta do meu pescoço e vi que o carro de Dallas já estava aqui. Eu mandei uma curta mensagem de texto dizendo que eu estava bem e passei pela entrada. O escritório do Sr.Woodward costumava ser uma casa, mas tinha sido divida em escritórios. O escritório era bem chique, com carpete Borgonha e lindas luzes que pareciam lanternas antigas. Ainda assim a memória desse escritório fazia meu estômago se remexer.

Sua repartição ficava no segundo andar então eu subi as escadas e vi que através da porta que estava aberta que Dallas já estava lá. Forcei meus pés a se aproximarem, um passo de cada vez até que eu estivesse dentro do escritório.

— Demi, é bom ver você de novo. Como tem passado? Sua irmã acabou de me contar dos seus feitos.

É uma coisa boa que o Sr.Woodward parecia um avô bonzinho e gostava de conversas para preencher o silêncio constrangedor. Eu tive um monte dessas conversas com ele todos aqueles anos atrás.

— Eu estou bem. — Ele esperou por mais, mas isso foi tudo o que ele ia conseguir. Era tudo que eu poderia fazer para me sentar na cadeira que ele me ofereceu e não fugir e chamar Joe e dizer-lhe para me vir buscar.
— Ok, bem, eu tenho certeza que você já sabe que Travis Moore está em liberdade condicional. Haverá uma audiência na quinta-feira, e vocês são bem-vindas para dar uma declaração. Eu sinto muito que não pude notificá-las mais cedo. Foi um descuido clerical que já foi sanado. — Merda, merda, merda.
— E sobre pessoas próximas estarem conosco no tribunal? — Dallas disse.

Peguei a mão dela e dei-lhe um pequeno aperto. Ela tinha sido a nossa porta voz daquela vez também.

— Apenas a família imediata. Sua mãe, seu pai. Claro, eu estarei lá.
— E o noivo dela? — Dallas disse.
— Você está noiva?

Eu apenas assenti e mudei meu anel da direita para a esquerda, esperando que ele não percebesse. Eu estendi minha mão, logo que o anel estava a salvo no meu dedo.

— Bem, parabéns! Isso é maravilhoso. Quem é o cara de sorte?
Limpei a garganta para trazê-lo de volta para a nossa pergunta.
— Ele pode ficar comigo?
— Oh, eu sinto muito. Família imediata, só.

Foda-se. Tanto para o noivado falso.

— Então, eu só queria passar por cima de algumas coisas sobre a audiência e ajudá-la a se preparar pra falar.

Com isso, eu desligo-me. Dallas ficou consciente, sentada em frente e acenando com a cabeça, envolvida e fazendo perguntas. Ele deu-nos pacotes de informação que esperava que eu seria capaz de ler.
Olhei pela janela para a árvore do lado de fora. Ela estava muito mais alta do que tinha sido quando eu estive neste escritório pela última vez.
Dallas teve que me beliscar para me dizer que era hora de ir.

— Se você tiver alguma dúvida, ligue para mim e lembre-se, mesmo que ele seja liberado mais cedo, ele ainda vai estar no registro de criminosos sexuais pelo resto da sua vida. Isso significa que ele vai estar sob escrutínio extremo, então não há nada para você se preocupar, ok? — Fácil para ele dizer.
— Se isso é tudo, irei vê-las na próxima quinta. Tenham uma boa tarde, senhoras.

Nós duas apertamos sua mão e saímos, Dallas mantendo a mão nas minhas costas.

— Escadas. — disse ela, como se precisasse lembrar.
— Eu sei.
— Ok.

Nós saímos do escritório, e eu finalmente senti que podia respirar.

— Você está bem? Eu pensei que tivesse perdido você de novo.
— Eu estava em transe.
— Eu percebi.
— Você conseguiu tudo?
— Mais ou menos. Eu ligo para você quando você não estiver no modo zumbi e vamos discutir. Ok?
— Funciona para mim. — Ela me deu a minha metade do pacote, incluindo o básico de um processo judicial e os direitos da vítima.

Voltamos para nossos carros separados, e eu achei que alguém estava se inclinando contra o meu.

— O que diabos você está fazendo aqui? — Joe estava sentado no capô do meu carro, meu e-reader em sua mão.
— Peguei um táxi. Eu sabia que você não iria me deixar entrar, então eu decidi fazê-lo sem lhe dizer. Como você está?

Bem, eu estava na vertical e eu não tinha vomitado ou desmaiado.
Isso era algo.
Eu encolhi os ombros.

— Obrigado por vir. — Dallas disse, dando-lhe um abraço de um braço só.
Ele não foi para mim de imediato, como se sentisse que eu não queria ser tocada no momento.
— A qualquer hora. Estou apenas fazendo o que deve ser feito pela minha garota. Ei, você tem o meu número? Você sabe, apenas no caso de Demi esquecer de me contar sobre como as coisas estão?
— Olá? Estou bem aqui. — eu disse.
— Claro.

Eles trocaram números e Dallas me deu um abraço antes de entrar em seu carro dizendo que ela me veria na próxima semana. Alegria.

— Você está feliz em me ver? — ele perguntou.
— Sim e não. Eu estou brava com você por faltar suas aulas, mas não irada, porque era uma coisa muito doce para se fazer.
— Eu posso me contentar com isso. Posso tocar em você?
Eu concordei e ele me deu um abraço carinhoso, mas absteve-se de me beijar.
— Como foi?
— Não foi tão ruim quanto eu pensei que seria. Eu me desliguei pela maior parte. Dallas tomou notas.
— Eu tenho certeza que ela fez. Você está pronta para ir para casa?
— Sim. — Eu deixei-o dirigir, porque meu cérebro estava muito cansado para dirigir e pensar ao mesmo tempo.
— Está com fome?
— Não realmente.
— Você não comeu muito hoje. Por que não paramos em algum lugar?
— Há uma lanchonete de uma única saída que tem "Sanduíche com manteiga de amendoim com geleia"  no menu adulto. — eu disse.
— Este é um lugar que precisamos visitar.
Assim fizemos.

Eu pedi um "Sanduíche com manteiga de amendoim com geleia de morango", e ele escolheu banana no seu. Joe acabou por ser um mestre de falar sobre coisas que não eram importantes, mas interessantes o suficiente para manter minha mente ocupada.
Ele provavelmente aprendeu com Hope, ou com a sua mãe, ou ambas.
Nós compartilhamos um milkshake de chocolate ao leite, com dois canudos e tudo.

— Eu sinto que eu deveria estar dizendo que você parece um brotinho. — disse ele.
Eu pisco charmosamente meus cílios.
— Nossa Senhora, Joe. Isso com certeza foi muito gentil da sua parte.
— Brotinho é uma palavra legal. Precisamos trazê-la de volta.
— Nós deveríamos. Vamos fazer isso.
— Vou colocá-la em uma música.
— E eu vou aplaudir essa canção.
— Você é muito boa em aplaudir.

Eu balancei a cabeça a sério.

— É um dos meus talentos.

Eu coloquei a reunião com o Sr. Woodward para o fundo da minha mente, junto com todas as outras coisas assustadoras. Sem dúvida que eles iam me pegar no meio da noite de qualquer maneira. Eu não queria infringir meu tempo com Joe.
Voltamos para o campus, e eu adormeci no carro. Quando eu acordei, eu estava na minha cama com Joe, com pijamas, com ele deitado ao meu lado, lâmpada acesa, e-reader na mão.

— O que você está lendo com tanta vontade? — Eu disse.
— Eu tenho que ver com quem ela vai terminar.
— Ainda tem mais livros.
— É? Droga. Eu estava esperando que pudéssemos colocar esse livro de lado.
— Você é tão estranho.
— Estou bem, brotinho.
— Oh, certo.

Ele colocou meu e-reader, certificando-se de que estava de volta a salvo na capa.

— Posso te beijar agora? Meus lábios de brotinho tem estado solitários. — Ele fez beicinho, me fazendo rir.
— Eu acho que sim. — Eu me estiquei, e nós demos um selinho.

Nós começamos a nos beijar intensamente, e Joe correu as mãos debaixo da minha camisa. Eu não estava usando sutiã.

— Garota má.
— Por que eu iria deixar algo no meu caminho? — Ele deu um um pequeno aperto.
Engoli em seco e bati em sua mão.
— Dois dias mais. — Ele enterrou seu rosto no meu peito.
— Ok, ok.

Eu toquei seus cabelos, massageando meus dedos em círculos. Seus olhos se fecharam e ele cantarolava. Parecia Home de Phillip Philips, apenas uma lenta e sexy versão.
Olhei para o relógio e vi que era apenas 9:30.

— As meninas deram-nos outra noite sozinhos.
— Elas são tão doces.
— Eu sei. Eu vou sentir falta delas quando nos mudarmos. — disse ele.
— Nós não estamos saindo.
— Não neste segundo. Mas em breve.
— Eu não estou fazendo isso com você agora. — Eu levei minhas mãos longe de sua cabeça.
Ele fez um barulho irritado, em protesto.
— Isso não foi muito brotinho da minha parte considerando o dia que você teve. Sinto muito.
— Não, me desculpe. Eu surto sempre que dinheiro é mencionado. É algum tipo de reflexo estranho.
— Por que você não quer que eu alugue um apartamento para nós?
— Porque eu acho que as coisas devem ser tão justas o quanto elas são. Você alugar um apartamento pra nós, faz-me sentir como uma vagabunda. Como se eu precisasse de você para cuidar de mim.
Ele pareceu pensar sobre isso por um momento.
— Você não precisa de mim para cuidar de você, mas eu gosto de gastar dinheiro com você. O apartamento seria um presente. Algo para compartilhar. Você me dá mais do que o dinheiro poderia comprar. Você me ama. Fodido, tatuado, badboy, brotinho.
— Eu gostaria que fosse assim tão fácil.
— Vamos arquivar essa discussão para um outro tempo, não é?
— Claro.

Nós paramos de falar muito e recorremos à muitos beijos. Eu nunca poderia me cansar de beijar Joe. Ele era muito bom com a boca.
Nós ficamos até tarde conversando sobre os prós e contras de namorar um vampiro, e outras palavras que tinham perdido sua popularidade desde 1952.

De alguma forma eu dormi sem os pesadelos noturnos.

— Obrigado. — eu disse quando eu saí da cama.
— De nada?
— Eu não tive nenhum pesadelo.
— Não, você não teve. Nem eu.
— Você não teve um por um tempo.
— É porque eu tenho o meu amuleto da sorte comigo o tempo todo. — Eu olhei para o colar que ele tinha me dado no dia anterior. Foi todo torcido em meu cabelo. Então notei a camisa que estava vestindo. Era uma das camisas dele, que eu sabia da noite passada, e que tinha uma frase sobre ela.
— Esta camisa seriamente quer dizer, 'Tudo é maior no Texas‘?
— Porque sim, tudo é maior no Texas. — Eu balancei minha cabeça enquanto me dirigia para a cafeteira.

De alguma forma eu tenho uma rodada de provas do semestre mais cedo, mesmo com Joe me distraindo e todo o drama audiência de liberdade condicional.
Dallas e eu tivemos conversas noturnas, lendo o que estávamos preparando para falar uma à outra e alterando e modificando. Eu tive que tirar um monte de palavrões do meu. Joe era a favor de deixar. Então tentei substituir cada palavrão por expressões esquecidas com o tempo, como brotinho.

Joe estava lá para mim a cada passo do caminho, mas ele estava agindo de forma estranha. Eu continuei pegando-o no telefone, e ele rapidamente desligava quando eu entrava na sala. Eu também peguei ele tendo várias reuniões com as companheiras de quarto e seus homens. Eu mesma peguei ele tendo uma pequena conversa com Megan quando eu a convidei para a noite de meninas no spa onde tínhamos passado mais tempo online olhando para coisas para casamento e apartamentos baratos do que fazendo a nossas unhas ou hidratações profundas em nosso cabelo.

Em seguida, houve as vezes em que ele disse que estava pegando horas extras na biblioteca, mas eu sabia que ele não estava lá. Eu tinha amizade com um dos empregados de lá, Ashley, e quando Joe disse que estava lá, eu mandava mensagens para que ela confirmasse ou negasse que ele estava por lá. Ele nunca esteve quando disse que estava.

Alguma coisa estava acontecendo com ele, e eu estava determinada a descobrir o que era. Naturalmente, eu fingi que não percebi nada e tentei escutar tanto quanto eu poderia. Ele parecia saber sobre mim, porque eu não consegui escutar quase nada.
Eu não era a melhor em espionagem, de qualquer maneira. Percebi que depois da audiência eu teria muitas chances. Eu não pensei sobre o que iria acontecer se ele obtivesse liberdade condicional. Isso não era uma opção.

— Todos no Texas tem uma arma? — Eu perguntei à Joe uma noite antes da audiência.

Eu me tornei Twitchy Demi.
Eu não podia ficar parada, então agarrei a cadeira giratória e começei a girar em círculos.

— Praticamente. Por quê?
— Eu ia pedir para Dallas me dar aulas de tiro para o Natal deste ano.
— Eu daria essas aulas para você se soubesse. — disse ele, olhando seu livro de economia.
— Está tudo bem. Eu apenas pensei que seria uma boa ideia. Você sabe, só no caso.
— Você tem o spray de pimenta e aquele apito. Posso pedir online uma arma da Taser agora mesmo, se você quiser.
— Não, não. Eu estou bem.
— Você não está, mas tudo bem. Você acha que você poderia comer um pouco?

Nós comemos macarrão no jantar, mas eu não aguentei nada.
Eu balancei a cabeça.

— Talvez amanhã. Eu meio que gostaria de poder ficar perdida agora, então eu não teria que pensar sobre isso.
— Então, não pense sobre isso.
— Fácil para você dizer. — Eu tinha estado cada vez mais mal-humorada com ele, mas ele não parecia se importar.
— Eu poderia ajudá-la a esquecer. — Houve aquele sorriso arrogante.
— Eu não estou me sentindo muito sexy agora.

Ele saiu de sua cama e colocou a mão sobre a cadeira até ela parar de girar.

— Você está sempre sexy. E brotinho.
— Eu não me sinto tão brotinho. Como é que eu vou fazer isso?
— Você vai. Fácil assim.
 Ele me deu um beijo rápido.
— Eu gostaria que você pudesse estar lá comigo.
— Se você me deixasse levá-la ao tribunal da cidade, nós poderíamos estar casados agora.

Quando Joe tinha ouvido falar que só a família poderia estar na sala do tribunal, ele imediatamente perguntou se eu queria ir até o tribunal e obter uma certidão de casamento. Eu pensei que ele tinha ficado louco, ou ele estava brincando.

— Você não estava falando sério sobre isso.
— Talvez eu esteja.
— Nós não vamos nos casar. Minha mãe teria um infarto.
— Provavelmente Hope está planejando também. Você sabe que ela já está planejando nosso casamento, certo?
— O quê?
— É uma coisa que ela faz. Ela gosta de planejar. Quase tanto como Natal e torta.
— Que tal um casamento de Natal com torta como o bolo de casamento?
— Isso iria explodir sua mente.
— Joe.
— Sim, querida?
— Eu não posso fazer isso.
— Sim, você pode. Basta contar até cinco.
— Como você faz quando você está nervoso?
— Só isso. É uma técnica que meu terapeuta me ensinou.
— Como é que você tem todos os bons? — Eu disse.
Ele deu de ombros.
— Quem precisa de terapia quando você me tem? — Isso me fez sorrir, e ele puxou-me em seus braços, cantarolando e balançando-nos para frente e para trás. — Você está pronta para a cama?
— Cara, só são 10 horas. — eu disse.
— Eu sei, mas você precisa de seu sono.
— Eu não estou cansada.
— Tire sua camisa.
— Uh, não. Eu não acho que vai ajudar.
— Eu não quero fazer nada com você. Só vou dar-lhe uma massagem.

Bem, isso soou adorável. Ele certamente tinha mãos talentosas. Pensar sobre elas esfregando as minhas costas nuas me deu arrepios.

Eu caí no meu estômago e puxei minha camisa sobre a cabeça. Ele agarrou minha loção de canela favorita (porque cheirava a ele) e deu-me uma alucinante massagem. Meu corpo se transformou em massa em suas mãos, e eu fiz alguns sons que eu normalmente só fazia quando estávamos fazendo outros tipos de coisas íntimas.

— Por que você é bom em tudo? — Eu murmurei.
— Nem tudo. Eu sou terrível em palavras cruzadas. E eu nunca fui capaz de manter um peixe vivo para salvar a minha vida. E... Um... Oh! Eu tinha um problema de fala até que eu tinha sete anos. Eu não poderia dizer a letra L.
— Eu não acho que nós podemos mais ficar juntos. Você é um perdedor.
— Eu prefiro ser seu perdedor do que ser o vencedor de alguma garota.
— Você sabe que eu estava sendo sarcástica.
— Sim, eu sei. — Ele deu um beijo no meu ombro.
— Agora, agora.
— Eu sei. Mas sua pele é tão irresistível. Meus lábios são atraídos até ela. Você quer repassar a resposta de novo? — Ele sabia o que a resposta a isso era.
— Não. Basta continuar a massagem.
— Sim, senhora.

Ele continuou até os meus músculos relaxarem de sua tensão e eu fechei os olhos.
Adormeci e só acordei quando Joe subiu ao meu lado e me puxou para seu torso nu.



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Hey ... kkkk eu demorei , por que estava esperando os comentários sabe, já falei q quanto mais rapido comentarem, mais rapído eu posto !!! 

Pra quem perguntou que grupos kpop eu gosto ... Bom, eu sou muito fã das Girl's Generation (SNSD), gosto do 2PM, Super Junior, 2NE1, F(x), Ailee, Secret, EXO, GOT7 .. enfim .. muitos kkkk 


BEIJOS E COMENTEM!!!


09/09/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 52 + #RIPRiSe e #RIPEunB








Não ficar dando uns amassos com Joe na casa da minha mãe não foi tão difícil quanto eu imaginei que seria. O quarto dela era bem abaixo no corredor e o de Dallas atravessando o corredor e a minha cama era velha e barulhenta.

— Nem mesmo um pouco? — Joe sussurrou enquanto nós nos cobríamos com meu lençol de princesas Disney.
— É muito estranho. Eu não posso fazer sexo sob o rosto de uma princesa Disney e com minha mãe dormindo abaixo do corredor. Simplesmente tenho que separar as coisas.
— Okay, okay. Eu posso dormir pelado, mesmo assim?
— Você pode. Eu vou continuar vestida.
— Por quê?
— Caso haja um incêndio no meio da noite e a gente tenha que deixar a casa às pressas.
— Você pensa em tudo. — Ele disse, tirando a camisa, mas deixando a cueca boxer. — Tudo bem, tudo bem. — Se eu não o conhecesse diria que ele estava fazendo um pequeno biquinho.
— Você não está chateado, está?
— Sobre transar? Seria legal, mas eu me conformo apenas em ficar nu com você. Isso é o melhor. Nada entre nós. Apenas você e eu.
— Amanhã à noite, eu prometo.
— E então eu fico sem sorte a partir de terça.
— Por quê? O que vai acontecer na terça?
— É quando você começa a menstruar. — Ele disse completamente objetivo.
— Eu odeio que você saiba isso.
— Como assim? Eu sei disso já faz um tempo.
Enterrei minha cabeça no travesseiro.
— Acho que eu sou supostamente a pessoa que deveria ficar com vergonha disso. — ele disse.
— Você não tem vergonha de nada.
Ele afastou o travesseiro do meu rosto.
— Na verdade não. Até amanhã, boa noite princesa. — Ele beijou meu nariz e eu me aconcheguei em seus braços.
— Missy?
— Sim?
— Sua mãe é incrível, mas parece que ela quer atirar em mim na maior parte do tempo.
— Não se preocupe. Eu tenho sido a pessoa pra quem esse olhar se volta, na maioria das vezes.
— Então não é só comigo?
— Não.
— Bom saber. Eu achava que ela iria ser só doçura e luz pelo que você falou.
— Ela é uma pessoa doce. Mais doce que eu, ao menos.
— Nem pensar. — Ele disse bocejando.
Eu bocejei e não discuti. Muito cansada.


*****


Joe e eu não conseguimos evitar mamãe na cozinha na manhã seguinte, pois o café da manhã já estava pronto quando chegamos depois de uma noite de carinhos platônicos.

— Eu não ouvi nada que não quisesse ouvir, então eu vou assumir que não precisamos ter aquela conversa com ninguém.
— Mãe! — Sério?
— Ela não está tentando dar-lhe a conversa sobre sexo, não é? — Dallas disse, esfregando o rosto com as mãos e tropeçando em direção ao café.
— Ugh, podemos, por favor, não fazer isso agora? Eu acabei de acordar.
— Ovos, alguém? — Mamãe disse, segurando a frigideira.
Ela misturou os ovos com cream cheese, assim como ela fazia quando eu era mais nova.
— Pratos? — Joe disse, indo para o armário.
— Na prateleira de cima. — eu disse, pegando os talheres de prata do lava louças.

Dallas se arrastou para a mesa, sentando em seu assento. Dallas não é bem uma pessoa matinal.
Tomamos café da manhã e depois que Dallas tinha bebido três xícaras de café, ela agarrou Joe e obrigou-o a mostrar-lhe como tocar violão como uma pro, com essa deixa mamãe aproveitou pra me interrogar.

— Você está tomando cuidado? — Foi a primeira coisa que ela perguntou.
— Deus, mãe. Sim. Você sabe que eu tomo a pílula.
— Mas isso não protege tudo.
— Mãe, confie em mim. Eu não sou uma idiota. — Eu estava ajudando a lavar os pratos e tentando afogar-me na água com sabão para evitar o resto desta conversa.
— É só que é inesperado, isso é tudo. Você nunca demonstrou interesse em ninguém, por isso foi estranho saber que você tem.
— Ele é diferente.
— Eu vi as tatuagens. Quantas ele tem?
— Hum... — eu disse, parando e contando. — Cinco.
Ela segurou a pia.
— Meu Deus. Por favor, não me diga que ele tem uma moto.
— Ele não tem.
— Bem, é bom saber disso.
— Por quê? Que diferença faria se ele tivesse uma moto?
— Kid, quando você for uma mãe, você vai entender.
— O interrogatório acabou? — Eu perguntei.
— Demi, estou meio que em choque. Ele não é o tipo de cara que eu teria escolhido para você.

Eu fechei os olhos e disse a mim mesma que ela não estava dizendo nada de ruim sobre ele. Era verdade. Ele não era o tipo de cara que eu imaginava pra mim.

— Depois de tudo o que aconteceu... e quando pareceu que você não conseguia superar isso, eu apenas pensei que você não iria se arriscar. Eu não estou dizendo que é uma coisa ruim, eu só estou dizendo pra ter cuidado.
— Eu irei.
— Tudo bem. Eu posso ver que ele te faz feliz.
Nós duas sorrimos.
— Ele faz. Mais feliz do que eu achava que era possível.
— Isso é ótimo, Kid. Realmente ótimo. — Ela me deu um abraço ensaboado que fez a parte de trás da minha camisa ficar úmida, mas eu não me importava.
— Falando de vidas amorosas, nada de novo a relatar?
— Não, e isso não é da sua conta, mocinha.
— Você já falou com o papai?
— Na semana passada. Ele está vendo alguém novo.
— O que aconteceu com Michelle?
— Não faço ideia. Nós não nos falamos por muito tempo. Ele me perguntou sobre você, e eu disse que você está namorando. Ele não ficou muito feliz.
— Ele não tem o direito de dizer uma palavra na minha vida.
— Kid, ele é seu pai, mesmo que ele não esteja tão presente na sua vida. Você deveria ligar pra ele. Ele quer saber sobre a audiência. — Nós tínhamos conseguido passar o fim de semana sem falar sobre isso. Eu estava esperando que não tivéssemos que tocar nesse assunto, mas não o fizemos.
— Eu não quero falar sobre isso.
— Você vai ter que lidar com isso. Ele não é esse monstro que você imaginou em sua mente. Com certeza, ele é um babaca doente, mas ele é apenas humano.

Mamãe não afirma nada com tanta firmeza, então quando ela o fez, eu prestei atenção.

— Eu sei, eu sei.
— Você precisa cuidar de seu passado antes de passar para o seu futuro. Se você quer um futuro com Joe, você vai ter que lidar com o seu passado.
— Bem, quase oito anos de terapia não ajudaram, então eu não tenho certeza que tem muita esperança. — eu disse, exagerando um pouco.
— Bem, quando a terapia falhar, ainda existirá o amor. Você o ama, não é?
— Sim.
— O amor cura todas as feridas.
— Quando você ficou tão filosófica?
— Eu só comecei a frequentar as aulas de poesia na biblioteca.
— Sério?

Mamãe não era de experimentar coisas novas, isso era algo diferente. Falamos sobre isso enquanto Joe Dallas cantaram canções de bebê. Aparentemente, ele sabia muitas músicas desse tipo.

— Eu tenho muitos talentos que nem sequer sonha, menina Missy. — disse ele.
— Qual é a do apelido? Eu tenho sentido vontade de perguntar. — disse mamãe.
— Oh, não é uma história muito interessante. — eu disse.
Por alguma razão, eu não queria que ele falasse sobre isso.
— Isso significa que é. Joe, diz logo. — Dallas disse.
— Não é nada especial. Apenas um pequeno erro que eu fiz quando nos conhecemos.
— Chato. — disse Dallas.
— Seu pai costumava me chamar de Sharon. — disse mamãe.
— O que? — Dallas e eu disse ao mesmo tempo.
— É uma história igualmente idiota. Nós nos conhecemos em uma festa e por alguma razão ele estava convencido de que meu nome era Sharon. Não foi até nosso terceiro encontro quando eu consegui definir meu nome.

Dallas e eu rimos depois de um silêncio atordoado.

— O quê? Eu estava nervosa. Ele foi meu primeiro namorado.

Olhei para Joe. Você nunca sabia o que estava por vir.
Mãe fez-nos tirar algumas fotos, a maioria de Joe fingindo me ensinar a tocar violão. Ela gostava de cenas de ação. Nenhuma dessas poses bobas onde as pessoas sorriem como se estivessem com dor. Joe continuou sussurrando em meu ouvido insinuações, de modo que cada sorriso e risada eram genuínos.

— Ok, bem, nós temos que voltar. Nós dois temos testes para estudar. — eu disse depois do milionésimo flash.

Eu estava acomodada ultimamente, porque ficar procrastinando era muito mais divertido do que qualquer coisa que meus livros tinham para oferecer. Eu precisava parar e me concentrar se eu quisesse manter a minha média alta o suficiente para entrar em Phi Beta Kappa.

— Eu provavelmente deveria dar o fora, também. — Dallas disse, levantando-se para dar um abraço em mamãe.
— Foi muito legal da sua parte me receber, Blaire. — disse Joe.
— Eu espero vê-lo novamente, Joer. Tenha cuidado com a minha menina. — ela disse enquanto eu a abraçava.
Ugh.
— Eu vou apreciá-la.
— É melhor. — disse mamãe, meio que suspirando.
Ela não se moveu. Joe inclinou-se e beijou-a na bochecha.
— Sim, senhora.


*****


Na quarta-feira, foi a minha vez de ficar nervosa e agitada. Parecia que sempre que Joe e eu estávamos juntos, pelo menos um de nós estava tentando ajudar o outro a não pirar. Pelo menos estávamos nos equilibrando dessa maneira. Eu tive um pesadelo na noite anterior à reunião agendada com o Sr. Woodward, o promotor público assistente. Eu acordei mordendo Joe no ombro enquanto ele tentava me fazer parar. Por sorte eu não tive sucesso em arrancar um pedaço.

— Está tudo bem, Missy. Eu sou um menino bem grandinho. Posso lidar com isso. Eu gostaria de estar lá com você.
— Eu tenho que fazer isso por conta própria.
— Eu sei. Eu não estou tentando dizer que você não pode. Eu só quero estar lá. — Ele esfregou meus ombros, e eu quase podia ouvi-lo contar até cinco. — Eu tenho uma coisinha. Não, não me custou muito. Eu meio que fiz. — Ele me entregou um saco de papel com outra pequena caixa na mesma.
— Mais jóias?
— Só uma coisa pequena.

Eu abri a caixa e encontrei um colar com vários pingentes sobre ele, tudo de prata. Um número sete, um trevo de quatro folhas, um escaravelho, uma ferradura, e uma estrela.

— Eu só queria que você levasse um pouco de sorte com você. Um pouco da minha. — O colar era tão longo que eu fui capaz de colocá-lo sobre a minha cabeça, sem desfazer o fecho. Olhei no espelho, tocando os pingentes.
— Obrigado, baby. Eu amo isso. — eu disse.
— Ama?
— Eu amo. Você disse que você fez isso?
— Eu tinha que ir para a joalheria em Bangor no centro da cidade e encontrar uma moça que me ajudasse a encontrar os pingentes. Havia 50 milhões deles, por sinal. Mas você vale a pena.
— Obrigada.

Ele me segurou por um momento e eu pude sentir o seu cheiro, torcendo o colar em volta do meu dedo. Eu não estava pronta, nem mesmo para a reunião. Eu conhecia o Sr. Woodward, de um momento muito ruim e sombrio na minha vida que eu gostaria de enterrar muito atrás de mim. Eu queria avançar com Joe, não ir para trás.

Ele beijou minha testa e saiu, dando-me um momento para mim. Olhei no espelho, observando o brilho do colar. Um rapaz tão pensativo. Eu alisei meu cabelo para trás e respirei fundo. Eu não estava pronta, mas eu tinha que estar. Joe queria vir comigo, mas eu insistia em ir sozinha. Ele era estúpido para faltar aula apenas para ser meu guarda-costas. Eu tinha que sair logo ou estaria atrasada. Com um último olhar, peguei minha bolsa e as chaves e entrei na sala de estar para encontrar Joe e Miley em uma profunda conversa.
Provavelmente sobre mim.

— Estou saindo. — eu disse.
— Boa sorte. — Miley disse.
— Eu definitivamente terei alguma sorte. — eu disse, mostrando-lhe o colar.
— Cara, eu tenho que apresentá-lo a Liam. Não me lembro de nenhuma bijuteria que ele comprou pra me dar.



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Hey... como estão ??

Eu to indo  ... Não sei se alguém aqui gosta de K-pop (sim, aquelas musiquinhas coreanas), bom ... eu gosto, muito.
Essa semana para os fãs de K-pop foi tensa .. e trágica.

Quem usa o twitter deve ter visto as tag's #RIPRiSe e #RIPEunB ou #PrayForLadiesCode, é ... essa semana aconteceu um acidente com o grupo Ladies' Code, e duas integrante morreram, EunB morreu no caminho para o hospital e RiSe morreu 3 dias depois, fora Sojung que ficou gravemente ferida. Eu não era fã do grupo, apenas escutava algumas musicas, mas é impossivel você não ficar comovido com o acontecimento. . Duas meninas tão jovens e fofas... Realmente isso me pegou de surpresa e eu estou bem mal ..

Desculpa o desabafo ...




"Naquele dia eu chorei,
A fim de ser feliz, eu tive que ouvir seu 'Adeus para sempre'
As vezes, algumas coisas me fazem sorrir.
Eu estou bem, Obrigado.
Muito obrigado."  

— I'm Fine Thank You - Ladies' Code





08/09/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 51





— Vire aqui. — eu disse, apontando para a nossa rua, Lane Blackbird.
— É aqui. — eu disse, apontando para o nosso caminho.
Ele parou o carro e olhou em volta. Dallas não estava aqui ainda.
— Isso é bom. Do jeito que você estava falando eu pensei que ia ser um barraco no meio do nada. Não que eu teria tido um problema com isso, mas isso não é tão ruim quanto você estava descrevendo.
— Nós não temos um lustre. — eu disse.
— Muitas pessoas não tem.
— Seus pais tinham?
— Vários. — disse ele, saindo e pegando sua mala na parte de trás. — Eles pagavam pessoas para limpá-los. — disse ele quando ele abriu a porta e pegou minha mão. Eu peguei minha bolsa, e nós andamos até porta da frente.
— Pronto?
— Como nunca. — disse ele, ajustando sua bolsa.
Ele também trouxe seu violão, mas tinha deixado no carro.
— Mãe?
— Ei, Kid! — Ela voou para fora da cozinha e me puxou para um abraço. — Faz muito tempo desde que você esteve em casa. Mas eu vejo que você está ocupada. Olá, eu sou Blaire Lovato.

 Minha mãe e eu éramos da mesma altura e compartilhávamos o mesmo cabelo castanho. Seu rosto era mais oval do que o meu, e ela era muito mais sofisticada do que eu jamais poderia ser, mas isso se devia principalmente ao seu trabalho.

— Prazer em conhecê-la, Sra. Lovato.
— Eu sou divorciada, então esse sobrenome não serve mais. Eu, no entanto, deixarei você me chamar de Blaire.
Joe sorriu.
— Prazer em conhecê-la, Blaire. — Ele apertou a mão dela, e ela avaliou-o.
Eu lembrei de como eu me senti quando Hope tinha feito a mesma coisa.
— Vamos lá dentro. Você pode ir colocar as suas coisas no quarto de Demi. Eu vou fingir que você vai dormir no chão como um cavalheiro, enquanto Demi fica na cama, mas eu não sou ingênua.
— Sim, senhora. — De repente, o sotaque do Texas e maneiras tinham aparecido. Ele deveria ter tocado o chapéu de cowboy quando ele saiu do quarto para pegar o nosso material de viagem.
— Ele é bonito, Demi. Bom trabalho. — Ela colocou o braço em volta de mim e me levou para a cozinha. — Nós precisamos ter uma conversa, eu e você, mas não agora.
— Tudo bem. — eu disse. Havia provavelmente uma expressão de horror em meu rosto, o que a fez rir.
— Não é uma conversa sobre sexo, eu juro. É apenas surpreendente, isso é tudo. Ver você com um garoto.
— Ele não é apenas um garoto.
— Eu posso ver. Você não ficaria com qualquer um. Espero que ele seja digno de você. — disse ela, batendo no meu rosto.
— Ele é.
— Eu espero que sim.

Joe andou fazendo barulho o suficiente para que nós soubéssemos que ele estava de volta à sala.

— Bem, Joe. Conte-me sobre você. Eu ouvi quase nada da minha filha.
Houve um estrondo da varanda e segundos depois Dallas entrou. Ela nunca entrou em uma sala em silêncio.
— Ei, Kid! Namorado. Mãe!
 Ela me abraçou e à minha mãe, e segurou o punho dela para um high Five com Joe.
Ele retribuiu.
— Então, o que há de novo na cidade W? — Dallas disse.
— Eles estarão repavimentando a estrada na próxima semana. Eu vou demorar mil vezes mais em meu trajeto. — disse a mãe.
— Uau, obras grandes. — Dallas disse, revirando os olhos. — Eu estou morrendo de fome. Há algo pronto?
— Temos salada de frutas e salada de batata e batatas fritas. Eu não tinha certeza do que você gostaria, Joe.
— Isso tudo parece maravilhoso.
— Ótimo. Por que não vamos sentar?

Era a mesma imagem da reunião que tive com a família de Joe, só que era uma caminhada menor para a sala e os móveis não eram tão bons. Também teve limonada em vez de chá gelado, mas, pelo menos, Joe desta vez era quem estava sob o microscópio. Eu tive que colocar minha mão em seu joelho e segurar sua mão em um punho de ferro para não incomodar muito. Em breve, seu olho estaria tendo um tique nervoso.

Joe falou sobre o principal, sua família e assim por diante. O material normal. Por enquanto estava tudo bem, exceto por chamar mamãe de senhora. Era meio que adorável, contudo.

— Então você será um advogado?
— Sim, senhora. Estou pensando em ter meu próprio escritório e trabalhar em casos de família. Especificamente com crianças.
— Essa é uma meta muito boa para alguém de sua idade. O que o fez escolher isso?

Eu tive que apertar os dentes para baixo em minha língua para não responder por ele e dizer-lhe que ele era incrível e eu o amava por ele ser incrível.

— Porque eu acho que qualquer um que machuca uma criança deve ser levado à justiça. Alguém tem de fazê-lo. Por que não eu? — Sua voz soou com tanta sinceridade e paixão, eu queria agarrá-lo ali mesmo no sofá.
— High Five! — Dallas disse, segurando-lhe a mão.

Ele bateu a mão e, em seguida, olhou para mãe, para se certificar de que ela não achava que era estranho.
Ela estava estudando ele. Uh oh. Eu tinha visto esse olhar antes.

— Você é uma pessoa muito interessante, jovem.
— Obrigado, senhora.
Eu o belisquei para que ele parasse de chamá-la de senhora. Ela odiava. Eu deveria ter mencionado isso no carro.

— Bem, você está pronto para comer? — Disse a mãe.
— Claro.
— Demi, você e Dallas podem pegar os pratos? — Ela propositadamente deixou Joe fora.

Droga, ela estava testando para ver se ele iria se oferecer pra pegar os pratos comigo.

— Eu vou fazer isso. — disse Joe, deslizando na minha frente e indo para o gabinete. — Quais?
— Aqueles com as flores azuis. — Eles eram da minha avó, e apenas utilizado para ocasiões especiais.

Os pratos reais que usamos não combinam e eram principalmente de liquidações. Dallas fez questão de pegar os copos normais e não os copos de Colecionador Disney Edition. Joe arrumou a nossa mesa de jantar, que foi coberta com uma toalha de mesa que eu tinha certeza de que mamãe tinha comprado ontem, uma vez que ainda tinha rugas de ser dobrada no pacote.

— Boa iniciativa com os pratos. — disse eu.
— Achei que era uma oportunidade para eu ser um cavalheiro.
— Exatamente. Apenas uma pequena nota, não chamá-la de senhora. Ela odeia.
— Eu a chamei de senhora? — Ele parecia genuinamente inocente.

Eu ri e coloquei meu braço em volta da cintura.

— Sim, Sr. Jonas. Basta manter o Texas em cheque, ok? Você está no país ianque.
— Eu vou tentar.
Toquei seu braço.
— Ei, você está indo muito bem.
— Se você diz. — Ele colocou um prato para baixo e fez um pouco de barulho. Deus, ele estava nervoso.
— Tenha cuidado, que é o meu china Gram.
— Eu vou tentar.

Ele colocou os outros com mais cuidado, e eu segui atrás dele com os talheres e guardanapos. Dallas e minha mãe trouxeram a refeição, que consistia de espinafre, nozes e salada de morango para mim, frango grelhado para todos os outros, salada de batata e salada de frutas e um bolo de queijo para a sobremesa.
Joe pegou todas as coisas sem carne, o que mamãe notou.

— Você é vegetariano?
— Na verdade não, mas eu cortei carne desde que conheci Demi.
Passei-lhe o molho balsâmico, e ele derramou-o sobre a salada. Ele sempre colocava molho demais.
— Você não está fazendo isso apenas para impressioná-la, não é?
— Tudo o que faço é para impressioná-la. É a minha missão na vida. — disse ele com um ar completamente sério, enquanto ele apertou meu joelho debaixo da mesa.
Mamãe começou a rir.
— Eu gosto dele. — disse ela.
— Eu também. Acho que vou mantê-lo por perto. — disse eu, pegando sua mão e torcendo os dedos com os dele.
— Bom. — disse ele, apertando minha mão.

A tensão diminuiu um pouco quando estávamos sentados na sala de estar conversando um pouco. Joe parecia muito mais confortável e parou de se contorcer tanto. Ele até riu, embora nervosamente. Dallas estava sendo tão maldosa para ele, e eu tinha que continuar a olhar pra ela com reprovação. Pensei que Joe ia morrer quando mamãe perguntou a ele sobre o anel, que eu tinha esquecido de tirar. Minha mão não se parecia com a minha sem o anel.

— O que você fez, roubou um banco? — Dallas disse, enquanto ela admirava a peça.
— Foi da minha mãe. Eu herdei isso e eu pensei, que melhor lugar para mantê-lo seguro? — Ok, então ele não herdou o anel, mas ele herdou o dinheiro para ele, por isso achei que estava perto o suficiente.
— Sua mãe tinha um gosto muito bom. — disse a mãe, segurando minha mão para que ela pudesse dar uma olhada melhor no anel.
— Ela tinha.
— Você é muito jovem para ter perdido ambos os pais.
— Eu tinha onze anos quando eles morreram, mas a minha tia e seu marido tomaram conta de mim.
— Eu sinto muito por sua família.
— Obrigado.
— Mãe? Eu acho que eu vou mostrar para Joe a cidade.
— Certifique-se de mostrar a ele o poste de telefone que você bateu durante seu teste de condução.
— O que? — Joe disse, olhando para mim.
— Nós estamos saindo agora. — eu disse, levantando-me e puxando Joe  de pé.

A qualquer momento as minhas fotos de quando bebê nua seriam exibidas, e havia um monte. Eu tive uma fase não-roupas que durou vários meses, e havia uma abundância de provas dessa fase. Não que Joe não tivesse visto tudo o que havia para ver, mas ainda assim.

— Você bateu em um poste de telefone? Missy, por que você não me deixa dirigir? — Disse Joe.
— Cale-se. — eu disse quando eu cheguei no lado do motorista. — Você não conhece esta cidade como eu. Então, eu estou no comando.
— Sim, senhora. — ele disse, inclinando um chapéu imaginário.
— Você tem um chapéu de cowboy?
— Eu tenho um no meu armário na casa de Hope e John. Por quê?
— Oh, por nada. — Eu liguei o carro, imaginando Joe em um chapéu de cowboy e nada mais. Yum.
— Então, para onde?
— A biblioteca. Duh.
— É claro. — Ele se virou para o meu CD, pulando de uma música que ele gostava. — A propósito, você deveria trazer aquele vestido vermelho para a escola com você.
— Foi por isso que você demorou tanto tempo no meu quarto?
— Eu estava apenas verificando as coisas. — disse ele.
— Claro que sim. Você estava procurando esqueletos. Ou pelo menos fotos embaraçosas de mim com suspensórios.
— Eu aposto que você ficava linda de aparelho.
— Sim, linda é a palavra certa para isso.

Nós dirigimos por Waterville, e eu mostrei a Joe minha escola, a biblioteca e todos os lugares que eu costumava ir quando era mais jovem e precisava de um lugar para ir que não fosse em casa.

— Eu não tinha um monte de amigos, acredite se quiser. Eu costumava passar um bom tempo sozinha.
— Nada de errado com isso. A maioria das meninas dessa idade são vadias.
— É, não é? Eu realmente não fiz nada demais até a faculdade.
— Então, você quer voltar para cá?
— Ah, inferno não. Isso não é onde eu quero estar.
— Onde você quer estar?
— Em qualquer outro lugar. Quando Travis sair, eu não quero estar onde ele possa me encontrar.
— O que fez você ficar em Maine? Você poderia ter ido para o exterior.

Eu suspirei enquanto eu dirigia o passado do ensino fundamental. Então tive uma idéia boba e trouxe o carro para dentro do estacionamento. Eu pulei para fora, e Joe me seguiu. Parei de andar até que ele estivesse bem ao meu lado.

— Pega! — Eu gritei, batendo no peito e correndo tão rápido quanto eu poderia, antes que pudesse perceber o que eu tinha feito.
— Eu acho que não, Missy. — disse ele, rosnando e me perseguindo para o playground.

Ele me pegou, principalmente devido ao fato de que suas pernas eram muito mais longas. Ele pegou-me em seus braços e correu comigo na grama, jogando-me no chão e me fazendo cócegas sem piedade. Eu estava rindo tanto que não podia respirar. Quando eu não podia aguentar mais, ele me beijou e rolou na grama.

— Sua pequena trapaceira. — ele disse, dando-me uma pequena uma mordida de amor no ombro. — Você também desviou da minha pergunta. De forma bastante eficaz, eu poderia acrescentar.
Rolei sobre minhas costas e olhei para o céu semi-nublado.
— Porque eu consegui uma bolsa de estudos melhor. Entrei para outras escolas, mas elas eram muito caras. E também muito longe. Eu sei que não faz sentido, mas eu me sinto mais segura aqui, porque Dallas e minha mãe estão aqui. Eu não poderia deixá-las.
— Você deve fazer o que quiser, e não ser obrigada a ficar aqui por elas.
— Por que você não foi pra outro lugar? Tenho certeza de que você poderia ter começado em qualquer escola que você queria, com a ajuda de John.
— Porque eu não queria a ajuda dele. Eu também tenho um melhor pacote de ajuda financeira aqui e eu pensei, por que não? Meu pai estava sempre insistindo sobre os males das faculdades estaduais. Ele queria que eu fosse para Yale.
— Você entrou?
— Isso não importa. — Ele pegou minha mão e a beijou.
— Droga, você totalmente entrou para Yale. Droga, eu estou apaixonada por um gênio. — Quem diria?
— Mark escreveu uma carta de recomendação que, provavelmente, ajudou um pouco.
— Quando eu irei conhecer Mark?
— Ele não está chegando até o Natal, mas você vai encontrá-lo em breve. Hope é tão louca por Natal como ela é sobre torta. Então, esteja preparada. Você é parte da família agora, então você está convidada.
— Deus, eu não posso imaginar como aquela casa parece decorada para o Natal.
— É épico.
— Eu aposto.
— Corrida até os balanços?

Nós dois nos levantamos e corremos o mais rápido que pudemos. Ele totalmente me deixou ganhar. Nós brincamos nos balanços e perseguimos um ao outro no escorregador até o céu abrir e começar a chover.

— Deveríamos voltar. Sua mãe provavelmente acha que já dirigi por aí e estacionei pra dar uns amassos.
— Porque eu sou totalmente esse tipo de garota.
— Não descarte rapidinhas nos carros. Se nós não tivéssemos que voltar, eu seria totalmente a favor disso.
— Parece desconfortável.
— É uma arte.
— Que eu tenho certeza que você já domina.
Ele deu de ombros e bagunçou meu cabelo.
— Eu te disse Missy, que tudo que aconteceu antes não mais importa.



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Mais um pra compensar a demora kkkk 
Bom .. amanhã tem mais ^^
Bjss


COMENTEM!!!



07/09/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 50







Joe ganhou sua tão sonhada recompensa e eu de alguma forma confusa o levei até sua satisfação. Continuamos nossas aulas de como fazer amor todas as noites até a próxima semana, e por fim tudo o que ele tinha a fazer era respirar perto de mim e eu já estaria pensando em rasgar suas roupas e fazer sexo com ele.

Todos os dias ele mencionava o apartamento, e todos os dias eu disse que não. Ele tentou me convencer de todas as maneiras, mas eu recusei. Ele sempre perguntava nos momentos mais inoportunos, geralmente quando minha mente e corpo estavam ocupados com outra coisa que eu tinha a sensação de que ele estava fazendo isso de propósito. Emboscando-me em um momento em que eu estava ocupada de outra forma e saltando em mim, esperando que eu estivesse distraída demais para dizer não.

Boa tentativa, cara.

Mamãe continuava a ligar pra mim com pequenas questões, perguntando o que Joe gostaria de comer, se queria ficar mais, etc, Eu levei em consideração sua oferta para nos receber e ficar mais porque seria divertido mostrar Waterville para Joe e meus velhos fantasmas, especialmente a biblioteca. Sábado de manhã nós acordamos tarde, ambos um pouco doloridos depois que tentamos algo ligeiramente ridículo no quarto do departamento o que nos fez rir mais que qualquer outra coisa.

— Eu acho que nós podemos riscar essa da nossa lista. — disse Joe, saindo lentamente da cama.
— Você tem uma lista?
— Bem, há uma tabela periódica de sexo. E há sempre o Kama Sutra.
— Você precisaria não ter uma coluna pra fazer a maior parte dessas coisas. — eu disse, esticando os braços para cima enquanto ele cutucou meu estômago.
— Você nunca sabe até tentar.
— Verdade.
— Café da manhã?
— Eu ouvi Liam lá fora, andando ao redor. Talvez ele tenha preparado alguma coisa?
— Eu espero que sim.
Liam tinha feito torradas de pão francês, e, felizmente, ele tinha feito o suficiente para todos nós.

— Bom dia. — disse ele, vestindo apenas um conjunto de calças de pijama e um penteado amarrotado. Eu sorri para Miley. sabendo o que causou isso. Ela piscou e me deu um enorme sorriso. Eu devolvi o sorriso.
— Então você vai conhecer os pais hoje. Você está pronto? — Liam perguntou a Joe.
— Eu estou esperando que a maçã não caia longe da árvore, neste caso. — disse Joe, passando-me a calda.
— Minha mãe não é tão irritada como eu. Ela é muito mais agradável.
— Como alguém pode ser melhor do que você?
— Eu estou pensando em duas palavras para descrever você, e elas são bumbum e beijo.
— Adoro beijar seu traseiro. — Isso era verdade.
Ele tinha feito na noite anterior.
— Ugh, eu estou tentando comer aqui. — Miley disse. Eu torci meu nariz para ela. — Eu acho que eu gostava mais de vocês dois quando não estavam fazendo sexo.
— Mas nós não éramos tão divertidos. — disse eu.
— Você quer dizer que vocês não estavam se divertindo tanto.
— O que você acha? Estamos nos divertindo mais agora? — Joe me perguntou, colocando os braços em volta de mim e me balançando levemente
— Definitivamente.

Nós terminamos o café da manhã e foi a vez de Miley de lavar os pratos, de modo que Liam lavou a maior parte deles.

— Ok, o que vestir? — Joe disse enquanto estávamos nos vestindo.
— Você nunca tem uma crise de guarda-roupa. Essa sou eu.
— Não é todo dia que você vai conhecer a mãe da garota que você adora.
— Verdade. Quais são as suas opções?

Ele tinha uma camisa azul escuro de cáqui, uma camiseta preta, calça jeans branca de botão e uma calça marrom.

— Este diz, "eu sou um bom garoto que nunca faria mal à sua filha", — eu disse, apontando para o primeiro. — Esta diz: "Eu sou casual e, provavelmente, possuo uma moto que dirijo rápido demais". — Eu apontei para o segundo. — E isso diz: "Ei, eu fico bem nessa camisa, e sou confiável.".. Então, tudo depende do que você quer.
— Confiável é o que há. — disse ele, pegando a camisa branca e colocando-a em cima do tanquinho branco.
— Deixe-me. — eu disse, estendendo a mão para os seus botões. Vesti-lo não era tão divertido quanto despi-lo, mas eu ainda gostava de tratá-lo como um boneco Ken humano volta e meia.
— O que você vai vestir?
— Isso. — eu disse, apontando para a minha cama. E
u tinha escolhido um suéter ameixa e saia marrom escuro junto com botas pretas.
— Ele diz: "Eu sou uma garota legal, que nunca, nunca iria fazer nada de mal".
— É mesmo?
— Eu espero que sim. Sua mãe não tem uma arma, não é?
— Ah, não. Isso seria negativo.
— Bom.
— Não se preocupe, baby. Eu vou te proteger. — disse eu.
— Eu não estou com medo.
— Mentiroso.
— Deusa do sexo.
— Medroso.
— Gata.
Eu suspirei.
— Você vai fazer a minha cabeça ficar enorme.
— Eu te amo, mesmo que você venha a ter uma cabeça gigante. — Ele beijou o topo da minha cabeça enquanto eu ajustava minha saia.
— Tão doce.
— Não diga a ninguém. Eu não fiz essas tatuagens para as pessoas pensarem que eu era doce. Falando nisso, sua mãe não é uma daquelas pessoas que pensa que caras com tatuagens são bandidos, é? Eu posso cobrir a maioria delas e manter apenas a minha mão e esse lado da minha cabeça — disse ele, colocando a mão sobre a orelha para cobrir a tatuagem por trás dele.
— Eu realmente não sei. Esta vai ser mais uma primeira vez.
— Ele tinha tatuagens?
Eu sabia quem ele era. Travis. Joe foi sensível ao não dizer o seu nome.
— Não.
— Ótimo. Quanto mais diferente eu sou dele, melhor.
— Você não tem que se preocupar com isso. Ela está muito animada para conhecê-lo. Eu acho que sua esperança para os netos reacendeu. Ela provavelmente vai tentar te convencer a propor casamento.
— Eu não preciso de muito convencimento.
— Sim, certo. — Eu fui para o espelho e comecei a escovar meu cabelo. Ele colocou as mãos sobre meus ombros.
— Estou falando sério. — disse ele.
— Eu achei que você não era o tipo de casar.
— Sim, bem, eu nunca disse a nenhuma garota que eu a amava também.
Nossos olhos se encontraram no espelho.
— Nunca?
— Não. Eu nunca amei ninguém antes de você.
— Eu também.
— Eu não posso imaginar não querer me casar com você.
— Mesmo que eu faça bagunça?
— A bagunça é parte de você. Eu te entendo e entendo a bagunça. Podemos contratar pessoas para limpar.
— De jeito nenhum. Ninguém arruma nada por mim. Isso é muito estranho.
— Ok, eu vou ser a empregada doméstica. Enquanto eu pegar você.
— E se você ficar cansado de mim? E se tivermos uma grande briga?
— Missy, lutamos e brigamos todo tempo.
— Não dessa forma.
— Nós vamos passar por isso. Nós já superamos mais coisas que a maioria dos casais da nossa idade.
— Nós somos muito jovens.
— Idade é apenas um número.
— Nós vamos mudar.
— Não tem a menor chance.
— É loucura.
— Não é mais louco do que tatuar amuletos de boa sorte por todo o meu corpo. As tatuagens são permanentes. Eu quero que você seja permanente.

Deus, ele era teimoso.

— Eu não vou casar com você.
— Talvez não agora.
— Eu não vou fazer isso com você, ok? — Eu puxei meu cabelo em um coque frouxo para que ele ficasse fora do meu caminho.
— Missy — disse ele, de tal modo que de alguma forma se transformou em duas palavras. — Esqueça o que eu disse. Eu quero que este seja um bom dia, tudo bem? — Ele beijou meu ombro e puxou uma mecha do meu cabelo.
— Tudo bem. — Ele era muito irresistível. Virei e entreguei-lhe as chaves. — Nós não estamos indo no seu carro, e eu sei que você não vai me deixar dirigir, então aqui vai. Tenha cuidado com ela, e eu vou ter cuidado com você. — Eu dei a uma certa parte de seu corpo um pequeno aperto de modo que ele entenderia.
— Okay.

Foi a mais estranha sensação me sentar no banco do passageiro do meu próprio carro. Significou que eu tinha que escolher a música, e eu escolhi um CD de músicas variadas que eu tinha feito no verão passado.

— Já que você não me disse muito sobre a sua família, eu vou ser legal e dizer-lhe sobre a minha. Você já conhece Dallas, o que é bom. Além de uma mãe e uma irmã e alguns primos, minha família se resume nisso. Meus avós já se foram. Vários ataques cardíacos e câncer e outras coisas. Portanto, a minha casa não é nem a metade do tamanho da de Hope e John. Só tem três quartos, e nós vamos ser acomodados em um quarto com lençóis de princesa Disney agora, porque eu trouxe todos aqueles que eu costumava levar comigo para a escola. Hum, o que mais? Oh, mamãe realmente gosta de fotos de família. Ela provavelmente vai nos fazer pose para algumas fotos, enquanto você estiver aqui, então prepare seu sorriso de foto.
— Que tal esse? — Ele virou a cabeça e me deu um enorme sorriso falso que não fez nada, a não ser me fazer rir.
— Pode diminuir um pouco, cara.
— Mais alguma coisa?
— Eu espero que você goste de salada de batata.
— Talvez eu goste, e talvez eu não goste.

Ele começou a cantarolar junto com o CD, e eu me empurrei pra trás e vi o borrão de rodovia passar por nós.
Eu ficava mais nervosa à medida que nos aproximávamos da minha casa. Quando saímos em Waterville, que caiu a ficha. Joe e eu juntos. Ele iria conhecer minha mãe. Eu conheci sua família. Nós conversamos sobre casamento. Isso estava realmente acontecendo.


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Heeeeeeeeey.. sei que tava sumida.. 
Então ta aqui mais um cap !!!
>.<

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