29/08/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 46






Cada pouco oxigênio que eu tinha nos meus pulmões me deixaram em uma lufada de ar.

— O quê? — Joe olhou para mim com um sinal de interrogação em seu rosto.

Eu me afastei dele.

— Ele está em liberdade condicional. Há uma audiência em duas semanas.
— Mas ele tem mais dois anos.
— Eu sei, mas você sabe como funciona. Ele conseguiu a data há quase dois meses, mas eles esqueceram de nos avisar.
— Eles não podem deixá-lo sair. — eu sussurrei.
— Eles podem.
— Nós podemos ir?
— Acho que nós deveremos poder ir, já que nós duas somos vítimas. Eles provavelmente ligaram para você também. — Eu tive uma ligação antes, mas eu deixei ir para a caixa postal já que eu não conhecia o número. Que idiota.

— O que está errado? Você está tremendo. — Joe colocou suas mãos em meus ombros.
— Não me toque, porra! — Eu dei um grito.
— Demi! Não enlouqueça. Ficará tudo bem. Eles não vão deixá-lo sair. Onde você está? — Dallas disse.
— Camden.
— O que você está fazendo aí?
— Não é importante.
— Ok, bem eu quero que você volte para o seu apartamento e fique lá. Há alguém para ficar contigo?
— Aham. — Joe não me tocou, mas começou a guardar nossas coisas.
— É o Joe, não é? Você já contou pra ele? —  Dallas disse.
— Não.
— Deixa eu falar com ele.
— NÃO!
— Eu não vou contar pra ele. Eu só quero falar com ele.
— Ela quer falar contigo. — Eu entreguei para ele o telefone.

Nada depois do que ela disse do negócio sobre o Travis parecia real.

— Oi, Dallas, e aí? — A voz dele estava entrecortada. Ele se afastou de mim e ouviu, e então respondeu em uma voz baixa. — Ok, nós estamos indo.

Eu não me mexi. Eu não tinha certeza se conseguiria.

— Nós deveríamos ter tido mais dois anos. Então eu iria ir embora onde ele não pudesse me encontrar. — eu disse para quem fosse ouvir.
— Vamos lá, nós precisamos te levar pra casa. — Joe disse. Minhas pernas não funcionavam. — Tudo bem, querida, eu vou te levantar, ok?
— Não, eu consigo. — Eu peguei a mão dele, e ele me puxou para ficar de pé.
— Você não tem sempre que fazer tudo sozinha. — ele disse, pegando meu braço com uma mão e carregando seu violão com a outra.

Eu tropecei como se eu estivesse bêbada até o carro do Joe. Eu não queria ele me tocando, mas eu sabia que eu não teria conseguido voltar para o carro sozinha.
Joe não pediu detalhes enquanto ele dirigia o mais rápido possível pela estrada sinuosa que descia a montanha.

— Devagar. — eu disse.
— Eu estou te levando pra casa.
— Bem, eu gostaria de chegar lá inteira.
— Tudo bem.
— A Dallas te contou?
— Não. Ela disse que você contaria. Tudo que ela me disse é que você deveria ir pra casa e ficar lá.
— Nada mais?
— Não. Eu queria que ela tivesse contado.
— Então eu acho que você está esperando uma explicação. — O meu choque foi diminuindo um pouco por tê-lo comigo.
— Eu quis uma explicação desde que eu te conheci. Você tem segredo escrito em você toda. Mas quem sou eu pra falar disso? Eu apenas queria que você me confiasse com ele. Eu sei que não pode ser fácil para você carregá-lo.
— Não é. — Eu não iria chorar.
— Eu gostaria de te ajudar. Te contar sobre os meus pais tornou as coisas melhores, não piores. Fora da minha família, você é a única pessoa para quem eu já contei, e foi muito assustador, mas eu me senti bem depois. A verdade vai te libertar e tudo mais.
— Eu tenho medo do que você irá dizer.
— Garota Missy, não há nada que você possa me contar que iria tornar alguma coisa diferente.
Ah, mas tinha. Tinha o poder de mudar tudo. Especialmente agora.
— Eu queria poder acreditar nisso.
— Então acredite. Acredite em mim.
— Eu queria isso. Mais do que qualquer coisa.

Eu me sentei novamente no assento e tentei acalmar o meu coração acelerado. Eu liguei o The Head and the Heart de novo. Eu achava as melodias suaves do folk acalmantes.

— Você pode pegar o meu telefone? — ele disse quando nós chegamos à entrada do parque.
Ele parou o carro, mas o deixou ligado. Eu entreguei a ele o telefone, e ele apertou a discagem rápida.

— Oi, Nick. Eu preciso de um favor. Você pode ficar com a Selly esta noite? Eu preciso de um tempo com a Demi. Sim. Aham. Obrigado, cara. Sim, eu sei que te devo uma. Valeu. Tchau.
Ele apertou a discagem rápida de outro número.
— Oi, Smile. Você pode me fazer um favor? Demi e eu, hum, precisamos de outra noite. Sim. Não. Eu vou. Não se preocupe. Te vejo amanhã. Tchau.

Ele jogou o telefone no apoio para copos.

— Eu achei que você não ia querer um monte de gente te incomodando. — Ele me conhecia bem até demais. — Eu não vou pra lugar nenhum, ok?
— Ok. — Toda a briga de dentro de mim havia evaporado.
Minha mente já estava imaginando o Travis saindo da cadeia e então cumprindo a sua promessa que ele havia feito pra mim naquela noite. Eu não falei pela próxima meia hora enquanto o Joe dirigia o mais rápido possível, mesmo que ainda dirigindo com segurança. Eu continuei ouvindo ele contando baixinho.
Um, dois, três, quatro, cinco.
Eu o ouvi, e isso me acalmou, me levando para uma espécie estranha de choque de vigília. Era como aquela sensação quando você fica olhando para o nada. Só que não acabava.
Quando nós chegamos ao apartamento, Miley e Selena já tinham ido embora. Elas nos deixaram uma pequena surpresa na forma de um coração feito de bolinhos.

— Olha pra mim. — Joe disse, quando nós passamos pela porta.
Racionalmente, eu sabia que não tinha jeito do Travis estar aqui, mas minha cabeça ainda pensava nisso igual.
— Ninguém vai te machucar. Você não é uma garota fraca. Você me chutou nas bolas dentro de horas depois de me conhecer. Você não tem medo de ninguém. — ele disse.
Eu tinha medo apenas de uma pessoa.
— Estou bem.
— Não, você não está. Vá tomar um banho e eu farei o jantar.
— Eu não estou com fome.
— Desculpa, mas a Dallas me disse para te fazer comer. — Isso era algo que ela diria.
 Ela costumava me forçar quando nós éramos jovens também.
— Não me diga o que fazer.
— Ok.
Ele foi até a geladeira e começou a juntar os ingredientes.
— Eu vou tomar um banho.
— Ok, então. — Ele sorriu e balançou a cabeça.

Eu lentamente empurrei a porta do meu quarto com o meu pé. Eu esperei um segundo antes de esticar o braço para ligar a luz. Eu lentamente entrei, meu coração batendo forte o tempo inteiro. Eu olhei em cada canto antes de entrar completamente no quarto.
Eu peguei minhas roupas e as coisas para o banho o mais rápido que eu consegui e corri para o banheiro. Eu tomei um banho rápido, pulando a cada barulhinho. Eu me lembrava muito bem dessa sensação. Eu vivi anos da minha vida dessa forma, mas isso havia diminuído nos últimos anos. Agora estava de volta com força total, e eu tinha doze anos de novo e vomitando de medo todos os dias. Eu quase havia me dado uma úlcera. Foi aí que a terapia começou.
Eu saí do banho e o Joe estava ocupado com a sopa de tomate e sanduíches de queijo grelhado.

— Eu fiz aqueles de marguerita que você gosta, junto com abacate. — ele disse.
— Eu não estou com fome.
— Você vai comer um maldito sanduíche e um prato de sopa mesmo se eu tiver que te beijar até você se submeter. Entendeu?
— Por favor, não me toque.
— Então coma.
— Eu te odeio.
— Boa tentativa. Eu não vou pra lugar nenhum. — Ele colocou um sanduíche em um prato, cortando na transversal para que eu pudesse ver a mussarela derretida escorrendo. Normalmente eu teria devorado o negócio e queimado a minha boca, mas eu não queria comer nunca mais.

Ele me serviu um prato de sopa. Ele até mesmo adicionou leite para deixá-la cremosa.

— Por que nós não temos uma bandeja? Nós precisamos arrumar uma bandeja. — ele murmurou.
Eu não tinha idéia do que ele estava falando. Eu penteei meu cabelo com os dedos e esperei ele terminar.
— Vá sentar no sofá.
— Não me diga o que fazer. — Eu não queria que ele me tratasse como uma inválida. Pior, eu não queria que ele me tratasse como se ele tivesse que cuidar de mim. Que eu era algum tipo de fardo. Uma pessoa que ele tinha obrigação de cuidar.

Eu fui e sentei na poltrona ao invés do sofá e liguei a televisão, zapeando de um canal para o outro, nem mesmo notando qual era antes de mudar.

— Aqui está. — ele colocou os pratos na mesa, puxando-a para mais perto da poltrona. Ele me entregou uma colher e um guardanapo.
— Eu iria sugerir que você coma, mas eu não vou te dizer o que fazer. Porque você não quer que eu faça isso. — ele disse.
— Isso mesmo.

Ele pegou seu jantar e sentou-se do lado oposto do sofá, o mais longe possível de mim e ao mesmo tempo sentado na mesma sala.
Eu encontrei uma maratona de comédias românticas, começando com Uma Linda Mulher.
Ponto.

— Ela tem muitos dentes. E nenhuma prostituta parece com ela, eu posso te garantir. — Joe disse, sentando-se e mordiscando seu sanduíche.

Eu o ignorei e tentei assistir ao filme, mas eu continuava pulando a cada som. Meu cérebro havia se convencido que o Travis iria chegar derrubando a porta a qualquer momento. Eu meio que desejei ter um objeto afiado, mas eu teria que me contentar com a minha colher ou o controle remoto. Ou o Joe. Ele provavelmente serviria como uma arma em uma emergência.

— Você quer alguma coisa? — ele disse. Que tal uma arma? Eu me sentiria muito melhor se eu tivesse uma. Ah por que eu não tinha ido ao treino de tiro ainda? — Demi?
— O quê?
— Você quer alguma coisa? — ele repetiu.
— Não.
— Você tem certeza?
— Por que você apenas não me deixa em paz? — eu estourei.
— Talvez se você me contasse o que te deixou desse jeito. Eu deixaria. Até lá, eu vou te observar feito um gavião. — Eu não estava gostando da sua observação atenta, mas eu também não queria ficar sozinha. Então eu estava dividida em tê-lo aqui.
— Estou bem.
— Claro. — Ele se levantou para pegar o meu prato, e eu recuei para longe dele.
— Ah, Missy. Como eu queria que você me contasse.

Eu balancei minha cabeça, apertando meus lábios.

— Sua garotinha teimosa. — Ele pegou nossos pratos e levou para a pia e começou a lavá-los, cantarolando a músicas dos pratos que ele havia escrito.

Eu tentei manter meus olhos grudados no filme.
Eu tinha um hábito de ficar com muito frio quando eu estava pirando e eu comecei a tremer incontrolavelmente, meus dentes batendo. Eu coloquei os braços ao meu redor, tentando não me quebrar em um milhão de pedaços. Eu pensei que isso havia acabado. Eu nunca vi realmente o dia que ele fosse sair, mas talvez eles não o deixassem sair. Talvez eles o mandassem de volta para a prisão para servir o resto de sua pena.
Mas eu ainda teria que vê-lo. Era isso que me assustava mais do que tudo. Era isso que eu não queria contar para ninguém. Apesar de toda minha raiva e confiança, eu era apenas uma garotinha de doze anos assustada por dentro.

— Aqui. — Joe disse, vindo por trás de mim e colocando uma coberta em cima de mim.
— Não me toque.
— Eu só estou ajeitando a coberta. Componha-se.
— Eu disse: não me toque.

Ele veio na minha frente, me ignorando e tentando colocar a coberta ao meu redor.

— Pára! — Eu me debati, mas ele não me soltava.

Ele tentou me pegar, mas eu estava pronta para ele, acertando socos e chutes a torto e direito. Seu rosto estava sem emoção. De alguma forma ele me colocou de pé, e a coberta caiu.
Era como se eu tivesse desencadeado algo escuro e violento, que estava se mexendo dentro de mim desde aquela noite há oito anos atrás.

— Pára! Pára! Pára! — Eu bati no peito dele.

Eu dei um tapa no rosto dele e eu o chutei. Eu continuei fazendo isso até que meus pulmões estavam sem ar e os meus braços estavam doloridos e um soluço estrangulado escapou da minha boca.
Ele ficou parado com os braços nas laterais. Seu rosto estava vermelho por causa dos meus tapas.
Meus joelhos cederam, e ele me pegou antes de eu cair, me erguendo e me colocando no sofá.
— Não me toque.

Ele não respondeu, mas colocou os braços ao meu redor enquanto eu começava a soluçar. Eu nunca chorava, mas lá estava eu, lágrimas salgadas caindo pelo meu rosto, sendo abraçada pelo Joe, o cara que eu havia acabado de espancar.
Ele me balançou, seus braços fortes envolvendo-me com força.
Ele começou a cantarolar, mas eu estava muito abalada para reconhecer o som.
Minha garganta estava doendo de chorar, e minhas lágrimas estavam molhando tudo, mas eu não me importava.
Eu comecei a hiperventilar, e o Joe teve que me falar para respirar devagar para que eu não desmaiasse. Isso já havia acontecido antes, mas ele não sabia disso. Eu tive episódios assim antes, só que naquelas vezes era a mãe e a Dallas cuidando de mim.
Joe esperou até que eu tivesse chorado o bastante e estava apenas fungando. Por sorte, ele havia guardado um guardanapo e eu assoei o nariz.

— Você está bem? — eu disse.
— Essa é minha fala.
— Sinto muito por ter batido em você.
— Está tudo bem. Você precisava extravasar.
— Eu não tinha feito algo assim fazia tempo. — Eu senti os lábios dele na minha têmpora.
Você me assustou. — ele disse.
— Desculpa.
— Você não tem que se desculpar. Eu ficarei bem.
— Mas eu não.
Ele inspirou lentamente.

— Quando os meus pais morreram, eu costumava a ter esses ataques onde eu enlouquecia e quebrava tudo que eu podia. Minha mãe tinha essa coleção de animais de cristal que valia milhares de dólares. Eu esmaguei cada um deles. Mark ficou furioso, mas o que ele podia fazer? Eles terminaram levando tudo quebrável da casa e me levando para morar com a Hope e o John logo que foi possível. Eles deixaram a casa à prova de Joe, mas eu ainda encontrava coisas para quebrar.

Era minha vez.

— Eles costumavam me prender para que eu não me machucasse. Minha mãe não tinha uma camisa de força, mas ela e a Dallas costumavam me segurar. — eu disse.

Houve uma pausa e ele começou a acariciar o meu cabelo. Eu me acomodei no peito dele. Seus braços eram como cabos, me segurando no lugar. Eu não estava mais tremendo.
Eu respirei fundo.

— Dallas era para estar de babá. Isso aconteceu antes dos meus pais se separarem, então eles tinham saído para um encontro a dois. Eu tinha doze anos, mas eles não queriam que eu ficasse sozinha à noite por algum motivo. Eu não lembro por quê. A regra era que ela não poderia receber ninguém em casa, mas ela convidou o namorado dela, Travis, para ficar lá. — Dizer o nome dele era como passar lâminas de barbear pela língua, mas eu tinha que fazer isso. — Ela estava namorando ele apenas há umas duas semanas, e os meus pais não gostavam dele. Não era por que ele tinha uma moto ou ele se metia em problemas ou qualquer coisa assim. Eles apenas tinham uma sensação ruim a respeito dele, especialmente minha mãe. Ele era mais velho e ele era temperamental, mas ele se controlava na maior parte do tempo. Ele estava puto sobre alguma coisa naquela noite. Mais uma vez, eu não lembro o quê. Dallas ficava diferente perto dele. Quando era apenas nós, nós víamos filmes e nos divertíamos, mas quando o Travis vinha, ela me fazia ir para a cama para que eles pudessem se pegar no sofá. Eu fiquei brava com ela naquela noite sobre me mandar mais cedo para cama, mas ela gritou comigo e o Travis ficou do lado dela, então eu não tive escolha.

Eu respirei fundo mais uma vez.
Joe continuou acariciando meu cabelo.

— Quando eu estava voltando para o meu quarto, eu vi algo brilhando no chão. Era um dos brincos de pavão da minha mãe. Dallas havia pego eles emprestado sem pedir, e eu sabia que ela estava usando um. O outro devia ter caído. Eu estava com ciúmes, porque nunca me deixaram usá-los, então eu fui para o meu quarto e o coloquei. Eu fiquei um tempo acordada lendo um pouco, mas então eu ouvi um barulho. Eu levantei, e eu ouvi novamente. Então houve um grito.

Os braços do Joe se apertaram ao meu redor, e eu me agarrei em sua camiseta.

— Eu voltei para o quarto da Dallas, e ela estava gritando ao mesmo tempo que eu ouvi o barulho de um tapa e o Travis dizendo para ela calar a boca. Ela gritou um pouco mais e então eu ouvi ele dar um soco nela. Ela estava implorando para ele. Eu não sabia o que fazer. A porta estava entreaberta, e eu olhei para dentro. Ele estava em cima dela e a camiseta dela estava rasgada. Ele estava abrindo a calça e dizendo a ela que ele já havia esperado o bastante. Ela estava chorando e lutando para sair debaixo dele. Ele bateu nela de novo, e a cabeça dela voou para o lado. Nós nos vimos e ela sussurrou algo. Travis a viu olhando, e eu não consegui fechar a porta rápido o bastante.

Eu comecei a tremer novamente, mas o Joe não iria me soltar.

— Ele me perseguiu pelo corredor e me agarrou. Ele gritou comigo por eu ter interrompido eles e então disse que talvez eu quisesse um pouco também. Ele começou a arrancar minha calça, e eu não conseguia respirar porque ele era tão pesado e ele estava em cima de mim, e eu pensei que iria morrer. Ele arrancou minha camiseta e arranhou meu peito. Eu estava apenas usando legging, então ele a arrancou e a minha calcinha e começou a abrir as calças novamente, me dizendo que se eu contasse a alguém sobre isso, ele iria me encontrar e me matar. Eu rezava para alguém me salvar e foi aí quando a Dallas o acertou com toda a força com seu taco de softball que ela mantinha embaixo da cama. Ele caiu em cima de mim, e Dallas teve que tirá-lo. Nós o amarramos com umas cordas de pular minhas e fita adesiva e chamamos a polícia. Houve um julgamento. Ele foi condenado e pegou dez anos. Era para ele ter mais dois, mas Dallas ligou e disse que ele está em liberdade condicional.

Eu funguei novamente, e ele me entregou um lenço.

— Então pronto. Agora você sabe. A única pessoa que eu já tinha contado era a Megan. Todo mundo na cidade sabia disso. Eu fui taxada de puta na escola, e quando eu comecei a ficar com raiva e brigar, ninguém queria mais nada comigo. Eu fiz um pacto comigo mesma que eu nunca iria namorar, nunca teria um namorado. Eu ficaria sozinha, porque a única pessoa que eu posso confiar sou eu. Todo mundo irá me desapontar. Eu nunca contei isso para a Dallas, mas ela se desculpou por anos. Eu acho que ela ainda está se desculpando, apesar de que ela foi uma vítima também. Meus pais se sentiram tão culpados por terem saído que eles se separaram. Quer dizer, esse não foi o único motivo, mas teve muito a ver com isso. Tudo meio que desmoronou depois daquela noite. E agora você sabe por que eu tenho uma obsessão por pavão. Dallas estava usando um brinco e eu estava usando o outro. Aqueles brincos salvaram as nossas vidas.


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Agora vocês sabem o grande segredo da Demi .... #tenso
Próximo capítulo tem Jemi ... hot ... pegação ... huuuuuuuuuuuuuuuuuuum, comentem que ele vem mais rápido >.<



COMENTEM!!!

14 comentários:

  1. Ahhhh ): eu odiei o Travis! Como ele pôde? Eu amei o pavão no meio disso, achei incrível. E cara, o Joe é a pessoa mais linda, meu Deus! To ansiosa pro próximo porque tem hoooooot! Espero que o Travis não estrague nada ):

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  2. Ah meu Deus!!
    Posta logo por favor

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  3. Ahhhh posta logo
    Eu vou morrer de ansiedade porque tem hot no próximo.
    Joe como sempre perfeito!
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  4. ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh !!!tadinha DA DEMI,AAA ESSE TRAVIS TEM QUE MORRER !!!!POSTAAAAAAAAAAAAA LOGO O HOTT PLEASE,TE AMO

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  5. Posta mais um hj!!! Pleaseee!! Demi tem q ceder aos encantos de joe jonas

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  6. Adorei! Quero mais! Aliás, sempre quero haha'
    Beijos

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  7. Eu quero um JOE desses para mim :3
    Posta logo por favor, estou amando cada capitulo ^_^

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  8. FINALMEEEEENTE!! Quero ver Joe tirando sangue da cara dd Tevis, que fdp.
    Mlr posta mais um hoje, vai, ou amanhã, mas poste rapido.

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  9. Quase chorei ta muito bom nao demora pra postar por favor...;-)
    ass:Alice

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  10. Posso ouvir um ALELUIA???? shdfvsfvhsdvfsd quero um hot daqueles para recompensar o tempo perdido :)
    Posta logo Juh!!!!

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    1. o tempo perdido deles dois que ao invés de se pegarem logo ficaram se fazendo de difícil hjsdad

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  11. Sem palavraas ameiii sacana o Travis, depois q morre a mae vai pro bocão querer saber o q houve u,u posta logoo

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  12. Mais mais mais mais ^^
    I nerd so much moreeeeeeee

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  13. Mlrzinha poste pelo amor,eu to pirando ja!!!

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Sem comentários ........... sem capítulos!