26/08/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 42 (2/5)




— Eu não posso.
— Eu sei. Eu sinto muito. Vou me comportar. — Eu encontrei seus olhos, e tive que desviar o olhar.
Eu queria dizer-lhe que não. Para jogar tudo fora da janela e me beijar como ele tinha quando tinha quase quebrado a cadeira.
— Eu preciso me trocar. — eu disse, minha voz alta no quarto silencioso.
— Tudo bem. — ele se virou e saiu.

Eu ainda podia sentir os lábios dele em minhas costas enquanto eu deslizava uma camiseta sobre a cabeça e colocava um short. Eu deveria ter colocado um traje de mangas compridas, de modo a deixar o mínimo de pele visível, mas era uma noite quente e nosso apartamento tinha uma ventilação de merda.
Eu ouvi o ding do microondas quando eu saí.

— Eu acho que eu devo precisar de alguma ajuda com o meu zíper, por que você não me dá uma mão? — Joe disse, virando as costas.
— Desculpe, minhas mãos estão cheias. — Eu disse, agarrando o saco de pipoca e a bacia que ele tinha estabelecido e mantido. — Você vai ter que fazer tudo você mesmo.
— Tudo bem. Mas você está perdendo. — E eu não sei?

Ele fechou a porta e eu me encostei no balcão. Por que, por que as coisas que ele disse tem que começar a soar bem? Por que eu quero entrar naquele quarto e dizer: ―Claro que sim, eu vou te ajudar com esse zíper e o resto de suas roupas, tirá-las AGORA.”?

Eu senti minha testa. Talvez eu estivesse com febre. Talvez fosse o bolo que tinha me enlouquecido toda. Ou talvez fosse a maldita música. Que garota não ficaria boba por um cara que poderia cantar? Foi por isso que Christine tinha ido ao covil subterrâneo assustador do Fantasma. Era por isso que tantas mulheres se atiravam em estrelas do rock, de boa aparência ou nem tanto.

Pelo tempo que ele saiu, eu estava situada no sofá com a pipoca em uma tigela e dois refrigerantes completos com descanso para copos. Selena teria um chilique se ela soubesse que não tínhamos usado descansa copos.
— Porta-copos, bem pensado. — disse Joe, acenando para as nossas bebidas.
— Eu pensei assim.
Ele estava de boxers e uma regata cinza. Em qualquer outra pessoa, teriam sido boxers e uma regata cinza. Em Joe, isso era... Sexy.
— Eu tenho algo no meu rosto? — disse ele, pegando-me no ato de encarar.
— Não.
— Então por que você estava me olhando assim?
— Eu não estava. — Negar, negar, negar.
— Ok, então, você não estava. — ele se sentou ao meu lado e pegou sua bebida. — Você pegou o filme?
— Sim. — eu tinha o controle remoto na minha mão, mas eu não queria apertar o play.

Joe tomou um gole de sua bebida, enquanto eu lutei contra o impulso de me atirar nele. Eu agarrei a tigela de pipoca e a coloquei entre nós como um tampão. Por que Miley e Selena fizeram isso comigo? Eu sabia que que elas achavam que estavam ajudando, mas isso certamente não estava ajudando.
Eu apertei o play no filme, na esperança de que ele iria servir como uma distração. Funcionou por cerca de cinco segundos. Então a mão de Joe e a minha colidiram na tigela de pipoca em um desses momentos de filme. Eu peguei a minha de volta, mas ele me parou.

— Posso ser honesto com você agora? — disse ele.
Minha boca estava seca quando eu disse..
— Claro. Quando você não é honesto comigo? Com a exceção de uma única vez.
— Sim, bem. — disse ele, esfregando a sua tatuagem uma, duas, três vezes. Uh oh. — Eu vou ser brutalmente honesto com você, ok?
— Mais uma vez, quando você não é? Mas siga em frente. — eu disse, acenando a mão para ele continuar.

O filme soou no fundo, mas bem que isso poderia ter estado em Esperanto por toda a atenção que eu estava prestando a isso.
Ele respirou fundo.

— Eu quero você. Agora. Se você dissesse sim, eu te beijaria. Eu te beijaria até que nós dois esqueçamos que os lábios foram feitos para outra coisa senão beijar. Eu tiraria de você essa roupa, tão bonita como ela é. Eu quero ver como você se parece com nada. Eu quero fazer você suspirar como você fez com o bolo. Eu quero estar com você. Agora.

— Agora? — eu rangi.
— Agora mesmo. Foda-se o filme. — ele pegou o controle remoto e pausou o filme. — Eu apenas pensei que você deveria saber como eu me sinto.

Eu tive que fechar os meus olhos por um segundo. Ele estava tão perto, era difícil pensar. Meu cérebro só ficou em branco, e decidiu retratar todas as coisas que ele falou. Minha pele cantarolou, pronta e esperando.

— Eu...
— Eu não estou pedindo para você. Eu sei que isso é dificil para você. Eu apenas queria que você soubesse que isso era algo que eu queria fazer. — Eu abri meus olhos.
— Você vem dizendo coisas assim para mim desde o primeiro dia.
— Não é assim. As outras meninas? Que coisas que eu fiz com elas? Aquilo foi apenas sexo. Eu não quero apenas sexo de novo. Eu quero ter sorte com você. Apenas você. Ponto principal.

Eu me atrapalhei por uma resposta.

— Eu vou anotar isso. — eu disse.
— Tudo bem então. — ele pegou o controle remoto e ligou o filme de volta, recostando-se como se nada tivesse acontecido.
Que. Porra.

Virei a cabeça para o filme, mas fiquei ainda mais distraída. Ele plantou a semente da ideia na minha cabeça e agora que a coisa estava crescendo como se alguém tivesse milagrosamente feito isso. Herbicida mental não iria funcionar naquele otário.

A hora seguinte foi pura tortura. Parte de mim se perguntou se ele tinha feito isso de propósito. Para me provocar. Ele tinha feito coisas como essa antes. Nossas mãos não colidiram na tijela de pipoca, e ele fingiu como se fôssemos dois amigos assistindo a um filme.
Quando o filme acabou, e a pipoca se foi, eu esperei ele dizer alguma coisa.

— Você está cansado? — Eu perguntei. Eu não tinha que acordar muito cedo, mas eu sabia que ele tinha.
— Sim, eu acho que nós devemos ir para a cama.

Foi um final muito decepcionante para o nosso encontro. Ele levantou-se e recolheu os restos de lanches do nosso filme e jogou na pia.

— Eu vou escovar os dentes. — disse ele, caminhando em volta de mim.

Fui para o quarto e tentei ficar sob controle.
Não é bom, não é bom, não é bom.
Eu tive que colocar uma rolha nos meus hormônios. Eu nunca tinha reagido assim com ninguém. Nenhum homem jamais me fez sentir como se eu estivesse em chamas. Eu pensei que toda essa conversa sobre isso era apenas as pessoas sendo melodramáticas. Acho que não era.

— Que diabos, cara?
— O que? — ele virou-se, como se ele não tivesse ideia do que eu estava falando.
— Você está brincando? Sério? Toda aquela conversa sobre o que quer e os beijos e tudo e agora você vai fingir que isso não aconteceu? O que diabos há de errado com você?
— Eu apenas pensei que eu tinha ido longe demais e eu pensei que eu tinha assustado você. Eu estava apenas lhe dando espaço.
— Oh.
— Então, como você se sente sobre o que eu disse?
Eu gaguejei por um segundo, incapaz de usar palavras reais. Apenas sons.
— Posso tomar isso como uma confirmação, que sim, seria algo que você estaria interessada? — Seus olhoz azuis me imploraram para dizer sim.
— Eu não sei. Talvez?
— Não há talvez nisso, Missy. Sim ou não.
— Posso ter algum tempo?
— Claro, Miss. Não há data de validade na minha oferta. Se você vier para mim em 60 anos, eu estarei esperando com uma garrafa de viagra.

Ew e argh.

— Obrigado por esta noite. Eu tive um tempo muito bom. — Como isso era suposto funcionar? Que dizer, normalmente um encontro termina e o cara deixa a garota e diz boa noite. Com a gente, não havia boa noite. Veríamos um ao outro quando nós acordássemos.
— Ótimo. Esse era o plano. — Eu fui para a cama, tentando não olhar para o seu peito. — Posso te perguntar uma coisa? — ele disse.
— Uh, com certeza.
— Posso te dar um beijo de boa noite?
— Eu acho que sim.
— Você parecia aproveitar os últimos momentos.
— Cale a boca. — E me beija, eu não disse.

Ele saiu da cama e caminhou lentamente para a minha. Levantei-me e olhamos um para o outro por uma lufada de tempo. Ele se inclinou, e eu esperei este momento.

— Boa noite, Demi.

Ele se inclinou e pressionou o mais doce, mais breve beijo na história do mundo. Ele tentou se afastar, mas meus lábios e o resto de mim não iriam deixá-lo. Puxei-o para trás por apenas um segundo antes de eu bater a porta do meu desejo e ser capaz de me separar dele.

— Boa noite, Joe. — De alguma forma eu consegui voltar para a cama.
Ele ficou lá por um momento antes de suspirar e ir para sua cama.
— Me ama? — ele sussurrou enquanto jogava sua cueca no chão.
— Não.
— Me odeia?
— Não tanto quanto conjugar verbos.
— Bom.

Meu corpo cantarolou com energia.
Não havia nenhuma maneira de eu conseguir dormir neste momento.
Essa ia ser uma noite longa.


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E esse 2 hein ?? kkkk Joe se declarando mais uma vez, Demi ficando em duvidas .......
Calma, muito coisa ainda tem pra rolar nessa maratona.. talvez ela mude de ideia , ou não hehe' 

COMENTEM!!!


2 comentários:

  1. Demi merece uns tapas bem dados!!
    cara, como ela dispensa Joe depois disso tudo??? mds ela precisa ser mais livre, ela esta muito presa a esse segredo!
    eu aqui pensando que ela ia finalmente se entregar a ele e ela faz isso?? pqp quero te bater Demetria... daqui a pouco o Joe se cansa dela jhgdahg
    Joe falando da garrafa de viagra, que horror!!! kkkkkkkk
    Aguardando o próximo <3

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  2. MEU DEUS DEMETRIA!!!!!!! Amei esse capitulo

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Sem comentários ........... sem capítulos!