20/08/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 39






— Estou excitado. — Joe sussurrou no meu ouvido durante a aula de sexualidade humana.
— Bem, nós estamos falando sobre doenças sexualmente transmissíveis, além do que quer que seja assoprar seu apito. — Eu assobiei para trás.

Isso realmente não importa se falamos em volume normal. A maior parte da classe estava conversando, então havia um zumbido constante de conversa e o professor não se preocupou com silêncio.

— Sobre o nosso encontro. Eu sei exatamente o que você deve usar.
— Tem certeza de que você não é gay? Você parece ter um conhecimento íntimo do meu armário.
— Não, eu só tenho um conhecimento íntimo de você. Quero dizer, nós dormimos no mesmo quarto.

Era verdade. Eu conhecia muito bem o seu guarda-roupa inteiro, incluindo suas boxers, o que eu já vi demais ou não o suficiente, dependendo do dia.

— Você está muito bonita hoje. Quero dizer, você está todos os dias, mas eu não digo isso o bastante.
— Uau, você está realmente me irritando. — disse eu, quando Marjorie fez sinal para o assistente de professor para ele passar em torno de pequenas cestas de preservativos. Você poderia fazer coisas como essas nas faculdades. Eu só esperava que ela não nos fizesse uma demonstração com uma banana.
— Embrulhe-o antes de tocar, passe-o. — disse Carissa, uma dos assistentes técnicos, quando ela me entregou a cesta.
— Você acha que pode se lembrar disso? — Eu perguntei a Joe.
— Você vai ter que me lembrar. — disse ele de uma forma que fez arrepios rastejarem para cima e para baixo na minha espinha.
— Eu vou dar-lhe uma lição de banana mais tarde. — sussurrei enquanto Marjorie tentou chamar-nos por ordem para que ela pudesse falar sobre a clamídia.
Delicioso.
— Olhando para frente. — disse ele com uma piscadela.
Voltamos para o apartamento juntos, e Joe estava estranhamente calmo.
— Um centavo por seus pensamentos? — Eu disse.
— Eu só estava pensando que minha mãe teria adorado você.
— Como ela era?
— Linda. Eu tenho uma foto dela em preto e branco e eu vou ter que te mostrar. Ela passou a maior parte de seu tempo fazendo trabalhos de caridade, mas ela tinha se formado em arquitetura. Ela sempre brincou que as pessoas achavam que ela era uma esposa troféu até que ela abria a boca. Afiada como um chicote, meu pai costumava dizer. Ela tinha uma resposta para tudo. Eu não acho que a mulher já perdeu um argumento em sua vida.
— Como ela se parecia? — Imaginei cabelos escuros e o sorriso de Joe.
— Eu tenho os olhos azuis dela. E algumas pessoas dizem que o meu sorriso também. Eu acho que me pareço mais com meu pai do que com ela. Eu tenho uma foto dele também, se você quiser ver.
Eu queria. Eu queria ver de onde ele tinha vindo desde que eu não poderia encontrá-los. Se ele não ia deixar que o que seu pai fez definiria o que sentia por ele, eu não ia também.
— Você não está com raiva dele? Sério?
— Eu estava, há algum tempo. Mas eu pensei muito e falei com a minha tia, além de fazer terapia e outras coisas. Eu costumava quebrar as coisas e colocá-las no fogo. Eu estive em detenção mais do que algumas vezes.
— Imagino isso. — eu disse, fingindo estar chocada.
— Eu fui um punk por um tempo.
— Deixe-me adivinhar. — eu disse, virando-me e andando de costas para que eu pudesse vê-lo. — Você era um skatista com um moicano, e pode ter tido uma orelha furada. Suas calças, provavelmente, caíam muito.
Ele olhou para mim.
— Eu não era um skatista. Eu era apenas um garoto que andava de skate com muita frequência.
— A mesma coisa. Então, eu estou certa sobre todo o resto?
— Ainda tenho a cicatriz do brinco.

Ele parou de andar e inclinou a cabeça para baixo para que eu pudesse ver o buraco minúsculo que pontilhava o lóbulo da orelha esquerda. Eu virei minha cabeça e percebi o quão próximos nossos lábios estavam, e o quanto os meus queriam se juntar aos dele.
Não. Lábios maus.
Eu me virei e comecei a andar novamente.

— Tenho de fazer a mesma coisa?
— Vá em frente. — Ele nunca iria acertar.
— Vamos ver. Eu aposto que você usava meia arrastão rasgada preta e muito delineador e você era muito profunda em poesia e estudou francês.
— Passou bem longe. — eu disse, zombeteira. Ele não estava nem perto.
— Eu sei. Eu só estava brincando com você. Aposto que você fez um pouco de tudo. Arte, talvez um esporte como o tênis, e você lê muito e eu estou supondo Nacional Honor Society. Ah, e eu aposto que você fez aula de dança. Você se move como se a dança estivesse presente em algum ponto da sua vida. Como eu fui?
Puta merda. Ele tinha acertado exatamente.
— Perseguidor. — eu disse, andando mais rápido. Não havia nenhuma maneira que ele poderia ter sabido sem fazer alguma pesquisa pesada.
— Espera. Eu juro que não estava perseguindo você. Eu te disse, eu sou muito atento. Pense em mim como Sherlock Holmes, só que sem as habilidades sociais e o ruim uso de cocaína.
— Holmes usava cocaína?
— De que outra maneira ele era capaz de ficar a noite toda e resolver crimes?
— Verdade. — Ele se mudou para caminhar ao meu lado. — Então você não me perseguiu?
— Eu posso ter verificado alguns de seus posts antigos do Facebook, mas é isso. — Eu me esqueci disso. Droga de redes sociais. Ninguém era anônimo mais.
— Eu fiz dança por alguns anos, mas ficou muito caro, então eu tive que parar. Eu também fui expulsa.
— Você foi expulsa da dança?
— É. Eu disse a uma garota que eu iria rasgar a sua garganta.
Ele começou a rir, jogando a cabeça para trás.
— Por quê?
Eu suspirei.
— Porque ela disse que meu pai havia traído a minha mãe, mesmo antes do divórcio, e minha mãe teve alguém do lado também.
— Quantos anos você tinha?
— Quatorze. Ela estava apenas repetindo algo que sua mãe havia dito, mas ela tinha idade suficiente para saber o que ela estava falando.
— Deus, as meninas são umas cadelas.
— Diga-me sobre isso.
— Então, eu tentei puxar o rabo de cavalo platinado fora de sua cabeça e era isso. Pediram-me para sair e nunca mais voltar. Assim terminou minha carreira como dançarina.
— Que vergonha. Você ainda tem os movimentos. — Eu parei e fiz um pouco de trepidação. — Você sempre pode ter aulas.
— Talvez eu faça.
— Você deveria. Se você gosta.
— Eu gosto.
— Bem, lá vai você.

Miley estava estudando no sofá enquanto Liam estava espalhado sobre a mesa de jantar com o que parecia ser um tipo de enigma matemático. Liam era loucamente inteligente e estava se formando em engenharia mecânica e química. Miley sempre brincou dizendo que ele ia conseguir um emprego fantasia como um barão do petróleo ou alguma coisa e, em seguida, ela seria sua enfermeira troféu. Tudo o que ela queria era trabalhar em uma unidade de terapia intensiva neonatal, cuidando de bebês.

— Ei, você está fazendo isso ainda? — Miley disse, seus olhos não deixando o livro.
— Mais ou menos. — eu disse.
— Bom.
— Hey. — Liam disse, acenando e não olhando para cima de sua calculadora.
Duas ervilhas em uma vagem.
— Nós vamos sair hoje à noite e depois voltar para Liam, para sua informação, por isso não vamos estar aqui para o jantar.
— Entendi. Nós não vamos estar aqui também. — eu disse.
— Ah, é mesmo?
— Eu estou levando Demi a um encontro. — Joe sorriu como se tivesse ganhado na loteria.
— Ótimo. Você deve a ela cerca de um milhão de jantares. Eu espero que você a esteja levando para um lugar agradável.
— Eu estou.
— Ooh, me diga, me diga. — disse ela.
— De jeito nenhum! Se eu não sei você também não pode saber. — eu disse.
Mas Joe inclinou-se e sussurrou no ouvido de Miley.
— Muito bom. Você tem bom gosto, cara.
— Obrigado. Agora, se você não se importa. Nós dois precisamos fazer alguma lição de casa antes desse encontro.
— Divirtam-se. — Miley disse, seus olhos vagando de volta para o seu livro.

Joe fez um lanche enquanto fazíamos a droga da lição de casa juntos. De alguma forma nós fomos capazes de estudar função sem distrair um ao outro. Pelo menos na maior parte do tempo. De vez em quando eu o encontrava olhando para mim, ou eu roubava um momento para olhar para ele. Eu adorava vê-lo se concentrar. Seu rosto ficava tão calmo e bonito. Eu não poderia negar o poder de seu sorriso, mas eu adorava vê-lo estudar.

Eu estabeleci-me em minha cama, arrumando meus travesseiros e me preparando para estudar História da Europa Medieval, e então eu tinha um monte de notas para revisar para francês no subjuntivo. Amordace-me. Eu ia fazer o primeiro francês desde a era medieval. Não me interpretem mal, eu adorei o país, mas conjugar verbos não era a minha atividade favorita.

Joe voltou com meus s‘mores, que não era necessário assar, que foram feitos com Nutella, Fluff e biscoitos. Ele tinha também dois copos de chá gelado.

— Aqui está, Srta. Lovato. Bom estudo.
— Obrigado, Sr. Jonas. O mesmo para você.

Nós nos retiramos para nossas camas separadas e começamos a trabalhar. Nossas mesas foram espremidas entre nossas camas, o que tornava praticamente impossível se sentar confortavelmente. Era mais preferível estudar na cama.

Os únicos sons eram a virada de uma página, o risco de uma caneta e a nossa respiração. De vez em quando eu sentia os olhos de Joe sobre mim e era só olhar para cima para encontrar aqueles olhos azuis intensos. Eu sempre desviava o olhar primeiro.

Eu terminei o que eu queria fazer para o francês e comecei a ler sobre a roupa medieval. Era fascinante, mas não tão interessante quanto assistir Joe estudando com seus livros chatos de economia.
Yum.

— Você está me olhando. — disse ele.
— Não por muito tempo. Estou admirando seu cérebro sexy.
— Vá em frente. Não me importo. Eu faço isso o suficiente para você.
— Sim, eu sei. — eu disse, revirando os olhos.
— Se você não gostar, eu posso parar. Você só precisa dizer uma palavra sobre qualquer coisa e eu irei parar.
— Você não tem que parar.
— Ok, então. — disse ele.

Nós estudamos um pouco mais, até que meus olhos começaram a ficar pesados. A falta de sono na noite anterior não estava ajudando com a minha tentativa de adicionar um monte de informações no meu cérebro.

— Eu estou cansada. — eu disse, fechando meu livro.
— Eu também. Eu gosto de economia, mas eu gosto mais de você.
— Espero que sim.
— Você pode tomar banho primeiro. Eu sei que tem muito cabelo para secar.
— Isso é verdade. — O seu secava em cerca de cinco segundos.

Peguei algumas roupas e pulei para o chuveiro, cantando Taylor Swift tão alto quanto eu queria, sabendo que Joe podia me ouvir através da porta.
Eu depilei minhas pernas com cuidado extra, porque se estivéssemos indo a algum lugar extravagante ele ia me fazer usar um vestido. Eu limpei o vapor úmido do espelho e verifiquei meu corpo nu, virando de um lado para o outro. Meh. Nada de especial, mas nada horrível também. Joe não parecia se importar, mas ele não tinha visto tudo de mim também.

O mais próximo nu de mim que ele já viu foi uma regata e shorts pequenos. Ele nunca tinha visto minha barriga, e eu tinha certeza de que ele ainda não sabia do piercing que havia lá. Eu tinha conseguido manter esse segredo para mim.
Eu escorreguei para dentro de um roupão e caminhei para o nosso quarto, secando meu cabelo com uma toalha.

— Cruel, esse roupão é cruel. — disse ele, olhando-me a partir do livro que eu tinha comprado com Megan na nossa viagem passada ao shopping.
— Por quê?
— Porque ele cobre tudo.
— Exatamente. Isso é o que é suposto fazer.

Ele balançou a cabeça e pegou suas coisas indo para o chuveiro. Eu nunca disse a ele, mas às vezes, quando ele não estava por perto, eu abria a tampa de seu creme corporal e o cheirava, o que era estranho. Ele não faria nada assustador.
Enquanto esperava ele voltar, eu torci meu cabelo para ser melhor de secar e ficar tipo ondulado. Eu recentemente vi essa ideia legal online de torcer que eu queria tentar. Joe voltou para encontrar-me com pinos de bobby acumulados no meu cabelo.

— O que você está fazendo? — Ele só tinha uma toalha enrolada na cintura. Claro. Ele estava atrás de mim e pegou meu cabelo.
— O que você está fazendo? — Eu me abaixei longe de suas mãos intrometidas. — Isso levou dez minutos para ficar do jeito que está.
— Use-o para baixo. Parece melhor para baixo.
— Vou usá-lo do jeito que eu quiser.
— Tudo bem. — disse ele, virando-se, mas parou e estendeu a mão para puxar um pequeno pedaço de modo que emoldurou meu rosto. — Pronto. Perfeito.


---------------------------------------------------

HAPPY B-DAY PRINCESA <3 NOSSA DIA FAZ NIVER HOJE !!! LINDESA .... MINHA BEBÊ !!!

Eai ....... como acham que vai ser o tal encontro?? >.<
#Surpresa UHAUSHAU'


COMENTEM!!!



8 comentários:

  1. posta mais um hoje pelo o amor que voce sente pela Demi ツ

    ResponderExcluir
  2. posta mais pro favor .....to muito curiosa ,faz maratona pro favor !!!

    ResponderExcluir
  3. posta maisssssss... amei

    ResponderExcluir
  4. Cara, eu to rindo. Demi é muito ignorante, na boa kkkkk Tudo ela tem uma respostinha que deixa o Joe totalmente sem graça. Espero que o encontro deles seja maravilhoso, e que o Joe não faça nenhuma besteira e a Demi também não. E que eles se beijem, amém! Beijos e posta mais

    ResponderExcluir
  5. Por favor Juh, eu te imploro, faz uma maratona!!!!! please!
    eu estou super apaixonada por essa fic, muito mesmo, estou muito ansiosa para saber o que vai rolar nesse encontro deles, e eu espero que role mais pegação depois desse encontro ou até durante ele tbm hahaha
    Beijooos <3

    ResponderExcluir
  6. Selinho para você Juh -> http://jemi-fanfic.blogspot.com.br/2014/08/capitulo-9-sexologa-2-temporada-selinho.html <3

    ResponderExcluir
  7. Gente amei o capítulo! Estou super, mega ansiosa por esse encontro!
    Faz maratona!!
    Continua...
    Fabiola Barboza :*

    ResponderExcluir
  8. "Estou admirando seu cérebro sexy"
    Kkk...demi demi...
    ansiosa aquiiii u.u
    ♥♡♥♡♥♡♥♡
    Ta perfeitooo
    Posta logoo
    beijoss

    ResponderExcluir

Sem comentários ........... sem capítulos!