30/08/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 47





Joe pensou por um momento, e eu quase podia ouvi-lo tentando escolher as palavras certas.


— Eu queria poder matá-lo lentamente, da maneira mais dolorosa possível. — ele disse.
— Eu também. — Eu imaginei mais vezes do que eu poderia admitir.
— Obrigado por me contar.
— Agora você sabe por que eu sou tão estragada.
— Você não é, esse que é o negócio. Você passou por algo que a maioria das pessoas nem pode imaginar. Não fique envergonhada da maneira como você lida com isso.
— Eu não estou lidando com isso, de acordo com os meus terapeutas. E foram muitos.
— Eles que se danem. Se quebrar coisas e dar soco nas pessoas de vez em quando te ajuda, eu serei o seu saco de pancada e nós podemos arrumar algumas coisas para jogar do telhado. Combinado?
— Ok.
— Então ele está em liberdade condicional?
— Sim, vai haver uma audiência. Meu advogado ligou.
— Mas você vai poder ir, certo? Dar uma declaração?
— Sim.
— Ok, então. Nós apenas teremos que te preparar para dar um bom testemunho.
— Eu não posso.
— Por quê?
— Eu não posso encará-lo de novo. — Mais difícil do que contar pra ele a história era contar isso.

Que eu era uma covarde.

— Sim, você pode. Você apenas acha que não. Há uma diferença.
— Mas eu não consegui encará-lo na época. Ele estava estuprando a minha irmã, e eu não fiz nada. Eu poderia ter ido atrás de um telefone; eu poderia ter corrido e batido nele com algo. Eu poderia ter feito alguma coisa. — eu disse.
— Você era uma criança.
Eu tentei balançar a cabeça, mas ele não me deixou.
— Eu deveria ter feito algo.
— Eu deixei o meu pai dar um tiro na minha mãe e então nele mesmo. Se alguém deveria ter feito alguma coisa, sou eu.
— Ele tinha uma arma.
— Ele tinha sua irmã.
— Não é a mesma coisa.
Ele suspirou.
 — Demi, nós podemos ficar tentando analisar as possibilidades até a morte, mas não adiantará nada. A única coisa que nós podemos fazer é continuar seguindo em frente, mesmo quando parece que você está andando no cimento.
— Com blocos de concreto nos seus ombros.
— Exatamente.
— A única diferença é que o seu demônio tem forma humana. — A mão dele viajava pelo meu braço em um movimento apaziguante.
— Mesmo assim me desculpe por ter batido em você. — eu disse, tocando seu rosto perfeito.
— Como o meu rosto está?
Eu olhei para cima. Ele iria ficar bem bonito amanhã.
— Um pouquinho espancado.
— Tudo bem. Eu apenas direi pra todo mundo que eu tive uma briga no bar.
— O que, você tem vergonha de dizer que você apanhou de uma garota?
— Não, mas eu estou preocupado que você irá presa por violência doméstica. — ele disse com um sorriso.
— Ok, tudo bem.
— Está se sentindo melhor?
— Eu acho. Depois te falo.
— Tudo bem estar assustada.
— Eu odeio ficar assustada.
— Eu sei. Mas você não tem que ter medo dele. Ele está preso agora, e você não está sozinha. Eu quero que você lembre disso. Você. Não. Está. Sozinha.

— Eu sempre estive sozinha. Antigos hábitos são difíceis de matar.
— Sim, é verdade. — Ele riu um pouco. — Você está cansada?
— Não muito.
— Então você se importa se eu apenas te abraçar assim? Está bem bom.
— Sim, está. — Eu me mexi para que eu pudesse entrelaçar minhas pernas com as dele, como nós tínhamos feito na noite que passamos juntos.
— Bem, assim é até melhor.
— Joe.
— Desculpa, Miss.
— Toda vez que eu penso fazer algo com alguém, tudo que eu me lembro são as mãos dele e o rosto dele acima do meu, e não ser capaz de respirar. Eu sei que eu não deveria associar essas coisas, mas eu faço isso e eu não consigo mudar. Toda vez que eu penso em sexo, é nisso que eu penso. É por isso que eu nunca estive com alguém. Bem, parte da razão. Eu apenas nunca conheci ninguém com quem eu quisesse tentar isso.
— Até eu? Por favor, diga até eu.
— Até você. — Eu estendi a mão e toquei um ponto que estava começando a ficar roxo em sua bochecha. — Mas eu sou uma louca. Você não deveria me querer.
— Eu não quero ninguém a não ser você.
— Você apenas terá que ser paciente comigo. — eu disse, traçando seu rosto com um dedo.

Ele pegou minha mão e a beijou.

— Eu farei o meu melhor. Não estou fazendo promessas.
— Que tal isso? — Eu disse, tendo uma idéia. — Nós termos uma palavra que eu posso dizer quando eu começar a me apavorar.
— Como uma palavra de segurança? Amor, você tem lido muitos romances suspeitos, não é? Eu os vi no seu e-reader.
— Que seja. Ok, então qual deveria ser a minha palavra de segurança?
— Que tal pare?
— Chato. — Eu falei várias palavras.
— Erro. — Joe disse, sorrindo.
— Perfeito. — Ele segurou minha mão na frente de seu rosto, virando de um lado pro outro, como se ele estivesse fascinado.
— Você tem mãos tão pequenas. — ele disse.
— Hum, obrigada?
— Elas são uma gracinha e femininas. Eu gosto delas.
— Eu acho que eu vou ficar com elas. Eu não tenho o comprovante de pagamento da loja de mãos então eu não posso trocá-las.

Ele riu, o peito dele se movendo embaixo de mim de uma maneira deliciosa. Ele me encarou e sorriu, trazendo minha mão até seus lábios. Ele beijou cada dedo e então as costas da minha mão. Ele virou minha palma para cima e a beijou. Ele se demorou, como se estivesse esperando que eu dissesse a palavra de segurança.

Eu não falei.

Joe beijou o meu braço, todo o caminho até a parte interna do meu cotovelo, que era surpreendentemente sensível. Ele esperou antes de colocar uma mão embaixo do meu queixo e inclinar minha cabeça para cima. Ele se aproximou tanto que nossos narizes se tocaram antes de ele tentativamente beijar meus lábios. Afastando-se, ele esperou que eu dissesse a ele para parar.

Eu não disse.

Ele alcançou meus lábios novamente, desta vez se demorando. Eu o beijei em resposta, movendo minha boca para que ela se encaixasse na dele. Como nós nos encaixávamos tão bem? Joe se afastou novamente, e eu abri meus olhos.

— Eu vou te beijar agora, e eu não vou parar.
— Eu não quero que você pare.
— Ok, então.

 Ele trouxe o meu rosto na direção dele novamente e abriu sua boca enquanto eu abria a minha para aprofundar o beijo. Naquele momento, eu queria me arrastar para dentro dele e me esconder. A língua dele entrou em minha boca, e eu o deixei. Eu não poderia realmente usar a palavra de segurança porque a minha boca estava ocupada. Eu não queria usá-la de qualquer forma.
Joe me puxou para mais perto, entrelaçando nossos dedos enquanto ele mordiscava o meu lábio inferior.
Por um momento, ele se afastou para que nós dois pudéssemos respirar.

— Quer que eu pare? — ele disse.
— Não.
— Então eu sugiro que nós movamos isso para o nosso quarto. Sua cama ou a minha?
— Minha. — eu disse.

Ele saiu debaixo de mim e me pegou, beijando meus lábios enquanto ele fazia isso.

— Sem beijar e andar, okay. Eu não quero te machucar. — ele disse enquanto ele me carregava de volta para o nosso quarto. Ele quase tropeçou em algumas camisetas, mas ele me levou até a cama e então seus lábios estavam de volta nos meus. Eu movi para o lado para que ele pudesse subir.
Malditas camas pequenas.

Antes que ele continuasse, ele segurou meu rosto em suas mãos.

— Você tem certeza?
— Nesse momento, sim. — Eu não sei se eu mudaria de idéia.

Beijar era legal e tudo estava indo bem, mas quando as roupas começassem a sair, e outras áreas começassem a ser exploradas, eu não tinha certeza se a sombra feia daquela noite horrível iria me engolir novamente.
Em resposta, ele me beijou novamente, e então sentou-se, puxando a barra de sua camiseta.

— Eu quero fazer isso. — eu disse, me apoiando nos cotovelos.
— O seu desejo é uma ordem, princesa.

Eu nunca tinha tirado a camiseta de um cara antes, mas camisetas de meninos não eram muito diferentes das femininas, certo? Os dois tinham os buracos para os braços e eram feitas de algodão e tudo isso. O quão difícil poderia ser? Eu comecei a puxá-la, e ele colocou os braços para cima. Ela meio que ficou presa no nariz dele, mas ele se mexeu para que ele pudesse colocar sua cabeça antes de ele a arremessar no chão.

— Nós teremos que praticar essa parte. — ele disse, voltando para outro beijo.

Ele se moveu até a minha orelha, o que me fez rir, e então desceu até o meu pescoço. Ele alcançou a barra da minha camiseta, sem tirar os olhos de mim e esperando eu dizer a palavra. Eu coloquei meus braços para cima. Ele tirou a camiseta com mais elegância do que eu, mas ele havia tido prática.

— Metido. — eu disse enquanto ele me olhava.

Eu estava apenas com o sutiã, e não era um muito sexy.

— Um piercing no umbigo? Cristo, você está tentando me matar. Como eu não sabia disso? — O dedo dele afundou no meu umbigo, e eu tive que morder o meu lábio.
 — É o meu segredinho.

Ele me observou por mais alguns segundos antes de me alcançar para que nós pudéssemos voltar para a posição anterior.

— Você é tão linda que chaga a doer. — ele passou as mãos pelo meu sutiã azul.

Pelo menos ele tinha um pouco de renda, mas ele já tinha visto dias melhores.
Ele abaixou sua cabeça e beijou o meio do meu peitoral, minha pele se arrepiando em antecipação. Quando ele chegou no meu umbigo ele o beijou também, e eu gemi um pouco. Eu não estava pensando em mais nada a não ser eu e ele. Nós estávamos em nossa bolha novamente.
As mãos dele estavam em todo lugar em mim, cobrindo cada centímetro da minha pele com um toque leve, botando fogo na minha pele. Eu o toquei também, e ele fez um som em resposta.

— Muito rápido? — ele disse, parando.
— Não.

Eu o beijei novamente; desta vez as mãos dele exploraram o resto de mim, indo mais para baixo e botando fogo lá também. Eu passei minhas mãos em suas costas e agarrei o seu traseiro. Fazia tempo que eu queria tocá-lo.

Valeu muito à pena a espera.

— Eu preciso pegar algo. Droga eu deveria ter pensado nisso antes. — ele olhou para sua cômoda, que estava um pouco longe. — Você vem comigo. — Ele se levantou e me pegou novamente, andando comigo até a cômoda onde ele pegou um papel laminado de sua gaveta de meias. O meu peito estava pressionado no dele, e eu apenas queria ficar mais perto, mais e mais.

— Embrulhe antes de usar. — ele disse, segurando a embalagem em seu punho antes de nos levar de volta para a cama.

Eu ri enquanto nós voltávamos para a cama.
Estava acontecendo. Estava realmente acontecendo.
Joe me colocou na cama novamente e se certificou que a embalagem estava ao alcance para quando ele precisasse.

— Não ainda. — ele disse.
— Não ainda. — eu concordei.

Beijamos-nos um pouco mais, e ele passou as mãos em cima de mim. Eu decidi que roupas eram altamente superestimadas. Elas estavam entre eu e ele, e eu não gostava delas naquele momento. Eu comecei a puxar a cueca dele, brava com ela por nos separar.

— De jeito nenhum, você primeiro. — ele disse.

Não era justo na verdade ele estar completamente nu, e eu nem um pouco, então eu me inclinei para frente para que ele pudesse soltar o fecho do meu sutiã. Claro que ele conseguiu com uma mão só.

— Eu tive treino. — ele disse enquanto ele deslizava as alças pelos meus braços para tirá-lo.

Bem, lá estava eu.
Ele sorriu e beijou meus lábios antes de levar sua boca mais para baixo e beijar os meus mamilos. Minha respiração saiu pelos meus dentes cerrados e as minhas costas se arquearam. Joe riu, fazendo cócegas da melhor maneira possível, tornando as coisas ainda piores.

— Minha vez. — eu disse, tentando empurrá-lo para que eu pudesse beijar o seu peito.

Ele se contentou em se deitar de lado enquanto eu estava de lado também. Eu beijei as tatuagens dele, uma por uma. Seus olhos fechados, e ele fez um som de contentamento. Isso me fez sorrir. Eu beijei todo o seu peitoral enquanto ele movia suas mãos pelo meu cabelo e por todas as minhas costas.
Nós movemos nossos lábios juntos, e ele virou de volta para cima de mim. Eu movi minhas mãos até a cueca dele, insistente novamente.

— Demi, se você me tocar lá, eu não vou ser capaz de aguentar. Apenas te avisando.
— Ok. — eu disse, movendo minhas mãos para longe daquela área em particular. Ele se empurrou contra mim, e eu podia sentir que ele estava pronto.
E eu?
— Eu quero te tocar. — ele disse.
— Você está fazendo isso.
— Em todo o lugar.
Eu não hesitei.
— Ok.
— Ok?
— Sim. — Ah, estava mais do que ok.

As mãos dele fizeram o caminho até o meu estômago e dentro do meu shorts.
Puta merda. Eu nunca havia sentido isso antes.
Fazer em você mesma era uma coisa, mas ter um homem com mãos levemente calejadas te tocando era outra coisa totalmente diferente. Era como se ele tivesse feito uma aula e tivesse tirado dez.
Eu já tive orgasmos antes, quer dizer, quem nunca? Miley havia me arrastado para uma feira de brinquedos sexuais ano passado, e eu comprei algumas coisas, mas nada funcionava melhor do que as mãos do Joseph Jonas.
Minhas costas se arquearam e eu mordi meu lábio para eu não fazer muito barulho.

— Nós estamos sozinhos; você faça o barulho que você quiser Missy. Eu tenho planos para tornar isso uma coisa regular. — ele disse, me beijando.

A mão dele continuou trabalhando, me torturando novamente.
Eu não tinha muita certeza do quanto mais eu poderia agüentar. Sozinha meu recorde era três. Eu estava chegando no número dois em um curto período de tempo.

— Eu te quero tanto nesse momento.
— Ok. — eu disse enquanto outro me atingiu.

Dessa vez eu fiz muito barulho. Joe me beijou de novo, e decidiu que ele já estava de saco cheio das roupas também. Quando eu percebi nós estávamos nus, e o corpo inteiro dele estava pressionado no meu.

— Isso vai doer. Se você quiser que eu pare, apenas diga a palavra e eu paro. Há muitas outras coisas que nós podemos fazer. — ele disse com um sorrisinho. — Mas eu não quero que isso seja uma memória ruim. Eu quero que seja boa.

Ele me beijou novamente, e eu me regozijei na sensação de sua pele quente contra a minha. Joe se afastou para abrir a embalagem e colocar a camisinha.

— Você está pronta?
— Sim. — eu estava.

Essa era minha escolha. Meu corpo. Meu Joe.

Ele se empurrou para dentro de mim, e eu tentei não chorar de dor.
Doeu!.

— Ah, amor, desculpa. — Ele me beijou, e eu me segurei nele até ele estar todo dentro. — Você está bem?
— Sim. — Ele ficou parado por alguns segundos, e o meu corpo começou a se ajustar. Era uma sensação estranha, mas eu não queria parar.
— Demi? — Joe disse, tirando o meu cabelo do rosto. — Eu te amo.
— Eu te amo. — eu disse sem hesitar.

Naquele momento, enquanto estávamos unidos como um só, eu amava. Ele tirou e colocou novamente. Doeu de novo, mas não tanto.

— De novo? — ele perguntou, seus músculos tremendo.
— De novo.

Ele começou a ir mais rápido, e o prazer começou a dominar a dor. Eu movi meus quadris para encontrá-lo, e ele me beijou com força. Ele gemeu um pouco depois, e eu senti ele gozar. Ele caiu em cima de mim, exausto. Joe tentou tirar, mas eu coloquei minhas pernas ao redor dele para que ele não o fizesse.

— Não ainda. — eu disse.

Eu só queria manter esse momento o máximo que eu pudesse.

— Eu amo você. — ele disse, me beijando enquanto nós virávamos cada um para o lado. Nós dois estávamos suados e ainda um pouco sem ar, mas não importava. — Mais do que as estrelas.
— Eu amo você também. — eu disse, segurando ele perto de mim.
— Eu acredito em você.

Nós ficamos conectados o máximo possível, mas então ele teve que tirar e jogar fora a camisinha. Quando ele voltou, nós ficamos deitados nus por um tempo, tocando um ao outro suavemente e tentando descobrir o que nós poderíamos dizer que faria sentido.

— Eu te machuquei? — ele disse.
— Sim, mas não importa.
— Eu queria não ter machucado.
— Não deseje nada. Foi perfeito.
— Perfeitamente imperfeito.
— Como nós. — eu disse.
— Bem como nós. — Ele beijou meu nariz. — Mais?
— Mais o quê?
— Eu tenho um repertório inteiro que eu quero usar com você. É um dos meus muitos talentos. Meu objetivo é satisfazer.
— E eu gosto disso. Deve ser esses dedos. — eu disse, trazendo-os para a minha boca e os beijando.
Eu os esfreguei em meus lábios.
— Deve ser.
Eu não era mais virgem.
— Eu sei que eu deveria estar pirando agora, mas eu não estou. — eu disse.
— Bom. — Ele passou os dedos entre os meus seios e tocou no piercing no meu umbigo. — Eu tenho que dizer que eu gostei disso aqui, muito, tremendamente.
— Eu não o coloquei com você em mente.
— Por que você colocou?
Eu apoiei minha cabeça na mão.
— Eu sempre achei bonito, e parecia ousado.
— Eu gosto dele em você. — Ele se inclinou pra frente e beijou minha barriga.
Eu suspirei de novo. Deus, isso era tão bom. Ele era tão bom.

— Merda. — ele disse, apontando para a colcha.
Eu meio que havia esquecido sobre a parte do sangramento no calor do momento.
— Ah, merda. Acho que eu vou ter que comprar um novo. — Meu rosto ficou vermelho, e eu enfiei meu rosto no travesseiro.
— Está tudo bem; vamos apenas ficar no meu essa noite.
— Eu deveria ir me limpar.
Ele ergueu uma sobrancelha.
— Eu posso ajudar?

Eu estava prestes a dizer "claro que não", mas então eu pensei em todas as vezes que eu havia pensado em tomar banho com o Joe. Foram muitas vezes para contar.

— Para o chuveiro. — eu disse, erguendo meu braço.

Ele aproveitou a oportunidade para me fazer cócegas na minha axila enquanto ele subia em cima de mim para que ele pudesse me erguer.

— Nós podemos deixá-la de molho na banheira depois. — ele disse sobre a minha colcha.

Há algo absolutamente estranho sobre estar completamente nua com outra pessoa e não se importar.
Ele ligou o chuveiro e se certificou que estava na temperatura correta antes de ele me deixar entrar.
Nós passamos a maior parte do tempo nos beijando, comigo tentando não me afogar embaixo d‘água e ele rindo de mim. Meu cabelo continuava ficando no meu caminho. Eu tinha muito cabelo.
Nós nos ensaboamos e nos divertimos um pouco demais lavando as partes especiais. Ele me fez gozar mais algumas vezes, e eu tive que me segurar nele porque minhas pernas não estavam mais me dando suporte.

— Você é realmente bom nisso. — eu disse depois de mais um.
— Você é fácil. — Eu dei um tapa nele com a mão molhada. — Você sabe o que eu quero dizer. Todos esses anos de não fazer nada e você está toda reprimida. Tudo o que eu tenho a fazer é apertar o botão. —

Ele apertou o dito botão e eu gritei, caindo contra ele.

— Eu te disse que era virgem, não uma freira. Eu sei como fazer acontecer. É apenas melhor quando você faz.
— Eu sabia que garotas faziam isso. A maioria das que eu já estive negaram.
— Não tanto quanto os garotos, mas nós temos necessidades também.
— Garotinha necessitada. — Ele beijou minha boca e a água bateu nas minhas costas.

Ele me levantou, e eu coloquei minhas pernas ao redor dele.

Eu o amava.



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Ela ama o Joe, finalmente ela disse !!! e os Eu te amo's .. que lindos !!! Hot Jemi .... o cartão V foi entregue com sucesso #uhuul  
kkkkkkkkk  
De agora a diante só tem pegação ............ vish 


COMENTEM!!!!


29/08/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 46






Cada pouco oxigênio que eu tinha nos meus pulmões me deixaram em uma lufada de ar.

— O quê? — Joe olhou para mim com um sinal de interrogação em seu rosto.

Eu me afastei dele.

— Ele está em liberdade condicional. Há uma audiência em duas semanas.
— Mas ele tem mais dois anos.
— Eu sei, mas você sabe como funciona. Ele conseguiu a data há quase dois meses, mas eles esqueceram de nos avisar.
— Eles não podem deixá-lo sair. — eu sussurrei.
— Eles podem.
— Nós podemos ir?
— Acho que nós deveremos poder ir, já que nós duas somos vítimas. Eles provavelmente ligaram para você também. — Eu tive uma ligação antes, mas eu deixei ir para a caixa postal já que eu não conhecia o número. Que idiota.

— O que está errado? Você está tremendo. — Joe colocou suas mãos em meus ombros.
— Não me toque, porra! — Eu dei um grito.
— Demi! Não enlouqueça. Ficará tudo bem. Eles não vão deixá-lo sair. Onde você está? — Dallas disse.
— Camden.
— O que você está fazendo aí?
— Não é importante.
— Ok, bem eu quero que você volte para o seu apartamento e fique lá. Há alguém para ficar contigo?
— Aham. — Joe não me tocou, mas começou a guardar nossas coisas.
— É o Joe, não é? Você já contou pra ele? —  Dallas disse.
— Não.
— Deixa eu falar com ele.
— NÃO!
— Eu não vou contar pra ele. Eu só quero falar com ele.
— Ela quer falar contigo. — Eu entreguei para ele o telefone.

Nada depois do que ela disse do negócio sobre o Travis parecia real.

— Oi, Dallas, e aí? — A voz dele estava entrecortada. Ele se afastou de mim e ouviu, e então respondeu em uma voz baixa. — Ok, nós estamos indo.

Eu não me mexi. Eu não tinha certeza se conseguiria.

— Nós deveríamos ter tido mais dois anos. Então eu iria ir embora onde ele não pudesse me encontrar. — eu disse para quem fosse ouvir.
— Vamos lá, nós precisamos te levar pra casa. — Joe disse. Minhas pernas não funcionavam. — Tudo bem, querida, eu vou te levantar, ok?
— Não, eu consigo. — Eu peguei a mão dele, e ele me puxou para ficar de pé.
— Você não tem sempre que fazer tudo sozinha. — ele disse, pegando meu braço com uma mão e carregando seu violão com a outra.

Eu tropecei como se eu estivesse bêbada até o carro do Joe. Eu não queria ele me tocando, mas eu sabia que eu não teria conseguido voltar para o carro sozinha.
Joe não pediu detalhes enquanto ele dirigia o mais rápido possível pela estrada sinuosa que descia a montanha.

— Devagar. — eu disse.
— Eu estou te levando pra casa.
— Bem, eu gostaria de chegar lá inteira.
— Tudo bem.
— A Dallas te contou?
— Não. Ela disse que você contaria. Tudo que ela me disse é que você deveria ir pra casa e ficar lá.
— Nada mais?
— Não. Eu queria que ela tivesse contado.
— Então eu acho que você está esperando uma explicação. — O meu choque foi diminuindo um pouco por tê-lo comigo.
— Eu quis uma explicação desde que eu te conheci. Você tem segredo escrito em você toda. Mas quem sou eu pra falar disso? Eu apenas queria que você me confiasse com ele. Eu sei que não pode ser fácil para você carregá-lo.
— Não é. — Eu não iria chorar.
— Eu gostaria de te ajudar. Te contar sobre os meus pais tornou as coisas melhores, não piores. Fora da minha família, você é a única pessoa para quem eu já contei, e foi muito assustador, mas eu me senti bem depois. A verdade vai te libertar e tudo mais.
— Eu tenho medo do que você irá dizer.
— Garota Missy, não há nada que você possa me contar que iria tornar alguma coisa diferente.
Ah, mas tinha. Tinha o poder de mudar tudo. Especialmente agora.
— Eu queria poder acreditar nisso.
— Então acredite. Acredite em mim.
— Eu queria isso. Mais do que qualquer coisa.

Eu me sentei novamente no assento e tentei acalmar o meu coração acelerado. Eu liguei o The Head and the Heart de novo. Eu achava as melodias suaves do folk acalmantes.

— Você pode pegar o meu telefone? — ele disse quando nós chegamos à entrada do parque.
Ele parou o carro, mas o deixou ligado. Eu entreguei a ele o telefone, e ele apertou a discagem rápida.

— Oi, Nick. Eu preciso de um favor. Você pode ficar com a Selly esta noite? Eu preciso de um tempo com a Demi. Sim. Aham. Obrigado, cara. Sim, eu sei que te devo uma. Valeu. Tchau.
Ele apertou a discagem rápida de outro número.
— Oi, Smile. Você pode me fazer um favor? Demi e eu, hum, precisamos de outra noite. Sim. Não. Eu vou. Não se preocupe. Te vejo amanhã. Tchau.

Ele jogou o telefone no apoio para copos.

— Eu achei que você não ia querer um monte de gente te incomodando. — Ele me conhecia bem até demais. — Eu não vou pra lugar nenhum, ok?
— Ok. — Toda a briga de dentro de mim havia evaporado.
Minha mente já estava imaginando o Travis saindo da cadeia e então cumprindo a sua promessa que ele havia feito pra mim naquela noite. Eu não falei pela próxima meia hora enquanto o Joe dirigia o mais rápido possível, mesmo que ainda dirigindo com segurança. Eu continuei ouvindo ele contando baixinho.
Um, dois, três, quatro, cinco.
Eu o ouvi, e isso me acalmou, me levando para uma espécie estranha de choque de vigília. Era como aquela sensação quando você fica olhando para o nada. Só que não acabava.
Quando nós chegamos ao apartamento, Miley e Selena já tinham ido embora. Elas nos deixaram uma pequena surpresa na forma de um coração feito de bolinhos.

— Olha pra mim. — Joe disse, quando nós passamos pela porta.
Racionalmente, eu sabia que não tinha jeito do Travis estar aqui, mas minha cabeça ainda pensava nisso igual.
— Ninguém vai te machucar. Você não é uma garota fraca. Você me chutou nas bolas dentro de horas depois de me conhecer. Você não tem medo de ninguém. — ele disse.
Eu tinha medo apenas de uma pessoa.
— Estou bem.
— Não, você não está. Vá tomar um banho e eu farei o jantar.
— Eu não estou com fome.
— Desculpa, mas a Dallas me disse para te fazer comer. — Isso era algo que ela diria.
 Ela costumava me forçar quando nós éramos jovens também.
— Não me diga o que fazer.
— Ok.
Ele foi até a geladeira e começou a juntar os ingredientes.
— Eu vou tomar um banho.
— Ok, então. — Ele sorriu e balançou a cabeça.

Eu lentamente empurrei a porta do meu quarto com o meu pé. Eu esperei um segundo antes de esticar o braço para ligar a luz. Eu lentamente entrei, meu coração batendo forte o tempo inteiro. Eu olhei em cada canto antes de entrar completamente no quarto.
Eu peguei minhas roupas e as coisas para o banho o mais rápido que eu consegui e corri para o banheiro. Eu tomei um banho rápido, pulando a cada barulhinho. Eu me lembrava muito bem dessa sensação. Eu vivi anos da minha vida dessa forma, mas isso havia diminuído nos últimos anos. Agora estava de volta com força total, e eu tinha doze anos de novo e vomitando de medo todos os dias. Eu quase havia me dado uma úlcera. Foi aí que a terapia começou.
Eu saí do banho e o Joe estava ocupado com a sopa de tomate e sanduíches de queijo grelhado.

— Eu fiz aqueles de marguerita que você gosta, junto com abacate. — ele disse.
— Eu não estou com fome.
— Você vai comer um maldito sanduíche e um prato de sopa mesmo se eu tiver que te beijar até você se submeter. Entendeu?
— Por favor, não me toque.
— Então coma.
— Eu te odeio.
— Boa tentativa. Eu não vou pra lugar nenhum. — Ele colocou um sanduíche em um prato, cortando na transversal para que eu pudesse ver a mussarela derretida escorrendo. Normalmente eu teria devorado o negócio e queimado a minha boca, mas eu não queria comer nunca mais.

Ele me serviu um prato de sopa. Ele até mesmo adicionou leite para deixá-la cremosa.

— Por que nós não temos uma bandeja? Nós precisamos arrumar uma bandeja. — ele murmurou.
Eu não tinha idéia do que ele estava falando. Eu penteei meu cabelo com os dedos e esperei ele terminar.
— Vá sentar no sofá.
— Não me diga o que fazer. — Eu não queria que ele me tratasse como uma inválida. Pior, eu não queria que ele me tratasse como se ele tivesse que cuidar de mim. Que eu era algum tipo de fardo. Uma pessoa que ele tinha obrigação de cuidar.

Eu fui e sentei na poltrona ao invés do sofá e liguei a televisão, zapeando de um canal para o outro, nem mesmo notando qual era antes de mudar.

— Aqui está. — ele colocou os pratos na mesa, puxando-a para mais perto da poltrona. Ele me entregou uma colher e um guardanapo.
— Eu iria sugerir que você coma, mas eu não vou te dizer o que fazer. Porque você não quer que eu faça isso. — ele disse.
— Isso mesmo.

Ele pegou seu jantar e sentou-se do lado oposto do sofá, o mais longe possível de mim e ao mesmo tempo sentado na mesma sala.
Eu encontrei uma maratona de comédias românticas, começando com Uma Linda Mulher.
Ponto.

— Ela tem muitos dentes. E nenhuma prostituta parece com ela, eu posso te garantir. — Joe disse, sentando-se e mordiscando seu sanduíche.

Eu o ignorei e tentei assistir ao filme, mas eu continuava pulando a cada som. Meu cérebro havia se convencido que o Travis iria chegar derrubando a porta a qualquer momento. Eu meio que desejei ter um objeto afiado, mas eu teria que me contentar com a minha colher ou o controle remoto. Ou o Joe. Ele provavelmente serviria como uma arma em uma emergência.

— Você quer alguma coisa? — ele disse. Que tal uma arma? Eu me sentiria muito melhor se eu tivesse uma. Ah por que eu não tinha ido ao treino de tiro ainda? — Demi?
— O quê?
— Você quer alguma coisa? — ele repetiu.
— Não.
— Você tem certeza?
— Por que você apenas não me deixa em paz? — eu estourei.
— Talvez se você me contasse o que te deixou desse jeito. Eu deixaria. Até lá, eu vou te observar feito um gavião. — Eu não estava gostando da sua observação atenta, mas eu também não queria ficar sozinha. Então eu estava dividida em tê-lo aqui.
— Estou bem.
— Claro. — Ele se levantou para pegar o meu prato, e eu recuei para longe dele.
— Ah, Missy. Como eu queria que você me contasse.

Eu balancei minha cabeça, apertando meus lábios.

— Sua garotinha teimosa. — Ele pegou nossos pratos e levou para a pia e começou a lavá-los, cantarolando a músicas dos pratos que ele havia escrito.

Eu tentei manter meus olhos grudados no filme.
Eu tinha um hábito de ficar com muito frio quando eu estava pirando e eu comecei a tremer incontrolavelmente, meus dentes batendo. Eu coloquei os braços ao meu redor, tentando não me quebrar em um milhão de pedaços. Eu pensei que isso havia acabado. Eu nunca vi realmente o dia que ele fosse sair, mas talvez eles não o deixassem sair. Talvez eles o mandassem de volta para a prisão para servir o resto de sua pena.
Mas eu ainda teria que vê-lo. Era isso que me assustava mais do que tudo. Era isso que eu não queria contar para ninguém. Apesar de toda minha raiva e confiança, eu era apenas uma garotinha de doze anos assustada por dentro.

— Aqui. — Joe disse, vindo por trás de mim e colocando uma coberta em cima de mim.
— Não me toque.
— Eu só estou ajeitando a coberta. Componha-se.
— Eu disse: não me toque.

Ele veio na minha frente, me ignorando e tentando colocar a coberta ao meu redor.

— Pára! — Eu me debati, mas ele não me soltava.

Ele tentou me pegar, mas eu estava pronta para ele, acertando socos e chutes a torto e direito. Seu rosto estava sem emoção. De alguma forma ele me colocou de pé, e a coberta caiu.
Era como se eu tivesse desencadeado algo escuro e violento, que estava se mexendo dentro de mim desde aquela noite há oito anos atrás.

— Pára! Pára! Pára! — Eu bati no peito dele.

Eu dei um tapa no rosto dele e eu o chutei. Eu continuei fazendo isso até que meus pulmões estavam sem ar e os meus braços estavam doloridos e um soluço estrangulado escapou da minha boca.
Ele ficou parado com os braços nas laterais. Seu rosto estava vermelho por causa dos meus tapas.
Meus joelhos cederam, e ele me pegou antes de eu cair, me erguendo e me colocando no sofá.
— Não me toque.

Ele não respondeu, mas colocou os braços ao meu redor enquanto eu começava a soluçar. Eu nunca chorava, mas lá estava eu, lágrimas salgadas caindo pelo meu rosto, sendo abraçada pelo Joe, o cara que eu havia acabado de espancar.
Ele me balançou, seus braços fortes envolvendo-me com força.
Ele começou a cantarolar, mas eu estava muito abalada para reconhecer o som.
Minha garganta estava doendo de chorar, e minhas lágrimas estavam molhando tudo, mas eu não me importava.
Eu comecei a hiperventilar, e o Joe teve que me falar para respirar devagar para que eu não desmaiasse. Isso já havia acontecido antes, mas ele não sabia disso. Eu tive episódios assim antes, só que naquelas vezes era a mãe e a Dallas cuidando de mim.
Joe esperou até que eu tivesse chorado o bastante e estava apenas fungando. Por sorte, ele havia guardado um guardanapo e eu assoei o nariz.

— Você está bem? — eu disse.
— Essa é minha fala.
— Sinto muito por ter batido em você.
— Está tudo bem. Você precisava extravasar.
— Eu não tinha feito algo assim fazia tempo. — Eu senti os lábios dele na minha têmpora.
Você me assustou. — ele disse.
— Desculpa.
— Você não tem que se desculpar. Eu ficarei bem.
— Mas eu não.
Ele inspirou lentamente.

— Quando os meus pais morreram, eu costumava a ter esses ataques onde eu enlouquecia e quebrava tudo que eu podia. Minha mãe tinha essa coleção de animais de cristal que valia milhares de dólares. Eu esmaguei cada um deles. Mark ficou furioso, mas o que ele podia fazer? Eles terminaram levando tudo quebrável da casa e me levando para morar com a Hope e o John logo que foi possível. Eles deixaram a casa à prova de Joe, mas eu ainda encontrava coisas para quebrar.

Era minha vez.

— Eles costumavam me prender para que eu não me machucasse. Minha mãe não tinha uma camisa de força, mas ela e a Dallas costumavam me segurar. — eu disse.

Houve uma pausa e ele começou a acariciar o meu cabelo. Eu me acomodei no peito dele. Seus braços eram como cabos, me segurando no lugar. Eu não estava mais tremendo.
Eu respirei fundo.

— Dallas era para estar de babá. Isso aconteceu antes dos meus pais se separarem, então eles tinham saído para um encontro a dois. Eu tinha doze anos, mas eles não queriam que eu ficasse sozinha à noite por algum motivo. Eu não lembro por quê. A regra era que ela não poderia receber ninguém em casa, mas ela convidou o namorado dela, Travis, para ficar lá. — Dizer o nome dele era como passar lâminas de barbear pela língua, mas eu tinha que fazer isso. — Ela estava namorando ele apenas há umas duas semanas, e os meus pais não gostavam dele. Não era por que ele tinha uma moto ou ele se metia em problemas ou qualquer coisa assim. Eles apenas tinham uma sensação ruim a respeito dele, especialmente minha mãe. Ele era mais velho e ele era temperamental, mas ele se controlava na maior parte do tempo. Ele estava puto sobre alguma coisa naquela noite. Mais uma vez, eu não lembro o quê. Dallas ficava diferente perto dele. Quando era apenas nós, nós víamos filmes e nos divertíamos, mas quando o Travis vinha, ela me fazia ir para a cama para que eles pudessem se pegar no sofá. Eu fiquei brava com ela naquela noite sobre me mandar mais cedo para cama, mas ela gritou comigo e o Travis ficou do lado dela, então eu não tive escolha.

Eu respirei fundo mais uma vez.
Joe continuou acariciando meu cabelo.

— Quando eu estava voltando para o meu quarto, eu vi algo brilhando no chão. Era um dos brincos de pavão da minha mãe. Dallas havia pego eles emprestado sem pedir, e eu sabia que ela estava usando um. O outro devia ter caído. Eu estava com ciúmes, porque nunca me deixaram usá-los, então eu fui para o meu quarto e o coloquei. Eu fiquei um tempo acordada lendo um pouco, mas então eu ouvi um barulho. Eu levantei, e eu ouvi novamente. Então houve um grito.

Os braços do Joe se apertaram ao meu redor, e eu me agarrei em sua camiseta.

— Eu voltei para o quarto da Dallas, e ela estava gritando ao mesmo tempo que eu ouvi o barulho de um tapa e o Travis dizendo para ela calar a boca. Ela gritou um pouco mais e então eu ouvi ele dar um soco nela. Ela estava implorando para ele. Eu não sabia o que fazer. A porta estava entreaberta, e eu olhei para dentro. Ele estava em cima dela e a camiseta dela estava rasgada. Ele estava abrindo a calça e dizendo a ela que ele já havia esperado o bastante. Ela estava chorando e lutando para sair debaixo dele. Ele bateu nela de novo, e a cabeça dela voou para o lado. Nós nos vimos e ela sussurrou algo. Travis a viu olhando, e eu não consegui fechar a porta rápido o bastante.

Eu comecei a tremer novamente, mas o Joe não iria me soltar.

— Ele me perseguiu pelo corredor e me agarrou. Ele gritou comigo por eu ter interrompido eles e então disse que talvez eu quisesse um pouco também. Ele começou a arrancar minha calça, e eu não conseguia respirar porque ele era tão pesado e ele estava em cima de mim, e eu pensei que iria morrer. Ele arrancou minha camiseta e arranhou meu peito. Eu estava apenas usando legging, então ele a arrancou e a minha calcinha e começou a abrir as calças novamente, me dizendo que se eu contasse a alguém sobre isso, ele iria me encontrar e me matar. Eu rezava para alguém me salvar e foi aí quando a Dallas o acertou com toda a força com seu taco de softball que ela mantinha embaixo da cama. Ele caiu em cima de mim, e Dallas teve que tirá-lo. Nós o amarramos com umas cordas de pular minhas e fita adesiva e chamamos a polícia. Houve um julgamento. Ele foi condenado e pegou dez anos. Era para ele ter mais dois, mas Dallas ligou e disse que ele está em liberdade condicional.

Eu funguei novamente, e ele me entregou um lenço.

— Então pronto. Agora você sabe. A única pessoa que eu já tinha contado era a Megan. Todo mundo na cidade sabia disso. Eu fui taxada de puta na escola, e quando eu comecei a ficar com raiva e brigar, ninguém queria mais nada comigo. Eu fiz um pacto comigo mesma que eu nunca iria namorar, nunca teria um namorado. Eu ficaria sozinha, porque a única pessoa que eu posso confiar sou eu. Todo mundo irá me desapontar. Eu nunca contei isso para a Dallas, mas ela se desculpou por anos. Eu acho que ela ainda está se desculpando, apesar de que ela foi uma vítima também. Meus pais se sentiram tão culpados por terem saído que eles se separaram. Quer dizer, esse não foi o único motivo, mas teve muito a ver com isso. Tudo meio que desmoronou depois daquela noite. E agora você sabe por que eu tenho uma obsessão por pavão. Dallas estava usando um brinco e eu estava usando o outro. Aqueles brincos salvaram as nossas vidas.


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Agora vocês sabem o grande segredo da Demi .... #tenso
Próximo capítulo tem Jemi ... hot ... pegação ... huuuuuuuuuuuuuuuuuuum, comentem que ele vem mais rápido >.<



COMENTEM!!!

26/08/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 45 (5/5)






Eu me senti fora de lugar aqui da mesma forma como na casa do tio do Joe. Eu mal consegui olhar para os pisos de madeira cor de caramelo e os painéis de madeira combinando nas paredes antes que uma mulher de terno nos achasse.

— Posso ajudá-los?
— Sim, minha noiva e eu vamos nos casar na primavera e nós estamos verificando locais em potencial. Nós estamos indo para uma caminhada em Monte Battie e vimos este lugar e não conseguimos resistir e não entrar. Certo, amor?

Ele trouxe nossas mãos entrelaçadas para a boca dele e beijou o topo da minha mão antes de piscar.
Doce Cristo.

— Oh, que maravilha. Parabéns. Quando é o grande dia? — Ela deu um sorriso para nós.
— 21 de março, o primeiro dia da primavera. — eu falei sem pensar.
Joe me deu uma olhada. Eu apenas tirei isso do nada.
— Que amável. Bem, nós temos muito a oferecer quando se trata de casamentos, se vocês puderem me seguir. — ela disse, nos levando para a esquerda e até uma grande mesa. Eu não conseguia parar de encarar o teto com as treliças ornamentadas e os espelhos dourados. Algumas das paredes estavam cobertas com papel de parede verde escuro. Dava uma sensação de um acolhedor escritório antigo para o lugar.
— Eu sou a Susan, por falar nisso. É tão bom conhecer vocês.
— Joe. — ele disse, balançando a cabeça. — Esta é Missy.
— Missy. É um apelido para Marissa?
— Sim. — eu disse, dando a ele um olhar reprovador quando ela se virou para pegar um panfleto.
— Aqui nós temos todas as nossas opções e listas de todos os nossos fornecedores. Se vocês quiserem o pacote completo, nós podemos providenciar tudo para vocês. Comida, bebidas, cadeiras, tudo. Vocês gostariam de olhar alguns dos cômodos? Que tamanho de casamento vocês estão pensando?
— Pequeno. Com certeza. — eu disse, me antecipando ao Joe. Nenhum de nós tinha família grande. Sabe, se nós estivéssemos nos casando, o que não era verdade, porque isso tudo era fingimento.
— Menos do que 25 pessoas?
— Provavelmente. Nós não nos sentamos e contamos ainda. — Joe disse. — Mas será o que, seus pais, Dallas, minha família, são oito, então Selena, Miley, Liam, Megan e Jake, e então Dev e Sean. E alguns poucos primos. Certo? — Era como se ele realmente estivesse pensando sobre isso.
— Está certo. — eu disse com um sorriso mais doce que açúcar.
— Ok, bem isso será perfeito. Eu não acho que nós podemos acomodar todos, mas definitivamente os familiares da noiva e do noivo. Vamos para o andar de cima e ver alguns dos quartos e então nós podemos ir ver os terrenos.
— Parece bom. — eu disse com outro sorriso de doer os dentes.
— Bom trabalho, Missy Missy. — Joe disse enquanto nós subíamos a escadaria espiralada para ver o resto da pousada.
— Me morda, Sr. Jonas.
— Qualquer hora, Sra. Jonas. — Eu quase tropecei no próximo degrau.

Ouvindo-o me chamar desse jeito fez uma sensação estranha tomar conta de mim que não era inteiramente desagradável.
Susan nos mostrou alguns quartos que não estavam ocupados. Todos estavam singularmente decorados e tinham ótimas vistas. A minha favorita era na suíte da biblioteca. Eu engoli em seco quando nós passamos por um conjunto de estreitas escadas brancas e entramos em um quarto mobiliado com verde escuro com detalhes em vermelho. Era um pouco como se um morango tivesse enlouquecido ali, mas com LIVROS. Havia até uma varanda com mais fileiras de estantes de livros. Eu quase enlouqueci.

— Ei, você vai tirar todo o sangue da minha mão de tanto apertar. — Joe sussurrou.
Eu olhei para baixo e vi que eu estava apertando a mão dele de tanta animação. Talvez um pouco forte demais.
— Você pode aguentar. Você não viu os livros?
— Você daria um jeito em mim agora mesmo?

Cercada por toda essa literatura? Pode apostar que sim. Maldita Susan. Ela ainda estava falando sem parar, mas eu não estava ouvindo-a. Muitos livros bonitos estavam chamando o meu nome.

— Por que você acha que a Bela escolheu a Fera? Foi a biblioteca.
— Eu acho que eu sou a Fera nessa situação.
— A menos que você queira ser a Bela.
— Não, essa é totalmente você. — Ele me puxou na direção dele e me deu um beijo na testa.
Eu pensei ter ouvido a Susan suspirar.
— Vocês gostariam de ver os terrenos?
— Claro. — eu disse, dando uma última e longa olhada na biblioteca.
— Espera. — Joe disse, pegando o seu telefone. — Você tiraria uma foto nossa?
— Com certeza. — Susan disse, pegando o telefone.
Joe me puxou para perto e colocou seu braço ao meu redor.
— Sorria, amor. — Eu sorri, e Susan tirou algumas fotos nossas.
— Perfeito. — ela disse.
Joe sorriu para mim, e eu queria dar um tapa na cara dele e beijá-lo ao mesmo tempo.
Susan nos levou para a parte de trás da pousada, que tinha um grande gramado inclinado.
— Nós podemos arrumar tendas, ou alguns casais preferem o terraço.
— O que você acha, amor? Terraço ou tenda? — eu disse.
— O que o seu coraçãozinho desejar, meu amor. — Ele estava exagerando.
Eu esperava que a Susan não pudesse ouvir o sarcasmo. Ela parecia absorta.
— Eu gosto do terraço. Eu sempre imaginei me casando em um terraço. — Agora era eu que estava exagerando.

Susan nos levou para o resto do passeio, mal parando a sua enxurrada de palavras para respirar. Joe e eu estávamos tendo nossa pequena batalha, comigo dando cotoveladas nele e ele tentando me dar o troco. Susan não percebeu nada. Nós tiramos mais fotos da pousada, e Joe fez a Susan tirar mais algumas de nós.

— Eu juro por Deus, se você postar estas online, eu vou te estrangular enquanto você dorme. — eu sibilei enquanto ela tirou outra foto nossa no terraço.
— Anotado. — ele sibilou de volta.

Susan nos deu mais um monte de panfletos sobre todos os tipos de coisas e falou sem parar sobre buffet.
Eu estava exausta quando nós enfim chegamos do lado de fora.
Eu me virei e olhei mais uma vez a pousada.

— Gosta do seu castelo, princesa?
Eu dei de ombros. — Foi bom.
Ele estreitou seus olhos.
— Me perdoe por não estar à sua altura. Você gostaria que eu ligasse para o meu jato particular e te leve para a Inglaterra para que você veja um de verdade?
— Bem, se você insiste.
— Você é uma garota exigente, Missy. Você não vai querer cisnes no nosso casamento, né?
— Apenas algumas dezenas. E pombas. Nós devemos soltar pombas.
— Oh, pombas com certeza. É por isso que eu não as mencionei. — Ele ligou o carro e fez a volta na entrada do estacionamento.
— É realmente muito legal lá dentro. Obrigada por me trazer aqui.
— Qualquer hora, princesa.

Nós fomos para o centro até o Restaurante The Camden para comprarmos sanduíches e então nós dirigimos até a montanha. Por sorte, já que era no meio da semana, não havia tantas pessoas aqui em cima. A maioria dos turistas já tinha ido embora, mas os observadores de plantas já estavam com tudo, e sempre havia os observadores de pássaros para disputar espaço. Você sempre podia localizá-los porque eles tinham binóculos gigantes.

Nós encontramos um local mais ou menos plano e nos acomodamos para observarmos os barcos vindo e saindo do pequeno porto e a agitada cidade. Joe encontrou uma coberta antiga em seu carro, e nós a abrimos. Claro que ele trouxe seu violão.

— Você nunca sabe quando vai precisar. E se nossas carteiras fossem roubadas e nós ficássemos sem gasolina? Então eu teria meu violão e eu poderia tocar para que as pessoas ficassem com pena de nós e nos dessem dinheiro para a gasolina. Então, sério, este violão poderia salvar as nossas vidas.
— Nunca insulte o violão do Joe. Observação feita. — eu disse, cutucando a cabeça. — Você não tinha que virar vegetariano por mim. Eu não ligo se você comer carne, contanto que você não a esfregue na minha cara ou pela minha garganta.
— Eu gosto de húmus; eu não sei do que você está falando.
— Desde quando?
Ele revirou os olhos. — Desde que você me fez comê-lo três semanas atrás.
— Exatamente.
— Você fica bonitinha quando você fica presunçosa.
— Cala a boca.
— Missy não aceita muito bem elogios. Observação feita.

Era minha vez de revirar os olhos e mordiscar o meu sanduíche para ter algo para fazer. Nós terminamos e então comemos biscoitos de chocolate de sobremesa.

— Você quer subir na torre?
— Claro. — O item mais proeminente no topo da montanha era uma torre de pedra com uma escada em caracol que você podia subir até o topo. Eu não estava muito a fim de subir as escadas que você podia ver através, mas eu não iria contar isso ao Joe. Eu fui primeiro, e de alguma forma consegui chegar ao topo sem entrar em pânico.

— Posso te contar uma coisa? — Joe disse quando nós dois chegamos ao topo. Eu assenti. — A sua bunda fica incrível daquele ângulo.
— Eu juro, eu vou te jogar pra fora dessa torre.
— Não, você não vai. — ele disse com um sorriso enquanto ele me pegava e me colocava na beirada da parede que cercava a torre. Ela tinha pequenas ameias e eu cabia exatamente entre elas.
— Não, fique parada, eu quero tirar uma foto. Sorria, amor. — Ele ainda estava me chamando de amor, apesar da Susan não estar em nenhum lugar por perto.
Eu sorri, que era mais fácil fazer com ele olhando para mim como se eu fosse o melhor presente de Natal que ele já havia ganhado.
— Linda. Ok, vamos te descer. — Eu relutantemente o deixei me ajudar. — Vamos tirar mais uma. Sorriso grande. — Ele segurou a câmera com uma mão e colocou seu rosto ao lado do meu. – Um, dois... — antes que ele chegasse ao três ele moveu sua cabeça e beijou minha bochecha. Eu contorci meu rosto de surpresa.
— Ei, sem beijo de emboscada. — Eu dei um tapa fraco em seu peito. Ele pegou minha mão e beijou minha palma.
— Mesmo que você tenha gostado?
Eu balancei minha cabeça.
 — Não.

Nós ouvimos vozes nas escadas e em um momento nós fomos encontrados por uma mãe, pai, duas crianças e um par do que provavelmente eram avós. O topo da torre não era muito grande, então nós tivemos que nos apertar.

— Desculpa, não há muito espaço para todos nós aqui. — a mãe disse enquanto uma das crianças implorava para o seu pai erguê-lo para que ele pudesse ver por cima do muro.
— Tudo bem, eu acho que nós já vamos descer daqui a pouco. — eu disse.
— Oh, você se importaria de tirar uma foto nossa? — a mulher disse, tentando pegar seu filho para que ele não se jogasse pelas escadas.
— Claro. — eu disse, pegando a câmera.
Eles se ajeitaram, e eu tive que me afastar até chegar quase do outro lado da torre e tive que dar um zoom total para conseguir encaixar a todos.
— Digam Monte Battie!
— Monte Battie! — todos eles gritaram.
— Muito obrigada. — a mulher disse enquanto eu mostrava as fotos na câmera. — Ah minha nossa, que anel lindo. Quando vocês vão se casar?
— 21 de Março, primeiro dia da primavera. — Joe disse, colocando seu braço em volta de mim.
— Bem, parabéns.
— Obrigada. — eu disse, tentando apertar meu calcanhar no pé do Joe.
Ele me evitou, e nós dissemos adeus para a família e começamos a fazer o nosso caminho escada a baixo.
— Você primeiro.
— Que estraga-prazer. — ele disse, mas ele foi primeiro.

Eu quase estendi a mão e peguei a camiseta dele quando nós estávamos descendo, mas eu resisti e antes que nós percebêssemos, nós estávamos de volta lá embaixo. Ufa.

— Você quer caminhar um pouco? — Ele não largou da minha mão, e nós andamos um pouco pela rua, fazendo um círculo e voltando novamente.
— Eu gostaria de vir aqui à noite para ver como a cidade fica toda iluminada. Eles fecham os portões, então você teria que andar com lanterna. Mesmo assim, valeria a pena.
Eu assenti, olhando para as nossas mãos entrelaçadas.
— Então é assim que você vê o seu casamento? Com cisnes e tudo isso? — ele disse.
— Eu nunca imaginei um casamento, na verdade.
— Eu pensei que isso fosse algo que todas as meninas fizessem.
— Bem, como você disse, eu não sou uma garota normal.
— Você sabe que eu não falei dessa forma.
— Como você falou?
— Eu quis dizer que você não é apenas qualquer garota. Você é você.
— Profundo.
— Vamos lá. Não seja assim. Todas as outras garotas que eu já conheci teriam ficado extasiadas e teriam mostrado para qualquer um o anel eles querendo ver ou não. Algumas teriam achado que era um pedido de casamento. Mas você não. Você ficou brava que eu gastei dinheiro contigo.
— Eu ainda estou brava sobre isso, mas o que eu posso fazer?
— Exatamente.
— O quê?
— Você apenas é diferente. Eu gosto disso.
— Que seja.
Nós continuamos andando em silêncio.
— Eu gosto que você seja legal com as pessoas. — eu disse.
— O quê?
Eu tinha meio que resmungado.
— Você é legal com as pessoas quando você não tem que ser. Como aquelas garotas bêbadas e a Susan. Você age como se você fosse esse grande cafajeste, mas você realmente não é.
— Você está dizendo que eu não sou um cafajeste? Então todas essas tatuagens são para nada. O que eu vou fazer? — Ele balançou seu punho no ar.
— Ah, eu insultei a sua cafajestice?
— Estou ferido. — ele disse, agarrando seu coração. — Você deve acalmar minhas feridas.
— Como?
— Me dê um pouco de amor. — ele disse, parando e apontando para seus lábios franzidos.
— De jeito nenhum, cara. — Eu tentei andar, mas ele não me deixou.
— Vamos lá. Dê um beijo no seu noivo.
— Essa é uma idéia estúpida.
— Não me importa. Beije-me, por favor. — Se apenas ele não tivesse pedido por favor.
— Ótimo. — eu disse através de dentes cerrados.

Não era que eu não queria. Era que eu sabia que se nossos lábios se encontrassem, eu não estava no controle do que aconteceria em seguida. Era como se eu tivesse um excesso de frustração sexual acumulada depois de tantos anos de celibato. Isso pode acontecer?
Eu pressionei meus lábios juntos para que não houve esperança de língua e dei um beijinho nele.
Ele balançou a cabeça.

— Não. Ainda com dor. Você tem que fazer melhor que isso. — Eu tentei de novo, dando a ele um beijo um pouco mais longo, mais ainda me afastando logo que eu quis mais.
— Quem é você, minha avó?
Eu estava prestes a bater o pé e dizer já chega quando o meu telefone tocou.
— Esquece isso. — ele disse, se inclinando pra frente.
— É o toque da minha mãe. — Era Hip To My Heart da The Band Perry. Ela amava aquela música. — Eu preciso atender isso. — Fazia um tempo que eu não falava com a minha mãe e eu me sentia horrível sobre isso.
— Ei, garota! Parece que faz eras desde que nos falamos. Eu saí do trabalho cedo, então eu pensei em te ligar. Você não está na aula, está?
— Não. Eu não teria respondido se eu tivesse. Ou eu estaria sussurrando.
— Certo. Então como você está?
— Estou bem. Ocupada. As aulas estão enlouquecedoras.
— Isso é bom. E como está o trabalho?
— Está bom também.
— E a situação com o colega de apartamento?
— Diga a ela que está tudo ótimo. — Joe sussurrou.
O volume do telefone estava alto o bastante para ele ouvir.
Eu abaixei o volume e saí de perto dele.
— Meio que foi resolvido. — Até agora. — Eu vou lidar com isso até o resto do semestre daí vamos ver.
— Ah, bom. Você soa melhor. Você soa realmente feliz, na verdade.
— Verdade?
— Sim, de verdade. Qual é a causa? — O garoto que estava no momento tentando colocar seus braços ao redor da minha cintura e me distrair de conversar contigo.
— Ah, eu não sei. Talvez seja apenas o ano novo. O meu aniversário está chegando.
Mamãe não iria ser enganada.
— É um garoto, não é?
— Não mesmo.
— Ah. Meu. Deus. Eu pensei que nunca aconteceria. Eu quero detalhes, garota. — Ela soava como a Dallas
— Ele é apenas um cara.
— Você sabe que isso não é verdade.
— Não mesmo. — eu disse. Joe estava tentando me fazer cócegas. — Você pode parar com isso?
— O quê? — Mamãe disse. Eu olhei feio para o Joe, e ele me deu um olhar inocente em resposta.
— Nada, eu não estava falando contigo.
— Esse foi ele, não é? Ele está aí contigo? Se você está em um encontro, nós podemos nos falar depois, contanto que eu saiba de detalhes. Ah, Deus, você não está no meio de algo, está?
— Mãe! — Meu rosto ficou escarlate enquanto o Joe riu baxinho.
— Eu estava apenas perguntando. Nunca se sabe. Você está em um encontro? — A animação na voz dela era palpável, até mesmo no telefone.
— Nós não estamos em um encontro.
— Sim, nós estamos. — Joe disse, alto o bastante para ela ouvir.
Eu coloquei minha mão no alto-falante do telefone.
— Você pode calar a boca?
— Garota, por que você não me liga depois? Ah, antes que você desligue, eu pensei em ter você e a Dallas para o jantar em família no sábado à noite. Por que você não o traz? Eu adoraria conhecê-lo.
— Você nem sabe o nome dele.
— Não importa. Se ele conseguiu derrubar suas barreiras, eu sei que ele é algo especial. Os seus padrões são altos.
— Sim, eles são. — Joe disse no meu ouvido.
Sua respiração quente não estava deixando eu pensar direito. — Eu adoraria conhecer sua mãe.
— Esse foi ele?
— Sim.
— Diga que eu adoraria conhecê-la. — ele disse tão alto que eu tenho certeza que pessoas há quilômetros de distância poderiam ter ouvido. Eu ofereci a ele o meu olhar da morte.
— Diga a ele que isso é ótimo. Eu me certificarei de fazer algo especial para vocês.
— Obrigada, mãe.
— Me ligue depois, garota.
— Ligarei.
— Bom mesmo. Te amo.
— Te amo também.

Eu desliguei e dei um soco no estômago do Joe. Ele desviou no último momento e colocou seus braços ao meu redor, me dando um abraço de urso.

— Eu mal posso esperar para conhecer sua mãe. Eu quero ver como você vai parecer daqui vinte e cinco anos.
— Bem, já que você se convidou para o jantar, eu acho que não há nada que eu possa fazer para te impedir.
— Exatamente. — Ele foi com tudo para conseguir plantar um bom beijo, sorrindo contra a minha boca. Eu totalmente deixei-o fazer isso. — Pronto. Agora, foi tão difícil assim?
Eu fiz um barulho mal-humorado.
— Vamos lá; vamos fazer um monte de sexo musical.

Nós nos acomodamos em nosso lugar, e Joe fez uma serenata para mim enquanto o sol se punha cada vez mais no céu. Miley e Selena me mandaram mensagens, perguntando quando nós voltaríamos. Eu mandei uma mensagem de volta para elas e disse que eu não sabia. Eu estava à mercê do Joe. Miley estava morrendo para saber detalhes. Ela provavelmente ficaria desapontada pelos meus detalhes sem graça.

— Uma última música. O que será? — ele disse.
— Que tal algo mais antigo? Ahhh, que tal Love Me Tender?
— Elvis?
— Que foi? Ele é o Rei.
— Sim, sim ele é.

Eu coloquei minhas mãos atrás da cabeça e encarei o céu enquanto a voz do Joe me acalmou e me levou para aquela bolha de segurança novamente. O meu telefone estúpido vibrou.
Eu encarei a tela. Dallas. Eu ignorei a ligação. Eu ligaria para ela depois. Joe continuou cantando, deixando a música mais longa do que normalmente seria.
Imediatamente, ela ligou de volta. Isso levantou uma bandeira vermelha. Ela não fazia isso a menos que tivesse uma razão.

— O que foi? — eu disse, tentando manter o pânico fora da minha voz.
Joe parou de tocar.
— Travis está em liberdade condicional.



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Então ... gostaram da maratona ?? rsrsrs' parei num momento tenso né ? 

Quem é Travis? O que ele tem haver com o passado da Demi?? kkkkkkkkkk só no próximo capítulo ... #malvada .. não me batem, plissssss ... hehe' 

COMENTEM!!!!


Meu Erro Favorito - Capitulo 44 (4/5)





A questão era que eu não poderia ficar com o Joe até que eu contasse pra ele. Eu tinha que arriscar bastante para ganhar a maior recompensa. Eu tinha a coragem de fazer isso?
Eu provavelmente consegui três horas no máximo de sono quando eu ouvi o Joe se mexendo na cozinha. Era como se eu tivesse um alarme pronto para soar se ele estivesse fazendo qualquer coisa. O sono que eu havia dormido não tinha sido de boa qualidade. Aparentemente eu não conseguia dormir com ele, mas eu não conseguia dormir sem ele também.

— Ei. — eu disse, quando eu saí do banheiro. Eu realmente não me importei com a minha aparência. Se ele tinha me visto de manhã e não tinha fugido até agora, ele não iria fugir.
— Bom dia, linda.
— Arghhh. — eu disse em resposta.

Eu me senti um pouco melhor depois que o Joe enfiou uma xícara de café nas minhas mãos e eu dei alguns goles.

— Então o que nós vamos fazer hoje? — eu disse.
— De jeito nenhum. Eu consegui te surpreender ontem à noite e eu pretendo fazer o mesmo hoje.
— Eu tenho uma dica? Talvez uma palavra para descrever.
Ele pensou por um momento, dando goles na sua xícara.
— Princesa.
— Princesa?
— Yep. Isso é tudo que você consegue. — Eu olhei para ele, mas ele apenas sorriu.
— Provocador. — eu disse. Ele riu. — Você vai escolher minha roupa já que eu nem sei para onde estamos indo?
— Sim. É só isso que você ganha, apenas traga um moletom e tênis confortáveis.
— Então nós vamos para algum lugar que pode ser potencialmente frio. — eu disse, cutucando o meu queixo.
— Humm. — Joe disse, se juntando a mim.
— Eu vou me vestir e pensar sobre isso. Como estava o sofá?
— Desconfortável, mas eu não acho que tinha alguma coisa a ver com o sofá.
— Talvez não.
Eu terminei o meu café e fui me trocar. Estava um dia frio, mas o sol estava aparecendo, então eu escolhi uma camiseta com uma cor avermelhada e jeans, pegando meu moletom da UMaine e colocando uns tênis velhos.
— Isso está bom?
— Perfeito. Minha vez.

Eu mandei uma mensagem para a Dallas enquanto ele se trocava, dizendo a ela que eu precisava conversar. Eu realmente, de verdade, precisava falar com a Dallas. Eu mandei uma mensagem para a Megan também, contando a ela sobre os meus planos. Ela disse que estava animada e para ligar para ela com todos os detalhes.
Miley me mandou uma mensagem bem na hora que o Joe estava saindo do quarto, perguntando como tinha sido a nossa noite. Eu sabia o que ela estava perguntando.
Eu não ia dizer nada. Não havia realmente nada para contar, ainda.

— Qual é o veredito? — ele virou, e eu me lembrei do break dance que eu havia visto no primeiro final de semana quando eu o conheci.
— Onde você aprendeu a dançar?
— Nick e eu costumávamos brincar disso quando nós éramos crianças, então nós meio que nos ensinamos. Eu podia te mostrar alguns passos. Você é uma dançarina natural. Eu poderia te mostrar como fazer o seu peito estralar. — ele demonstrou enquanto eu revirava meus olhos.
— Aham, ok.
— O quê? É um movimento legítimo, no qual você seria excelente. — Eu não tinha muito peito para estralar. Apenas o bastante para saber que eu não poderia andar sem um sutiã por aí confortavelmente.
— Você está pronto?
— Sim, Missy Lovato. A sua carruagem te aguarda.
— Você quer dizer a sua lata velha? — Ele me ignorou e me ofereceu seu braço. — Eu vou ganhar uma tiara? Por favor, diga que eu vou ganhar uma tiara.
— Eu vou dar um jeito. — ele disse enquanto ele trancava a nossa porta.
— A tiara é tipo, a parte mais importante em ser princesa. Ah, eu preciso ligar para o trabalho.
— Já cuidei disso.
— O quê?
— Eu liguei para o Tom e disse que você estava no banheiro vomitando as suas entranhas.
— Mas e se alguém no campus nos vir?
— Relaxe. Você não é a primeira aluna que já matou aula. Eu tenho certeza que ele sabia que eu estava inventando.
— Mas eu preciso daquele emprego, Joe...

Ele me cortou colocando um dedo nos meus lábios.

— Princesas não se estressam. Elas tomam as rédeas e deixam as outras pessoas se preocuparem sobre os detalhes.
— Tudo bem. Mas se eu for demitida, eu vou te culpar.
— Se você for demitida, eu peço demissão.
— Feito.
— Feito.

Eu deixei o Joe me ajudar a entrar no carro, porque princesas não podiam entrar em carros sem assistência ou algum tipo de merda assim.

— É para que os paparazzi não tirem uma foto da sua calcinha.
— Eu não estou usando saia.
— Você nunca pode ser cuidadoso demais. — ele disse seriamente.

Eu o fiz parar e me comprar um bolinho de amora e chá gelado. Eu resolvi aproveitar esse negócio de princesa enquanto ele durasse.

— Não é tão bom quanto o da Hope. — eu disse sobre o chá gelado.
— Isso é algo que eles sabem fazer lá no sul. Eu sinto falta, às vezes.
— Do que você sente falta?
— Parece... Eu não sei, mais aconchegante, por falta de um melhor termo. Não que o Maine não seja assim. Apenas é diferente.
— Eu não saberia. Eu nunca fui para o sul.
— Bem, eu terei que te levar. Eu não quero que sua primeira experiência seja com outra pessoa.
— Você está falando sobre viajar, certo?
— Certo.
Nós viramos na rodovia I-95, o que significava que estávamos indo para a costa.
— Nós não vamos sair do estado, não é?
— Não. Apenas vamos subir um pouco a costa.
— Então nós vamos pela costa. Interessante...
Eu ponderei enquanto nós dirigíamos.
— O quê, sem músicas para a viagem da princesa?
— Eu não planejei tão antecipadamente. Escolha um CD. — Ele me jogou uma pasta com zíper que pesava uns três quilos. — Eu ainda gosto de tê-los no caso do meu mp3 morrer por alguma razão. Como ter discos.

Eu mexi neles e havia várias bandas que eu nunca tinha ouvido que eu fiz notas mentais de dar uma olhada. Eu peguei a primeira coisa que me fez sorrir. The Head and the Heart.
Ele sorriu também quando ele ouviu a primeira música.
Eu pulei para Honey, Come Home.

— Então você gosta disso?
— Deveria ser totalmente brega, mas não é. — Eu coloquei minha mão no topo da dele enquanto ela repousava na marcha.
— Eu estava querendo uma não-brega. Eu eliminei várias músicas antes de escolher essa.
— Era perfeita.
— Bem, eu iria escolher Love Story, mas eu imaginei que essa sim seria brega.
— Se você tivesse escolhido essa, eu provavelmente teria tido você no sofá enquanto a Megan estava no chuveiro.
— Droga. Que oportunidade perdida.
 Nós dois rimos enquanto o Joe apertava o acelerador e passava um gigantesco motor home.
— Onde nós estamos indo? — eu resmunguei.
— Deus, esse é um som que eu nunca quero ouvir de novo.
— Me diga onde nós vamos e você nunca mais terá que ouvir.
— Bela tentativa, Miss.
— Eu acho, que enquanto princesa, eu tenho o direito a essa informação. De outra forma, isso é sequestro.
— Sinto muito, Missy Lovato. Eu estou sob ordens restritas de não revelar essa informação.
— Bundão.
— Sim, Missy Lovato. O que você quiser.

Eu dei um soco de leve em seu ombro como resposta.
Ele virou da I-95 e entrou na 202 e então na 1ª. Hummm...

— A Rota Costeira? — Ele assentiu em resposta. — Há apenas alguns lugares que você pode estar me levando. Se nós fôssemos para Portland você apenas ficaria na 95. Então nós estamos indo para alguns dos lugares ao longo do caminho. — Eu peguei o meu telefone e olhei para os nomes das cidades ao longo da rota.
— Nós acabamos de passar por Winterport, então não é essa. Belfast? Lincolville? Camden?
— Eu não vou te contar.
— Eu acho que estou esquentando.
— Você não pode apenas me deixar te surpreender sem ser curiosa? — Seus olhos imploraram de uma maneira realmente doce.
— Tudo bem. — Eu guardei meu telefone de volta na bolsa e sentei de volta no meu assento.
— Está te matando, não é? — ele disse depois de dois minutos.
— Não.
— Mentirosa.
— Sequestrador.

Era meio divertido dirigir por todas essas cidades, me perguntando qual seria a que ele iria parar. Nós passamos por Belfast e então Lincolville, passando diretamente pela praia. Eu pensei que essa fosse uma possibilidade, mas não era.

— Camden. Eu aposto que é Camden. — eu disse enquanto nós passávamos pela placa "Você está deixando Lincolville".
— Talvez seja e talvez não seja.
— Muito bem! Ok, então o que tem em Camden...? — Eu vasculhei o meu cérebro, tentando me lembrar.

Eu juntei as pistas que eu já tinha enquanto nós passávamos por albergues, hotéis e pousadas. Camden tinha cerca de um milhão delas. Era uma cidade costeira, mas do tipo com uma variedade pretensiosa, com vários barcos e lojas chiques e tal.
Princesas, sapatos confortáveis, um moletom...

— Nós não vamos escalar, vamos? — Havia duas montanhas em Camden, Monte Battie e Megunticook. Eu havia escalado as duas diversas vezes com a Dallas quando nós éramos mais jovens e também nas viagens da escola.
— Nós não temos tempo o bastante e eu não planejei tão antecipadamente para isso, mas eu pensei que nós podíamos ir pela estrada e almoçar.
— E sobre a parte da princesa?
— Isso. — ele disse, dando sinal para virar. Eu olhei para ver onde ele estava virando.
— Norumbega?
— O único castelo no Maine.

Minha boca ficou escancarada. Quando eu era pequena e nós dirigíamos por Camden, eu sempre implorava para minha mãe parar lá, mas nós sempre estávamos a caminho para outro lugar. A pousada Norumbega parecia quase um lugar mágico para os meus jovens olhos. Parecia malditamente mágico nesse momento.
Joe parou na frente do edifício, e nós ficamos sentados encarando-o. Realmente parecia um castelo, construído em pedra, umas partes pintadas de verde escuro, dando a ele quase uma aparência gótica. Havia até mesmo uma torre de um lado.

— Vamos lá, princesa. — ele disse, saindo do carro. Eu segui antes que ele pudesse abrir minha porta.
— O quê?
— Vamos entrar.
Eu coloquei minha mão no seu braço para pará-lo.
— Nós não podemos.
— Por que não?
— Eles não vão apenas nos deixar andar por aí.
— Tire o seu anel.
— O quê?
Ele pegou minha mão direita e tirou o meu anel, e então pegou minha mão esquerda e o colocou no meu dedo anelar.
— Pronto. Agora nós podemos dizer que nós estamos procurando lugares para nos casar. Eles ficarão extasiados de nos mostrar o lugar.

Ele pegou minha mão e me arrastou para os degraus até a porta da frente. Ele não se importou em bater, apenas entrou.

Eu segurei minha respiração.
Uau.

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E esse "passeio" deles hein? Muito fofo não hehe' 
O que o Joe vai aprontar hein ??? #PRÓXIMO!

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Meu Erro Favorito - Capitulo 43 (3/5)




Eu nunca havia experimentado a sensação de "quente e incomodada", mas por volta das três da manhã, eu tive que levantar e sair do quarto. Eu conseguia ouvir cada respiração do Joe e seus movimentos como nunca antes. Eu tive uma breve idéia de ir dormir, ou tentar, no quarto da Selena e da Miley, mas então o Joe saberia que eu estava quente e incomodada.

Eu não olhei para o meu rosto no espelho porque eu não queria ver isso. Ao invés disso, eu sentei na beirada da banheira e torci meu cabelo com um dedo. Era um hábito que eu havia pegado quando eu era criança e que eu não fazia há muito tempo. Quando eu era mais jovem, eu o torcia tanto que eu arrancava um pouco do meu cabelo. Minha terapeuta na época, Dr. Blood, havia me dado uma bola de estresse, mas isso não havia ajudado. Eu já estava irreparavelmente quebrada.

Eu tinha aceitado que eu era problemática há muito tempo atrás. Era uma das razões que eu havia prometido a mim mesma não me envolver com ninguém. Ninguém deveria ter que lidar com os meus problemas, fora eu. Era fácil, porque não havia ninguém com quem eu queria ficar de qualquer forma.
Até agora.

Joe havia dito que ele me queria, e eu não podia mais negar. Eu o queria também. Eu o queria tanto que eu mal conseguia aguentar. Eu passava praticamente cada momento acordada com ele, e eu lamentava as horas que estávamos separados. Não porque eu precisava dele o tempo todo, mas eu sentia falta dele quando ele não estava por perto. Houve algumas vezes quando eu via algo, ou alguém dizia alguma coisa e eu pensava "o Joe iria adorar isso", ou "a única outra pessoa que acharia isso engraçado é o Joe".
Eu sentia falta de ele ter um comentário pra tudo.

Ele havia me dito que eu não estava ainda apaixonada por ele. Ah, mas eu estava perto. Se isso não era quase amor, eu não sei o que mais seria.
Uma batida interrompeu os meus pensamentos.

— Você está bem?
— Sim. Eu posso ter um pouco de porra de privacidade?
— Desculpa. É que você está aí há um tempo; eu queria me certificar que você não estava doente ou algo assim. Eu estou indo agora. E também, eu estou pelado, então se você abrir a porta nesse momento, você vai ter o show completo.
— Eu passo.
— Você que sabe. — Eu o ouvi se virar e voltar para o nosso quarto e fechar a porta.

Eu fiquei no banheiro por mais alguns minutos, decidindo que se eu estava quente e incomodada ali como na minha cama, então pelo menos eu poderia ficar confortável.
Eu não disse nada quando eu voltei para a cama.

— Sabe se você está desconfortável com o que eu disse, está tudo bem. Eu meio que joguei isso para cima de você repentinamente. — ele disse. — Eu posso voltar atrás se você quiser.
— O problema não é que eu esteja desconfortável com isso, o problema é que eu quero isso! — eu gritei.

Era oficial: eu havia enlouquecido.
Ah bem, eu não era conhecida por ter um parafuso preso.

— Você está feliz? Jesus. Você diz algo assim e então espera que eu apenas não me importe com isso. Isso é como provocar alguém com um bolo gigante e então colocá-lo em um daqueles negócios de sobremesa giratórios. — Eu não estava no meu momento mais eloqüente naquela hora.
— Isso significa que eu sou o bolo?
— Cala a boca, era uma metáfora.
— Então você me quer?
Tanto que dói.
— Sim. — eu sussurrei.
— Agora?
— Sim.
— Oh. — Agora era ele que soava nervoso.
— O quê?
— É apenas... uma surpresa.
— Eu disse que pensaria na idéia.
— Eu sei. Eu apenas não pensei que você ficaria tão entusiasmada tão cedo.
— Joe, eu sou uma virgem. Não uma freira.
Ele não falou por um momento.
— Essa foi a coisa mais sexy que você já falou. Deus, por que você faz isso comigo? — Ele virou de costas e encarou o teto. Eu conseguia apenas ver o seu peito nu no escuro.
— Digo o mesmo.
— Eu me sinto tanto honrado e aterrorizado ao mesmo tempo.
— Por que aterrorizado? — eu disse.

Joe Jonas não tinha medo de nada, muito menos sexo.

— Isso é muita pressão. Quer dizer, me pedir para ser o primeiro. Eu apenas... eu não quero estragar tudo. Você é muito importante por isso.
— Eu tenho certeza que você tem bastante experiência. — Seria eu que estragaria.
— Tudo isso não importa. Todas as coisas que eu fiz antes era apenas sexo. Eu te disse, eu não quero fazer sexo contigo. Eu quero fazer mais. Você merece muito mais. Mais do que eu, de qualquer forma.
— E se eu não quiser mais? E se eu quiser só você? — Todos os meus sentimentos e frustrações finalmente se derramaram da minha boca.
— Eu retiro o que disse. Essa foi a coisa mais sexy que você já disse.
— Então e agora?
— Bem, eu sei que nós dois temos aula amanhã, mas eu realmente não quero que esse encontro termine.
— Eu também não.
— Matar aula? Tem um lugar que eu quero te levar. — Eu nunca matei aula na faculdade.
Colegial, muitas vezes. Eu imaginava que eu já havia pagado muito dinheiro para a minha educação na universidade então eu não deveria desperdiçar. Mas talvez apenas dessa vez.
Eu tenho que ligar para o trabalho, mas eu estava apenas escalada para duas horas, então não é grande coisa. Provavelmente seria uma única vez. Eu apenas havia ligado e dito que eu estava doente uma única vez em um dos trabalhos que eu tive e isso foi apenas porque eu tive intoxicação alimentar e tive que ficar do lado da lixeira o tempo inteiro.
— Ok. — eu disse.
— Ok.
Nós ficamos por um tempo ali deitados.
— Eu não consigo dormir. — ele disse.
— Nem eu.
— Eu tenho algo em mente que nós podemos fazer.
— Eu tenho certeza que sim.
— Se você quiser.
— Anotado.
— Tudo que você tem a fazer é vir aqui. Ou eu irei até você.
— Ok.
— Eu nunca discuti tanto sobre isso.
— Sexo?
— Sim, ele apenas normalmente acontece.
— Vê, eu nunca entendi isso. Não pode apenas "acontecer". Você não pode ir do ponto A para o sexo em um momento.
— Isso depende.
— Do quê?
— Normalmente do quanto que você bebeu ou o quanto a garota é gostosa.
— Porco.
— Ei, eu te falei que todas as outras coisas estão no passado. Seria diferente contigo.
— Como?
— Você quer um passo-a-passo?
— Eu estou apenas... Curiosa.
— Eu juro, você está me matando da maneira mais lenta e torturada possível. Eu acho que vou precisar de uns vinte banhos frios depois dessa conversa.
Eu iria precisar de mais do que alguns.
— Nós deveríamos ir para a cama. — eu disse.
— Nós deveríamos. — Ele suspirou. — Não, não vai acontecer. Se você me quer, eu estarei no sofá. — Com isso, ele pegou sua cueca, a vestiu, pegou seu travesseiro e coberta, e estava fora do quarto antes que você pudesse dizer camisinha.
Graças a Deus.

Era mais fácil pensar sobre outras coisas como verbos em francês e a expressão sutil de misoginia nos filmes quando ele não estava no quarto. Eu também pensei sobre outras coisas. Eu nos imaginei... juntos. Era uma imagem boa, mas então ela se transformava em outra imagem. A imagem do rosto do Travis quando ele... Não. Eu fechei a reprise mental e tentei pensar sobre outra coisa.


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e AI ?? gostaram do capítulo ??? kkkkkkkk 
Ela admitiu que o quer >.< isso é bom !!! #viva

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Meu Erro Favorito - Capitulo 42 (2/5)




— Eu não posso.
— Eu sei. Eu sinto muito. Vou me comportar. — Eu encontrei seus olhos, e tive que desviar o olhar.
Eu queria dizer-lhe que não. Para jogar tudo fora da janela e me beijar como ele tinha quando tinha quase quebrado a cadeira.
— Eu preciso me trocar. — eu disse, minha voz alta no quarto silencioso.
— Tudo bem. — ele se virou e saiu.

Eu ainda podia sentir os lábios dele em minhas costas enquanto eu deslizava uma camiseta sobre a cabeça e colocava um short. Eu deveria ter colocado um traje de mangas compridas, de modo a deixar o mínimo de pele visível, mas era uma noite quente e nosso apartamento tinha uma ventilação de merda.
Eu ouvi o ding do microondas quando eu saí.

— Eu acho que eu devo precisar de alguma ajuda com o meu zíper, por que você não me dá uma mão? — Joe disse, virando as costas.
— Desculpe, minhas mãos estão cheias. — Eu disse, agarrando o saco de pipoca e a bacia que ele tinha estabelecido e mantido. — Você vai ter que fazer tudo você mesmo.
— Tudo bem. Mas você está perdendo. — E eu não sei?

Ele fechou a porta e eu me encostei no balcão. Por que, por que as coisas que ele disse tem que começar a soar bem? Por que eu quero entrar naquele quarto e dizer: ―Claro que sim, eu vou te ajudar com esse zíper e o resto de suas roupas, tirá-las AGORA.”?

Eu senti minha testa. Talvez eu estivesse com febre. Talvez fosse o bolo que tinha me enlouquecido toda. Ou talvez fosse a maldita música. Que garota não ficaria boba por um cara que poderia cantar? Foi por isso que Christine tinha ido ao covil subterrâneo assustador do Fantasma. Era por isso que tantas mulheres se atiravam em estrelas do rock, de boa aparência ou nem tanto.

Pelo tempo que ele saiu, eu estava situada no sofá com a pipoca em uma tigela e dois refrigerantes completos com descanso para copos. Selena teria um chilique se ela soubesse que não tínhamos usado descansa copos.
— Porta-copos, bem pensado. — disse Joe, acenando para as nossas bebidas.
— Eu pensei assim.
Ele estava de boxers e uma regata cinza. Em qualquer outra pessoa, teriam sido boxers e uma regata cinza. Em Joe, isso era... Sexy.
— Eu tenho algo no meu rosto? — disse ele, pegando-me no ato de encarar.
— Não.
— Então por que você estava me olhando assim?
— Eu não estava. — Negar, negar, negar.
— Ok, então, você não estava. — ele se sentou ao meu lado e pegou sua bebida. — Você pegou o filme?
— Sim. — eu tinha o controle remoto na minha mão, mas eu não queria apertar o play.

Joe tomou um gole de sua bebida, enquanto eu lutei contra o impulso de me atirar nele. Eu agarrei a tigela de pipoca e a coloquei entre nós como um tampão. Por que Miley e Selena fizeram isso comigo? Eu sabia que que elas achavam que estavam ajudando, mas isso certamente não estava ajudando.
Eu apertei o play no filme, na esperança de que ele iria servir como uma distração. Funcionou por cerca de cinco segundos. Então a mão de Joe e a minha colidiram na tigela de pipoca em um desses momentos de filme. Eu peguei a minha de volta, mas ele me parou.

— Posso ser honesto com você agora? — disse ele.
Minha boca estava seca quando eu disse..
— Claro. Quando você não é honesto comigo? Com a exceção de uma única vez.
— Sim, bem. — disse ele, esfregando a sua tatuagem uma, duas, três vezes. Uh oh. — Eu vou ser brutalmente honesto com você, ok?
— Mais uma vez, quando você não é? Mas siga em frente. — eu disse, acenando a mão para ele continuar.

O filme soou no fundo, mas bem que isso poderia ter estado em Esperanto por toda a atenção que eu estava prestando a isso.
Ele respirou fundo.

— Eu quero você. Agora. Se você dissesse sim, eu te beijaria. Eu te beijaria até que nós dois esqueçamos que os lábios foram feitos para outra coisa senão beijar. Eu tiraria de você essa roupa, tão bonita como ela é. Eu quero ver como você se parece com nada. Eu quero fazer você suspirar como você fez com o bolo. Eu quero estar com você. Agora.

— Agora? — eu rangi.
— Agora mesmo. Foda-se o filme. — ele pegou o controle remoto e pausou o filme. — Eu apenas pensei que você deveria saber como eu me sinto.

Eu tive que fechar os meus olhos por um segundo. Ele estava tão perto, era difícil pensar. Meu cérebro só ficou em branco, e decidiu retratar todas as coisas que ele falou. Minha pele cantarolou, pronta e esperando.

— Eu...
— Eu não estou pedindo para você. Eu sei que isso é dificil para você. Eu apenas queria que você soubesse que isso era algo que eu queria fazer. — Eu abri meus olhos.
— Você vem dizendo coisas assim para mim desde o primeiro dia.
— Não é assim. As outras meninas? Que coisas que eu fiz com elas? Aquilo foi apenas sexo. Eu não quero apenas sexo de novo. Eu quero ter sorte com você. Apenas você. Ponto principal.

Eu me atrapalhei por uma resposta.

— Eu vou anotar isso. — eu disse.
— Tudo bem então. — ele pegou o controle remoto e ligou o filme de volta, recostando-se como se nada tivesse acontecido.
Que. Porra.

Virei a cabeça para o filme, mas fiquei ainda mais distraída. Ele plantou a semente da ideia na minha cabeça e agora que a coisa estava crescendo como se alguém tivesse milagrosamente feito isso. Herbicida mental não iria funcionar naquele otário.

A hora seguinte foi pura tortura. Parte de mim se perguntou se ele tinha feito isso de propósito. Para me provocar. Ele tinha feito coisas como essa antes. Nossas mãos não colidiram na tijela de pipoca, e ele fingiu como se fôssemos dois amigos assistindo a um filme.
Quando o filme acabou, e a pipoca se foi, eu esperei ele dizer alguma coisa.

— Você está cansado? — Eu perguntei. Eu não tinha que acordar muito cedo, mas eu sabia que ele tinha.
— Sim, eu acho que nós devemos ir para a cama.

Foi um final muito decepcionante para o nosso encontro. Ele levantou-se e recolheu os restos de lanches do nosso filme e jogou na pia.

— Eu vou escovar os dentes. — disse ele, caminhando em volta de mim.

Fui para o quarto e tentei ficar sob controle.
Não é bom, não é bom, não é bom.
Eu tive que colocar uma rolha nos meus hormônios. Eu nunca tinha reagido assim com ninguém. Nenhum homem jamais me fez sentir como se eu estivesse em chamas. Eu pensei que toda essa conversa sobre isso era apenas as pessoas sendo melodramáticas. Acho que não era.

— Que diabos, cara?
— O que? — ele virou-se, como se ele não tivesse ideia do que eu estava falando.
— Você está brincando? Sério? Toda aquela conversa sobre o que quer e os beijos e tudo e agora você vai fingir que isso não aconteceu? O que diabos há de errado com você?
— Eu apenas pensei que eu tinha ido longe demais e eu pensei que eu tinha assustado você. Eu estava apenas lhe dando espaço.
— Oh.
— Então, como você se sente sobre o que eu disse?
Eu gaguejei por um segundo, incapaz de usar palavras reais. Apenas sons.
— Posso tomar isso como uma confirmação, que sim, seria algo que você estaria interessada? — Seus olhoz azuis me imploraram para dizer sim.
— Eu não sei. Talvez?
— Não há talvez nisso, Missy. Sim ou não.
— Posso ter algum tempo?
— Claro, Miss. Não há data de validade na minha oferta. Se você vier para mim em 60 anos, eu estarei esperando com uma garrafa de viagra.

Ew e argh.

— Obrigado por esta noite. Eu tive um tempo muito bom. — Como isso era suposto funcionar? Que dizer, normalmente um encontro termina e o cara deixa a garota e diz boa noite. Com a gente, não havia boa noite. Veríamos um ao outro quando nós acordássemos.
— Ótimo. Esse era o plano. — Eu fui para a cama, tentando não olhar para o seu peito. — Posso te perguntar uma coisa? — ele disse.
— Uh, com certeza.
— Posso te dar um beijo de boa noite?
— Eu acho que sim.
— Você parecia aproveitar os últimos momentos.
— Cale a boca. — E me beija, eu não disse.

Ele saiu da cama e caminhou lentamente para a minha. Levantei-me e olhamos um para o outro por uma lufada de tempo. Ele se inclinou, e eu esperei este momento.

— Boa noite, Demi.

Ele se inclinou e pressionou o mais doce, mais breve beijo na história do mundo. Ele tentou se afastar, mas meus lábios e o resto de mim não iriam deixá-lo. Puxei-o para trás por apenas um segundo antes de eu bater a porta do meu desejo e ser capaz de me separar dele.

— Boa noite, Joe. — De alguma forma eu consegui voltar para a cama.
Ele ficou lá por um momento antes de suspirar e ir para sua cama.
— Me ama? — ele sussurrou enquanto jogava sua cueca no chão.
— Não.
— Me odeia?
— Não tanto quanto conjugar verbos.
— Bom.

Meu corpo cantarolou com energia.
Não havia nenhuma maneira de eu conseguir dormir neste momento.
Essa ia ser uma noite longa.


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E esse 2 hein ?? kkkk Joe se declarando mais uma vez, Demi ficando em duvidas .......
Calma, muito coisa ainda tem pra rolar nessa maratona.. talvez ela mude de ideia , ou não hehe' 

COMENTEM!!!


Meu Erro Favorito - Capitulo 41 (1/5)






Eu segurei a mão de Joe no caminho para casa. Parecia a coisa certa a fazer.
Como se estivéssemos em um encontro real, e nós pudéssemos ser uma casal de verdade. Minha mente nunca se afastou muito de pensar sobre o meu segredo. Sobre finalmente dizer a ele e deixar as coisas caírem onde elas devem. Lá estava isso de novo. Aquela palavra caindo.

— Você parece incrível.
— Obrigada. Você parece muito bem. — Eufemismo.
— Oh, essa coisa velha? Ninharia. — disse ele.
— Idiota.
— Deusa.
Ele pegou minha mão e beijou as costas dela, tirando seus olhos da estrada por um momento.
— Então você não está mais com raiva de mim? Quer dizer, tudo bem se você estiver.
— Eu não estou brava exatamente. Bem, não mais. Eu só... Eu nunca pensei que você tinha isso em você.
— Eu tinha. — disse ele. — Eu tenho... Eu perdi o controle assim antes, mas não por muito tempo. Eu queria ir atrás de você, mas eu estava tão envergonhado do que eu tinha feito. Eu não queria que você se sentisse ameaçada por mim.
— Eu posso cuidar de mim mesma, Joe.
— Eu sei.
— Não vamos mais falar sobre isso. Falar sobre isso não vai mudar. Isso aconteceu e é isso. — eu disse.
— Não é, mas posso concordar com uma mudança de assunto. O que você gostaria de discutir?
— O que você disse para o pianista?
— Eu só disse a ele que eu tinha sido um idiota e havia uma dama especial que precisava de uma desculpa especial.
— Deixe-me adivinhar, eu sou a dama especial.
Ele balançou a cabeça.

— Não, essa era a senhora na mesa ao lado.
— A bisbilhoteira? Como você se atreve?!
— Você está brincando? Nada excita mais um homem que brincos de ouro gigantes e um top de estampa de animal. Rawr.

Eu ri quando entramos no estacionamento dos estudantes.
Desta vez, eu esperei por Joe vir abrir a minha porta.

— Então você tem mais alguma coisa planejada para esta noite adorável? — eu perguntei.
— Bem, eu sei o quanto você gosta desse filme de casamento e ele sempre faz você rir, então achei que poderíamos vê-lo com um pouco de pipoca. Parece bom?
— Parece perfeito. — Eu podia ver toda a cena em minha cabeça.

Eu e Joe em nossos pijamas, comigo envolvendo-o no sofá, rindo tanto que nossos estômagos doeriam.

— Você não tem que me contar esta noite. Um segredo é o suficiente por um dia, você não acha?
— É. — parte de mim queria deixar escapar para fora, desabafar e já matar o suspense.

Ele queria saber. Como não poderia? Eu tinha praticamente arrancado o segredo dele, como escavar uma pérola de uma ostra. Mas eu estava feliz que eu sabia. Eu esperava que ele não se arrependesse de ter me contado. Eu esperava que eu não iria me arrepender dizendo a ele.
Havia um bilhete na porta da frente quando nós subimos as escadas.

“Vocês divirtam-se. O lugar é todo de vocês. Por favor, limpem todas as superfícies, se vocês se tornarem amorosos, com as toalhas na cozinha. Amamos vocês, Selena e Miley.

— Eu quero saber quem escreveu esse bilhete.
— Bem, eu suponho que Miley escreveu e Selena adicionou a parte sobre as toalhas.
— Parece certo. — Ele derrubou o bilhete e colocou a chave na fechadura.
— Então. — disse ele quando abriu a porta e acendeu a luz. — Eu acho que somos apenas nós.

Nós nunca estivemos sozinhos juntos a noite toda antes. De dia era um rolo todo diferente.
Joe ainda estava segurando minha mão.

— Eu vou, hum, deixar você se trocar e vou começar a pipoca. — disse ele, deixando isso como um carvão em brasa.

Uma pequena voz dentro de mim gritou de frustração, mas eu me virei e fui para o quarto de qualquer maneira. Peguei ao redor das minhas costas para desfazer o zíper, mas não desfaria. Eu não tinha problema em conseguir isso em cima, mas embaixo era outra história. Eu quase arranquei meus braços para fora dos meus encaixes para tentar fazer a maldita coisa colaborar comigo.

— Filho da puta!
Houve uma batida na porta.
— Você está bem aí?
— Sim, tudo bem. — Eu tentei puxar a bainha do vestido para cima e sobre a minha cabeça dessa forma, mas era muito encaixado no corpo. Bem, merda.
Eu tentei uma última vez antes de desistir.
— Ok, então, você pode me dar uma mão? O zíper estúpido está preso.
— Ah, é mesmo?
— Cala a boca e me ajuda, por favor? — eu abri a porta e me virei de costas para ele. — Basta começar com isso...

Eu parei de falar quando senti suas mãos quentes nas minhas costas. Respirar de repente se tornou muito desafiador. Seus dedos levaram um tempo doce roçando a minha pele e colocando meu cabelo para fora do caminho do zíper traidor.
Ele puxou suavemente, e descendo ele abriu.

— Muito bem. Eu não percebi qualquer problema.
— Bem, isso é tão bom para você. — eu respondi, tentando virar-me.

Ele segurou meus ombros para que eu não pudesse. Muito lentamente, ele pressionou seus lábios no lugar que o zíper tinha revelado. Minha pele queimou com o contato e o resto de mim derreteu em geléia. Eu queria ceder contra ele, mas não o fiz.

— Joe. — eu disse.
Bem, foi mais como um sussurro.
— Desculpe. Não pude resistir. Eu estou atraído por você. Isso me deixa absolutamente insano, que eu tenha que estar com você o tempo todo e não poder te tocar.

Eu ia mover meu pé para que eu pudesse dar um passo à frente, e, portanto, longe dele. Finalmente, meu pé obedeceu. Eu me sentia exatamente da mesma maneira sobre ele, mas eu não podia me mover para frente. Havia um gigante segredo ficando no nosso caminho.


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Hey... começando a MARATONA ;)
Vou deixar os capítulos programados para 2 horas mais ou menos entre um e outro capítulo ... pra ficar tudo certinho >.<

Curtam ai >.< 
Bjss até o próximo cap