07/07/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 8







Eu tinha uma idéia de quem era. Mais do que uma idéia.
Eu só não sabia quando ele tinha pego o meu telefone para colocar o seu número.


Quem é?

O cara com quem vc dormiu na noite passada.
Um deles, pelo menos.

Morda-me.

Vi vc andando pelo campus hoje.

Vc está me perseguindo agora?

Eu estava cuidando da minha própria vida e vc cruzou o MEU caminho. Quem está perseguindo quem agora?

Isso é assédio. Eu vou te denunciar.

Faça o que vc quiser, Missy. Você ainda não me deu uma resposta sobre nossa aposta.

Eu te chutando nas bolas não foi resposta suficiente?


Na maioria das sociedades, um aperto de mão geralmente simboliza a realização de um contrato.

Que seja. Estou desligando meu telefone.

Eu esperei por uma resposta, mas ela não veio.
Eu balancei minha cabeça e desliguei o telefone. Eu ainda tinha algum tempo para matar antes da aula, mas nada melhor pra fazer então eu fui pegar um bom lugar. De algum jeito eu tinha conseguido fazer meu caminho para sexualidade humana. Era a aula mais popular no campus, e a maioria das pessoas não podia entrar até o último ano. Talvez eu tenha tido sorte. Haha.
A sala era localizada no que as pessoas chamavam de DPC 100. O DPC era para David P. Corbett Hall. Era a maior sala de aula no campus e poderia suportar até 350 pessoas. Tinha esta louca forma abobadada, com os assentos empilhados como os de um cinema 3D.
Sempre fazia uns mil graus lá de todas as pessoas, e você nunca sabia se você ia tropeçar em um copo meio vazio do Starbucks.
Apesar de ser quase uma meia hora mais cedo, já havia pelo menos uma centena de pessoas na sala. Eu caminhava pelo lado inclinado, tentando não tropeçar e também tentando encontrar um lugar que não era perto de ninguém. Eu gostava do meu espaço pessoal, muito obrigada.
A maioria dos assentos nas bordas exteriores estava ocupada, mas eu encontrei um perto da frente que tinha uma proteção. A mesa ao meu lado estava quebrada, então eu tinha certeza que ninguém ia sentar lá. Eu peguei meu e-reader, para que eu pudesse terminar a história que me fez ficar acordada até tarde ontem. Era o último de uma série de paranormal na qual eu tinha ficado viciada neste verão. Eu estava totalmente absorta quando alguém bateu no meu ombro.
— Este lugar está ocupado?

Eu tive que piscar algumas vezes antes do meu cérebro registrar que Joe estava de pé ao meu lado e ele estava perguntando se ele poderia sentar ao meu lado.

— O que você está fazendo aqui?
— Aprendendo sobre sexualidade humana. Não é por isso que você está aqui?
Eu olhei para baixo e, em seguida, para cima para ele. Talvez ele fosse uma miragem.
Ele sorriu, claramente satisfeito.
Nop.
— Você tem que estar brincando comigo.
— Concedido, não tenho muito a aprender, mas eu percebi que eu poderia usar o meu conhecimento para obter um A fácil. — Ele deslizou por mim e sentou na cadeira com a mesa quebrada, colocando sua bolsa perto dos meus pés.
— Você não está nesta aula.
— Eu estou. Você quer ver o meu horário? Eu vou provar.

— Que seja. — eu disse, voltando ao meu livro e girando para que minhas costas estivessem voltadas para ele o mais que eu poderia fazer no espaço pequeno.
— Sabe, se você quiser praticar qualquer uma das técnicas que nós vamos discutir, eu ficaria feliz em ser seu parceiro de estudo. — ele disse em uma voz baixa. Por algum motivo, sua voz calma deixou a proposta ainda mais sedutora. Não que eu tenha caído por isso.
— Foda-se. — eu disse antes de perceber que eu tinha ido bem naquela direção.
— Eu gostaria disso.
— Eu pensei que você não fodia com pessoas que você gostava. — Eu olhei para ele pelo canto do meu olho.
Ele esticou seus braços sobre sua cabeça, sua camisa levantando e mostrando apenas um pouco de barriga magra. Eu afastei meus olhos rapidamente. Não era como se eu não tivesse visto isso na noite anterior.

— Para você, Missy, eu faria uma exceção. — Eu olhei no meu celular, mas nós ainda tínhamos pelo menos quinze minutos , até que a aula começasse. A sala estava quase cheia e a conversa ecoava no espaço acusticamente harmonizado.
— Eu estava pensando em fazer o jantar hoje à noite. Você vem?
O que tinha de errado com ele? Sério, ele tinha que ser bipolar. Ou ele apenas realmente, realmente gostava de bagunçar comigo. Ou talvez fosse um pouco dos dois. Eu não deveria responder.
— O que você vai fazer?
— Você me diz o que você gosta que eu vou fazer. — Seu rosto estava com um sorriso, mas era diferente do seu sorriso arrogante. Este era mais genuíno. O sorriso que você daria a um amigo que você não tinha visto há um tempo.
Aberto, honesto.
— Você realmente faria o que eu quisesse?
— Por que não?
Tinha que ter alguma coisa.
— Você me fez pagar por uma música, o que eu tenho que fazer por jantar?
— Sentar ao meu lado enquanto comemos.
— É isso? — Não poderia ser isso.
— É isso. — ele disse, abrindo as mãos.

Eu estreitei meus olhos, tentando descobrir a pegadinha, que eu sabia que estava lá. Ele apenas olhou-me inocentemente, o que me deu vontade de rir. Eu fui interrompida por um assistente de ensino empurrando uma pilha de planos de ensino em minhas mãos e me dizendo para passá-las para baixo. Eu peguei uma e entreguei a pilha para Joe. Nossas mãos se tocaram brevemente, e eu tirei a minha tão rápido quanto eu pude, agarrando meu caderno e escrevendo a data nitidamente no canto.

Nossa professora era uma mulher com os cabelos grisalhos, que usava um longo top roxo e leve, e calça roxa combinando. Ela me lembrava de alguém que tinha sido um hippie e nunca tinha realmente superado. Tinha um monte desses na UMaine. Ela pediu ordem enquanto os AEs (Assistente de Ensino) passavam coletando os últimos planos de ensino extras. Havia quatro AEs para uma classe tão grande.

Marjorie, ela se apresentou, colocou seu Powerpoint funcionando e nos levou através de seu extenso plano de aula, incluindo sua história pessoal e as credenciais educacionais, os trabalhos que ela tinha publicado e as licenciaturas que ela tinha. Para alguém que parecia tão distraída, ela certamente tinha um monte de licenciaturas e glorificações. Eu só tinha ouvido coisas incríveis de outras pessoas que tinham tomado a aula e eu tinha que admitir que o assunto me interessou.
Como ele não poderia?
Sexo era interessante.
— Eu aposto que você já abriu o livro e tomou um monte de notas.
Então me processe, eu tinha dado uma olhada nele antes da aula. Eu estava curiosa sobre o quão gráficos seriam os desenhos. Acabou que eram muito gráficos.
— Eu aposto que você vai rasgar as páginas e pregá-las no teto. — eu sussurrei de volta enquanto Marjorie andava pra frente e pra trás, usando um braço para gesticular e outro para clicar através dos slides do Powerpoint.

— Está tudo aqui em cima. — Ele disse tamborilando sua cabeça.

Eu estava olhando para a frente, fingindo estar absorta nos slides. Ele sorriu para mim e puxou uma caneta, tamborilando-a no joelho uma, duas, três, quatro, cinco vezes antes de pausar e começar de novo.
Eu roubei o mais rápido dos olhares rápidos e notei algo mais por trás de sua orelha esquerda quando ele mexeu a cabeça. Parecia outra tatuagem, mas era tão pequena que eu não poderia dizer o que era.
As meninas atrás de mim ficaram tagarelando toda a aula, e eu queria mandá-las calarem a boca, mas eu não queria começar alguma coisa. A sala tremeu com o zumbido de conversa toda a hora e meia. Concedido, teria sido impossível manter este tanto de estudantes universitários quietos por tanto tempo.
Joe estava inquieto toda a aula. Fosse o tamborilar de caneta ou o balançar do joelho ou se esticando ou se contraindo. Ele era como uma criança de cinco anos, alta de algodão doce. Eu não tinha notado ele se contraindo tanto no dia anterior, mas talvez eu apenas não estivesse prestando atenção. Mas eu pensei que eu teria visto ele vibrando como se tivesse tomado doze copos de café. Era muito distrativo.

— Você está com pressa? — Eu sussurrei enquanto Marjorie estava indo através da escala de notas para nossas tarefas.
— Huh?

— Você está com pressa? Seu joelho está indo a uma milha por minuto.
— Eu estou bem. — ele disse, se inclinando e colocando o tornozelo sobre seu joelho sacolejante.

Ele começou a tamborilar a caneta novamente, e eu alcancei para que ele parasse. Minha mão conectada com a dele. Foi a primeira vez que eu realmente o toquei. Meus dedos fechados sobre seu punho e o tamborilar parou. Tirei minha mão sem olhar para ele.
— Obrigada. — Eu disse.

Ele não respondeu, mas sua mão ficou parada pelo resto da aula. Quando era hora de ir embora, eu estava esperando que ele fosse só se levantar e ir, mas isso não aconteceu, é claro. Ele arrumou suas coisas lentamente, como se ele estivesse me esperando. Eu tomei meu doce tempo.

— Você tem outra aula, ou é isto para você?
— Eu terminei o dia. — eu disse, me levantando.

Ele seguiu o exemplo e andou atrás de mim enquanto saímos da sala. Eu odiava o fato de que ele estava atrás de mim, porque ele tinha visão total da minha bunda enquanto eu subia as escadas. Eu meio que esperava que ele a agarrasse, mas ele não o fez.
Nós andamos lado a lado na luz do sol brilhante. Era cegante após ter estado no escuro salão de palestras.

— Se importa se eu andar de volta com você? Eu não tenho aula novamente até às quatro, então eu pensei em dormir por um pouco de tempo.
— Não é como se eu pudesse te parar. É uma calçada livre. — eu disse, olhando à esquerda e à direita antes de atravessar a rua. Ele andou ao meu lado, encurtando o seu passo para que ele pudesse acompanhar minhas pernas curtas e grossas.
— Verdade, mas se eu perguntar isso me faz parecer com uma pessoa agradável.
— Você não é uma pessoa agradável. — eu disse.
Ele riu.
— Você está certa, eu não sou.

Ele sacudiu a cabeça como se isso fosse a coisa mais engraçada que ele já tinha ouvido. Não era, realmente. A maioria das pessoas queriam que as outras pessoas gostassem deles, então eles tentavam, e eram excessivamente agradáveis. Joe não era assim. Ele era o que ele era e não dava a mínima se as pessoas gostavam disso ou não. Não importa quão louca ele me deixava, eu tinha que admirar isso sobre ele. Às vezes eu me importava muito com o que outras pessoas pensavam de mim. Deve ter sido libertador ter passado a vida assim.
Ele não falou muito enquanto nós andamos. No início foi estranho, mas quanto mais nós caminhamos, mais fácil era. Foi o maior tempo que eu ouvi Joe passar sem um comentário sarcástico ou uma insinuação sexual. Foi meio agradável.

— Então, sobre o jantar — ele disse quando nós entravamos no apartamento — o que você quer que eu faça?
O lugar estava quieto; as outras meninas ainda deveriam estar em aula. — É sério?
— Como um ataque cardíaco.
Eu deixei minha bolsa no chão e me inclinei sobre o balcão. Ok, Joe Jonas, você poderia me fazer o jantar.
— Stuffed French toast (Um doce, torrada francesa recheada.), batata doce picadinha e morangos e creme.
— Café da manha para o jantar? Sua rebelde.
Dei de ombros.
— O que posso dizer? Eu vivo no limite. Então, pensa que você está à altura do desafio, Z? — Eu disse, usando o apelido ridículo que o segurança tinha usado na noite passada.
— Mamão com açúcar. Ou torrada, no seu caso. Eu vou rechear sua torrada, baby.
Rolei meus olhos. Em breve eu seria insensível aos seus comentários, mas eu não tinha chegado lá ainda.
— Que seja. Eu estou indo tomar um banho. Não, você não pode vir comigo. — eu disse, cortando qualquer comentário que ele ia fazer.
— A qualquer momento que você mudar de idéia , você sabe onde me encontrar.

Infelizmente, eu o fiz.

-------------------------------------------------


Heeeeeey >.< 
Cheguei com mais um capítulo pra vocês ^^
Espero que gostem ^^
Bjss


COMENTEM !!!




7 comentários:

  1. Hey,posta mais por favor

    ResponderExcluir
  2. joe cheio de palhaçada kkkkkkk
    perfeito SZ
    ansiosa aqui para mais...
    posta logo linda
    beijos

    ResponderExcluir
  3. Adorei o Capitulo!.
    Poste logo!! Bjs

    ResponderExcluir
  4. Amei muito esse capítulo. Gente o que esse Joe lindo quer???
    Ficou perfeito *---*
    Continuaa
    Fabíola Barboza

    ResponderExcluir
  5. DIVULGA PRA MIM: http://contosdeumalovatic.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  6. Posta logo por favor

    ResponderExcluir

Sem comentários ........... sem capítulos!