29/07/2014

Meu Erro Favorito - Capitulo 24 (Maratona 2/6)








Eu estava sendo interrompida da minha manhã de sábado solitária assistindo desenhos animados por Joe observando da porta aberta, olhando frenético e carregando seu violão.
Essa era a primeira vez.

— Pode me emprestar o seu carro?
— O que há de errado com o seu? — Era cedo, e eu não tinha tomado o meu café ainda. Eu estava pensando em vegetar por algumas horas, já que eu tinha o lugar para mim. Miley tinha ido para casa para passar o fim de semana, e Selena e Joe deveriam estar visitando os Masons.
Ou assim eu pensei.
— Não está ligando e eu tenho que chegar em casa. Posso pegar suas chaves, por favor? — disse ele, estendendo a sua mão como se eu estivesse indo passar as chaves para ele, sem fazer perguntas.

Ah, não. Não havia nenhuma maneira de eu deixar esse cara dirigir Sassy, meu Charger vermelho.
De maneira nenhuma.

— Eu não vou deixar você dirigir o meu carro. — eu disse, cruzando os braços. — Ninguém dirige Sassy, só eu.
— Seu carro se chama Sassy? — ele disse, e então balançou a cabeça. — Não se preocupe, eu vou perguntar sobre isso mais tarde. Por favor, me empresta o seu carro? Eu tenho que ir ao Bar Harbor.
— Você não irá dirigir o meu carro. — Essa era uma linha que ninguém atravessava.
Nem mesmo Dallas.

Joe parecia que ia explodir e gritar. Em vez disso, ele deixou cair o estojo do violão, estendeu a mão, agarrou a minha mão e me puxou para os meus pés.

— Tudo bem, você dirige.

Eu tentei me afastar dele, mas isso foi um pouco difícil, e ele era forte e determinado e eu não estava em meu juízo perfeito ainda.

— De jeito nenhum, eu não estou levando você para Bar Harbor.
— Então eu estou levando o seu carro. A escolha é sua, Missy. Ou me leva, ou eu pego o seu carro.
— Você não vai roubar o meu carro. — eu disse.
— Missy, posso fazer ligação direta se eu precisar.
— Você está blefando.
— Quer testar?

Nós olhamos um para o outro, sem pretensão de piscar. Finalmente, eu percebi que eu seria uma cadela horrível se eu dissesse que não. Não era como se ele estivesse me pedindo para dirigir para ele até um bar para ficar bêbado.

— Tudo bem. Deixe eu me vestir.
— Apresse-se, nós temos que ir. — disse ele, apontando para um relógio inexistente.
— Por que, você vai se atrasar para o seu compromisso com o Mark? — Eu disse através da porta do quarto.

Ele já estava farto das minhas idiotices por hoje pois não me seguiu. Ele devia estar mesmo com pressa, porque esta seria uma excelente oportunidade para me pegar nua. Eu me joguei através do meu armário. Porra, ele esperava que eu fosse com ele, e tipo, conhecê-lo?

— Você está já decente?
— Não me apresse. Se eu vou me encontrar com a sua família, eu tenho que parecer pelo menos apresentável.
— Você está indo se encontrar com eles, não tentando dormir com eles. Tudo o que você usar vai ficar bem. Você ficaria linda em um daqueles vestidos do hospital.
— Bem, eu gostaria de parecer comigo mesma, pelo menos estou tentando fazer um esforço. — Eu catei o meu armário, procurando a minha blusa favorita transparente azul bebê.
— Oh, pelo amor de... — Ele bateu na porta aberta.
— Juro por Deus, se eu estivesse nua, eu teria arrancado seus olhos fora de sua cabeça. — eu falei, com a minha cabeça no armário.
— Eu não duvido. Agora, o que estamos procurando?
— Top. Azul bebê. Tipo amassada nas mangas. — Por que o meu armário é estupidamente escuro? Não ocorreu a ninguém que eu poderia precisar de uma luz lá dentro.
— Como este? — Ele levantou a blusa exata, de alguma forma, extraída de minha gaveta da cômoda.
— Sim! Agora eu preciso de jeans. — eu disse, olhando para a bagunça que eu tinha feito. Eu tinha um par de jeans skinny escuros que ficaria ótimo com um par de sandálias pratas que eu tinha que estavam debaixo da minha cama.
— Aqui. — disse Joe, encontrando o jeans exato que eu estava pensando.
— Tem certeza que você não é gay? Porque você pode colocar uma roupa em conjunto.
— Você pode ficar pronta?

Joe não estava com um estado de espírito brincalhão. Se eu não soubesse melhor, eu diria que ele estava estressado. Hmm. Isso era uma emoção nova para ele. Sobre o que ele estava tão estressado, e o que é que esse cara, Mark, tem a ver com isso? Parecia que eu estava começando a descobrir.
— Ok, mantenha sua camisa. Eu estarei de volta.

Eu peguei um novo conjunto de roupas íntimas quando ele não estava olhando e saí correndo para o banheiro. Eu escovei meus dentes com uma mão e desembaracei o meu cabelo com a outra. Eu ia deixá-lo solto, mas ele estava fazendo aquele poofy estranho de um lado, então eu o girei em um coque bagunçado e ficou bem. Eu geralmente não usava muita maquiagem e hoje não parecia ser o momento de mexer com o meu rímel novo.
— Se você não estiver pronta em trinta segundos, eu irei arrombar a porta, você me chutando as bolas ou não.

Eu esperei ele contar até 10 antes de eu abrir a porta. Ele parou de contar.

— Melhor do que um vestido do hospital?
— Você poderia dizer isso. — Ele piscou mais algumas vezes e esfregou a tatuagem.
Eu tentei não sorrir de satisfação.
— Não precisamos ir? — Eu disse quando ele não se moveu.
— Certo. Aqui. — ele disse, jogando-me as minhas chaves.
— Estas estavam na minha bolsa.
— E?
— E você teria que ir até a minha bolsa para pegá-las.
— Nós estamos com pressa. — disse ele.
— Vamos discutir isso no carro. — eu disse, apontando as minhas chaves em seu rosto. — E iremos ouvir a minha música. Sem argumentos. Além disso, nós iremos parar para tomar café da manhã e você está pagando.
Seus olhos se estreitaram, mas quando eu não me movi, ele suspirou.
— Tudo bem. Vamos. — Ele pegou o seu violão, e nós estávamos saindo.
— Para que você precisa disso?
— Harper. — ele disse, como se isso explicasse tudo.

Ele ainda estava mal-humorado então eu não empurrei mais o problema.
Nós andamos para o estacionamento dos estudantes, e me levou um segundo para me lembrar onde estacionei a Sassy.

— Sassy, este é Joe, Joe, Sassy. — eu disse, apontando do menino para o carro e voltando.
— Eu deveria sacudir a calota?
— Não zombe do meu amor pelo meu carro. Posso deixá-lo ao lado da estrada, Sr. Jonas.
— Sim, Srta. Lovato. — disse ele, abrindo a porta para mim.
— Obrigado.

Eu entrei e peguei o meu CD de Florence and The Machine enquanto ele arrumava o seu violão no banco traseiro. Se ele fizesse algum aranhão no meu carro, ele seria derrubado.

— Deus nos ajude. — Joe murmurou quando ele ouviu a música.
— O que foi?
— Eu amo essa música. — disse ele, batendo na cabeça e tocando a mão em seu joelho.
Um, dois, três, quatro, cinco. Pausa. Um, dois, três, quatro, cinco. Pausa.
— Você é tão cheio de merda. — Eu liguei o rádio mais alto e bocejei.

Paramos em um estabelecimento comercial, e fiz Joe me trazer um chá gelado e queijo dinamarquês. Ele veio com café preto e um pãozinho, e parecia estar bem com as minhas seleções musicais. Eu tinha ligado na estação da Perry Band, e eu até o peguei cantarolando.

— Então, onde é que a sua família vive? — Eu disse.
— Bar Harbor.
— Sim, eu peguei essa parte quando você disse que nós íamos ao Bar Harbor. Pode ser um pouco mais específico?
— Eu vou deixar você saber quando chegar lá. Você já esteve lá antes, certo?
— Claro. — Algumas vezes.
Bar Harbor era na verdade parte de uma ilha conhecida como Mount Desert Island e era a casa da Acadia National Park, o único parque Nacional no Maine. Lá também tinha um monte de gente rica.
Eu terminei o meu pãozinho dinamarquês quando passamos por Bangor.

— Então, você não vai me dar um sermão? Como, coisas a evitar, para que devo estar preparada? Eu sei sobre Harper, mas há algo mais?
— Não realmente. Hope é a minha tia, John é meu tio. Você não tem que chamá-los de Sr. e Sra. Mason. Eles meio que odeiam isso. A única outra pessoa de importância é Harper, e você vai conhecê-la também.
— Então eles não são seus representantes legais?
— Eu tenho mais de 18. Eu não tenho um tutor. — Ugh, ele não parava de me botar para baixo quando eu tentava pescar informações.
Tão frustrante.
— Mas quando você precisou de um tutor, eram seus guardiões? — Olhei para encontrá-lo me observando atentamente.
— Alguém já lhe disse que você faz perguntas demais?
— Quase todos os professores que eu já tive. Eles costumavam chamar minha mãe para a reunião de pais e mestres e eles sempre escreviam isso na minha avaliação. — É uma história verídica.
— É uma longa história, e nós não temos tempo para isso.
— E quando é que você tem tempo? Eu realmente não estou tentando ser intrometida. Estou apenas curiosa. — Ele era meu companheiro de quarto, e eu imaginei que talvez ele fosse um amigo... mais ou menos.

 Eu queria saber sobre sua vida. Eu queria saber como ele se tornou a pessoa fantástica que escrevia uma música sobre limpar os pratos em um minuto e agarrava a minha bunda no próximo.
Ele se mexeu na cadeira, claramente nervoso com a direção que a nossa conversa tinha tomado.

— Você se importa se eu mudar isto? — ele disse.
— Claro, os CDs estão no porta-luvas. — Se ele ia responder as minhas perguntas, ele poderia pegar o que ele quisesse.

Ele folheou a minha selecção eclética e, finalmente parou no Parachute.
Huh. Não é o que eu teria escolhido para ele.

— Eu posso ouvir você me julgando. — disse ele, quando eu entrei na rodovia I-395.
— Eu não achei que você fosse da espécie de cara que ouvisse Parachute.
— Por que não?
— Nenhuma razão. Então, você estava falando sobre o seu tio e sua tia.
— Certo. — ele disse, mas eu sabia que ele se lembrava. Ele soltou uma respiração profunda que parecia durar para sempre. — Levaram-me quando eu tinha onze anos. Meus pais morreram, e não havia outro lugar para eu ir. — Ele parou, e eu esperei alguns segundos antes de fazer a minha próxima pergunta.
— Então Hope é irmã da sua mãe? — Eu não tinha idéia, então pensei que eu devia dar uma tentativa nisso.
— Certo. Minha mãe é a irmã mais nova, mas elas tinham apenas dois anos de diferença. O irmão da minha mãe mora no Texas. Ele é um idiota.
— Então, isso faz parte da família?
— É genético, o que posso dizer? — Bem, ele estava bem o suficiente para brincadeiras, então tudo bem.
— Isso explica por que você e Nick são como irmãos.
— Nós somos, mais ou menos. Nós crescemos juntos, nós jogamos a merda fora para resolvermos nossos problemas, e nós levaríamos um tiro pelo outro.

Era como eu e Dallas. Se eu tivesse que ficar na frente de um caminhão em movimento para evitar que ele batesse nela, eu o faria. Ela salvou a minha vida uma vez, e eu nunca poderia pagar-lhe de volta.

— Eu sei o que é isso. — eu disse.
— Então, eu começo a perguntar-lhe sobre a sua situação familiar agora?
Eu dei de ombros. Não havia muito para contar.
— Meus pais se separaram quando eu tinha treze anos. Meu pai é um idiota que só finge que ele se importa. Minha mãe é incrível e depois há a minha irmã. Eu tenho umas poucas tias e primos e tal, mas todos eles vivem em estados diferentes.
— Então é por isso que você tem problemas de raiva com os homens.

Demorou um segundo para o comentário penetrar no meu cérebro. Ele estava ficando muito perto de apertar um botão que ele certamente não queria empurrar. Se ele pensou que eu estava louca antes, isso não era perto de como eu poderia ficar. Ele não tinha visto o pior. Não tinha chegado nem perto.

— Cai fora, Joe. Você tem coisas que você não quer falar e eu respeito isso. Então, eu estou pedindo para você cair fora.
— Tudo bem. — disse ele, voltando-se para o volume do CD e olhando para fora da janela. — Torta.
— O que? — Não que isso não fosse grande coisa, mas eu não vi o que tinha a ver com qualquer coisa relevante agora.
— Hope adora fazer torta. Ela provavelmente vai me mandar pra casa com uma. Há um pomar de maçã pequeno na parte de trás da casa, e ela sempre vai à loucura no outono, fazendo tantas tortas quanto ela puder. Ela fez tantas de um ano pra cá, que ela caminhou pelo centro para entregá-los às empresas locais. Eles começaram a chamá-la de 'a senhora da torta‘. Então, eu espero que você goste de torta.
— Que tipo de pergunta é essa? Quem não gosta de torta?
— Uma pessoa muito fodida.
— Eu acho que eu não sou tão fodida, então.
— Nem de perto. — disse ele, empurrando seu banco para trás.

Eu continuei dirigindo até chegar ao Bar Harbor. Eu rolei a janela para baixo para pegar o ar salgado. Não havia nada como o cheiro do mar. Nós tínhamos ligado o CD do Coldplay por consentimento mútuo.

— Vire aqui. — disse ele, apontando para uma estrada à esquerda. Eu liguei minha seta e efetuei a curva.
— Vire aqui. — disse um minuto depois, e fizemos outra vez e depois outra.

Nós estávamos fora da estrada principal, e tudo que eu podia ver eram as pitorescas casas com varandas pequenas e caixas de correio bonitas e sinos dos ventos. Parecia um lugar muito agradável. Eu continuei até que ele apontou uma última volta na movimentação Mason. Eu deveria ter visto isso.

— Aqui estamos nós. — ele disse quando eu parei o carro. Oh, Jesus.

A casa era infinitamente enorme. As casas pequenas ao longo do restante da estrada não haviam me preparado para isso. Era pelo menos duas vezes, senão três vezes, o tamanho da minha casa. Meus olhos viajaram até contar três andares. Ela era branca, tipo vitoriana parecendo com um alpendre enorme que a rodeava, tinha uma rampa de deficiência que levava até ela de um lado. Havia um grande celeiro vermelho também. De alguma forma, eu não acho que havia um trator no mesmo. Eu reconheci o Camry da Selena estacionado entre um BMW e um novo Impala, com um Escalade no outro lado.

— Merda Joseph. Você nunca disse que sua família era rica.
Ele deu de ombros.
— Você nunca perguntou.


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Surpresa, Surpresa ............ o que vai acontecer nessa "visita" hein? hehe'

GO GO GO
COMENTEM!!!!


2 comentários:

  1. Só eu que não sonhava que o Joe é rico? Sei lá nem pensei nada kkkkkk
    Continua por que eu estou andando *-*
    Fabíola Barboza :*

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  2. Heeeeeeeeeeeeeeeey *-*
    Sem momentos ainda :( mas a gente supera kk
    Mais Mais Mais
    Beijos~

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Sem comentários ........... sem capítulos!