11/06/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 3 (Parte 2 / Temporada 2)








Mas, depois disso, não dissemos mais muita coisa porque nossas bocas estavam ocupadas e tal.
Agora, talvez você ache que o piso frio de um mausoléu não é um lugar muito agradável para se deitar, mas se George Harrison Prescott, quero dizer, Puck, está em cima de você, pode apostar que você está errada. Mesmo com as pontas das penas da fantasia dele, eu estava sentindo muito prazer. Toda vez que o beijava (essa era a segunda vez), eu era invadida pelo sentimento pueril que envolvia todos os jogos tolos que os homens e as mulheres jogam. Por que o drama? Eu o queria e ele me queria. Quem precisava das entrelinhas?
Tudo estava indo muito bem durante a primeira fase e estávamos passando de forma alegre e completamente irresponsável (considerando a hora e o local) para a segunda fase quando ouvimos uma explosão.

Congelamos com o barulho e olhamos um para o outro enquanto o piso do mausoléu tremia sob nós. Puck mordeu o lábio.
— Boo, seu rosto...
— Levante — disse eu, puxando a minha túnica de baixo dele. — Levante agora!
Juntos, corremos até a galeria, olhamos para baixo e vimos ondas de fumaça emanando da Sala do Vaga-Lume. Varias pessoas saíram tossindo, e Keyser Soze correu pelo corredor carregando um extintor de incêndio.
— Saiam do caminho! Saiam do caminho! A última coisa de que precisamos é do corpo de bombeiros por aqui.
— O que aconteceu? — gritou Puck enquanto contornávamos as escadas.
Pelo pouco que pude ver no aposento, não parecia haver fogo, mas foi um barulho e tanto.
— Um problema pirotécnico — informou Little Demon.
— Tudo bem. Tudo bem. Já esta tudo sob controle.
— Bugaboo — chamou Thorndike, apontando seu tridente na minha direção. — O que é isso no seu rosto?
— Seja lá o que for — disse Lucky, sacudindo a mão para tirar a fumaça do ar —, é a mesma coisa que está no peito de Puck.

Olhei para Puck, cujo corpo estava untado de pó fosforescente. Minha túnica e minhas mãos também estavam num testemunho óbvio de nossas atividades nos bastidores.
Thorndike levantou uma sobrancelha e sua expressão de desaprovação ficou ainda pior devido a fantasia de diabo que usava. Ela moveu os lábios dizendo playa como um aviso.
— Vamos logo, garota — gritou Hale, mandando Thorndike ajudar Soze a controlar o fogo.
— Meu Deus — ouvi uma voz vinda da neblina. — Que tipo de show vocês estão tentando fazer? — Vi cabelos cacheados surgirem na escuridão. — Nunca pensei que os Coveiros fossem tão negligentes! — Mara Taserati analisou Luck, Little Demon, Thorndike e eu, todas reunidas aos pés da escada. — Então os rumores são verdadeiros.
Bem, o que ela esperava? Ela também era uma garota.
— Aparentemente, é tudo verdade — disse Angel, juntando-se a nós e cruzando o braço sobre o peito.
A cobra de borracha de sua fantasia de Cleópatra escorregou do ombro, expondo mais do que apenas a sua tatuagem.
Soze bateu palmas.
— Tudo bem, gente. O fogo foi contido. Vamos voltar.
Mara bufou de uma forma nada elegante.
— Até parece. Não vou colocar mais minha vida em risco. Obrigada.
— Concordo com ela — disse um garoto que supus ser Howard First, um outro neófito. — Não sei se quero fazer parte disso até vocês ensaiarem melhor.
O Ceifador se aproximou e colocou a mão no ombro deles.
— A peça esta seguindo seu curso, neófitos. Venham por aqui.
Parece que Poe conseguia se manter no papel mesmo durante uma crise.
Howard, porém, o afastou.
— Pode esquecer, cara. Tenho padrões estritos quando o assunto é a proteção do meu corpo.
— Era isso que você estava fazendo na floresta colombiana na primavera passada? — perguntou Thorndike. — Aderindo aos seus padrões estritos?
— Na verdade, não — respondeu ele. — Eu estava vacinando crianças.

E, com essa frase de efeito, seguiu em linha reta até a porta.
Poe ergueu a sobrancelha para mim.
Tudo bem, essa cena lembrava muito a que eu tinha feito depois que ele me enganara com pistolas de água na minha iniciação, mas, nesse caso, como eu deveria defender a sociedade? Poe tentara me ludibriar com muita água. Mas não acho que explosão tenha sido um truque.
Bem, lá vamos nós.
— Howard, espere! — gritei, correndo na direção dele. — Não vá. Isso tudo faz parte do jogo da iniciação. Você deveria ver o que fizeram comigo na primavera passada. Eles ameaçaram me afogar e depois me estuprar...
— E isso de alguma forma fez com que eles a conquistassem?
— Nada disso, mas...
— Olhe... hum... Garota Brilhosa, ou seja lá o que você está representando, esse não e bem o meu tipo de coisa, tá?
— Então por que você aceitou o convite?
— Febre tropical? — sugeriu ele.
Bem, Kurtz, bem-vindo ao novo lado da escuridão
— Olhe, eu também não achava que era o meu tipo de coisa. — E meus inimigos concordariam com isso. — Mas tem sido...
— Saia enquanto ainda pode, cara — interrompeu Graverobber. — Antes que você faça qualquer juramento. Eu queria ter feito isso. Os Coveiros já não são mais os mesmos. — Ele se encostou na parede. — Dizem que os fundos também estão secando.
Como se o Sr. Graverobber herdeiro-grego-de-navios precisasse de dinheiro extra!
— Sai fora — incentivei e virei para Howard. — Como pode ver, adoraríamos ter sangue novo na fraternidade.
— Como pode ver — imitou Graverobber —, a fraternidade mudou muito.
— Dá para perceber — disse Howard meneando a cabeça. — Vocês dois estão se digladiando. Eu não tenho tempo para isso. Tenho de estudar.
E com isso, ele virou e saiu pela porta da frente.
Todos ficaram calados e boquiabertos. Eu me virei para Poe.
— O que fazemos agora?
— A mesma coisa que fiz ano passado: implore.
— Eu? Nem fui eu que comecei o fogo. Onde está irmão mais velho dele?
Será que não havia outros patriarcas no campus ou apenas nós havíamos sido abençoados com isso?
— Cortando cadáveres em Berkeley — disse Poe de modo direto. — Os juramentos de lealdade claramente não cruzam as divisões continentais.
Oh! Pelo amor de Perséfone! Peguei o braço de Graverobber e o puxei enquanto perseguíamos o nosso neófito.
— Howard! — chamei enquanto descíamos os degraus e passávamos pelos portões (abertos). — Volte! Vamos conversar sobre isso.

Um bando de calouros na High Street nos olhou de forma estranha, então Nikolos pegou o cotovelo de Howard e o puxou para o beco ao lado do mausoléu, nos levando até as esculturas do jardim. Uma vez que estávamos bem escondidos pelas sombras dos galhos de um salgueiro, puxei meu capuz.

— Olhe bem — disse eu. — Você aceitou o convite. Nós o colocamos na lista que enviamos aos patriarcas. Você está dentro. Como pode desistir agora?
— Isso foi em abril — respondeu ele, dando de ombros. — Tive um longo verão para pensar sobre isso. E, com todos os compromissos que tenho agora, não sei se poderei me dedicar a vocês.

Mas ele não havia decidido isso até ter entrado e dado uma boa olhada em todos nós. Por que tinha de ser eu a implorar para que esse idiota voltasse? Eu não dava a mínima para o número de crianças que ele tinha vacinado no Terceiro Mundo.
Cutuquei Nikolos com o cotovelo e ele suspirou, mas fez uma tentativa:

— Compromissos? Você é o único sênior que ainda está envolvido nessas atividades? Não poderia nos dedicar um pouco do seu tempo? Nós, com certeza, faremos com que valha a pena.
Howard riu.
— Um pouco? Você é um sênior, certo? Tudo isso é totalmente novo para você. Não sabe sobre quanto tempo estamos falando. — Ele começou a contar nos dedos. — Sou conselheiro de um calouro; estou fazendo minha tese de bioquímica; faço parte do conselho do Centro de Alunos Judeus; e sou voluntário no laboratório da cidade algumas noites da semana. Infelizmente, só quando eu já estava dentro do mausoléu foi que me dei conta que todas essas coisas significam muito mais para mim do que um bando de estranhos usando fantasias esquisitas.
— Nem sempre usamos fantasias — disse eu, sem conseguir o efeito desejado.
Também não seríamos estranhos para sempre.
— Olhe, querida, eu conheço o cara que me escolheu para assumir o lugar dele na Rosa & Túmulo, e ele estava sempre atolado no ano passado. Aconteceu alguma coisa que quase fez com que ele perdesse a vaga na faculdade... Eu não sei bem os detalhes.
— Então você acha que vai evitar tudo isso virando as costas para nós? — perguntou Nikolos.
— Sair antes de me aprofundar parece bom para mim — respondeu Howard. — Essas reuniões de vocês vão começar a ocupar umas duas noites por semana (a noite toda). Espere e verão. E, então, quando estiverem lutando para terminar a tese de vocês a tempo, perguntem se valeu a pena. Vejo vocês por aí. Ou não — acrescentou ele, puxando a minha túnica.

E então ele se foi. Esfreguei a testa, sentindo-me frustrada. Depois olhei para minha mão coberta de pó fosforescente.
Que ótimo. Ainda teria de lidar com isso.

— E agora? — perguntei para Nikolos. — Devemos segui-lo?
Nikolos desamarrou o cordão que prendia sua túnica e deixou que ela escorregasse dos ombros.
— Eu não vou fazer isso vestido com essa roupa — afirmou ele. — Sinto-me um pouco responsável. Talvez eu não devesse ter dito tudo aquilo para ele no mausoléu. Deixe eu tentar alcançá-lo e ajeitar as coisas.
C
oncordei com a cabeça, satisfeita por ver que Nikolos estava assumindo um pouco de responsabilidade. Ainda assim, eu não tinha muita esperança. Fiquei olhando-o partir atrás
do neófito, embora ainda não o tivesse alcançado quando viraram na esquina da High Street com a Elm.
Abalada, triste e, sim, um pouco preocupada com o fato de Howard First estar aprontando algo, voltei para o mausoléu e encontrei Mara fazendo um discurso.

— Você não acha desanimador? — perguntou ela a Poe.
— Tantas fraternidades estarem à margem da sociedade, sendo engolidas pelas patrulhas do politicamente correto? Se você me perguntar, acho que essas organizações inovadoras é que realmente são elitistas. Com todas essas manifestações de alunos contra as sociedades secretas, quem realmente anda propagando a doutrina racista no nosso campus?
— O seu jornal? — sugeriu Thorndike.
— A administração está mais preocupada em fundar outra aliança de pessoas baseada na cor da pele e na herança cultural (a Aliança do Sudeste Asiático, a Aliança de Alunos Muçulmanos, a União de Alunos Nepaleses do Noroeste) que naquilo que realmente nos trouxe aqui: a meritocracia intelectual! Um desejo fervoroso de beber na fonte do conhecimento.
— Sabe, acho essa questão muito interessante — disse Soze.
Little Demon franziu o cenho.
— Não seria fonte da juventude e luz do conhecimento?
Lucky deu de ombros.
— Você está certa. Pelo menos, há uma lâmpada no selo do meu cobertor de Eli.
Mara continuou:
— Há uma falta de respeito pelas tradições desta nobre instituição.
— Rosa & Túmulo? — sussurrei para Angel.
— Não, acho que ela ainda está falando sobre Eli como um todo.
— Bem, há bastante falta de respeito em relação a Rosa & Túmulo bem agora. — Baixei a cabeça. — Acho que perdemos Howard. — Todos os olhos se voltaram para mim. Graverobber ainda está tentando convencê-lo, mas...
— Porque ele é um excelente advogado — debochou Thorndike.
— Porque ele foi a única pessoa que se ofereceu — argumentei.
Soze ergueu a mão.
— Ei, eu estava ocupado com a história do extintor.
— Então, o que faremos agora? — perguntei. — Se realmente perdermos um neófito? Se ele escolher uma organização "inovadora" (como nossa neófita nos elucidou de forma tão cuidadosa) em vez de nós?
Mara fez um gesto com a mão.
— Com licença, senhorita? Eu não sou uma neófita. Eles acabaram de me iniciar. Sou Juno agora.
Olhei para Poe.
— Vamos lá. Você é único que conhece todas as normas e procedimentos disso tudo. Diga-nos qual é o plano.
Mas Poe apenas riu.
— E vocês acham que, mesmo depois de toda a demonstração espetacular de desrespeito em relação aos meus conselhos na primavera passada, eu vou abdicar do direito de dizer "eu avisei"? — Ele tirou a túnica e começou a limpar a maquiagem de Ceifador da morte do rosto. — Vocês fizeram essa cama, espero que gostem de deitar nela.
Juno perguntou:
— Onde é a festa? Deve haver uma depois disso, certo?

Lucky falou:

— Que de dentro para fora comece a podridão.
O cara-do-Oriente-Médio-que-depois-reconheci-como-Harun-Sarmast-nosso-último-neófito disse, colocando a cabeça por cima do corrimão:

— Ei, gente? Já estou esperando aqui com os olhos vendados há um tempo. Aconteceu algo errado?




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Bom ... passei rapidinho pois estou sem tempo nenhum.... estudando para uma prova importante, então nem tenho muito assunto husahs #sorry
Me desejem sorte ^^ 
Bjsss

COMENTEM !!!! 


3 comentários:

  1. Cara sua fic e otima , pq não continua ? ela e perfeiita uma das melhores no seu Blog e que eu ja li tambem .
    esse romance de amor e odio jemi e perfeito , junto com esse clima de misterio nesse cenario pow eu tó amando a fic serio ! Continua , retorna ela pq pelo oque eu reparei e só ela que esta incompleta de todas as fic bom é isso boa sorte e pença sobre isso .

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Sem comentários ........... sem capítulos!