31/05/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 2 (Parte 2 / Temporada 2)











RESPOSTAS POSSÍVEIS

1) "Que tatuagem? Acho que tinha alguma coisa no cabelo dela."

2) "Rosas. Que clichê!"

3) Negar, negar e negar.

Mas, afinal, o fato de Selena segurar meu braço não teve nada a ver com a tatuagem.
— Ai, meu Deus, Demi, Não olhe.

É claro que olhei. Do outro lado do aposento, servindo-se em uma bandeja de morangos mergulhados no chocolate, estava Brandon Weare, cujo cabelo estava ainda mais comprido este ano e com mechas mais claras. Estava mais bronzeado depois do verão, como sempre. Brandon. Pelo que ouvi na revista literária, ele tinha acabado de voltar ao campus. Ele não estava na faculdade a tempo de me ajudar com a edição dos calouros. Por sorte, eu tinha Arielle como reserva. Foi pouco mais que uma colagem de notícias, nada sério, mas...
O aperto de Selena no meu braço ficou mais forte. Com o prato cheio de frutas, Brandon atravessou o aposento e se juntou a um grupo de convidados. Uma mulher virou e sorriu para ele. Tinha cabelo comprido, liso e negro. Os olhos também eram negros. A cintura era fina. E, enquanto eu assistia, ela pegou um morango e colocou-o na boca de Brandon.
Engasguei com o champanhe.

— Talvez ela esteja ajudando porque as mãos dele estão ocupadas — sugeriu Selena.
A garota beijou um pouco de chocolate que ficou no canto da boca de Brandon.
— Ou não.
Escondemo-nos atrás de um painel de papel de arroz.
— Tudo bem, temos de bolar um plano — disse, tentando me fortalecer. — Já o vi, então o choque inicial já passou.
— Certo. Passo um alcançado sem humilhação pública.
— Então, a próxima pergunta é: devo me aproximar dele ou esperar que ele se aproxime de mim?
— Pergunta difícil. Aproximar-se dele coloca o poder nas mãos dele — disse Selena. — Mas no meio de tanta gente talvez ele nem a veja, e o golpe no ego não seria...
— Tão doloroso — concordei. — É um dilema.
A tela balançou um pouco.
— Toc toc — chamou George. — Será que esse é um tipo de conversa particular que vocês costumam reservar para as idas em grupo ao banheiro feminino?
— Ah, um substituto! — exclamou Selena.
— Negativo.

Se eu fosse aparecer nos braços de alguém, certamente não seria nos de George Harrison Prescott. Brandon havia rompido comigo depois de descobrir que eu tinha ficado com George minutos antes de transformar nossa amizade colorida em um relacionamento oficial. Duvido que tal exibição vá melhorar minha situação.

— O que vocês duas estão tramando?
— George — disse eu —, por que você não pega um pouco mais de champanhe para nós?

Assim que ele se afastou, saí de trás do painel de papel de arroz e olhei o aposento com a cabeça erguida. Com as minhas luzes vermelhas bem cuidadas, eu estava prestes a me misturar com a decoração branca, estilo Martha Stewart, da casa de Clarissa. Ele me veria e iria me cumprimentar. Mas Clarissa me encontrou primeiro.

— Demi, querida, venha conhecer uma boa amiga do acampamento!

Ela colocou a mão cujas unhas à francesa estavam perfeitas e, quando dei por mim, lá estava eu, cara a cara com a mulher de cabelo negro comprido, olhos grandes e cintura fina e — meu Deus do céu! — aqueles seios não podiam ser de verdade, podiam?

— Esta é Felicity Bower e seu namorado, Brandon. Felicity e eu passamos seis verões juntas no acampamento Lake Hubert para garotas.
E aquele não poderia ser o nome verdadeiro dela.
— Olá, sou Demi Lovato — disse com a voz mais forte que consegui.
Felicity arregalou os olhos, mas foi Brandon quem falou.
— Olá, Demi. Como foi seu verão?

E ele me abraçou.
Eu me afastei rápido, antes que meus órgãos vitais entrassem em colapso.

— Foi bom — disse eu.
Minha garganta estava seca. Meu Deus, onde estava George com a taça de champanhe? Onde estava George com aquele corpo e aquele rosto e aqueles olhos? Felicity não parava de piscar.
— Fui para Washington trabalhar em um núcleo de idéias.

Será que Brandon estava mais alto? E o que era aquela barba por fazer? Quem ele achava que era? Keanu Reeves? Será que Felicity caía nessa balela?

— Trabalhamos na edição de depoimentos de mulheres que foram exploradas — expliquei.
— Uau! — exclamou Felicity. — Que trabalho legal! Como conseguiu isso?
— Caiu no meu colo no último minuto — ofereci de forma desastrada.

O tipo de ajuda de último minuto que você recebe quando conhece um patriarca Coveiro. Mas é claro que a sociedade me devia algo depois de ter acabado com meu primeiro trabalho. Um garçom passou por nós e peguei uma taça de champanhe.

— Cara — disse Felicity —, tudo que fiz durante o verão foi cuidar da casa de meu tio.
Clarissa deu um suspiro dramático.
— Nossa! Que infelicidade a sua, ficar sentada na mansão de seu tio em Hong Kong.
Felicity corou e ficou mais bonita. É claro.
— Bem, quase morri de tédio até conhecer ele. — Passou a mão pelo cabelo de Brandon. — E, então, meu tio me compensou ao me emprestar seu iate para um cruzeiro pelas ilhas Fiji.

Tudo bem, com certeza ela já sabia sobre mim e Brandon e estava sendo babaca. Assim que ele viu o foco do meu olhar, Brandon pegou a mão dela e a puxou.
(Não tenho vergonha de admitir que ele é uma pessoa bem melhor que eu. Se ele tivesse me tratado do mesmo modo que o tratei, eu teria dado pulos de alegria ao exibir minha nova conquista rica e linda de morrer bem na frente dele.)

— Nada de namoro para mim nesse verão — disse Clarissa, sem perceber a tensão. — Depois que mamãe pegou papai em flagrante com a garota que leva os cachorros para passear, ela começou todo um lance de que "sou mulher e você deve me ouvir". Ela cortou completamente o cromossomo Y de sua existência. Exceto pelo advogado que está cuidando do divórcio, é claro.
— O que aconteceu com seu pai? — perguntei.

Não havia nenhum sentimento entre o Sr. Cuthbert e eu, não depois do modo como ele e alguns patriarcas da Rosa & Túmulo sabotaram nosso clube. É claro que ele estava sabotando a própria filha também. Eu queria saber exatamente como o papaizinho e a garota que passeia com os cachorros foram pegos.

— Considerando os detalhes sórdidos do caso — começou Clarissa, lançando-me um olhar me lembrando, como se eu realmente precisasse ser lembrada, de nunca ficar mal com a Coveira chamada Angel —, sofremos um trauma emocional tão terrível que... bem, vamos dizer que papai arranjou tudo para que continuássemos a viver do modo pelo qual já estamos acostumados. — Ela parou o garçom que passava. — Alguém quer Beluga?
— Na verdade, é melhor irmos — disse Brandon, passando o braço em volta da cintura de Felicity. — Foi bom conhecer você, Clarissa. — Ele fez um aceno com a cabeça em minha direção. — Vejo você mais tarde, Demi.
E eles se foram, antes que eu tivesse tempo de entender se com "vejo você mais tarde" ele quisera dizer "vejo você por aí" ou "vou ligar para você para discutirmos isso". Mas nem tive tempo de pensar muito sobre o assunto, uma vez que fomos imediatamente cercados pelo meu contingente da Universidade Prescott — George e Selena.

— E aí? — perguntou Selena
— Ele está diferente, com um cheiro diferente e está namorando uma garota chamada Felicity.
Mas o seu abraço continuava ótimo.
Clarissa finalmente compreendeu.
— Então, você conhece bem aquele cara?
— Diria que biblicamente.
Ela gemeu (embora George estivesse rindo).
— Uma falta de etiqueta total. Sinto muito, Demi.
Respirei fundo.
— Estou bem.
— Felicity? — perguntou Selena, erguendo uma sobrancelha.
Lancei-lhe um olhar de aviso.
— Eu disse que estou bem.
— O que é melhor do que eu posso dizer em relação a alguns de meus outros convidados.

Clarissa fez um gesto em direção a Jenny Santos, que estava sentada em um sofá branco, olhando para tudo com desprezo. Não sei qual é o problema dessa garota. Se você vai participar de alguma coisa, não deveria se comprometer? Ela faltou ao ensaio mais cedo e a gora estava agindo como se fosse boa demais para ser uma Coveira. E, embora eu possa considerar o primeiro problema como uma simples prolongação de suas atividades anteriores, não sei bem o que motiva sua atitude na festa. Se ela não queria champanhe, com certeza Clarissa deveria ter um estoque de água francesa com gás.

— Ela está se escondendo a noite toda — informou Clarissa. — George, você gostaria de me acompanhar para ver se conseguimos fazer com que ela circule um pouco? George seguiu para o bufê.
— Acho que não. Aquela garota sempre me olha como se ela fosse Salomé e eu fosse João Batista.
Se ele falasse coisas como essa com mais freqüência, Jenny provavelmente passaria a gostar um pouco mais dele. Clarissa saiu para tentar animar nossa cabisbaixa Coveira e Selena e eu encontramos um lugar para nos sentarmos no braço de uma poltrona.

— Então, o que você acha que estava acontecendo com os pais de George? — perguntou Selena sobre o som da festa. — Parecia que o pai dele conhecia você.
— Acho que o conheci quando ainda era caloura, no dia da mudança — menti com facilidade. — Ou talvez ele tenha me confundido com uma das bilhões de garotas com quem o filho costuma sair.

Eu conhecia a história do longo caso de amor e ódio (ou pelo menos luxúria e ódio), entre os pais divorciados de George, mas ele me contara isso em confiança, de Coveiro para Coveiro. A história não deveria cair nos ouvidos bárbaros de Selena e, até onde eu podia entender, nem para os ouvidos dos outros Coveiros, até que George mesmo quisesse contar. Eu não estava guardando o segredo de Malcolm, meu irmão mais velho da sociedade, em relação à sua opção sexual?
O e-mail de Malcolm soava como se ele estivesse muito só lá no Alaska. Eu compreendia sua opção de tirar um ano de folga antes de começar a faculdade de Administração, principalmente depois de confessar ao pai ultraconservador e governador sobre sua sexualidade, mas será que era necessário fazer isso em um local tão isolado? Lembrei-me que ainda não tinha terminado de ler o e-mail dele.

E nem imaginava quem havia me mandado o outro. Olhei na direção de Clarissa e Jenny, cuja companhia havia aumentado.

— Já volto — disse para Selena, que já estava acenando para um colega e integrante da equipe de debates que estava próximo à mesa de fondue de queijo, e fui até elas.
O grupo de garotas que estava no sofá de Jenny tinha apenas duas coisas em comum:

1) Uma pequena tatuagem de uma rosa dentro de um hexágono alongado em algum lugar do corpo.

2) O fato de que haviam desafiado um grupo de homens poderosos e cruéis e sobrevivido para contar a história.


Fora isso, não parecíamos ser amigas, e eu me perguntava se — tirando circunstâncias extremas — poderíamos nos considerar assim. É claro que havíamos nos ligado como colegas e nos encontrado em vários eventos relacionados à sociedade durante o verão, mas uma vez que começassem as aulas e as reuniões regulares, sobre o que conversaríamos? Um clube de Coveiros deveria oferecer apoio e conselho uns aos outros. Mas o que uma estrela de Hollywood como Odile Dumas teria para dizer a um gênio do computador como Jenny Santos? Que tipo de apoio uma ativista radical como Megan poderia dar a uma socialite como Clarissa Cuthbert?
Ainda assim, você poderia até achar que eu era a única a questionar essas coisas pelo entusiasmo com que fui cumprimentada.

— Ei, chica! — chamou Odile, me puxando para sentar ao lado dela. — Estávamos falando sobre Mara. Mais uma garota para nossa pequena revolução, né?
— Eu a vi esta tarde — disse eu. — Ela é meio intensa.
— Ela é uma vaca classista — declarou Megan com o nariz em pé. — Vocês já leram a coluna que ela escreve no Torre de Marfim sobre como nunca deveriam ter permitido a entrada de mulheres em Eli?
— Parece que os patriarcas vão gostar dessa garota — respondi. — Ela realmente escreveu isso?
O Torre de Marfim é um jornal conservador maluco que circula no campus.
— Escreveu, sim. Disse que a faculdade estava no auge antes de permitir a entrada de uma população com excesso de estrogênio. Gostaria de saber o que ela pensa sobre romper a barreira dos sexos no nosso clube.
— Eu me pergunto por que ela aceitou o convite — disse Clarissa.
— Você espera que uma hipócrita aja de forma racional? — perguntou Jenny. — Ela acha que as mulheres não deveriam estudar em Eli, mas é aluna daqui. Se ela realmente acreditasse que não pertencemos a este lugar, será que não estaria em Wellesley ou em outro lugar? — Ela brincou com a ponta de sua longa trança escura e baixou o queixo até o peito, como se essa explosão tivesse tragado toda sua força social. — Parece mais que ela está repetindo as palavras de seus colegas que dizendo o que realmente quer dizer.

Depois disso, ela se fechou completamente, como se tivesse medo de dizer algo mais sobre o assunto.

— Sei lá — disse eu. — Ela não me pareceu do tipo submisso hoje durante a aula. Discutiu com o professor Branch e tudo.
— Bem, descobriremos isso amanhã — profetizou Clarissa.
Girei o copo na minha mão.
— Ei, gente? — comecei. — Tenho de contar uma coisa para vocês. Antes de vir aqui hoje à noite, verifiquei meu C-mail e havia uma mensagem...
Todas congelaram e olharam para os próprios copos. Então, Jenny perguntou:
— Então, você também recebeu?



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Heeeeeeeeeey >.<
Estão gostando... sabe, eu não vou cobrar, mas eu perguntei e vocês pediram pra continuar com a fic, então... eu gostaria de ter comentários, sabe, para saber quando estão gostando, quando não... seria bom ^^

Bom, não tenho assunto hj kkk #Sorry
até depois ^^


9 comentários:

  1. estouu apaixonada pela fic <3 <3 <3
    posta logooo bebê
    beijos <3

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  2. uuuhhh a coisa ta pegando fogo logo logo.
    e quando Poe ira reaparecer? acabar com o brandon

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  3. Quero jemi :'( bjs e n gostei dessa nova coveira, sei la o santo n bateu kkkkkk

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  4. A fic ta ótima,perfeita como sempre,e viciante mais ainda klkk
    Posta logo pf

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  5. Vc voltou uhul
    Dança tuts tuts tuts
    2capitulos omg esta fic,o que dizer dela? Caralho ela e muito viciante.
    Poxinha cade poe? E jemi vao ficar juntos quando???
    Posta logo pls
    By:Pamela

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  6. Hello my baby..
    \o/
    Amando como sempre..:D
    É tão peeerfeitaaaaa..\o/
    Quero mais..u.u
    <3

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  7. Olá autora,poderia divulgar meu blog http://meuamorejemi.blogspot.com.br/
    Agradeço desde já.

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Sem comentários ........... sem capítulos!