31/05/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 2 (Parte 2 / Temporada 2)











RESPOSTAS POSSÍVEIS

1) "Que tatuagem? Acho que tinha alguma coisa no cabelo dela."

2) "Rosas. Que clichê!"

3) Negar, negar e negar.

Mas, afinal, o fato de Selena segurar meu braço não teve nada a ver com a tatuagem.
— Ai, meu Deus, Demi, Não olhe.

É claro que olhei. Do outro lado do aposento, servindo-se em uma bandeja de morangos mergulhados no chocolate, estava Brandon Weare, cujo cabelo estava ainda mais comprido este ano e com mechas mais claras. Estava mais bronzeado depois do verão, como sempre. Brandon. Pelo que ouvi na revista literária, ele tinha acabado de voltar ao campus. Ele não estava na faculdade a tempo de me ajudar com a edição dos calouros. Por sorte, eu tinha Arielle como reserva. Foi pouco mais que uma colagem de notícias, nada sério, mas...
O aperto de Selena no meu braço ficou mais forte. Com o prato cheio de frutas, Brandon atravessou o aposento e se juntou a um grupo de convidados. Uma mulher virou e sorriu para ele. Tinha cabelo comprido, liso e negro. Os olhos também eram negros. A cintura era fina. E, enquanto eu assistia, ela pegou um morango e colocou-o na boca de Brandon.
Engasguei com o champanhe.

— Talvez ela esteja ajudando porque as mãos dele estão ocupadas — sugeriu Selena.
A garota beijou um pouco de chocolate que ficou no canto da boca de Brandon.
— Ou não.
Escondemo-nos atrás de um painel de papel de arroz.
— Tudo bem, temos de bolar um plano — disse, tentando me fortalecer. — Já o vi, então o choque inicial já passou.
— Certo. Passo um alcançado sem humilhação pública.
— Então, a próxima pergunta é: devo me aproximar dele ou esperar que ele se aproxime de mim?
— Pergunta difícil. Aproximar-se dele coloca o poder nas mãos dele — disse Selena. — Mas no meio de tanta gente talvez ele nem a veja, e o golpe no ego não seria...
— Tão doloroso — concordei. — É um dilema.
A tela balançou um pouco.
— Toc toc — chamou George. — Será que esse é um tipo de conversa particular que vocês costumam reservar para as idas em grupo ao banheiro feminino?
— Ah, um substituto! — exclamou Selena.
— Negativo.

Se eu fosse aparecer nos braços de alguém, certamente não seria nos de George Harrison Prescott. Brandon havia rompido comigo depois de descobrir que eu tinha ficado com George minutos antes de transformar nossa amizade colorida em um relacionamento oficial. Duvido que tal exibição vá melhorar minha situação.

— O que vocês duas estão tramando?
— George — disse eu —, por que você não pega um pouco mais de champanhe para nós?

Assim que ele se afastou, saí de trás do painel de papel de arroz e olhei o aposento com a cabeça erguida. Com as minhas luzes vermelhas bem cuidadas, eu estava prestes a me misturar com a decoração branca, estilo Martha Stewart, da casa de Clarissa. Ele me veria e iria me cumprimentar. Mas Clarissa me encontrou primeiro.

— Demi, querida, venha conhecer uma boa amiga do acampamento!

Ela colocou a mão cujas unhas à francesa estavam perfeitas e, quando dei por mim, lá estava eu, cara a cara com a mulher de cabelo negro comprido, olhos grandes e cintura fina e — meu Deus do céu! — aqueles seios não podiam ser de verdade, podiam?

— Esta é Felicity Bower e seu namorado, Brandon. Felicity e eu passamos seis verões juntas no acampamento Lake Hubert para garotas.
E aquele não poderia ser o nome verdadeiro dela.
— Olá, sou Demi Lovato — disse com a voz mais forte que consegui.
Felicity arregalou os olhos, mas foi Brandon quem falou.
— Olá, Demi. Como foi seu verão?

E ele me abraçou.
Eu me afastei rápido, antes que meus órgãos vitais entrassem em colapso.

— Foi bom — disse eu.
Minha garganta estava seca. Meu Deus, onde estava George com a taça de champanhe? Onde estava George com aquele corpo e aquele rosto e aqueles olhos? Felicity não parava de piscar.
— Fui para Washington trabalhar em um núcleo de idéias.

Será que Brandon estava mais alto? E o que era aquela barba por fazer? Quem ele achava que era? Keanu Reeves? Será que Felicity caía nessa balela?

— Trabalhamos na edição de depoimentos de mulheres que foram exploradas — expliquei.
— Uau! — exclamou Felicity. — Que trabalho legal! Como conseguiu isso?
— Caiu no meu colo no último minuto — ofereci de forma desastrada.

O tipo de ajuda de último minuto que você recebe quando conhece um patriarca Coveiro. Mas é claro que a sociedade me devia algo depois de ter acabado com meu primeiro trabalho. Um garçom passou por nós e peguei uma taça de champanhe.

— Cara — disse Felicity —, tudo que fiz durante o verão foi cuidar da casa de meu tio.
Clarissa deu um suspiro dramático.
— Nossa! Que infelicidade a sua, ficar sentada na mansão de seu tio em Hong Kong.
Felicity corou e ficou mais bonita. É claro.
— Bem, quase morri de tédio até conhecer ele. — Passou a mão pelo cabelo de Brandon. — E, então, meu tio me compensou ao me emprestar seu iate para um cruzeiro pelas ilhas Fiji.

Tudo bem, com certeza ela já sabia sobre mim e Brandon e estava sendo babaca. Assim que ele viu o foco do meu olhar, Brandon pegou a mão dela e a puxou.
(Não tenho vergonha de admitir que ele é uma pessoa bem melhor que eu. Se ele tivesse me tratado do mesmo modo que o tratei, eu teria dado pulos de alegria ao exibir minha nova conquista rica e linda de morrer bem na frente dele.)

— Nada de namoro para mim nesse verão — disse Clarissa, sem perceber a tensão. — Depois que mamãe pegou papai em flagrante com a garota que leva os cachorros para passear, ela começou todo um lance de que "sou mulher e você deve me ouvir". Ela cortou completamente o cromossomo Y de sua existência. Exceto pelo advogado que está cuidando do divórcio, é claro.
— O que aconteceu com seu pai? — perguntei.

Não havia nenhum sentimento entre o Sr. Cuthbert e eu, não depois do modo como ele e alguns patriarcas da Rosa & Túmulo sabotaram nosso clube. É claro que ele estava sabotando a própria filha também. Eu queria saber exatamente como o papaizinho e a garota que passeia com os cachorros foram pegos.

— Considerando os detalhes sórdidos do caso — começou Clarissa, lançando-me um olhar me lembrando, como se eu realmente precisasse ser lembrada, de nunca ficar mal com a Coveira chamada Angel —, sofremos um trauma emocional tão terrível que... bem, vamos dizer que papai arranjou tudo para que continuássemos a viver do modo pelo qual já estamos acostumados. — Ela parou o garçom que passava. — Alguém quer Beluga?
— Na verdade, é melhor irmos — disse Brandon, passando o braço em volta da cintura de Felicity. — Foi bom conhecer você, Clarissa. — Ele fez um aceno com a cabeça em minha direção. — Vejo você mais tarde, Demi.
E eles se foram, antes que eu tivesse tempo de entender se com "vejo você mais tarde" ele quisera dizer "vejo você por aí" ou "vou ligar para você para discutirmos isso". Mas nem tive tempo de pensar muito sobre o assunto, uma vez que fomos imediatamente cercados pelo meu contingente da Universidade Prescott — George e Selena.

— E aí? — perguntou Selena
— Ele está diferente, com um cheiro diferente e está namorando uma garota chamada Felicity.
Mas o seu abraço continuava ótimo.
Clarissa finalmente compreendeu.
— Então, você conhece bem aquele cara?
— Diria que biblicamente.
Ela gemeu (embora George estivesse rindo).
— Uma falta de etiqueta total. Sinto muito, Demi.
Respirei fundo.
— Estou bem.
— Felicity? — perguntou Selena, erguendo uma sobrancelha.
Lancei-lhe um olhar de aviso.
— Eu disse que estou bem.
— O que é melhor do que eu posso dizer em relação a alguns de meus outros convidados.

Clarissa fez um gesto em direção a Jenny Santos, que estava sentada em um sofá branco, olhando para tudo com desprezo. Não sei qual é o problema dessa garota. Se você vai participar de alguma coisa, não deveria se comprometer? Ela faltou ao ensaio mais cedo e a gora estava agindo como se fosse boa demais para ser uma Coveira. E, embora eu possa considerar o primeiro problema como uma simples prolongação de suas atividades anteriores, não sei bem o que motiva sua atitude na festa. Se ela não queria champanhe, com certeza Clarissa deveria ter um estoque de água francesa com gás.

— Ela está se escondendo a noite toda — informou Clarissa. — George, você gostaria de me acompanhar para ver se conseguimos fazer com que ela circule um pouco? George seguiu para o bufê.
— Acho que não. Aquela garota sempre me olha como se ela fosse Salomé e eu fosse João Batista.
Se ele falasse coisas como essa com mais freqüência, Jenny provavelmente passaria a gostar um pouco mais dele. Clarissa saiu para tentar animar nossa cabisbaixa Coveira e Selena e eu encontramos um lugar para nos sentarmos no braço de uma poltrona.

— Então, o que você acha que estava acontecendo com os pais de George? — perguntou Selena sobre o som da festa. — Parecia que o pai dele conhecia você.
— Acho que o conheci quando ainda era caloura, no dia da mudança — menti com facilidade. — Ou talvez ele tenha me confundido com uma das bilhões de garotas com quem o filho costuma sair.

Eu conhecia a história do longo caso de amor e ódio (ou pelo menos luxúria e ódio), entre os pais divorciados de George, mas ele me contara isso em confiança, de Coveiro para Coveiro. A história não deveria cair nos ouvidos bárbaros de Selena e, até onde eu podia entender, nem para os ouvidos dos outros Coveiros, até que George mesmo quisesse contar. Eu não estava guardando o segredo de Malcolm, meu irmão mais velho da sociedade, em relação à sua opção sexual?
O e-mail de Malcolm soava como se ele estivesse muito só lá no Alaska. Eu compreendia sua opção de tirar um ano de folga antes de começar a faculdade de Administração, principalmente depois de confessar ao pai ultraconservador e governador sobre sua sexualidade, mas será que era necessário fazer isso em um local tão isolado? Lembrei-me que ainda não tinha terminado de ler o e-mail dele.

E nem imaginava quem havia me mandado o outro. Olhei na direção de Clarissa e Jenny, cuja companhia havia aumentado.

— Já volto — disse para Selena, que já estava acenando para um colega e integrante da equipe de debates que estava próximo à mesa de fondue de queijo, e fui até elas.
O grupo de garotas que estava no sofá de Jenny tinha apenas duas coisas em comum:

1) Uma pequena tatuagem de uma rosa dentro de um hexágono alongado em algum lugar do corpo.

2) O fato de que haviam desafiado um grupo de homens poderosos e cruéis e sobrevivido para contar a história.


Fora isso, não parecíamos ser amigas, e eu me perguntava se — tirando circunstâncias extremas — poderíamos nos considerar assim. É claro que havíamos nos ligado como colegas e nos encontrado em vários eventos relacionados à sociedade durante o verão, mas uma vez que começassem as aulas e as reuniões regulares, sobre o que conversaríamos? Um clube de Coveiros deveria oferecer apoio e conselho uns aos outros. Mas o que uma estrela de Hollywood como Odile Dumas teria para dizer a um gênio do computador como Jenny Santos? Que tipo de apoio uma ativista radical como Megan poderia dar a uma socialite como Clarissa Cuthbert?
Ainda assim, você poderia até achar que eu era a única a questionar essas coisas pelo entusiasmo com que fui cumprimentada.

— Ei, chica! — chamou Odile, me puxando para sentar ao lado dela. — Estávamos falando sobre Mara. Mais uma garota para nossa pequena revolução, né?
— Eu a vi esta tarde — disse eu. — Ela é meio intensa.
— Ela é uma vaca classista — declarou Megan com o nariz em pé. — Vocês já leram a coluna que ela escreve no Torre de Marfim sobre como nunca deveriam ter permitido a entrada de mulheres em Eli?
— Parece que os patriarcas vão gostar dessa garota — respondi. — Ela realmente escreveu isso?
O Torre de Marfim é um jornal conservador maluco que circula no campus.
— Escreveu, sim. Disse que a faculdade estava no auge antes de permitir a entrada de uma população com excesso de estrogênio. Gostaria de saber o que ela pensa sobre romper a barreira dos sexos no nosso clube.
— Eu me pergunto por que ela aceitou o convite — disse Clarissa.
— Você espera que uma hipócrita aja de forma racional? — perguntou Jenny. — Ela acha que as mulheres não deveriam estudar em Eli, mas é aluna daqui. Se ela realmente acreditasse que não pertencemos a este lugar, será que não estaria em Wellesley ou em outro lugar? — Ela brincou com a ponta de sua longa trança escura e baixou o queixo até o peito, como se essa explosão tivesse tragado toda sua força social. — Parece mais que ela está repetindo as palavras de seus colegas que dizendo o que realmente quer dizer.

Depois disso, ela se fechou completamente, como se tivesse medo de dizer algo mais sobre o assunto.

— Sei lá — disse eu. — Ela não me pareceu do tipo submisso hoje durante a aula. Discutiu com o professor Branch e tudo.
— Bem, descobriremos isso amanhã — profetizou Clarissa.
Girei o copo na minha mão.
— Ei, gente? — comecei. — Tenho de contar uma coisa para vocês. Antes de vir aqui hoje à noite, verifiquei meu C-mail e havia uma mensagem...
Todas congelaram e olharam para os próprios copos. Então, Jenny perguntou:
— Então, você também recebeu?



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Heeeeeeeeeey >.<
Estão gostando... sabe, eu não vou cobrar, mas eu perguntei e vocês pediram pra continuar com a fic, então... eu gostaria de ter comentários, sabe, para saber quando estão gostando, quando não... seria bom ^^

Bom, não tenho assunto hj kkk #Sorry
até depois ^^


29/05/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 2 (Parte 1 / Temporada 2) #BIG






Por meio desta, eu confesso:
há algo de podre no reino dos Coveiros.

2.

Falas da festa


É possível ter um sentimento de nostalgia em relação a algo que ainda não acabou? O início do meu ano como sênior em Eli parecia projetado para evocar esse sentimento em todas as oportunidades. Recepções especiais, chás, festas, churrascos, reuniões, palestras, simpósios, almoços — tudo proclamava "Os melhores anos de sua vida estão chegando ao fim!"

Na verdade, minha colega de quarto, Selena, tinha uma explicação diferente:

— Eles estão preparando tudo para o fundo dos ex-alunos. Espere e veja. Continuo afirmando que se eles esperam que eu faça uma doação extra depois da conta mensal do meu empréstimo estudantil, eles não conhecem o estágio editorial de vinte mil dólares por ano (em Manhattan!) que me aguarda após a formatura. (Isto é, se eu for para Manhattan. Falo sobre isso mais tarde.)

A festa da Universidade Prescott seria sem graça, como sempre, mas, como eu disse a George esta tarde, pelo menos haveria cerveja grátis.

Estava de pé em frente à minha escrivaninha, penteando o cabelo com os dedos e passando os olhos pela mensagem de "boas-vindas" enviada pelo reitor do departamento de literatura. Meu cabelo cresceu um pouco no verão e, em agosto, eu havia cedido à insistência de Odile e feito umas luzes vermelhas. Ela disse que combinariam com a minha tatuagem. É claro que não foram muitas as pessoas que viram a minha tatuagem, então, as cores combinadas não tiveram a apreciação que mereciam de ninguém, a não ser das cinco Coveiras.
No quarto adjacente, Selena estava cantando. Se existia uma garota que realmente adorava o período de compras, era a minha melhor amiga. Mas não acho que a tenha visto tão contente quanto hoje um pouco mais cedo, quando ela voltou à nossa suíte. Andei pela sala com painel de madeira nas paredes, mas a porta do quarto dela ainda estava fechada e, no seu quadro branco, ela havia desenhado um rosto sorridente azul com um rabo-de-cavalo laranja.

Cantoria e rabo-de-cavalo? Sim, vou querer saber tudo sobre isso um pouco mais tarde. (A não ser que seja algo relacionado à sociedade secreta dela.) Mas já que ela estava ocupada...

Voltei para o meu quarto, mudei cuidadosamente o ângulo da tela do meu computador para que ninguém o visse da porta e minimizei minha janela de e-mails de Eli.
Um pouco depois, entrei na minha outra conta de e-mail. Uma mensagem nova.


______________

"De: Lancelot-C176@phimalarlico.org
  Para: Bugaboo-C177@phimalarlico.org
  Assunto: boa sorte amanhã!


Como vai a minha irmã caçula favorita? tudo pronto para os neófitos? Faça-me um favor e tente não acabar com as bases da sociedade durante a iniciação. Sei que você é famosa por fazer essas coisas, dê um abraço em poe por mim, tá?"

______________


— Oi — disse Selena, enfiando a cabeça entre a porta e o batente. — Pronta para irmos?
— Sim, só um minuto — respondi. — Estou lendo um e-mail.

Respirei fundo. Não me pergunte de quem. Como eu deveria explicar minha amizade repentina com o superpopular e recém-formado Malcolm Cabot? Mas Selena facilitou tudo para mim.

— Tudo bem. — Ela concordou, saindo.


______________


"Está tudo bem aqui. é tudo tão bonito, bugaboo. Gostaria que você pudesse ver. fiz alguns novos amigos, mas raramente falamos sobre algo que não sejam peixes, (isso me lembra: avise ao hale que haverá um grande carregamento de halibute.) não vou mentir; fiquei um pouco decepcionado depois da proximidade que tive com o resto do pessoal da r&t. vou a juno no final do mês. Acho que vai ser divertido, você sabe o que dizem sobre o alaska: cinco homens para cada mulher. Embora eles nunca tenham mencionado quantos homens para cada homem.
;-)
Lá em casa, o último relatório diz que estou sofrendo de "exaustão"...
______________


— Olha — disse Selena, muito perto. Pulei de susto. Ela estava ao meu lado, mexendo de forma lenta em meus brincos espalhados na penteadeira. — Se chegarmos lá depois que todos os biscoitos recheados tiverem acabado, nunca mais falarei com você.

Será que ela viu? O texto estava em fonte pequena e não havia nenhum desenho incriminador na página. Só para me certificar, alterei para a janela minimizada usando as teclas alt+tab.
Um segundo antes de a tela desaparecer, vi um outro assunto em negrito na minha caixa de entrada. Novo e-mail.

AVISO: DEMI LOVATO

Selena passou a mão na frente do meu rosto.

— Demi. Vamos logo.

Fechei meu laptop.
Selena deu um pulo para trás.

— Eu não estava espionando!

Quem mandou aquela mensagem? Quem estaria usando o meu nome bárbaro para enviar um e-mail para o meu endereço secreto, usado apenas por Coveiros, com terminologia da sociedade e selos e datas próprios da sociedade? Tinha de ser de outro cavaleiro da Rosa & Túmulo. Apenas eles sabiam sobre o nosso domínio secreto ou as configurações dos nossos endereços de e-mail. É melhor que isso fosse algum tipo de piada — algo que valha a multa de dois dólares por usar nomes bárbaros nas missivas da Ordem.

— Não há razão para se assustar — continuou minha colega de quarto.

Mas havia. Porque o webmail Phimalarlico só deveria receber mensagens de outras pessoas de dentro do domínio phimalarico.org. Tratava-se de um "mausoléu virtual" — ninguém mais podia entrar nesse mundo altamente protegido por senhas a não ser os Coveiros. Bárbaros não eram permitidos. Selena ainda estava falando:
— Dez segundos e vou embora sem você.
— Não, espere! — pedi. — Prometo, dez segundos. Só tenho de...
Selena revirou os olhos e saiu, murmurando:

— Dez... Nove... Oito...

Abri meu laptop de novo.


______________

De: amy.haskel@eli.edu
Para: Bugaboo-C177@phimalarlico.org
Assunto: AVISO: DEMI LOVATO


VOCÊ ACHA QUE JÁ ACABOU, MAS NÃO
QUE DE DENTRO PARA FORA COMECE A PODRIDÃO
______________


Fechei a janela e senti os pêlos do meu pescoço se arrepiarem. Tirando a rima pobre e um senso horrível de ritmo no verso (não dá para abandonar o lado editorial de uma garota...), tratava-se de uma mensagem bastante fria.
E, aparentemente, foi enviada por mim. O que significa que alguém lá fora, que conhece a minha identidade na sociedade — que pode ser qualquer Coveiro —, conseguiu entrar na minha conta de e-mail comum para me enviar essa mensagem. O que eu deveria fazer? Se eu contasse aos outros Coveiros, pareceria que o vazamento de questões de segurança tinha sido minha culpa, como se eu não tivesse sido mais do que discreta em relação ao meu endereço de e-mail da sociedade.

— Dois... Um e meio... Um! — avisou Selena da sala.
— Estou indo! — gritei e me apressei para encontrá-la.

Nós nos "escondemos" durante a loteria de quartos na primavera passada, apostando em manter nossa ótima suíte de juniores em vez de nos arriscarmos a participar e acabar com um quarto ruim no nosso ano como seniores. Tipo um cômodo no quarto andar. Seria ótimo para nossas panturrilhas, mas não valeria o esforço.
Selena estava ao lado da porta, com os braços cruzados e batendo o pé no chão.

— Será que você pode me dizer o que era tão importante, ou será que é proibido?
Toquei o broche da Rosa & Túmulo que estava preso na parte de dentro do meu bolso.

— Uma crônica bizarra no Salon.
— Não são todas bizarras?
— E quem diz isso é uma mulher viciada no blog político Daily Kos? — respondi, enquanto descíamos as escadas da entrada e chegávamos ao pátio da Universidade Prescott.

O ar ainda carregava o calor do fim de agosto, e todas as janelas de Prescott estavam abertas, deixando escapar sons de hip-hop, discussões acadêmicas, efeitos sonoros de videogames, discussões entre colegas de quarto e o som de alguém afinando um violoncelo sobre os alunos que se espalhavam pelo gramado. A cacofonia era uma assinatura do início do período, um som que eu, sem dúvida, associaria a Eli pelo resto da minha vida.

Sob a luz amarela de um poste, um grupo de alunos chutava uma bola de areia. Próximo deles, um círculo de pessoas que gostam de ficar ao ar livre estava sentado na grama bebendo em garrafas de plástico e conversando sobre o que tinham feito durante a orientação dos calouros. Em um pequeno nicho de pedra, dois formandos em teatro fumavam e discutiam se a companhia de teatro deveria começar o ano com Ibsen (tendencioso demais), Sartre (leve demais), Miller (pudico demais) ou Williams (vanguarda demais).
Chegamos à casa principal e, a julgar pela multidão que estava ali, havíamos perdido os biscoitos recheados.
Na porta, encontramos George Harrison Prescott, que segurava o braço de uma mulher bonita de cabelos escuros.

— Me solta, George. Sou perfeitamente capaz de andar sozinha — disse ela, perdendo o equilíbrio.
Selena e eu estávamos na posição certa para pegá-la.

— Desculpe, sinto muito — desculpou-se a mulher, empinando o corpo e ajeitando a saia e o cabelo.

Olhei para George, que tinha no rosto uma expressão que eu nunca tinha visto antes. A mandíbula estava apertada. O que fazia muito bem para os ossos da maçã de seu rosto, que já eram maravilhosos.

— Mãe, estas são algumas de minhas amigas da Prescott, Selena Gomez e Demi Lovato. Senhoritas, esta é minha mãe, Kate Anderson Prescott.
A mulher nos lançou um olhar.

— George Harrison não tem amigas — disse ela em tom frio. — Tal pai, tal filho.

Ela virou e seguiu em direção ao casal do teatro — que tinha avançado a uma discussão sobre se Shakespeare era ou não óbvio demais — para filar um cigarro.
Engoli em seco e olhei para George, cujo sorriso permanente estava de volta.

— É uma longa história — declarou ele, dando de ombros.

A porta abriu de novo e de lá saiu um homem muito bonito de quarenta e poucos anos. Ele olhou em volta antes de pousar os olhos em nosso pequeno grupo. Quando seus olhos encontraram os meus, ergueu uma sobrancelha, e eu pude perceber de quem George herdara os olhos cor de cobre.

— Você! — exclamou o homem.
— Está parecendo mais jovem, Sr. Prescott — respondi.
A
 última vez que eu vira este homem ele estava usando uma excelente maquiagem para parecer mais velho, uma peruca grisalha e uma máscara feita de rosas.
Seus olhos passaram por Selena e seu sorriso de deboche morreu nos lábios. Oops!
Alerta à direita. Bárbara à vista. Alerta. Alerta.

— Para onde ela foi? — perguntou o Sr. Prescott ao filho.
George apontou o polegar para o canto com as pedras e depois colocou as mãos no bolso enquanto o Sr. Prescott partiu atrás da ex-esposa, algumas vezes amante e rival de décadas nas brigas.
— Está tudo morto lá dentro — informou-nos George. — Por enquanto pelo menos. Demi, você vai no lance da Clarissa?
— Humm...

Eu ainda não tinha conseguido explicar a Selena porque minha antiga inimiga declarada agora me mandava convites para festas e aparecia na nossa suíte para conversas improvisadas. Ela provavelmente suspeita que, depois de velha, me tornei superficial. Ou talvez ela suspeite que essa seja mais uma mudança inspirada pelo meu status de Coveira. Ela se ajustou muito bem à mudança repentina do meu estágio de verão, que mudou de Manhattan para Washington D.C. (principalmente porque isso significou que passaríamos a maior parte do verão juntas). Entretanto, desde maio estávamos vivendo uma moratória estrita sobre todas as conversas relacionadas a sociedades secretas, e atividades que tenham a ver com esse assunto — como uma festa com uma amiga Coveira — podem ser perigosas. Sempre que eu tentava falar sobre qualquer coisa que pudesse levar a algo sobre uma conversa relacionada a sociedades secretas, ela se recolhia mais rápido que um formando em bioquímica depois das provas do meio do período. E eu acreditava que a Rosa & Túmulo prezasse a discrição! Mas, evidentemente, eu não sabia nada sobre a irmandade de Selena.

Minha colega de quarto, porém, já estava a caminho da casa principal.

— Os biscoitos já acabaram — avisou George, e Selena desistiu.

Então, teríamos de ir à festa de Clarissa Cuthbert. Ela morava em uma cobertura presunçosa de um dos prédios mais chiques da cidade. O pai dela é um dos grandões de Wall Street que não vê problema nenhum em jogar dinheiro fora. Os Cuthbert chegaram a doar um Monet muito valioso para Eli quando a filha deles foi aceita na universidade, embora haja uma discussão no campus sobre o que veio primeiro, a doação ou a admissão. Mas eu não tomo mais parte nessas discussões por dois motivos:

1) Clarissa é uma colega Coveira e uma amiga.

2) Ela me contou a verdade no ano passado. (A doação veio primeiro, e isso não a incomoda nem um pouco.)


Clarissa também é famosa por suas festas de bom gosto e regadas a champanhe, para as quais eu nunca havia sido convidada. Aparentemente, bastou que eu fosse iniciada em uma sociedade de elite, além, é claro, de termos tido de acabar com uma conspiração misógina que quase arruinou nós duas, para que eu obtivesse um passe para essas festas. Clarissa e eu estamos bastante próximas agora.
Mas tente explicar isso para sua melhor amiga bárbara.

— Eu não consigo entender. Por que agora passamos a gostar dessa vaca? — perguntou Selena enquanto entrávamos em um apartamento que cheirava a lírios e estava iluminado por centenas de velas pequenas que boiavam em recipientes com água.

Um homem usando fraque branco nos ofereceu taças de champanhe rosé em uma bandeja de prata.
— O que há para não gostar? — perguntou George, pegando uma taça. — Obrigado, amigo.

Clarissa Cuthbert, uma visão vestida de seda branca e bronzeado artificial, nos encontrou um pouco depois.

— Querida! — exclamou ela, beijando-me no rosto, mas sem me tocar, como se não tivéssemos passado a tarde juntas no mausoléu escuro. — George, querido! — O mesmo se aplica a ele. Depois ela virou para minha colega de quarto. — Selena, não é? Nós nos conhecemos na primavera passada.
— Olá — cumprimentou Selena. — Lindo apartamento.
— Obrigada! Os canapés estão lá trás — informou ela.

Quando Clarissa virou para apontar, seu cabelo longo e com luzes louras perfeitas se afastaram do ombro, revelando por um instante, a ponta da tatuagem da Rosa & Túmulo. George olhou para mim e ergueu uma sobrancelha. Selena agarrou meu braço. Merda.



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Heeeeeeeey amores, não disse que logo viria com um novo cap....
Aqui está ........ 

GEEEEEEEEEEEEENTE, o que é isso de TOUR MUNDIAL da Demi ???
Essa mulher vai me deixar pobre, mas eu necessito ir, TEM que vir pro Brasil porque meu deus ... 
Vamos Juntar money, começando agr !!! GO GO 

Amanhã tem outro cap ... 
Bjssssss







Okay ... Sociedade Secreta continua ...





Bom ... a maioria pediu pra continuar, então continuarei com Sociedade Secreta por enquanto ^^

Logo logo virei com um novo capítulo >.<
Bjs meus amores

27/05/2014

Estou de volta \o/ + AVISO


Oiiiiiiiiii amores *----------------*
VOTEI !!!!

Como vocês viram, eu pedi a Belle pra avisar que eu estava sem net y.y
Me desculpe de verdade...

Bom, nesse meio tempo, estive pensando.
E vou perguntar a vocês... O QUE ACHAM DE MUDAR A FIC ?

Sei que Sociedade Secreta era meio diferente, e acho que vocês não estão gostando muito, então...
pensei em postar outra fic... seria uma adaptação também, mas vocês que sabem.
Se quiserem eu continuo...
Me respondam, okay >.<

bjsssssssssss

13/05/2014

Aviso Importante

  Olá pessoas. Aqui é a Isabelle Maciel do Blog Warrior's, sou amiga da Juh. Como vocês virão ela não  posta a 10 dias, ela queria pedir desculpas a todas as leitoras, mas o motivo é que ela está sem internet. Mas tenham certeza de que quando voltar ela postará os próximos capítulos.
  Obrigada, Beijos