05/04/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 13 (Parte 2)





Voltando para o meu quarto pela segunda vez naquela manhã, eu desejava (e isso é novidade, deixe-me dizer!) poder desligar meu cérebro. Só por meia hora. Meu corpo inteiro parecia vibrar com pensamentos. Cada passo trazia consigo previsões cada vez mais horríveis das conseqüências dos meus atos e visões mais desanimadoras do meu futuro, que até então parecera quente e ensolarado, com chances de ser perfeito. 
A esta altura, Brandon teria ido para a aula e eu tinha pouco mais de duas horas para fazer o trabalho antes da minha. Mas, se você acha que eu ia realmente fazer algum trabalho escolar, então não andou prestando atenção. Aparentemente, um dos motivos pelos quais as sociedades convocam pessoas com boas médias é que, depois que você entra, os estudos são a última coisa na sua cabeça. 
Esperando por mim na verdadeira estação central que era a saía da minha suíte, estava Clarissa Cuthbert, sentada de calças capri brancas e camiseta sem mangas rosa brilhante Argolas prateadas balançavam em suas orelhas e um par de óculos escuros do tamanho de um país pequeno (e provavelmente custando o valor do PIB do dito país) estavam empoleirados no topo de seu cabelo louro e liso. 
Nós realmente precisávamos começar a trancar essa porta. 
— Oi — eu disse, inexpressiva. — Perdeu algum emprego hoje? 
— Você também? — Clarissa perguntou. — Isso não é ridículo? Passei a manhã inteira tentando falar com meu pai pelo telefone. Sua firma faz muitos negócios com a empresa de marketing na qual eu deveria estagiar neste verão. Foi como eu consegui o emprego. Sei que ele vai resolver. Eles não podem se safar dessa — ela tirou o celular do bolso, sacudiu-o e verificou o sinal. — Eu queria que ele saísse logo dessa reunião. 
— Bravo!—afundei na nossa velha poltrona. — Como deve ser bom ter pauzinhos para mexer. Eu continuo ferrada. 
Clarissa cruzou as pernas. 
— Nós vamos dar um jeito — falou, um brilho determinado nos olhos. 
— Você pode — eu a corrigi. — Eu estou fora. 
Ela engasgou. 
— Mas... mas, Demi! Você não pode desistir! 
— Olhe para mim. Eu não faço parte disso, Clarissa. Malcolm me contou como... como eu fui convocada. Ela engasgou — de novo. 
— Quer dizer que ele revelou o conteúdo das deliberações? Mas eu tinha parado de dar atenção aos conhecimentos assustadores de Clarissa sobre os Coveiros. Seu pai, obviamente, não fora muito discreto. — Disse mais sobre como elas mudaram de direção, para começar. E agora ela se recostou na cadeira e revirou os olhos. 

__________________ 


— Não me diga que está ofendida por causa daquela garota do jornal.
Aquela "garota do jornal" tinha um veículo de circulação mil vezes maior do que a minha.
— Olhe, a minha presença em si destrói o argumento de que os seniores convocaram "os melhores e mais brilhantes" do nosso ano. "As mulheres modelo." Eu não sou igual a vocês todas. Você não entende? Você, de todas as pessoas? —gesticulei levemente para nossa suíte mobiliada por doações. — No meu quarto.

Clarissa riu sem convicção e pegou nossa capa de sofá vagabunda. 

— Ah, sim, a respeito disso. Já pensaram em assinar uma revista de decoração? 
Argh. Saia! O que diabos ela estava pensando, entrando assim na minha suíte e achando que estava em casa? Falando sobre os nossos móveis? Só Deus sabe o que Selena diria se entrasse e nos visse. 
Bem na hora, Selena entrou carregando uma cesta de roupa limpa. Ela vasculhou na cesta e jogou uma garrafa de refrigerante para Clarissa. 
— Sinto muito, eles não tinham água-tônica diet. Espero que Coca Diet sirva. Clarissa deu de ombros e entregou um dólar para minha colega de quarto. 
— Melhor do que a normal. 
Eu estava totalmente ocupada tentando fazer com que meus olhos não pulassem para fora da cabeça. Selena abriu sua garrafa de soda-limonada, deu um gole e virou-se para mim. 
— Quer metade? 
— O quê? E cedo demais para tomar vodka? — perguntei, esticando a mão para o refrigerante oferecido. 
Clarissa voltou sua atenção para mim. 
— Sabia que eu estava na lista de espera para entrar em Eli? 
— Não! — Selena exclamou, erguendo os olhos do balcão onde estava juntando os pares de meias. 
— É — Clarissa ergueu o queixo. — E sou um legado de três gerações. Meu pai quase teve um treco. E aí; ah, Deus, isso é tão vergonhoso; ele doou um Monet para a Galeria de Arte da Universidade. 
— Isso funcionou? — Selena perguntou. 
— Estou aqui, não estou? — Clarissa deu um olhar para a portadora da Coca Diet — Eu entrei. — E agora voltava-se novamente para mim. — Da lista de espera. Agora, três anos depois, não tem mais importância.
— Para a pessoa que não entrou porque seu pai fez sua mágica de manda-chuva, tem — falei. 
Clarissa deu de ombros.
— Não é essa a questão. Só estou tentando dizer que tenho sido uma excelente aluna e, em geral, um trunfo para a universidade. Eles estão felizes por eu estar aqui. Portanto, estou onde devia estar. Lista de espera ou não, agora eu faço parte, e passei a fazer no momento em que pisei no campus no primeiro ano. 
Eu estava começando a entender Clarissa — ela não fazia idéia de quão elitistas suas afirmações soavam e também não se sentia constrangida com o berço de ouro em que nascera. Os garotos ricos nunca conseguiam ganhar. Ou eram escrotos ricos que se gabavam de seu dinheiro ou eram maconheiros que vestiam roupas de segunda mão e fingiam que não tinham um tostão. Qualquer dos dois era repugnante aos olhos daqueles cujas carteiras não eram tão gordas. Pelo menos, Clarissa falava abertamente. Sem tato?
Talvez, mas definitivamente sincera. E menos maldosa do que eu passara os últimos dois anos e meio acreditando. 
— Você não vê nada errado em manipular a lista de espera usando convenientemente uma obra de arte de valor inestimável? — perguntei, O que, no final das contas, tinha um valor muito particular e definível. Valia a admissão. 
— Na verdade, não — ela respondeu. — É inteiramente possível que a doação não tenha feito nada e eu tivesse entrado de qualquer maneira. Além do mais, neste caso, os fins justificam os meios. Eu queria entrar em Eli e entrei. E, depois que já estava dentro, mostrei a eles o que podia fazer — ela me lançou um olhar intenso. 
— Então, pronto. — Então, pronto? — Selena perguntou. Ela havia parado de dobrar roupas. — Você se senta aqui, na suíte de duas pessoas que entraram em Eli por mérito próprio — que podiam não ter entrado se houvesse mais Monets para serem distribuídos, e diz "então, pronto"?
— Quer esquecer a porcaria do quadro? — explodiu Clarissa, girando para olhar para Selena. — Não tem nada a ver com o meu desempenho desde então. E não, já que perguntou, não vou pedir desculpas por fazer o que podia para entrar. Você não pode me dizer que cada hora que passou como voluntária no seu hospital local ou qualquer outro trabalho voluntário que tenha feito para engordar seu currículo foi pela bondade do seu coração. 
Selena mordeu o lábio e olhou para baixo. 
— Eu achei que não. — Clarissa jogou uma mecha de cabelo para trás. — Só sou mais sincera sobre o que quero. Pode ter gostado de trocar comadres, mas não foi por gostar que trocou. Meu pai pode ter ficado feliz em acrescentar uma obra de arte à coleção de Eli, mas também tinha outros motivos — e ela olhou para mim. — Eu disse ontem à noite no bar e vou dizer novamente. Intenções não são nada. Métodos não são nada. O que importa são os resultados. Agora, você está dentro ou fora? 
Selena recolheu suas roupas. 
— Vocês estão além da minha compreensão — disse apressadamente. — E, se não se incomodam, acho melhor vocês ficarem aqui. Estarei no meu quarto, relendo Kant. Para, humm, limpar meus pensamentos.

Um segundo depois que a porta se fechou atrás dela, ouvi batidas de rock não tão abafados emanando de seu aparelho de som. Ela estava tentando ao máximo não nos ouvir. Agora ela resolvera respeitar os limites do sigilo da sociedade. Agora, quando eu estava pronta para esquecer toda aquela confusão. 
Deixei minha cabeça cair entre as mãos. 

— Nem todos nós pensamos como você, Clarissa. Na verdade, acho que é certo dizer que a maioria dos alunos de humanas aprendeu Maquiavel sob um ponto de vista decididamente negativo. 
— Devo ter perdido essa aula, — E, ainda assim, o mesmo olhar penetrante. Não é de espantar que eu tivesse pensado que ela era completamente nojenta. Ela era agressiva, franca, ambiciosa...
— Eles são idiotas em rejeitá-la, Angel — falei, e a invocação de seu nome de sociedade nem a fez se encolher. —Você é uma Coveira até o fim. 
— Não... — ela piscou. — E agora, a questão continua: e você, é? 
Não respondi. 
— Historicamente, o que eles fazem se alguém desistir?
Seus olhos cintilaram. 
— Você, entre todas as pessoas, devia saber isso, Demi. Nós moemos seus ossos para fazer nosso pão.

Sorri, mesmo sem querer, e Clarissa se inclinou para a frente e cobriu minha mão com a sua, magra e com unhas feitas. 
— Qual é? Você sabe que quer fazer parte disso. 
— Eu sinto muito — respondi. Nessa, Brandon não estava correto. — Tenho que pensar sobre isso. 

______________ 

E pensei. Pelos dias que se seguiram, eu me concentrei em pouca coisa mais. Certamente não na edição de formatura da revista literária (mesmo que Brandon passasse a maior parte do tempo no escritório me namorando, como se estivesse compensando o tempo perdido), nem nas minhas aulas, apesar de estar mais uma vez consumindo GEP intensamente. Com a Semana da Leitura por aí e nenhum acesso à biblioteca do mausoléu, não podia me dar o luxo de perder tempo. 
Eu estava infeliz. Como esperava, não havia estágios fabulosos e não-solicitados dando sopa no Centro de Planejamento Profissional, e um e-mail que enviei para minha antiga supervisora na editora da Universidade Eli ficou sem resposta. Numa tentativa de frustrar o que eu suspeitava poder ser uma de suas preocupações, enviei o seguinte: 

Conforme a última, gostaria de lhe assegurar que não estou de forma alguma ligada àquela organização nem a nenhuma atividade que possa incomodar o grupo anteriormente mencionado. Grata e aguardando notícias suas, Demi Lovato

Para o qual recebi: 

Demi, Não faço idéia do que você está falando. (Deixe isso para lá, está bem?)
Atenciosamente etc.

Pode imaginar por que não contei nada dessa maluquice para o Brandon. Eu não tinha nenhuma desculpa razoável. Acho que, em alguma medida, ainda acreditava naquele juramento. Além do mais, quem é que sabia se minha revelação não o arrastaria para aquela merda toda também? Contei a ele que havia perdido meu estágio, o que induziu uma sessão de pensamento conjunto que resultou numa lista de 25 novos lugares onde procurar um emprego de verão e em uma idéia imatura de que eu iria com ele para Hong Kong, onde ele estaria trabalhando como consultor, moraria no sótão que ele estava alugando e escreveria. 
Ter chegado a pensar nisso prova o baixo nível da minha racionalidade. 
Selena, é claro, não me ajudou em nada. Na verdade, eu estava bastante segura de que minha assim chamada melhor amiga, apesar de sua diligente aplicação à Kant, tinha passado a semana exultando com a forma como minha experiência na sociedade havia obviamente ido pelo cano. Vamos apenas dizer que nem uma única vez durante minha semana de desespero ela me ofereceu uma jujuba e uma bebida.
Terça-feira à noite, Selena se vestiu com a roupa "disfarce" da sociedade (o moletom escuro com capuz e os jeans que ela me havia ridicularizado completamente por vestir na semana anterior) e saiu furiosamente pela porta, balançando seus dedos para mim com um "tchauzinho!" alegre demais (está bem, talvez eu esteja exagerando só um pouquinho, mas, sincera-mente? Não dava para não ver a presunção). 
Fiz um beicinho e me ajeitei com meus livros. Se pelo menos eu tivesse sido convocada pela Pena & Tinta nada disso teria acontecido. Minha tragédia atual era inteiramente devida ao erro do Malcolm. Se ele não tivesse sacaneado a Genevieve, nunca teria sido forçado a me convocar. E ai eu estaria numa sociedade literária menos importante, mas respeitável. E teria um emprego. E estaria bem.
É claro que eu podia ter recusado a convocação da Rosa & Túmulo. Podia ter ficado lá naquele banheiro, cercada por garotos de mantos, olhado para aquela vela e dito a eles o que fazer com seus envelopes de bordas pretas. Podia até ter saído mais cedo da iniciação, antes de fazer meus votos. 
Mas eu não fizera nada disso. Porque queria saber como era ser um Coveiro. E agora, pensei, recuperando-me desse curto período de dúvida, eu sabia que era uma droga. 
Sacudi a cabeça para meu livro, segura de que minha decisão estava correta e tirei a tampa do marcador de texto. Madame Rostov, a senhora foi avisada. 
O telefone tocou. 
Sempre cheia de distrações, a minha vida. Ó, a agonia. Era de espantar que aquele livro nunca tivesse sido lido? Agarrei o telefone, cruzando os dedos para que fosse 
a) Brandou e b) ele trazendo pizza. 

— Demetria Devonne Lovato? 
Ops. 
— Sim? 
— Estamos ligando para informá-la que, caso decida levar adiante essa questão, seremos forçados a ampliar nosso ataque aos empregos de seus pais e/ou sua posição deles na comunidade. 
— Espere! — falei. — Não estou perseguindo nada... 
— Boa noite — e então, claro, clique
Desgraçados. Não deixavam nem eu me explicar. E o pior em ser atacada por conspiradores clandestinos é que eles nem estão na lista telefônica. Esqueça o serviço de informação também. Não existe forma de entrar em contato com esses caras para lhes dizer que você não faz mais parte da rebelião. 
E, já que eu estava questionando seus métodos, que merda era essa de "empregos de seus pais e/ou a posição deles na comunidade"? Era um telefonema ensaiado? Será que estavam dizendo a mesma coisa para todo mundo? Assegurando-se de cobrir qualquer eventualidade caso nossos pais fossem da classe abastada? Deviam ter jogado a rede mais longe. "Seus pais e/ou outros parentes de importância." George, por exemplo, provavelmente não ficaria muito aborrecido se baixassem um pouco a crista de seu pai.
Sério, se estávamos liderando uma campanha de intimidação, eu não mandaria uma ameaça padrão. Cada um dos insubordinados receberia sua própria coerção personalizada. Amadores. 
Sacudi a cabeça. Eu não tinha experiência nisso e, ainda assim, havia lidado com a situação toda com muito mais firmeza.
Já tinha avançado duas páginas do GEP antes de cair a ficha do que aquele pensamento significava. Quando caiu, minha distração me fez colorir uma página inteira de roxa fluorescente. 
Eu daria uma ótima Coveira. Uma Coveira muito melhor do que qualquer um desses patriarcas machistas. Aquelas qualidades que vinha notando em Clarissa? Eu também as tinha. Teriam muita sorte em ter uma garota como eu do seu lado. Eu acabaria com a raça de qualquer um que atravessasse o nosso caminho e faria isso ao estilo do século XXI. Eles não faziam idéia do quanto precisavam disso em sua sociedade retrógrada, presa a 1830. 

E também não era como se eu estivesse pedindo tanto assim em troca. Um ligeiro empurrão na carreira aqui e ali, um ou três jantares com lagosta e um relógio de pêndulo. Nem insistiria para que fosse de alta precisão. 
De qualquer modo, a questão era que eu merecia minha filiação à Rosa & Túmulo e não ia deixar um bando de idiotas octogenários me dizer que não. Alguns momentos depois, vestindo meu próprio capuz escuro, saí marchando para a noite. Eu até sabia onde encontrá-los. O apartamento da Clarissa era no prédio chique da cidade. O que tinha porteiro e um saguão de mármore. Enquanto outros moradores fora do campus se viravam alugando por preço de dormitórios os espaços do tamanho de um armário (que não eram, infelizmente, limpos pela equipe de faxineiros de Eli nem tinham uma cantina), pessoas da classe dos Cuthbert relaxavam em lofts caros situados ah-tão-convenientemente em cima de um bar e restaurante elegante que não pareceria estranho no Upper West Side, a parte mais chique de Nova York. 
Toquei em C. Cuthbert. 
— Sim? — ouvi vozes ao fundo. 
— Ei — falei. — É a Demi. Deixe-me entrar. 
Silêncio e então:
— Senha? 
Ela estava brincando comigo? Mas aí percebi que ela estava me pedindo mais do que isso. Ela queria comprometimento. Desta vez, no entanto, eu tinha caixões cheios disso. 
— Senha, boo — disse George. 
Imaginei todos os onze espremidos em torno do interfone, esperando por mim. 
A imagem me fez sorrir. 
— Três, um, dois. 
A porta se abriu com um zumbido.



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Oii .. falei que ia postar um capítulo hoje e está aqui ^^
não to cobrando comentários né, por que demorei séculos pra postar então não tem porque fazer isso agora ;)

Bom, me voy =)
bjsss 

COMENTEM !!!


7 comentários:

  1. Eu voltei
    Voltei para ficar
    Por que aqui
    Aqui e meu lugar
    Adorei recuperar meu tempo perdido me deliciando com capítulos cheios mistérios e excitação e complicados também
    Adorei jujuba
    Até o próximo
    Beijos

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  2. perfeito,perfeito e perfeito
    to amandoooo
    bebê saudades de você
    quanto tempo em ??
    beijos
    posta logoo

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  3. as coisas vao pegar fogo agora? diz q sim *-*

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  4. Aiiii George ^.^ amooo
    Demi agora vai agir como sempre esperei uma verdadeira Coveira

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  5. POSTA LOOGOOOOOOOOOOOO!!!!! Incrivel o cap. Cheio de Misterios. Espero q a demi aja como uma coveira!!! essa ultima parte também me fez sorrir demi kkkk

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  6. Posta logo please ta mt prrfeito

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  7. Demi tem que agir como uma coveira, uma verdadeira coveira.
    Mil vezes Perfeitooooooo o capítulo

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Sem comentários ........... sem capítulos!