23/04/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 1 (Parte 1/ Temporada 2)


(TNLT começou #Brasil <3 <3 muito amor)

Por meio desta, eu confesso:
não somos como os outros alunos da faculdade.

1.

Neófitos

Era o período de compras na Universidade Eli e. para que você não pense que este é um daqueles livros sobre moda, permita que eu esclareça alguns pontos. Os alunos de Eli não compram Prada, e sim Proust; eles não buscam boas promoções, mas sim aulas interessantes; e ficariam satisfeitos em abrir mão de um desconto de quarenta por cento em um Fendi para ter uma seção de fractais que não estivesse lá no alto da Montanha da Ciência.

Como sênior acho esse período de compras bastante intenso. Era a minha penúltima chance de descobrir um seminário oculto valioso, sobre o qual eu me lembraria com saudades, depois que eu saísse de Eli, como uma das memórias radiantes que a música Keep Up de Cole Porter diz, Em muitos aspectos, minha última chance de assistir a palestras ministradas pelos mais famosos e notáveis professores da faculdade.

— O quê? Você não fez a matéria de Shakespeare com o professor Herbert Branch? — perguntariam os empregadores com um tom de incredulidade na voz. — Então, Demetria Lovato, o que você estava fazendo em Eli?

E eu não poderia dizer a eles, porque fiz um juramento de nunca revelar a verdade: enquanto os outros alunos de Literatura tentavam se matricular na aula de Branch, eu estava agachada nas sombras de um chão frio de pedra, vestindo uma túnica preta longa e uma máscara de caveira, ensaiando um ritual de iniciação esotérico que exigia que eu ficasse deitada em silêncio, aguardando que um colega inocente passasse para que eu pudesse me erguer, jogar pó fluorescente no seu rosto e gritar "Bu".
Como se algum dia eu fosse admitir isso.

— Ei, Little Demon! — chamei da escada. — Eu queria tentar comprar um seminário hoje à tarde, então será que podíamos adiar a parte sem fala?

Keyser Soze, também conhecido como Nick Silver, saiu de trás de uma torre de restos humanos.

— A aula de Branch? Eu também queria fazer essa aula.

Créditos. Branch era um professor famoso em Eli e seria ótimo para as aspirações políticas de Josh acrescentá-lo em seu curriculum vitae. Little Demon, que no momento levitava sobre uma poça de sangue, ergueu uma sobrancelha perfeita e afastou dos olhos uma mecha do cabelo castanho (ela o pintara dessa cor durante o verão).

— Eu deveria ter ido à reunião do sindicato — suspirou ela. — Vocês simplesmente não entendem o ramo de entretenimento.

(A propósito, aquela reportagem sobre Little Demon publicada pela US Weekly que falava sobre o final de semana de 4 de Julho é completamente mentirosa. Odile Dumas não estava "servindo" nenhum ex-membro de banda em Tijuana; estava comigo e outros Coveiros na festa dos patriarcas em Fire Island. E pode dizer o que quiser sobre a estrela de Hollywood, ela tem um gosto muito melhor que ficar com um bando de tenores magricelas. Se esse fosse o seu estilo, ela estaria bem servida aqui mesmo, pois temos grupos musicais mais que suficientes no campus.)

Thorndike, pendurada abaixo dela e segurando um tridente maligno, cutucou Little Demon em seu traseiro moldado pelas aulas de Pilates e envolto em jeans de marca.

— Não podemos deixar os Motoristas entrarem no mausoléu — lembrou ela.

Megan "Thorndike" Robinson era nossa residente perita em dar-poder-às-pessoas, então ela saberia disso.

— Mas concordo com eles — continuou ela. — Tem um simpósio Sobre Divisão Racial no século XXI que gostaria de ir às 3h.

Os outros participantes fantasiados também começaram a reclamar sobre as aulas que estavam perdendo. Bond, o contingente britânico do nosso grupo, queria assegurar um lugar no seminário de poesia. Frodo precisava ir a uma reunião da Associação de Cinema de Eli. Big Demon tinha fisioterapia marcada no ginásio. Kismet ia dar aulas de suali. E Graverobber, a quem nunca vi em uma sala de aula de Eli, precisava encontrar um homem para falar sobre um cavalo de sua propriedade.
Little Demon suspirou, soltou-se do gancho que a prendia e pulou no chão.

— Tudo bem, mas não me culpem se os novos iniciados acharem que estão sendo enganados durante a cerimônia.
— Com esses efeitos especiais, duvido muito — respondi.

Little Demon conseguiu, de alguma forma, convencer um cara dos efeitos especiais de seu estúdio a nos emprestar um monte de coisas usadas em filmes de terror antigos para a iniciação que estávamos preparando para os convocados da Rosa & Túmulo que estavam fora do país durante o nosso ano como novatos. Sem ofensa aos clubes anteriores (jargão da sociedade para a turma de cada ano) e seus esforços sublimes para amedrontar os neófitos, mas há algo em colocar os convocados dentro do mesmo caixão que uma vez abrigou Bela Lugosi que acrescentava um ar de autenticidade aos procedimentos. Seria uma noite infernal, com ensaio ou não.

Tirei a máscara do rosto e respirei o ar frio. Atuar não era a minha praia. Alguns poderiam dizer que me falta o requisito básico: a habilidade de esconder as minhas emoções verdadeiras a qualquer momento. Outros diriam que me falta o carisma necessário.
Alguém puxou meu capuz.
— Oi, Boo.

Falando em carisma...
Virei-me e vi Puck sorrindo para mim por baixo do seu capuz. É claro que Little Demon não esconderia aquele rosto sob uma máscara nojenta. Quem iria querer cobrir um rosto perfeito como o de George Harrison Prescott?

— Você vai naquele lance lá do dormitório hoje à noite?
Só se você for, pensei.
— Acho que terá biscoito de graça. E álcool — respondi.

De alguma forma, nos afastamos das pessoas e fomos para um canto. Tínhamos o estranho hábito de fazer isso. Puck se apoiou em um castiçal de caveira que adornava a parede e sua túnica abriu, mostrando uma camiseta bem desbotada e uma boa parte do ombro sarado que dizia veja-só-como-malhei-muito-no-verão. Ai, George. Gosto dos ombros dele. Gosto do modo como eles conectam seus braços ao tórax. Gosto dos braços e do tórax que se conectam. Gosto das clavículas. Gostei do modo como ele me beijou no bar na última primavera...

— Bugaboo! — gritou Soze da escada. — Vamos à aula de Branch ou não?

Bugaboo. Essa sou eu.

— Vamos! — respondi, sem tirar os olhos de Puck. — Por que você não iria?
— Eles fazem um negócio... uma apresentação da história da Universidade Prescott. — Ele revirou os olhos. Gosto dos olhos dele. Pareciam duas moedas de cobre quando me chamou para dormir com ele. — Acho que já sei de cor.
Eles nem piscaram quando eu disse não.
— Porque vai começar em três minutos! — gritou Soze de novo.
Merda.
— Estou indo — respondi de novo. Olhei para Puck, forçando-me a lembrar por que eu lhe dissera não. — Sim, bem, até eu já sei de cor depois de três anos morando lá. E olha que nem sou uma Prescott.

Eu disse não porque ele não era apenas George Harrison Prescott. Também era Puck — o nome na sociedade dado ao cavaleiro em cada clube que tinha dormido com o maior número de pessoas.
E já naquela época ele era meu amigo e, o que era pior, meu irmão na sociedade.

— Olhe, chegue cedo e pegue algumas cervejas, depois saia de fininho antes da palestra.
Ele ergueu a sobrancelha.
— Você sai de fininho comigo?
Soze se aproximou.
— É agora ou nunca, Bugaboo. 

Nem me diga.


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Oieee lindos <3
Mais um capítulo, espero que gostem ^^
Curtiram o feriado ??? eu sim




Alguém vai na TNLT ??? 

bjss amores 

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7 comentários:

  1. Muito perfeito !!!!
    Posta logo amore !
    Beijos :P

    By - Milena...! :D

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  2. Perfeito o cap! SE AFASTE DA BUGABOO, PUCK!!!! ELA É DO POE.
    Obs: Algum diaa iremos saber para quem é dado o nome de Poe?? Tipo Puck é para quem dormiu com mais garotas... Espero saber!

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  3. Só observando sua ousadia Puck
    dou só na sua cara
    Poe seu lesado se outro pegar e tu não dou na tua cara tapado kkkkkkk
    Ainw Corea girl me redimi da minha piranhiceee
    e comentei
    kkkkkk
    beijos

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  4. Lindaaa bebe *-*
    Ta tudooo perfeito
    ansiosaaaa aquii para saberr mais
    beijoss

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  5. Socorooooooo q perfeito vei. posta logo pleaseeee

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Sem comentários ........... sem capítulos!