25/04/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 1 (Parte 2 / Temporada 2)




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George decidiu nos acompanhar até o seminário de Shakespeare. Levante a mão se estiver surpresa. Então partimos, três Coveiros saindo para o mundo claro e ensolarado da Universidade Eli que fica além de nosso mausoléu obscuro. George verificou se a barra estava limpa e saímos pela porta lateral e conseguimos evitar três estudantes despreocupados que estavam saindo do prédio de Arte & Arquitetura.

Veja bem, este é o problema de estar na Rosa & Túmulo: entrar e sair em plena luz do dia sem gritar para o mundo que você é um dos integrantes. Mas vale a pena. Pagamos o preço de um pouco de segredo e alguns rituais bizarros, recebendo em troca uma conexão com catorze pessoas que talvez nunca conheceríamos — ou gostássemos, se as conhecêssemos. (Declaro-me culpada por um desses preconceitos iniciais, já que eu detestava uma das minhas companheiras Coveiras antes de conhecê-la melhor. Que Perséfone abençoe a Rosa & Túmulo.)

Cortamos caminho pela High Street e passamos pela ponte para chegar ao Old Campus, também conhecido como central dos calouros. A diretoria de Eli acha que promove uma união entre as turmas se não isolar os calouros em suas "universidades" residenciais logo de cara, então, eles os reúnem nos dormitórios do maior e mais pitoresco pátio. Cinco sextos dos calouros moram ali (Duas delas mantêm seus calouros junto a elas por causa das restrições de espaço, e, pode acreditar quando eu digo, dá para reconhecer esses esquisitos só de olhar para eles. Um refrão comum aqui é: "Não conheço aquela pessoa. Ela deve ser do dormitório Strathmore ou Christopher Bright".)

Meu irmão mais velho Coveiro, Malcolm Cabot (também conhecido como Lancelot), disse que, em termos de manter segredo, o início do semestre é a época mais perigosa para os Coveiros. O mausoléu da Rosa & Túmulo fica bem em frente ao Old Campus, onde há cerca de mil calouros que já ouviram tudo a respeito de sociedades secretas e estão morrendo de vontade de descobrir muito mais. Hoje, porém, o Old Campus está perigoso por outro motivo: a guerra para atrair alunos.
— Protejam-se — disse Nick.

Fomos bombardeados por várias brochuras coloridas. Coro Russo, Clube dos Tripulantes, Festa de Direita, Cruzada do Campus por Cristo, Centro das Mulheres e equipe Carro Solar Ad Lucem ("em direção à luz" em latim, porque somos pretensiosos a esse ponto). Todas as organizações do campus estavam usando todas as forças para promover o seu grupo e tentar parecer o mais atraente possível para os calouros que ainda não haviam preenchido seus horários.
— Entre para a Sociedade do Anacronismo Criativo — disse um garoto usando uma armadura grande demais para ele e balançando uma espada de papel machê diante de George.
— Tarde demais — respondeu George. — Eu vivo isso.

Nick revirou os olhos e afastou o amigo antes que ele começasse a discutir como a Rosa & Túmulo poderia ser anacronicamente criativa. (George é nosso Coveiro mais relutante e, vindo de mim, isso significa muito.)
À minha esquerda, um jovem democrata e um Tory estavam brigando por causa de um lugar à mesa. (Sim, temos tories, ou seja, conservadores, em Eli, apesar do fato de a lealdade à Coroa ter acabado há 231 anos.) À minha direita jornalistas estranhos estavam ultrapassando os limites da minha antiga publicação, a Revista Literária de Eli. Saí do caminho para cumprimentar a nova editora-chefe, a aluna júnior Arielle Hallet. (Sim, temos as mesmas iniciais e, sim, ouvi piadas sobre não terem de trocar a borracha dos carimbos.) Passei as rédeas para ela na semana passada, depois de mandarmos para o prelo as matérias sobre os calouros, que sempre iniciavam o ano.
— Está aguentando firme, Ari?

Ela deu de ombros, abanando-se com algumas cópias da primeira edição do ano passado, feita por mim.

— Está quente como o inferno hoje. Você não tem visto Brandon, tem? Ele é o responsável pelas limonadas.

Tentei não demonstrar desagrado pelo modo pelo qual ela amassava as páginas. Ou pela menção ao nome do meu ex-namorado.

— Não, eu não o tenho visto.

Na verdade, eu ainda não o vi este ano. Ou desde a noite que ele terminou tudo comigo.
Mas a expressão no rosto de Arielle deixou claro que nada mais precisava ser dito. Nick agarrou meu braço e me salvou do momento estranho provocado por mim mesma.

— Aula. Vamos logo. Você terá tempo mais tarde para relembrar suas atividades abandonadas. — Abandonada era o termo certo. Nick não fazia idéia. — Você é uma sênior agora. Deixe o passado para trás.
Então, ele viu uma tentativa realmente patética de caligrafia feita pela equipe Julgamento Simulado.
— Ai, que droga, eles realmente destruíram nossa marca!
— Sim, Nick, você é um modelo bem real de como seguir em frente.

George, para quem o termo "atividades estudantis" sempre significou um caso mais particular, nos encorajava a continuar quando demos de cara com uma falange de cantores de capela, que estavam fazendo em Eli o equivalente à coreografia dos Jets & Sharks bem ali nos ladrilhos.
— Olá — cumprimentou uma garota jovem e animada, balançando suas tranças no rosto de George e empinando o peito, onde o nome de um dos diversos grupos de cantores de capela aparecia de forma proeminente. — Você canta?
— Hum... — disse George, olhando para a camiseta. — Eu...

Com certeza, eles pegaram uma integrante bem animadinha, pois seus colegas começaram com força total.

— Você canta? Você canta? Você canta? — gritavam eles, acenando com seus CDs. — Venha ao nosso show! Faça uma audição! Não é necessário ter experiência.
— Sai fora, cara — gritei para um barítono que estava cantando mantra para mim. — Ou vou tranformá-lo em um soprano. Não somos calouros e não estamos interessados.

O sistema grego em Eli é notoriamente frio. Temos algumas fraternidades e irmandades, mas não são muitos os alunos que entram e a pressa pan-helênica costuma ser imperceptível no meio de outros grupos de atividades estudantis. As sociedades secretas são apenas para alunos seniores, então os calouros que querem muito se enturmar acabam atraídos pela loucura do Ataque do Grupo de Cantores.

Você acha que as sociedades secretas são muito parecidas com fraternidades? 
Pois estas são as diferenças:

1) Você entra em uma sociedade secreta no final de seu período como aluno júnior, depois de ter passado quase três anos pegando o gosto pela faculdade, definindo seu lugar nela e decidindo qual o tipo de atividade que você quer fazer parte. Não é como Ataques, nos quais eles pegam os calouros em armadilhas para um compromisso de quatro anos ou mais em uma atividade, antes que eles tenham desfeito as malas.

2) Não existe período de Ataque para as sociedades. Eles não fingem que estão loucos por você se não estiverem interessados.


3) Em geral, você nem sabe por qual sociedade está sendo entrevistado até a noite em que lhe oferecem a oportunidade de se tornar um membro. Eu, pelo menos, não sabia, embora eu fosse um caso especial (conto mais sobre isso depois).



Assim que passamos pelos cantores, um trio divinamente silencioso entregava panfletos fazendo a propaganda de um grupo de oração. Vi uma Coveira no grupo.

— Jenny, por onde andou? — chamei. — Odile ficou enlouquecida.

Jennifer Santos, também conhecida como Lucky na linguagem da Rosa & Túmulo, olhou para os colegas e depois para mim. Seus olhos estavam arregalados. Ela se aproximou de mim e falou em voz baixa:
— O que aconteceu com a discrição, Demi?
— O que aconteceu com o ensaio? — replicou George, mas Jenny, como sempre, o ignorou.
— Olhe, eu tinha um outro compromisso.
Nick cruzou os braços.
— Nós somos mais importantes.

Subtexto: além disso, você é uma sênior e está na hora de parar com atitudes infantis.

— Não — respondeu ela. — Vocês não são. Já estou com esses caras há três anos.
— Você fez um juramento dizendo que viríamos sempre em primeiro lugar — argumentou Nick.
Ela estreitou os olhos.
— Fiz muitas promessas. Algumas mais importantes do que outras.
Entrei no meio dos dois.
— Tudo bem, gente. Vamos nos acalmar. Tenho certeza de que Jenny decorou a sua parte.
Ela me lançou um olhar gelado.
— Pode apostar que sim.
Nesse exato momento, um outro membro do grupo de Jenny se juntou ao nosso pequeno círculo. O recém-chegado era alto e tinha cabelos louros que chegavam à altura dos ombros e sobrancelhas fortes.
— Algum problema, Jennifer?
— Não — respondeu ela. — Esses caras são seniores e não estão interessados no que temos a oferecer.
— Que pena — disse o jovem rapaz.
Nick ergueu a mão.
— Tanto faz, cara. Eu tenho os meus profetas e você tem os seus.
O garoto virou para ele.
— Gostaria de saber exatamente de quem você é devoto, Nichonas Silver.
— Do mesmo Deus que você, cara.
— Sabendo o que sei sobre pessoas do seu tipo, duvido muito.

Nesse momento, Jenny e eu colocamos a mão no ombro de nossos respectivos amigos e os afastamos um do outro. As palavras que saíam da boca de Nick não eram nem um pouco louváveis, e brigar com um colega por causa de diferenças religiosas não ajudaria em nada sua carreira política. George resolveu me ajudar a salvar Nick de si mesmo.
— Jenny, vemos você mais tarde? — perguntei, enquanto arrastávamos Nick.

Ela me olhou de cara feia, como se eu não tivesse o direito de falar com ela na frente de seus outros amigos. Cara, acho que vou tocar nesse assunto na próxima vez que as Coveiras se encontrarem. Juramentos de sigilo eram uma coisa, mas Jenny estava levando isso longe demais.
As fileiras de promotores de atividades estudantis foram diminuindo conforme chegamos ao fim do pátio e nos esprememos no prédio de estudos de inglês. Entramos na sala da palestra no momento em que o carrilhão da Hartford Tower anunciou 3h.

O professor Branch já estava na frente da turma, pontificando o próprio brilhantismo e domínio na área e verificando as garotas bonitas que tinham vindo adorá-lo nesse semestre.
Encontramos três cadeiras no fundo da sala e nos sentamos. Olhei à volta em busca de um programa de estudos sobressalente, e uma garota com cabelo escuro e cacheado sentada próxima ao púlpito na frente da sala começou a discutir com o professor sobre um dos trabalhos.
Ele não gostou muito disso.
George me cutucou.
— Veja, é Mara Taserati.

Um dos membros ausentes, em carne e osso. Observei a garota enfrentar o famoso professor e percebi por que os Coveiros a acharam tão atraente. Como a maioria das mulheres que formava a minha turma — a primeira a incluir mulheres —, Mara era uma jogadora poderosa. Classificada entre as primeiras alunas do corpo estudantil da área política, ela se achava a jovem Ann Coulter. Ela não estivera no campus no semestre passado, então, embora tivéssemos sido informados de que ela aceitara entrar para a Rosa & Túmulo, ela ainda não tinha sido iniciada no Ordem.

— Você sabia que ela estaria aqui? — sussurrei para George.
— Não, eu só estou muito interessado em Shakespeare. O que você acha? — Ele abriu a camisa xadrez que usava sobre a camiseta e vislumbrei um papel lustroso com as bordas pretas. — Veja isto, Boo.

Ficando em pé, ele seguiu para a frente do auditório. George, sendo George, logo atraiu o olhar de todas as mulheres. Chegou até o púlpito, pegou três cópias do programa de estudos, cumprimentou o professor Branch e voltou. Piscou par mim através dos óculos de armadura de cobre e me entregou uma cópia.

— Uau, mas que manobra, George — elogiou Nick, com uma admiração debochada. — Acho que nunca vi alguém interromper uma palestra de forma tão perfeita.
— Continue observando.

Mas nada aconteceu nos 45 minutos que se seguiram, exceto pela palestra realmente inspiradora sobre a teoria de que, graças à ficcionalidade, o universitário mimado Hamlet na verdade era uma pessoa mais real que qualquer um dos universitários sentados naquele auditório assistindo à palestra do professor Branch. Talvez, depois que nossos tios matassem nossos pais e se casassem com nossas mães, conseguíssemos chegar aos pés dele. Estávamos juntando nossas coisas, quando ouvimos alguém arfar.
Mara Taserati estava olhando para a própria bolsa, com a mão contra a boca. Como ela não se mexeu, os outros alunos passaram se espremendo por ela. Nick e eu recostamos juntos nas cadeiras e aguardamos enquanto o auditório esvaziava. George colocou os braços atrás da cabeça e os pés sobre o espaldar da cadeira da frente. Diante de nós, Mara retirou da bolsa um envelope quadrado branco, com bordas pretas brilhantes e selado com uma gota de cera escura.

Eu sabia o que havia naquele envelope. Afinal, um tempo atrás, recebi um idêntico. Ela ergueu os olhos para a nossa fileira. George ficou em pé e, lentamente, seu sorriso infame e esperto ganhou um novo significado.

— Bem-vinda de volta, Mara — disse ele, com uma voz que me fez entender por que Odile lhe deu um papel com falas nos procedimentos. — Como foi a viagem?

Mesmo a 12 fileiras de distância, percebi que ela estremeceu.




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Oiiie lindos ^^ 
Está ai >.<
amanhã não sei se vou poder postar, mas se der eu passo aqui =)
bjss

COMENTEM


23/04/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 1 (Parte 1/ Temporada 2)


(TNLT começou #Brasil <3 <3 muito amor)

Por meio desta, eu confesso:
não somos como os outros alunos da faculdade.

1.

Neófitos

Era o período de compras na Universidade Eli e. para que você não pense que este é um daqueles livros sobre moda, permita que eu esclareça alguns pontos. Os alunos de Eli não compram Prada, e sim Proust; eles não buscam boas promoções, mas sim aulas interessantes; e ficariam satisfeitos em abrir mão de um desconto de quarenta por cento em um Fendi para ter uma seção de fractais que não estivesse lá no alto da Montanha da Ciência.

Como sênior acho esse período de compras bastante intenso. Era a minha penúltima chance de descobrir um seminário oculto valioso, sobre o qual eu me lembraria com saudades, depois que eu saísse de Eli, como uma das memórias radiantes que a música Keep Up de Cole Porter diz, Em muitos aspectos, minha última chance de assistir a palestras ministradas pelos mais famosos e notáveis professores da faculdade.

— O quê? Você não fez a matéria de Shakespeare com o professor Herbert Branch? — perguntariam os empregadores com um tom de incredulidade na voz. — Então, Demetria Lovato, o que você estava fazendo em Eli?

E eu não poderia dizer a eles, porque fiz um juramento de nunca revelar a verdade: enquanto os outros alunos de Literatura tentavam se matricular na aula de Branch, eu estava agachada nas sombras de um chão frio de pedra, vestindo uma túnica preta longa e uma máscara de caveira, ensaiando um ritual de iniciação esotérico que exigia que eu ficasse deitada em silêncio, aguardando que um colega inocente passasse para que eu pudesse me erguer, jogar pó fluorescente no seu rosto e gritar "Bu".
Como se algum dia eu fosse admitir isso.

— Ei, Little Demon! — chamei da escada. — Eu queria tentar comprar um seminário hoje à tarde, então será que podíamos adiar a parte sem fala?

Keyser Soze, também conhecido como Nick Silver, saiu de trás de uma torre de restos humanos.

— A aula de Branch? Eu também queria fazer essa aula.

Créditos. Branch era um professor famoso em Eli e seria ótimo para as aspirações políticas de Josh acrescentá-lo em seu curriculum vitae. Little Demon, que no momento levitava sobre uma poça de sangue, ergueu uma sobrancelha perfeita e afastou dos olhos uma mecha do cabelo castanho (ela o pintara dessa cor durante o verão).

— Eu deveria ter ido à reunião do sindicato — suspirou ela. — Vocês simplesmente não entendem o ramo de entretenimento.

(A propósito, aquela reportagem sobre Little Demon publicada pela US Weekly que falava sobre o final de semana de 4 de Julho é completamente mentirosa. Odile Dumas não estava "servindo" nenhum ex-membro de banda em Tijuana; estava comigo e outros Coveiros na festa dos patriarcas em Fire Island. E pode dizer o que quiser sobre a estrela de Hollywood, ela tem um gosto muito melhor que ficar com um bando de tenores magricelas. Se esse fosse o seu estilo, ela estaria bem servida aqui mesmo, pois temos grupos musicais mais que suficientes no campus.)

Thorndike, pendurada abaixo dela e segurando um tridente maligno, cutucou Little Demon em seu traseiro moldado pelas aulas de Pilates e envolto em jeans de marca.

— Não podemos deixar os Motoristas entrarem no mausoléu — lembrou ela.

Megan "Thorndike" Robinson era nossa residente perita em dar-poder-às-pessoas, então ela saberia disso.

— Mas concordo com eles — continuou ela. — Tem um simpósio Sobre Divisão Racial no século XXI que gostaria de ir às 3h.

Os outros participantes fantasiados também começaram a reclamar sobre as aulas que estavam perdendo. Bond, o contingente britânico do nosso grupo, queria assegurar um lugar no seminário de poesia. Frodo precisava ir a uma reunião da Associação de Cinema de Eli. Big Demon tinha fisioterapia marcada no ginásio. Kismet ia dar aulas de suali. E Graverobber, a quem nunca vi em uma sala de aula de Eli, precisava encontrar um homem para falar sobre um cavalo de sua propriedade.
Little Demon suspirou, soltou-se do gancho que a prendia e pulou no chão.

— Tudo bem, mas não me culpem se os novos iniciados acharem que estão sendo enganados durante a cerimônia.
— Com esses efeitos especiais, duvido muito — respondi.

Little Demon conseguiu, de alguma forma, convencer um cara dos efeitos especiais de seu estúdio a nos emprestar um monte de coisas usadas em filmes de terror antigos para a iniciação que estávamos preparando para os convocados da Rosa & Túmulo que estavam fora do país durante o nosso ano como novatos. Sem ofensa aos clubes anteriores (jargão da sociedade para a turma de cada ano) e seus esforços sublimes para amedrontar os neófitos, mas há algo em colocar os convocados dentro do mesmo caixão que uma vez abrigou Bela Lugosi que acrescentava um ar de autenticidade aos procedimentos. Seria uma noite infernal, com ensaio ou não.

Tirei a máscara do rosto e respirei o ar frio. Atuar não era a minha praia. Alguns poderiam dizer que me falta o requisito básico: a habilidade de esconder as minhas emoções verdadeiras a qualquer momento. Outros diriam que me falta o carisma necessário.
Alguém puxou meu capuz.
— Oi, Boo.

Falando em carisma...
Virei-me e vi Puck sorrindo para mim por baixo do seu capuz. É claro que Little Demon não esconderia aquele rosto sob uma máscara nojenta. Quem iria querer cobrir um rosto perfeito como o de George Harrison Prescott?

— Você vai naquele lance lá do dormitório hoje à noite?
Só se você for, pensei.
— Acho que terá biscoito de graça. E álcool — respondi.

De alguma forma, nos afastamos das pessoas e fomos para um canto. Tínhamos o estranho hábito de fazer isso. Puck se apoiou em um castiçal de caveira que adornava a parede e sua túnica abriu, mostrando uma camiseta bem desbotada e uma boa parte do ombro sarado que dizia veja-só-como-malhei-muito-no-verão. Ai, George. Gosto dos ombros dele. Gosto do modo como eles conectam seus braços ao tórax. Gosto dos braços e do tórax que se conectam. Gosto das clavículas. Gostei do modo como ele me beijou no bar na última primavera...

— Bugaboo! — gritou Soze da escada. — Vamos à aula de Branch ou não?

Bugaboo. Essa sou eu.

— Vamos! — respondi, sem tirar os olhos de Puck. — Por que você não iria?
— Eles fazem um negócio... uma apresentação da história da Universidade Prescott. — Ele revirou os olhos. Gosto dos olhos dele. Pareciam duas moedas de cobre quando me chamou para dormir com ele. — Acho que já sei de cor.
Eles nem piscaram quando eu disse não.
— Porque vai começar em três minutos! — gritou Soze de novo.
Merda.
— Estou indo — respondi de novo. Olhei para Puck, forçando-me a lembrar por que eu lhe dissera não. — Sim, bem, até eu já sei de cor depois de três anos morando lá. E olha que nem sou uma Prescott.

Eu disse não porque ele não era apenas George Harrison Prescott. Também era Puck — o nome na sociedade dado ao cavaleiro em cada clube que tinha dormido com o maior número de pessoas.
E já naquela época ele era meu amigo e, o que era pior, meu irmão na sociedade.

— Olhe, chegue cedo e pegue algumas cervejas, depois saia de fininho antes da palestra.
Ele ergueu a sobrancelha.
— Você sai de fininho comigo?
Soze se aproximou.
— É agora ou nunca, Bugaboo. 

Nem me diga.


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Oieee lindos <3
Mais um capítulo, espero que gostem ^^
Curtiram o feriado ??? eu sim




Alguém vai na TNLT ??? 

bjss amores 

COMENTEM 



Sociedade Secreta - Prólogo (2 Temporada)




Por meio desta, eu confesso: 
não entendia o que significava ser uma Coveira.

Quando você imagina a sociedade secreta Rosa & Túmulo, sei o que vê. Chefes de Estado poderosos, empreendedores ricos, espiões astutos. Sombria, secreta e sempre no controle. Os que tentaram se infiltrar em nossa irmandade desapareceram sem deixar rastros. Os que se atreveram a revelar nosso estilo clandestino aprenderam o verdadeiro significado do termo "capa e espada". Sofremos muito para cultivar nossa imagem e nada nos impedirá de mantê-la.

Desde os primeiros anos de nossa existência, nossa ordem foi protegida por uma sólida rede de ricos e poderosos em todo o país e no mundo inteiro. Agora, os que nos desagradam descobrem rapidamente o quão longe chegaram nossos tentáculos, e os que nos agradam vivem como um dos eleitos. De fato, as pessoas que nos desprezam dizem que os favoritos da Rosa & Túmulo fizeram um pacto com o diabo — e nós deixamos que pensem assim.

No que diz respeito ao mundo exterior, a historia da Rosa & Túmulo não existe. Somos eternos e imutáveis, uma linhagem secular de clubes monolíticos e onipotentes. Cada um de nós procurou continuar o trabalho e manter as tradições,os preconceitos e os campeões anteriores. Nunca houve um dissidente. Nunca houve atrito. Nunca houve.. um traidor. Não mesmo. É sério. Eu juro.

Não acredita em mim? Então, entre um pouco e testemunhe a verdade. Sinta o gosto do poder absoluto. Roube um beijo de sua fantasia mais louca. De uma olhada no que poucos olhos viram.
Mas tenha cuidado. Você já ouviu o que gostamos de fazer com os estranhos...

O CLUBE C177 DA ROSA & TÚMULO:

1) Clarissa Cuthbert: Angel 
2) Gregory Dorian: Bond 
3) Odile Dumas: Little Demon 
4) Benjamin Edwards: Big Demon 
5) Howard First: Number Two 
6) Demi Lovato: Bugaboo 
7) Nikolos Dmitri Kandes IV: Graverobber 
8) Kevin Lee: Frodo 
9) Omar Mathabane: Kismet 
10) George Harrison Prescott: Puck 
11) Megan Robinson: Thorndike 
12) Jennifer Santos: Lucky 
13) Harun Sarmast: Tristram Shandy 
14) Nick Silver: Keyser Soze 
15) Mara Taserati: Juno


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Heeeeeeeeeeeeeey ... começando hoje a segunda temporada ;) 
vou postar o capítulo 1 daqui a pouco ^^

COMENTEM !!!



22/04/2014

Divulgações + Avisos




Oie gente ... pessoas me pediram pra divulgar seus blogs, e aqui estou eu :3
Desculpe a demora ^^

Curtinhas

The Rocker That Needs Me

Die



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Aviso

Bom, viram que eu coloquei uns ícones de redes sociais ali em cima dos posts né ?? são as paginas do blog nas redes sociais e meios de contato comigo ... então vamos lá, CURTA, SIGA ... go go go!

Fiz um grupo no face pro blog ;)
Ali vou colocar avisos, spoiler e outras coisas, além que vocês tbm podem publicar coisas da Demi, Joe, Jemi ... vocês que sabem kkkk 


Entrem ^^

Hoje ainda tem capítulo .. fiquem ligados *-*

bjsssssss


18/04/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 15 (Último/ Parte Final)




___________ 

Considerando-se tudo que havia acontecido, montar a edição de formatura da revista literária foi muito mais fácil do que eu esperava. Brandon e eu arrumamos nossos horários com o propósito expresso de passar o mínimo de tempo possível no mesmo aposento. Ele assumiu a parte gráfica, enquanto eu me concentrava nas matérias apresentadas e em como organizar a revista para que os textos formassem um todo significativo (ou tão significativo quanto um bando de aspirantes a Jack Kerouac supercultos podiam ser no meio da semana de provas). Deixei grande parte do trabalho de layout para os alunos do segundo ano que estavam entrando e, apesar do fato de minhas horas no escritório da revista literária serem muito menos alegres e terem muito menos aviões de papel, nunca passei momentos tão agradáveis ali. Talvez eu apreciasse tanto a oportunidade porque temia que fosse a última. Afinal de contas, eu ainda não arrumara um emprego de verão. Tinha quase certeza absoluta de que os próximos meses me veriam empilhando calças cáqui na GAP mais próxima. 
Na noite antes da formatura, as primeiras cópias de "Ambição" chegaram quentinhas da gráfica, e eu folheei uma, surpresa como cada página recém-impressa parecia estranha aos meus olhos. Diferente de outras edições, eu não havia estudado cuidadosamente o tamanho da fonte de cada manchete, não havia sofrido com a disposição dos anúncios. Até a arte da capa fora escolhida pelo Brandon e, como se estivesse fazendo uma última piada pessoal, ele escolhera uma foto da silhueta de um rapaz contra um fundo urbano, mirando a cidade com um olhar ardente. Parecia, como eu suspeitava que seria, um anúncio de perfume. 
No entanto, achei que era perfeito para o tom melancólico e severo da maioria dos contos. Brandon, como sempre, mostrava ter um gosto excelente. Eu planejara ficar para a formatura, tanto para coordenar a distribuição da revista quanto para comparecer à colação de grau de Glenda Foster. Como os dormitórios estavam fechados, acampei no mausoléu, e descobri que não era a única Coveira que tinha esse plano. Na noite anterior ninguém dormira nada, já que um bando de patriarcas que havia chegado cedo para os eventos da formatura no dia seguinte aproveitou a oportunidade para ensinar aos alunos Coveiros a velha tradição do Kaboodle Bali, cujas regras, sinto dizer, são complicadas demais para relatar sem a ajuda de mapas, gráficos e marionetes pequenas e multiarticuladas. E meio um esconde-esconde misturado com rugby, golfe e Calvinball. 
A manhã da formatura estava clara e surpreendentemente fria para a estação, Eu me ocupei enviando três membros da revista literária para os centros de distribuição, mas me assegurei de pegar uma cópia do Eli Daily News também. Surpreendentemente, trabalhar com Genevieve não fora o fardo que eu previra. Acho que minha avaliação inicial estava correta. Ela não era uma bruxa do mal — só era ambiciosa, estava com o coração muito partido e desesperada por vingança. Eu não esperava que sua história fosse lisonjeira com a sociedade, mas era o menor dos males. 
Estava na terceira coluna da matéria quando alguém na minha frente limpou a garganta. Olhei para cima e vi duas figuras de capa preta e capuz: um alto, magro e pálido, com olhos cinza irados; o outro, bronzeado e louro, com um sorriso enorme que era incapaz de esconder. 
— Você é a fonte secreta? — Poe soltou. 
Olhei atônita para ele. 
— Eu garanto que estou tão chocada em ver essa matéria quanto você. 
Malcolm mordeu o lábio, mas seus olhos transmitiam gratidão.
 — Essa história é um escândalo! — Poe gritou. — Revela tudo sobre nossos trabalhos internos! 
— Qual é — disse Malcolm, encontrando finalmente sua língua. — Na verdade, ela só diz que a Rosa & Túmulo finalmente abriu a filiação para mulheres. 
— E que houve um conflito interno a respeito disso — Poe mandou de volta. 
— Uma bela matéria de jornalismo investigativo — observei. — Acho que a autora mora debaixo do Malcolm. Provavelmente nos ouviu na reunião na outra noite.
— Eu não daria muita importância — Malcolm deu um tapinha no ombro de Poe. — Não é a primeira história que alega ter desvendado os nossos segredos e não será a última. 
— Também não entra em detalhes específicos — acrescentei, — A não ser por essa parte sobre como alguns dos patriarcas mais desgastados pela idade montaram um pequeno protesto do lado de fora do mausoléu. No mínimo, acho que faz um belo trabalho ao desviar do verdadeiro cerne do problema. A fonte, quem quer que seja, manipulou essa repórter direitinho — olhei para Malcolm, cujas sobrancelhas me informaram para não abusar da sorte. 
Nós três nos dirigimos de volta à multidão de formandos e suas famílias. 
— Malcolm! — gritou uma mulher loura, apontando uma câmera digital na nossa direção. Devia ser a Sra. Cabot. Os dois rapazes se inclinaram para perto de mim e todos nós sorrimos para a foto mas, assim que o flash se apagou, a expressão de Poe voltou a ficar sombria. 
Quando Malcolm se afastou para ver como a foto saíra, Poe virou-se para mim. 
— Eu queria lhe agradecer — ninguém jamais soara menos grato. 
— Por quê? 
Ele fechou os olhos por um momento, como se estivesse se fortalecendo. 
— Por se manifestar em Nova York. Não sei o que eu estava pensando. O Sr. Gehry simplesmente me convenceu... — ele deixou a frase morrer e então balançou a cabeça. — Eu me esqueci de algumas coisas. Você me fez lembrar. 
— Ah. De nada. — Ficamos em um silêncio constrangedor por mais alguns momentos, antes de eu levantar um tópico neutro. — Então, o que vai fazer neste verão? 
— Não vou trabalhar na Casa Branca — ele sorriu melancolicamente. 
— Sinto muito — falei. Então, nem tão neutro assim, mas pelo menos explicava por que Poe, de todas as pessoas, traíra seus irmãos. A ambição, pensei, pode ser uma coisa perigosa. 
Talvez eu estivesse feliz por ainda não ter determinado a forma exata da minha. 
Ele encolheu os ombros. 
— Tudo bem. Pelo menos posso me olhar no espelho todas as manhãs. Mas provavelmente vou estar em Washington fazendo... alguma coisa. E você? 
Dei de ombros. 
— Estou tentando decidir entre duas ofertas brilhantes, numa cafeteria e numa lanchonete. 
E, como eu não via motivo para continuar com essa entrevista mais tempo do que o necessário, acrescentei: 
— Bem, parabéns pela formatura. Eu lhe desejo sorte na Faculdade de Direito de Eli no ano que vem. 
E espero não vê-lo mais do que o estritamente necessário. 
— Boa sorte para você também — disse Poe, olhando" além de mim, para o mausoléu na esquina. —Tenho a sensação de que vai precisar. 

Ele saiu trotando e eu revirei os olhos. Já vai tarde. 
O que diabos Malcolm via naquele cara? 
Malcolm voltou logo depois. 
— Vocês dois tiveram a chance de conversar? 
— Trocamos insultos ligeiramente velados, por aí. 
Ele suspirou. 
— Sabe, Demi, realmente devia lhe dar uma chance. Ele náo é tão mau quanto você pensa. 
Inclinei a cabeça e virei-me para ele. 
— Malcolm, ele é...? 
Ele jogou a cabeça para trás e riu. 
— Não, Demi. Ele é meio perturbado, mas é totalmente hétero. — Aí ele deu um tapinha no jornal em sua mão. — Obrigado, eu não posso... nunca vou poder lhe agradecer o suficiente pelo que fez. Não como você fez, como pensou nisso, mas... você é incrível. 
— Para que servem as irmãs mais novas? — Apontei com a cabeça na direção de seus pais. — Vai contar a eles? 
Malcolm respirou fundo e sua expressão ficou sombria. 
— Vou. Em algum momento. Em breve, em algum momento. Nós vamos para um chalé nas montanhas todo verão. Meu pai e eu gostamos de sair para caçar. Acho que vou lhes contar lá. Longe da imprensa e tudo mais. 
— Boa idéia. Mas posso fazer uma sugestão? Tenha certeza de que as armas não estejam carregadas. 
Ele mostrou os dentes brilhantes. 
— É. 

Eu já podia ver o alívio refletido em seu rosto. O que quer que Malcolm dissesse, estava cansado de mentir para seus pais. Eu torcia para que desse tudo certo, mas não esperaria férias felizes para a família Cabot.
 Logo depois de deixar Malcolm, encontrei mais um Coveiro — o homem que havia se sentado ao meu lado no Eli Club, fazendo anotações. Seu cabelo castanho-avermelhado, fartamente salpicado de cinza, brilhava sob a luz do sol da manhã. 
— Demetria Lovato! — falou alegremente, sacudindo minha mão para cima e para baixo. — Estou tão feliz por tê-la encontrado. Gus Kelting — ele se inclinou para perto —, Horace, C142. 
— Mais uma vez nos encontramos — disse eu. E, desta vez, ele estava falando comigo. Ótimo, porque eu ainda tinha algumas perguntas que haviam sobrado daquela tarde. — Queria lhe perguntar, por que não nos defendeu em Nova York... Vi as anotações que escreveu para mim. 
— Eu perdi na votação — Kelting admitiu. — Não tinha permissão para falar. E, acredite, foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. Mas acho que você os pegou. Contei para todos os meus amigos Coveiros. Ficamos muito impressionados com você. Eu fiquei muito impressionado. — Ele puxou uma cópia de "Ambição". — Li isto ontem à noite. 
— Muito impressionante... também. 
— Obrigada, senhor. 
— E, como provavelmente pode ver pelo meu vocabulário limitado, não sou um cara de muitas palavras. Meu negócio é economia. 
Está bem. 
— Legal. 
Aonde ele estava querendo chegar com isso? 
— O negócio é o seguinte, Srta. Lovato. Soube que está com um probleminha de trabalho e sei que os Coveiros são... culpados por isso. Quero compensá-la. Trabalho em um núcleo de idéias em Washington e temos um projeto este verão no qual precisamos de alguma ajuda. Estamos tentando estabelecer um programa de reintegração para mulheres exploradas e, como parte de nossa proposta de patrocínio, estamos montando um livro de narrativas. Algumas das histórias são de partir o coração. Mas essas senhoras não são escritoras. Algumas delas nem são alfabetizadas. Acho que uma pessoa com suas habilidades editoriais seria útil. 
Fiquei olhando para ele por um momento, incrédula. 
— Está me oferecendo um emprego? 
— Não paga muito mais do que o mínimo, mas também encontraremos alojamento. Sei que não é Nova York... 
— Um trabalho editorial? 
— É. Com uma boa dose de responsabilidade ligado a ele. 
De alguma maneira, consegui não derrubá-lo no chão. Isso era muito mais legal do que ficar xerocando formulários! E Lydia estaria em Washington neste verão (Poe também, mas quem se importa? É uma cidade grande). 
— Uau, Sr. Kelting. Obrigada! 
— Não, Demi, obrigado a você. Além do mais, você é uma Coveira, nós vamos deixar que passe o verão trabalhando como frentista? — ele sorriu, — Venha cá, quero que conheça alguém. 
Ele pegou a minha mão e me levou pelo gramado até uma moça com longos cachos ruivos e beca de formando. 
— Demetria Lovato, esta é minha filha, Sarah Kelting. Dra. Sarah Kelting. Ela se formou em medicina hoje. 
— Estou vendo — falei. 
Sarah riu e apertou minha mão. 
— Pai, você vai me apresentar assim de agora em diante? 
— Pode apostar! — disse ele, sorrindo. — Ou pelo menos, até eu receber de volta o que paguei. 
— Então, em outras palavras, de agora em diante — a mulher provocou. — Sarah, Demi acabou de concordar em vir trabalhar para a minha empresa neste verão. 
— Sinto ouvir isso — ela piscou para mim. — Tem lugar para morar em Washington? Tenho uma amiga que está tentando sublocar seu apartamento em Adams Morgan, um bairro superdescolado. Você vai amar. — Ela olhou para o Sr. Kelting — Sua firma vai pagar, certo? 
Ele passou os braços em volta da filha. 
— Ela é tão espertinha, Demi. Isso vem de não ter com quem competir enquanto estava crescendo. Éramos só nós dois. 
Ele se inclinou para perto e baixou a voz em um sussurro conspiratório. — Quando entrou em Eli, eu queria que ela... você sabe. Mas eu sabia que não ia acontecer. Por isso fiquei tão feliz em ver vocês, meninas. Já era hora. E, quando se levantou lá... — ele riu. — Você me lembrou a minha Sarah. Eu queria que vocês entrassem, por todas as Sarahs. 
Sarah revirou os olhos e sacudiu os ombros, afastando Kelting. 
— Pa-a-ai — disse. — Quer parar de falar nos você-sabe-quem-veiros? 
Ela olhou para mim e sacudiu a cabeça em consolo. 
— Ele a está aborrecendo com historinhas sobre aquele clubinho idiota de meninos? 
Mas eu troquei olhares com Gus Kelting, cujo broche da Rosa & Túmulo, de um dourado mais profundo e envelhecido, brilhava no colarinho de sua camisa. 
— Não é um clube de meninos — falei. 
Não mais. 
— É uma das sociedades secretas mais poderosas do mundo. 
Eu devo saber. Eu sou um membro.



Fim___ 1 Temporada


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Booooom, por hoje é só 3 post ^^ 
amanhã ou domingo eu já começo a 2 temporada u.u
Boa noite meus amores ^^

COMENTEM!!!

Sociedade Secreta - Capítulo 15 (Último/Parte 2)




____________ 

Muito bem, vamos falar de coisas mais alegres. Acabou que os seniores conseguiram mobilizar a população de patriarcas muito mais rápido do que qualquer um esperava e, lá pelo meio da Semana de Leitura, nós tínhamos nossa resposta: as garotas estavam dentro. Compreensivelmente, os novos convocados passaram o resto da semana acampados no mausoléu, o que me ajudou a tirar Brandon e o resto da minha vida bárbara da cabeça. 
Aprendi onde ficavam todos os recantos e alcovas, cômodos secretos e escadarias escondidas. Examinei a biblioteca e descobri o código exato que fazia as línguas instaladas nas arandelas de caveira do segundo andar tremerem (Os Coveiros têm um senso de humor muito esquisito). E, é claro, estudei como uma louca para as provas finais e descobri que a coleção de exames na biblioteca da Rosa & Túmulo era tão útil quanto prometido. 
Um mausoléu de sociedade secreta durante a Semana da Leitura é realmente algo digno de se ver. Em todos os lugares, os Coveiros haviam montado pequenos campos para concentrar suas tropas e preparar para a batalha. Você vagava pelas salas em uma pausa de 15 minutos do estudo e via minúsculos microcosmos acadêmicos em cada canto. De todas as superfícies planas, de uma cristaleira vazia a uma vitrine de vidro que guardava espadas enferrujadas da Guerra Civil, pareciam germinar famílias de cadernos de espiral, fotocópias, livros e laptops cujos cabos infinitos serpenteavam pelos corredores a procura de uma ilusória tomada sem uso. 
Os espaços em volta dos quartéis-generais estavam cheios de garrafas de refrigerante vazias e porta-copos de papelão, invólucros de sanduíches e sacos de batatinhas murchas. Por perto estaria o local de dormir de um aluno, identificável apenas porque normalmente incluía uma superfície plana ligeiramente mais confortável e um travesseiro improvisado (normalmente um sofá e um casaco enrolado, ainda que Greg Dorian muito criativamente utilizasse um mangusto empalhado e uma mesa de bilhar). Minha casinha era o anteriormente mencionado banco na janela na Biblioteca Principal (nenhum pedaço de corpo, só livros) que dava para o bem cuidado pátio. O jardim externo da Rosa & Túmulo podia parecer abandonado e pouco convidativo, mas o interno era o paraíso. Engraçado como tantas coisas funcionavam assim. 
Uma semana depois, tomei meu lugar na sala de aula do professor Muravcek, três lápis número 2 na mão e uma boa dose de serenidade no meu cérebro. Ia me sair bem, apesar de não ter lido umas boas 500 páginas do GEP. 
Eu ainda não havia entendido que minha posição era ainda melhor do que pensava. O professor assistente no tablado ergueu várias pilhas de exames e começou a subir os degraus, entregando mais ou menos uma dúzia na ponta de cada fileira. Ergui meu pacote de provas da dita pilha e passei o resto adiante. Quando havia terminado de distribuir o material, ele voltou para a frente da sala, escreveu a hora no quadro-negro e disse: 

— Comecem. 
Abri meu pacote e um cartãozinho branco minúsculo caiu. 


Cara iniciada, Espero sinceramente que você tenha estudado atentamente 
a prova final de 1985. 
Provavelmente vai ser útil neste momento. 
Saudações da 312 
Shandy, C171 


Olhei de novo para o professor assistente, que estava remexendo em papéis no tablado sem olhar para mim com muita determinação. Outro Shandy, igual ao Harun. Fiquei imaginando se algum dia haveria outra Bugaboo. Quarenta e cinco minutos depois, terminei minha prova, juntei minhas coisas e me dirigi à mesa lá na frente. 
— Já acabou? — perguntou o professor. 
— Mil novecentos e oitenta e cinco foi um bom ano — falei. 
Era o ano em que eu havia nascido. É claro que eu ia escolhê-lo na grande coleção dos Coveiros, nem que fosse só para ver que tipo de perguntas eles achavam que eram importantes na época. 
— Sabia que acharia isso — ele sorriu. — Estamos todos muito impressionados com você, sabe. 
Corei. 
— Eu não fiz nada. 
— Ah, fez sim. Se colocou diante dos outros. Depois da pontualidade, é a melhor qualidade para se ter. — Ele limpou a garganta. — Uma pena que não estivesse na minha aula. Eu faço uma festa de pizza para todos os meus alunos lá em casa. Você podia ter visto meu, hum, relógio de pêndulo de alta precisão. 
Não acredito que essa história se espalhou. 
— Está me provocando, certo? 
— Eu lhe diria — falou, piscando para mim —, mas aí teria que matá-la. — Ele apontou para o meu exame. — Tem certeza de que não tem mais nada a me dizer sobre Kitty e Levin? 
Eu estremeci. 
— Sem querer ofender, mas acho que literatura russa não é a minha praia. Além do mais, há algo que preciso fazer. — Havia um dos meus que precisava de mim. — Assuntos bárbaros. 
Ele me saudou de gozação.
— Então, vá, irmã. 

Fui direto para o escritório do Eli Daily News. O EDN, diferente da minha humilde publicação, ocupava uma estrutura que era um verdadeiro castelo gótico no campus. Há muito tempo, o prédio fora o lar de uma sociedade secreta rival, que há muito havia desistido do fantasma e doado a propriedade para a universidade, que acrescentara janelas e o entregara para seu ilustre meio de comunicação. 
Genevieve estava em sua mesa no minúsculo escritório particular e, tenho de reconhecer, conseguiu esconder a maior parte do choque que sentiu quando irrompi em sua sala, Mas não todo. 

— Oi — falei. — Precisamos conversar. Posso me sentar? 
— O quê... o que está fazendo aqui? 
— Vou lhe dar uma chance para adivinhar. 
Seus olhos se moveram rapidamente para a porta atrás de mim, como se eu estivesse escondendo uma tropa de assassinos mercenários. 
Melhor cortar o mal pela raiz. 
— Vim aqui para falar sobre uma das coisas que você propôs para a edição de formatura do EDN. 
— Ah, é? — ela ergueu a sobrancelha. 
— Gostaria de oferecer uma alternativa. — Ela se iluminou, mas ergui minha mão. — Não a que você sugeriu. Nunca fui fã de chantagem. No entanto, tenho que admitir que não sou completamente insensível à sua situação. 
— Você não tem idéia de qual é a minha situação — Genevieve retrucou, áspera. 
— Pelo contrário — repliquei calmamente. — Acho que entendo melhor do que você. E realmente não acho que ele não tem culpa nenhuma nessa questão. 
— Saia... do... meu escritório. 
— Não até você me ouvir — esperei, mas ela não fez nenhuma outra objeção. — Muito bem, vamos conversar. Você quer escrever uma matéria de tablóide cruelmente escandalosa a respeito de um grande amigo meu, sabendo perfeitamente que o artigo causaria danos irreparáveis a seus relacionamentos interpessoais sem revelar nenhuma insuficiência de caráter. Acho que é uma Má Idéia. 
(Quando é necessário, eu sei usar letras maiúsculas tão bem quanto qualquer um.) 
— Como eu disse, você não entende a minha situação. 
— Entendo, sim — inclinei-me para a frente. — Acho que você o está ameaçando com isso porque o que realmente quer fazer é tentar escrever uma matéria cortante que lhe garanta um belo emprego como jornalista investigativa no Post, no Times ou no Tribune. 
Ela ficou em silêncio. 
— E eu estou aqui para lhe dizer que você não vai fazer nada disso. O que posso lhe oferecer, no entanto, é uma fonte — uma fonte anônima, deve permanecer assim — disposta a lhe contar o motivo real por trás daquela pequena confusão do lado de fora do mausoléu da Rosa & Túmulo na High Street há duas semanas. 
Um fogo se acendeu por trás dos olhos de Genevieve. Ela era repórter até a alma. 
— O nome que você está procurando é Garganta Profunda. 
— Algo que eu queira? 
Sacudi a cabeça muito de leve. 
— Essa história. E eu lhe prometo, é boa o bastante para publicar. 
Sua boca virou uma linha fina. 
— Não basta. Não é o bastante. 
— Muito bem — eu me recostei na cadeira. — No entanto, devo adverti-la de que, se continuar a ameaçar meus amigos, vou abandonar os contos que havia planejado para a edição de formatura da revista literária e partir para a não-ficção. Prometo que minha revista de circulação baixa vai dar o furo antes do seu jornal e publicar a história. 
Aí seu queixo caiu. 
— Não pode fazer isso. 
— Estou com a impressora pronta — fiquei de pé. — Avise-me da sua decisão, Genevieve. 
— Você acha que me assusta? — ela gritou para mim enquanto eu andava em direção à porta. — Acha que eu tenho medo da sua fraternidadezinha idiota? 
Parei na porta. 
— Se não tem, deveria ter. Eu sou uma Coveira. Não faço promessas que não posso cumprir. 
E então, eu fui embora. 
Duas horas depois, ela me mandou um e-mail dizendo que aceitava minha proposta. 
Nossa, a sensação era ótima. Uma garota podia se acostumar a esse tipo de poder. 




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Daqui a pouco tem outro ^^ 
pra terminar =)
bjs bjs


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Sociedade Secreta - Capítulo 15 (Último/Parte 1)




Por meio desta, eu confesso: 
toda rosa tem seus espinhos. 

15. 

Questões de Formatura 

Quando finalmente cheguei em casa naquela noite, Brandon estava — esperem — não sentado no meu sofá. Provavelmente isso era bom. Ainda que eu soubesse que ele ia acabar vendo meu novo ornamento corporal, achei que era melhor esperar até: 

1) As casquinhas de ferida começarem a cicatrizar 
2) Parar de doer à beça 
3) Eu descobrir uma forma de explicar sem quebrar meu juramento. 

Meus pais iam ter um ataque quando vissem. Por sorte, eu não era muito de usar biquíni. Não é como se alguém fosse ter uma boa visão a não ser que me pegasse de calcinha. O que, agora que eu solidificara um compromisso com Brandon, realmente limitava as opções (não que eu estivesse reclamando). 
Tentei ir para a cama, mas estava ligada demais para dormir e pensei seriamente em ir até a Universidade Calvin e acordá-lo à meia-noite. Em vez disso, decidi trabalhar e comecei a estudar. Eu vinha negligenciando meus estudos desde o dia em que a primeira carta da Rosa & Túmulo chegara e precisava reverter essa tendência. As provas eram dali a uma semana e meia e eu tinha monte de trabalhos para escrever antes das provas finais. Consegui ler 64 páginas de GEP antes de adormecer (de barriga para baixo, é claro). Na manhã seguinte, fui acordada pelo som de batidas persistentes na minha porta, Eu a abri e encontrei Selena segurando um caixão preto de papelão do tamanho adequado a um membro da família dos terrier. 

— O que morreu? — perguntei esfregando os olhos. 
Ela o virou na minha direção. 
— Para você, noiva do Drácula. 
Dentro da caixa no formato de caixão havia duas dúzias de rosas vermelhas fenomenais e um cartãozinho de linho creme. 
Eu o abri. 

Bom trabalho, Boo. 
— Seu irmão 

George
Pequenas palpitações correram pelo meu corpo antes que minhas funções cerebrais mais elevadas pudessem sufocá-las e me lembrar que o nome do meu namorado em Brandon e que ele nunca me mandaria um presente tão macabro, ainda que perfeitamente adequado. 
Olhei para Selena. 

— Posso pegar seu vaso emprestado? 
Ela balançou a cabeça. 
— Querida, eu só vou dizer isso uma vez e depois podemos voltar ao nosso acordo de "não vamos falar sobre isso", mas o seu povo tem um gosto muito estranho. 
E então foi buscar o vaso (e ela podia falar alguma coisa? Não fazia nem duas semanas e havia sangue seco na nossa maçaneta. As pessoas da sociedade dela eram, se possível, ainda mais estranhas). 
Quando voltou, começamos a arrumar as flores juntas e não olhávamos nos olhos uma da outra. 

— Selena? — falei, e ela me olhou por cima de um botão de rosa. — Isso vai destruir nossa amizade? 
Ela engoliu em seco. 
— Deus, espero que não. 
— Não é justo, sabe — disse eu. — Você, pelo menos, sabe o nome da minha sociedade. 
Eu não sei nada sobre a sua. 
Ela sorriu maliciosamente. 
— É, mas quem disse que a vida é justa? 
— Afff — bati nela com uma folhagem. 
— Alegre-se, Demi — disse ela como consolação. — Quem precisa de revelações quando se tem rosas? 

É verdade. 
Maravilhei-me com a perfeição de cada uma das deslumbrantes rosas e tentei em vão ignorar as palpitações que continuavam a correr pela minha espinha como se eu não estivesse em um relacionamento sério. 
Eles claramente sabiam algo que eu não sabia. 
Brandon não apareceu no escritório da revista literária durante toda a tarde e três recados em sua caixa postal não produziram um único retorno. Na hora do jantar, finalmente consegui encontrá-lo do lado de fora do refeitório. 

— Onde você esteve? — perguntei enquanto ele saía do edifício com um sanduíche enorme embrulhado desajeitadamente em guardanapos. Ele me deu uma olhada, depois virou-se na direção da entrada de seu prédio. Tentei novamente, na esperança de que simplesmente — eu sei lá — tivesse sido atingido por uma súbita cegueira histérica? 
— Brandon? 
Ele olhou mais de perto para seu sanduíche (viu, talvez ele estivesse perdendo a visão!), e então o jogou na lata de lixo mais próxima e fez um sinal para mim. 
— Aqui não. 

Ah, Deus. Mais histórias de sociedades secretas? Como aqueles malditos tinham conseguido atingi-lo também? Brandon era... intocável. Não estava nem aí para o que eles diziam. Certo? 
Eu o segui até seu quarto e ele se sentou em sua cadeira de computador de encosto alto, na qual obviamente só cabia uma pessoa, e me inspecionou cuidadosamente. 
— Onde você esteve ontem? 
— Em Nova York — respondi. De alguma forma, ficar de pé diante dele me fazia sentir como se estivesse me apresentando a um juiz, Até os Coveiros nos haviam deixado sentar na nossa reunião. — Lembra-se de como eu disse há alguns dias que ia para lá... a trabalho. 
Ele assentiu e então respirou fundo. 
— Estava conversando com uns amigos e eles disseram que te viram num bar no domingo, dando uns amassos num cara. 

Caí sentada na cama. 
Merda. Merda merda merda de merda. 
Eu sabia que isso ia acontecer. Só queria que tivesse esperado até que o nosso relacionamento se solidificasse completamente. 
— O negócio é que — disse Brandon, inclinando-se para a frente e juntando as mãos até que todas as pontas de seus dedos se alinhassem perfeitamente — acho que sei o que você vai dizer. 
— Que foi antes...? 
— É. 
Viu? Eu disse que ele era um gênio. 
— E foi. 
— Humm — ele estudou as mãos, fazendo pequenas figuras redondas com os dedos. — Eu achei que sim. Queria falar logo com você, mas você não estava ontem à noite, então, em vez disso, passei a noite pensando a respeito. Muito. 
Uma náusea estranha surgiu no meu estômago, 
— Porém, pensar demais não é uma boa idéia, certo? — ri nervosamente. — Você vive me dizendo isso. 
— Talvez eu esteja errado — ele olhou para cima. — Porque o que finalmente decidi é que, apesar de realmente não ter direito de ficar chateado com isso, já que aconteceu antes de fazermos nosso acordo de termos um relacionamento monogâmico, ainda estou chateado. Isso faz sentido? 

Assenti, já que minha boca estava seca demais para falar. Eu ficaria furiosa se descobrisse que o Brandon havia ficado com outra pessoa milésimos de segundos antes de dormir comigo. Mas também, eu sou muito menos sensata do que ele. Certo? 
— E ontem à noite eu esperava que, quando perguntasse a você sobre isso, você dissesse: "Nossa, Brandon, isso é a coisa mais ridícula que já ouvi. Devem ter visto alguma outra garota. Eu só tenho olhos para você." — Ele apertou os lábios. — Mas você não teria dito isso, não é? 
Não, porque aconteceu. 
— Não posso mentir para você. 
Ele assentiu lentamente. 
— Certo. Foi o que pensei. Então, primeiro eu fiquei irado e depois pensei que não tinha o menor direito de ficar zangado, e depois pensei que isso era burrice e por que eu preciso ser lógico sobre se vou ou não ficar zangado, e aí fiquei zangado comigo mesmo por pensar que eu tinha o direito de ficar zangado sem nenhuma base lógica firme... Como pode ver, passou um certo tempo antes que eu tivesse resolvido tudo — ele encolheu os ombros timidamente. — Então, o negócio é que acho que não vou conseguir superar isso. Seria bom se conseguisse e seria tecnicamente a coisa certa a fazer, mas debaixo desse exterior lógico de matemática aplicada, eu sou... — ele deixou a frase morrer. — Mesmo que você não tivesse me feito nenhuma promessa, Demi, eu ainda queria acreditar que você estava se aproximando da minha forma de pensar. Não acreditar que, se tivesse dado um pouquinho mais de sorte no bar, você não teria nem vindo para casa. 
Todos esses verbos imperfeitos. Como se fosse assim. 
Engoli o nó enorme na minha garganta. 

— Ajudaria saber que foi isso que me fez entender que eu queria ficar com você? 
— Beijar outra pessoa? — ele avaliou a idéia. — É, faz com que eu me sinta um pouco melhor em relação a mim mesmo. Mas, Demi, isso não basta. Porque não é só isso, sabe ? Você passou a semana toda tão distante. Como se agora que podemos dizer que estamos juntos, tivesse me tranqüilizado por algum tempo. E eu sei — ele levantou a mão — que você tem coisas para resolver e sei que não é algo que tenha permissão para comentar, mas quando eu acordei no seu quarto naquela manhã, você estava chorando tanto — seu cenho se franziu, como se estivesse se lembrando com sofrimento. — E se recusou a me contar o que havia acontecido. Você simplesmente desapareceu. Perdeu seu emprego, mas não foi para mim que você se voltou em busca de consolo. Isso não é um bom sinal. 
— Eu não queria consolo naquela hora, Brandon — tentei explicar. — Queria ação. Eu o procurei depois. Você foi maravilhoso. 
— Eu realmente não quero ser a última coisa em que você pensa. 
Fechei os olhos e as lágrimas que vinham se acumulando caíram pelas minhas bochechas. 
— Brandon... 

Ele então virou de costas, provavelmente porque não estava disposto a me ver chorar.
 — O negócio é o seguinte, Demi. O que toda essa história de ficar pensando me fez perceber é que estive me enganando no último fim de semana no seu quarto. Eu não queria só um título grampeado no nosso relacionamento. Queria um relacionamento. Esperava que, se o chamássemos assim, você começaria a tratá-lo como tal. Mas desde aquela primeira manhã você não fez isso. E talvez nunca o faça. Você pode não beijar outros caras em bares agora, mas só isso não faz de você minha namorada. 

E aí ele me disse que não queria mais me ver e que, apesar de sempre ter gostado de mim e esperar que um dia pudéssemos ser amigos, não podia permitir que nosso relacionamento continuasse a ter nenhuma das interações das quais usufruíra desde 14 de fevereiro. Desculpem pelo resumo. Suas palavras de verdade foram muito brutais para guardar na minha mente. Eu as extirpei naquela noite com grandes quantidades de Finlândia sabor manga. Selena me abraçou enquanto eu chorava e naquele momento acreditei que nem todas as sociedades secretas do mundo conseguiriam realmente ficar entre nós. 
O negócio é que eu acho que sabia que ia acabar nisso. A quantidade de merda que Brandon podia agüentar de mim tinha limite. 



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Oiiie =) 
A primeira temporada ta acabando ... kkk não rolou mt Jemi, paciência pessoas, na segunda temporada as coisas começam a mudar ^^ eu vou começar a segunda temporada amanhã, ou domingo u.u rsrsrsrs

Hoje termina ... tem mais 2 partes ^^ GO GO!

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11/04/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 14 (Parte 2)





Dali em diante, a reunião se transformou num caos. Kurt Gehry ficou histérico. Ele sacudia o punho no ar, jurando por tudo o que era sagrado que nós, "mocinhas", iríamos nos arrepender do dia que o havíamos desafiado. Seu rosto estava da cor de uma berinjela madura, Eu queria que a CNN estivesse lá para registrar. Foi hilário. Finalmente, três patriarcas tiveram que retirá-lo da sala usando força física. 

O Sr. Cuthbert vomitou dentro de um vaso com um grande fícus e George e Odile decidiram que era o momento perfeito para dançar uma tarantela em cima da mesa de conferências. (Na hora, eu não sabia que era uma tarantela. Odile teve que me explicar depois. Não faço idéia de como o George sabia os passos.) Jennifer agarrou uma caixa de lenços de papel do outro lado e começou a reconfortar Clarissa, que parecia estar se recuperando rapidamente (principalmente depois de ver seu pai jogar fora o almoço). Malcolm e Poe se abraçaram por um longo tempo, longo o suficiente para me fazer começar a imaginar o que exatamente Poe tinha contra garotas, e o patriarca Little Demon, torcendo as mãos e parecendo bastante aborrecido, finalmente nos botou para fora.

Nós gritamos e berramos por todo o caminho até o térreo do Eli Club e explodimos em massa em Manhattan. Malcolm e Poe se separaram do grupo quase imediatamente e pegaram o Metro North de volta a Eli a fim de começar a votação dos patriarcas. 
— Vamos traçar argumentos pró e contra — Malcolm me disse e eu não tive dúvidas sobre quem iria fornecer a perspectiva "contra". — Há cerca de 800 ex-alunos, então pode levar algum tempo. Vou ligar para os caras que nunca apareceram e mandá-los trazer seus rabos de volta à escola para ajudar. 

Imaginei em vão se eles conseguiriam reabrir o mausoléu antes da minha prova final de romances russos, em duas semanas. 
Clarissa nos pagou um farto jantar num restaurante com o cartão American Express ouro de seu pai. 

— Vou usá-lo antes de perdê-lo — falou, sinalizando para mais uma garrafa de espumante. Certamente pode-se dizer que ninguém se sentiu minimamente culpado por pedir lagosta e filé. 
— Tenho que dar um telefonema — Jennifer deixou escapar antes que os tomates fatiados chegassem, Ela saiu correndo e, quando voltou, dez minutos depois, parecia que estivem chorando. No entanto, ninguém conseguiu fazer com que se abrisse. 
— Nervos sensíveis por toda parte — Megan falou, dando tapinhas em seu ombro. Jennifer respirou fundo e chegou até a dirigir um sorriso à Megan. 
— Foi um longo dia — ela admitiu. — E eu sinto como... se tudo tivesse mudado. 
— Espero que sim — disse Kevin. 
Clarissa brindou comigo. 
— Muito obrigada, Demi. — Seu sorriso não chegou aos olhos. — Não posso lhe dizer o quanto aquilo significou para mim. Mas que história foi aquela de não gostar de você antes de sermos convocadas? Eu nem a conhecia. 
Mordi meu lábio. 
— Você me conhecia bem o bastante para... deixe para lá. Isso é passado. 
— Não, me diga. 
— Galen Twilo. Primeiro ano. 
Ela estreitou os olhos.
— Aquele fracassado. Acho que não falo com ele há anos. Sabia que ele roubou o meu BlackBerry para comprar maconha? 
— Sabia que transamos e ele nunca mais falou comigo novamente?
Ela deu um sorriso largo. 
— Então você deu sorte, minha amiga. Aquele cara é um idiotinha. 
— Tendo testemunhado, sinto-me inclinada a concordar. Mas, na época, eu ouvi você dizer que ele estava "se misturando" comigo. 
Sua boca se transformou num "O" cor-de-rosa. 
— Eu não. Eu disse? Meu Deus, que jogada nojenta! — Ela botou seu drinque na mesa e me envolveu em um abraço cheirando a Chanel e lágrimas. — Agora estou realmente grata por você ter me defendido. Deus sabe que não fiz nada para merecer isso. 
— Você fez — eu a abracei de volta. — Você é minha irmã agora. Não devíamos ser responsabilizadas por coisas que fizemos na adolescência. Vamos enfiar essa história no baú com todas as... 
— As outras merdas que o meu pai falou? — ela sorriu melancolicamente. — Odeio a garota que eu era, Demi. 
Olhei em seus olhos. 
— Que bom que ela não existe mais. 
— Não tenho certeza. 
— Eu tenho — respondi. — Porque eu a tenho procurado desde a iniciação e não a vi nem uma vez. 

E eu tinha. Estava tão preparada para julgar Clarissa por tudo que sabia sobre ela, em vez de por quem ela realmente era. Talvez, se Clarissa podia mudar, então uma sociedade centenária também pudesse. 
Depois do jantar, Clarissa pagou a conta e todas as garotas, como é típico, foram ao banheiro em grupo. 

— Não acredito que queriam que devolvêssemos os broches — Megan falou, admirando a forma como o seu brilhava no espelho. 
— É, e você não estava nem um pouco inclinada a ficar sem ele — disse eu. — Acho que os teríamos engolido ou espetado direto no corpo antes de entregá-los àqueles babacas. — É uma pena que não sejam permanentes — Odile falou. Quatro pares de olhos se encontraram no espelho. 
Jennifer saiu do reservado. 
— E aí, galera — falou, dirigindo-se para a pia mais próxima, —, qual é o plano agora? 

____________ 

— De jeito nenhum — Jennifer cruzou os braços por cima do peito. 
— Qual é, Jen — disse Megan, empurrando-a para dentro do estúdio de tatuagem. — Eu tenho sete e elas quase não doeram.
Jennifer plantou os pés bloqueando a porta e resistiu aos esforços da garota maior. 
— Não é seguro. Você pode pegar hepatite. 
Odile revirou os olhos. 
— Por favor. É aqui que a Ani Di Franco vem. Não ia acreditar nos pauzinhos que tive que mexer para conseguir hora para nós aqui. E perfeitamente limpo e, mais importante, megadescolado. 
— Sabe — falei —, se ela não quer fazer, não tem que...
— Ah , não, nada disso, Demi — disse Clarissa. — Um por todos e essa parada toda. Somos Coveiras para sempre depois desta noite. 
O tão ilustre tatuador nos olhou cautelosamente. 
— O que vocês são, alguma espécie de gangue de garotas? 
— Algo assim — falou Odile, dando os toques finais em seu desenho e deslizando o papel para ele. 
— Aqui. Em preto, vermelho e verde. Ponha os números embaixo. 
— De que tamanho? 
— O menor que conseguir — disse Clarissa. — Como diz o Malcolm... 
Nós todas erguemos os punhos no ar. 

— Discrição! 

No final das contas, "o menor que conseguir" era mais ou menos 2,5 centímetros quadrados e, apesar de todas as garantias de Megan, o negócio doía à beça. 

— Isso é porque você está fazendo na coluna, amiga — Megan gritou de sua cadeira, onde o segundo melhor tatuador de Manhattan estava desenhando um pequeno hexágono entre os desenhos tribais que já enfeitavam seu braço. 
Aparentemente, os contatos de Odile haviam nos conseguido atendimento em duplas. 
Respirei fundo e olhei para Clarissa que, sem blusa, estava de pé diante do espelho admirando a recém-feita tatuagem em sua omoplata. 
— Exatamente onde estariam minhas asas da Angel — falou. 
Clarissa não movera um músculo enquanto a tinta era injetada em sua carne, como se a dor das agulhas não fosse nada comparada ao que já passara hoje.
— Está bem, faça de novo — falei. O zumbido infernal começou e eu podia senti-lo em meus dentes. Um milhão de picadas de abelha faziam o formato do brasão da Rosa & Túmulo na parte de baixo das minhas costas e eu fechei os olhos bem apertados — não que isso ajudasse, já que eu não podia ver o que estavam fazendo, de qualquer maneira. 
— Quantas dessas você já fez? — perguntei ao cara, esperando não distraí-lo. Como não estava me distraindo nada, presumi que fosse seguro fazê-lo. 
— Nenhuma tão maneira quanto botar um caixão no peito da Odile Dumas — ele respondeu. — Tenho que tirar uma foto disso para o site. 
Apertei os olhos. 
— É, bem, não sei se é uma boa ideia, Isso é meio que um segredo. 
— Como assim? 
Odile se inclinou para a frente, seu cabelo escarlate arrumado para cobrir o peito sem sutiã. 
— Já ouviu falar da Rosa & Túmulo?— perguntou ao cara. 
— A sociedade secreta? — Os olhos dele se esbugalharam. 
Odile sorriu e pôs o dedo em cima dos lábios. 
O zumbido parou e o homem afastou a máquina da minha pele.
— Vocês não vão, tipo, matar a gente quando acabarmos aqui, vão? 
Clarissa inclinou a cabeça para o lado. 
— Humm, provavelmente é uma boa ideia. O que você acha, Little Demon? 
Odile bagunçou o cabelo do homem. 
— Não, mas podemos ditar o que você pode dizer para a coluna de fofocas do jornal. 

Quando Megan terminou, Jennifer pediu para o tatuador levá-la para um quarto nos fundos e voltou meia hora depois, os olhos cheios d'água, recusando-se a deixar qualquer uma de nós ver sua tatuagem.
— É, humm, particular — falou, os olhos para baixo. 
— Essa menina — sussurrou Megan — tem mais segredos do que cinco Coveiros juntos. 
— Aposto como na verdade ela é uma pervertida — Clarissa acrescentou. — Essas garotas religiosas normalmente são.

Eu estava retorcida, para ver melhor minha nova tatoo, a qual o artista estava lambuzando com vitamina E enquanto me explicava o que esperar dos meus primeiros dias depois de ser tatuada. Olhei de relance para Jennifer, que estava comendo M&M's (para recuperar seu nível de açúcar pós-tatuagem) e rindo com Odile. 
Toquei minha pele, inchada e dolorida onde o brasão fora incrustado na minha carne. 

— Vamos descobrir quando começarmos as reuniões, eu acho. 
Aqueles E.N.s supostamente eram hilários. 
Clarissa sorriu. 
— É, e eu finalmente vou ouvir alguns dos seus segredos e ficar em pé de igualdade. Vocês já ouviram todos os meus. 
Odile se juntou ao grupo. 
— Bem, então, vamos zerar o placar. Todas nós vamos contar um segredo. Eu começo — ela respirou fundo. — Não quero voltar à indústria do entretenimento depois da formatura. Pronto, falei. — Está bem, eu vou jogar — Megan baixou a cabeça. — Eu... meio que gosto de John McCain. Sim, eu sei que é um senador, bem... republicano. Conservador. 
Jennifer mordeu seu lábio por alguns segundos e então sussurrou: 
— Eu nem sempre concordo com o meu pastor, Tentei me sentar ereta, fazendo careta quando a área tatuada doía, o que ocorria a cada movimento. 
— Estou escrevendo um romance — admiti. 
Clarissa riu. 
— E nós aqui estávamos achando que você ia contar se o George beija bem! 
Fiquei vermelha como a pele em volta da minha tatuagem. 
— Desde quando isso é segredo? 
— Só estou provocando — disse Clarissa. 
— Às Coveiretes! 
Megan fez uma careta. 
— Ah, não, isso é péssimo. Prefiro toda aquela merda gótica que eles dizem normalmente. Sabe, aquela história de Selo Sagrado e a Ordem Sagrada dos Cavaleiros de Perséfone, blablablá. 
— Não é assim — falou Odile. — É a Chama da Vida... Jennifer suspirou e jogou sua trança para trás. 
— E a Sombra da Morte — falou, revirando os olhos.

Esta noite, no entanto, eu podia usar algumas letras maiúsculas. Afinal de contas, nós as havíamos merecido. Desafiáramos homens poderosos, intimidadores e havíamos vencido. Minhas costas doíam e pensei na tinta penetrando na minha corrente sanguínea, se tornando parte da minha alma. Passei o dedo de leve por cima dos números que estavam escritos debaixo do brasão. 

— Sua em 312 — murmurei. 
Esta noite, havíamos nos tornado algo mais, pois em vez do onipresente 312 inscrito debaixo do símbolo, nós cinco tínhamos 177 queimado em nossa pele. A primeira turma de mulheres da Rosa & Túmulo. As que haviam mudado tudo.

Nós éramos Coveiras, e nada seria igual novamente.


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Oiiiiii meus amores ... postei mais um =)
Bom ... to vendo que vocês preferem que eu poste a 2º temporada, okay ... mas mesmo assim vou esperar até o dia de terminar a enquete .. eu acho.

Tia kkkkkk eu amo a Clarissa e o Malcolm<3 ele é fofo tia
Bom... Beijos para o povo do "zap zap" rsrsrs

Bjs lindos 

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