11/03/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 11 (Parte 2)



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Várias horas e pelo menos cinco rodadas de 312s depois (talvez devêssemos ter mudado para jarras), a dúzia de novos convocados à mesa estava com lábios manchados de uma cor escura e havia prosseguido na elaboração de um plano de ação.
— O que eu ainda não entendi — Kevin, um dos poucos que votara "não" que restavam no grupo, disse — é por que isso é responsabilidade nossa e não dos seniores.
— Eles têm pouco tempo — explicou Megan. — Em algumas semanas vão estar fora daqui e o mausoléu fechado será problema nosso. Não tem tanta importância para eles.
— Tem, se os patriarcas forem em frente com suas ameaças — falei. — Ouvi aquele cara falar com o Malcolm esta tarde. Ele disse que ia arruinar sua carreira.
E a minha.
Clarissa fungou.
— Gostaria de vê-los tentar. Aquele cara é filho de um governador. Ele é muito bem conectado sem a ajuda da... coisica. Além do mais, vocês realmente acham que os patriarcas querem fazer um inimigo assim?
— Eles têm aliados suficientes que não gostam do governador Cabot — falei, pensando em minha conversa de travesseiro com Malcolm e suas histórias a respeito do preconceito de seu pai. Para ser sincera, Malcolm provavelmente precisava da ajuda dos Coveiros, se seu pai fosse a única alternativa.

E as palavras do Poe não saíam da minha cabeça. Tenho um currículo para atualizar. Se eu fosse você, faria o mesmo. Poe podia ser um escroto, mas era um escroto inteligente, e parecia saber mais sobre os Coveiros do que qualquer um. Por que eu não devia confiar no que ele havia dito?

Mas, quando dividi meus temores com o resto do grupo, eles simplesmente riram.
— Eles não são o Big Brother, Demi — disse Clarissa. A seu favor, Clarissa não tinha feito uma única observação que pudesse ser interpretada dentro do conceito de se misturar a noite toda. Mas também, talvez eu não fosse mais persona non grata agora que havia passado para as fileiras dos Coveiros. Ainda assim, estava começando a gostar da garota.
Acrescentei isso à lista de coisas que eu não ia contar para Selena.
— Não é isso o que eu sempre ouvi — eu falei.
— Não é isso o que você deve ouvir — disse Nick. — Metade do poder vem da mística.

Eles lhe dizem que a, humm... coisica... é dona de metade da cidade e você olha de boca aberta para qualquer pessoa de 21 anos que conseguiu entrar.

— Mas e quanto aos presidentes? Por que eles sempre são membros?
— Sempre ou ocasionalmente? — Nick sorriu. — Lembre-se, nós somos selecionados entre os melhores e mais inteligentes de Eli.
— Supostamente — Nikolos acrescentou com um resmungo.
— Por que algumas dessas pessoas não deviam acabar sendo líderes? Foi por isso que foram escolhidas. — Senti um certo preconceito em seu tom. — Faz sentido que, se há líderes em potencial aqui, a sociedade os detecte. Mas o país não está combinando votos.
Megan fungou.
— Já vi algumas coisas que mudariam sua opinião.
Nick virou-se para ela.
— Você e eu vamos ter uma conversa a respeito de como o colégio eleitoral funciona.
— Depois! — cortou Odile. — Neste momento, estamos falando sobre os patriarcas.

E assim continuamos. Avançávamos um pouco mais no quesito "chegar a algum lugar" apenas para sermos desviados por diferenças pessoais e discussões frívolas. Eu ainda não tinha certeza se havíamos convencido Nikolos ou Omar da idéia de reagir e até Benjamin dava mostras de poder ir para qualquer um dos lados. Nikolos parecia permanecer com o grupo apenas por se sentir coagido. Omar observava o processo num silêncio sepulcral e Benjamin parecia estar esperando para ver onde a coisa ia dar antes de fazer uma escolha. George, fique registrado, ficava passando o pé na minha perna debaixo da mesa. O que não quer dizer que fosse destituído de opinião. Na verdade, foi George o primeiro a ter a idéia de nos aproximarmos dos patriarcas em seu próprio terreno.
— Onde a junta de curadores se reúne? — perguntou, girando seu copo no tampo da mesa.
— No New York Thity — Clarissa falou com a boca cheia de nachos (havíamos decidido comer, Fiquei feliz em ver que a magricela Clarissa comeu mesmo). — Então, vamos marcar uma reunião com eles. Uma reunião de verdade. Não bater de frente com eles na rua no meio de sua demonstração de força como um bando de colegiais. Eles são homens de negócios. Vamos tratá-los como tal. Sala de reuniões, cafezinho e tudo.
Pedi licença para ir ao banheiro. Um bando de colegiais? Era isso que Malcolm e eu havíamos parecido esta tarde? Não surpreende que tenham nos dispensado com tanta facilidade.
No banheiro, passei um tempão olhando no espelho rachado e enferrujado acima da pia. Provavelmente havia uma fila se formando do lado de fora, mas eu não me importava. A quem eu estava enganando, nessa conferência com os outros Coveiros? Eu estava com a cabeça cheia de teorias da conspiração de gente de fora que começavam a parecer cada vez mais ridículas sempre que eu as verbalizava na companhia de pessoas que real-mente sabiam do que estavam falando. Ponha-os todos em fila, todas as suas assombrosas realizações, e depois olhe para mim. O que eu tenho a oferecer comparada a esses superastros? Eu pertencia à Pena & Tinta, não à Rosa & Túmulo. Se os patriarcas queriam fazer uma alegação contra a convocação de mulheres, o elo mais fraco para atacar era... eu.
A porta se abriu de supetão, revelando um bando de estudantes do segundo ano bêbadas.
— Ai meu deus — disse uma, entrando correndo. — Eu preciso muito fazer xixi!

Mal consegui sair da frente.
De volta ao corredor estreito e escuro que subia para o mezanino do bar, fiz uma pausa. Talvez devesse encerrar a noite. Eu não estava acrescentando nada substancial à discussão e duvidava que minha presença fosse ajudá-los a alcançar um momento de brilhantismo. Na cabine telefônica, subi no banquinho e espiei por cima do parapeito para o reservado onde os outros novos convocados estavam sentados. Nick e Megan estavam numa discussão acalorada sobre alguma coisa. Benjamin batia com o pé impacientemente nas tábuas do chão (eu tinha uma visão perfeita disso do meu posto de observação) e Odile e Nikolos pareciam estar no meio de uma discussão decididamente não sobre a sociedade — a não ser que houvesse alguma tradição secreta a ser descoberta no decote dela.

— Ei, boo — disse uma voz atrás de mim. — O que está fazendo?

Eu me assustei e quase caí do banquinho. George me equilibrou com as mãos nas minhas coxas.

— Cuidado aí — falou enquanto eu descia com as pernas bambas, consciente dos quatro 312 e meio que havia consumido.
— Não devia estar usando esse nome — disse eu, tentando recuperar o fôlego, sem sucesso. Esforço desperdiçado com George Harrison Prescott por perto. — Não fora dos limites de um evento da sociedade. Sinto, mas tenho que multá-lo em dois dólares.
— Que nome? — ele chegou um pouco mais perto, me imprensando entre a cabine telefônica e seu corpo. — Você sabe. Meu nome da sociedade.
— Ah — disse ele baixinho. — Não foi isso que eu disse.
— O que você disse? — levantei o queixo desafiadoramente.
— Boo — seus olhos cintilavam cobre por trás daqueles óculos. — Só "boo". Quer dizer gatinha, querida, minha garota. É um termo carinhoso do hip-hop.
Engoli em seco. Minha garota? Fique fria, Demi.
— Você não é do hip-hop.
— Minha querida boo — disse ele.—Eu sou muito, muito hip-hop.

E, apesar de estar imaginando esse momento há algum tempo, a única coisa na qual eu conseguia pensar enquanto ele me beijava é que as Páginas Amarelas estavam espetando a minha coluna.
E então, como se soubesse, ele passou os braços pelas minhas costas e me apertou contra ele de uma forma que expulsou todos os pensamentos sobre listas telefônicas e disputas com patriarcas da minha cabeça. Ah, sim, o cara era do hip-hop. "Pegador" era o termo que eu estava procurando, mas minha boca estava ocupada demais para formar a palavra. Havia um monte de motivos pelos quais eu não devia estar fazendo aquilo, mas juro pela minha vida que era difícil lembrar deles com a língua de George Harrison Prescott na minha boca. Ele tinha gosto de suco de romã e — finalmente reconheci o outro ingrediente — mel.
Muito bem, Demi, concentre-se. Você tinha uma lista. Como ela era?

POR QUE VOCÊ NÃO DEVE DAR UNS AMASSOS EM GEORGE HARRISON PRESCOTT 

1) Ah, cara, você está tão em público agora.
2) George tem uma lista de conquistas femininas tão grande quanto a lista telefônica da qual ele a está protegendo.
3) Eu não queria lembrá-la disso, mas você tem um histórico um tanto infeliz em relação a ficadas de uma noite só.
4) Esqueceu-se completamente de um rapaz muito fofo chamado Brandon?
5) Ele agora está na mesma sociedade que... — Ah, meu Deus, ele enfiou a mão por baixo da minha blusa!

Um giro com o pulso e meu sutiã se abriu. No corredor. Cercados por secundaristas bêbados que com certeza contariam por aí e a apenas alguns metros de uma mesa cheia de companheiros Coveiros. Quem sabe o que aconteceria se eles nos vissem dando uns amassos como dois...
— Colegiais — sussurrei, afastando-me.
— O quê? — George olhou para mim, as pupilas dilatadas, lábios manchados, molhados e convidativos.
— Você disse que eu agi como uma colegial quando bati de frente os patriarcas hoje à tarde. Ele riu.
— Era você? Eu não sabia. Eu não estava lá, ouvi falar a respeito depois.
Lembrei-me de quando ele chegara à reunião. Provavelmente Poe tinha feito o relatório. O babaca. Pudera não tivéssemos sido lá muito elogiados.
George passou as mãos pelas minhas costas até embaixo.
— Ah, Demi, tem que ser macho. Muito sexy.
— Ser macho é sexy?
— Mulheres que agem assim, são. — Ele se inclinou para perto novamente, mas eu o detive.
— George, e a reunião?
— Praticamente acabou. Vamos à Nova York sexta-feira que vem para apresentar nosso caso aos patriarcas. Nick e os outros estão determinando os argumentos da negociação Benjamin vai arrumar uma van.
— E os seniores?
— Decidimos nos apresentar como Coveiros plenos, não como convocados novatos que precisam que os seniores tomem conta de nós.
Isso fazia sentido.
— Impressionante como tudo se resolveu no segundo em que eu saí para ir ao banheiro — falei tristemente.
Viu? Eles não precisavam de mim.
— Por que acha que eu vim procurá-la? Não tem graça lá sem você.
— Certo, porque eu sou a piada.
Ele pareceu confuso.
— Dificilmente. Você sabia tudo sobre a história hoje, entendeu toda a discussão mesmo antes que nós tivéssemos entendido. Nós sete estamos aqui esta noite porque não que-remos que vocês, meninas, sejam cidadãs de segunda classe. Qual é, boo. Também precisamos de você lá. Você vai escrever nosso manifesto. Afinal, é a escritora do grupo. Desta vez, quando ele tentou me beijar, eu deixei. Certo. A escritora da C177. O que eram algumas crenças equivocadas na mitologia exagerada dos Coveiros comparadas a isso?
O corpo dele inteiro estava pressionado contra o meu, me espremendo dentro da cabine telefônica. Ele estava de pé entre as minhas pernas e havia todo tipo de coisas acontecendo abaixo da cintura que não tinham que acontecer em um bar, mesmo numa noite relativamente pouco cheia de domingo.
Aparentemente, George também achava isso.
— Vamos sair daqui — sua voz foi pouco mais do que um bafo quente no meu ouvido.
Eu assenti e fui tropeçando atrás dele.
 — A conta?
— Acho que o herdeiro da Grécia, Madame Hollywood e a Srta. Park Avenue podem cobrir. A gente paga da próxima vez. — Ele agarrou a minha mão. — Vamos. Quando o ar frio da rua bateu no meu rosto, minhas idéias começaram a clarear. O que eu estava fazendo? Estava saindo de um bar com George Harrison Prescott. Eu estava... indo para casa com George Harrison Prescott. E meu sutiã estava aberto debaixo da minha blusa.
Andamos de volta e ele passou sua chave magnética no portão da Universidade Prescott enquanto eu lutava para prender minha roupa de baixo novamente. Meus bancos de memória prepararam uma elaborada montagem de parceiras de café-da-manhã com cabelo molhado com quem eu vira George entrar no refeitório nos últimos três anos. Eu não queria ser uma daquelas garotas.
Você não precisa ser. Simplesmente volte para o seu quarto depois e abra seu coração com a Selena.

Não! Não era essa a questão. Eu já tinha feito o negócio da ficada de uma noite só. Eu odiei. E tinha sido com um estranho. Este era o George, uma pessoa que morava no meu prédio. Uma pessoa que eu teria que ver, se não todo dia, pelo menos duas vezes por semana nas reuniões da sociedade. In-cesto na sociedade. Má idéia.
Na porta da minha entrada, George começou a me beijar de novo. Deus, como era bom.
Tão sexy!
— George — odiei a mim mesma nesse momento. — Eu não posso.
Ele respirou fundo, como se estivesse esperando por isso.
— Tudo bem.
— Não quer saber por quê?
Ele deu um passo para trás, o sorriso e os ombros encolhidos se materializando.
— Não. Se for por minha causa, não estou a fim de ouvir e, se for por sua causa, não vou ser o cara que vai ajudá-la a resolver suas questões. Mas, boo — acrescentou, abaixando-se atrás de mim para fechar meu sutiã com tanta facilidade quanto o havia aberto no bar —, eu não vou a lugar nenhum e gosto de ter você por perto. Entende o que quero dizer?
Assenti, com medo de falar e voltar atrás. Puxei o sutiã para baixo até meus seios entrarem de novo no bojo. George ficou olhando, obviamente divertido.
— Você realmente é uma coisa, Demi.
— Você também — repliquei. — Age tão diferente comigo do que quando está com os outros Coveiros.
Ele riu e pôs o dedo em cima dos lábios.
— Shhh. Esse é o nosso segredo.
E aí ele desceu a escada aos pulos, andou até sua porta de entrada e sumiu. Por alguns segundos, pensei em correr atrás dele e me jogar em seus braços, admitindo que havia
cometido um terrível engano.
Ainda bem que não o fiz. Em vez disso, me arrastei até a minha porta, e percebi que Selenaa limpado os últimos vestígios de sei-lá-o-que seco da maçaneta. Finalmente. E, pense bem: eu tinha aulas de verdade amanhã à tarde. Textos de verdade para ler. Sei lá, sabe... estudos de verdade. Na faculdade. Imagine só.
Provavelmente era muito bom que eu não estivesse topando esta noite.
Abri a porta da minha suíte e entrei.
Brandon Weare estava sentado no sofá, as mãos cheias de rosas.


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Oii como estão ?? Bem !!! eu tbm estou =)
Amores, só posso pedir para que vocês tenham paciência com Jemi .... não posso adiantar as coisas ... eu só estou adaptando, é impossivel eu adiantar Jemi, mais posso dizer que falta pouco.

Bom, ta ai ... bjsss

COMENTEM !!!



11 comentários:

  1. isso ficou meio confuso pra mim mas tudo bem
    posta mais

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  2. Posta! Jemi ta chegando Eh!

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  3. Super ansiosa para mais...tá tudoo perfeito
    Posta logooo
    Adorei o capítulo grande u.u
    Beijos

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  4. Petfeito gata !
    Posta logo flor !
    Te amo !!!
    .
    By - Milena...! :)

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  5. TA MUITO PERFEITA ESSA HISTORIA!!!!! Jemi ta chegando <3 Fez bem Demi, n fique com o George vc é do Poe! Muito Bom o cap. Brando é fofo, MAS A DEMI É DO JOE KKKKKK Joe, Poe a final só muda uma letra kkkk

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  6. Desculpa por não ter comentado o anterior.
    Mas sei lá, é mau dizer que não estou querendo Jemi, estou me apaixonando pelo George. E estou muito ansiosa com a ida a Nova Iorque, quero tanto ver o que a Demi escreverá

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    1. afinal porque ler jemi se nao curti? vi que em todas as que você comenta é sempre a mesma coisa de *nao queria jemi* sempre torcendo pro inverso mas baby esses blogs são jemi..

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  7. Selinho pra c flor
    http://demiejoeforever.blogspot.com.br/2014/03/selinho-for-me-d.html

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  8. Selinho para você lá no meu blog -> http://jemi-fanfic.blogspot.com.br/2014/03/selinho.html
    Xoxo <3

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  9. selinho pra você no meu blogger http://jemifanficsdemijoe.blogspot.com.br/2014/03/selinho.html

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  10. Isso Demi, não fique com o George, fique vom o joe/poe.
    Capítulo perfeito

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Sem comentários ........... sem capítulos!