22/03/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 12 (Parte 2)


Feliz aniversário Leka ... tudo de bom pra você, muita saúde e felicidade.
Que todos os seus sonhos se realize !!! Eu não poderia ter uma
parceira de blog melhor !! Bjss <3 <3


---------------------

Um Malcolm muito cansado olhou para mim como se estivesse me esperando na cafeteria há algum tempo, mas o copo de papel com café que ele empurrou para mim no segundo em que cheguei ainda estava pelando. Eu amoleci ligeiramente. Ele ainda me devia uma explicação pelo que havia acontecido na reunião de ontem, mas pelo menos estava pagando a conta.
— Bem na hora — falou. — A pontualidade é muito admirada pelos Coveiros.
— Foi o que me disseram na minha entrevista — virei um gole do café. — Mas vamos esclarecer algumas coisas aqui, Lancelot — ele se encolheu ao ouvir o nome, mas eu o ignorei. — As senhoras do C177 não vão aceitar as idéias neandertais do que é "o papel da mulher". Portanto, se esse era o seu plano, pode desistir agora mesmo.
— Esse nunca foi o meu plano — declarou Malcolm. — Apesar de que, aparentemente, não posso falar por todos os meus irmãos.
O desgraçado do Poe.
— Na verdade — ele continuou — quero pedir desculpas pelo que aconteceu na reunião ontem à noite. Se serve de consolo, a maioria dos seniores saíram e encontraram os convocados no bar ontem à noite.
Soubemos do plano de Nova York e estamos dispostos a fazer o que for preciso para ajudar.
— Só vou acreditar nisso quando vir — afinal, quando as garotas caíram fora ontem, Malcolm não moveu um músculo. E eu queria saber por quê.
— Devia ter visto ontem à noite. Mas acho que você já tinha saído — ele inclinou a cabeça e olhou para mim com curiosidade — Com o... George?
Ah, é. Isso me fazia lembrar.
 — E mais uma coisa: eu vou sair com quem quiser e também dormir com quem quiser e não há nada que as pessoas da sua sociedade possam dizer sobre isso.
Malcolm olhou para mim de boca aberta.
— Como disse?
— Qual é, Malcolm? "Questões bárbaras"? Por favor.
Ele riu alto, então, as rugas entre seus olhos desaparecendo momentaneamente.
— Sim, Demi, você pode dormir com quem quiser Mas não foi por isso que liguei hoje de manhã. Não me interessa o que você e o George fizeram, ou o que nenhum dos outros Coveiros fez também.
— Eu não dormi com o George! —gritei, indignada. Não, eu o dispensei e, sério, quantas mulheres podem dizer isso? — Eu dormi com... outra pessoa.
Malcolm piscou.
— Humm, está beeeeemm. Que seja. Não tenho tempo para um relatório detalhado da sua vida social obviamente agitada.
Ei! Não era tão agitada assim!
— E, sinceramente, não estou nem aí. Guarde para o seu EN.
Esses relatórios de Êxtase Nupcial sobre os quais ele havia me contado depois da iniciação, onde despejamos a história de nossas vidas sexuais.
— Certo. Como se algum dia fôssemos voltar a ver o interior do mausoléu novamente.
— Acho que irão. Os convocados com quem falei ontem à noite pareciam bem determinados. — Ele sacudiu a cabeça — Mas estou me desviando do assunto, Demi. Preciso da sua ajuda. É uma emergência.
— As "questões bárbaras" das quais você falou?
— Exatamente — ele respirou fundo. — Lembra-se daquela garota que você viu na escada ontem?
— A do EDN? Genevieve Grady? Sei. — Afinal de contas., nós duas andávamos nos mesmos círculos de literatura inglesa. Acho que até assisti a uma ou duas aulas com ela no primeiro ano.
— Bem, ela é minha ex-namorada.
Não confere. Apesar de explicar sua hostilidade.
— Quanto tempo faz?
— Ficaria surpresa se eu dissesse seis semanas?
— Relembrando nossa conversa na sua cama há menos de dois dias, sim.
Ele tomou um gole da sua bebida, como se para se fortalecer.
— Ela era a namorada de fachada perfeita.
Então você estava namorando Genevieve para despistar...
— Meu pai, outros indivíduos desconfiados, qualquer um que pudesse me entregar — ele brincou com o círculo de papelão enrugado que tampava seu copo. — De qualquer modo, Genevieve não entendeu muito bem, apesar de, depois de algum tempo, ter percebido a situação quando eu não... — Ele gesticulou sem força. — O problema é que ela meio que se apaixonou por mim. Eu gostava muito dela, é realmente uma ótima garota. Mas não desse jeito. Eu não podia lhe dar o que ela queria.
Mas não se preocupara em dizer isso a ela antes!
Nem eu tinha sido tão cruel com o Brandon. Pelo menos ele sabia o que eu sentia todos esses meses.
— E ela se ressente disso? Tenho que lhe dizer, amigo, até aqui eu estou do lado dela.
— Espere — ele olhou para a mesa, como se estivesse se preparando para a próxima parte de sua história. — Quando nós terminamos foi... muito ruim. Eu queria continuar seu amigo. Queria que fosse o que sempre havia sido, mas ela foi... cruel. Ela me disse as coisas mais horríveis e passamos semanas sem nos falar. Você tem que entender que eu tinha uma idéia muito boa dela. Mas não depois da forma como ela me tratou quando terminamos.
Meu medidor de simpatia pairava no negativo.
— Bem, tá, mas ela era a vítima. Você agiu como se quisesse namorar com ela, mas só a estava usando.
— Não estou dizendo que não foi errado — Malcolm replicou. — Eu sei que não devia ter feito aquilo. Pelo menos, não sem ela entender o que realmente estava acontecendo.
— Disse isso a ela?
Malcolm encolheu os ombros.
— Você acha que isso a fez sentir-se melhor?

Nessa ele me pegou. Se ela realmente estivesse apaixonada por ele, ouvir que ele havia pensado que ela não teria problemas em ser usada não mudaria em nada sua opinião. Mas qual era a questão?
— Então, o que isso tem a ver comigo?
Ele respirou fundo.
— Na verdade, Demi, tem tudo a ver com você.
— Não entendi — falei, balançando a cabeça.
— Eu gostava muito da Genevieve. Ela era tão inteligente, tão talentosa, com tantas realizações. Editora do Eli Daily News. Bonita. Com bons contatos, ia chegar a algum lugar. Ela seria o tipo de garota que meu pai teria orgulho em me ver namorar.
Fiz um círculo no ar com a mão.
— Sim? E daí?
— Um modelo de mulher — ele olhou para mim significativamente. Onde eu havia ouvido essa frase recentemente? Alguém a dissera para mim, quase como uma ordem. Como uma esperança de corresponder às expectativas...
Ah. Meu. Deus.
Ele não estava me dizendo isso. Eu podia não ser um gênio como Jennifer Santos ou Nick Silver, mas essa Coveira novata não era uma completa idiota.
E acabara de entender aonde ele queria chegar.
Malcolm, como um trem desgovernado correndo em direção a um despenhadeiro, continuou:
— Mas depois que terminamos, ela ficou tão arrasada e amargurada que não consegui...
— Convocá-la.
Ele soltou o ar.
— É.
— Então — falei, adiantando o final excruciante —, em vez disso, você me convocou.
— É.
Derramei meu café bem nesse momento. O líquido quente se esparramou por toda a mesa, encharcando nossos guardanapos, afogando seu bagel esquisito, manchando a manga de sua jaqueta jeans na moda e formando uma gloriosa pocinha no meu colo.
— Droga — Malcolm pegou um punhado de guardanapos e começou a esfregá-los para limpar o pior da sujeira. Eu peguei outro punhado para passar no meu colo. — Demi, você está bem?
Quando olhei para cima, foi através de um véu de lágrimas quentes.
— Ah, eu estou ótima — sibilei para ele. — Tudo faz sentido agora.
— Como assim?
— Eu vinha me perguntando por que diabos a Rosa & Túmulo estaria interessada em uma pessoa como eu. Agora eu sei. Eles não estavam.
— Isso não está exatamente correto, Demi.
E agora, o espírito do Poe baixando nele!
— Sei do que estou falando! Pelo menos nisso, eu sei que estou certa. Eu estava sentada ali, imaginando por que todos os outros convocados já pareciam entender tanto sobre os Coveiros e conhecer tão bem uns aos outros, Não é que Clarissa e Megan andem nos mesmos círculos sociais. Vocês tiveram um período de conhecimento, não é? — Poe me dissera isso ontem, mas fora difícil prestar atenção em cada detalhe de sua conversinha sexista. — Eles todos sabiam, diferente de mim, exatamente quem viria buscá-los na Noite da Convocação.
Ele assentiu, ainda sem olhar para mim.
— Por isso Clarissa ficou tão surpresa ao me ver com aquela carta na biblioteca! Por isso eles todos me empurraram para a Grande Biblioteca depois que fui iniciada.
Mais uma vez, um assentimento deplorável.
— Está vendo? — Bati na minha têmpora com a mão livre. — Não sou tão idiota quanto pareço! E você , eu achei que você era o cara! Você me defendeu na entrevista, cuidou de mim durante a iniciação. Estava só tentando garantir que eu fosse selecionada.
— Bem, sim, mas esse é o comportamento padrão dos irmãos mais velhos.
— Mas isso era mais importante para mim do que para os outros. Eu fui uma substituta de última hora. Todos os outros candidatos eram cartas marcadas. Você tinha que se assegurar de que eu daria certo.
— Demi, isso não importa tanto agora.
— É claro que importa. Porque eu posso ver que sou diferente dos outros. E eles também podem. Os outros convocados olham para mim e se perguntam o que eu estou fazendo aqui. Sei que sim.
— Acho que está sendo paranóica.
Eu lhe lancei um olhar. Por favor. Os outros convocados Coveiros me olhavam como se eu estivesse prestes a botar melancias em suas cabeças.
Ele voltou atrás rapidamente.
— Está bem, se eles estavam agindo estranho no começo é porque esperavam Genevieve. Mas foi você que, como disse ontem, foi convocada, foi iniciada. Você é membro agora. Você é a companheira deles.
Girei o dedo no ar.
— Uau! Um ano inteiro sabendo que eu não sou realmente boa o bastante para estar aqui. Pelo menos explica o motivo real para terem escolhido meu nome de sociedade. Bugaboo. Em inglês, modo rebuscado de dizer pé no saco. Era essa sua expectativa? Que eu seguisse constantemente os passos dos outros?
— Belo trabalho com o dicionário. — Ele revirou os olhos.
(Como é que é? Agora ele nem leva mais fé no meu vocabulário respeitável. Eu não procuro tudo no dicionário.)
— Vocês não me queriam.
— Bom, isso não é verdade. Você pode não ter sido minha escolha original — note que não estou dizendo primeira — mas não a teríamos convocado se não achássemos que você tinha a ver. Só temos 15 vagas.

Eu era... da lista de espera. Da Rosa & Túmulo. Eu nunca fizera parte da lista de espera. Até em Eli eu entrara na primeira classificação. Demetria Lovato não faz parte de listas de espera.

— Agora, onde eu o ouvi dizer isso antes? — perguntei de forma zombeteira. — Ah, é mesmo, quando estava falando sobre o quanto todo mundo queria mulheres no grupo. Bem, nós derrubamos essa pequena teoria ontem, não foi? Quantos dos seus irmãos vou ter que investigar antes de chegar à verdade sobre isso? — provavelmente um só: Poe.
— Já chega! — Malcolm bateu com a mão na mesa pegajosa, cheia de café. — Sabe, é exatamente por isso que queimamos os registros de nossas deliberações. As pessoas ficam magoadas. Eu a quero, eles a querem e o que aconteceu antes não tem importância. Você está dentro; ela não. Eu nunca teria contado se soubesse que você ia levar tão a mal.
— Vou contar uma novidade, querido — mandei de volta. — As mulheres não gostam de ser usadas.

Malcolm ficou olhando para mim por um longo e silencioso tempo. Então, ele se levantou, jogou o chumaço de guardanapos de papel na mesa e saiu. Pela janela de vidro na frente da loja, eu o vi atravessar a rua e parar na esquina oposta, cobrindo o rosto com as mãos e respirando fundo várias vezes.
Já vai tarde.
Afinal, não é como se o idiota tivesse me feito algum favor recentemente. Bem, ele lavara as minhas roupas e me pagara dois cafés-da-manhã (como um Hobbit). Tinha isso. Mas ele também me arrastara para uma Batalha dos Sexos que já devia ter acabado há uns bons 30 anos, só porque precisava de um corpo quente para preencher uma vaga.
Eu não tinha nada que estar na Rosa & Túmulo e ponto final. Pronto. Fácil. Acabado. Chega de socializar com Clarissa Cuthbert e tentar manter a paz entre Odile e Megan. Chega de aturar a condescendência do infeliz do Poe. Vou deixá-los com seus joguinhos e voltar para a vida que tinha antes dessa confusão começar. Quem é que precisava de uma sociedade secreta, por falar nisso? Eu só tinha me associado porque a Rosa & Túmulo era supostamente todo-poderosa e assustadora. Mas, na verdade, eles eram exatamente como Brandon os descreve- ra: paleolíticos, tanto no ponto de vista quanto na influência. Quase nada do que eu ouvira sobre eles era verdade e, além de sua total falta de onipotência, tinham uma noção seriamente equivocada de igualdade entre os sexos.
Então, quem precisava deles? Quem precisava de velhos ricos tentando me dizer quem eu era e quem poderia ser? Quem precisava de homens ricos, jovens, gays — mesmo que no armário — medindo meu valor em uma balança ? Quem precisava de qualquer um deles ameaçando meu futuro? Eu tinha boas notas, bons amigos, um ótimo — ainda que recente — namorado e um emprego — ainda que tedioso — de verão com um nome de prestígio.
Eles que se danem.
Joguei a bagunça de guardanapos e café-da-manhã e ensopado na lata de lixo mais próxima e marchei para fora da cafeteria, de cabeça erguida. Eu ia direto para casa dizer ao Brandon que ele estava certo o tempo todo.
Mas, quando cheguei de volta à suíte, o quadro branco de recados pendurado na nossa porta da frente tinha um recado rabiscado. "Ligue para a Horton, 190" com um número e o "L" rabiscado de Selena embaixo. Perplexa, desisti de acordar o garoto no meu quarto e fui direto para o telefone. Uma assistente, parecendo nervosa, passou minha ligação direto.

— Ah, Demi — disse minha futura chefe, com o tom soturno.
— Achei que sua colega de quarto havia deixado um recado.
— Ela me deixou um recado para ligar para você.
— Sim, bem... — A voz da mulher ia sumindo, parecendo ficar mais desconfortável a cada segundo que passava. — O problema, Demi, é que vamos ter que cancelar seu estágio aqui neste verão. Meu estômago afundou.
— O quê? Por quê?

Minha futura chefe (Não! Não, não é mais minha chefe agora! Minha ex-futura chefe? Minha futura apesar-de-tudo-ex-chefe?) hesitou.

— Bem, eu realmente não tenho liberdade para falar sobre a política da empresa no momento, Demi. Não tenho como pedir desculpas o suficiente por botá-la nessa situação difícil. Sinto-me péssima, mesmo...
— Me diga o porquê.
— Sabe nos livros, quando eles dizem "seu sangue gelou"? Não é só uma expressão. — Sinto muito. Não tenho liber...
— Me dê uma, só uma idéia — insisti. — Cortes no orçamento? Mudanças no departamento? Decidiram que não tenho capacidade para mexer na copiadora? Diga-me. Eu preciso saber.
— Demi, eu não posso...
— Não! — gritei para o telefone, provavelmente chocando a mim mesma mais do que a ela. — Você tem que me dizer por quê.
— Não posso lhe dizer por quê. — Ou ela teria que me matar, sem dúvida.
— Tem... — Engoli em seco, me recompus e comecei de novo, baixinho. — Tem alguma coisa a ver com a Rosa & Túmu...
— Tenho que ir agora, Demi. Adeus. — E desligou.

Eu ainda estava olhando para o telefone, boquiaberta, quando Brandon, meu doce namorado bárbaro, saiu do meu quarto esfregando os olhos. Eu devia tê-lo acordado com meus gritos.
— Ei — falou. — Alguma coisa errada?

Sim. Tudo.



---------------------------------------------

Bom gente ... é bom estar aqui <3
Hoje to muito triste e com raiva ... e aqui foi uma das únicas formas de fugir da minha realidade.
Acreditam que minha querida(mas não hoje!) mãe perdeu o meu lindo e precioso ingresso para a The Neon Lights Tour :'( 
Éh, imaginem como eu estou, já joguei meu quarto a baixo e nada ... não sei porque motivos ela tinha que mudar minhas coisas de lugar, só sei que sumiu. Eu tenho pra mim que ela possa ter jogado fora, já que ela nem sabia como era o ingresso.. #Chorei tanto de raiva, de tristeza por meu sonho ter ido para o ralo... 
Agora não sei se compro outro ou não, nem sei se ainda tem ingressos para o Rio t.t 

Desculpe pelo desabafo ... mas só aqui mesmo pra mim poder falar o que penso, pra falar pra qualquer um y.y

Bom, até uma próxima vez... espero que gostem do capítulo.
Bjss pra Leka e de novo Happy Birthday  <3

COMENTEM !!! 

20/03/2014

Selinho (*-*)



Obrigada pelo selinho queridas (*-*) ameeeeei

 QUAL SUA FIC QUE VOCÊ MAIS GOSTA DE SUA AUTORIA ?

Claro quer foi My Best Friend ... foi uma linda fic e foi um marco para o blog
por que a idéia dessa fic foi da Leka e foi quando ela entrou !! então
como não gostar de tudo nela e a partir dela ? ^-^



Repassando o Selinho *-* 


Eu amo completamente a fic Wouldn't change a thing que é o nome da primeira e da segunda temporada e   Loving and Staying Strong que é o nome da terceira ... a fic é perfeita !!! amo demais 


Jess ... cara, minha pequena diva, não vou falar um nome de fic 
por que eu amo todas, completamente !!! #lindas 


O que dizer dessa fic (Fic atual e a que dá nome ao blog) ... perfeita e muito intrigante rsrsrs' 


Sempre e pra sempre vou acompanhar esse blog ... foi um dos primeiros que eu acompanhei de fic .. e me apaixonei !!! #só #fics #viciantes

5º - Unbroken 

Só uma palavra descreve esse blog...  #DIVO !!!


Amei essa fic ... muito cute *--*


ADOROOOOOOO !!! fic apaixonantes !!! 


AMO TODAS AS TEMPORADAS !!! E ESSE BLOG É TUDO 
SEMPRE VOU TE SEGUIR/ACOMPANHAR TIA KAROL !!!

A fic está no começo, mas prevejo que vai ser muito boa !!! 
quero mais mais mais !!!


Cara ... essa fic é tudo !!! simplesmente fantástica !


--------------------------------------- 

Está ai ... demorei pra repassar os selinhos mas agora foi !!! 

bjsss amores *--*




Sociedade Secreta - Capítulo 12 (Parte 1) #BIG


(♥Fairy Tail ♥)


Por meio desta, eu confesso:
eu sou uma tremenda vadia.

12.

Jornal Sensacionalista

No momento em que o vi, soube exatamente o que devia dizer:

1) Brandon, vá para casa. Não posso fazer isso hoje.
2) Ah, flores! Que fofo! Deus, eu estou exausta. Podemos conversar amanhã?
3) Brandon, como eu gosto de você e o respeito muito, vou ser honesta. Isso não está dando certo. Prova A: acabei de passar a última meia hora dando uns amassos com outro homem.

Engraçado. Eu sabia de tudo isso e, ainda assim, as palavras que saíram da minha boca foram:

— Há quanto tempo está sentado aí? No meu quarto? Segurando flores?
 — Há uns cinco minutos? — Vi o caderno em seu colo. Ele estava me deixando um recado, não sentado no meu quarto esperando que eu voltasse. Dã.
— Cadê a Selena? — perguntei em seguida.
 — Não está aqui — ele olhou para mim. — É domingo à noite.

É claro, Um momento em que todos os membros normais das sociedades estavam alegremente escondidos em seus mausoléus.
— Pensando bem, o que você está fazendo aqui?
Decidi bancar a misteriosa.
— Por que não estaria? — Ah, Demi... — ele suspirou, desistiu e me entregou as rosas. — Para você.
— Obrigada. — Eu lhes dei a cheirada obrigatória.
Como todas as rosas, o aroma inebriante atingiu meu cérebro uns bons três segundos depois. É quase como se, quando você as considera simplesmente bonitas, elas o derrubassem com seu delicioso perfume.
— Seu novo favorito — Brandon deu uma piscada.
Sorri tristemente para os botões.
— É, acho que sim. Então, a que devo o prazer?
— É um pedido de desculpas. Pela forma como a tratei hoje de manhã no escritório. Eu fui grosso.
— Eu mereci — disse em voz alta, ainda por cima.
Ele sacudiu a cabeça.
 — Não. Bem, está bem, talvez um pouco. Mas, principalmente... na verdade, estou feliz que esteja aqui esta noite, Demi. Nós precisamos conversar.
— Esta noite? — Mas... eu tenho que ler GEP. De uma hora para a outra, até a literatura russa parecia preferível.
— Neste segundo.

Ops. Será que a Glenda o convencera a fazer isso? Mas mesmo no momento em que pensei isso, sabia que não podia botar a culpa em uma conspiração. Eu havia deixado Brandon esperando por tempo demais.
Mas por que ele escolhera esta noite entre todas, para fazer algo a respeito? Hoje, quando eu estivera tão perto de ir para a cama com outra pessoa.
— Está bem — falei devagar. — Vamos conversar.

Mas, agora que eu havia concordado, Brandon parecia não estar com pressa de chegar ao ponto. Ele se levantou, aproximou-se silenciosamente das prateleiras do outro lado da sala e passou uma das mãos pelo cabelo castanho já desgrenhado. Era tão a cara do Brandon que não pude evitar de sorrir. Ele era tão bonitinho.
Quase instantaneamente, uma onda horrível e quente de culpa sufocou aquele começo de ternura. É, bonitinho o suficiente para esquecê-lo e ir dar uns amassos no George.
— Não estou dizendo que também não seja culpa minha, Demi —Brandon estava dizendo e eu voltei a prestar atenção.
Isso parecia promissor.
— Não está?
— Quer dizer, acho que se tivesse deixado as coisas claras desde o começo, nós não teríamos ido por esse... caminho amorfo.
— Ah.
— Porque não era assim que eu queria. Claro. Você não estava pronta no Dia dos Namorados e eu não quis pressioná-la, mas agora... — Ele voltou e sentou-se ao meu lado, empurrando as rosas e colocando minhas mãos entre as suas — depois de tudo o que fizemos juntos... Meu Deus, é tão irônico.

Não são os caras que devem tentar convencer as garotas a fazerem sexo sem compromisso?
 — Bem, os tempos mudaram — falei. — Estamos no século XXI.
Mas tente explicar isso para cem anos de Coveiros...
— Mas não é isso que eu quero — Brandon continuou e então hesitou. — Porque... eu estou apaixonado por você, eu amo você, Demi.

PESSOAS QUE ME DISSERAM QUE ME AMAVAM

1) Meus pais. Dá. Também parentes diversos.
2) O pequeno Stevie Morris, na segunda série.
3) Jacob Allbrecker, porque você deve dizer isso para uma garota quando tira sua virgindade (eu também dissera, para ser justa).
4) Alan Albertson, logo antes de ele ir para Londres.
5) Selena, principalmente quando eu lhe trago lanchinhos tarde da noite.

Da lista acima, é fácil discernir que Brandon Weare não é nem a primeira pessoa nem a mais importante na minha vida que usou a palavra começada com A em referência a mim. E, ainda assim, minha familiaridade com o conceito não tinha a mínima importância naquele momento mágico quando outra pessoa vem e admite que a prefere acima de qualquer outra no mundo.
Porque, vamos admitir, é isso que o amor — amor romântico — é, certo? Gostar daquela pessoa mais que de tudo?
Foi neste ponto que eu desejei não ter abandonado aquele seminário de filosofia grega assim que chegamos a Symposium (por isso e pelo fato de que era fácil demais para o Malcolm me provocar com Aristóteles). Lembro-me de algo sobre alienígenas com braços e pernas demais e só. E, sério, quem é que entende melhor o amor baseado em membros de extraterrestres?

— Terra para Demi.
 Exatamente. Como foi que eu perdi essa parada de festival alienígena do amor?
— Estou ouvindo.
Ele franziu a testa.
— Não era a reação que eu queria.
— Devo me atrever a perguntar qual seria?
Ele respirou fundo.
— Como é que alguém diz algo assim... — Mas, então, com a mesma velocidade. — Tudo bem. Não espero que você diga ou sinta nada.
Apenas esperança. Nem precisava dizer. Ele nunca deve-ria ter tido que falar nada disso.
— Mas eu tinha que dizer — ele continuou. — Então... sei lá. Você devia saber porque eu ajo assim.
— Eu já sei por que, Brandon. — Coloquei minha mão por cima da sua, ali entre nós dois no sofá.
Mais um suspiro profundo.
— É, eu meio que esperava que você não soubesse, e que se eu contasse... — ele deixou a frase morrer e olhou para nossas mãos enlaçadas. Ele esperava que, se viesse e falasse, eu pararia de galinhar e me apaixonaria por ele também. Eu conhecia aquele homem.
Conhecia-o bem o bastante para transcrever o pensamento que rondava sua cabeça. Estranho. Com a maioria dos homens, a admissão de amor não correspondido é um pouco insípida. Esqueça Cyrano de Bergerac, esqueça Romeu Montéquio, Ato Um, Cena Um. As garotas só se derretem por esses homens na ficção. Na vida real, gostamos que se façam um pouco de difíceis. Mostre-me um homem enlouquecidamente apaixonado e eu lhe mostrarei um pateta.

Mas Brandon continuava a fugir do padrão, mesmo aqui, Debaixo das lâmpadas lançando uma luz forte de 120 watts do teto da sala em comum, sentado na minha frente no sofá surrado com as mãos cheias de rosas de quiosque e os olhos cheios de expectativas, Brandon Weare nunca pareceu um homem tão digno do meu amor. E eu nunca me senti tão filha-da-puta. Aqui, diante de mim, numa realidade esplêndida e dourada, estava sentado um amante gentil, brilhante, engraçado, bonito e afetuoso, o tipo do cara que qualquer garota que eu conhecesse ficaria feliz de não só de ter na cama, mas também de levar para casa para conhecer Mamãe quando as aulas acabassem. Além disso, ele me amava.
E eu havia saído com George Harrison Prescott, um galinha, um pegador da melhor categoria. Sim, ele era gato, e sim, ele era engraçado e, até onde eu sabia, também podia ser brilhante, mas ele não era, e nunca seria, bom para namorar. Eu sabia disso há anos. Mas, espere um segundo, quem disse que eu queria um namorado? Eu não tinha tempo para um namorado. Da última vez que tivera um namorado, eu havia me machucado feio. Dissera isso para Selena ontem à noite. Eu vinha dizendo isso para o Brandon nos últimos dois meses.
— Brandon, já falamos sobre isso...
— É, falamos — ele fez um som de nojo. — E acho que você é muito mentirosa. — Zombando de mim, ele começou a marcar uma lista nos dedos. — Não podemos ficar  juntos porque, um, não sou boa com namorados. Bem, você nunca tentou comigo. Dois, estou ocupada demais. Mas não ocupada demais para transar comigo uma vez por semana mais ou menos, nem para sair para jantar uma vez por semana, nem para me ligar e me ver e ficar de bobeira juntos uma meia dúzia de outras vezes. Você acha que uma mudança de status vai fazer alguma diferença no tempo que vai gastar? Três, não quero estragara nossa amizade. Bem, estou lhe dizendo agora, Demi, que a nossa amizade já foi estragada. Nunca mais posso voltar a ver as coisas como eram antes do Dia dos Namorados, Se soubesse que ia levar a isso, eu provavelmente... foda-se, provavelmente teria feito de qualquer modo, mas teria pensado muito mais a respeito. Quero ficar com você... ou não. Não posso mais ser seu estepe.
E lá estava. O ultimato.
— Então, tenho que decidir hoje?
— Sim. Não. Sim. Decida hoje — ele assentiu vivamente.
Mordi o lábio e senti o gosto do suco de romã.
— Esta noite não é... o melhor momento.
— Você teve dois meses para pensar.

É, mas há 20 minutos, eu estava com a língua de um outro cara na minha garganta. Ainda podia sentir o gosto dele. Fiquei surpresa por Brandon não sentir seu cheiro.
— Eu... eu preciso ir ao banheiro.
Os ombros do Brandon caíram.
— Eu espero — disse resolutamente.

Saí correndo da suíte, tentando não ficar com taquicardia. Fiz uma visita rápida ao banheiro (você se lembra dos quatro 312s e meio, certo?) e então chequei meu reflexo no espelho acima da pia. Minha boca estava manchada de roxo escuro; parecia que eu tinha ficado chupando beterraba em conserva. Meus lábios também estavam inchados e minhas bochechas estavam coradas, ainda (ou talvez de novo). Como Brandon podia não ter visto esses sinais? Apoiei minhas mãos na porcelana e respirei fundo várias vezes, estremecendo, até que meu coração traidor acalmou-se para um ritmo normal.
Ele disse que me amava. 
Joguei água fria no rosto e passei um pente no cabelo. Escovei os dentes, concentrando-me em minhas gengivas manchadas de vermelho e esfregando furiosamente a minha língua. Pensando retroativamente, eu devia ter tido um pouco mais de consciência dos meus atos.
Eu ia me livrar do George.
Em benefício do Brandon.
Porque o Brandon gostava de mim há meses. Porque fora o Brandon que me mandara e-mails engraçados, e cartões no meu aniversário, Brandon que me abraçara da última vez que eu havia chorado, Brandon que sempre estivera lá para me dar conselhos, que fora o primeiro a me convencer, ainda que indiretamente, a entrar para a Rosa & Túmulo para começo de conversa. George era um novato. Eu amava Brandon, Talvez ainda não de uma forma que Shakespeare aprovaria, mas definitivamente de uma forma que devia até ter seu próprio nome especial na Grécia antiga. Preencheventualmenteoksis ou algo assim.
Afinal de contas, a tal da Roxanne curtiu o Cyrano quando ele finalmente se aproximou dela, certo (ou será que foi só na versão do Steve Martin? Minha cultura literária é notoriamente deficiente em Balzac — se é que isso é Balzac mesmo.* É porque a matéria sobre Balzac e Dickens estava cheia no semestre passado, provando ainda mais a minha teoria de que alunos estudam qualquer coisa se tiver um título maneiro o bastante)? Tente outras pessoas. Jane Austen, Marianne Dashwood e, bem, o Coronel Brandon. Agora, se isso não é um sinal, não sei o que mais pode ser.

Voltei correndo para a minha suíte, esperando que Brandon não houvesse interpretado errado minha ausência prolongada. Enquanto eu estava fora, ele conseguira enfiar o buquê inteiro de rosas em uma jarra de plástico craquelê do refeitório e enfiara o negócio entre dois livros grossos de ciência política da Selena. Agora, estava de volta ao sofá, passando o dedo pela alça da minha bolsa de carteiro. Eu gelei.
— Belo broche.
 — Brandon...
Ele se levantou, a mão esticada como se para me deter.
 — Não saia desse aposento. Nunca mais vou mencionar isso. Assunto encerrado para sempre, se é o que vai deixá-la feliz.

Mas o problema é que, na verdade, eu queria que ele me perguntasse a respeito. Eu queria lhe contar o que estava acontecendo e ver se ele conseguia analisar aquilo tudo melhor do que nós havíamos conseguido. Brandon consertava as coisas. Sempre havia consertado as coisas para mim.
Quem não amaria um cara como ele?
— É melhor eu ir? — perguntou.
— Não. Ele piscou, como se estivesse surpreso.
— Sério?
Eu assenti.
— Não posso... não posso dizer o que você quer que eu diga. Não vou dizer isso... ainda. Mas eu quero ficar com você. Para valer.

Era como se Brandon tivesse estado amarrado a uma estrutura que desmoronou com as minhas palavras. Ele deu dois passos para a frente e me envolveu com seus braços. Seus olhos castanhos nunca pareceram tão brilhantes, seu sorriso-Demi, aquele que eu sabia que ele guardava só para mim, nunca parecera tão claro.
Passei as mãos por seus cabelos e segurei seu rosto Sua pele debaixo dos meus dedos estava dourada. Ele havia pego uma corzinha neste fim de semana. Provavelmente fora a algum lugar para jogar badminton enquanto eu ia pra lá é pra cá com garotos de mantos negros. Garotos que, como acabara ficando provado, nunca me quiseram por perto para início de conversa.
Enquanto Brandon sempre quisera.
Eu o beijei e sua boca pareceu quente e familiar contra a minha. Seu hálito não tinha traços de romã e mel e nossos corpos se alinhavam perfeitamente, sem que eu precisasse erguer meu queixo para alcançá-lo. Ainda assim, eu superei e ele sorriu e eu peguei sua mão e o levei para o meu quarto, grata ao que quer que fosse que tivesse me feito hesitar com George e me deixara apenas ligeiramente curiosa sobre se uma garota que ficou com dois meninos na mesma noite era uma vagabunda total e sem salvação ou só uma pessoa
que conseguira recuperar a razão antes de ferrar completamente com a sua vida.
Em retrospecto, eu provavelmente devia ter pensado mais sobre essa última parte.

____________

Acordei supercedo na manhã de segunda-feira (está bem, tipo 9h — mas eu sou uma universitária) com o telefone tocando. Como já mencionei, minha mãe tem o estranho sexto sentido de saber quando sua filha se envolveu em atividades sexuais ilícitas, mesmo a cinco estados de distância. Provavelmente estava ligando para ver se conseguia distinguir algum traço pós-coito na minha voz ou talvez detectar os barulhos de um rapaz ao fundo, rebolando para entrar em sua samba-canção.
Tropecei por cima de uma cascata de aviões de papel (não pergunte, sério) e, pulando para dentro de um roupão, corri porta afora para atender o telefone.

— Alô ? — Oi, mamãe. Não, é claro que você não me acordou. Você não sabia? Freqüentemente pratico orgias nas segundas de manhã. Na verdade, quando ligou, eu estava curtindo uma trepada completa com dois homens chamados Paolo e Butch ao mesmo tempo (isso a faria pirar).
— Demi? — A voz no outro lado da linha não era maternal mas, ainda assim, parecia preocupada. — É o Malcolm.
— Ah. — Sofá. Caí. — Ligou para pedir desculpas?
Silêncio.
— Certo. Ontem. Não, para falar a verdade, não foi para isso porque, eu, pelo menos, não concordo com... bem não posso falar sobre isso agora.
— Claro. — Fiquei imaginando qual seria a primeira aula do Brandon.
— Na verdade, não é por isso que estou ligando. Preciso vê-la o mais rápido possível. Tem alguma aula esta manhã?
— Você já não sabe, com seus maravilhosos poderes mentais dos Coveiros? Ah, espere, eu me esqueci. Não existem poderes mentais. Nenhum poder especial, nenhum governo secreto nas sombras, nenhum "vamos cortar sua língua se você falar"... é tudo uma grande cortina de fumaça planejada para fazer seus paus parecerem maiores...
— Demi, eu preciso vê-la imediatamente. É importante. Questões bárbaras.

Bárbaras? Dei uma outra espiada para dentro do meu quarto, onde Brandon, ainda morto para o mundo (cara de sorte), estava fazendo meu edredom embolotado parecer ainda mais embolotado. Malcolm sabia disso? E como? Talvez não fosse tudo um truque. Olhei em volta do quarto. Bah. Todo esse negócio de escutas era só mais uma das teorias da conspiração. E, ainda assim...

— O que é? — perguntei.
— Pelo telefone, não. — Ah, certo e eu não devo acreditar na história das escutas quando ele fala uma coisa dessas? — Pode me encontrar em meia hora? — Ele disse o nome de uma cafeteria no campus.
— Bem, eu meio que tenho que estudar... — Tipo ler um quilo de GEP.
— É uma emergência.
Eu grunhi.
— Tudo bem. Você paga o café.

Tendo concordado com o encontro, corri para o chuveiro para uma erradicação rápida da noite anterior e depois de volta para o meu quarto para me secar e me vestir de forma que não incomodasse o meu... meu namorado. Esse exato termo surgiu claramente na minha cabeça.
Passei um pente pelo meu cabelo recém-lavado e olhei para o Brandon, que estava retorcido nos meus lençóis. A luz azulada da manhã que entrava pela janelinha acima da minha cama brilhava palidamente em sua pele dourada e seu cabelo estava desgrenhado em todas as direções. Mesmo dormindo, ele sorria. Torci o cabelo num penteado improvisado, inclinei-me por cima da cama e dei um beijo de leve em sua bochecha.
— Eu volto logo — sussurrei para sua forma adormecida.
Primeiro, eu tinha umas coisas a esclarecer com o Malcolm.



--------------------------------------------------------

Bom dia amores !!! Desculpem a demora rsrsrs'
Eaeee ? Demi ta boa né .. cheia de opções, Brandon .. George .. e quem sabe Joe/Poe rsrs ~melhor que eu~ t.t 
#xatiada

Bom ... Logo logo tem mais =)

bjss

COMENTEM !!! #Plissss


11/03/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 11 (Parte 2)



_____________

Várias horas e pelo menos cinco rodadas de 312s depois (talvez devêssemos ter mudado para jarras), a dúzia de novos convocados à mesa estava com lábios manchados de uma cor escura e havia prosseguido na elaboração de um plano de ação.
— O que eu ainda não entendi — Kevin, um dos poucos que votara "não" que restavam no grupo, disse — é por que isso é responsabilidade nossa e não dos seniores.
— Eles têm pouco tempo — explicou Megan. — Em algumas semanas vão estar fora daqui e o mausoléu fechado será problema nosso. Não tem tanta importância para eles.
— Tem, se os patriarcas forem em frente com suas ameaças — falei. — Ouvi aquele cara falar com o Malcolm esta tarde. Ele disse que ia arruinar sua carreira.
E a minha.
Clarissa fungou.
— Gostaria de vê-los tentar. Aquele cara é filho de um governador. Ele é muito bem conectado sem a ajuda da... coisica. Além do mais, vocês realmente acham que os patriarcas querem fazer um inimigo assim?
— Eles têm aliados suficientes que não gostam do governador Cabot — falei, pensando em minha conversa de travesseiro com Malcolm e suas histórias a respeito do preconceito de seu pai. Para ser sincera, Malcolm provavelmente precisava da ajuda dos Coveiros, se seu pai fosse a única alternativa.

E as palavras do Poe não saíam da minha cabeça. Tenho um currículo para atualizar. Se eu fosse você, faria o mesmo. Poe podia ser um escroto, mas era um escroto inteligente, e parecia saber mais sobre os Coveiros do que qualquer um. Por que eu não devia confiar no que ele havia dito?

Mas, quando dividi meus temores com o resto do grupo, eles simplesmente riram.
— Eles não são o Big Brother, Demi — disse Clarissa. A seu favor, Clarissa não tinha feito uma única observação que pudesse ser interpretada dentro do conceito de se misturar a noite toda. Mas também, talvez eu não fosse mais persona non grata agora que havia passado para as fileiras dos Coveiros. Ainda assim, estava começando a gostar da garota.
Acrescentei isso à lista de coisas que eu não ia contar para Selena.
— Não é isso o que eu sempre ouvi — eu falei.
— Não é isso o que você deve ouvir — disse Nick. — Metade do poder vem da mística.

Eles lhe dizem que a, humm... coisica... é dona de metade da cidade e você olha de boca aberta para qualquer pessoa de 21 anos que conseguiu entrar.

— Mas e quanto aos presidentes? Por que eles sempre são membros?
— Sempre ou ocasionalmente? — Nick sorriu. — Lembre-se, nós somos selecionados entre os melhores e mais inteligentes de Eli.
— Supostamente — Nikolos acrescentou com um resmungo.
— Por que algumas dessas pessoas não deviam acabar sendo líderes? Foi por isso que foram escolhidas. — Senti um certo preconceito em seu tom. — Faz sentido que, se há líderes em potencial aqui, a sociedade os detecte. Mas o país não está combinando votos.
Megan fungou.
— Já vi algumas coisas que mudariam sua opinião.
Nick virou-se para ela.
— Você e eu vamos ter uma conversa a respeito de como o colégio eleitoral funciona.
— Depois! — cortou Odile. — Neste momento, estamos falando sobre os patriarcas.

E assim continuamos. Avançávamos um pouco mais no quesito "chegar a algum lugar" apenas para sermos desviados por diferenças pessoais e discussões frívolas. Eu ainda não tinha certeza se havíamos convencido Nikolos ou Omar da idéia de reagir e até Benjamin dava mostras de poder ir para qualquer um dos lados. Nikolos parecia permanecer com o grupo apenas por se sentir coagido. Omar observava o processo num silêncio sepulcral e Benjamin parecia estar esperando para ver onde a coisa ia dar antes de fazer uma escolha. George, fique registrado, ficava passando o pé na minha perna debaixo da mesa. O que não quer dizer que fosse destituído de opinião. Na verdade, foi George o primeiro a ter a idéia de nos aproximarmos dos patriarcas em seu próprio terreno.
— Onde a junta de curadores se reúne? — perguntou, girando seu copo no tampo da mesa.
— No New York Thity — Clarissa falou com a boca cheia de nachos (havíamos decidido comer, Fiquei feliz em ver que a magricela Clarissa comeu mesmo). — Então, vamos marcar uma reunião com eles. Uma reunião de verdade. Não bater de frente com eles na rua no meio de sua demonstração de força como um bando de colegiais. Eles são homens de negócios. Vamos tratá-los como tal. Sala de reuniões, cafezinho e tudo.
Pedi licença para ir ao banheiro. Um bando de colegiais? Era isso que Malcolm e eu havíamos parecido esta tarde? Não surpreende que tenham nos dispensado com tanta facilidade.
No banheiro, passei um tempão olhando no espelho rachado e enferrujado acima da pia. Provavelmente havia uma fila se formando do lado de fora, mas eu não me importava. A quem eu estava enganando, nessa conferência com os outros Coveiros? Eu estava com a cabeça cheia de teorias da conspiração de gente de fora que começavam a parecer cada vez mais ridículas sempre que eu as verbalizava na companhia de pessoas que real-mente sabiam do que estavam falando. Ponha-os todos em fila, todas as suas assombrosas realizações, e depois olhe para mim. O que eu tenho a oferecer comparada a esses superastros? Eu pertencia à Pena & Tinta, não à Rosa & Túmulo. Se os patriarcas queriam fazer uma alegação contra a convocação de mulheres, o elo mais fraco para atacar era... eu.
A porta se abriu de supetão, revelando um bando de estudantes do segundo ano bêbadas.
— Ai meu deus — disse uma, entrando correndo. — Eu preciso muito fazer xixi!

Mal consegui sair da frente.
De volta ao corredor estreito e escuro que subia para o mezanino do bar, fiz uma pausa. Talvez devesse encerrar a noite. Eu não estava acrescentando nada substancial à discussão e duvidava que minha presença fosse ajudá-los a alcançar um momento de brilhantismo. Na cabine telefônica, subi no banquinho e espiei por cima do parapeito para o reservado onde os outros novos convocados estavam sentados. Nick e Megan estavam numa discussão acalorada sobre alguma coisa. Benjamin batia com o pé impacientemente nas tábuas do chão (eu tinha uma visão perfeita disso do meu posto de observação) e Odile e Nikolos pareciam estar no meio de uma discussão decididamente não sobre a sociedade — a não ser que houvesse alguma tradição secreta a ser descoberta no decote dela.

— Ei, boo — disse uma voz atrás de mim. — O que está fazendo?

Eu me assustei e quase caí do banquinho. George me equilibrou com as mãos nas minhas coxas.

— Cuidado aí — falou enquanto eu descia com as pernas bambas, consciente dos quatro 312 e meio que havia consumido.
— Não devia estar usando esse nome — disse eu, tentando recuperar o fôlego, sem sucesso. Esforço desperdiçado com George Harrison Prescott por perto. — Não fora dos limites de um evento da sociedade. Sinto, mas tenho que multá-lo em dois dólares.
— Que nome? — ele chegou um pouco mais perto, me imprensando entre a cabine telefônica e seu corpo. — Você sabe. Meu nome da sociedade.
— Ah — disse ele baixinho. — Não foi isso que eu disse.
— O que você disse? — levantei o queixo desafiadoramente.
— Boo — seus olhos cintilavam cobre por trás daqueles óculos. — Só "boo". Quer dizer gatinha, querida, minha garota. É um termo carinhoso do hip-hop.
Engoli em seco. Minha garota? Fique fria, Demi.
— Você não é do hip-hop.
— Minha querida boo — disse ele.—Eu sou muito, muito hip-hop.

E, apesar de estar imaginando esse momento há algum tempo, a única coisa na qual eu conseguia pensar enquanto ele me beijava é que as Páginas Amarelas estavam espetando a minha coluna.
E então, como se soubesse, ele passou os braços pelas minhas costas e me apertou contra ele de uma forma que expulsou todos os pensamentos sobre listas telefônicas e disputas com patriarcas da minha cabeça. Ah, sim, o cara era do hip-hop. "Pegador" era o termo que eu estava procurando, mas minha boca estava ocupada demais para formar a palavra. Havia um monte de motivos pelos quais eu não devia estar fazendo aquilo, mas juro pela minha vida que era difícil lembrar deles com a língua de George Harrison Prescott na minha boca. Ele tinha gosto de suco de romã e — finalmente reconheci o outro ingrediente — mel.
Muito bem, Demi, concentre-se. Você tinha uma lista. Como ela era?

POR QUE VOCÊ NÃO DEVE DAR UNS AMASSOS EM GEORGE HARRISON PRESCOTT 

1) Ah, cara, você está tão em público agora.
2) George tem uma lista de conquistas femininas tão grande quanto a lista telefônica da qual ele a está protegendo.
3) Eu não queria lembrá-la disso, mas você tem um histórico um tanto infeliz em relação a ficadas de uma noite só.
4) Esqueceu-se completamente de um rapaz muito fofo chamado Brandon?
5) Ele agora está na mesma sociedade que... — Ah, meu Deus, ele enfiou a mão por baixo da minha blusa!

Um giro com o pulso e meu sutiã se abriu. No corredor. Cercados por secundaristas bêbados que com certeza contariam por aí e a apenas alguns metros de uma mesa cheia de companheiros Coveiros. Quem sabe o que aconteceria se eles nos vissem dando uns amassos como dois...
— Colegiais — sussurrei, afastando-me.
— O quê? — George olhou para mim, as pupilas dilatadas, lábios manchados, molhados e convidativos.
— Você disse que eu agi como uma colegial quando bati de frente os patriarcas hoje à tarde. Ele riu.
— Era você? Eu não sabia. Eu não estava lá, ouvi falar a respeito depois.
Lembrei-me de quando ele chegara à reunião. Provavelmente Poe tinha feito o relatório. O babaca. Pudera não tivéssemos sido lá muito elogiados.
George passou as mãos pelas minhas costas até embaixo.
— Ah, Demi, tem que ser macho. Muito sexy.
— Ser macho é sexy?
— Mulheres que agem assim, são. — Ele se inclinou para perto novamente, mas eu o detive.
— George, e a reunião?
— Praticamente acabou. Vamos à Nova York sexta-feira que vem para apresentar nosso caso aos patriarcas. Nick e os outros estão determinando os argumentos da negociação Benjamin vai arrumar uma van.
— E os seniores?
— Decidimos nos apresentar como Coveiros plenos, não como convocados novatos que precisam que os seniores tomem conta de nós.
Isso fazia sentido.
— Impressionante como tudo se resolveu no segundo em que eu saí para ir ao banheiro — falei tristemente.
Viu? Eles não precisavam de mim.
— Por que acha que eu vim procurá-la? Não tem graça lá sem você.
— Certo, porque eu sou a piada.
Ele pareceu confuso.
— Dificilmente. Você sabia tudo sobre a história hoje, entendeu toda a discussão mesmo antes que nós tivéssemos entendido. Nós sete estamos aqui esta noite porque não que-remos que vocês, meninas, sejam cidadãs de segunda classe. Qual é, boo. Também precisamos de você lá. Você vai escrever nosso manifesto. Afinal, é a escritora do grupo. Desta vez, quando ele tentou me beijar, eu deixei. Certo. A escritora da C177. O que eram algumas crenças equivocadas na mitologia exagerada dos Coveiros comparadas a isso?
O corpo dele inteiro estava pressionado contra o meu, me espremendo dentro da cabine telefônica. Ele estava de pé entre as minhas pernas e havia todo tipo de coisas acontecendo abaixo da cintura que não tinham que acontecer em um bar, mesmo numa noite relativamente pouco cheia de domingo.
Aparentemente, George também achava isso.
— Vamos sair daqui — sua voz foi pouco mais do que um bafo quente no meu ouvido.
Eu assenti e fui tropeçando atrás dele.
 — A conta?
— Acho que o herdeiro da Grécia, Madame Hollywood e a Srta. Park Avenue podem cobrir. A gente paga da próxima vez. — Ele agarrou a minha mão. — Vamos. Quando o ar frio da rua bateu no meu rosto, minhas idéias começaram a clarear. O que eu estava fazendo? Estava saindo de um bar com George Harrison Prescott. Eu estava... indo para casa com George Harrison Prescott. E meu sutiã estava aberto debaixo da minha blusa.
Andamos de volta e ele passou sua chave magnética no portão da Universidade Prescott enquanto eu lutava para prender minha roupa de baixo novamente. Meus bancos de memória prepararam uma elaborada montagem de parceiras de café-da-manhã com cabelo molhado com quem eu vira George entrar no refeitório nos últimos três anos. Eu não queria ser uma daquelas garotas.
Você não precisa ser. Simplesmente volte para o seu quarto depois e abra seu coração com a Selena.

Não! Não era essa a questão. Eu já tinha feito o negócio da ficada de uma noite só. Eu odiei. E tinha sido com um estranho. Este era o George, uma pessoa que morava no meu prédio. Uma pessoa que eu teria que ver, se não todo dia, pelo menos duas vezes por semana nas reuniões da sociedade. In-cesto na sociedade. Má idéia.
Na porta da minha entrada, George começou a me beijar de novo. Deus, como era bom.
Tão sexy!
— George — odiei a mim mesma nesse momento. — Eu não posso.
Ele respirou fundo, como se estivesse esperando por isso.
— Tudo bem.
— Não quer saber por quê?
Ele deu um passo para trás, o sorriso e os ombros encolhidos se materializando.
— Não. Se for por minha causa, não estou a fim de ouvir e, se for por sua causa, não vou ser o cara que vai ajudá-la a resolver suas questões. Mas, boo — acrescentou, abaixando-se atrás de mim para fechar meu sutiã com tanta facilidade quanto o havia aberto no bar —, eu não vou a lugar nenhum e gosto de ter você por perto. Entende o que quero dizer?
Assenti, com medo de falar e voltar atrás. Puxei o sutiã para baixo até meus seios entrarem de novo no bojo. George ficou olhando, obviamente divertido.
— Você realmente é uma coisa, Demi.
— Você também — repliquei. — Age tão diferente comigo do que quando está com os outros Coveiros.
Ele riu e pôs o dedo em cima dos lábios.
— Shhh. Esse é o nosso segredo.
E aí ele desceu a escada aos pulos, andou até sua porta de entrada e sumiu. Por alguns segundos, pensei em correr atrás dele e me jogar em seus braços, admitindo que havia
cometido um terrível engano.
Ainda bem que não o fiz. Em vez disso, me arrastei até a minha porta, e percebi que Selenaa limpado os últimos vestígios de sei-lá-o-que seco da maçaneta. Finalmente. E, pense bem: eu tinha aulas de verdade amanhã à tarde. Textos de verdade para ler. Sei lá, sabe... estudos de verdade. Na faculdade. Imagine só.
Provavelmente era muito bom que eu não estivesse topando esta noite.
Abri a porta da minha suíte e entrei.
Brandon Weare estava sentado no sofá, as mãos cheias de rosas.


------------------------------------------

Oii como estão ?? Bem !!! eu tbm estou =)
Amores, só posso pedir para que vocês tenham paciência com Jemi .... não posso adiantar as coisas ... eu só estou adaptando, é impossivel eu adiantar Jemi, mais posso dizer que falta pouco.

Bom, ta ai ... bjsss

COMENTEM !!!



09/03/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 11 (Parte 1)

Por meio desta, eu confesso:
fiquei meio louca naquela noite.
Está bem, muito louca.

11.

Conversinha 

Clarissa nos guiou para longe da boate que Odile havia escolhido e nos levou para um bar menor e mais clássico de Eli. Havia uma galera razoavelmente saudável de biriteiros de domingo à noite, mas não tanta gente que nosso grupo não conseguisse encontrar uma boa mesa, fora do burburinho, na qual se comiserar. (Viu? Eu sabia que podia encontrar um uso melhor para essa palavra!) O lugar era dividido em dois andares, com um bar e mesas em cima e uma pista de dança e um palco embaixo. Fomos para o andar de cima, onde nós cinco nos esprememos em um reservado de couro marrom. Eu me vi enfiada entre Megan e Jennifer, que, com os braços cruzados e uma cara de suprema repugnância, parecia nutrir o desejo de estar em qualquer lugar que não um pub com a "Fraternidade da Morte".
Ou Irmandade da Morte, no caso.
Curiosamente, Odile e Clarissa, apesar de mais magras do que nós três, também pareciam encher todo o espaço do outro lado do reservado. Deviam estar guardando lugar para seus egos.

— Vamos começar pelo começo — Megan anunciou. — Vamos colocar um pouco de álcool dentro da Madame Travada aqui.
— Eu não bebo —Jennifer respondeu, obviamente sem duvidar de quem Megan estava falando.
— Por que não?
— Bem, para começar, é ilegal. Eu só tenho 20 anos.
Ponderei se isso tornava seu gênio mais-puro-que-todos mais ou menos tolerável.
— Isso nunca me impediu de roubar o uísque do meu pai — disse Clarissa, fazendo sinal para o barman no andar de baixo.
— Nem a mim — falou Odile. — Mas também, quando tinha 17 anos, eu já tinha passado pela clínica de reabilitação O que a metanfetamina não fez comigo, não é uma cervejinha que vai fazer.
— Cervejinha? — balancei a cabeça — Preciso de algo mais forte do que isso esta noite.
Clarissa sorriu.
 — Pode apostar.
Quando o barman se aproximou, ela botou três notas de 20 na mesa.
— Isso é o que eu quero — falou, olhando-o cuidadosamente nos olhos e brincando com alguma coisa em seu colarinho. — Tem suco de romã?
Ele olhou para o dinheiro, depois para nós.
— Quem são vocês?
— Nós somos quem você pensa que somos — disse ela simplesmente. — 312. Cinco. Sem gelo, por favor, com uma rodela de limão.
Nós todas olhamos para ela, de boca aberta, enquanto o barman se apressava — na verdade, corria — escada abaixo.
— Como você sabia? — perguntei.
Ela sorriu de novo e eu notei que o negócio em seu colarinho era seu broche da Rosa & Túmulo.
— A filiação, meninas, tem seus privilégios. Assim como o legado. Este era o bar preferido do meu pai quando ele era um Cavaleiro da C143. Faz sentido que eles tenham a bebida da sociedade.
Agora Megan parecia presunçosa.
— Fingir até conseguir? É essa a sua estratégia?
— Não — disse Clarissa. — Mas pretendo usufruir dos direitos que ganhei. Como a Demi falou, somos membros da Rosa & Túmulo, quer eles gostem ou não. Eu, pelo menos, vou agir como tal.
— Isso inclui aterrorizar os barmen? — perguntei.
Ela mexeu no cabelo.
— Aquilo foi um simples pedido, querida. Eu só tocaria o terror se nos fosse negado. — Ela se recostou em seu assen-to e então inclinou a cabeça, estudando Megan como se a estivesse vendo pela primeira vez. — Sabe, Megan, nunca notei isso antes por causa das suas camisas largas, mas você tem belos peitos. Já pensou em largar esses panos tribais e partir para algo como uma blusinha com um decotão em V? Estou pensando em algo coral, ou até mesmo pêssego, para o seu tom de pele. Tenho um suéter da Calvin Klein...
Megan piscou atônita para ela e até Jennifer parecia chocada.

— Vamos nos concentrar no assunto em questão. Garantir que a gente continue a ter os privilégios da filiação.
— É, mas será que ainda queremos ser membros da Rosa & Túmulo? — Acariciei o broche na alça da minha bolsa. Fazia mesmo só dois dias que eu o havia recebido? Ele já parecia ser meu há muito tempo. — Eles deixaram bem claro que quase nenhum deles nos quer lá.
— Não me interessa o que eles querem — disse Megan. — Já ouvi demais a esse respeito. Prefiro ouvir sobre nós Quero saber por que cada uma de vocês entrou para a sociedade. Acho que, se ainda acreditarmos que a sociedade pode satisfazer os motivos pelos quais aceitamos a convocação em primeiro lugar, então devemos lutar. Se não...
— Cair fora? — perguntou Odile.
Megan assentiu e, como parecia um plano razoável, nós todas concordamos.
Megan falou primeiro:
— Para mim, era uma questão de mudar a sociedade de dentro para fora. Há certas coisas que vão ouvir de uma sapata negra de Pittsburgh e há muitas outras que vão ouvir se ela estiver acenando com um diploma de Eli na sua cara, e aí, há ainda mais coisas que vão ouvir...
— Se ela tiver uma falange de Coveiros poderosos para apoiá-la — eu cortei.
— Isso mesmo, irmã. — Você realmente acha que os contatos dos velhos vão te ajudar, Coveira ou não?
Foi aqui que Megan começou a parecer encabulada.

— Não mais. Eu esperava que ser convocada significasse que eles estavam dispostos a ouvir alguém como eu. Aparentemente, o que realmente significava é que eles esperavam poder fazer alguém como eu ouvi-los.
À minha esquerda, Jennifer estremeceu.

As bebidas chegaram em taças de martíni altas e geladas e Clarissa as deslizou pela mesa.
— Dê só um golinho, Jenny — ela instruiu.
Odile provou a mistura e então sorriu com aprovação para sua colega de assento.
— Bem, não posso dizer que tive um motivo claro para entrar como você, Meg. Para mim, é mais uma festa fechada. Se eu sou uma Coveira, sou VIP para tantas pessoas mais. — Seu tom era completamente sem desculpas e tão sincero que eu não tinha nem certeza se podia me sentir ofendida.
Clarissa piscou para ela, chocada, tenho certeza, por ter sido superada em seu esnobismo.
Ela se virou para o outro lado da mesa.
— Eu sou um legado — falou: — É claro que eu iria entrar se tivesse a oportunidade. Seria como não estudar em Eli. Eu sou uma Cuthbert. Nós somos Coveiros. Ponto. Jennifer passou o dedo na borda de seu copo e então mergulhou o mindinho na bebida e o chupou antes de responder.
— Para mim era a mesma coisa que para Megan, eu acho. Mudar os Coveiros de dentro para fora. — Ela olhou para mim como se estivesse satisfeita por ter dado uma resposta boa o bastante. — E você, Demi?
Todas elas se inclinaram para a frente.
— É, e você? — alguém mais perguntou.
De onde veio essa curiosidade? Meus motivos — tais como eram — não eram melhores do que os delas e "meu-amigo-colorido-me-mandou-parar-de-pensar-tanto" não parecia ser uma motivação suficientemente forte.
Dei de ombros.
— Pareceu a coisa certa a fazer. É — minha voz baixou para um sussurro — a sociedade mais poderosa do campus... do país. Contatos a rodo. Hummm, nós temos certeza de que este lugar não está cheio de escutas?
— Cheio de escutas? — Clarissa perguntou. — De quem Da polícia especial dos Coveiros da qual você estava falando mais cedo? Não me diga, mais uma teoria da conspiração.
— Alguém pode por favor me fornecer uma lista do que é verdade ou mentira sobre a Rosa & Túmulo?
Clarissa riu.
— Assim que conseguir uma, eu divido com vocês. Mas você tem razão. As paredes têm ouvidos. Malcolm estaria nos dizendo...
— Discrição! — dissemos todas em uníssono, erguendo nossos copos e rindo.
Olhei para o 312. Parecia um cosmopolitan que passara tempo demais ouvindo death metal. A coloração rosa-chiclete havia se tornado vermelho-sangue e quase opaca. Eu mal podia ver a espiral de casca de limão no fundo. Provei. Mais azedo do que eu poderia descrever, com um toque de doçura no fundo que não podia ser simplesmente xarope de romã. Não consegui detectar nenhum álcool. Não tinha exatamente o mesmo gosto do "sangue" que eu bebera na iniciação, mas imaginei que, para o Coveiro que quisera manter a fé, servia como um lembrete razoável.
— Você sabe o que eles botam nisso? — perguntei para Clarissa.
Ela piscou para mim.
— É segredo.
Todo mundo revirou os olhos.
Olhei para Jennifer, que parecia estar consumindo bastante do seu apesar de seus protestos.
— Então, você e Megan parecem ser as únicas com motivos reais para se tornarem
membros — falei. — Ainda quer ser um?
— Minha resolução continua firme como sempre — Jennifer deu outro gole.
— Você não considera meu motivo válido? — perguntou Clarissa.
— Não mais do que o meu — repliquei. — E não vamos nem falar sobre a Odile.
Odíle terminou seu drinque.
— Serve para mim, o que o torna perfeitamente bom. Não precisamos ser tão nobres quanto essas duas garotas. Se quisermos entrar para a — ela abaixou a voz — coisica por motivos egoístas, quem é que vai dizer que não podemos? Não significa que eles também não vão se beneficiar com a filiação. Eles nos ajudam e nós seremos os melhores jovens membros que poderiam querer. Pelo menos, essa é a minha filosofia.
E era difícil fazer com que isso parecesse um problema.
— É. Quem se importa com o motivo por que nos associamos? — Clarissa falou. — A questão é que, se fomos convocadas, então obviamente merecemos, e devemos ter os direitos e benefícios associados a isso, independente do tipo de genitália que temos. Se Odile quer entrar só para jantar lagosta toda quinta-feira à noite, isso é problema dela. Não deles. O que a "coisica" ganha com isso é ter a grande Odile Dumas como membro.
— E isso é muito maneiro — disse Odile, pedindo outro 112 ao barman com um gesto.
Megan revirou os olhos.
Mas eu não podia ser tão pedante. Era bem bacana. Eles tinham sorte de ter Odile Dumas como parte de sua galera selecionada. Definitivamente dava ao grupo de velhinhos algumas credenciais hollywoodianas do século XXI. E Demetria, que, um passo de cada vez, ia mudar o mundo. Eu definitiva-mente não conseguia imaginar um argumento convincente contra Clarissa. Não só ela era um legado como, assim que estivesse de volta ao mundo das socialites de Nova York, praticamente mandaria na cidade. E Jennifer Santos seria o próximo Bill Gates. Só faltava... eu.
Onde Demetria Lovato entrava?

O telefone da Clarissa — bem, ele soou, já que "tocou" provavelmente não é o termo apropriado para os animados efeitos sonoros que saíam do seu celular.
Ela deu uma olhada no visor.
— Ops, meninas, é o George.
Está bem, eu admito: meu coração acelerou.
Ela abriu o flip e falou rapidamente. Cinco minutos depois, os outros convocados do terceiro ano chegaram.
— Procuramos vocês em todos os lugares — disse George, enfiando-se do lado Odile-Clarissa da mesa e piscando para mim. — A reunião meio que acabou no segundo em que saíram.
— Mas vejo que vocês não saíram junto com a gente — soltou Megan, escorregando relutantemente para o lado para deixar Nick e Greg se amontoarem. Kevin pegou o lugar que restava ao lado do George (realmente não havia muito espaço naquele lado) e Benjamin, o jogador de basquete (Big Demon, como Little Demon, era um nome dado a um convocado de tamanho específico), puxou uma mesa e algumas cadeiras para si mesmo, Omar e um Nikolos (vulgo Graverobber) com uma cara muito descontente.
— Bem, no começo ficamos todos em estado de choque. — disse Benjamin, acomodando-se e acenando para o barman. — Apesar de não tanto quanto os seniores. Acho que ninguém nunca saiu de uma...
Coisica! — todas as garotas gritaram.
— ...reunião antes. Ninguém sabia o que fazer.
— Então ficamos todos sentados ali, olhando uns para os outros — Kevin acrescentou.
— Até percebermos que queríamos comprar essa briga com todas vocês — terminou Greg. — Onde estão os malditos drinques?
Malditos estava certo.
Deslizei o resto do meu pela mesa e ele o virou.
— Ele também queria "entrar nessa com a gente" ? — perguntei ceticamente, apontando para Nikolos.
Os homens foram poupados de responder quando o barman chegou, parecendo escandalizado. Ele fez uma rápida contagem de cabeças.
— Onde estão os outros três? — perguntou.
— No exterior — Clarissa entregou-lhe um cartão de crédito. —Abra uma conta.
— Eles nos conhecem aqui? — perguntou Nick.
— Ah, querido — disse Clarissa —, nós temos até um drinque oficial.

_____________



------------------------------------------------------

Oiiie amores !!! está ai o capítulos ... Me desculpem por não postar ontem como eu tinha avisado !!! 
Ta ai !!! 
amanhã tem mais =) 
bjss

COMENTEM!!!