25/02/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 8 (Parte 2)





— Ei, Demi — disse ele alegremente. — Que bom que encontrei você em casa. — Olhou de mim para o Brandon e de volta para mim e ficou óbvio que não ganhara sua vaga em Eli baseado somente na beleza e nos legados familiares. — Estou interrompendo alguma coisa? 
Está, eu pensei. 
— Não — falou Brandon. — Eu estava indo embora. 
— Legal. — George deu um passo para o lado, como se para deixar Brandon passar para o corredor. — Calce seus sapatos, gata. Quero lhe mostrar uma coisa. 
Brandon visivelmente encolheu-se com o casual "gata" do George. Acho que eu também devo ter me intimidado. Meu amigo-colorido (que poderia deixar tudo preto-e-bran-co, se esse tipo de cena começasse a se repetir) virou-se para mim, mas seus olhos castanhos não demonstravam nenhuma ternura. 
— Vai ao escritório amanhã?
Eu assenti. 
— Está bem — falou ele. — A gente se vê lá. 
E então ele saiu, trocando de lugar com George na sala. Ouvi a porta da entrada abrir e fechar atrás dele. Bem, eu tinha estragado tudo direitinho, não tinha?
— Demi — disse George Harrison Prescott. — Isso é sangue seco na sua maçaneta? 

___________ 

De alguma forma, convenci George a não ir para o mausoléu (já que era essa a razão dele ter vindo até aqui: me pegar para um passeio de madrugada até a Rosa & Túmulo) até depois de ter certeza de que Brandon chegara em casa. O caminho para o mausoléu dos Coveiros era idêntico ao caminho mais surto para voltar à Universidade Calvin e eu achava que seguir seus passos não tornaria esta noite menos constrangedora. Mas explicar a situação em linguagem e decibéis que não fossem identificáveis por Selena (que ainda estava puta em seu quarto) provou não ser uma tarefa das mais fáceis. 
— Eu não estou sozinha — sussurrei, depois de uma viagem rápida ao meu quarto para vestir uma roupa mais digna do George. Apontei com o polegar em direção à porta fechada do quarto da Selena. Ele assentiu. 
— Então, vamos dar um pulo lá no mausoléu — ele falou alto — ver o que está rolando. 
Meus olhos se esbugalharam. 
— Eu. Não. Estou. Sozinha — sibilei, gesticulando com mais força. 
Ele riu então, e seus olhos brilharam por trás dos óculos de armação cor de bronze. 
— Ora, Demi Lovato — disse, me reprovando em tom de brincadeira — eu não sabia que você era uma garota tão pegadora. Quantos garotos você tem escondidos na sua suíte nesta noite de sábado? 
Revirei os olhos e puxei um par de sapatos. Conte sempre com George Harrison Prescott para transformar tudo em sexo. 
— Não, seu tarado priápico. Minha colega de quarto. Epelapá nãopão sapabepe dospos Covepeiropos. 
Agora foi a vez dele revirar os olhos.
— É, como se Selena não soubesse a língua do pê — ele jogou o braço em volta dos meus ombros e me empurrou para a porta. — Vamos. 
Na verdade, Selena sabia latim de verdade, também. Estava estudando línguas clássicas há três semestres. E "tarado priápico" era um pouco redundante, apesar de que, com o George, eu não estava exagerando o caso. Na entrada do prédio, eu o parei.
— O negócio é o seguinte, George. Sobre o cara que acabou de sair? Ele está na Universidade Calvin. Então não podemos ir logo atrás dele até a Rosa & Túmulo ou ele vai saber o que estamos fazendo. 
— Por favor — George escarneceu. — Você leva esses negócios de segredo a sério? Além do mais, esse é um campus livre. Você e eu podemos ir aonde quisermos. 
Finquei os pés no chão. 
— Eu levo a sério, sim! Nós fizemos juramentos. Não significa nada para você? 
Ele olhou para mim e piscou. 
— Não — disse finalmente — Tenho que dizer que não significa. Se estivesse vindo um trem e eu tivesse a opção de salvar a minha mãe ou um Coveiro qualquer, eu escolheria a minha mãe, não interessa que juramento idiota de fidelidade ou fraternidade ou o que quer que seja eu tenha feito na frente de um monte de palhaços fantasiados. 
Quando colocado dessa maneira, era difícil discordar. 
— Mas não há nenhum trem aqui — argumentei. — Você só está falando isso para ser do contra. 
Ele riu então, uma expressão que lhe caía ainda melhor do que a expressão séria que havia assumido um momento atrás. 
— Isso é verdade. Está bem, vamos esperar um minuto, já que o seu segredo é tão precioso para você. A forma como ele falou fez com que eu me sentisse infantil por obedecer as regras da sociedade.

 E então lembrei-me de suas palhaçadas na noite anterior. 
O metal e o vidro, o enxofre. 
— Olhe, se você odeia todas as pompas que vêm com a Rosa & Túmulo, por que entrou, para começo de conversar? 
Ele empurrou a porta de entrada e escapou para o ar noturno. 
— Não tive muita escolha — falou. — Meu pai foi meio insistente. 
Lembrei-me do que alguns outros novos convocados haviam dito antes da entrada de George na noite anterior, sobre como ele fora arrastado gritando e esperneando. E então pensei em como eu o observara parado ali, em frente ao mausoléu, acendendo fósforos e lutando consigo mesmo. Parei George debaixo de um arco com seu sobrenome gravado em enormes letras. 
— Seu pai é um Coveiro.
— Você o conheceu. O Tio Tony, lembra? — ele ergueu as sobrancelhas. 
— Ah. 
Eu não sabia a identidade da figura que havia tomado meu juramento. (Apesar de ter descoberto na mansão na noite anterior que "Tio Tony" era o título oficial do líder de cada reunião. Algumas organizações têm presidentes; a Rosa & Túmulo tinha tios — e agora talvez tias também?). 
— Mas isso é legal, que fosse ele na cerimônia. Tal pai, tal filho, sabe? 
Ele bufou. 
— É, exatamente assim. — Ele chutou a parede e enfiou as mãos nos bolsos de seu jeans. 
— Vamos. 
Um bando de palhaços fantasiados. Muito bem, Lovato, raciocínio rápido. 
Aparentemente, George Harrison Prescott não era um grande fã do pai. Eu o segui através do Portão Prescott e pelaYork Street em direção à Universidade Calvin, agora extremamente curiosa para ouvir os podres da família. Viramos a esquina na Universidade Hartford e, de repente, George me puxou para uma alcova de pedra e botou a mão em cima da minha boca. 
— Quieta! — sussurrou soltando o ar de uma forma que fez cócegas na minha nuca. — Seu namorado parou para comer pizza. 
A alcova estava úmida e a pedra parecia áspera sob as minhas mãos mas, apertada contra George Harrison Prescott, eu quase não percebi. Lentamente, ele tirou a mão da minha boca, escorregando a palma pelo meu queixo e por cima do meu pescoço e clavícula. Não preciso lembrá-los de como o garoto manda bem. Minhas pernas de fato chegaram a tremer. 
— Ele não é meu namorado — sussurrei por cima do ombro. Um olhar firme nos óculos de George não revelou nada em seus olhos. 
— É bom saber.
Naquele momento, eu não estava pensando em Brandon lá fora indo para casa. Virei-me completamente para George, tranqüilizada pela escuridão e coloquei uma das mãos em seu ombro — pouco abaixo de seu ombro, porque ele era George Harrison Prescott e eu não pude resistir. 
— Diga-me por que você não queria entrar para a Rosa & Túmulo. 
— Diga-me por que você queria. 
Dei de ombros.
— Pareceu uma boa idéia. Uma rede de contatos imensa, um mausoléu maneiro, champanhe grátis. 
Ele se afastou de mim e sentou-se em um banco baixo de pedra. Por baixo do casaco, George estava usando uma camisa social gasta por cima de uma camiseta vintage desbotada e puída de show. Eu não conseguia saber de qual banda, mas ele trabalhava o visual para parecer um James Dean moderno. 
— Minha mãe e meu pai são divorciados. Ela também estudou em Eli. E foi a última da extinta raça das hippies e das feministas tradicionais. 
— Ela queimou seus sutiãs? 
— Não tinha nenhum. — George cruzou os braços. — Os anos 1970 podiam já ter acabado, mas ela não ia admitir isso. Meu pai estava na fase de se "rebelar contra seu pedigree" quando se conheceram. Ela também estava se rebelando, não me entenda mal. E ela e meu pai meio que... usaram um ao outro. 
— Isso é terrível. 
— Ele a fez pensar que ela poderia modificá-lo, ela deixou os pais de famílias megatradicionais de Boston dele muito zangados. Discordavam de tudo, o que deve significar que o sexo era nuclear. — Humm, informação demais. — O casamento durou uns 30 segundos depois que eu nasci — George encolheu os ombros. — Quando eu era pequeno, achava que haviam se separado por causa do meu nome, Não é idiota? Mas foi a única discordância que ambos tiveram em relação a mim. Papai queria que eu fosse George Prescott Terceiro. Mamãe cedeu quanto à parte do George mas deu o golpe de misericórdia com o Harrison. Como é Beatle. Fofo, não é? Eu sempre achara que sim. 
— Onde você cresceu? 
— Dividindo o tempo — ele respondeu. — Mamãe é assistente social em Connecticut. Papai, é claro, fica em Westchester. Eles pensam um no outro como algo divertido hoje em dia. Papai acha engraçado que mamãe ainda queira salvar o mundo, mamãe acha hilário que papai tenha se tornado exatamente o tipo de homem que ele odiava que seu próprio pai fosse. 
— Sinto muito — por falta de coisa melhor para dizer.
— E eu sou o fio elétrico — ele riu sem alegria. — Eles vinham para me deixar ou me pegar na casa de um ou de outro, olhavam-se e bum. — Bum? George preencheu a lacuna. — Até há uns cinco anos, costumavam trepar regularmente. E o quê, deixavam o pequeno George parado na cozinha? 
— O que aconteceu há cinco anos? 
— Papai se casou — George se levantou, deu uma olhada na rua. — Agora é só semi-regularmente. 
Caí no banco, chocada demais para falar. 
Ele olhou de volta para mim, fez uma careta e passou a mão pelos cabelos. 

— Não faço idéia de por que estou lhe contando tudo isso. Acho que esse negócio de intimidade dos Coveiros já está começando. 
Como com o Malcolm. 
— O negócio de intimidade dos Coveiros em que você conta para todos os seus irmãos seus segredos mais profundos e obscuros? 
— É. Ou para a minha irmã, no caso. Nesse ritmo, não vai sobrar nada para o meu E.N. 
Fiquei de pé. 
— Acho difícil acreditar nisso, George.  
Fiquei bem perto dele dentro do espaço limitado da alcova. Talvez perto demais. Seus olhos se esbugalharam por trás dos óculos, como se estivesse surpreso por ouvir sua reputação sendo jogada na cara. É, definitivamente perto demais. Ele colou sua mão na minha. E palma com palma é o ósculo dos piedosos portadores de palmas. Se ele fosse estudante de inglês, eu suspeitaria que tivesse feito isso de propósito. Talvez tivesse. Diferente do Brandon, eu não conseguia ler George de maneira nenhuma. 

DUAS COISAS QUE ELE PODE ESTAR PENSANDO 

1) Ah, veja só, é a Demi. Ela é bonitinha, inteligente e engraçada. 
2) Ah, veja só, é uma garota em um canto escuro. E ainda não a comi. 

Respirei fundo. 

— A barra está limpa agora, certo? 

Ele assentiu, lentamente, e saímos para a relativa claridade das lâmpadas da rua.
Enquanto andávamos pela calçada com ardósia entre a Universidade Hartford e a Calvin, dissemos muito pouco. George, eu acho, ainda estava traumatizado com sua própria confissão e eu estava ocupada avaliando se deveria retribuir. 
Mas o que eu deveria dizer? Meus pais eram bem casados e raramente brigavam por causa de algo mais sério do que se deveriam contratar o garoto do final da rua para cortar a grama ou fazer isso eles mesmos. Isso ia servir. Ou será que eu devia partilhar algo mais obscuro? A vez no ano passado em que dormira com um garoto de cujo nome não conseguia me lembrar? Será que isso ia me fazer parecer uma vagabunda? Chegamos à High Street e viramos em direção ao mausoléu, ainda em silêncio mútuo. O portão estava fechado e George o segurou aberto para mim — depois de nós dois verificarmos que não havia mais ninguém na rua. 

— Acho que não há ninguém lá dentro — disse ele, referindo-se ao código de posição do portão. 
Estávamos prestes a descobrir por quê. Ele correu até os degraus da entrada principal e congelou. Quando cheguei um instante depois, pensando no quanto seria perigoso ficar sozinha dentro da Rosa & Túmulo com George Harrison Prescott, me senti igualmente aturdida. Haviam passado uma corrente com um cadeado nas portas.

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O que eles vão fazer hein ??? rsrs' 
só vão saber se comentarem!!! 
Capítulo novo cheios de surpresas =) 

Éh isso ai =) 
Me Voy !!!!!!! 

bjsss


7 comentários:

  1. Isso não se faz!! Parar logo aí! E eu ficando aqui na curiosidade.
    Gostaria de convidar-vos a este blog http://costa-webnovel.blogspot.com
    Beijos, postem logo

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  2. eu toda animada por ter capitulo novo e vc me para logo ai? q maldaaaaaaaaaaaaaaaaaaadeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

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  3. Posta logooooooooo! Ansiosa! To amando
    Bia

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  4. Mais que perfeito !
    Amei ! Posta logo gata !
    Te amo ! Milena...!

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  5. Eles só aprontando kkkkkkk....
    Tá perfeito bebê
    Posta loogoo
    Beijos

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  6. PERFEITO!!!!!!! COMO VC PODE PARAR LOGO AI?????? Posta Logo!! Quando Joe e Demi começaram a interagir um com o outro?????

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Sem comentários ........... sem capítulos!