23/02/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 7 (Parte 2)





Então, comecei a perguntar, em rápida sequência, como se estivéssemos em um programa de TV e eu tivesse 30 segundos para descobrir tudo que havia para saber sobre a Rosa & Túmulo.

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM MALCOLM "LANCELOT" CABOT, COVEIRO
Por Demi "Bugaboo" Lovato

 Vocês realmente nos dão relógios de pêndulo?
Quando você se casa — ao nosso gosto.

Então eu acho que isso o exclui da lista de presenteados.
Na maioria dos países.

E os 20 mil dólares quando você se forma?
Negativo. Para manter o FAT no saldo positivo, isso está mais para a quantia com que você vai acabar contribuindo.

Espere. Eu tenho obrigações?
Chame de "Donativos". Depois de formada, claro.

Merda (provavelmente tenho que tirar isso para entrar no horário nobre). Mas acho que a filiação tem seus benefícios, certo?
Muitos.

Tipo o quê?
Tipo você vai tirar 10 naquela final de romances russos, Demi. Mesmo que não termine o livro. Temos todas as provas no arquivo desde que ele pararam de dá-las em latim.

E isso não é colar?
Por quê? Os professores deixam você ficar com a prova depois. Eles deviam saber que os alunos de Eli são inteligentes o bastante para catalogá-las em benefício das gerações futuras.

O que mais temos guardado naquele mausoleuzinho? Ouvi muitos boatos.
Deixe-me destruí-los.

O crânio de índio Gerônimo?
Verdade.

A prataria de Hitler?
Nojento! Não! (inclinando-se para sussurrar). Mas temos outras parafernálias nazistas esquisitas.

(hesitando) Isso significa que temos conexões com os nazistas? (Isso vai para o topo da minha nova lista, Coisas Para Descobrir A Respeito da Sua Sociedade Secreta Antes de Fazer Um Juramento de Fidelidade. 1: Estamos associados a alguma organização em ódio a algo?) Espero que não! Acho que alguns dos nossos rapazes trouxeram aquele lixo da Segunda Guerra Mundial, como saques de guerra, sei lá.

O que mais?
Algumas primeiras edições ótimas. Um manuscrito de Shakespeare. Muitos objetos roubados de Eli — barcos a remo vencedores, essas coisas. Alguns dos tesouros foram roubados de outras sociedades. Algumas obras de arte decentemente valiosas e horrendas. Mais esqueletos da faculdade de medicina do que você é capaz de sacudir.

Códigos nucleares?
Ultrapassados desde a Guerra Fria, mas sim.

Continuamos por um bom tempo, até eu ter acumulado o tipo de conhecimento a respeito da minha nova sociedade secreta que teóricos da conspiração daqui até Addis Abeba teriam matado para descobrir. Mas, finalmente, nós dois percebemos que, com provas arquivadas ou não, tínhamos coisas para estudar antes do final do semestre. Além do mais, acho que você não tem o direito a passar o dia inteiro na cama com um cara a não ser que haja sexo envolvido.
Antes que eu saísse, Malcolm me deu um broche da Rosa & Túmulo.
— Você tem que usar isso o tempo inteiro — disse ele. — Escolha um lugar discreto.
— Qual é a razão? — perguntei enquanto prendia o pequeno hexágono de ouro no cinto e puxava minha blusa para baixo. — Se ninguém deve saber que ele está aqui, para que me incomodar em usá-lo?
Você vai saber que ele está aí — respondeu ele. Foi até a porta e deu uma espiada para fora. — Só estou procurando Brandon Weare — falou, sorrindo. — Não queremos que ele pense que você está pulando a cerca.
— Talvez você queira — falei. — Iria tornar a farsa mais crível.

Malcolm simplesmente respondeu dando de ombro com uma espécie de cansaço do mundo que me fez imaginar quanto tempo mais ele aguentaria continuar com isso. Dei-lhe um abraço rápido e saí. Como a maioria dos dormitórios de Eli, este tinha apenas uma ou duas suítes em cada andar. Nós não tínhamos "corredores" como a maioria dos dormitórios de universidade mas, em vez disso, vales de entrada de vários andares.

 A camaradagem devido à proximidade física era organizada na vertical — em vez de compartilhar o banheiro com o pessoal da porta ao lado, você o compartilhava com o pessoal do andar de cima. Os aposentos de Malcolm eram no quarto andar — um "sótão" que, quando construído, provavelmente deve ter sido o lar de um estudante mais pobre que não podia pagar uma "sala de estar", mas nos tempos atuais era um cobiçado conjugado com grande privacidade. A escada estava praticamente deserta — só um aluno do terceiro ano fumando na janela do segundo andar e conversando em seu celular e uma garota do segundo ano com um rabo-de-cavalo comprido e castanho que abriu a porta e deu uma olhada para fora quando eu passei. Senti o broche da Rosa & Túmulo queimando como ferro de marcar contra o meu quadril. Malcolm estava certo. Eu sentia a diferença.
Empurrei as pesadas portas de madeira que guardavam a entrada e emergi no pátio ensolarado da Universidade Calvin. A entrada da suíte do Brandon ficava do outro lado do prédio, portanto era improvável que eu esbarrasse com ele enquanto saía do quarto do Malcolm. E, pelo que eu podia ver, ele também não estava no pátio. 
Olhei para a janela da suíte do Brandon, imaginando se devia dar uma passada lá enquanto estava deste lado do campus. Não, eu o veria no escritório durante o fim de semana de qualquer modo e havia uma for-te possibilidade de que qualquer atitude agressiva da minha parte (por exemplo, aparecer sem aviso em seu dormitório) fosse considerado um sinal para começar O Papo. Ou talvez a Número Sete.
Da entrada da Universidade Calvin, eu podia ver as paredes de arenito marrom do mausoléu da Rosa & Túmulo. O meu mausoléu. Acariciei o brochinho de ouro e resisti ao ímpeto de ir até lá e testar a minha lembrança de todas as combinações e truques secretos que precisava para entrar (tipo, se você girar errado a maçaneta, dispara acidentalmente a campainha, alertando qualquer um que esteja lá dentro de que há um não-membro na propriedade). Mas haveria bastante tempo para brincar de Coveiro. Eu tinha quase certeza de que Selena estava me esperando na suíte, louca para ver como era um membro totalmente iniciado da Rosa & Túmulo.
Cara, como eu estava errada.

A maçaneta da nossa suíte havia sido lambuzada com uma substância escura, castanho-avermelhada. Abri a porta cuidadosamente, só para ver que mais daquele líquido havia pingado, fazendo uma trilha pelo nosso tapete de brechó, direto até o quarto da Selena. Seu casaco rasgado estava jogado perto da entrada do seu quarto e um par de sapatos cobertos de lama estava virado no limiar da porta. Havia penas por todo canto e o ar cheirava a cabelo queimado e bílis. Abri imediatamente uma janela e comecei a abanar uma corrente de ar para dentro da suíte com a ajuda do fichário da Selena. Assim que pude respirar novamente, atravessei a sala contornando os obstáculos e dei uma espiada em seu quarto. Seu edredom lavanda formava um montinho acolchoado em sua cama, mas a Selena em si não estava em nenhum lugar à vista. Havia mais impressões digitais cor de ferrugem lambuzadas em sua cadeira e na porta do armário.

Engoli em seco. 
Será que era sangue?

Uma coisa era certa: qualquer que fosse o ritual da sociedade dela, botava o poder de manchar do suco de romã no chinelo. Pelo menos o caixão do Poe não deixara nenhuma marca.
E onde estava Selena? Suas roupas abandonadas deixavam claro que ela não estava passando o dia dormindo no sofá do seu irmão mais velho da sociedade. Ou tinha saído para comprar um vidro de detergente ou...

Mergulhei o dedo na poça no chão e dei uma cheirada. Um aroma acre, azedo agrediu minhas narinas. E, sangue. Aqueles malditos haviam feito minha melhor amiga sangrar. Talvez ela tivesse ido até o centro de saúde para... levar uns pontos? Eu esperava que não tivesse sido forçada a ir mancando até o Departamento Universitário de Saúde (que tem uma filosofia estranha, já que se você entrar com o vírus Ebola ou tiver uma pelezinha solta perto da cutícula, o primeiro teste que eles administram é invariavelmente o de gravidez) enquanto sua colega de quarto há três anos fazia guerra de cócegas na Universidade Calvin com um cara que ela não conhecia antes de ontem. De modo geral, não era um primeiro dia emblemático como Coveiro. Pensei no que o Malcolm havia dito.

Não é por acaso que agora todos os meus amigos mais íntimos são membros da sociedade. 




Bem, isso não aconteceria comigo! Não me importa que tipo de juramento eu tivesse feito, meus amigos de verdade vinham primeiro. Verifiquei o estrago na nossa suíte.

Ah, Deus, Selena, por favor, esteja bem. Eu nem me importo se você vai me dizer em que sociedade está ou não, desde que você esteja bem. 

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Oii, e ai .. estão gostando ?? >.<
Espero que sim !!!
Bom ... mais um ta ai !!!
~sem assunto rsrs'~

bom, vou indo ... bjss amores

#COMENTEM!!


5 comentários:

  1. posta mais um hj por favooooooooooooooooooooooorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

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  2. Posta logo pfvrrrr loveee

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  3. Peeeeeeerfeeeeeito ! Posta logo ! Tee amo ...!
    By - Milena !

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Sem comentários ........... sem capítulos!