21/02/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 7 (Parte 1)




Por meio desta, eu confesso:
acordei na cama de um homem estranho.

7.

A Manhã Seguinte

FORMAS DE SABER SEM SE VIRAR PARA O LADO PARA OLHAR PARA ELE

1) Em vez de um edredom grosso e macio, garotos têm colchas de algodão em preto, azul-marinho ou verde-folha.

2) O aparelho de som é enorme.

3) Há um dos seguintes pôsteres na parede: da Angelina Jolie, dos Beastie Boys ou de Guerra nas Estrelas.

4) O travesseiro tem cheiro de gel para o cabelo

5) Há um grande vazio de apreensão no seu estômago.

Se o seu ambiente no momento se encaixa em pelo menos três desses critérios, prepare-se para a sua Trilha da Vergonha.
O meu se encaixava em quatro, mas o quinto estava por vir. Virei para o lado para encarar meu destino, temendo quem eu iria encontrar esfregando o cabelo com cheiro de gel no travesseiro à minha direita. Eu tinha mesmo consumido tanto champanhe na noite anterior que nem conseguia me lembrar? Mas a cama estava vazia. Sentei-me e fiz uma avaliação profunda do quarto. Nada que o identificasse — fotos de família, uma grande placa dizendo "Quarto-Do-Fulano" — é pior, nenhum sinal das minhas roupas.
Ops.

Olhei para o meu corpo. Calcinha, sutiã, camiseta grande e branca masculina com um brochinho dourado preso — Rosa & Túmulo. Como se isso limitasse as opções. Pense, Demi, pense. Muito bem. Iniciação, limusine, mansão, lagosta, piscina... eu me lembro da volta para Eli? Isso era ridículo! Eu bebera meia garrafa de champanhe, no máximo, mais o que quer que seja que possa ou não ter havido naquele ponche dos Coveiros e, considerando-se o tempo eu fiquei lá, não existe possibilidade de estar bêbada o suficiente para ficar com alguém e não me lembrar... certo?

A porta se abriu como em uma revelação de reality show e, por um segundo, só consegui ver um pé dentro de um tênis. Então, Malcolm Cabot entrou vestindo um par de jeans de grife e uma camiseta da Eli, equilibrando um suporte para copos e um saco da Starbucks em uma das mãos e uma pilha de roupas dobradas na outra.

E aí lembrei-me de uma imagem da noite anterior. Malcolm Cabot, encharcado, usando samba-canção e um sorriso.
Duplo ops.

— Bom dia, dorminhoca! — Ele atirou as roupas no pé da cama. — Joguei isso na máquina de lavar para você. Uma coisa que vai aprender bem rápido: suco de romã mancha.

Prendi o edredom em volta dos quadris.
— Valeu.

Ele se sentou ao meu lado e me passou um dos copos descartáveis.
— Espero que goste de mocaccino.

O aroma forte do chocolate escuro com café subiu na direção da minha garganta e eu fechei as mãos em torno do copo, grata por ele ter pensado em me trazer café-da-manhã na cama. Brandon, com toda a sua gentileza, nunca tinha saído para trazer café. Nem mesmo Alan Albertson, o grande "amor da minha vida" (e número três na Lista de Pegação, se você ainda está acompanhando) nunca havia feito isso. Dei um gole na bebida e fiquei imaginando qual seria o protocolo a seguir. Eu o beijo? Ajo naturalmente? Digo a ele que não lembro de nada de nós dois juntos?

Por falar nisso, como eu ia avaliar a ficada com a Selena sem quebrar meus votos? Não havia como explicar esse acontecimento sem deixá-la saber que Malcolm Cabot estava na Rosa & Túmulo.
Malcolm estava ocupado passando cream cheese vegetal em um bagel de canela com passas que já tinha um pedaço de salsicha. Nojento.
— Desculpe-me por tê-la trazido para cá ontem à noite — disse ele. — Você apagou lá na mansão e o meu quarto era muito mais perto do ponto final da limusine do que o seu. Engasguei com o meu moca.
— O quê?
Ele olhou para cima.
— Eu sei. Eu sou fraco. Estes músculos são só para exibir — ele flexionou os bíceps e sorriu, aí deu uma grande mordida em seu café-da-manhã nojento.
— Eu... adormeci?
— É. E eram só seis e meia. Você nunca virou a noite?
Balancei a cabeça.
— Não. Tem sido a ruína da minha existência universitária o fato de eu não conseguir. Mas ajuda eu não poder me dar ao luxo de ficar deixando para depois. Tenho que fazer meus trabalhos com antecedência.
— Bem, vai ter que aprender a ficar acordada agora — disse Malcolm. — Nossas reuniões às vezes duram a noite inteira.
Esse papinho estava muito bom, mas vamos direto ao assunto.
— Malcolm? — perguntei. — Estou correta em supor que... apontei para a cama — não aconteceu nada ontem à noite?

Ele piscou para mim.
— Você costuma acordar na cama de rapazes estranhos sem lembrança alguma do que está fazendo lá?
— Não — eu franzi os lábios. — Por isso estou meio sem chão.

Ele se inclinou para perto, me pegou pelos ombros e olhou nos meus olhos, falando muito devagar e claramente, como alguém fala com um maluco ou algum outro tipo de perturbado instável e amnésico.
— Você estava cansada. Adormeceu. Eu a carreguei para cá.
— Mas as minhas roupas...
— Eu lhe disse, suco de romã mancha. E, quando mencionei isso ontem à noite, você ficou mais do que feliz em me deixar jogar suas roupas na máquina.
— Não me lembro dessa parte.
— Não me surpreende, seus olhos não estavam abertos.

Joguei-me de volta em cima do travesseiro, inundada pelo alívio e... está bem, uma pontinha de decepção também. Como eu disse, Malcolm é hipergostoso.
Malcolm aninhou-se ao meu lado e apoiou a cabeça no braço.
— Você achou que nós tínhamos ficado?
— Não — eu menti. 
Ele riu.
— Sem querer ofender, gata, mas você não faz o meu tipo.
— Humm, estou ofendida! — Levantei o queixo em desafio.
Ele sacudiu a cabeça de novo, os olhos esbugalhados.
— Cara, do que você se lembra sobre ontem à noite? Você se lembra de ter entrado para a Rosa & Túmulo, certo? Todo o negócio da sociedade secreta mais famosa de Eli?
— Todo aquele oxímoro, aquela contradição toda? Sim. — Comecei a contar nos dedos. 
— Você me perseguiu pelo mausoléu e me trancou num caixão e ameaçou me afogar e/ ou me estuprar.
— Aquilo foi uma brincadeira — ele esclareceu.
— Eu fiz três juramentos. Nós todos ganhamos apelidos idiotas. Eu comi lagosta. Aprendi um aperto de mão secreto... olhe! — fiz o aperto para ele e ele pareceu decentemente satisfeito com o meu progresso. — Todo mundo foi nadar. E aí...
Ah.

Ele começou a assentir para meu rosto de boca aberta.
— Acho que está começando a se lembrar.
— Eu lhe contei sobre o píer.
— E?
— E você me disse que... — dei uma longa olhada em Malcolm Cabot, em seus jeans estilosos, seu cabelo bem cortado, seu sorriso sua-besta, como-você-é-idiota-Demi. Aí, olhei para o pôster da Angelina seminua, que estava pendurada em um igualmente seminu Brad Pitt. Então, de volta ao Malcolm. — Você me disse que é gay.
Ele tocou a ponta de seu nariz.
— Bingo.
— Não estou mais ofendida.
— Achei que não estaria — ele voltou ao seu horroroso bagel de canela e creme de vegetais.
— Lembre-me, porém, como é que ninguém sabe disso. Quer dizer, não é que sejamos preconceituosos em Eli — no mínimo, o oposto era verdade. Eli tinha uma das maiores porcentagens de homens gays em todo o sistema da Ivy League. Um em quatro, talvez mais era a frase que eu vinha ouvindo desde a primeira vez em que pisara no campus.
Malcolm suspirou.
— Meu pai, o grande conservador. Se ele ou seus eleitores soubessem a minha orientação, a merda ia bater no ventilador.
Sacudi a cabeça.
— Isso não faz sentido. Se Dick Cheney pode ter uma filha lésbica e ainda ser um bom conservador, por que o governador Cabot não pode?
— Dick Cheney nunca fez campanha defendendo que os homossexuais são filhos de Satã e deveriam todos morrer se contorcendo nas profundezas do inferno — Malcolm disse, uma grande amargura subitamente invadindo sua voz. — Ele nunca falou publicamente que a Aids era uma praga de Deus enviada para punir as bichas por seus pecados.
Olhei para baixo, para dentro do meu copo de moca.
— Ah.
Ele deu de ombros.
— Eu estou acostumado — falou. — Era pior quando eu era mais novo e inseguro e tentava desesperadamente me consertar.

Olhei para Malcolm, autoconfiante, encantador, o Malcolm Cabot com o dom da palavra e tentei imaginar como esse cara podia um dia ter sido inseguro. Talvez ele conseguisse esconder muito bem, depois de treinar tanto para evitar a desaprovação do pai.
— Seu pai suspeita de alguma coisa?
Malcolm balançou a cabeça.
— É difícil dizer. Eu era o rei da supercompensação no segundo grau. Parecia o extremo oposto. Tinha grande reputação de garanhão. Papai ficava tão orgulhoso...
— Você ainda tem uma reputação bastante decente, sabe.
Ele encolheu os ombros.
— Na maior parte, é tudo ilusão. E eu sou muito cauteloso, muito discreto. Ninguém além dos Coveiros da minha turma sabe. E agora você. — Ele sorriu de novo. — Mas agora você também é uma Coveira!
— Isso mesmo. — Mas algo ainda estava me deixando confusa. — Quer dizer que os seus melhores amigos não sabem?
Ele espremeu os olhos.
— Os Coveiros sabem, e eles são basicamente meus amigos mais íntimos. Nem sei se teria contado a eles se não fosse pelos E.N.s.
— O que são E.N.s?
— Relatórios de Êxtase Nupcial — respondeu ele. — Um dos dias mais importantes na experiência de um Cavaleiro na Rosa & Túmulo. Você fíca de pé na frente de todos os seus irmãos e faz um relatório básico de sua experiência sexual até o momento.
— Uma Lista de Pegação.
— Hein?
Mordi o lábio.
— Nada. Isso é algo que todo mundo faz?
— É. Tradição da Rosa & Túmulo. Você vai adorar — ele me olhou fixamente. — Por quê? Você tem segredos sexuais profundos e obscuros sobre os quais eu deveria saber?

Pensei em Ben Alguma Coisa, mas tinha quase certeza de que um grande percentual das garotas universitárias possuía o mesmo tipo de incidentes constrangedores em seus currículos.
— Não.
— Ótimo — ele falou, assumindo uma espécie de ar severo e paternal. — Porque eu não gostaria de ter que entregar uma avaliação ruim para o seu namorado.
— A, você não pode dizer uma palavra: fez um juramento, lembra-se? B, eu não tenho namorado.
— E quanto ao Brandon Weare?
Certo. O negócio do badminton na sexta-feira. Malcolm não deixara escapar nada naquele encontro, não é?
— Ah, bem, ele é...
Malcolm riu.
— Não diga mais nada, Demi. Eu entendo. — Ele enfiou o ultimo pedaço de bagel na boca. — Achei que, se ia pular na cama comigo, você não estava louca por ele.
— Eu não ia pular! — Provavelmente.
— Agora eu estou ofendido. — Ele franziu a testa, encantadoramente, e eu joguei a ponta do edredom por cima de seu rosto e saí da cama. 

Enfiei minhas calças cargo, tirei a camiseta e puxei a minha blusa por cima da cabeça o mais rápido possível. Não que eu me importasse realmente que ele me visse de sutiã; afinal de contas, se ele era gay, não tinha importância, certo?
Voltei para a cama.
— Na verdade, eu queria lhe perguntar uma coisa sobre isso.
Ele abriu os braços amplamente.
— Pergunte o que quiser. Não temos mais segredos. Fiquei imaginando o quanto isso seria verdade.
Jennifer não parecia acreditar.
— Por que você ficou tão colado em mim ontem à noite se não estava me paquerando?
— Eu sou seu irmão mais velho — disse Malcolm, como se fosse óbvio. — Todo novo convocado tem um.
— Há algum motivo para as designações? Tipo, quem é irmão mais velho de Megan Robinson?
— Kevin Binder — respondeu ele. — Não percebe? Negro, gay, extremamente radical?
— Quer dizer, eles foram designados porque são muito parecidos?
— Quero dizer que ela foi convocada porque eles são muito parecidos — a testa de Malcolm se enrugou. — Sabe que é assim que funciona, certo? Nós convocamos pessoas para nos substituir.
— E você me escolheu?
Ja. Oui. Si. Hai. — Ele encolheu os ombros. — Não percebeu como a turma de convocados está cheia de figurões? Ficou bastante ridículo nos últimos anos, na minha opinião. Estão todos tão preocupados em escolher um representante, que não pensam realmente nas coisas intangíveis. É só etnia, religião, inclinação política, interesse acadêmico. Convocamos por gêneros, não pela alma. Todo mundo está se transformando em um estereótipo ambulante.

Na verdade, eu havia percebido isso, mas achei que era apenas uma extensão normal do hábito de Eli de deixar seus sentimentos à mostra. Durante aqueles quatro anos de universidade, o que quer que você fosse, você expunha ao máximo. Para criar um espaço para si, precisava incorporar a imagem que estava tão desesperadamente tentando passar. Eu podia não me lembrar do nome de todos os convocados (ou nomes secretos) ainda, mas reconhecia seu "tipo".
— Então, qual é o nosso estereótipo?
— Editorial, é claro. E branco.
— Mas não gay.
— Há alguma coisa que queira me contar? — Ele piscou. — Não temos que ser igualzinhos. Além disso, tivemos que dar um pouco de folga este ano porque nosso clube decidiu que iríamos convocar mulheres.

Em língua de Coveiro, um "clube" era o grupo de seniores que havia sido convocado junto. Os juniores eram um clube, mas seríamos chamados de "turma dos convocados" até assumirmos o comando no próximo outono.
— Como vocês decidiram quem ia convocar as mulheres?
— Quer mesmo saber? — ele se inclinou para sussurrar. — Tiramos no palitinho.
— Você ganhou ou perdeu?
— Muito engraçado — ele parou por um segundo. — Olhe, não importa como nós a escolhemos. Você está dentro agora.

É, mas eu não combinava tão bem com o Malcolm como tinha certeza de que os outros convocados combinavam com seus irmãos mais velhos. Durante seu segundo ano, Malcolm Cabot fora o editor do jornal diário — um cargo administrativo (não editorial, veja bem) bacaníssimo no mais brilhante e bem sucedido programa extracurricular de Eli.

O Eli Daily News (ou EDN, como todos o chamavam) tinha um castelo gótico como escritório no campus, que rivalizava com o mausoléu de qualquer sociedade secreta. Seu capital de giro podia ter sustentado várias revistas literárias sem o menor esforço. E havia muitas mulheres na equipe de lá.
— Então, eu sou a sua substituta — cruzei as mãos sobre meu colo. — Isso faria sentido... se você fosse Glenda Foster.
Ele caiu em cima do travesseiro novamente e jogou as mãos em cima dos olhos.
— Eu sabia que você ia tocar nesse assunto!
— A Pena & Tinta? — Quando ele assentiu, eu continuei: — Sou uma garota inteligente. E sabia que já havia sido selecionada para aquela sociedade.
— Bem, eu não sabia. Não fazia idéia de que estávamos invadindo o outro campo até aquele dia na sua entrevista quando você achou que nós éramos eles.
— Fiquei intrigada porque não havia nenhuma mulher na sala — admiti, apesar de estar realmente imaginando como Malcolm havia esquecido que a Pena sempre pegava o editor da revista literária. Seria algum tipo de solipsismo da sociedade, um alheamento estranho? Ele não se preocupava com o que outra sociedade queria?
— Assim que decidimos convocá-la, mandamos uma carta de intenção para as outras sociedades — Malcolm explicou.
— Isso não vai contra toda a história de "secreto"?
— Honestamente, você vai descobrir que fazemos muitas coisas que vão contra isso — ele encolheu os ombros. — Somos paradoxos ambulantes. Obrigados a usar o broche, mas instruídos a sair da sala se alguém ousar comentar sobre eles? O quão ridículo é isso?

Foi ele quem disse, não eu. Apesar de que, se pensar bem, quanto prestígio algo pode lhe dar se você não deixa ninguém saber a respeito? Os Coveiros tinham que ter algum antigo método desconhecido de exercer sua influência enquanto mantinham escondidas suas identidades. Bem legal.
Malcolm ainda estava explicando.
— Mas as outras sociedades fazem a mesma coisa conosco, então, se quiserem ser uns babacas e revelar nossa lista de convocados, nós temos munição parecida. E não há nenhuma garantia de que vão desistir, principalmente se foram rivais, como a Livro & Chave ou a Cabeça de Dragão.
— Mas a Pena & Tinta não é uma rival.
— Exatamente — ele sorriu e tirou as mãos do rosto. — Uma carta dos Coveiros faz com que se borrem todos.
Eu ri. Não era surpresa que Glenda não me ligasse há alguns dias. Provavelmente estava com medo de ser repreendida.
— Vai começar a perceber que muitos dos seus amigos bárbaros vão descobrir que você é uma Coveira — Malcolm continuou. — Não é por acaso que agora todos os meus amigos mais íntimos são membros da sociedade.

Clarissa x Selena? Não vai rolar.

— O que acontece se meus amigos... descobrirem? Já que, você sabe, Brandon e Selena já sabiam.
— Nós os matamos — ele sorriu. — Ah, nada. Não pode falar a respeito, mas vai ser praticamente impossível esconder o fato de que você desaparece todas as noites de quinta e domingo de perto das pessoas de quem é mais próxima, da sua colega de quarto, Selena, por exemplo.
 Cruzei os braços.
— Está usando aquela técnica dos Coveiros em que você age como se soubesse tudo sobre mim a fim de me apavorar?
— Estou.
— Bem, pare com isso. Não vou cair nessa. Você já se ferrou ao pensar que eu namoro o Brandon.
— Verdade. Então, mais alguma coisa que queira perguntar? Estou aqui para introduzi-la à vida de uma Coveira.
— Por que me escolheu, de verdade?
Ele se espreguiçou, passando as mãos por baixo da cabeça.
— Desculpe, garota, os anais de nossas sessões de deliberação são destruídos. Nós os queimamos em uma pira ritual.
— Por quê?
— Porque fogo é maneiro.
— Isso é tão coisa de homem.
— Não, sério, para poupar mágoas.

Fazia sentido. Eu, por exemplo, não gostaria de saber que tipo de coisas ruins Poe havia dito sobre mim depois daquela entrevista.
— Por que o meu nome é Bugaboo?
— São dois dólares de multa por usar o nome fora dos limites de uma reunião da sociedade, e eu também não posso lhe dizer isso.
— Por que não?
— Parte da deliberação.
— Se esse é o nome pelo qual vão me chamar pelo resto da minha vida na sociedade, tenho o direito de saber. Alguns dos outros membros sabem.
— Só os com nomes históricos. Pode trocar, se quiser, pode ser a primeira coisa a fazer no ano que vem. Não gostou dele? — Ele parecia magoado, como se eu estivesse rejeitando um presente.
Dei de ombros.
— É legal, eu acho. Só queria saber por que esse... — continuei, astutamente. Mas eu podia adivinhar. — Um "bugaboo" era um problema persistente e, se sua "liçãozinha" durante a minha iniciação fosse indício de alguma coisa, eu havia sido uma lendária mala durante minha entrevista.
— Sua sem-vergonha! — ele me cutucou do lado até eu gritar. — Talvez eu devesse ter lhe dado esse nome!
— Provavelmente teria sido melhor!
Ele começou a fazer cosquinha em mim para valer, então.
— Vamos lá, admita. É um nome bonitinho. Bugaboo, bugaboo, bugaboo!
— Pare! Malcolm, por favor!
— Bugaboo! — Rolei para trás, mas ele não desistiu. — Bugaboo!
— São... dez... dólares... — falei arfante em meio às gargalhadas.
Ele se sentou e puxou uma nota de dez da carteira, sorrindo.
— Verdade. Mas valeu a pena.
Sentei-me, totalmente acabada, afogueada e, sim, meio excitada. Mas, qual é, um cara gostoso me fazendo cócegas — o que mais você podia esperar?
— Tem certeza de que você é gay?
Ele piscou.
— Devo lhe dizer com quantos galãs e playboys de Hollywood eu já fiquei?
Ergui uma sobrancelha com interesse.
— Vai dar nome aos bois?
— Não.
— Qual é! — eu pisquei. — Eu sou uma Coveira. Não temos segredos.
Ele deu nome a um boi.
— Não!
— Sim.
— Como foi?
Malcolm pensou a respeito por um minuto.
— Nada mal. Intenso.

Fazia sentido. E no armário, igual ao Malcolm. Mas, por mais que eu estivesse curiosa a respeito da Lista de Pegação do meu irmão mais velho, havia outras perguntas mais importantes que tinham precedência. 

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Bom .. mais um hoje por que mais tarde não vou poder postar .... e talvez nem amanhã. Então vou deixar esse aqui... a história ta começando a melhorar né? rsrs' espero que sim XD

Gente, tbm vou demorar um pouquinho pra postar agora pq meu estoque de capítulos pronto para ser postado acabou rsrs' agora vou começar editando mais alguns, juro que vou tentar não demorar muito XD 

Bjss amores >.<

COMENTEM !!!

6 comentários:

  1. quer me matar né...
    Mais não morro
    quero mais mais e mais
    agora a história vai esquentar? hum hum hum
    beijos jujuba

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  2. O.m.g.
    Que capítulo mais perfeito <3 <3 <3 <3
    Fic maravilhosa u.u
    Posta logoo
    Beijos

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  3. malcon gay? O_O q desperdicioooo kkkkk
    quero mais em breve

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  4. Amei kkkkkkkk achei engraçado ele gay aiii q fofo kkkkkkkk bjs

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  5. Aquele gostoso do Malcon é viadinho??! Como pode uma coisas dessas, isso é um completo desperdício. Nao acredito!!!
    Capítulo perfeito.

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Sem comentários ........... sem capítulos!