31/01/2014

Sociedade Secreta - Capítulo 4 (Parte 1)





Por meio desta, eu confesso:
odeio Clarissa Cuthbert

4.

Semper Paratus

E deixe-me dizer por quê.

Lembra-se de Galen Twilo, o número dois da minha Lista de Pegação? Bem, logo depois do nosso retiro de amor na Semana da Leitura, umas duas semanas depois do segundo semestre ter começado, quando estava começando a cair a ficha no meu cérebro confuso pela luxúria de que eu nunca mais teria uma discussão pós-coito a respeito do existencialismo e da incontrovertível insignificância do ser (eu sei, coisa estranha para se pensar logo depois de um orgasmo) nos braços do Sr. Twilo, tive um encontro um tanto infeliz.

Há uma espécie de restaurante/boate em New Haven chamado Tory's, que atende a facções muito, muito conservadoras do corpo estudantil. Para comer lá, você tem que ser membro, e o código de vestimenta é inacreditavelmente rígido. Servem coisas como torradas com queijo derretido, e organizações do campus que têm membros do Tory's em suas listas gostam de ir lá e ter o que chamamos de "Noites de Tory's'', em que cantamos canções e fazemos brindes bebendo em troféus de prata gigantes nas longas mesas nas salas de banquetes privativas do restaurante, apesar de nunca comermos realmente nada. Clarissa Cuthbert está entre as mais conservadoras dos conservadores, e seu pai, algum poderoso do mercado financeiro, é o tipo de pessoa que paga a salgada taxa de sócio pós-graduado do Tory's só para poder comer torradas sempre que visita a filha em sua antiga alma mater.

Eu não sabia de nada disso na época. Eu sabia da Clarissa — ela era linda daquele tipo "loura da Bergdorf ", a loja mais luxuosa de Nova York, vestia-se como se estivesse em um desfile de modas para cada aula, e tinha um quarto no alojamento do campus (como era exigido de todos os alunos do primeiro ano), assim como uma sofisticada cobertura na esquina das ruas Chapei e College, o endereço para estudantes mais chique da cidade. Ela dava festas de degustação de champanhe. Com 18 anos.
Eu ainda estava me acostumando a barris de chope.

Minha primeira Noite no Tory's com o pessoal da revista literária estava rolando há mais ou menos uma hora e meia quando o troféu quase vazio foi passado para mim.
— Beba o resto — Glenda Foster, então uma aluna do segundo ano, havia sussurrado para mim, e a mesa inteira ergueu as vozes em uma canção. Bem, as regras do Jogo da Taça Tory's são um pouco complicadas (principalmente se levarmos em conta que é um jogo para beber), mas aqui está uma lista rápida.

REGRAS DAS NOITES NO TORY'S

1) A Taça Tory nunca pode tocar na mesa.

2) Os jogadores passam a taça para a esquerda, completando meia-volta todas as vezes, e todo mundo dá um gole.

3) Quando o nível de bebida alcoólica misturada (identificada apenas pela cor — exemplo, uma Taça Tory Vermelha, uma Taça Tory Dourada, uma Taça Tory Verde) chega a um nível baixo o suficiente, a pessoa que a está segurando é obrigada a virar o resto, enxugar a parte de dentro com o cabelo e/ou as roupas e colocá-la, de cabeça para baixo, em cima de um guardanapo. Se houver qualquer traço de umidade impresso no guardanapo, ela tem que pagar a próxima taça (as Taças Tory são proibitivamente caras, por isso não se pede comida nas Noites no Tory's. Não podemos estourar nosso orçamento em sanduíches de pepino).

4) Tudo isso é feito enquanto as outras pessoas à mesa cantam a "Canção do Tory", que é uma mistura incompreensível de letras, palmas e baderna bêbada generalizada, na qual eles inserem o nome do pobre bebedor. Ninguém ensina a Canção do Tory para ninguém, a gente aprende por osmose assim que chega ao campus.

Aquelas taças provavelmente contêm mais de 3 litros, portanto mesmo quando parecem estar quase vazias, ainda há uma quantidade altamente enganadora de álcool, suco e baba dos outros balançando no fundo da taça de prata polida. E eu tinha que beber — sem me afogar. Por um segundo, pensei que teria a mesma sorte se tentasse nadar ali. Mas eu me recompus, virei e fiz o melhor que podia para secar as bordas e o interior com meu cabelo e minhas roupas. O preço de uma Taça Verde é uns 60 dólares, o que era o dinheiro que tinha para gastar durante um mês no primeiro ano, portanto eu tinha que ganhar o jogo. E ganhei, mas paguei o preço. Tonta, melada e já me arrependendo da minha futura conta de lavanderia, pedi licença logo depois para ir ao banheiro. Desci as escadas cambaleando até chegar ao salão principal e praticamente tropecei em uma mesa contendo Clarissa Cuthbert, seu pai, algumas pessoas que não reconheci e Galen Twilo, inexplicavelmente vestindo calças caqui, camisa social e gravata e um blazer azul com botões dourados nas mangas.

Eles ergueram os olhos de suas saladas de agrião, olhando para minha roupa pegajosa e manchada de verde e os olhos de Galen (nunca me esquecerei disso) não mostraram absolutamente nenhum reconhecimento. Por um momento, achei que talvez estivesse vendo coisas e não fosse Galen, afinal de contas. Galen usava calças pretas com correntes penduradas e camisetas do show do Clash que encontrava em brechós no Village. Não blazeres azuis com botões dourados e — olhei para seus pés — mocassins marrons com franjinhas de couro. Naquele exato momento, os 750 mililitros da Taça Tory no meu estômago ganharam de mim e eu corri para o banheiro. Ainda estava no reservado, tentando apagar a imagem do vômito alcoólico violentamente verde da minha cabeça, quando a porta do banheiro feminino se abriu e Clarissa entrou com uma de suas amigas (eu olhei pela fresta da porta do reservado).
— ...ele falou que saíram juntos algumas vezes. — Clarissa estava dizendo enquanto abria um pó compacto Chanel e passava iluminador no nariz. — Mas ele nunca pensou que ela apareceria aqui.
— Seguindo-o como um cãozinho apaixonado, não é? — a outra garota fez um som de desaprovação com a língua. — E o que era aquilo no cabelo dela? 
Clarissa deu de ombros. 
— Você sabe como o Galen gosta de se misturar.

O QUE EU APRENDI NAQUELA NOITE

1) Há um banheiro perto dos salões de banquete privativos que o Tory' s prefere que os alunos da Noite no Tory usem para não incomodar as pessoas no salão principal com suas roupas pegajosas.
2) O Sr. Rebelde-Sem-Causa Twilo na verdade era um milionariozinho de Manhattan que crescera no Upper East Side e freqüentara a mesma escolinha particular que Clarissa.
3) Nunca termine uma Taça Tory Verde.

E nunca mais gostei de Clarissa Cuthbert depois disso. "De se misturar!" Então, aqui estava eu, dois anos e meio depois, vendo Clarissa acariciar minha carta da Rosa & Túmulo com um sorrisinho complacente moldado em seu (provavelmente melhorado pela plástica) rosto. Engoli em seco.
— Ora, obrigada — sua vaca — Clarissa! — falei no que esperava ser um tom de puro encanto, mas que provavelmente saiu como doçura forçada. — Eu estava imaginando — porque você roubaria os meus livros — o que eu havia feito com esse — bilhete da sociedade secreta — convite para uma festa de aniversário.
— Cale-se — disse ela e acenou para mim com a carta. — Venha cá.
Comecei a andar em sua direção, mas lembrei-me que, o que quer que Clarissa tivesse dito no primeiro ano, eu não era um cãozinho obediente, parei e estiquei a mão.
— Por favor, me devolva a minha carta.
— Assim que averiguarmos que ela pertence a você.
Isso me fez entrar totalmente no recanto de leitura.
— Ela me pertence e você sabe disso — chiei.
Ela virou o envelope nas mãos, um olhar de inocência serena no rosto.
— Não tem nome.
Cerrei o maxilar.
— Então, deixe-me descrevê-la para você.
— Ah, por favor, faça isso! — ela sorriu docemente. — Principalmente o que está dentro. Sentei-me na poltrona à sua frente.
— Clarissa, eu não estou brincando. Devolva.

Ela hesitou, franziu as sobrancelhas e me entregou. Arranquei o envelope de suas garras e, depois de me assegurar que o lacre continuava intacto, enfiei-o dentro da capa do GEP. Bem, isso fora mais fácil do que eu pensara que seria. Cara, se fosse eu, teria brigado para ver o que havia naquela carta.

Como todos os assuntos entre nós pareciam ter chegado ao fim, levantei-me para ir.
— Espere, Demi. — Ela tocou no meu braço e fiquei bastante orgulhosa de mim mesma por não me encolher de nojo. — Nós devíamos conversar.
— Sobre o quê? — falei arrogantemente.
— Você sabe sobre o quê. — Seus olhos se suavizaram por um segundo. — Por favor?
Que cascata. Como se ela fosse ser minha amiga agora que eu ganhara a aprovação de um grupo como a Rosa & Túmulo? Soltei meu braço de sua mão.
— Me desculpe, Clarissa. Não sou de me misturar.

A parte de dentro da carta fora queimada em alguns lugares e grandes pedaços chamuscados deixaram marcas pretas nas minhas mãos enquanto eu tentava desdobrá-la e
ler o que estava escrito. Como antes, a escrita estava torta na página, que estava dobrada em um hexágono irregular. Desta vez, tinha cheiro de fumaça. Era isso o que dizia:

Neófita Lovato, Aos cinco minutos depois das oito esta noite, sem usar metal, nem enxofre, nem vidro, saia da base da Torre Whitney e ande para o sul pela High Street. Não olhe para a direita nem para a esquerda. Passe pelos pilares sagrados de Hércules e aproxime-se do Templo. Leve o Livro certo na mão esquerda e bata três vezes nos portais sagrados. Não diga a ninguém o que fizer. — Rex Grave

Humm, tuuuudo bem. Eu sabia o que todas aquelas palavras queriam dizer, mas a soma delas ainda era um mistério. Quem usa enxofre? A restrição quanto ao vidro não tinha problema, já que eu fora abençoada com uma visão 100%, mas a história do metal ia ser difícil. Jeans estavam fora — com todos aqueles rebites de cobre e o zíper e os botões. Na realidade, a maioria das minhas calças tinha zíper e até as de botão tinham botões de metal. Eu devia usar uma saia? Calças de ginástica?
Selena bateu na porta enquanto eu estava rasgando o forro de um dos meus sutiãs.
— O que está fazendo? — ela perguntou, enfiando a cabeça para dentro.
— Tentando encontrar o arame. — Aha! Puxei-o para fora, só para descobrir que "arame" era um termo relativo e que Victoria's Secret aparentemente usava algum tipo de plástico duro e elástico.
— Destruí este para nada — falei, jogando o sutiã rasgado em cima da cama.
— O que você tem contra suporte? — Selena sentou-se na beirada da cama. Olhei para ela alarmada, mas a montanha de roupas descartadas cobria a carta da Rosa & Túmulo. Dando de ombros, puxei outro sutiã da mesma loja — são todos de plástico, certo? — e foi complicado entrar nele.
— Nada. Aquele só estava me espetando — olhei no espelho acima da minha cômoda e tirei meus brincos de prata.
— Então, eu estava pensando em ir ver aquela peça do Pinter que a Carol está montando — disse Selena. — Quer vir?
Tanto quanto queria me vestir com enxofre dos pés à cabeça. — Passo. — Fiz uma careta. — O que te levaria a passar uma linda noite de sexta-feira vendo alguma coisa tão deprimente? — Tem idéia melhor?
Encostei-me no balcão, olhando para minha melhor amiga. Qualquer outra noite, eu teria ido. Podíamos comprar milk shakes e levá-los escondidos para o cinema do campus para evitar as comidas caríssimas que usavam para equilibrar a entrada baratíssima. Podíamos pedir pizza e passar a noite assistindo à obra de Meg Ryan no televisor de 12 polegadas da Selena. Podíamos ir até a farmácia, comprar um estoque de esmalte e fazer uma festa de pedicure. Podíamos pegar a garrafa de vodca Finlândia sabor manga e um saco de jujubas, ficar bêbadas, esquecer a tensão estranha que vinha permeando nossa amizade desde a Noite de Convocação, parar de agir como crianças e dizer uma à outra exatamente o que estava acontecendo com as sociedades secretas para as quais estávamos entrando.
Mas eu queria que Selena começasse.
— Na verdade, não — respondi. E, numa escala de imaturidade até 10, eu daria a mim uma nota 2,3.
Selena ergueu uma de minhas blusas até o peito e verificou seu reflexo.
— Não fico bem de amarelo. — É, mas fica ótima com aquela minha blusa azul de seda que está com você há... o quê, cinco semanas? — Combinava perfeitamente com sua aparência irlandesa morena. Tirei meu relógio, imaginando se os Coveiros iriam fazer algo estranho e magnético comigo. Nada de metal? Ainda bem que eu não usava aparelho nos dentes. Estava quase ligando para Malcolm Cabot e pedindo conselhos de vestuário para ele. Selena se jogou de costas em cima das minhas roupas.
— Olhe só quem está falando! Não vejo minhas botas vermelhas de cano curto desde as férias de primavera.

Abaixei a cabeça com culpa e abri o fecho do meu colar. Aquelas botas estavam no quarto do Brandon.
Com todos os vestígios de metal removidos, voltei para o meu armário para procurar calças que não precisassem de cinto e ainda assim parecessem algo que você usaria fora da academia ou do quarto.
Selena começou a fuçar na minha pilha de descartes.
— Está se vestindo para o quê?
Sei lá.
— Eu vou sair e não sei bem onde vou parar, então quero estar preparada.
Ela se sentou ereta.
— Preparada? Estamos falando da sociedade?
Remexi nas minhas roupas e fingi não ouvi-la.
— Demi?
Remexendo, remexendo, remexendo. Meu conjunto de veludo molhado? Por que ele nunca ficava tão bem em mim quanto ficava na Britney Spears (antes da gravidez)?
— Demi?
A saia de veludo cotelê poderia funcionar, mas era curta demais para fazer qualquer coisa que não fosse sentar ou fi -car de pé. De alguma forma, eu suspeitava que a iniciação exigiria um pouco mais.
Neófita Lovato?
Prestei atenção imediatamente e pulei para fora do closet. Selena encontrara minha carta e a estava lendo em voz alta. Aterrorizada, lancei meu corpo em direção à cama.
— Me dê isso!
Selena rolou para longe e eu aterrissei de cara numa pilha de suéteres de inverno. Ela saiu saltitante pelo quarto, rindo e lendo a carta num tom assustador, como o de Vincent Price, aquele ator de filmes clássicos de terror.
"Passe pelos pilares sagrados de Hércules e aproxime-se do Templo" Ooooooh... Isso parece um jogo de RPG.
— Selena, pare! — lutei para me desembolar das mangas do meu casaco de lã.
Suspirando, ela jogou a carta na minha direção.
— Tome, não tenha um infarto.
Enfiei a carta na minha escrivaninha e olhei para ela.
— São como as instruções que você recebeu na sua carta? — perguntei com um riso de escárnio.
Ela desviou o olhar.
— Não posso falar sobre isso.
— Ah, fala sério! Você só pode estar brincando! —Apontei para a gaveta da escrivaninha. — Existe alguma maneira no mundo da sua sociedade levar as coisas mais a sério do que a minha?
Epa. Seu rosto endureceu.
— E a verdade se revela. Perdoe-me por me intrometer. Eu devia saber que uma proletária como eu não tinha nada que invadir o quarto de uma poderosa Coveira — ela praticamente cuspiu a palavra. A porta, ela fez uma pausa: — Não use o veludo molhado. Faz sua bunda ficar enorme.

Por sorte, eu tinha um par de calças cargo com cordão na cintura e fecho de velcro e então, adequadamente vestida afinal, fui em frente para encontrar meu destino. Dei um tempo na torre Whitney, checando periodicamente a hora no relógio e esperando parecer mais casual do que eu me sentia. Cinco minutos depois que o carrilhão da torre Whitney acabou de bater as oito horas, dei meia-volta e marchei em direção ao mausoléu da Rosa & Túmulo. Estava determinada a não repetir os erros de minha entrevista — eu não chegaria atrasada para a iniciação.

Conforme me aproximei do mausoléu, vi outra figura andando na minha direção, vinda do lado sul da rua. Maldição. Eu não podia entrar no jardim da Rosa & Túmulo com alguém bem ali me olhando, podia? Como os membros guardavam seus segredos sem uma entrada secreta? A figura passou debaixo de um poste de luz e eu pude ver que era um homem. Ele usava um casaco preto brilhante ornado com mais zíperes do que se poderia esperar sensatamente ver em um casaco normal. Eu conhecia aquele casaco. Ele pertencia a George Harrison Prescott.
— Eia, Demi! — disse ele quando nos encontramos na calçada exatamente na frente daquele odiado portão de ferro fundido. George apoiou a mão nele (como se fosse um portão qualquer, e não a entrada para o mausoléu dos Coveiros) e plantou os pés diretamente no meio do meu caminho. — Como vai você?
— Humm... — Meus olhos flutuaram em direção ao mausoléu. — Nada demais. E você?
— A mesma coisa. — Ele piscou para mim, seus lindos olhos de cor de cobre cintilando ainda mais por trás da armação brilhante de bronze de seus óculos.

Juntei as coxas com força e rezei ardorosamente para que ele não percebesse. George Harrison Prescott não só era o homem mais bonito da minha turma na Universidade Prescott (e não, os nomes não eram coincidência), ele também era um Galinha com G maiúsculo. Lembra-se de Marissa Corrs, que trabalhou com Orlando Bloom naquele filme de época no ano passado? Bem, ela recentemente tirou uma licença de Eli para se concentrar em sua carreira de atriz mas, enquanto esteve aqui, adivinhe do quarto de quem foi vista saindo todo domingo de manhã?
É. A garota podia ter pego o Orlando, mas escolheu George Harrison Prescott. É claro que, se você espremer um pouco os olhos, George e Orlando poderiam ser gêmeos, tirando os óculos de George, os quais, no que me diz respeito, o deixam dez vezes mais gostoso. Marissa era só uma das muitas no que eu tenho certeza de que é o Dicionário de Pegação de George Prescott. Pelo que ouvi, George dormiu com metade das mulheres hetero e/ou disponíveis da Universidade Prescott e, pelo que eu sei, a outra metade está impacientemente esperando sua vez.

Eu não, é claro! George e eu somos só amigos. Conhecidos. Do tipo que acena com a cabeça em reconhecimento quando passa um pelo outro na rua ou se senta junto no refeitório de Prescott quando nenhum dos nossos outros amigos está por perto, batendo papo um com o outro em nome da solidariedade de classe-e-filiação-universitária. E se uma garota se permite a ocasional fantasia sexual sobre entrar acidentalmente no banheiro de George Harrison Prescott enquanto ele está no chuveiro — bem, isso não é nada demais, certo?
— Está indo para casa? — ele perguntou e eu tentei não ficar olhando fixamente para sua boca.
Já que eu estava andando precisamente na direção oposta da Universidade Prescott, isso me pareceu uma pergunta bastante estranha.
— Não.
— Está bem — ele sorriu cordialmente e nenhum de nós dois se moveu um milímetro. Finalmente, desistindo, eu o contornei e andei alguns passos pela rua.
George acenou, mas não se moveu. Quando finalmente cheguei na última esquina e me virei, ele havia pego uma caixa de fósforos do bolso e começara a acendê-los, um a um, deixando-os queimar até o dedo antes de jogar os tocos na calçada.
Sacudi a cabeça.

Meninos! É tipo uma coisa de homem das cavernas ter que brincar com fogo sempre que podem? Ele parecia pronto a ficar ali bancando o Prometeu a noite toda. Quantas vezes eu teria que dar a volta no quarteirão antes de ter a entrada livre para o mausoléu?

Finalmente, George pareceu chegar a uma decisão. Virou-se e saiu trotando na direção da Universidade Prescott. Não perdi tempo para correr de volta ao portão. E daí que eu não estava seguindo as instruções exatamente como estava na carta? Eu cumprira todos os passos, apesar da demora, e não podia me arriscar a chegar atrasada de novo. Quem sabe quantos relógios atômicos de altíssima precisão eles tinham ali?
As gigantescas portas duplas na soleira do mausoléu da Rosa & Túmulo tinham uma cor de bronze opaca pelo desgaste do tempo. Uma grande aldrava de bronze no formato de um livro aberto estava pendurada na altura do rosto; suas páginas de bronze envelhecidas estavam gravadas com um " R" e um " T " . respirei fundo.


Vamos lá. 

-------------------------------------------

Oiiiie, quanto tempo ???? rsrs'
Desculpem a demora, tive problemas com meu computador e também com minha net, mas agora está tudo resolvido ! 
Legal ver que vocês estão gostando !!! #feliz 


Bom, se comentarem eu posto amanhã =) 
okay???? então ... até lá ~.~
bjsss



13 comentários:

  1. quanto misterio senhor
    MAAAIIIIIIIIISSSSSSSSSSS

    ResponderExcluir
  2. Capítulo perfeito <3
    To amando tudo na fic
    Ansiosa aqui para saber mais...
    Posta logooo
    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Owwn bebê, que bom q gostas da fic =)
      postando agr
      bjss

      Excluir
  3. Ebaaaa, vc voltou! To amando! Posta mais!
    Bia

    ResponderExcluir
  4. Capitulo perfeito! Gente quanto mistério kkk
    Posta logo tá? Super curiosa.
    Beijos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mistério?? rsrs' ta só começando =)
      postando agr amore ^^
      bjss

      Excluir
  5. Lindo demais...
    hahaha
    Posta Logo u.u
    Que eu to curiosa..
    Beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom que está gostando amore ^^ fico feliz
      postando agr ^^
      bjss

      Excluir
  6. KDE KDE KDE O OUTRO CAP???? POSTA LOGO PLMDDS ESTAMOS MT ANSIOSAS KKKKK POSTA POSTA POSTA LOGOOOOOOOO

    ResponderExcluir
  7. Putz..... muito misterioso esse capítulo.

    ResponderExcluir

Sem comentários ........... sem capítulos!