02/11/2013

O Pai Perfeito (Mini Fic - Capítulo 6)





CAPÍTULO SEIS

Demi estava nervosa enquanto fazia seu turno no Cosmos na noite seguinte. Parecia que seu relógio de pulso era um ímã e, quanto mais o ponteiro se aproximava das sete horas, mais seu coração se acelerava. Joe geralmente chegava para jantar en­tre sete e sete e meia e, pela primeira vez em dois anos, percebeu-se aguardando ansiosamente sua chegada, sen­tindo ao mesmo tempo medo e excitação. Mas, acima de tudo, estava preocupada.
Lembrou-se da escapada na tarde anterior com um tremor nas mãos e calor no rosto. Que coisas fizeram um ao outro, ela lembrou. Como Joe fora ousado e terno. Como pôde imaginar que tudo voltaria à rotina de sempre depois de tudo o que compartilharam?

No momento em que Joe chegasse, Demi sabia que mergulharia em um estado de estupor. Não saberia o que dizer, o que fazer. Não que estivesse envergonhada. Ao contrário, estava surpresa com o que Joe lhe fizera. Na terceira vez em que chegaram juntos ao clímax, ela esteve a ponto de gritar que o amava. E o modo com que ele a beijara quando finalmente chegou a hora de se separarem foi algo muito especial, como se tivessem compartilhado um conhecimento reservado para poucas pessoas no mundo.

Para tentar controlar-se, Demi procurou acalentar a possibilidade de que muito provavelmente já estaria gerando um ser dentro de si, um começo de vida com in­finitas possibilidades de alegria. Este fora o grande mé­rito da tarde que passara com Joe.

Enquanto alinhava as garrafas nas prateleiras, viu-o aproximar-se pelo espelho e sentiu-se estremecer. As lembranças eróticas reavivaram-se com tal intensidade que Demi precisou contar até dez até conseguir reagir à presença dele. Observou-o aproximar-se do bar, per­cebendo que ele emanava confiança dentro daquele ter­no caro e elegante.

Joe sentou-se ao balcão e seus olhos já a buscavam na imagem refletida no espelho. Ela sabia que deveria voltar-se e encará-lo, sabia que deveria dizer algo espi­rituoso e inteligente para aliviar a tensão. Mas não con­seguia; parecia que algo a atava àquela prateleira.

— Olá, Demi — disse Joe, quebrando o silêncio que ameaçava engolfá-los.
Ela encontrou alguma força para voltar-se e encará-lo, procurando parecer indiferente.
— Oi — ela o saudou, voltando-se para pegar a cos­tumeira garrafa de scotch.
— Não — ele disse, surpreendendo-a. — Hoje quero algo diferente.
Demi temeu perguntar o que ele preferiria, por isso só fez arquear as sobrancelhas.
— Champanhe. — Seus olhos verdes sorriam miste­riosamente. — Estou celebrando. Traga-me uma garrafa da marca que você preferir.

Ela mordeu o lábio para não dizer que ele já devia saber exatamente qual seria a marca. Sentiu-se tola ao retirar do resfriador de vinhos a garrafa de Dom Périg­non, sabendo que não deveria fazer nada para reativar a memória daqueles momentos tórridos.
Percebeu que Joe reconhecera a marca pelo modo como ele lhe sorriu. Ele não deixou de fitá-la enquanto ela abria a garrafa com um estouro discreto. Demi serviu uma taça e depositou-a à frente dele.
— Não vai me acompanhar? — ele perguntou, erguendo a taça na mão.
Ela balançou a cabeça.
— Estou trabalhando. Cosmos é muito rígido nesse ponto.
— E você já pode estar grávida — ele acrescentou. Ela sentiu-se corar.
— Bem, ainda é muito cedo para saber. Creio que isso só será possível dentro de duas semanas.
— Mas você acha que está.
Era uma afirmação, e não uma pergunta, ela percebeu.
— Eu acho que estou.
Ele sorriu e levou a taça até os lábios.
— Então... o que você está celebrando esta noite? — ­Demi quis saber, tentando parecer descontraída, mas temendo ouvir a resposta.
Ele depositou a taça no balcão e voltou a sorrir.
— Hoje fechei com o maior cliente da minha carreira.
Demi sentiu o coração gelar, decepcionada.
— Mesmo?
Joe acenou com cabeça.
— Ela vai me trazer trabalho suficiente para manter meu escritório durante cinco anos, ou mais.
Demi forçou um sorriso.
— Que ótimo, Joe. Isso é... — Ela suspirou. — Parabéns.
— Obrigado.
— Ela é aquela pessoa da reunião de ontem de manhã?
— Sim. É Gwendolyn Montgomery. É ela quem dá as cartas no ramo das incorporadoras. Talvez já tenha ou­vido falar sobre ela.

Demi balançou a cabeça. Jamais ouvira falar, mas lembrava-se muito bem daquela mulher castanha e ele­gante, de olhos frios. Ah, sim, ela pensou. Sem dúvida ela seria uma cliente muito importante.

— Nunca, sinto muito — Demi respondeu, tentando ignorar uma pontada de ciúme. — Mas fico satisfeita em saber que ela vai... ajudá-lo tanto.
Ela tirou o bloco de anotações do bolso e puxou o lápis detrás da orelha.
— Então, quer saber quais são os pratos para esta noite? Cosmo preparou ele mesmo umas codornas espe­ciais. No entanto, eu já experimentei os medalhões de lombo ao vinho e asseguro que estão deliciosos. Há tam­bém um filé de linguado que...
— Demi?

Joe a chamou como na noite anterior, com um tom grave, sedutor. Por isso, Demi temeu erguer os olhos e encontrá-lo olhando como durante aqueles momentos especiais. Só conseguiu olhar fixamente para o lápis e o bloco.
— Sim?
— Eu realmente gostaria de falar sobre algo que não fosse jantar.
— Ah, sim? O quê, por exemplo?
— Nós.
Ela finalmente ergueu os olhos, mas não conseguiu en­cará-lo. Fixando-se no piano atrás dele, Demi perguntou:

— Nós? O que gostaria de falar a nosso respeito?

Ele inclinou-se um pouco para a direita, tentando en­quadrar-se em seu campo de visão, mas Demi obstina­damente recusou-se a encará-lo. Ela ouviu-o suspirar, resignado, e voltar para sua posição original.

— Pensei que depois de ontem... — ele começou.
— O que aconteceu ontem? — ela o interrompeu, ainda tentando manter uma naturalidade que não sentia.
— Demi, olhe para mim.

Ela finalmente concedeu, mas arrependeu-se. Ele era tão bonito, e não conseguia atinar como não reparara nisso antes. Até duas semanas atrás ele era somente um cliente. Alguém com quem gostava de conversar e que lhe honrava pedindo alguns conselhos, desde aspectos de seu trabalho até o que dar a uma mulher em seu ani­versário. Agora, temia ter estragado todo aquele clima de camaradagem com a tarde que compartilharam.

— O que foi? — ela indagou. Jamais deixando de fitá-la, ele disse:
—Acho que precisamos conversar sobre o que aconteceu ontem.
— Por quê?
Ela percebeu que ele estava desapontado com sua relutância.
— Porque é importante.
Demi moveu o lápis nervosamente entre os dedos.
—Claro que foi importante. Você estava cumprindo uma obrigação contratual.
Dessa vez ele ficou exasperado.
— Se puxar pela memória — ele falou, rispidamente —, vai se lembrar que fiz muito mais do que cumprir uma obrigação. E, se entendi direito, você também ex­trapolou os termos do contrato.

Demi enrubesceu, sentindo a temperatura do corpo subir, mas sabia que não poderia dar maior importância ao que acontecera, para sua própria paz de espírito.
— Joe, ontem você simplesmente me fez um favor.
— Um favor? — ele indignou-se, afrontado com a colocação.
Ela acenou com a cabeça e procurou manter-se firme.
— Um favor pelo qual serei eternamente grata. Não sei se algum dia poderei recompensar sua generosidade...
— Minha generosidade? — ele explodiu.
— Mas... você concordou em fazer... isso, por mim.
Ele arregalou os olhos e abriu a boca para protestar Demi ergueu a mão para interrompê-lo.
— E você também concordou com algo — ela disse. — Nós concordamos. Ficou claro que depois que nós... fizéssemos amor... cada um voltaria a agir exatamente como antes. Antes de... isso acontecer.

Joe por fim afastou o olhar, desalentado. Demi guardou o bloco e o papel e espalmou as mãos sobre o balcão.

— Joe, por favor — ela pediu, gentilmente. — Não..nao transforme o que aconteceu ontem em algo além do nosso acordo.
Ele a encarou por alguns segundos e então perguntou, angustiado:
— Então, diga-me, Demi. O que exatamente aconteceu na tarde de ontem?
Ela ergueu o queixo e conjurou uma segurança da qual não tinha mais certeza.
— Eu precisava de um homem, um homem extraor­dinário, para me dar um filho. Você concordou em ser esse homem e fez o que lhe pedi. Foi o que aconteceu. Agora, tudo terminou. Voltamos a ser amigos.
— Você acha que é capaz disso? — ele perguntou, implorando com o olhar.
— Claro — ela mentiu. — Por que não?
— E se as coisas não funcionaram conforme o plane­jado? — ele provocou.
Ela engoliu em seco.
— Do que você está falando?
— E se você não estiver grávida? O que vai acontecer? Ela olhou para o chão, embaraçada.
— Então acho que teremos que tentar novamente no mês que vem. Não foi isso o que decidimos? E o que está no contrato...
Ele balançou a cabeça com veemência.
— Não, Demi. Você vai tentar novamente. Com con­trato ou sem contrato, se houver uma próxima vez, dei­xe-me fora disso.
— Mas...
Joe a fuzilou com os olhos.

— Eu devia estar louco quando concordei em lhe fazer um filho. Tentei me convencer de que o seu pedido era um arranjo perfeito. Que você conseguiria o seu bebê e eu teria um pouco de sexo, algo de que não tenho des­frutado muito ultimamente. Mas sabe o que é realmente louco nisso tudo?
Ela balançou a cabeça, incapaz de emitir qualquer som.
— O que é realmente louco é que depois de concordar, com isso, comecei a pensar que realmente pudesse haver uma chance de...
Ele calou-se abruptamente.
— Não, não importa o que comecei a pensar. Esqueça. Não é importante. Realmente eu devia estar louco e pensar...

Sem dizer outra palavra, ele tirou a carteira do bolso, jogou algumas notas sobre o balcão e afastou-se do bar.
Demi observou-o partir, com o cérebro dando voltas. Ele não olhou para trás e talvez tenha sido melhor assim. Afinal, não amava Joe Joe Jonas. Ele era um cara legal e fora extremamente generoso em concordar com seu projeto. Mas não era um homem para ela.

Ficou olhando para a garrafa praticamente cheia. Normalmente adorava champanhe, mas naquele momento não estava com o menor apetite. Despejou a garrafa, imaginando se Cosmos teria uma vaga para ela no período diurno.

Duas semanas mais tarde, Demi fechou os olhos ao tirar o bastão de dentro da solução acinzentada no tubo de ensaio. Estava com medo de saber, de perceber que a ponta do bastão estava branca, e não azul. Pegou o minúsculo bastão entre o polegar e o indicador, levou-o até o nível dos olhos e forçou-se a abrir um olho.
Azul. Ela viu nitidamente que estava azul.

Abriu o outro olho cautelosamente, não confiando que um só fizesse o trabalho com eficiência. A ponta do bastão permanecia azul, definitivamente, mesmo com os dois, olhos abertos. Procurou tomar fôlego e voltou a ler as instruções: "Se a ponta do bastão ficar azul, isso indica um resultado positivo e você pode se considerar grávida. Procure um médico imediatamente para a confirmação e para o início dos cuidados pré-natais.

— Ah, meu Deus! — ela murmurou, espalmando a mão sobre o ventre liso e deixando o bastão cair no piso do banheiro.

Durante quase cinco minutos só conseguiu ficar para­da, maravilhada com o resultado. Estava grávida. Ia ter um filho. Uma felicidade diferente a envolveu, fazendo-a rir um riso nervoso, mas fruto do mais puro júbilo. Demi abraçou-se, não conseguindo lembrar-se de nada que a tivesse deixado mais feliz.
Tinha que contar a Joe.

Não conseguia pensar do por que ele fora a primeira pessoa que lhe viera à mente. Ele não voltara ao Cosmos desde a noite em que partira, zangado, e mesmo que ele retor­nasse agora, provavelmente não o veria mais, pois deveria começar no período diurno na semana seguinte.

Estava sentindo falta, desde então, mas seria um erro entrar em contato com ele; afinal ela deixara bem claro que não haveria espaço para ele em sua vida e na do bebê. Agora que conseguira o bebê, não havia motivo para contatá-lo, certo?

Principalmente porque ele não queria saber de filhos. Não tinha tempo ou desejo de ter uma família. Por que então aparecer em seu escritório para dar a notícia? Ele provavelmente a receberia com frieza.

Ela abaixou-se e pegou o bastão que estava ainda mais azul. Mas afinal, ela pensou, que mal haveria em pelo menos agradecer pelo favor que ele fizera?

Demi sorriu e começou a murmurar uma canção para si, uma canção antiga que a mãe costumava cantarolar para ela, enquanto criança. A lembrança a fez gargalhar ao entrar no chuveiro.

Joe estudava as plantas abertas sobre sua mesa, tentando lembrar-se do que tinha a dizer a Gwen. Agora ela não era mais a srta. Montgomery, nem mesmo Gwen­dolyn. A menos de duas semanas do início do projeto, eles já estavam se tratando por apelidos, à insistência dela, ele pensou, com uma inexplicável implicância.
Ao invés de concentrar-se nos traçados à sua frente, ficou reparando nas mãos bronzeadas ao lado das suas, nas unhas impecavelmente tratadas, nos anéis caros e elegantes, exclusivos. Ficou pensando nas mãos de Demi: mãos rústicas e pequenas, quase secas pelo trabalho no bar. As unhas eram curtas e só usava o anel de graduação na faculdade. Mas aquelas mãozinhas fizeram o diabo com o seu corpo naquela tarde.
Aquela tarde... Ele procurou apagar o pensamento lembrando-se de que se proibira de pensar naquele mo­mento novamente. Porém, não conseguia parar de ima­ginar se seus... esforços frutificaram. Será que Demi já sabia se estava grávida?

— Joe? — Gwen o chamou.
— Sim?
— Eu estava perguntando se podemos deslocar os ele­vadores do mezanino para as alas leste e oeste. Isso os deixaria perto das lojas-âncora. Não estava escutando?
Ele suspirou e tentou afastar a impaciência que surgiu Deus sabe de onde.

— Sinto muito — ele disse. — Não estava prestando atenção. Há como fazê-lo, mas isso vai requerer mudanças estruturais significativas. E lembre-se de que as lojas-âncora têm seus próprios elevadores. Podemos voltar a conversar sobre isso?
Ela sorriu, deleitada.

— Claro. Talvez possamos conversar durante o almoço. Tem algum compromisso?

Nenhum, ele pensou. Absolutamente nada que o impedisse de passar uma hora com a srta. Gwendolyn Mont­gomery em um almoço de serviço que poderia se tornar algo além disso, já que ela não fazia segredo nenhum do quanto desejava conhecê-lo melhor. Porém, o fato é que não queria passar com ela mais tempo do que o neces­sário. Não sabia por quê. Ela era atraente, bem-humo­rada, inteligente e ambos tinham muito em comum. Mas ela não era...
Ele suspirou novamente.

— Sinto muito, Gwen. Já tenho um compromisso.
Ela meneou os ombros.

— Ora, não pode me culpar por tentar. Talvez outro dia...
— Talvez.
Ela iria dizer algo, mas o intercomunicador a interrompeu.
— Sim? — respondeu Joe, apertando o botão. Era a voz eficiente de Lucille do outro lado da linha.
— A srta. Demi Lovato, que não marcou reunião, novamente, está aqui para vê-lo.

Joe sorriu. Se havia algo que Lucille detestava era alguém ignorar a utilidade de uma agenda. Imaginou o que diabos Demi viera fazer e estava por dizer a Lucille que já iria atendê-la quando a porta abriu-se. O que viu fez seu sorriso alargar-se. Um belo par de pernas cobertos por meias vermelhas e sapatos de couro preto apareciam por baixo de um vestido colado de veludo preto. Além disso, só o que conseguia ver era um buquê de flores enorme e balões multicoloridos.

— Tudo bem, Lucille. — Joe avisou ao intercomu­nicador, imaginando que sua secretária supereficiente já estava a ponto de barrar Demi.

Os balões separaram-se, revelando a expressão de Demi que, nesse momento, transformava-se de radiante fe­licidade para visível desapontamento.

— Ah... Estou interrompendo algo? — ela indagou. — Cheguei numa hora imprópria?
Joe olhou para Gwen e sorriu inocentemente.

— Demi — ele disse —, esta é Gwendolyn Montgo­mery, minha cliente. Gwen, esta é Demi Lovato, minha... hã... bartender.

— Prazer em conhecê-la — disse Gwen, erguendo a sobrancelha.
— Na verdade — Demi lembrou, afastando um balão roxo que estava à sua frente — já nos encontramos. Eu vim aqui há duas semanas, quando vocês estavam na sala de reuniões.
— Ah, sim, certamente. Estou recordando.

Demi sorriu, e Gwen voltou-se para Joe, apontando intencionalmente as plantas sobre a mesa.
— Você sabe que ainda há uma série de detalhes sobre os quais ainda não discutimos.
Ele meneou a cabeça e voltou-se para Demi.

— Estou no meio de algo muito importante. Que tal se conversarmos mais tarde, no Cosmos?

Demi mostrou-se decepcionada, mas encaminhou-se até o outro lado da sala e depositou o arranjo de flores e balões sobre uma mesa lateral.
— Tudo bem — ela disse gentilmente. — Só passei por aqui para... agradecer. E que... deu certo — ela anunciou com um sorriso forçado, evitando encará-los, enrubescida.

Uma sensação de calor subiu pelo corpo de Joe. Ele quase teve medo de perguntar:
— O que deu certo?

Ela lançou um olhar para Gwen e começou a encami­nhar-se para a porta.

— Aquilo deu certo. Lembra daquele pequeno favor que você me fez há duas semanas? Pois é... funcionou. Tudo aconteceu como o planejado. Só passei por aqui porque queria lhe agradecer.

Joe temia acreditar que aquilo fosse verdade.

— Então isso quer dizer que você está... Você está definitivamente...

— Sim — ela respondeu suavemente. — Eu estou, definitivamente.
Joe fez menção de dar um passo na direção dela.

— Demi...
— Eu só vim agradecer — ela o interrompeu. — En­tão... obrigada, Joe.

Sem aguardar a reação dele, ela passou pela porta e trancou-a silenciosamente atrás de si. Joe voltou-se para olhar os balões, não conseguindo apagar da memória o rosto de Demi ao contar que estava grávida. Ela parecia ra­diante. Orgulhosa. Mas, droga, parecia magoada, também.
De alguma forma, sabia que a aflição dela não tinha nada a ver com sua condição delicada. Mas tinha tudo a ver com o fato de ele ter pedido que o deixasse a sós com Gwen antes que ela pudesse contar.

— Ora, que pessoa mais interessante — Gwen falou com uma ponta de sarcasmo.
Demi meneou a cabeça.
— Isso ela é, mesmo.
— Suponho que eu não deva perguntar sobre o que vocês estavam falando.
— Você está certa.

Joe jamais se sentira tão dividido em sua vida. Seu coração pedia para seguir Demi e perguntar-lhe sobre os detalhes. Mas seu lado racional ordenava que ele a deixasse ir, que a deixasse em paz. Tinha uma longa tarde pela frente, com Gwen. Depois, gastaria o resto de sua noite repassando os pontos mais cruciais do projeto.
Não tinha tempo para Demi Lovato, ele ponderou. Desde que saíra do Cosmos havia duas semanas, tivera uma conversa séria consigo. Lembrou-se das coisas ver­dadeiramente importantes em sua vida: trabalho, traba­lho e trabalho. Talvez tivesse se permitido um pequeno desvio de rota, sentindo-se lisonjeado com o inusitado pedido de Demi. Talvez tivesse permitido que o seu pe­queno sobrinho tivesse tocado algum lado inexplorado de seu coração. E talvez tivesse até mesmo alimentado algumas fantasias sobre como seria ter um filho.

Fora uma pequena fuga da realidade. Fizera amor com uma mulher extraordinária e suas mãos ainda ficavam suadas ao lembrar-se daquela tarde. Vivera uma pequena fantasia de como seria estar casado, com filhos.

Mas tudo não passara de um sonho. Gwen lhe ace­nava com uma possibilidade única, algo que exigiria toda a sua concentração e comprometimento. Era um homem de negócios e somente em seu trabalho encon­trava satisfação.

Demi Lovato era uma garota maravilhosa. Logicamente haveria de produzir um filho maravilhoso. Mas ele não cabia de entro da vida dela e da criança. Não seria justo.

Elas mereciam um marido e pai que lhes desse cem por cento de sua atenção. Mereciam alguém que não fosse Joe Jonas.
Então, ele voltou-se para Gwen e sorriu, sentindo, contudo, que sua expressão quase doía, de tão falsa.

— Ainda temos que rever muitos detalhes — ele concordou.
— Acho que posso cancelar meu compromisso. Almoçar seria uma idéia excelente.




Eu não tenho desculpas pra dar à vocês por não postar, essas coisas dos Jonas me desanimou um pouco, mas eu não vou parar com o blog e a Leka está com os mesmos problemas de sempre ... me desculpem pela demora, mas vou agilizar as coisas e logo tudo estará normal ^^

COMENTEM SE QUISEREM MAIS UM CAPÍTULO HOJE ^^

bjss




7 comentários:

  1. senti muita pena da Demi agr, sério posta logo, pf. Ta perfeito

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  2. Eu estava torcendo para que eles se agarrassem, mas tudo bem! kkkkkk'
    Ficou perfeito, eu não tenho mais o que dizer dessa mini fic <3 meu xodó!
    Bem, posta logo :) #ansiosa
    P.S: Acho que o bebê da Demi é um menino!

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  3. OMG *-*
    EU NECESSITO DE OUTRO CAPITULO TIPO AGORA
    TA PERFEITOOOO
    POSTA LOGOOOO
    BEIJOS!!!

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  4. Demi grávida *---*
    Adorei capitulo
    Posta logo
    Beijos bebê

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  5. Tadinha da demi.. :( ... Amei o capitulo <3.
    So uma perguntinha quantos capitulos tem a mini fic?
    Posta Logo Por Favor.. ;)

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  6. Adorei, quero mais, quero mais!!!! Hahahaha perfeito posta mais!
    Bjos
    Bia

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  7. Nossa o cap está sensacional!!Fiquei com pena da Demi agora... Espero que eles fiquem juntos logo!Bju

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Sem comentários ........... sem capítulos!