10/10/2013

O Pai Perfeito (Mini Fic Capítulo 3)


CAPÍTULO TRÊS


Aproximadamente uma semana após Demi Lovato ter solicitado seus préstimos como reprodutor, Joe estava sentado em seu escritório, avá­liando as possibilidades. Falando francamente, não conseguia pensar em outra coisa nos últimos seis dias. Na verdade, seus pensamentos estavam tão focalizados na bartender loira, que mal conseguia concentrar-se em suas obrigações de trabalho, e isso, para ele, era algo completamente irregular. Deliberadamente evitara fazer suas paradas habituais no Cosmos após o pedido de Demi, inseguro quanto a sua reação ao vê-la novamente. E, para ser honesto, ainda não sabia exatamente que res­posta dar.
Além das considerações morais e éticas que já passara e repassara cem mil vezes em sua cabeça, havia um lado de si que se sentia aviltado por ela querer somente uma parte dele, muito íntima, por sinal, para um uso mera­mente temporário.

Contudo, outro lado de Joe sentia-se mais do que simplesmente intrigado com a idéia. Afinal, não era ele mesmo que vinha desejando um encontro fugaz com uma mulher que considerasse agradável? Não era isso exata­mente o que Demi se propunha proporcionar? Ela teria o benefício da gravidez; ele, do prazer.
E bem no fundo ele tinha que admitir que havia algo... excitante, por que não? Em gerar uma criança com Demi.
Apesar de acreditar que crianças só significavam proble­ma atrás de problema, a possibilidade de gerar uma era sempre um mistério intrigante para qualquer homem.

Sob esse aspecto, não tinha certeza se gostava da idéia de jamais manter contato com um filho gerado com Demi. Contudo, vários homens doavam esperma sem se preocupar em ir atrás de cada filho gerado. Porém, Joe Jonas não era um desses homens.

Ele ergueu-se e caminhou até a janela, observando a movimentação nas ruas. Afinal, por que não conseguia simplesmente dizer que era algo absurdo participar do projeto de Demi e acabar logo com tudo?
Porque, dentro de si, não conseguia livrar-se de um desejo inebriante de fazer amor com Demi Lovato. E ele sabia que não era só pelo desafio de fazer um filho. Não pôde deixar de admitir, também, que não era porque sentia-se sozinho, às vezes.

Sua cabeça não parava de trabalhar, tentando pesar todas as implicações da questão. Não se dando chance para uma segunda consideração, Joe empertigou-se, ajeitou a gravata e pegou o paletó. Pela primeira vez na vida, saiu cedo do trabalho.

Demi, como acontecia todas as segundas-feiras, em seu apartamento no centro de Filadélfia, estava tomando conta de seu sobrinho. Naquele momento, em que ter­minara de alimentar e trocar Simon depois do soninho da tarde, ouviu baterem à porta. Ela ergueu-se com o bebê no colo, arrumando-lhe o agasalho vermelho e puxando-lhe a meia amarela que teimava em não parar no pé. Estranhou que ainda fosse muito cedo para David ter ido buscar o filho.

Dizer que ficara surpresa ao olhar pelo olho-mágico descobrir que sua visita inesperada era Joe Jonas, seria insuficiente, porque ela nem mesmo lhe dera o endereço. Demi praguejou para si. Estava completamente despreparada para receber alguém, com seu jeans desbotado e o moletom manchado com a refeição que deu ao sobrinho. Tampouco passara maquiagem, e estava sem sapatos. Droga, por que os homens tinham que ser sempre tão inoportunos?

Justamente quando ela estava abrindo a porta, Simon cismou de querer escalar a tia, provavelmente para tentar sentar em sua cabeça. Demi não tinha a menor idéia do que o levou a querer fazer aquilo. Como resultado, ela não pôde cumprimentar Joe adequadamente, já que seu corpo estava coberto com a barriguinha do bebê.

— Demi? — Ela ouviu seu nome chamado pela voz grave.
Atabalhoadamente, ela tirou o sobrinho de sua frente, tendo então a visão completa de Joe Jonas, à sua frente, todo-poderoso em seu traje escuro, impecável, com a aparência de quem manda no mundo. Com o bebê ainda grudado à sua cabeça, murmurou um cumprimento e afastou-se para lhe dar passagem.
— Ora, vamos entrando — ela convidou, tentando soltar as mãozinhas grudadas em seu cabelo.
— Há tempo...

Ela já estava começando a imaginar que espantara Joe depois de seu pedido incomum. Embora o tivesse aguardado todas as noites, ele não retornara ao restau­rante, fazendo-a perceber, com surpresa, o quanto sentira  falta de vê-lo regularmente.
Com um puxão final, ela conseguiu desvencilhar-se do sobrinho e segurá-lo com um braço, enquanto tentava arrumar o cabelo com a outra mão. E a seguir não con­seguiu conter a pergunta inevitável:

— O que está fazendo aqui?

Joe passou por ela e entrou no apartamento, sem tirar os olhos do bebê. Simon também o fitou, encaixando sua cabecinha na curva do ombro de Demi, analisando o estranho com curiosidade e suspeita.
— Fui até o Cosmos para vê-la, mas então lembrei-me de que a segunda-feira é um dos seus dias de folga.

Ele finalmente encarou-a, fazendo-a perceber uma vez mais como aqueles olhos verdes eram cristalinos e bri­lhantes. Por que só agora dava-se conta disso?

— Segundas e quartas — ela confirmou gentilmente.
— E quando tomo conta de Simon. Assim ele não precisa ficar na creche do hospital, e não posso negar que adoro cuidar dele. A propósito, como descobriu onde moro?
— Bem, ninguém no restaurante estava disposto a me dar a informação — ele assegurou, algo indignado por não ter merecido maior consideração por parte do esta­belecimento. — Então procurei na lista telefônica. Havia somente uma D. Lovato. Arrisquei e deu certo.
Ela sorriu.
— Que homem mais cheio de iniciativa.
— Nem tanto...
Demi deu um passo na direção dela e fitou novamente o bebê.

— Então este é seu sobrinho, aquele que fez você re­pensar sua posição a respeito da maternidade. _Demi sorriu.
— Joe, conheça Simon Henrie  Simon, este é Joe Jonas. Ele é meu amigo, portanto pode confiar nele.
Depois de um momento de mútua e muda observação, o bebê quebrou o silêncio estendendo o bracinho na di­reção de Joe.

— Bob... — ele balbuciou.
Joe franziu o cenho, fitando Demi.
— Bob? — ele repetiu.— Quem é esse Bob? 
Demi sorriu.
— Ninguém. "Bob" é a palavra preferida do momento. Ele faz outros sons também: dada, mama, giga, baba, aba... Mas "bob" sem dúvida é a preferida
— Bob — Simon disse novamente, como que para reforçar a explicação.

Como ele parecesse impaciente, Demi abaixou-se, para sentá-lo no chão. O bebê imediatamente ficou de quatro e pôs-se a engatinhar na direção da colcha sobre a qual seus brinquedos estavam espalhados, fazendo seus sons favoritos.

Joe observou o bebê engatinhar, maravilhando-se com o contraste que os brinquedos coloridos e espalhados faziam com o visual sofisticado e clean do apartamento de Demi. Notou também que todos os ângulos dos móveis estavam protegidos e que as três prateleiras de baixo da estante, bem como a mesinha lateral do sofá, não tinham nada em cima.
Surpreendeu-se ao perceber como uma mulher que preferia as tendências minimalistas de decoração podia permitir tamanha confusão em sua casa.

Quando Simon acomodou-se sobre a colcha, com o que parecia ser uma rosquinha de plástico em suas mãozi­nhas, Demi voltou-se novamente para Joe, que ficou embaraçado ao ser pego observando-a atentamente. Ela também ficou desconcertada e corou, procurando-corrigir a situação imediatamente.

— Quer tomar um café? — ela sugeriu, com a voz algo trêmula.
— Tenho vários tipos para você escolher: nor­mal, descafeinado, solúvel, aromatizado...
— Demi — Joe a interrompeu suavemente. Ela passou a mão nervosamente pelo cabelo, sem con­seguir encará-lo de frente.
— Sim?
Para falar a verdade, ele não conseguiria explicar por que fora ao apartamento, nem por que não sentia vontade de ir embora.

— Eu... tudo bem para você se eu ficar um pouco? Acho que precisamos conversar mais a respeito dessa... proposta que me fez..
Joe percebeu que ela estava surpresa em descobrir que ele ainda estava considerando a possibilidade. Sur­presa e visivelmente encantada.
— Certamente você pode ficar. Se preferir, pode até jantar. Acho que tenho alguns filés no freezer. Posso pre­pará-los no microondas. Também tenho ingredientes para uma salada e um pouco de batata. Não sou uma excelente cozinheira, mas posso fazer maravilhas sob pressão.

Joe sabia que deveria recusar o convite, principal­mente porque fora para dizer que não concordava em ser o pai da criança. Contudo, quando deu por si, já tinha tirado o casacão e o paletó do terno, atirando-os sobre a guarda de uma cadeira, com familiaridade, para então afrouxar a gravata e desabotoar o primeiro botão.

— Somente se você permitir que eu prepare o jantar — ele também ouviu-se dizer.
— Eu, de minha parte, posso me considerar um cozinheiro acima da média.
— Fique à vontade — ela disse, sorrindo.
— E café é bom para começar. Prefiro o tipo normal.

Enquanto Demi preparava o café na cozinha, Joe acomodou-se no sofá, perto de Simon. O bebê parecia indiferente à sua presença, de tão ocupado que estava em manipular um brinquedo de plástico mole, cheio de um líquido transparente e animais multicoloridos flu­tuantes. Joe não se lembrava de quando fora a última vez que estivera tão próximo de um bebê. Talvez nunca. Mas sentia-se francamente surpreso em sentir-se tão ca­tivado pela criança.

— Que idade tem Simon? — ele perguntou a Demi.
— Vai fazer um ano em maio — ela respondeu.
— Ele não é uma gracinha?
Joe concordou distraidamente.
— Sim, é verdade.

Como se percebesse estar sendo o assunto da conversa, Simon ergueu os olhos para Joe, agitando os bracinhos e balbuciando suas sílabas favoritas. Estranhamente, a evidente aceitação da criança não o deixou ansioso ou desconcertado. Ao contrário, isso o fez sentir-se bem, inexplicavelmente... bem. Como jamais se sentira antes. Era uma sensação estranha.

— O café já vai ficar pronto — anunciou Demi ao sentar-se na cadeira à frente de Joe. — Agora, com relação ao que conversamos na semana passada...
A abordagem direta o fez estremecer.

— Imagino que você provavelmente ainda tenha mui­tas dúvidas. Provavelmente deseja assegurar-se de que ficará devidamente protegido.
— Protegido? — ele perguntou, confuso.
— Contra responsabilidades legais — ela explicou com naturalidade.
— Percebo que você não me conhece bem e teme que eu possa vir a procurá-lo daqui a dez ou quinze anos, atrás de uma pensão milionária.
Demi inclinou-se para a frente, como que para enfatizar o que estava por dizer.
— Só quero deixar bem claro que não tenho a intenção de investir em seus recursos financeiros por causa dessa criança. Ganho muito bem no Cosmos e tenho um bom plano de seguro e assistência médica. Minhas finanças estão em ordem e estou completamente preparada para tomar conta dessa criança sozinha. Quando eu engravi­dar, termina seu compromisso comigo. 

Jamais vou per­turbá-lo sob qualquer pretexto. E estou disposta a assinar um documento que o desobrigue de qualquer responsa­bilidade legal ou financeira.

Joe encarou-a incrédulo. Honestamente, nem se preocupara com os aspectos legais do acordo. É claro que a posição dela fazia sentido, mas algo lhe dizia que não era certo renunciar a todas as responsabilidades pelo bebê que ajudaria Demi a conceber.

— Mas... — ele principiou a objetar.
— E certamente espero de você a mesma cortesia — Demi prosseguiu. — Gostaria de ter alguma garantia de que daqui a dez ou quinze anos você não virá reclamar a paternidade por conta de alguma crise emocional. Acho que é justo, não?
— Suponho que sim, mas...
— Precisamos pensar no que é melhor para a criança, nesse caso. Creio que não seria justo romper a rotina dela daqui a alguns anos com algum arrependimento tar­dio, você não acha?
— Sim, claro, mas...
Ela tomou fôlego, encarando Joe com algum temor.
— Então... vamos fazer um... acordo? — ela perguntou cautelosamente.

Ele sabia que ela ainda não estava totalmente segura e sabia exatamente o que ele não deveria fazer, mas, ao olhar para o bebê a seus pés, recebeu de volta um sorriso com apenas quatro dentes e não pôde deixar ele mesmo de sorrir.
Então, para sua total surpresa, Joe ouviu-se dizer:
— Está bem. Como você quiser.
 Ok, acho que isso cobre tudo  decidiu Demi algum; tempo depois, enquanto Joe completava suas taças com o  resto do vinho.

Estavam sentados à mesa da cozinha, e o que restara. da comida já estava na geladeira, assim como os pratos e talheres já estavam na lava-louças. David Henrie  fora buscar Simon havia algumas horas e agora o casal estava sozinho. Um bloco de papel e dois lápis estavam entre os dois sobre a mesa. Várias das folhas foram preenchidas com a caligrafia de ambos, à medida que cada um lembrou-se de um detalhe a ser acrescentado ao
documento que haveriam de assinar.

Demi, no entanto, agora que tinha tudo, agora que escolhera o pai perfeito e disposto, não tinha certeza de que deveria ocorrer a seguir.
— Quer acrescentar mais alguma coisa? — ela perguntou, apontando para o bloco e buscando sua taça. Joe balançou a cabeça.
— Não, creio que já incluímos tudo. Vou pedir para meu advogado fazer o contrato, e você poderá submetê-lo ao seu, antes de assiná-lo.

O comentário demonstrou a Demi o quão distante eram seus mundos. Jamais precisara de um advogado, enquanto ele, em virtude de seus negócios multimilionários, precisava muitas vezes de uma equipe jurídica para assessorá-lo, além do seu conselheiro jurídico de plantão. Era um homem com inegáveis traços de liderança em sua personalidade e, apesar de apresentar sempre solu­ções inovadoras a seus clientes, cercava-se sempre do melhor tipo de aconselhamento para evitar dar um passo em falso.

Ela, por outro lado, só agia por impulso  a maior parte do tempo, ainda que mantendo uma boa poupança e não vivendo além do orçamento. Mas não desejava o tipo de responsabilidade que consumia a vida de Joe.
Se, por um lado, a diferença de seus mundos era a garantia de que não haveria nenhum risco de Joe de­sejar uma convivência, por outro, a incompatibilidade fa­zia pensar se o plano da maternidade fora realmente uma boa idéia. 

— Demi? — O chamado a trouxe de volta do devaneio.
— Sim? — Só então ela percebeu que ele já estava falando havia alguns momentos.
— Desculpe. Não estava prestando atenção.
— Em que você estava pensando? — Os olhos verdes brilhavam de curiosidade.
Ela balançou a cabeça.
— Nada. Nada importante. Sobre o que você estava falando?
Ele não conseguia chegar ao ponto desejado:
— Estava falando sobre... O que queria dizer é que... nós ainda não...

Ele só conseguiu concentrar-se no copo, que alisou com o polegar. De alguma forma, Demi ficou imaginando aquele dedo acariciando sua pele nua. Isso não a ajudou a manter a atenção concentrada.
Depois de meditar por alguns segundos, Joe voltou a falar:

— Ora, droga! — ele resmungou. — O que estou ten­tando dizer é que nós ainda não discutimos um... esque­ma, se é que você está me entendendo.
Demi arregalou os olhos e precisou conter-se para não acariciar aquele rosto anguloso.
— Esquema? — ela indagou, confusa.
Ele confirmou.
— Na semana passada você comentou que pretendia ter o bebê no Natal. Que estaria... você sabe... ovulando, em duas semanas. Imagino, então que nós...
Ela meneou a cabeça rapidamente, para poupar-lhes as explicações óbvias.
— E... eu... eu gostaria que você... que nós fizéssemos; amor dentro de uma semana, a contar de quinta-feira.Eu comprei um kit para saber o dia da ovulação. Conhece? Aquele que diz o dia exato em que se deve... — Ela limpou a garganta.— De qualquer forma, dizem que é, um método bastante preciso.
— Então, o que isso significa? — ele perguntou.  Que vamos nos encontrar na quinta à noite e...
— Acho melhor eu ligar para você — ela o interrompeu.
— Você liga para mim?
— Sim, pode não ocorrer exatamente na quinta-feira. Pode ser na sexta ou até mesmo no sábado. Eu vou ligar quando... tiver certeza de que vou precisar de você.

Joe franziu o cenho, tentando imaginar pela centé­sima vez o que estava acontecendo com ele para aceitar de algo tão absurdo. Mas então lembrou-se de como aqueles olhos azuis brilhavam de ansiedade, de como ela mordia o lábio inferior quando pensava profundamente, de como seus corpos pareceram fundir-se naquela noite em que se beijaram. Foi o bastante para esquecer-se de qual­quer objeção que seu cérebro estivesse formulando.

— Então você liga para mim — ele repetiu, brandamente.
Ela aquiesceu vigorosamente, balançando o cabelo com o gesto.
— Bem, já está ficando tarde — ele disse, sem mesmo olhar para o relógio. Bebeu o resto do vinho e levantou-se da mesa, não sem antes pegar as folhas escritas e do­brá-las em quatro. — Preciso ir agora.
— Tão cedo? — Demi estava um pouco ofegante ao parar ao lado dele.
— Perdi quase meio dia de trabalho. Preciso resolver alguns problemas ainda, antes de dormir.

Ele vestiu o paletó e o casaco automaticamente, ima­ginando o que Demi estaria pensando de um homem que concordara em agir meramente como um reprodutor. Repentinamente sentiu vontade de assegurar a ela que ele era um cara decente, que construíra sua reputação à custa de muito trabalho, que sempre fora um bom es­tudante e atleta. Gostaria de contar a respeito de seu passado, de sua família. Gostaria que ela confiasse nele.
Acima de tudo, ele percebeu, queria que ela soubesse o quanto gostava dela.

Mas não disse nada. Aquele era simplesmente um acor­do e o que gostaria de dizer não estava em questão, ele pensou enquanto guardava as folhas no bolso de dentro do paletó. Era um acordo que haveria de honrar. Faria amor com Demi e lhe daria um filho, para então sair para sempre de sua vida.    
Parou à porta e fitou-a, imaginando se ela estaria pen­sando a mesma coisa. Abriu a boca para dizer algo, mas calou-se. Então, sem perceber exatamente o que estava fazendo, ele inclinou-se e beijou-a, praticamente acari­ciando os lábios dela com os seus. Porém, ao dar-se conta do que estava fazendo, retraiu-se.
Mas não muito.

Porque Demi o segurava pela lapela de seu casaco, apesar da castidade de seu beijo. Joe espantou-se ao perceber que ela o fitava com um desejo que jamais de­tectara antes em uma mulher, algo que parecia refletir o seu próprio desejo. Isto foi o bastante para ele incli­nar-se novamente.
Desta vez o beijo foi tudo, menos casto. Toda a tensão que sentira desde que a encontrara com o sobrinho, toda a solidão de meses de isolamento afetivo que se impusera, todo o desejo básico que um homem poderia sentir por uma mulher veio à tona, fazendo-o abraçá-la fortemente, como se não pretendesse deixá-la nunca.

Quando ela envolveu sua nuca com as mãos para tra­zê-lo para mais perto de si, Joe enfiou os dedos entre o cabelo loiro, maravilhando-se ao perceber que ele era tão sedoso quanto fantasiara. Ele inclinou a cabeça para o lado e beijou-a mais profundamente, saboreando toda a suavidade e ardor daqueles lábios. Durante alguns tór­ridos momentos, ele até se esqueceu do contrato a que se estava obrigando.

Mas foi Demi que afastou-se primeiro, com um suspiro entrecortado, cobrindo os lábios com a mão trêmula. Ten­tou recuperar o fôlego e então cruzou os braços.

— E... parece que vai dar certo — ela comentou um pouco embaraçada.— Então, vejo você na semana que vem?
Joe meneou a cabeça, confirmando, mas não conse­guiu falar.
— Ou então no Cosmos, como sempre — ela acrescentou, ansiosamente.
Joe, também, precisou tomar fôlego antes de responder:
— Você quer que eu apareça no Cosmos, mesmo assim?
— Claro, por que não?
Ela tentava parecer calma e descontraída, ele perce­beu, mas sem muito sucesso.
— Então, até amanhã à noite, como sempre — ele despediu-se, enfiando as mãos nos bolsos do casaco.
— Está ótimo — ela respondeu, com a voz entrecortada.
— Amanhã à noite, então — ele confirmou, pegando na maçaneta.
— Amanhã à noite -- ela repetiu. -- Como sempre. Ele saiu pela porta e parou no corredor, voltando-se vagarosamente.
— Demi, eu... — ele começou.
— Boa noite, Joe — ela o interrompeu, obviamente não desejando ouvir explicações sobre o que acabara de transpirar entre ambos.— E obrigada... por tudo.
Ele olhou para os pés e não argumentou.
— Boa noite... Depois nos falamos.

Com um sorriso breve,Demi fechou a porta suavemente, deixando-o a olhar incrédulo para a porta. Jamais se sentira tão confuso quanto naquele momento. E tinha bons motivos para acreditar que seus problemas estavam apenas começando.



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Hey ... eu dei uma passada aqui só pra postar esse cap e não deixar vocês na mão , a Leka está planejando fazer uma MARATONA (ela me disse que ia ser no fim de semana passado), não sei por que ela não fez, então estou aqui postando o cap 3 enquanto ela se resolve. Sinto falta de você, muita mesmo! Desculpe-me por qualquer erro, eu tava editando correndo por que estou com sono, quero dormir e esquecer a merda de dia que eu tive y.y #sorry

bjss e até breve ♥

COMENTEM !!! 


8 comentários:

  1. Oi bebê :\
    Eu realmente adorei o capítulo <3 <3 <3
    to doida para saber o que vai acontecer com esses dois kkk...
    Até agora to triste...jonas não podem se separar,sei que um dia eles vão se separar,mais ainda tá muito cedo,já basta ter acontecido isso uma vez...eu não quero mesmo que eles se separem...tomará que eles não se separem... :( :( :'(
    Posta logoo,to ansiosa para o próxima capítulo....
    Beijos bebê
    Saudades :)

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  2. This boy is on fire (66
    Eu amei esse capitulo, céus!
    Necessito de mais capitulos :) quero maratona! Hoje é quinta <3 só acho... Só acho que hoje tem kkkkkk -le safada-
    Posta logo, isso foi uma ordem!
    2 bjos'

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  3. posta logoooooooo pelo amor de deus

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  4. ele vai enlouquecer por ela!
    posta logo, quero maratona!!
    beijos

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  5. To com a leve grande impressão de que
    ele vai ficar apaixonado por ela kkkk
    mas é so impressão mesmo :p
    POSTA LOGOOO
    MARATONA MARATONA MARATONA EU QUERO MARATONA
    Beijos!!!

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  6. ahhhh maratona por favor......hein pode divulgar pra mim? e se puder me seguir e comentar la no meu blog eu ficarei muito feliz ....http://tati-joeedemi.blogspot.com.br/
    já agradeço logo flor *-*

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Sem comentários ........... sem capítulos!