29/10/2013

Chorosa ... Stay Strong Jonatics




Gente, HOJE, os Jonas confirmaram que este é o fim dos Jonas Brothers.

Eles confirmaram para a revista People, Kevin diz ser o fim "por enquanto" ... vocês não sabem o quanto estou mal, porém estou conformada (depois de chorar rios) rs.

Triste de ver que assim como eu, eles cresceram e agora tem gostos diferentes. Nós os fãs fizemos de tudo para isso não acontecer. Mas o problema não era com a gente, era com eles e isso nenhum de nós podia-mos resolver. O nick disse que se sentia preso na banda. Isso nós não podia-mos resolver com tags no tt e nem com nada. 

Agora nós temos que ser fortes e dar liberdade para que os nossos passarinhos criem asas e voem. Estaremos aqui quando eles resolverem voltar. Eu também sofro com isso, mas não os quero ver fazendo nada por obrigação. Nosso fandom é forte e vai passar por isso. Assim como os BSB e os Hanson que acabaram e depois de vários anos voltaram eu acredito que pode acontecer com os Jonas. Os Jonas sempre vão ser os Jonas em nossos corações. 

Fui feliz nesses 6 anos com eles e eu tenho certeza que muitos também foram, e isso NADA, nem o tempo pode tirar de nós.

Stay Strong para todos nós do fandom. 

Passaremos por isso!




21/10/2013

O Pai Perfeito ( Mini Fic Capitulo 5)









CAPÍTULO CINCO



Lá estava Joe, com o terno parcialmente escondido pela capa de gabardine cinza. Em uma mão, trazia um guarda-chuva fechado, pingando. Na outra, uma rosa amarela. Demi sorriu, tentando ig­norar o tremor que ameaçava descontrolá-la da cabeça aos pés.

— Oi — ela disse, sorrindo.

— Oi — ele respondeu.

— Que bom que você chegou.

— Não perderia isso por nada.

Continuaram a se olhar durante alguns segundos, sem se falar, até Joe estender a rosa na direção de Demi.

— Imagino que uma rosa vermelha teria sido mais adequada para a ocasião. Mas, para mim, você faz mais o gênero rosa amarela.

Ela ergueu o botão perfeito até o nariz e deliciou-se com o perfume.

— É linda — ela reconheceu, encantada. — E as rosas amarelas são as minhas favoritas. Obrigada.

Ele ainda seguiu fitando-a sem falar, até perguntar finalmente:

— Posso... entrar?

— Ora, claro — ela respondeu, dando um passo para o lado.

Assim que ele entrou, Demi fechou a porta atrás dele com um clic silencioso. Joe tirou a capa molhada e foi até o closet para pendurá-la ao lado da de Demi. A ima­gem atingiu-a de maneira misteriosa: duas capas de chu­va penduradas lado a lado. Quando Joe voltou-se para fitá-la, ela poderia jurar por sua expressão que os pen­samentos dele espelhavam os seus.

Ela deslizou os dedos pelas pétalas macias, imaginando o que deveria fazer a seguir. Jamais estivera na posição de sedutora. Qual seria exatamente o protocolo para uma situação como aquelas?

— Quer tomar um pouco de champanhe? — ela convidou. Ele pareceu aliviado com a pergunta.

— Eu adoraria. — Ele sorriu e aproximou-se da mesa. — Mas, por favor, permita que eu faça as honras.

Com precisão e destreza, ele desembrulhou a rolha e removeu a armação de arame ao seu redor. Então, depois de ouvirem um barulho rápido, ele tirou a rolha, rindo ao aparar com a toalha de linho o líquido efervescente que subiu. Ocorreu a Demi que ele já deveria ter aberto centenas de garrafas de champanhe em sua vida, tama­nha a sua prática.



Mas o que lhe importava o fato de ele já ter estado com tantas mulheres no passado? Ela não era exatamente uma virgem pudica, nem esperava que ele fosse parte de seu futuro. No entanto, por algum motivo, pensar em Joe Jonas com outras mulheres não lhe caiu bem, nada bem.

Ele tirou dois morangos de uma travessa de prata sobre a bandeja e deixou cair um em cada taça longa antes de enchê-las de champanhe. Depois, devolveu a garrafa ao balde de prata com gelo, tomou urna taça em cada mão e aproximou-se de Demi, ao lado da cama.



— Excelente gosto para champanhe — ele elogiou, a respeito da Dom Pérignon.

Ela estremeceu ao receber a taça que ele lhe estendera.

— Ora, minha experiência como bartender haveria de servir para alguma coisa.



Ambos sorveram a bebida em silêncio, olhos nos olhos.

Demi jamais se sentira nervosa na presença de um ho­mem, mas o que Joe provocava dentro dela não era absolutamente condizente com um homem que deveria ser apenas o trampolim para sua felicidade futura, como mãe. Era uma sensação selvagem, completamente excitante.

— Boa música — ele comentou, finalmente, a respeito do saxofone que os envolvia em uma atmosfera sensual. — Coltrane. Você também é fã de jazz?



Demi balançou a cabeça enquanto bebericava o cham­panhe. O líquido frio e borbulhante provocou uma sen­sação agradável em sua garganta repentinamente seca.

— Não. Quero dizer, eu não conheço quase nada de jazz. Embora o Cosmos sempre tenha alguma apresen­tação de jazz, não consigo prestar muita atenção.

— Que tipo de música você prefere?

— Alternativa, principalmente.

— Exatamente...?

— Ah, você sabe: Spin Doctors, Gin Blossoms, Lem­monheads, Smashing Pumpkins, Counting Crows... — Como tudo parecesse estranho a Joe, ela procurou ex­plicar:

— Acho que eles eram enquadrados corno New Wave quando você era jovem.

Ele franziu o cenho.

— Perdão. Eu ainda me considero jovem. Certamente ainda não estou preparado para uma casa de repouso. Ela riu.

— Oh, só estou brincando, Joe. Nossa, espero que nosso filho tenha pelo menos o meu senso de humor.

A repentina menção daquilo que os levara àquela situação deixou-os imediatamente sérios.

Nosso filho? — repetiu Joe com um tom de voz estranho.

— Quis dizer meu filho — ela corrigiu-se imediatamente. — Espero que o meu filho tenha o meu senso de humor.

Ele acenou com a cabeça e sorveu a bebida, e ela ficou imaginando em que ele estaria pensando.

— Você está comandando o espetáculo, Demi — ele lembrou. — Então o que deveremos fazer?

Boa pergunta, ela pensou.

— Eu... é... eu não sei. Acho que podemos... ou melhor, você pode, se preferir. Para mim é indiferente.

— Eu posso o quê?

Ela inspirou nervosamente e simplesmente sugeriu

— Pode me beijar, por exemplo.



Sem hesitação, Joe depositou a taça na mesa da cabeceira, tirou a rosa e a taça das mãos de Demi para colocá-las ao lado da sua e então envolveu-a determinadamente em seus braços. Antes que Demi pudesse pensar no que estava acontecendo, ele tocou os lábios dela com os seus, acariciando-os suavemente. Ela cerrou olhos, deliciada com aquele contato, segurando-o pela lapela do paletó do terno e colando seu corpo ao dele. Por um segundo, ele afastou-se e fitou-a para então voltar a beijá-la exatamente da mesma forma. Demi só conseguiu pensar que jamais fora tão... tão acarinhada.



Ela não conseguiu avaliar quanto tempo ficaram assim, trocando carícias quase inocentes. Quase. Então, o que principiara como um tipo de exploração sutil gradual­mente cresceu em intensidade. Os dedos de Demi pare­ceram adquirir vida própria, passeando pela lapela, dali para o pescoço de Joe, para o rosto, o cabelo. Deixou que seu tato avaliasse a maciez da camisa de algodão, a aspereza do maxilar, a suavidade do cabelo negro. O perfume dele a envolvia, uma fragrância amadeirada que só sentira nele.

Joe, por sua vez, beijava-a com uma intensidade cada vez maior, deslizando suas mãos por aquele corpo que discretamente vinha cobiçando havia tanto tempo. No princípio, passara seus dedos pelo cabelo loiro e se­gurara-a pela nuca. Agora, permitia que suas mãos des­cessem para os ombros. Estreitou-a junto a si, espalman­do as mãos em suas costas, deslizando-as suavemente pela coluna, parando na cintura, como que temendo uma aproximação mais íntima.

Demi afastou-se somente o espaço suficiente para es­tudar aquele rosto e ficou satisfeita com o que detectou. Ele parecia tão nervoso quanto ela. Tão nervoso quanto ela e obviamente igualmente ansioso por prosseguir a exploração.



— Está com medo? — ela perguntou, gentilmente. Ele acenou com a cabeça.

— Sim, estou.

Ela sorriu.

— Eu também.

— Você quer parar? Não quer desistir enquanto é tempo?

Ela balançou a cabeça.

— Não. Eu... — Ela procurou palavras que melhor definissem seu estado de espírito. — Estou me sentindo bem, Joe. Está gostoso. Acho que isso é um bom sinal.

— Um sinal? — Ele a beijou no rosto e encostou a testa à dela. — Sinal do quê?

Ela fechou os olhos, deliciando-se com a sensação do dedo de Joe deslizando pelo seu rosto.

— Acho que vai dar certo. Acho que nós... vamos gerar um bebê hoje.



Ele afastou o rosto e fitou-a com os olhos solenemente verdes. Mas então sorriu, um sorriso lânguido e terno que sinalizou para ela que tudo iria dar certo.

— Você está segura? — ele perguntou gentilmente, segurando-a pela cintura. — Está absolutamente certa de que é exatamente isso o que você quer?

— Sim — ela afirmou. — E exatamente o que eu quero:



Joe então voltou a beijá-la, maravilhando-se com a sensação de estar novamente com uma mulher após tanto tempo, mas tentou não se lembrar do quanto a vinha desejando.

Enquanto ela tentava, com os dedos trêmulos, desven­cilhá-lo da gravata, ele, com mais segurança, pôs-se a desabotoar-lhe o traje de talhe masculino. Os paletós caíram no chão juntamente com a gravata. Seus olhares continuaram fixos enquanto desabotoavam a camisa um do outro. Porém, quando Joe percebeu um pedaço de renda negra sob a camisa azul-safira de Demi, não conseguiu esconder a surpresa.

Ansioso por querer descobrir o resto daquela lingerie negra, ele arrancou, nervosamente a fralda da camisa de dentro da calça escura antes de descer o zíper e soltou o botão. Mas Demi pousou a mão sobre a dele e afastou timidamente.



— Espere — ela pediu, com o rosto enrubescido. Seu tinham um brilho misterioso. — Deixe que eu faça isso.



Ela, também, já havia puxado a camisa de Joe para fora da calça e agora afagava os pelos negros e macios que lhe cobriam o peito. Mas o que ela usava por baixo de sua camisa pareceu a Joe, no mínimo, instigante.

Sempre olhando-o nos olhos, Demi levou as mãos à cintura e soltou a calça, deslizando-a pelas longas pernas  cobertas com uma meia preta. Ao tirar a camisa, jogando-a sobre uma cadeira próxima, sem mesmo olhar se atingira o alvo, fez Joe engolir em seco. Ele quase temeu olhá-la, mas a curiosidade falou mais alto.



Demi Lovato, uma mulher que até então jamais vira vestindo algo que não fosse roupas de corte masculino, estava parada à sua frente, usando um conjunto diminuto de sutiã e calcinha de renda preta, com cinta-liga, meias negras e sapatos de salto alto também pretos. Isso o deixou boquiaberto. Jamais poderia imaginar que ela usasse aquele tipo de lingerie sob suas roupas masculinas, muito menos que tivesse um corpo tão perfeito.



— Demi...

Ele a olhou o suficiente para perceber o sorriso trêmulo.. para então fixar-se novamente no traje íntimo.

— Demi... — ele repetiu.

— Você não gosta? — ela quis saber, com a voz denotando desapontamento. — É que eu pensei que os ho­mens gostassem disso para um... encontro sexual.

— Demi...

— Pensei que isso fosse bom para... criar um clima.



Ele queria explicar que já estava no clima desde que ela o convidara para ser o pai da criança. Até mesmo antes disso. Provavelmente desejava fazer amor com Demi desde a primeira vez que a vira atrás do balcão no Cosmos.

— Demi, eu... — Ele suspirou. — Eu não acho que você deva se preocupar com o clima. Você... — Finalmente ele a encarou. — Isso não será um problema...



Ela sorriu novamente, aquele sorriso tímido que o dei­xava com vontade de abraçá-la para não largá-la nunca mais. Por isso, aproximou-se e segurou-a pelos ombros. Ela, por sua vez, espalmou as mãos quentes sobre o peito de Joe e deslizou-as até o ombro, desnudando-o da camisa. Sem nunca deixar de olhar para aqueles olhos verdes intensos, ela levou as mãos até a cintura da calça do terno.



Joe ofegou ao toque daqueles dedos macios em sua cintura. Quando inclinou-se para beijá-la novamente, ela desafivelou o cinto e baixou o zíper. Lenta e suavemente, ao sabor da música que os envolvia, ele a levou dançando até a cama, aumentando o ardor e a intimidade de seu beijo enquanto se movia. Demi retribuiu com igual in­tensidade, espalmando as mãos nas costas nuas de Joe.

Ele quase esqueceu-se por que fora àquele quarto de hotel. Apagou totalmente de seus pensamentos a proposta de Demi. Somente conseguia pensar, em meio à névoa de desejo, que desejava e queria Demi Lovato. Mesmo que fosse somente durante uma tarde.

Mas até mesmo esse pensamento diluiu-se, porque Demi já o havia liberado de todas as suas roupas e agora colava-se totalmente contra seu corpo. Lentamente ele roçou o corpo contra o dela, fazendo-a deitar-se sobre a cama. Juntos fizeram uma dança de desejo e exploração contra as roupas de cama perfumadas.



A pele quente e a renda macia faziam uma combinação exótica. Joe não conseguia definir onde Demi termi­nava e ele começava. Sua mão decidida pousou sobre um laço acetinado entre os seios e o desfez, mergulhando, então, os dedos no interior do tecido para explorar o vale macio que encontrou. O laço desfez-se, então, completa­mente, revelando um seio que parecia convidá-lo.

Os lábios de Joe seguiram a rota de seus dedos, até encontrarem o botão rosado que se oferecia. Demi gemeu ao sentir-se tão intimamente tocada, afagando-lhe o cabelo e estreitando-o contra seu colo ao sentir aqueles lábios totalmente colados à sua pele. Enquanto ele a aca­riciava com a língua, sugando-lhe os mamilos, com uma mão amoldava o outro seio, afastando o tecido do sutiã e revelando a pele que jamais poderia imaginar tão macia, tão tenra, tão convidativa. Joe deu-se conta de que jamais tivera um momento tão excitante em sua vida.

Demi, também, perdeu-se em um oceano de sensações. Rolava a cabeça nos travesseiros enquanto Joe torturava-lhe deliciosamente os mamilos com a língua. Mas quando sentiu que ele deslizava os dedos para baixo, além de seu ventre, sentiu que iria descontrolar-se. Ela ofegou quando aqueles dedos hábeis liberaram-na da cal­cinha, tocando-a com completa intimidade, como nunca antes lhe acontecera.



— Oh, Joe — ela sussurrou.

— O que você está fazendo comigo?

Ela o ouviu rir gostosamente. Ele então voltou a fitá-la.

— Só estou no aquecimento... — ele insinuou com um sorriso malicioso.



Ele retomou em seguida as carícias eróticas, fazen­do-a revirar os olhos. Só o aquecimento? Ela repetiu para si. Puxa...

Joe em seguida abriu a cinta-liga rendada que Demi comprara naquela manhã especialmente para a oca­sião. Rolou cada par de meia até os pés, beijando gra­dativamente a pele que ia revelando, até deixá-la tão nua quanto ele. Depois dessa doce tortura, ele aproxi­mou-se, beijando-a na testa, no pescoço, nos seios, no ventre, para então presenteá-la com um carinho íntimo que ela jamais recebera. Ela afagava-lhe o cabelo, ge­mendo e contorcendo-se.



No momenta em que Joe ergueu seu corpo enorme diante dela e afundou seus dedos no cabelo loiro e macio, Demi estremeceu de desejo por ele. Ergueu os braços para envolver-lhe o pescoço, trazendo-o para o seu beijo, ine­briando-se com a pressão daquele corpo rijo contra o seu.

— Joe? — ela murmurou contra os lábios dele. — Eu quero você. Muito. Agora.

— Agora? — ele repetiu com um sorriso.

— Neste momento — ela insistiu.



Demi desceu os dedos ao longo do torso musculoso até encontrar a parte de Joe que ela mais desejava, envolvendo-a com sua mão. Ele fechou os olhos e mur­murou algo que ela não conseguiu entender. Instintiva­mente ela acariciou-o com ousadia, fazendo-o mover-se contra sua mão para então ficar totalmente parado. Quando os olhos verdes a fitaram, estavam queimando de paixão. Ele colocou a mão sobre a dela.

— Estou por um fio agora — ele sussurrou com uma expressão torturada. — Não sei se vou conseguir segurar por mais tempo.

Ela própria mal conseguia falar.

— Faça amor comigo.. — ela murmurou, acariciando-o novamente. — É só o que eu quero.

Ele fechou os olhos e investiu lentamente, deixando que ela o guiasse. Uma labareda o envolveu ao penetrá-la, deixando-o cego em sua luxúria. A cada movimento de seu corpo, sentia-se mais engolfado pela sensação, e sen­tia que Demi o acompanhava para dentro do clímax. Quanto mais se aproximavam, mais ele sentia que seus corpos queimavam, aproximando-se do ponto de fusão. Ele gritou o nome dela ao chegar ao auge, para então esmorecer naquele colo macio.



Durante um longo momento só conseguiu sentir. Só conseguiu maravilhar-se com a intensidade do clímax. Então, gradualmente, voltou a tocar o solo, dando-se con­ta de que estava nos braços de Demi. Ela parecia estar em toda parte. Parecia ter penetrado em cada poro seu, em cada célula de seu cérebro, em cada batida de seu coração.



Percebeu, então, que ela estava deitada sobre seu peito. Ele estava deitado de costas, abraçando-a, tentando to­mar fôlego, tentando raciocinar normalmente. Com uma mão, acariciou-lhe o cabelo macio, com a outra, deliciou-se com a pele suada daquelas costas aveludadas. Ela ani­nhara a cabeça abaixo de seu queixo e brincava com os pelos de seu peito. Ele a ouviu suspirar, satisfeita.



— Você está bem? — ele conseguiu dizer.

— Sim... — ela murmurou, erguendo a cabeça para fitá-lo. — Estou me sentindo muito bem. E você?



Ele não conseguia encontrar uma palavra que melhor descrevesse seu estado de espírito, e físico, também.



— Estou ótimo — ele respondeu. — Estou me sentindo... ótimo.



Ela aconchegou-se contra aquele peito largo. Joe podia jurar que seus corações estavam batendo no mesmo ritmo. Ele estreitou-a em seus braços e beijou-lhe a testa, surpreendendo-se ao perceber que a desejava novamente. Dessa vez com mais desespero.



— Demi?

— Sim?

— Você... Hã... não trabalha nas quartas-feiras, trabalha?

— Não...

— Você não tem que tomar conta de seu sobrinho hoje, tem?

— Eu liguei para Sel hoje de manhã depois que des­cobri que o teste deu positivo. Avisei que não poderia cuidar de Simon hoje.

— Percebo...

— Por quê?

Joe mordeu o lábio, pensativo.

— Então isso quer dizer que você não precisa ir para lugar nenhum nessa tarde?

Demi fitou-o novamente e sorriu ao perceber onde aquela conversa iria terminar.

— Não.

— Sabe? — ele prosseguiu, passando a ponta dos dedos ao longo da coluna de Demi, fazendo-a estremecer.

— Seria uma pena desperdiçar um quarto maravilhoso como este. Afinal, ainda temos uma garrafa de champanhe para terminar, e toda essa comida parece deliciosa.

— É verdade...

— E eu não tenho nenhum serviço urgente para tratar no escritório.

— Não?

— Não. Por que não passamos o resto da tarde juntos, fazendo... o que der vontade?



Demi sorriu e sentou-se na cama, envolvendo-se com um lençol. Pensou em dizer que, clinicamente, um homem que estivesse tentando engravidar uma mulher deveria esperar outras quarenta e oito horas até tentar nova­mente, mas então lembrou-se da sensação única que foi atingir o orgasmo com Joe e sentiu vontade de ficar com ele ali para sempre. Portanto, só conseguiu responder:

— Afinal, uma vez mais não vai tirar pedaço de ninguém.

17/10/2013

O Pai Perfeito (Mini Fic Cap 4)





CAPÍTULO QUATRO

Apesar do que prometera, Joe não foi ver Demi no Cosmos, na noite seguinte. Nem na outra, e nem nas demais. Na verdade, sua obs­tinação em evitar o restaurante chegara a um ponto em que quase começava a acreditar que o episódio todo com Demi fora somente um sonho estranho. Quase.
Até vê-la novamente na quarta-feira seguinte.

Estava por entrar na sala de reuniões, na frente de sua sala, quando sua secretária, Lucille, interfonara para avisar que uma srta. Demi Lovato, que não marcara uma reunião, precisava falar-lhe rapidamente. Joe consultou o relógio e percebeu que já estava cinco minutos atrasado para uma reunião com seus associados e um potencial cliente bastante promissor. Sem abandonar sua postura profissional, pediu a Lucille que avisasse à srta. Lovato que ele ligaria para a casa dela mais tarde. Sem esperar, entrou na sala para tratar de seus negócios.

Covarde, ele disse para si ao entrar na sala de reuniões. Fugindo de uma mulher estonteante cujo único desejo é que você faça amor com ela.

Joe fechou a porta atrás de si e passou a mão pelo rosto, como se tentando apagar a expressão aturdida de seu rosto. Em seguida, voltou-se para o grupo de homens e mulheres acomodados nas cadeiras de couro ao redor da grande mesa ovalada de vidro fumê.
— Desculpem-me pelo atraso — ele disse, dirigindo o pedido de desculpas principalmente para a mulher que sentara-se na outra ponta da mesa.
A srta. Gwendolyn Montgomery era uma mulher po­derosa dentro do ramo da construção, que poderia lhe trazer lucros de milhões de dólares. Obtivera informações extra-oficiais de que ela era inteligente, atraente, extrema­mente bem-sucedida e decidia rapidamente se alguém valia ou não o investimento de seu tempo e capital. Sabia que deveria dar tudo de si se quisesse tê-la entre seus clientes.

Por outro lado, ele ponderou que também era extre­mamente bem-sucedido em seu campo e que não teria problemas em impressioná-la com suas experiências no ramo da arquitetura. Estava mais do que preparado para aquela reunião. O que poderia dar errado?

Quase que involuntariamente, seu olhar afastou-se da mulher em questão para a parede envidraçada da sala de reuniões, por detrás da qual divisou uma mulher me­nos fria e contida do que a srta. Gwendolyn Montgomery.

Demi  estava parada perto do lobby, com a capa de gabardine molhada sobre um traje escuro, quase masculino, enquanto acenava, tentando captar a atenção de Joe. Seu cabelo também estava úmido, portanto mais escuro, grudado ao rosto. Ao perceber que conse­guira sua atenção, mostrou-se aliviada.
Porém, Joe procurou ignorá-la, dirigindo-se ao grupo à sua frente.

— Temos muito o que discutir durante esta manhã e, já que os deixei esperando, acredito que seja melhor irmos direto ao assunto principal que é...

Contudo, um som persistente captou a atenção de todos na sala, inclusive de Joe. Todos viram Demi parada, batendo o punho fechado contra o vidro. Ao perceber que todos se voltaram, sorriu nervosamente e acenou. Então concentrou a atenção em Joe, apontando para ele o indicador, em um esforço para fazê-lo sair da sala.
Joe esforçou-se por concentrar-se na apresentação.

— Srta. Montgomery — ele começou, fazendo todos se voltarem em sua direção. — Tenho algumas idéias para este projeto que considero atender totalmente a suas necessidades. São muitas sugestões inovadoras e certamente...
 
O som. Novamente todos se voltaram para a janela. Desta vez Demi não sorriu, mas continuou a encarar Joe. Ela ergueu a mão e apontou o relógio de pulso expressivamente. Todos na sala voltaram-se para Joe.
Joe voltou-se para a srta. Montgomery e prosseguiu:

— São sugestões inovadoras que tenho a certeza de que a senhorita vai considerar...
O som. Outra vez.

Joe suspirou, exasperado, percebendo que todos aguardavam que ele tomasse alguma providência. Ela continuava a apontar para o relógio, desta vez mais an­siosa, mais insistente. Então ela tentou dizer algo, exa­gerando os movimentos labiais. Desta vez, ele não pôde deixar de entender.

Estou o-vu-lan-do.

Joe arregalou os olhos, chocado, rezando para que ninguém tivesse entendido. Novamente ele olhou e per­cebeu que Demi continuava a apontar para o relógio.

A-go-ra — ela tentou fazê-lo entender.
— Bem... queiram me desculpar — ele disse ao grupo. — Preciso me ausentar, por alguns instantes. Por favor...
Sem esperar a reação das pessoas, Joe saiu da sala.

— O que diabos está fazendo aqui? — ele perguntou rispidamente a Demi, olhando ao redor para certificar-se de que ninguém ouvia a conversa.
— E o que você acha que estou fazendo aqui? — ela contra-atacou, no mesmo tom. Abaixando a voz, prosse­guiu:
— Estou ovulando. Agora. Neste momento. Você tem que fazer amor comigo.
— Agora?
— Bem — ela informou —, de acordo com as instruções do kit, quando o teste dá um resultado positivo, e ele ficou cor-de-rosa como o nariz do coelhinho da Páscoa esta manhã, a ovulação vai ocorrer a qualquer momento dentro de um período de vinte e quatro horas. Pode já estar ocorrendo — ela apressou-se em acrescentar.
— Mas você disse que isso só aconteceria a partir de amanhã. Ou sexta-feira. Até mesmo no sábado. Será que não dá para deixarmos para o sábado? Estou no meio de algo muito...
— Acontece que eu fiquei desregulada — ela o inter­rompeu. — Devo ter estado muito ansiosa durante as duas últimas semanas. Isso pode alterar o ciclo de uma mulher.
— Mas...
— Pare de falar — ela pediu. — Temos que fazer amor.
— Agora? — ele perguntou novamente.
— Agora.
— Aqui?
Demi revirou os olhos, impaciente.
— Aqui não, certamente!
Ela também olhou em volta, temendo estar sendo ouvida.
— Eu, hã... reservei um quarto para nós, no Four Seasons.
Joe arqueou as sobrancelhas.
— Está falando sério?
— E claro que sim. E um hotel maravilhoso, romântico e fica muito perto daqui. Pensei que seria a atmosfera perfeita para... você sabe.
— Demi, eu...
— Joe, você tem que se apressar. Depois que eu liberar este óvulo, teremos somente vinte horas para... você sabe.
Ele a fitava, confuso, tentando convencer-se de que estava sonhando. Infelizmente, a situação era bizarra demais para ser fruto de seu inconsciente.
— Não posso sair agora — ele disse, finalmente. — Estou no meio de uma reunião muito importante.
Uma gota de chuva rolou do cabelo de Demi e caiu em seu rosto como uma lágrima.
— Mas e a nossa reunião? -- ela perguntou suave­mente. — Também é muito importante.
— Eu sei, mas...
— Você prometeu, Joe. E temos um contrato — ela reclamou, tirando o cabelo molhado da testa.

Por algum motivo, aquele gesto indefeso deixou-o com vontade de beijá-la vorazmente.
Aquele estúpido contrato, ele pensou. Como fora assi­nar aquilo? Seu advogado tentara dissuadi-lo de todas as formas. Mas não, ele exigira que o contrato fosse re­digido e preparado para assinaturas. Então o assinara e o enviara para a assinatura de Joe.

— Está bem — ele por fim consentiu, percebendo que os cílios molhados tornavam aquele incrível par de olhos ainda mais azuis.
— Encontro você no Four Seasons den­tro de duas horas.
Demi mostrou-se decepcionada.
— Mas...
— Certamente duas horas não vão fazer diferença, Demi — ele ponderou, segurando-a pelo ombro. Então, lembrando-se de que provavelmente eram o centro das atenções, afastou-se.
— Talvez não — ela concordou, com relutância.
— Além do mais — ele acrescentou —, isso lhe dará mais tempo para pensar. Para assegurar-se de que é exatamente o que você quer.
— Oh, é claro que é o que eu quero — ela assegurou, com veemência.
— Mas algo me diz que você está com dúvidas.
— Absolutamente — ele mentiu. — Estou perfeita­mente disposto a fazer... a cumprir minha parte no con­trato. Porém... — Ele olhou de volta para a sala, imagi­nando que poderia estar perdendo o cliente mais impor­tante de sua carreira, — Estou no meio de uma reunião muito, muito importante.
Demi olhou para a sala de reuniões e Joe teve certeza de que ela percebeu a charmosíssima mulher de cabelo castanho.
— Ah, sim, aposto que é muito importante.
— Duas horas — Joe confirmou. — Estarei com você dentro de duas horas.
Demi afastou novamente o cabelo molhado do rosto.

— Está bem — ela concordou, procurando algo no bolso. Era algo que cabia na palma da mão e que procurou entregar discretamente a Joe. — Esta é a chave do nosso quarto. Duas horas. Estarei esperando.
Ele fechou os dedos sobre o cartão magnético, sentin­do-se como um agente secreto amador.
— Obrigado, Mata Hari — ele murmurou. — Existe alguma senha especial para entrar?
— Não — ela respondeu, com um sorriso trêmulo. — Basta não se atrasar.

Demi partiu sem olhar para trás. Ele, por sua vez, enfiou a chave no bolso, sentindo um misto de ansiedade e excitação. Onde fora parar seu autocontrole? Onde fora parar sua postura completamente profissional e eficiente? Nas últimas duas semanas, começara a agir por impulso, muitas vezes arriscando suas relações profissionais.

Mas a maior loucura, ele pensou enquanto se dirigia para a sala de reuniões, é que de alguma forma começava a apreciar este estado caótico.
Ao entrar na sala, os colegas o olhavam com curiosidade.

— Desculpem-me pelo atraso — Joe disse com um sorriso que não conseguiu esconder.

Aproximando-se do cavalete ao seu lado, afastou a pri­meira folha para mostrar os planos elaborados para um shopping center localizado próximo a uma zona residen­cial, e continuou a apresentação.

Estava louca. Completamente pirada. Já fizera coisas estranhas em sua vida, mas pedir a um homem que pra­ticamente não conhecia que fizesse amor com ela, só para fazer um filho, era a coisa mais bizarra entre todas. Po­rém, o mais estranho é que, na verdade, estava ansiosa Por passar a tarde com Joe, mas não exatamente por­que ele iria lhe dar um filho.

Contudo, as circunstâncias a obrigaram a repensar ra­pidamente a questão da maternidade. Pela primeira vez na vida ponderara honestamente o que significava ficar solteira e só, até o final de seus dias. Seus pais já tinham falecido. Sua irmã se casara e tinha sua própria família. Seu irmão mais velho, Nick, outro solteiro de carteirinha passava o tempo todo viajando. Então, como ficaria dentro de quarenta anos? Sozinha, essa era a verdade.

Finalmente, tendo decidido que não queria ficar sozinha na estrada da vida, tomara sua decisão. Escolhera tornar-se mãe. Também sabia que não poderia esperar até se apaixonar por alguém, porque, francamente, homens só trariam problemas para sua vida. Crianças não: enquanto são amadas e respeitadas, permanecem fiéis. Mas homens...
Crianças, sim, ela decidira. Homens, nunca.
Olhando ao redor da suíte, Demi afirmava para si que fizera a escolha certa. Se perdesse aquela oportuni­dade com Joe, provavelmente não teria outra.

Como se ao pensar nele o estivesse chamando, ela escutou uma leve batida à porta. Segurou a respiração e olhou à volta, assegurando-se de que tudo estava em ordem.

A suíte estava imersa no perfume de um enorme buquê de flores exóticas, ao som uma melodia romântica que ela descobrira em uma estação de rádio. A refeição leve que pedira ao serviço de quarto chegara havia poucos minutos: o champanhe estava gelando em um balde gelo ao lado do carrinho com frutas, queijos e pães. Demi passou ao lado da cama e alisou a colcha.

Tudo preparado, ela pensou. Tudo o que era necessário para um encontro romântico estava ali. Tudo, exceto um detalhe. Com um suspiro final, ela caminhou determinada para a porta e rodou a maçaneta da porta.


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Hey ... o Leka está ocupada, mas espero que no fim de semana esteja tudo bem pra ela fazer a Maratona !! 
Gente .... #Morrendo os Jonas estão mal, eu estou mal ! não consigo acreditar que está tudo tão ruim assim e nós não conseguimos notar ... 
espero que tudo se resolva y.y

bjss