01/09/2013

O Pai Perfeito (Mini Fic Capitulo 1)




Capítulo 1

Normalmente, ninguém falava com Joseph tão francamente. Mas, vindo de Demetria, ele tolerava e até mesmo recebia bem a ousadia. Em mais do que uma oportunidade, ela fora a sua advogada do diabo. Era um relacionamento a que não se permitia com mais ninguém. O estranho era que Joseph não a conhecia muito bem. Para falar a verdade, nem mesmo sabia seu sobrenome. Mas depois de dois anos freqüentando o local pelo menos três ou quatro vezes por semana, começou a alterar seus esquemas para estar no restaurante nos dias em que ela estivesse no bar. Por que fazia isso, não sabia. O fato é que gostava dela. Muito. Ela era engraçada, sagaz e espirituosa e conseguia fazê-lo relaxar depois de um dia estressante.
Até mesmo estivera a ponto de convidá-la para sair, mas não teve coragem. Não costumava manter um relacionamento por muito tempo e não queria pôr fim ao relacionamento fácil e franco que mantinham.
Ao erguer os olhos, ela o encarava, pensativa, fazendo-o imaginar o que estaria se passando por detrás daqueles incríveis olhos cor de mel.
Como se percebendo que estava sendo analisada, ela perguntou:
— Você está dizendo que prefere trabalhar de quinze a dezesseis horas por dia a voltar para casa, depois de um período normal das nove as cinco, para uma mulher e filhos? (Demi)
Ele sorriu, correndo os dedos pelo cabelo negro entremeado por alguns fios prateados.
— Deus me livre. Isso é um pesadelo. Ouça, sou um solteiro inveterado de 30 anos. Isso não lhe diz nada? (Joe)
Ela deu de ombros, ainda sorrindo.
— É, parece que você não é definitivamente um bom partido. (Demi)
Ele riu.
— Ah, não, obrigado. E olhe que não foram poucas as mulheres que se esforçaram para mudar minha situação. (Joe) 
— Mas você recusou todas, não foi? (Demi)
Ele balançou a cabeça com veemência.
— Pode apostar.(Joe)
— Você não consegue se animar nem mesmo com a idéia de um Sr. Jonas Jr. andando ao seu redor? Não quer deixar nenhum herdeiro? (Demi)
Ele estremeceu.
— Ora, é claro que não. Não suporto crianças. (Joe disse e ela arqueou as sobrancelhas, surpresa.)
— Está falando sério? (Demi)
— Absolutamente. Filhos requerem muita atenção e não estou preparado, nem disposto a esse sacrifício. (Joe deu um gole em sua bebida antes de continuar) 
— Não me diga que está surpresa com o que estou dizendo? Você não me parece o tipo de mulher que se amarre a filhos. Parece que gosta de ser solteira. (Joe)
— Ora, eu adoro ser solteira, mas também adoro crianças. (Ela inclinou-se atrás do bar, aparentemente procurando algo, e ergueu-se com uma carteira na mão, de onde tirou uma foto)
— Este é meu sobrinho, Simon. É a criança mais adorável do mundo. Veja este sorriso. Não pode negar que ele é uma gracinha. (Demi)
Joseph lançou para a foto um olhar superficial, fingiu estar interessado e respondeu secamente:
— Adorável. Ouça. Estou morrendo de fome. O que recomenda para esta noite? (Joe)
Demetria suspirou e balançou a cabeça. Joseph reparou que aquele era um gesto que ela estava repetindo muito durante a noite, como se ela o estivesse considerando para algo e ele não estivesse correspondendo às expectativas. Está certo que até se sentia lisonjeado em imaginar que ela o pudesse estar considerando para algum envolvimento. Afinal, se quisesse se envolver com alguém, Demetria seria uma excelente candidata. Mas envolvimentos levavam a relacionamentos, e isso estava fora de questão. Não tinha tempo.
Observando- a enquanto ela se afastava para pegar o menu, Joseph suspirou. Teve que admitir que fazia muito tempo que não tinha contato com os aspectos íntimos de um relacionamento. Há quanto tempo não fazia amor? Ele se perguntou. Qual fora a última mulher com quem fizera amor? Precisou esforçar-se para lembrar. Fora há muito tempo. Ele realmente não tinha tempo para um relacionamento.
 — Não tenho certeza do que quero (Joe)
— Está bem. (Demi)
Ao observar Demetria fazer o pedido, ficou admirando seus gestos seguros e fáceis. Isso era algo de que não era capaz. Parecia que sua infância miserável sempre o estava segurando, lembrando de onde viera, mas a lembrança daqueles tempos era o que o fazia seguir sempre adiante.
Mesmo que passasse o resto de seus dias só, sentia que o que valia a pena era lutar para nunca mais estar sujeito aos sofrimentos do passado.
Depois de bater a campainha para o pedido do Sr. Jonas, Demi entregou-o a um dos garçons que se dirigia à cozinha, quase o acertando no rosto. Pediu desculpas com um sorriso amarelo. O movimento no Cosmos estava tranqüilo, dando-lhe tempo para pensar por que não fizera melhor uso de seu diploma em Ciências Humanas. Talvez fosse porque nos classificados sempre havia alguém pedindo um bar tender, e jamais um graduado em Ciências Humanas.
— Seu pedido, Demi.
Ela virou-se e deu de cara com um dos garçons depositando um prato de ostras à Rockfeller perigosamente perto da borda do balcão.
— Keith! (ela chamou o garçom que partia rapidamente, após ter depositado o prato de aperitivo à frente de um casal sentado ao balcão)
Keith voltou-se para ela.
— Você tem um minuto? (Demi)
Ele sorriu, retornando para o bar.
- Lógico, mas só porque é você que está pedindo. (Keith)
— Posso lhe fazer uma pergunta pessoal? (ela falou e o sorriso de Keith alargou-se.)
— Pessoal até que ponto? (Keith)
— Você... Diplomou-se em Princeton, certo? (Demi)
Ele confirmou, meneando a cabeça.
— E agora você vai para Vilanova, para a Faculdade de Direito? (Demi)
Ele confirmou novamente.
— Aonde está pretendendo chegar, Demi? (Keith)
Demetria o encarou, focalizando o cabelo loiro, olhos azuis e figura longilínea. Que belos genes, pensou. Seu tipo era um dos bons, portanto, se lhe pedisse para ser o pai de seu filho, a criança fatalmente seria também parecida com ele.
— E... Que eu estava pensando... Preciso lhe fazer algumas... (Demi)
As palavras foram interrompidas quando Keith gemeu e inclinou-se abruptamente, com a mão sobre o: olho esquerdo.
— O que foi? ( ela perguntou, alarmada) Algo errado? 
- Nada (Keith resmungou, empertigando-se e esfregou suavemente a pálpebra sobre o olho lacrimejante e vermelho.) 
— Minha lente saiu do lugar. Agora já está bem. (Keith)
— Você usa lentes de contato? (Demi)
— Sim. Sem elas, sou cego como uma toupeira. (Keith)
— Ah... (Demi)
— Bem , Qual era a pergunta pessoal que você queria fazer? (Keith)
— Sua visão é muito ruim? (Demi)
— Péssima. Todos em minha família têm a visão prejudicada. Acho que todos usavam óculos com lentes grossas como o fundo de uma garrafa. (Keith)
Ela meneou a cabeça.
— Percebo... (Demi)
— E a pergunta pessoal? (Keith perguntou esperanço em conseguir algo mais com Demi)
— Bem... Esqueça. Esqueci o que ia dizer. (ela disse e Keith ficou desapontado)
— Ora... Se você se lembrar... (Keith)
— Eu volto a falar com você. (Demi)
Quando Keith saiu de seu campo visual, Demi tirou uma folha de papel amassada do bolso de sua camisa e desdobrou-a. O nome de Keith estava mais ou menos na metade de uma lista de aproximadamente doze nomes, muitos dos quais já riscados.
Leonard fora a primeira escolha como candidato a ser pai de seu filho, mas fora riscado quando ela soube que ele ficara noivo recentemente. William, o segundo colocado, voltara havia pouco tempo de suas férias na neve com os dois braços e uma perna engessados. Jack, aquele do cabelo ondulado maravilhoso, tinha um irmão na prisão: um risco genético em potencial. Donnie, ela soubera, precisou usar aparelho sua infância toda para colocar os dentes tortos no lugar.
Até agora, parecia que todos os seus candidatos com um bom potencial genético tinham sempre um porém. Edgar chegara bem perto, mas aquele desvio de septo nasal não lhe parecia que fosse fruto de um acidente, e Michael, outro candidato forte, confessara não ter a mínima queda para as artes. Demi não queria arriscar-se a ter um filho que não fosse talentoso.
Ao erguer os olhos de sua lista, para pensar, pousou distraidamente os olhos sobre o Sr. Jonas, e uma luz acendeu dentro de si.
A pequena conversa que mantiveram poucos minutos antes só fizera reforçar o que já sabia a respeito dele. O Sr. Jonas não alimentava o menor desejo de formar uma família, porque o trabalho era a sua vida. Portanto, não precisaria se preocupar com o fato de ele tornar-se sentimental mais tarde e reclamar seu papel de pai. Adicionalmente, não era a primeira vez que notava que ele era um homem atraente, o que parecia ser o resultado de uma combinação perfeita de genes. Um encontro íntimo com o Sr. Jonas não era uma idéia desagradável e, lógico, para isso ajudaria muito se ela ao menos soubesse seu primeiro nome.
Olhou novamente para a lista: os nomes restantes eram de homens que ela não conhecia particularmente bem. Pelo menos, mantinha um contato regular com o Sr. Jonas, o que o colocava rapidamente no topo da lista.
Os próximos passos haveriam de requerer de Demi um pouco de ousadia, afinal estava na última semana de fevereiro e estaria ovulando dentro de duas semanas.
Se quisesse ter um filho para o Natal, e isso era certamente o que mais desejava, precisava encontrar o pai perfeito rapidamente.
— Seu pedido, Demi. Camarão recheado. (falou o chefe da cozinha)
O olhar caminhou vagarosamente do prato recém-depositado sobre o balcão para o homem que havia pouco pedira que ela o surpreendesse. Caminhou na direção do Sr. Jonas, olhando-o sob um novo ponto de vista. Quando ele ergueu os olhos para murmurar seu agradecimento pelo prato, ela não pôde deixar de maravilhar-se com aqueles olhos verdes que exalavam inteligência.
Demi afastou-se discretamente para ele comer à vontade, mas continuou a examiná-lo com o canto dos olhos, observando o cabelo negro lustroso com um corte impecável. A formação de rosto era perfeita: malares altos, maxilares projetados e decididos; os lábios bem desenhados formavam um conjunto perfeito com o nariz reto e bem proporcionado. Sempre considerara o Sr. Jonas atraente, além de inteligente e ambicioso. Também sabia que, aos trinta anos, já era proprietário de um dos escritórios de arquitetura mais conceituados de Filadélfia.
Quando ele virou-se de lado para saudar um conhecido que passava, Demi observou que ele não usava lentes. Quando voltou-se para ela, flagrou-a observando-o e sorriu. Isso a fez notar que ele tinha o dente da frente ligeiramente encavalado sobre o outro. Isso não maculava sua aparência de forma alguma e denotava que ele jamais usara aparelhos ortodônticos.
Demi tirou o lápis de sua orelha e rapidamente escreveu o nome do Sr. Jonas no alto de sua lista, guardando-a, em seguida, no bolso.
— Sr. Jonas... (ela falou cautelosamente enquanto lhe servia a habitual segunda dose de bebida.) Sabe, sempre quis lhe perguntar algo.
— Fique à vontade. (Joe)
— Você toca algum instrumento musical? (Demi)

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Tá aí o primeiro galera, espero que curtam, e desculpa a demora, sabem como é né? sem tempo a beça...
Então galera ainda quero saber que filme vocês querem ver adaptado, E se fosse verdade ou A casa do lago?
Quero as repostas nos comentarios ok?

bju nas crianças!

23 comentários:

  1. Está perfeito :D
    Gostaria de ver E se fosse verdade, amo esse filme.
    POSTA LOGO!!!
    Beijos, linda.

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    1. Obrigada Flor!

      sim, sugestão anotada, vou ver isso logo!

      postarei!

      bjus

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  2. Respostas
    1. Sim eles vão, e vão fazer muita merda tb aushdausdhsaudha

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  3. Adorei o Capitulo!!
    Poste Logo!!
    Bjs

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  4. Posta Logo, fiquei confusa em algumas ou em algo como qual é a profissão da Demi e do Joe? Beijinhos

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    1. O Joe é Arquiteto e a Demi trabalha no restaurante que ele costuma jantar e é Bartender (é tipo um barman só que mais chique) só que ela é fomarda em ciencias humanas.

      bjus

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  5. Aí que perfeito <3 <3 <3 <3
    Eu adorei,to doida para saber a resposta do joe....
    A fic que eu prefiro e " E se fosse verdade ".
    Posta logo
    Beijos

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    1. Só aviso que o Joe não é bonzinho não viu ;)

      kkkk

      ok amor, colocarei aqui.. ainda vo ver isso pq acho q vo adaptar outro livro..

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  6. perfeito amei
    ach que o joe vai ser um partido
    posta logo
    bj

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  7. que fic perfeita *u*
    quantos capítulos terá?

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    1. Valeu, cara acho q vai ter uns 13 ou 14 não contei ainda.. to editando kk

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  8. Adorei o capítulo, já sei que vou amar a fic.
    Posta logo!!
    bjss

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    1. Obrigada, sim pode deixar, fim de semana tamos ae ;)

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  9. Kkkkkkkk ela eh maluca,to amandooo posta logo bjs aah e se fosse verdade eh um filme lindoo

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  10. posta logogogoogogogogoog socorro ta muito perfeita

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  11. Socorro *-*
    esse primeiro capitulo
    literalmemte ta DIVO
    Prevejo mil tretas entre eles dois hehe
    imagine quando eles tiverem o baby
    OMG necessito de mais capitulos tipo AGORA '-'
    POSTA LOGOOOOO
    Beijinhos!!!

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  12. Ooh my God, tô amando muito tudo isso!
    Me desculpe pela demora, atolada na escola =p
    Geente, quero só ver como a Demi vai convencer o Joe a ser pai!
    Missão difícil, mas não impossível uhsauauhsua'
    ahushusauahs' também ela tá muito exigente, né? Tudo pro destino acabar decidindo o Joe, que meigo u.u
    Poosta logo, ainda preciso ver muitas confusões desses dois!
    Beeijos honey!
    E sobre a adaptação, eu queria que você fizesse de "E Se Fosse Verdade...", porque amo esse filme e nunca assisti o outro haha'

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  13. hey, vc sabe se a flavinha excluiu o blog dela: vai parar de escrever?

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  14. O Joe é... Perfeito!
    Gente que homem! kkkk'
    Novidade né? kkkk'
    Esse capitulo ficou simplesmente perfeito!
    Eu queria saber em que livro você se inspirou.
    Você me fala? Teria um grande prazer em ler ele *u*
    Sou mega viciada em livros ♥
    Voltando...
    Ele precisa ser o pai do bebê da Demi *-*
    Esse Simon deve ser mesmo uma gracinha ~le babando!~
    Posta logo muié kkkkkkkkkkkk'

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Sem comentários ........... sem capítulos!