01/05/2013

Mini Fic - Enjoy The Silence (Parte 2)






- Ah, gente, larga o Jonas aí! – ouvi a voz da Demetria assim que terminei de descer as escadas da mansão. O dia amanhecera muito quente. Antes do almoço, eu já me sentia cansado. A noite anterior tinha sido uma tortura, depois de ser largado naquele estado na piscina e ter de subir correndo até meu quarto só pra chegar lá e perceber que estava mais excitado do que tinha percebido. Levei algumas horas para conseguir dormir, mesmo depois do banho gelado. Parecia que eu mal tinha fechado os olhos e o Nick já estava batendo na minha porta, dizendo que o senhor Hansen, administrador da fazendo dos Lovato, iria nos levar aos campos de plantação. Vesti uma bermuda jeans, um tênis qualquer e uma camiseta azul, sem vontade alguma de ir, coloquei óculos escuros e fui me encontrar com o pessoal na entrada principal da casa.
- Fugindo de mim,
 Lovato? – sorri de lado com a careta que Demetria fez ao me ver – As pessoas vão começar a desconfiar que você nutre sentimentos por mim.
- Cala essa boca e entra no carro – ela tentava esconder um sorrisinho ao falar. Fiz o que ela disse logo depois de dar um soquinho no braço do
 Nick e um beijo na testa da Emma, e sentei ao lado de Demetria, que usava um short jeans minúsculo, regata branca com uma camisa xadrez vermelha por cima e botas pretas que iam quase até seus joelhos e, claro, os óculos escuros. O carro seguia rápido pela estrada de terra, criando uma nuvem de poeira inclusive dentro dele, fazendo Emma rir das caretas de Demetria durante uma crise de espirros.

- Do outro lado da cerca ficam os campos de erva doce – o velho senhor Hansen explicava para um interessado
 Nick e uma Emma que não parava de tirar fotos, enquanto Demi e eu íamos mais atrás, andando devagar pelo imenso campo verde, nossas mãos se roçando por estarmos lado a lado – Essas que vocês estão vendo são Camellia Sinensis, que são conhecidas como Chá.
Me desliguei do que a voz rouca do senhor falava, quando senti a mão da
 Demi segurar a minha e entrelaçar nossos dedos. Olhei para ela sem entender. Demetria era doida, eu sabia, mas quando ela me puxou e começou a correr entre as folhas que batiam na altura da minha cintura, eu comprovei que ela realmente não era normal. Nos afastamos rapidamente do grupo sem fazer barulho. Quando descemos um pequeno morro, Demi começou a rir e parou de correr, respirando descompassadamente.
- Meu Deus! O senhor Hansen fica mais chato com o tempo! – ela prendeu o cabelo num coque mal feito, levantou os óculos escuros e começou a se abanar com as mãos – Nossa, que calor dos infernos! Que é,
 Jonas? Tá me olhando com esse sorriso bobo na cara por quê?
- Já percebeu como está tagarela? – sorri mais ainda, quando ela ficou sem graça e recolocou os óculos, tirando minha visão de suas bochechas rosadas não só pelo intenso sol. – Até me lembra a antiga
 Demi.
-
 O Anjinho do Reino Unido? – ela fez careta e eu ri.
- Também... Mas principalmente a... Minha
 Demi – ela deu dois passos para trás ao ouvir o que tinha dito, eu me xinguei mentalmente. Não devia ter falado nada.
- A sua
 Demi não existe mais, Joe – ela disse sem emoção, virada para a plantação que aparentemente não tinha fim. Estávamos isolados no meio daquelas fileiras de mar verde.
- Por que não? – me aproximei, guardei meus óculos no bolso da bermuda e segurei o queixo da
 Demetria, retirando também os seus óculos – Para de fugir, de se esconder nessa pose de estrela, de se refugiar nessa máscara que você criou, Demi...
- Você... – ela me interrompeu e sorriu. Era o seu sorriso triste, o que eu não via desde nosso último encontro antes dela
 pirar.
- Eu o quê?
- Você me fez mudar... A imagem que você fazia de mim... O jeito que falava de mim para as pessoas... – ela parecia não querer dizer aquelas coisas, como se doesse pensar naquilo – E depois, quando eu te vi... Eu não aguentava... Não podia suportar...
- Do que você está falando? – o que
 eu podia ter feito pra ser culpado pela mudança dela? Justo eu?
- É… Nada, não é nada – ela se afastou de mim, virando de costas e começou a caminhar na direção em que tínhamos vindo – Esquece isso,
 Joseph.
- Eu não vou esquecer... Como assim eu te fiz mudar? – fui andando atrás dela, que apertou o passo, mas eu a segurei pelo braço e a virei de frente para mim – Ei, olha pra mim enquanto eu falo!
- Uh, o gatinho
 Jonas ataca novamente? – ela disse de um jeito completamente cínico, sabendo que me irritaria profundamente.
- Não! Não,
 Demetria, nem vem! Pode tirar esse sorriso do rosto! Não funciona mais comigo! – fiquei puto quando ela sorriu inclinando a cabeça para o lado, como se achasse minha raiva algo meigo – O que você quis dizer com “você me fez mudar”?
- Eu não quis dizer nada,
 Jonas, nada! – ela tentou se soltar e pegar os óculos que eu segurava, mas eu não me movi, esperando uma explicação. – Ah, que merda! Me solta!
- Não vou soltar. Não até você me explicar essa historia direitinho!
- Vamos ficar aqui, no meio do mato até eu falar?
- Vamos!
- Que seja, o sol está ótimo, vou pegar um bronzeado –
 Demetria sorriu e fechou os olhos, como que apreciando o calor em sua pele.
- Você é tão patética! – apertei com mais força seu braço e a puxei para mais perto; passei um braço por sua cintura e entrelacei a outra mão em seus cabelos, ela deixou as suas em punho contra meu peito, me olhando sem expressão – Você é infantil, medrosa e bipolar! – disse baixo, meus lábios tocando os dela, sem quebrar o contato visual.
 Demi ficou na ponta dos pés e me deu um selinho, se afastou sorrindo de um jeito... Fofo. Um jeito que eu não a via sorrir há tempos. Sorri também e encostei minha testa na dela, nossas respirações estavam aceleradas pela corrida e pela situação como um todo. Demi levou as mãos até minha nuca e a arranhou sem dó, soltei o ar pesadamente pelo nariz, mas não gemi. 
- A gente não vai se pegar aqui no meio do mato, na terra! – ela riu se afastando de mim e recomeçando a andar pelo estreito de terra vermelha entre as arvorezinhas de chá.
- Ah,
 Demi! – reclamei e fiz careta, rindo ao segui-la pelo caminho – Volta aqui.
- Não,
 Joe! Nós dois sabemos onde vamos parar... E não quero que seja na terra! Que nojo! – isso não havia mudado, sempre fresca.
- Então você quer que aconteça... Só não aqui? – a abracei por trás e continuamos andando assim por alguns metros até eu começar a beijar o pescoço dela, que se arrepiou e começou a rir – Responde o que eu perguntei.
- O que você perguntou? – ela colocou suas mãos por cima das minhas, que estavam espalmadas em sua barriga, encostou a cabeça no meu ombro deixando seu pescoço livre para receber meus beijos.
- Se quer que aconteça... – repeti com a boca colada em sua pele, dei uma leve mordida fazendo
 Demi apertar minhas mãos contra si.
- Aconteça? O quê? – a voz dela estava fraca quando paramos de andar.
- Você sabe o quê – subi a mão direita até o seio esquerdo dela, sentindo seu coração bater forte e sua respiração mais uma vez estava descompassada.
Podia ser o calor, o sol, o fato de que para qualquer lado que olhasse não visse nada além de plantas, mas não. Eu estava agindo daquele jeito porque era
 ela... Era aDemetria que estava ali. Isso mudava tudo. Todas as regras desapareciam.
Não esperei uma resposta dessa vez. Apalpei o seio com força e prensei mais seu corpo contra o meu, fazendo
 Demi suspirar. Ela ficou de frente e me puxou pela nuca, grudando nossos lábios sem pensar duas vezes. Quando nossas línguas se encontraram, foi como se não houvesse nada além da Demetria no mundo. Segurei seus cabelos intensificando o beijo e mantive a outra mão na base de sua coluna. Ela colocou os dedos indicadores nos passantes do cinto da minha bermuda, deixando nossos corpos completamente unidos durante o beijo que ganhava mais velocidade a cada segundo, nos deixando sem fôlego mais rápido do que o previsto. Desci minha mão até sua coxa e a puxei até minha cintura, enquanto beijava seu pescoço; Demi se empolgou ao passar os braços pelo meu pescoço e nos fez perder o equilíbrio... Cai de bunda no chão, com ela desajeitadamente em cima de mim.
- Para de rir, sua desastrada! – mesmo a repreendendo eu gargalhava junto; coloquei-a em meu colo, as pernas ao redor da minha cintura, deixando-a de frente pra mim. O tombo não havia sido de todo mal. Aquela posição me agradava. E muito.
- Ah,
 Joe! Eu avisei sobre a terra e... – falar pra quê, Demetria? Quando o que estávamos fazendo era tão melhor? Puxei-a pela nuca e dei alguns selinhos demorados em sua boca; nenhum de nós ousou fechar os olhos. Ela me encarava um pouco séria, até que em um dos selinhos, Demi mordeu meu lábio com força me fazendo ofegar. – Não reclama, fofinho, só vou te fazer pagar por me trazer pro meio do mato. – dei o meu melhor sorriso cafajeste ao ouvir o que ela disse e aos poucos fui tirando a camisa xadrez que ela usava, a deixando somente com a regata branca, que mostrava um pouco seu sutiã.
A partir dali, não dissemos uma palavra sequer.
Suspiros e gemidos eram ouvidos o tempo todo...
 
Quando
 Demi puxou a barra da minha camiseta e eu a ajudei a jogá-la longe. Quando eu tirei sua regata e beijei, segurei e mordi seus seios ainda escondidos pelo sutiã preto muito sexy que ela usava. 
Quando ela começou a se mover lentamente sobre mim, como se estivéssemos
 realmente no ato, me deixando em um estado quase entorpecido de tanto êxtase.
Não sei como ninguém ouviu o alto gemido que escapou do fundo da minha garganta quando ela, inesperadamente (ok, não tão inesperadamente assim), abriu o zíper da minha bermuda e colocou a mão lá dentro.
 Demetria sorriu. Não o seu novo sorriso cínico, nem o pervertido. Ela simplesmente sorriu e me deu um selinho no exato momento em que sua mão encontrou o que tinha dentro da minha boxer. 
Era surreal.
 Demi ali, sentada no meu colo, seminua e me levando ao delírio com os movimentos lentos que fazia com a mão. Tortura, era isso. Ela estava me fazendo pagar por tê-la levado para o meio do mato.
Espalmei minhas mãos em sua bunda, puxando a
 Demi pra mais perto ainda, ao mesmo tempo em que mordia seu lóbulo; sem perceber nós dois nos movíamos de acordo com a velocidade que ela envolvia meu amiguinho, que de “inho” não tinha nada. 
Estávamos suando debaixo do sol forte, mesmo com as sombras que a plantação projetava no chão, o calor era quase insuportável. Quase.
 
Tenho certeza que deixei a
 Demi marcada, tamanha era a força que apertava suas coxas e bunda. Afinal, foi o meio que eu encontrei de retribuir o que ela fazia comigo. Ela mordia o lábio inferior, numa expressão entre prazer e concentração. Linda, ela estava mais linda que o normal.
Consegui me segurar por mais alguns minutos, arfando e gemendo baixo devido aos movimentos rápidos que ela fazia, e então cobri sua mão com a minha, fazendoDemi me olhar com uma sobrancelha arqueada.
– Não aguento mais – sussurrei falhamente e ela deu um sorrisinho, me deixando guiá-la; me esforcei para não fazer muita bagunça e
 Demetria riu disso. Depois se afastou de mim, começando a juntar nossas roupas enquanto eu me recompunha.

- Acho que eles estão aqui! – ouvimos
 Emma gritar segundos depois de terminarmos de vestir as roupas. Demetria arrumou o cabelo num rabo de cavalo bem alto e colocou os óculos. Eu tentava tirar um pouco de terra que ainda estava grudada na bermuda quando a namorada do Nick chegou em passos rápidos até onde estávamos. – Graças a Deus, estão vestidos... Tive que correr e gritar feito doida pra vocês me escutarem antes do Nick encontrá-los – as bochechas dela estavam coradas e ela parecia sem fôlego – E pelo visto eu estava certa sobre o desaparecimento dos dois... – ela sorriu de um jeito acusador e eu gargalhei.
- Valeu,
 Emma, você salvou meu p... Minha vida! – corrigi a frase na hora certa e até Demetria riu.
- Obrigada, cunhadinha – ela disse, caminhando na direção da voz do irmão e do senhor Hansen. A acompanhei com os olhos, impressionado com o fato de quem a olhasse, jamais imaginaria o que ela fazia poucos minutos antes.
- Por isso ela é assim – a voz de
 Emma me despertou do transe que era olhar Demi andar. Fiz cara de desentendido e ela sorriu – A Demetria só age desse jeito por sua causa... Pra chamar sua atenção. E quando consegue, te deixa aí... Babando.

***

O resto da tarde passou tranquilamente... Fiquei um pouco na piscina, enquanto
 Nick e Emma saíram para cavalgar (sim, eu fiz algumas piadas sobre isso, mente poluída). Fiquei sozinho na piscina; assim que voltamos para casa, ela entrou em seu quarto e não saiu mais.

***

Os dias passaram sem maiores eventos...
 Nick e Emma saiam sempre para passear.
Demetria e eu? Bem... Ela estava diferente. A cada dia eu percebia uma mudança. Pode parecer muita prepotência, mas ela parecia, aos poucos, voltar a ser aDemetria de antes quando estava perto de mim.


Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And unforgettable


Estava derrotando o
 Nick no Wii na sala de jogos, os dois gritando feito crianças, quando vi Demetria encostada no batente da porta, nos observando. Ela, na verdade, olhava o Nick se desdobrar pra dar uma tacada… Quando percebeu que eu a olhava, ela sorriu de lado e saiu andando devagar pelo longo corredor. Inventei uma desculpa qualquer para o Nick, que não ligou nem um pouco já que esse seria o momento perfeito pra ele trapacear no jogo, e fui atrás da Demi. A encontrei na sala de TV, diante da imensa estante de DVD’s e de costas para a porta; ela estava nas pontas dos pés na tentativa de alcançar o filme escolhido, eu ri do esforço inútil que ela fazia.
- Quer ajuda? – perguntei quando ela bufou ainda sem me olhar.
- Não. Eu consigo sozinha – apoiou uma das mãos na prateleira e se esticou toda... Mesmo assim não conseguiu.
- Deixa, eu pego – entrei na sala e parei ao lado dela – Qual você quer?
- Eu consigo pegar sozinha –
 Demi era mesmo uma resmungona! – Não quero que o incrível Joseph Super Herói Estrela do Rock Jonas ajude a pobre e indefesa DemetriaAnjinho do Reino Unido Lovato.
- Qual o seu problema? – a pergunta certa seria: como ela conseguia me tirar do sério tão rápido? – Sempre falando desse jeito? Detestando o apelido
 carinhoso que seus fãs te deram?
- Carinhoso? Isso sempre foi uma forma de jogar na minha cara como eu era vista: nada mais que uma criancinha famosa. Que ninguém nunca me veria com outros olhos... – enquanto falava,
 Demi estudava a estante e quando eu menos esperei, aquela maluca tentou escalar o móvel de madeira.
-
 Demi! Tá doida?! – segurei sua cintura a coloquei de volta no chão, ela virou e me deu um empurrão.
- Sai,
 Jonas! – outro empurrão - Eu não pedi sua ajuda – mais um empurrão – Eu disse que conseguia sozinha! – ela apontou o dedo e disse – E eu não deixei você me tocar – tentou me empurrar com as duas mãos ao terminar o chilique, mas eu a segurei pelos pulsos.
- Ei, chega! Cansei dessas suas revoltas e dessa mania de falar em código! – disse sério, sem soltá-la – Vamos conversar direito, de uma vez por todas e resolver todas essas porcarias que você guarda pra si mesma!
- Eu não tenho nada pra falar – ela disse calmamente – Eu não quero conversar com você!
- Então o que você quer, afinal de contas? – a forcei a me olhar nos olhos e então soltei seus pulsos.
- Eu quero assistir
 Ao Entardecer, é isso que eu quero – aquele sorrisinho irônico apareceu no rosto dela e eu tive que respirar fundo pra não reagir a ele. Olhei a estante e achei o filme que ela queria, peguei sem dificuldade alguma e o coloquei na mão da Demi.
- Toma essa merda, garota irritante – disse baixo sem olhá-la, já na porta da sala. A ala da mansão onde estávamos era praticamente deserta, os únicos barulhos ouvidos vinham do fim do longo corredor onde
 Nick ainda jogava Wii e meus pés descalços contra o mármore frio do chão. Estava irritado comigo mesmo, por mais uma vez deixar Demetria me provocar e sair ilesa, sem responder nenhuma das minhas perguntas. Faltando poucos passos para abrir a porta da sala de jogos, ouvi a voz dela me chamar bem baixinho. E lá estava ela, com um vestido azul marinho (que algo me dizia ser de alguma grife famosa) e descalça, parada na outra ponta do corredor, parecendo tão pequena e frágil. 
- Que é,
 Demetria? – disse sem emoção alguma, enquanto ela se aproximava lentamente.
- Eu não odeio o apelido – ela parecia tímida, como se fizesse uma confissão – Eu só queria que as pessoas... – ela parou diante de mim e deu um longo suspiro – Eu queria que
 você parasse de me ver como um Anjinho.
-
 Demetria... – passei a mão pelos cabelos... Porra! Ela tava dizendo que mudou por minha causa?!
- Em todas as entrevistas que te perguntavam algo sobre mim... Você respondia “
ela é um amor de menina, eu a conheço de verdade e posso dizer que ela é um verdadeiro anjo” – Demi fez uma ótima imitação do meu jeito de falar e rolou os olhos – Percebe como é contrastante? O que você queria que eu pensasse? Você me dava um beijo na testa antes de sair, falava essas coisas em entrevista e quando voltava... Você me beijava pra valer, Joseph.
-
 Demi... Eu nunca vi as coisas dessa maneira – era verdade, por mais que ela me olhasse daquele jeito duvidoso – Sério! Eu... Sempre disse a verdade, você era mesmo um anjo, um amor... – mordi a língua pra não dizer “meu amor” – E o seu contrato com a WB não deixava que você assumisse um namoro naquela época e...
-
 Joe... – ela deu um passo para trás quando eu quis tocar seu rosto – Eu não podia ter um namorado para a mídia, mas também não precisava ver o cara que eu gostava dizer nas entrelinhas que eu era uma criança e esquecer do fato quando ele transou comigo, sabendo que era minha primeira vez.
-
 Demetria, as coisas não são bem assim... Eu não fiz por mal. Me desculpa, sério... – o jeito que ela narrava os fatos me deixava como o vilão da história, mas eu não sabia que ela se sentia assim, se eu soubesse...
- Não quero suas desculpas, isso tudo é passado... Não me afeta mais – fingir indiferença? Justo naquele momento?
 Demetria não percebia que não me enganava mais. Ela deu mais alguns passos para trás, pronta pra fugir de mim.
- Não tão rápido – andei até ela e a fiz encostar-se na parede, ficando entre meus braços que estavam apoiados um de cada lado de seu corpo – Você precisa parar com essa mania de jogar essas bombas em mim e depois sair correndo.
- Eu não... – abaixei meu rosto para olhá-la bem nos olhos.
- Fica quieta – coloquei um dedo em seus lábios, fazendo-a ficar calada pelo menos por um minuto – Você deveria ter me dito tudo isso há muito tempo. Eu nunca adivinharia, sabe? Poderíamos ter evitado tanta coisa. Nós poderíamos estar...
- Juntos? – ela terminou a frase por mim, nossos rostos estavam muito próximos um do outro e eu sentia a respiração da
 Demi bater no meu queixo – Não, Joseph, não estaríamos... 
- Como você pode ter certeza? – inclinei a cabeça, deixando minha boca tocar a dela enquanto falava.
- Você teria me traído ou terminado comigo pouco tempo depois que a imprensa soubesse do nosso namoro –
 Demi parecia triste, mas não se afastou de mim um milímetro sequer.
- Não teria – ok, eu parecia um garotinho mimado ao negar o que ela disse.
- Teria sim... Ficar perto de mim já era horrível naquela época, a imprensa não dava uma folga – senti suas mãos em minha cintura quando ela ficou nas pontas dos pés e passou seu nariz pelo meu – Ser meu namorado, então? Seria o fim. Você não aguentaria todos aqueles fotógrafos se matando pra conseguir uma foto nossa de mãos dadas, outra abraçados e principalmente, uma
 preciosa foto onde o casal do momento se beija.
- Por você eu teria suportado – que tudo se danasse, não ligava se estava fazendo papel de idiota pra ela e por ela de novo.
- Eu sabia que você diria isso... –
 Demi sorriu sem mostrar os dentes e apoiou o rosto no meu peito, respirando fundo contra meu pescoço e abraçando minha cintura – Que droga, Joe!
- Que foi? – a apertei contra mim, um braço em volta do corpo dela e a outra mão fazendo carinho em seus cabelos.
- Por que você sempre torna as coisas mais difíceis pra mim? – ela disse bem baixinho.
- O que eu fiz de errado? – agora eu tornava as coisas difíceis? Pra ela?
 
- Você é bonzinho demais... Pessoas normais me odiariam depois de tudo que eu fiz e falei... Mas não,
 Joseph Jonas sempre vai contra a maré e surpreende a todos, inclusive a idiota da Demetria Lovato – confesso que demorei a entender o que ela estava falando. 
-
 Demi? – esperei até que ela levantasse a cabeça e me olhasse – Para de tentar ser alguém que você não é. Eu conheço você.

É, e depois dessa minha frase de efeito, ela me olhou por algum tempo e então saiu andando sem dizer nada. Bela tentativa,
 Jonas.






Bom ... ta ai mais um capítulo =))) 
Bom .... to muito feliz !!! Comprei minha câmera, vou começar o curso de fotografia essa mês , estou radiante e por isso decidi postar mais um hoje XD

5 comentários para o próximo ♥ 

XOXO


10 comentários:

  1. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
    Depois de meia hora gritandooooo
    Jujubaaa ainda não tinha vidto essa mini fic
    Que perfeição e essa #Gostiiiii
    Bjus

    ResponderExcluir
  2. Ameei o cap, tipo muito lindo!

    ResponderExcluir
  3. OMG esse capitulo é perfeito, ahh nem da'pra fala nada, tudo no blog de vcs é perfeito!

    ResponderExcluir
  4. AAAAAAAAh que voce que me matar do coração!!! posta vai *_*

    ResponderExcluir
  5. Esqueci de dizer que essa fic é MARAVILHOSA!!!

    ResponderExcluir
  6. Ameii
    Ta lindo
    posta logo please

    ResponderExcluir
  7. ta lindooooooooooo. posta logoooo. essa fic e perfeita. viciei. bjs. iza.

    ResponderExcluir
  8. Oi, meu nome e marilia e eu queria pedir sua autorização para fazer uma adaptação da sua fanfic addicted,pra uma vesão vondy(dulce maria e chistopher)por favor me respoda,seria uma honra.

    ResponderExcluir
  9. Desculpa-me a demora para comentar.
    Adorei, lindo!
    Posta logo

    ResponderExcluir

Sem comentários ........... sem capítulos!