30/04/2013

Mini Fic - Enjoy The Silence (Parte 1)








Demetria Lovato rouba todos os flashes com vestido ousado no ‘Golden Globe’.
O Anjinho do Reino Unido mostrou toda sua beleza enquanto posava no tapete vermelho.
Demetria Lovato, 20, roubou todos os flashes ao pisar no tapete vermelho do Globo de Ouro, neste domingo, em Los Angeles. Usando um vestido Guy Larocher azul que deixava suas costas totalmente expostas, a atriz mostrou todo o seu charme enquanto posava para os fotógrafos. Arrasou!

***

Bêbada, Demetria Lovato se irrita e sai xingando em prêmio.
Atriz deixou o irmão, Nick Lovato, envergonhado.
Visivelmente bêbada, Demetria Lovato, recém completados 20 anos, deixou o tapete vermelho do prêmio da revista "Vogue" xingando o ator irlandês Colin Farrell, apresentador do evento. A jovem atriz, usando um belíssimo e exclusivo Yves Saint Laurent, se irritou com uma brincadeira e deixou o irmão Nick Lovato, da banda McFly, envergonhado.
Matéria na íntegra: página 36.


***

Demetria Lovato consegue brilhar em evento mesmo com Emma Watson por lá.
Atriz participou do London Film Festival, na noite desta segunda-feira, 17.
Não foi só Emma Watson que brilhou no London Film Festival (fotos na página 21), nesta segunda, 17, na capital britânica. Demetria Lovato, que entregou o prêmio de atriz do ano para Cate Blanchett, também arrasou com um vestido Marchesa rendado. Segundo o site "Just Jared", Demetria começa a filmar no mês que vem "Take Me Away", que tem Leonardo DiCaprio protagonizando e nomes como Shia LaBeouf e Rachel McAdams no elenco.

***

Barraco: Demetria Lovato ameaça dar soco em fotógrafo.
A discussão com um fotógrafo em Londres aconteceu nesta sexta-feira, 31.
A nova ‘garota problema’ da Inglaterra, Demetria Lovato, se envolveu na sexta-feira em mais uma discussão com um fotógrafo em Londres, a quem ameaçou dar um soco, publica hoje o jornal "The Sun".

***

Nova Rotina: Demetria Lovato faz gesto obsceno para os paparazzi.
Atriz curte noitada em Londres.
A irmã de Nick Lovato, da banda sensação McFly, Demetria Lovato, se irritou com os paparazzi nesta terça-feira, 4, em Londres. Na saída de uma boate na cidade, a atriz na companhia do amigo, o também ator, Aaron Johnson, mostrou que não estava nada a fim dos flashes. Lovato fez um gesto obsceno para os fotógrafos. Parece que o “Anjinho do Reino Unido” cresceu.

***

Demetria Lovato nega namoro com Joe Jonas: ‘Ele é só um amigo, um colega’.
Recentemente, a atriz terminou o affair com o modelo Josh Beech, com quem ficou por 7 meses.
Parece que não foi desta vez que conseguiram arrumar um namorado para a atriz Demetria Lovato.
Em entrevista à revista “People”, a própria fez questão de desmentir o namoro com
 Joe Jonas, companheiro de banda de seu irmão mais velho Nick, dizendo que ele é apenas um amigo, um colega. "Normalmente não me importo com as mentiras que inventam sobre mim, mas essa história está começando a ficar fora de controle, o que me obrigou a fazer isso", disse Demetria. “Ele [Joe] é da mesma banda que o meu irmão, é normal sermos vistos juntos, não é? Mas eu não tenho nada com ele... Não faz meu tipo”, finalizou sorrindo.

***

Olhar todas aquelas manchetes em jornais e revistas me dava vontade de vomitar.
Nunca imaginei que as coisas seriam desse jeito.
Durante quatro anos ela foi meu sonho. Mas ela definitivamente se tornou o meu pior pesadelo.
 
A garota mais doce e meiga que eu conheci na vida... Chegava a doer quando via no que ela tinha se transformado.
Eu assisti de camarote cada fase pela qual ela passou. A menininha tímida, que fazia milhares de campanhas publicitárias. A adolescente extrovertida diante das câmeras dos programas de televisão. E a mais recente, a quase adulta cínica, manipuladora e fria.
Em pensar que ela era a mesma garota que eu ensinei a jogar GTA, e que ficava gritando desesperada quando atropelava alguém no jogo de videogame. Na vida real, a carteira de motorista dela foi suspensa por dirigir bêbada.
Eu sentia náuseas, lembrando de tantos momentos juntos.
As piadas idiotas à noite no ônibus, durante a nossa primeira turnê.
 
Milhares de fotos fazendo caretas ou só sorrindo pra câmera.
 
As apostas malucas, com micos mais malucos ainda.
 
As vezes que ela dormiu com a cabeça no meu ombro.
 
Quando ela usava jeans e allstar, e achava lindo.
 
De deixar o cabelo solto porque eu achava bonito.
 
Nunca usava maquiagem quando não estava trabalhando.
 
Quando ela me ligava pra contar sobre um novo projeto, ou só pra dizer que estava com saudade.
Me sentia até doente ao ver que a nova versão dela só ria quando estava bêbada.
 
Só tirava fotos fazendo aquela típica cara de celebridade, sem sorriso algum.
 
Ela só apostava no StripPoker, e deixava que tirassem fotos dela mostrando a calcinha.
 
Ela dormia em hotéis chiques, com seus novos amigos famosos.
 
Vivia de salto alto, e roupas de grife. Os cabelos sempre com aquele ar de ‘só eu tenho, pode tentar imitar, mas não vai conseguir’.
 
Sempre maquiada, sempre.
 
Ela não me ligava há mais de um ano.
 
E nesse último telefonema, só deu pra perceber que ela estava em uma festa, e a voz dela saiu alterada quando disse
 ‘eu quero que você, meu irmão e essa porra de banda de vocês vão todos pro inferno’ antes de desligar na minha cara.
Quando eu parava pra pensar em todas as merdas que ela vinha fazendo da vida dela, eu só tinha uma pergunta: o que aconteceu com a garota que eu amava?


Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world


-
 Demetria, para de gritar! Chega! – Nick e Demetria estavam brigando pelo telefone há mais de quarenta minutos. Eu tinha até desistido de entender a conversa. – Eu não tenho culpa se você é uma irresponsável e que nossos pais não queiram te deixar sozinha por um mês. Não! Cala a boca! Escuta... Eu cansei dos seus ataques, ouviu bem? Você acha que eu tô gostando da ideia de ficar um mês com você e seus acessos de estrela? – Vi meu amigo fechar os olhos com força enquanto a irmã dele respondia. – Garota, uma vez na sua vida, dá pra parar de pensar só no que você quer? É aniversario deles, porra! – Ela realmente estava tirando o Lovato do sério, ele estava vermelho e andando de um lado pro outro. – Eu não sei... Nenhum dos meninos confimou, ou melhor, só o Joe... O problema não é nosso se você não tem amigos... Demetria, eu cansei disso! Esteja no aeroporto na hora marcada. Tchau.
- E aí, cara? – Eu perguntei assim que ele jogou o celular no sofá e sentou ao meu lado bufando de raiva.
- E aí que eu queria saber quem é esse monstro e o que ele fez com a minha irmãzinha. – Coitado do
 Nick, só isso a dizer. Coitado. – Nossos pais praticamente pararam a vida deles por nossa causa... E agora, no aniversário de casamento deles, essa egoísta se recusa a colaborar.
-
 Nick, você acha realmente uma boa ideia nós irmos também? As coisas já estão complicadas... Um mês é muito tempo. – Eu até queria ir, mas era um assunto de família, por mais que eu quisesse ver a Demetria de perto depois de tantos meses.
- Realmente um mês é muito tempo... E eu tenho medo de matar a
 Demetria se ficar lá sozinho com ela. – Ele respirou fundo e olhou o porta-retrato com uma foto dele e da irmã que eu tinha na minha sala, entre outras inúmeras fotografias. – Eu sei que é pedir demais, já que ela não é mais a Demetria que a gente gostava... Mas ela só parou de gritar no telefone quando eu disse que você ia...
- Ela... Parou de gritar? – Ok, por essa eu não esperava.
- Parou, e depois perguntou se só você ia.
 Joe, eu preciso que você vá. – O olhar que ele deu, parecia um cachorro abandonado. – Quem sabe ela ainda escute você... Quem sabe ela ainda sinta...
- Ela não sente nada. – Cortei antes que ele falasse alguma besteira. – Tudo bem, eu vou.
- Ah, cara! Valeu! – Ele me abraçou rindo e disse numa voz afetada. – Por isso que eu te amo.
- Deixa a
 Emma saber que você está a traindo assim. – Eu ri e tomei outro gole de cerveja.
- É nosso segredo! – Ele piscou fazendo graça e nós rimos mais ainda.

***

-
 Nick Lovato, pode considerar a si mesmo como uma bicha morta. – Rosnei o mais baixo que consegui, quase esmagando o braço do meu amigo, tamanha a raiva que eu sentia – Eu te ajudo e você faz isso?
- Isso o quê? – ele se fez de besta. Apontei com a cabeça e ele sorriu – A
 Emma? O que tem ela?
- Seu filho da puta! – sussurrei irritado – Estamos no aeroporto, esperando sua irmã... E você não me conta que sua namorada também vai?
- Ah, você tá com ciúme – eu poderia esganar o
 Lovato naquele momento.
- Ciúme o caralho. Se a
 Emma vai, pra que você precisa de mim? Acho que ela consegue te impedir de matar a Demetria...
- Eu sabia que vocês me amavam, mas nem tanto – ouvi a voz sarcástica dela vindo das minhas costas, na fila do
 check-in. Totalmente diferente e totalmente linda. Cara, eu quase comi a garota com os olhos! Calça preta muito justa, que me fez secar as pernas dela. Uma regata vermelha, belo decote! E salto alto, como sempre. E de Ray Ban, que ficava extremamente sexy nela – Jonas, acho bom você disfarçar... Suas fãs não vão gostar de te ver me engolindo com os olhos – aquela voz irônica dela me irritava. Mas ela tinha razão, vários paparazzi estavam do lado de fora do aeroporto. Respirei fundo e tentei parecer indiferente.
- Adorável como sempre,
 Demetria – sorri e fui ajudar Emma com as malas, deixando o Nick com a mala dele, digo, com a irmã dele.

Joseph
 Jonas, a pessoa mais sortuda do mundo, certo? Errado.
Eu tentei mudar de lugar, até ir de classe econômica. Mas nada deu certo. Por quê? Eu era um cara de muita sorte, por isso. E fui obrigado a ficar horas dentro daquele avião. Sentado ao lado da
 Demetria. 
Eu queria matar o
 Lovato.

Quarenta minutos depois que decolamos do aeroporto de Heathrow, e aquele alien, não, porque aquela coisa do meu lado não podia ser uma garota... Continuando, mais de quarenta minutos desde que deixamos Londres e ela não disse uma palavra. Ignorou as comissárias de bordo, colocou os fones do iPod, tirou os óculos (ela estava de maquiagem bem escura, diferente do que eu estava acostumado a vê-la usando, mas ficou bonita de todo jeito) e fechou os olhos. Acho que ela acabou dormindo já que... Ah, merda. Merda. Merda. E merda.
 
-
 Demetria – tentei falar normalmente, mas minha voz saiu num sussurro, ao tentar desencostar a cabeça dela do meu ombro. Não podia acreditar que ela havia dormido e estava caindo pra cima de mim. E eu agindo feito uma bicha, cara! E parando para olhá-la... Ela dormindo, até que lembrava a minha Demi. Desisti de acordá-la, no exato momento em que ela se aconchegou mais na poltrona, colocou uma das mãos na minha perna e deixou o nariz encostado no meu pescoço.

Só tínhamos mais meia hora de voo e, enfim, chegaríamos ao aeroporto de Carlisle, daí mais uma hora de carro até a fazenda da família do
 Nick, em Penrith.
Eu estava morrendo de sono, e meu braço estava ficando dormente em volta do corpo magro da
 Demetria, que ainda dormia. Eu já tinha olhado todas as músicas no iPod dela... Ela tinha Carry On My Wayward Son do Kansas! Fiquei impressionado de achar músicas desse tipo, e não músicas da moda, como da Lady Gaga e Katy Perry.
Senti a respiração da
 Demetria começando a ficar mais pesada contra o meu pescoço e, merda, eu senti meu corpo arrepiar. Até os lábios dela encostarem na minha pele, eu não tinha percebido que ela tava acordada. Sem querer, muito sem querer, eu a puxei pra mais perto, ela riu baixinho e deu uma mordida bem perto da minha orelha.
- Será que o que dizem sobre banheiros de avião é verdade? – ela sussurrou enquanto subia a mão pela minha perna até chegar à minha virilha, me deixando sem reação. O quê?! – Vai me dizer que nunca pensou em transar em lugares
 diferentes? – senti meu corpo todo congelar.
- Eu não transo com estranhas – disse bem seco e a tirei de perto de mim.
- Nossa, desde quando eu sou estranha? – a vi fazer um biquinho, que se fosse em outros tempos, eu não conseguiria evitar morder.
- Desde o momento em que você parou de agir como uma pessoa normal – como ela conseguia não demonstrar emoção alguma? Ela parecia um robô, um
 lindo robô – Desde que você deixou de ser a Demetria que eu conhecia, que eu gostava, que eu...
- Que você tirou a virgindade – ela me cortou, sorrindo de um jeito, digamos,
 venenoso. Se ela não fosse uma garota, eu teria quebrado a cara dela naquele exato momento – Vai me dizer que esqueceu? Ah, você não esqueceu, certo, Joe? Eu lembro como se fosse hoje... A sua cara de felicidade, de admiração... Se achando o melhor por ser o primeiro homem na vida da queridinha da Grã-Bretanha – ela falava baixo, se aproximando de mim de novo, com aquele olhar cínico.
- Eu não vou ter esse tipo de conversa com você dentro de um avião – levantei antes que ela falasse mais alguma idiotice, ou fizesse alguma.
 
- Vai ao banheiro? – a ouvi perguntar, mas ignorei – Quem sabe eu não te encontre lá?

***

Finalmente. Depois de aterrissar no aeroporto de Carlisle, fomos para Penrith, no condado de Cúmbria. O avô do
 Nick já tinha deixado tudo ajeitado para a nossa estadia na fazenda, enquanto o Sr. e a Sra. Lovato viajavam para comemorar 25 anos de casados. Um carro já nos esperava quando saímos do pequeno aeroporto. Enquanto eu ajudava o Nick com as malas, Emma tirava fotos de tudo, e a Demetria... Bom, agindo como Demetria: fingindo que ninguém existia. Emma já sabia como a cunhada era, então entrava no jogo, fingindo que a própria Demetria não existia. 
No carro,
 Nick foi à frente conversando com Jerome, o motorista da fazenda, relembrando coisas das férias passadas lá quando criança. Eu tive de sentar entre a namorada muitíssimo bem-humorada do Nick, que me fazia rir dos comentários sobre as pessoas na rua e a múmia que atendia (na verdade não atendia coisa nenhuma) pelo nome de Demetria.
Mais ou menos uma hora depois, chegamos ao lugar mais lindo que eu já vi na vida.
 Nick disse que o nome do “bairro” era Watermillock, mas, cara, cabia um bairro todo dentro da propriedade dos Lovato! A casa, ou melhor, a mansão parecia ter saído de um filme: enorme, branca e todos os detalhes em azul escuro. O gramado era de dar inveja ao do palácio de Buckingham. Jerome ia dizendo onde ficava cada coisa: piscinas, estábulos, quadras, sauna... Cara! Como o Lovato nunca sequer tinha mencionado esse lugar pra gente? Belo amigo, hein?

-
 Nick! Demetria! Meu Deus, como vocês cresceram! – uma senhora de cabelos grisalhos e olhos verdes veio toda animada quando entramos no hall da casa.
- Claire! –
 Nick correu para abraçar a simpática velhinha – Que saudade!
- Vocês ficaram famosos e se esqueceram de mim – ela fez charminho e nós rimos –
 Emma, eu sempre soube que vocês ficariam juntos – ela retribuiu o abraço da namorada do Nick e parou sorrindo – Demi, minha querida.
- Oi, Claire – a voz dela saiu tão doce que eu pensei estar ouvindo coisas – Senti sua falta –
 Demetria estava falando bem baixinho, como se tivesse vergonha de ser amável com alguém.
- Eu também senti falta da minha ajudante de cozinha preferida – a senhora, Claire, abraçou a
 Demi sorrindo – E você deve ser o famoso Joe – ela veio na minha direção de braços abertos.
- Famoso? Eu? – sorri maroto, quando ela concordou.
 
- Pode acreditar. Certa garotinha falava bastante de você... – Claire foi interrompida por
 Demetria, que estava repentinamente vermelha.
- Quais quartos estão disponíveis? – ela disse rápido e meio sem fôlego.
- Er... O azul, verde, lilás e amarelo – ela estava falando de quartos ou de lápis de cor? – Já mandei levarem as malas do
 Nick e da Emma pro verde, do Joe pro azul e as suas para o lilás...
- Eu vou ficar no amarelo – mal ouvi a voz da
 Demetria, e ela já tinha subido a escadaria, dois degraus de cada vez.
- Mas ela sempre ficou no lilás – a adorável velhinha ficou visivelmente assustada com a atitude da sua
 garotinha querida.
- Claire, eu preciso alertar que a
 Demetria não é mais a mesma – Nick a abraçou de lado e falou mais baixo – Aqui vocês não têm costume de ler revistas ou assistirem programas de fofocas... Mas a Demetria não é a Demi que vinha pra cá antigamente. 
- Eu percebi as roupas diferentes e a maquiagem pesada... Mas ela pareceu ser a mesma menina doce e alegre de sempre – eu suspirei, coitada de Claire, se ela soubesse um terço das coisas que a
 Demetria estava aprontando...
- Bom, só não se assuste se ela fizer alguma coisa diferente, tá bem? E avise aos outros empregados para a tratarem como uma convidada e não como alguém ‘de casa’ –
 Nick disse olhando para duas mulheres, pelas roupas deviam ser cozinheiras, que estavam esperando Claire na porta que me parecia levar até a sala de jantar.

***

O quarto que me deram era demais. As paredes tinham um tom diferente de azul, eu ouvi o
 Nick dizer que a Demetria chamava de ‘azul colar da Rose do Titanic’, e pior era que o quarto era realmente da cor do tal colar. A cama era incrível! A mobília era toda feita em mogno, e a decoração era amarelo clarinho. Mas nada disso se comparava à varanda. A vista que aquela varanda dava de toda a fazenda. A primeira coisa que fiz foi tirar uma foto daquela paisagem, tudo tão verde com pontinhos coloridos das flores; o céu estava azul claro, sem nuvens e o sol estava bem fraco. Do lado esquerdo dava pra ver a piscina e do direito uma espécie de plantação. Demais. Um lugar realmente irado.

***

Cara, eu queria morar num lugar assim! Estávamos na fazenda há cinco dias e fez sol todos os dias. Todos! Ficávamos na piscina sem fazer nada, só curtindo e comendo as coisas maravilhosas que a Claire mandava alguém trazer de tempo em tempo.
Eu consegui compor alguns trechos para novas músicas. Tentei andar a cavalo. Descobri que a plantação que via da janela do meu quarto, era plantação de ervas para chá. Bem inglês, certo?
O momento mais engraçado até aquele momento: uma das empregadas pegou
 Nick e a Emma quase pelados dentro do estábulo, nunca vi alguém chorar tanto na minha vida que nem a pobre mulher chorou se desculpando. Não que isso seja engraçado, a graça foi ver a cara do casal depravado levando uma bronca da Claire. 
Tudo estava indo muito bem... A não ser...
 Demetria. 
Ela quase não saía do quarto, só saía quando Claire insistia que ela precisava tomar um pouco de sol e ar fresco. Eu não ouvi a voz dela por exatos cinco dias.


Painful to me
Pierce right through me
Can’t you understand
Oh my little girl


Um fazendeiro conhecido da região morreu na nossa sexta noite na fazenda dos
 Lovato. Todos os empregados tinham ido ao velório, inclusive Claire, que obrigou Nick eEmma a irem junto, porque o tal fazendeiro havia dado um cavalo para o Nick quando ele era pequeno, então ele tinha que ir.
Consegui escapar por pouco. Disse que estava com dor de barriga, claro que o
 Nick percebeu que era mentira, mas a Claire logo me encheu de paparicos e recomendações antes de sair. Suas últimas palavras antes de fechar a porta foi ‘dê uma olhada na Demi por mim’.
Então lá estava eu, parado na porta do quarto amarelo, decidindo se batia ou não. A casa estava silenciosa, a ponto de conseguir ouvir os passos que a
 Demetria dava dentro do quarto e... Calma aí! Ela estava chorando? Eu poderia jurar ter ouvido um soluço e um suspiro.
-
 Demetria? – bati na porta bem de leve, nenhuma resposta – Posso entrar?
- Entra – a voz dela estava meio rouca; quando entrei, meus joelhos ficaram momentaneamente fracos. Ela estava sentada na sacada com uma perna de cada lado dos balaustres. Ela tentava me dar o típico olhar cínico, mas eu vi que seus olhos estavam vermelhos e a maquiagem um pouco borrada – Relaxa,
 Jonas, eu não vou me matar... Por mais que todo mundo implore por isso...
- Eu sei, você adora fazer o oposto ao que as pessoas querem – minha voz saiu fria, ela me irritava com aquela mania de se fazer de vítima – E ninguém quer te ver morta...
- O que você quer aqui? – educada como sempre, ela me cortou virando de costas, colocando as duas pernas pra fora da sacada.
- Todos foram pro velório do tal Senhor Gilbert, só estamos nós dois em casa – me aproximei, parando ao lado dela e apoiei os cotovelos na sacada – Daí eu pensei em...
- Vir aqui ver se eu queria me
 divertir com você? – ela me olhou de lado, tentando dar seu sorriso venenoso, mas falhou. Parecia uma menininha triste que mentia sobre como tinha conseguido um machucado no joelho.
- Você só pensa em sexo? – soltei sem pensar. Ela riu.
- E não é o que todo mundo pensa? Não é o que você pensa quando me vê?
- Eu desisto de você – revirei os olhos e desencostei da sacada, quando ia embora, ouvi a
 Demetria murmurar:
- Você nunca tentou.
- Eu nunca tentei? Eu?! – virei sentindo uma raiva repentina me atingir.
- Tá doido? Do que você tá falando?
- Eu ouvi você dizer que eu nunca tentei. Como você se atreve a dizer uma coisa dessas? – cheguei bem perto dela, que tinha virado um pouco pra me olhar – Foi você quem pirou, virou esse material de Paparazzi, uma garota cínica...
- Você tá guardando isso dentro de si há quanto tempo? – ela disse do nada, calma e sorrindo – Diz logo tudo de uma vez, a
 Demetria malvada vai ficar quietinha enquanto você desabafa, tá? – ela falou fazendo bico. Sarcástica dos infernos!
- Você é ridícula,
 Demetria, sabia disso? – eu disse alto, como ela conseguia me fazer perder a linha tão fácil? – Ou melhor, você se tornou ridícula.
- O quê? Queria que eu fosse a
 Demetria fofa que morria de amores por você pelo resto da vida? – mais uma vez, se ela fosse um cara, eu batia nela. Ah, eu batia sem dó alguma.
- Eu queria que você fosse você mesma. E não um personagem – eu não me lembrava de ter chegado tão perto dela – Isso é a vida real e não um dos seus filmes. Ah, esqueci! Ninguém te contrata porque você passou a ser uma bêbada incontrolável!
- Ui, olha só o gatinho mostrando as garras – olhando bem de perto, os olhos dela ameaçavam derramar mais algumas lágrimas; totalmente em contraste com a expressão que ela forçava, de ironia. Ela riu quando eu a segurei pelos ombros e a sacudi – Não conhecia esse seu lado agressivo... Se me lembro bem, você tinha até medo de me machucar se fizesse algum movimento mais profun...
- Cala a boca! – ok, ela me fez perder o resto da paciência que eu tinha - Chega!
 Demetria, essa sua pose de que não liga pra nada não me engana mais. Eu te ouvi chorando... Eu posso não ter estado com você nos últimos tempos, mas eu consigo ver nos seus olhos o quão triste e sozinha você está! – o sorriso dela se desfez antes de cerrar os olhos, colocando as pernas para o lado de dentro da varanda, eu ainda a segurava, com medo de que aquela maluca resolvesse se jogar dali.
- E se for verdade? O que você tem com isso? – quando ela finalmente sentou direito, ficando de frente pra mim, eu soltei seus braços. Por estar sentada na sacada, ela ficou da minha altura, e eu finalmente olhei no fundo dos olhos dela e vi... – Ah, você acha que eu ainda gosto de você? Ah, que bonitinho! Isso é realmente fofo, até pra você,
 Joseph.
- E eu tô começando a duvidar que um dia você chegou a gostar e... – nem pude tomar ar pra terminar a frase.
 Demetria simplesmente me puxou pela camisa, me fazendo ficar entre as pernas dela. Eu não esperava por isso, então não tive reação alguma!
- O que foi? Não tem mais nada a dizer? – ela sussurrou com a voz trêmula; me senti uma bicha dando pela primeira vez. As mãos da
 Demi estavam geladas, me causando arrepios quando as colocou na minha nuca; não pensei antes de colocar as minhas em torno da cintura dela, fazendo nossos corpos se tocarem pra valer.Demetria sorriu de lado ao encostar sua testa na minha, respirando de um jeito mais profundo, me deixando meio zonzo – Você sentiu falta disso, não sentiu? – ela murmurou ao fechar os olhos. Eu só respirei fundo, passando meu nariz pelo da Demi, concordando. Ah, eu senti falta mesmo, porra!
Se a
 Demetria sequer sonhasse em como minhas pernas tremeram quando ela pressionou seus lábios contra os meus, ela morreria de rir de mim, certeza. Encostei a ponta da língua na boca dela, que riu baixinho ao virar o rosto. Deu alguns beijinhos na minha bochecha, voltando para a boca; roçou os lábios nos meus, quando inclinei a cabeça pra beijá-la, Demi se afastou de novo. Caralho, ela estava brincando comigo e o idiota estava caindo.
- Confessa que nunca me esqueceu – ela sussurrou e mordeu logo abaixo da minha orelha. Apesar de estar meio que entorpecido pelo momento, quando entendi o que ela tinha dito, meu sangue congelou e então voltou a correr rápido, de raiva.
- Esqueci... Mas pelo jeito você não
 me esqueceu – disse baixo, e senti quando o corpo da Demi enrijeceu. Há! Eu também sabia ser malvado, bonitinha. Segurei firme em sua cintura e a coloquei de pé, no chão; ela me olhou confusa – Eu não sou um brinquedinho, Demetria. Vê se cresce.

***

Legal. Meia-noite. E ninguém havia voltado. Já tinha visto três filmes, comido pipoca, uns salgadinhos, tomado mais de oito latas de cerveja. A doida, digo, a
 Demetria passou pela sala em algum momento da noite, depois a vi voltar com uma garrafa. Tomara que seja veneno. Garota maluca.

-
 Jonas? Jonas?! Que merda! Jonas, seu inútil. Jonas, acorda!
- Com toda a sua delicadeza, é claro que eu acordo – abri os olhos ao ouvir os berros da
 Demetria. Por que estava tudo escuro? – Por que você apagou a luz?
- Pra te molestar enquanto você dormia – ela disse impaciente, estava completamente escuro, mas eu sabia que a voz dela vinha da minha frente, provavelmente estava sentada na mesinha de centro – Deixa de ser idiota, garoto. Escuta só o temporal que tá caindo. Acabou a energia. Eu tentei ligar o gerador, mas não consegui.
- Eu ligo, onde fica? – levantei do sofá, tentando me localizar no breu total.
- Lá fora, perto do celeiro – a voz da
 Demetria estava bem perto agora, estiquei o braço e toquei algo molhado – É, você vai ter que ir lá na chuva.
- Tudo bem, eu vou – subi a mão por seu braço, constatando que ela estava totalmente encharcada – Pode subir, eu já vou ligar o gerador e vai logo tomar um banho quente, você tá pingando.
- Obrigada pela preocupação,
 Joseph – a voz dela saiu sem emoção alguma – Mas eu preciso te mostrar onde fica o gerador, já estou molhada mesmo, não faz diferença. Vamos.
- Não sabe onde tem um guarda-chuva? – me ouvi dizendo pro nada, andando devagar, ouvindo os passos da
 Demetria um pouco mais a frente.
- Acha que se eu soubesse estaria molhada assim? – me assustei quando ela pegou minha mão e colocou em seus cabelos, mostrando o quão molhados estavam. O que me assustou na verdade, foi ela ter acertado onde minha mão estava.
 No escuro! Apertei os cabelos dela, sentindo a água escorrer entre meus dedos; ela estava de frente pra mim, a respiração entrecortada, provavelmente de frio – Anda logo, aqui tá tão quentinho que eu estou pensando em desistir de ir lá fora de novo.
- Quando você fica com frio, seus lábios ficam arroxeados – disse sem pensar, me arrependendo rapidamente;
 Demetria deu uma risada anasalada, mas não disse nada, só me puxou pela porta da cozinha. 
O cenário fora da casa era um dos mais incríveis de todos os tempos: o céu estava completamente negro, somente quando os inúmeros relâmpagos cruzavam o espaço era possível ver os tons de roxo e azul escuro das nuvens carregadas. Ali do lado de fora, consegui ver o estado de
 Demetria: a calça do pijama verde quase caindo por estar ensopada, uma regata preta, galochas coloridas e a franja colada na testa; ela me olhou de um jeito estranho, como se estivesse com vergonha da minha análise. 
- Vem,
 Jonas, o gerador fica atrás do celeiro – mal entendi o que ela tinha dito, e já vi Demetria correndo pelo terreno lamacento que tinha virado o gramado em frente à cozinha. Tomei fôlego e corri atrás dela; a chuva estava fria, mas era agradável. Não conseguia ver mais que poucos metros diante de mim, quando ouvi Demi gritar, assim que ela entrou no meu campo de visão, fui obrigado a parar de correr para dar uma imensa gargalhada.
- Para de rir, seu imbecil! – ela gritou irritada, sentada no chão, cheia de lama. Quando vi o tamanho da poça em que ela tinha caído, ri mais ainda – Eu já mandei você parar,
 Jonas!
- Primeiro: você não manda em nada – não parei de rir, para irritá-la – E segundo: é impossível não rir! Só você pra cair num buraco minúsculo assim!
- Eu escorreguei, ok? –
 Demetria levantou, toda nervosinha e saiu pisando fundo pela chuva – Você não costumava ser assim.
- Assim? Assim como? – fui atrás dela.
- Irritante e insensível!
 
- Eu só aprendi dançar conforme a música – sorri irônico ao chegar onde o gerador estava, ele ficava debaixo de uma pequena cobertura e tinha cara de muito velho – Como se liga isso?
- Tem que girar essa alavanca – ela se abraçava, numa tentativa ridícula de se aquecer – Esse negócio é da época em que meu avô não usava dentadura, só pode ser!
- Você só é fraca,
 Anjinho – usei o apelido que ela odiava e tentei fazer a geringonça funcionar. Nada. Não mexeu nem um centímetro.
- Quem é fraco agora,
 querido? – fiz mais força na segunda tentativa, enquanto Demetria me olhava encostada na mureta de cimento que protegia o gerador.
- Está emperrado – eu já estava ficando com dor nos braços e nada daquela porcaria funcionar, até que... A alavanca girou descontroladamente, me jogando no chão. O barulho que aquele negócio fazia era ensurdecedor. Eu só pude
 ver a crise de risos que aquela praga teve – Ah, dá um tempo! – nem eu mesmo pude ouvir minha voz, tentei gritar – Não foi engraçado! – ela nem me olhou, continuava rindo sem parar. Ela ficava linda rindo daquele jeito. Irritado, me aproximei dela e entrelacei com força meus dedos nos cabelos molhados dela e finalmente ela me olhou um pouco assustada – Eu disse que não tem nada de engraçado nisso, Lovato – não falei muito alto perto de seu ouvido, mas tenho certeza de que ela ouviu, já que parou de rir no mesmo instante e virou a cabeça para me olhar melhor. Levantei a sobrancelhas sem entender o motivo daquela cara de espanto.
Ela respirou mais fundo e eu entendi... Nossos corpos estavam unidos e completamente molhados, eu a tinha deixado presa entre o meu corpo e o abrigo de cimento onde o gerador era guardado. Com todo aquele barulho, a única coisa que poderíamos fazer era nos comunicar por olhares. E o olhar dela dizia claramente:
 me beija. Mas eu não cederia tão fácil... Ela gostava de brincar, certo?
Pressionei mais ainda meu corpo contra o dela e segurei firme em seus quadris, vi quando ela abriu a boca e respirou fundo. Um gemido, tão rápido? Bom trabalho,Jonas. Mesmo que estivéssemos fora da chuva, nossos corpos ainda pingavam. Sorri de lado quando senti as mãos dela, trêmulas, devo dizer, puxarem meu rosto pra perto do dela, quando estava prestes a encostar nossos lábios, eu me afastei. Ela estava a ponto de reclamar ou sair andando, não sei, não deu tempo suficiente pra saber; a puxei de volta pra mim, com força, beijando seu pescoço de um jeito um tanto desesperado.
 Demetria inclinou a cabeça pra trás, dando livre acesso aos meus beijos e pegou minhas mãos as levando novamente a parte inferior de seu corpo, entendi o recado e segurei seus quadris, a levantei até deixá-la sentada no abrigo de cimento do gerador comigo entre suas pernas; ver aquele sorriso malicioso nela era... estranho. Estranho e excitante.
Comecei a dar mordidas no pescoço da
 Demi, enquanto ela puxava meus cabelos e me envolvia com suas pernas. Dei mais alguns chupões, eu realmente queria deixá-la marcada, então comecei a subir meus lábios, primeiro por seu queixo, por sua bochecha, puxei o lóbulo de sua orelha com os dentes; as mãos dela estavam em minha nuca, pressionando mais minha boca contra sua pele; quando afastei meu rosto, após roçar meus lábios nos dela, Demetria abriu os olhos rapidamente, questionando meu ato... Eu sorri de um jeito, digamos, maligno. E me afastei, balançando a cabeça em negação. Andei pela chuva de volta à casa, sem olhar uma vez sequer para trás.
Ela me queria? Que aprendesse a me tratar como um homem, não como um objeto qualquer.


All I ever wanted
All I ever needed
Is here - in my arms
Words are very unnecessary
They - can only do harm


Acordei assustado. 4:15 AM. A chuva havia parado, isso eu podia ouvir. Sentei na cama e esperei até escutar o barulho que tinha me acordado. Nada. Fui até a janela e me deparei com o céu ainda escuro, algumas estrelas e sem nuvem alguma. Fiquei alguns minutos olhando os campos de ervas, até pensei em tirar uma foto, mas o barulho de algo batendo na água me fez olhar para a esquerda. 
Demetria estava boiando na piscina, os braços e pernas relaxados, parecendo uma boneca de pano. Era impossível parar de olhá-la, tão linda, tão calma... Tão parecida com a
 minha Demi.
A casa estava completamente mergulhada no silêncio quando passei pela sala de estar. Abri a enorme porta de vidro que dava para o quintal; cheguei à piscina e ela continuava lá, flutuando de olhos fechados. Agora pude vê-la com mais detalhes, desde o leque que seus cabelos formavam debaixo d’água até sua calcinha branca e o sutiã rosa claro. Só percebi que estava parado no mesmo lugar, quando ela abriu os olhos e se mexeu rapidamente, assustada por me ver ali.
- Você é retardado? – era engraçado o jeito que ela tentava tampar seus seios com os braços – Quase me matou de susto.
- Achou que fosse um pedófilo? – sorri me aproximando da beira da piscina, onde sentei.
- Achei que fosse um tarado e estava certa – ela disse ironicamente e nadou para o lado oposto ao que eu estava – O que veio fazer aqui, afinal?
- Te vi pela janela e achei que estivesse morta – eu finalmente estava aprendendo a jogar com as palavras, o novo jogo preferido dela – Queria eu estar certo.
- Entre aqui e faça você mesmo o serviço – o que ela falava não ia de acordo com o que fazia: puxava para perto suas roupas que estavam no chão, pronta para sair da água. De repente ela riu e virou para me olhar – Parabéns,
 Joe, expressando sentimentos ruins. Gostei de ver que você não é mais o sentimentalista de antigamente.
- As coisas mudam,
 Demetria – coloquei os pés na água morna – Você mudou e isso fez com que os meus sentimentos por você mudassem.
- O que você sentia por mim? - mal as palavras saíram de sua boca, ela já havia mergulhado, cruzando a piscina em poucos segundos e submergiu perto de onde eu estava.
- Eu te amava – respondi sem pensar e não me arrependi. Era passado, não era? Ela fez uma cara de admiração e sorriu ao se aproximar mais, se apoiando em meus joelhos. O corpo estava todo dentro d'água e eu sabia que era proposital, ela estava me distraindo para evitar que eu a olhasse seminua. O que não fazia sentido algum.
- Ok... Você me amava – ela disse pausadamente enquanto se encaixava entre minhas pernas, ensopando minha boxer xadrez – E hoje? O que você sente por mim?
- Nada – respondi sem sorrir, olhando nos olhos dela.
 Demetria me olhou desconfiada e se apoiou na beira da piscina, até seu rosto estar na mesma altura que o meu.
-
 Nada? – ela perguntou baixinho, molhando toda a camiseta branca que eu usava.
- Talvez um pouco de... – eu caí em sua armadilha e baixei os olhos, sua boca tão perto da minha. Então tudo ficou fora de foco. A única coisa que eu via com clareza era ela, como antigamente – Não... Eu te desejo.
-
 Deseja? – ela continuou falando daquele jeito sexy. Ela estava ajoelhada entre minhas pernas, sem me tocar, somente me olhando... Esperando o primeiro passo, como sempre.
- Desejo... E muito – disse num sopro perto dos lábios dela, eu estava desistindo de tentar jogar o jogo dela. Eu a queria, não do jeito que queria antes... Meu corpo queria
 Demetria. Meu coração estava fechado a ela. Há muito tempo.
- Não é o que parece – ao dizer isso,
 Demetria deu um dos seus repentinos, irritantes sorrisos, como se o ligasse e desligasse instantaneamente. Num movimento rápido, eu a segurei antes que voltasse para a água.
- Você provoca e quando consegue, me tira do sério... Acha mesmo que eu vou te deixar sair assim? – ela estava praticamente sentada em meu colo e estávamos a ponto de cair dentro da piscina.
- Sua imaginação é fértil demais,
 Jonas – Demi parecia nervosa, sem saber o que fazer com suas mãos e evitando me olhar nos olhos – Eu não te provoco, só faço perguntas... A imagem que essas perguntas causam na sua cabeça, é problema seu.
- Você não fica curiosa? Sobre as imagens que passam pela minha cabeça? – eu nem me reconhecia, nunca imaginei falar com
 Demetria daquele jeito tão... Malicioso? 
- Eu já
 vi essas imagens – tirou minhas mãos de sua cintura, pronta para fugir de novo – E não achei nada interessante. – ela não esperava que quando se jogasse de costas na água, eu a puxasse contra mim e caísse junto dela. Ainda submersos, eu a abracei pela cintura e Demi passou seus braços pelo meu pescoço.
- Eu duvido que se lembre daquelas noites e não as ache
 interessantes – disse baixo assim que voltamos à superfície; eu tinha uma mão em sua cintura e a outra em sua coxa, mantendo-nos colados um ao outro.
-
 Joseph... – ela disse num sussurro, as duas mãos em meu pescoço e olhando nossos corpos distorcidos pela água – Já passamos dos limites...
- Que limites? – senti um arrepio ao dizer isso e percebi que nós realmente não estávamos mais
 jogando, as brincadeiras tinham ficado pra trás. Naquele momento ela quase voltara a ser a Demetria de antes, aquele jeito de me olhar e o modo que ela mexia nos cabelos em minha nuca.
- Limites que eu estabeleci... Você é só um brinquedinho, lembra? – acho que ela pensou que falando aquilo eu ficaria bravo e a deixaria ir. Ledo engano.
-
 Então aprenda a brincar direito – sussurrei algo sem sentido contra a boca dela antes de colar nossos lábios; passei a ponta da língua e ela aceitou o toque, abrindo a boca e me abraçando com força. As sensações que tive ao beijá-la depois de tanto tempo longe foram indescritíveis, ou melhor, posso apenas dizer que eu sentiaquele beijo por todo o corpo, especialmente em uma parte.
A água morna não ajudava em nada a minha tentativa de ficar comportado. Depois de alguns minutos beijando a
 Demi, eu já não tinha noção de onde estávamos eu só queria senti-la cada vez mais perto... Cada vez mais minha.
Quando nossas respirações se tornaram altas e descompassadas, comecei a beijar o pescoço da
 Demi, enquanto ela passava as pernas ao redor da minha cintura, coloquei as duas mãos em sua bunda e pressionei seu corpo contra o meu.
-
 Joe... – ela suspirou alto. Ela suspirou alto o meu apelido? Sorri contra seu pescoço. É, eu estava de volta ao controle. 
Suas mãos foram até a barra da minha camiseta, que estava completamente transparente, e a puxou para cima, levantei os braços e agradeci mentalmente por estarmos na piscina, isso deixava tudo mais fácil. Ela olhou meu peito e braços durante alguns segundos e ficou levemente corada quando viu o sorriso irônico que eu tinha nos lábios.
- Que é? – a voz dela era baixa e um pouco falha – Eu não sabia que você tinha ficado... Gostoso assim. – era engraçado ver a antiga timidez dela vindo à tona e atrapalhar sua pose de descolada.
- Digo o mesmo – sorri de lado e comecei a andar lentamente até a beira da piscina, onde fiz com que as costas de
 Demetria ficassem encostadas – Você ficou muitogostosa, pra falar a verdade. – encarei seus seios parcialmente submersos, cobertos pelo sutiã de renda rosa e não pensei duas vezes antes de envolver um deles com a mão, Demi arfou e mordeu o lábio inferior; meu desejo só multiplicou ao ouvi-la gemer baixinho quando massageei seus dois seios com as mãos, alternando meu olhar entre o que eu fazia e o rosto de Demetria, que tinha uma expressão de puro prazer. Vê-la daquele jeito foi demais pra mim. Inclinei a cabeça para alcançar com a boca o que até então estava em minhas mãos, Demi gemeu um pouco mais alto e pressionou sua pélvis contra a minha.
-
 Joe… - a voz dela saiu entrecortada enquanto eu dava pequenas mordidas em seu seio esquerdo e massageava o direito. Eu conseguia sentir o coração dela batendo descontrolado, quase tão frenético quanto o meu. Subi meus lábios pela pele molhada dela, mordi o lóbulo de sua orelha e sussurrei:
- Diz... Com todas as letras... – fiz força contra seu corpo, espremido entre o meu próprio e a parede, e ela gemeu, dessa vez de dor – Diz que quer
 isso... Que me quer... – ela fincou as unhas nas minhas costas e eu não contive uma careta. Doeu, porra!
- S-sonha – ela disse baixinho e mordeu meu pescoço –
 Você quer... Não eu.
- Não estou te obrigando a ficar aqui e ceder aos meus caprichos – me afastei dela, tirando suas pernas de minha cintura – Pode ir embora quando quiser.
- Você não sabe mentir, nunca soube –
 Demi sorriu e se aproximou lentamente, colocou os polegares no elástico da minha boxer e ameaçou tirá-la – Lembra quando dormimos juntos pela primeira vez? Você não conseguia olhar o Nick no dia seguinte, culpado por ter deflorado a irmãzinha do seu amigo... Ele soube antes do que deveria pelo simples fato de Joseph Jonas não saber mentir.
- Cala a boca – disse pausadamente e segurei seus dois pulsos – Você é uma covarde, quer tanto quanto eu e não admite... – nem tomei fôlego para continuar meu discurso. Aquela garota era maluca! Ela simplesmente soltou seus pulsos e me puxou pelo pescoço, deixando nossos rostos bem próximos, mas não me beijou.
- Mas que inferno,
 Jonas! – ela disse baixo, as duas mãos em minha nuca e a respiração ofegante. Minhas mãos estavam em suas costas, a caminho do feixe de seu sutiã, esquecendo completamente do nosso desentendimento segundos antes – Acha mesmo que eu ficaria aqui... Assim... Se eu não quis... – as palavras da Demi foram interrompidas pelo barulho de pneus freiando na terra. Ela me olhou assustada e disse baixo – Ah, merda, eles voltaram! – se afastou de mim num flash e saiu da piscina, recolheu suas roupas antes mesmo que eu chegasse perto da beira, me olhou de um jeito estranho antes de dizer. – Boa noite, Joe – e então saiu correndo silenciosamente.

***

By : Bruna Dugrey



Oieee Gente !!! Vim aqui pra postar essa Mini pra vcs ... ela tem 3 partes eu acho.
a Leka volta hoje ... mas ai vamos voltar a postar o "Mini Epilogo" quando terminar essa mini okay =))

Bjsssssssssssssss pipoquinhas !!!


5 comentários para o próximo


7 comentários:

  1. aaaaaaaaaaaaah posta posta posta *_*

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  2. *-------------------------------------------* continuaaaaaaa

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  3. Eu já li essa fic antes em outro blog!!!

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  4. CARACA QUE PERFEITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.................POSTA MAIS!!

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  5. aaaaa juh,bebê saudades <3
    que perfeito !!!!
    posta logooo,
    necessitamos de ler.
    kkkkkkk.
    beijos ;).

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  6. MORTA.. SEM MAIS!

    ah não tem mais.. DEMETRIA QUE FILHA DA PUTA QUE ELA ESTA!
    pronto agora acabou asdhusdhauashdush

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Sem comentários ........... sem capítulos!