08/02/2013

Summertime - Capítulos 14 e 15




(Não tem nada haver com o capítulo mas eu achei fofa) 


Capítulo 14: She's slipping away

Demetria's P.O.V mode ON

- Você não vai pra lugar nenhum vestida assim! - Joe quase gritou, e eu bufei, tentando me controlar ao máximo para não voar em seu pescoço e matá-lo estrangulado. 
- Quem diabos você pensa que é pra falar assim comigo,
 Jonas? - Gritei – Eu vou vestida com a roupa que EU quiser! 
- Não vai porra nenhuma! Você é minha namo...
 
Joe parou de berrar no meio da frase.
 
E de repente um silêncio cortante tomou conta do quarto.
 
Eu poderia ouvir uma agulha caindo no chão, tenha certeza disso.
 
- Você não vai assim. - Ele gaguejou.
 
- O que você disse?
 
- Que você não vai assim. - Ele coçou a nuca, desconfortável. - Foi isso que eu disse.
 
- O que você disse ANTES,
 Joseph? 
Então a porta abriu, e
 Kevin colocou a cabeça para dentro, assustado. 
- Vocês estão brigando? - Ele perguntou inocentemente. Bufei.
 
- Se manda daqui,
 Kevin. - Joe disse sem olhá-lo. Então eu me virei para a porta. 
-
 Jones, o que há de errado com esse vestido? - Perguntei repentinamente e ouvi o riso sarcástico de Joe. 
- Você não tá fazendo isso... - Ele murmurou.
 
- Cala a boca,
 docinho. - Olhei de soslaio, nervosa. Kevin pareceu querer sair correndo dali. 
- Na-nada. - Ele gaguejou.
 
- Você pode melhor do que isso,
 Kevin. - Incentivei – Estou feia? 
- Ei, eu nunca disse que você estava... -
 Joe interrompeu, mas eu logo gritei. 
- EU NÃO ESTOU FALANDO COM VOCÊ! - Respirei fundo. -
 Kevin. 
- Claro que não,
 Demi. Você está muito bonita... - Kevin dizia sem graça, pelo olhar de Joe sobre ele. Continuei o encarando, esperando que continuasse. 
- Vai,
 Kevin. Fala! - Joe se intrometeu – Pode falar que ela tá gostosa pra caralho! É o que todos os bêbados daquela porra de boate vão dizer mesmo! 
Respirei fundo.
 
-
 Kevin, sai. - Dessa vez eu quem disse. Ouvi a porta encostar – Você não confia em mim? - Perguntei repentinamente, e Joe me encarou nos olhos. 
- O quê?
 
- Você não confia em mim,
 Joe? - Repeti, e ele gaguejou. 
- Não é isso, é só que...
 
- É só que você não confia em mim. - Continuei, sentindo meu coração apertar – Porque se confiasse, não se importaria com o tamanho do meu vestido. Em momento algum eu reclamei do seu excesso de perfume que vai fazer todas as francesas virarem a cabeça pra te olhar, reclamei? - Gritei.
 
- O que há de errado com o meu perfume? -
 Joe berrou. 
- O que há de errado com VOCÊ? - Gritei de volta – Quer saber, eu não quero mais sair com você. Eu vou sair com as minhas amigas!
 
- Ótimo, é um favor que você me faz! -
 Joe me encarou, sarcástico – Agora toma cuidado pra não se arrepender disso, docinho. - Ele sussurrou perto de meu ouvido – As francesas podem realmente gostar do meu perfume. 
- Que morram asfixiadas!
 Todas elas. - Ri, sarcástica – E que levem você junto. Babaca. 
Peguei minha bolsa e abri a porta.
 
- Insuportável... -
 Joe murmurou e eu bati a porta, o deixando sozinho com a merda da insegurança dele. 
E com o inferno daquele perfume delicioso que ele estava usando.
 
Que morresse por asfixia de 212 MEN. Eu realmente não estou ligando.
- Vocês são tão idiotas que me dá até vontade de rir! - selly disse, de fato rindo da minha desgraça, enquanto bebia seu Martíni. Virei uma tequila de vez, enquanto Mi sentava ao meu lado. 
- Fala sério,
 Demi. Acho até bonitinho esse ciúme do Jonas. - Miley sorriu – Isso prova que ele gosta de você. 
- Isso prova que ele é um babaca inseguro que não confia na própria namo... - Parei no meio da frase, assim como
 Jonas tinha feito antes. Aquela briga idiota tinha me feito esquecer dessa parte. As três me encaravam, com os olhos arregalados. 
- Vocês estão namorando? -
 Danielle perguntou interessada, e eu olhei para baixo. 
- Não. Não que eu saiba... Isso foi modo de dizer, que saco! - Respondi e
 Dani arqueou uma sobrancelha. 
- Calminha, gata! Não tá mais aqui quem falou!
 
Suspirei.
 
- Desculpa, amiga. Estou meio estressada, não devia ter descontado em você.
 
Disse rapidamente, antes que ela viesse com sentimentalismos pro meu lado. Se
 Dani fosse homem, com certeza seria gay. Então um cara realmente bonito sentou ao meu lado no balcão. Ele parecia um modelo de cuecas da Calvin Klein ou algo do tipo, e o amigo dele também. Mi se ajeitou na cadeira, o que me deu uma vontade leve de rir. 
- Duas cervejas. - O loiro disse com sua voz ainda mais sexy, e
 Danielle olhava para ele descaradamente. 
O barman colocou as cervejas na frente dos dois, e quando aquele que estava ao meu lado foi pegar a sua, esbarrou em mim.
 
- Desculpe. - Ele abriu um enorme sorriso – Tequila essa hora? Alguém não vai chegar andando em casa hoje... - Ele riu me olhando, e eu tive que acompanhar. Qual é, o cara era realmente gatíssimo.
 
- Não estou me importando muito em não chegar em casa hoje. - Ri, e
 Dani me encarou de sobrancelha erguida. Merda. Não é que isso tinha parecido uma cantada? 
- Isso é bom. - Ele riu – Ei, estamos indo para uma festa no cais, estão afim de vir junto? Garanto que
 hoje você não chega em casa, linda! 
Olhei para as meninas. Olhei para o par de olhos âmbar em minha frente.
 
Imagine-o de cueca Calvin Klein.
 

Confesso que imaginei também que estivesse sem ela. 
E então minha mente se desvencilhou dele e parou em
 Joe. Que tinha agido como um perfeito idiota há menos de duas horas atrás, mas que ainda assim era meu namo-eu-não-consigo-terminar-a-frase. 
E inevitavelmente lembrei do seu 212.
 
E das francesas saidinhas que iriam oferecer um ombro amigo caso ele estivesse deprimido por minha causa. Ou pior! Que iriam aceitar uma festinha particular porque ele está
 puto com sua namo-ou-sei-lá-o-quê e vai querer se vingar. 
Merda. Mil vezes merda.
 

- Gata? - Ouvi a voz de tele-sex do rapaz e acordei. 
- Desculpe. Eu só estava lembrando de... Alguém. Eu preciso ir.
 
- Que? Mas eu pensei que...
 
- Deixa ela ir, meu filho! Ela precisa resolver as coisas dela! -
 Selena disse do nada e Miley riu – Aliás, Demi, vou com você. Não estou muito contente com meu gostosinho solto na pista com o seu docinho irritado. 
Dessa vez eu ri de verdade.
 
- Ei, essa festa parece interessante! -
 Danielle sorriu para um dos garotos. 
É. Ela e
 Mi estavam perdidas com os saradões CK. 
Pobre do
 Kevin e do meu irmão. Não que eles tenham nada, mas...

O lado de fora da boate estava lotado, sorte que Selena, esperta como sempre, tinha carregado as pulseirinhas do camarote que Justin havia deixado com ela. Devo anotar que esses dois começarão a namorar em breve, quase certeza. O lado de dentro parecia duas vezes mais cheio que o de fora, como se isso fosse sequer possível. Tomei uns esbarrões na pista, xinguei umas duas ou três biscates que pisaram no meu pé e quase enfiei a mão na cara de um ser humano que devia ter mais de 95% de álcool no sangue e que queria saber se rolava um sentimento. Há, puta merda! selly foi me puxando pela mão, e finalmente chegamos no andar de cima, no camarote. Estava bem mais tranquilo, mas ainda assim cheio. Não consegui avistar nenhum dos garotos de primeira. 

- Eles devem estar perto do bar! - Selena gritou, devido à música altíssima, e apontou para a extremidade oposta de onde estávamos. Maldito seja esse meu salto agulha nessas horas, que preguiça de viver. 

Nick chegou até nós, visivelmente bêbado. Já iria fazer piada do modo engraçado com que ele estava andando, quando olhei por sobre seu ombro. E quase tive um treco. 
As pessoas transformaram-se em vultos, a música ficava mais longe.
 
Tudo o que meus olhos se prestavam a enxergar nitidamente era alguém chamado
 Joseph Jonas. Alguém esse que estava com uma loira pendurada no pescoço, quase caindo em cima do sofá vermelho da boate. Senti meu estômago revirar, paralisei cada músculo ao ver a garota pressionar a boca contra a dele, puxando-o pra baixo. 
E então uma lágrima escorreu.

- Demetria, volta aqui! - Ouvi o grito de Justin, não tinha a menor noção de onde ele tinha surgido. 
- Me deixa em paz,
 Fletcher! - Gritei de volta, me aproximando das escadas do camarote. Estava fazendo um esforço enorme para segurar as lágrimas que queriam cair a todo custo. 
Então
 Justin segurou meu braço. 
- Não é o que você está pensando,
 Demi, ele... 
- CALA A BOCA! - Berrei, e mesmo com o som absurdamente alto, as pessoas ao redor me ouviram – Eu não quero saber de nada, de NADA! Não venha defender seu amiguinho,
 Fletcher! Isso é ridículo! 

Corri escadaria abaixo, ouvindo xingamentos de todos aqueles que quase atropelei. 
E então,
 Demetria Lovato se ferra de novo. Isso não costumava doer tanto, não como agora. Parecia que havia alguém apertando meu coração pelo meio, com tanta força que fazia com que minha respiração falhasse. Eu estava enjoada. Não conseguia sequer distinguir uma emoção no meio de todas aquelas. Raiva, tristeza... Decepção.

– Eu posso realmente ter feito Londres inteira sofrer, e eu admito isso! Mas eu nunca faria isso com ela, Nick! E se um dia eu fizer, vou ser eu quem vai pedir pra você me bater, porque eu vou ter perdido a única que eu realmente quis!

As palavras de Joe eram como uma faca. Eu realmente tinha confiado nele. Eu tinha achado que conosco poderia ser tudo diferente. Mas eu estava enganada, aliás, como sempre. Eu e meu dedo podre terrível para homens! Joseph Jonas, o pegador de Londres... Isso nunca iria mudar, só se fosse na minha cabeça! 
- Idiota, idiota! - Murmurei para mim mesma, sentindo a brisa leve do lado de fora do local. Deixei que as lágrimas finalmente escorressem, contendo meus próprios pulsos para que não batesse em mim mesma. Eu merecia. Eu não devia confiar nele, nunca!
 
-
 Demi! Demi! 
Respirei fundo, sentindo um ódio súbito percorrer minhas veias ao ouvir a voz
 dele. Mas nem tive o trabalho de virar para trás, continuei andando, como se tivesse um Ipod imaginário no último volume em meu ouvido. 
-
 Demetria! - Dessa vez o grito foi mais alto, e eu senti sua mão segurar meu braço. 
Não fui delicada. Puxei o braço com força e virei de frente para ele. Seu rosto estava a milímetros do meu. Respirei fundo, mas não senti mais o aroma delicioso de seu perfume. Ele cheirava a perfume barato de francesas vadias, com toda certeza. Não o encarei nos olhos.
 
-
 Esquece que eu existo, Jonas! Simplesmente esqueça! 
Gritei, categoricamente, mas não consegui virar para ir embora, porque ele me segurou de novo.
 
-
 Demi, me escuta, eu não fiz absolutamente NADA! - Sua voz estava firme, contrastando com seu rosto de filhotinho de cachorro caído da mudança. Eu ODIAVA aquela carinha. Porque eu amava quando ele fazia aquilo. E dane-se minhas bipolaridades. 
Ri, sarcástica.
 
- Não adianta você me olhar assim,
 Joseph! Nada que você disser vai apagar o que eu vi! EU VI, Joe! - Senti uma maldita lágrima quente percorrer meu rosto. Joe aproximou sua mão para enxugá-la, mas eu virei abruptamente – Não. Toca. Em. Mim. - Respirei fundo - Acabou, Jonas. O que quer que seja isso que nós temos... Acabou. 
-
 Demi, dá pra você me ouvir? Não aconteceu nada, você entendeu tudo errado, deixa eu explicar! - Joe corria atrás de mim, enquanto eu fazia sinal para o táxi. 
O veículo parou rapidamente ao meu lado, e eu olhei para
 Joe. Seus olhos estavam vermelhos, e por um momento, isso cortou (mais) meu coração. Mas desviei o olhar, batendo a porta. 
- Eu disse que está acabado,
 docinho.

Joe's P.O.V mode ON

Deixei a merda de uma lágrima escapar, assim, no meio da rua. O táxi saiu em disparada e tudo que eu conseguia pensar era O QUANTO ELA ESTAVA SENDO IDIOTA. E o pior de tudo: Ao menos dessa vez, eu estava limpo. Eu não tinha feito absolutamente nada.

Alguns minutos antes...

- Dude, o Nick tá muito louco! - Kevin chegou cambaleando, com uma garota do lado, e eu e Justin gargalhamos. 
- Você também está! - Disse rindo, enquanto tomava um gole da minha cerveja.
 
Verdade era que não
 Demi não saía da minha cabeça. Nós éramos imensamente idiotas, isso é bem verdade. Nossas brigas quase nunca faziam sentido... Tudo bem, elas nunca faziam sentido. E eu... Bem, eu não queria que ficássemos brigados. Tá, eu sei que eu ando cada dia mais gay. E mais babaca também, porque o vestido dela nem estava tão curto assim. 
- Ei, gatinhos... Podemos sentar aqui com vocês? - Ouvi uma voz que me tirou do transe. Duas morenas realmente bonitas estavam em pé em nossa frente.
 Justin me encarou, apreensivo. Não dispensaríamos isso por nada, mas agora era diferente... Ele tinha a Selena. E eu tinha uma certa pessoa que estava em outro lugar com seu vestido quase-curto que a deixava gostosíssima e linda como sempre. 
- Erm, podem sentar, a gente tem que... Procurar nossos amigos, né
 Joe? - Justin arqueou sua sobrancelha e eu assenti, deixando as garotas confusas. 
Quando se vai para uma balada tentando ser fiel a alguém, o que resta é encher a cara. Porque convenhamos, garotas podem até ir em boates só pra dançar, mas essa nunca é nossa intenção. Era inevitável olhar para todas aquelas francesas, ainda mais com algumas delas lançando olhares pervertidos pra cima de mim. Uma loira, em particular, me chamou a atenção. Ela estava sozinha e ria feito louca (sozinha), com uma garrafa de cerveja na mão. Quando tentou dar alguns passos para o meio da pista, quase caiu, o que a fez rir ainda mais. Sorri de lado, ela era realmente engraçada. Então ela abriu seus enormes olhos azuis pra mim, e com cara de espanto, veio saltitando e/ou trocando as pernas até onde eu estava.
 
- JOOOOOOOOOOOOOOOOOSH, QUE SAUDADE! - A loirinha gritou, e eu comecei a rir, assim como
 Justin e Kevin, que chegaram por ali. Ela jogou os braços ao redor do meu pescoço para me abraçar. 
- Erm... Meu nome não é Josh! - Disse, e ela afastou o corpo um pouco, me encarando em dúvida. Depois teve mais um ataque de riso.
 
- Ah, para com isso Josh! Eu posso ter bebido um pouco, mas eu reconheceria você em qualquer lugar! - Ela disse e dessa vez quem riu fui eu. Garota louca!
 
- Acho que você bebeu demais... - Disse, pegando a garrafa vazia de sua mão, enquanto
 Justin ria. 
- Josh nem apresenta as amigas... -
 Kevin disse e Fletcher gargalhou. 
- AHÁ, tá vendo? Ele disse que você é o Josh! Josh, que saudade, Josh! - A loira pulava em minha frente e eu xinguei baixo, só pra que
 Jones ouvisse e risse ainda mais. 
- Acho que ela gosta do seu nome, Josh. - Dessa vez a brincadeira partiu de
 Justin. - Qual seu nome, amiga do nosso camarada Josh? 
Ela sorriu.
 
- Charlotte! Mas pode me chamar de Hannah, prazer gatão!
 
Charlotte? Hannah? Essa aí tinha ingerido muito mais que álcool, vá escrevendo.
 
- Cara, vou confessar um negócio pra vocês... - A menina encostou no balcão – To muito doida! Tonta, tonta, tonta...
 
- Realmente ninguém tinha reparado ainda... -
 Kevin disse e eu ri. 
- Josh, me ajuda? Preciso deitar antes que eu desmaie!
 
Os olhos de
 Justin arregalaram. Tudo bem, por essa eu não esperava, muito menos ele. Vi um sofá com apenas uma garota sentada, e fiz sinal com a cabeça pra ele, que entendeu o recado, correndo até lá. Passei o braço de Charlotte/Hannah em meu ombro e Kevin abriu caminho em minha frente, mas sumiu na metade dele, parando no meio de uma rodinha de garotas. Bufei, e continuei andando. A menina não falava coisa com coisa, e eu comecei a achar que ela precisava mais de um médico do que de um sofá, mas não acho que morreria, então faria o menos complicado. Coloquei-a sentada, mas Charlotte ficava me puxando, ainda rindo e falando coisas sem sentido. 
- Ah, Josh, obrigada por me ajudar! Minha vida não seria nada sem você! - Ela disse, os olhos marejados, e puxou meu pescoço, me pegando de surpresa num beijo rápido. Tudo o que eu consegui fazer foi soltar seus braços, e ela caiu para trás, rindo e já conversando com uma garota que estava ali por perto.

- Joe! Joe! - Ouvi a voz de Justin e olhei para o lado. 
Não faço ideia de quanto tempo fiquei parado na calçada, olhando para o nada. Quem me visse, devia achar que eu tinha fumado um, ou que estava em estado de choque.
 
- Cadê a
 Demetria, dude? - Ele perguntou. 
- Ela... Ela terminou comigo. - Respondi, ainda olhando para o nada, e
 Fletcher pulou em minha frente. 
- O QUÊ?
 
Seu grito ecoou em meu ouvido, e eu dei um pulo. Devia mesmo estar em estado de choque, deve ser mais ou menos assim que as pessoas se sentem.
 
- POR QUÊ?
 
- Para de gritar, caralho! - Dessa vez eu quase berrei – Porque você acha? Por causa da idiota do Josh, lá! Ela viu, e entendeu tudo errado!
 
- E você tá fazendo o que aqui parado? Vai logo atrás dela!
 
Ouvi a voz de
 Selena, não tinha reparado que ela estava por ali. Em um segundo a garota tinha parado um táxi. 
- Anda logo,
 Jonas. - Ela disse, impaciente, e eu tentei sorrir. 
- Obrigado.
 
Quando cheguei em casa, a sala estava completamente escura. Respirei fundo e corri escadaria acima, indo direto até o quarto de
 Demetria. Mas a porta estava trancada. 
-
 Demi? - Bati na porta – Demi, abre essa porta, a gente precisa conversar! 
- Ela não quer falar com você,
 Jonas. - Danielle apareceu no corredor e eu dei um pulo de susto. Sei que ela teria rido, se não tivesse um olhar um tanto demoníaco, nunca vira Dani assim. 
-
 Dani, ela entendeu tudo errado, eu preciso conversar com ela! - Falei o mais docemente possível, Danielle sempre fora a mais simpática das garotas comigo, na época em que todas nos pseudo-odiavam. 
Mas seu olhar ainda era severo demais. Ela realmente estava convencida de que eu tinha feito o que
 Demi provavelmente tinha dito a ela. Mas que inferno! Nem me ouve e já sai falando merda por aí! 
-
 Jonas, não. Não vai conseguir resolver nada agora, sinceramente. - Pra minha surpresa, a voz de Dani era calma – Você está encrencado, amiguinho. É bom que saiba disso. - Antes que eu abrisse a boca pra retrucar, ela bateu na porta. 
-
 Demi, voltei, abre aqui pra mim... - Nenhuma resposta – Amiga, ele não vai entrar, eu prometo! - Dessa vez Danielle me encarou, e por seu olhar entendi que ela queria que eu ficasse longe. 
Pobre iludida.
 
Ouvi o barulho da chave, e
 Dani ainda esperou um minuto me encarando, até alcançar a maçaneta. 
- Aqui fora,
 Jonas. 

Não respondi nada. Quando ela abriu a porta, vi Demi de costas, com o rosto enfiado nos travesseiros. Ela já vestia um pijama. Antes que eu me movesse, Demetria levantou a cabeça e olhou para a porta (provavelmente imaginando que Danielle já tinha entrado e a encostado) e se assustou ao me ver. Seu rosto estava vermelho e molhado. Merda! As coisas estavam piores do que eu pensava. 

- Demi, eu... - Entrei no quarto, quase atropelando Danielle, e Demetria pegou imediatamente uma almofada, tacando em minha direção. 
- SAI DAQUI! - Ela gritou, e quando desviei, percebi que ficou irritada –
 Danielle, TIRA ELE DAQUI! 
-
 Joe, eu te falei que era pra você esperar, mas que inferno! - Dani gritou e sussurrou ao mesmo tempo. Não tenho a mínima ideia de como ela conseguiu fazer isso. - Vai, sai daqui! 
-
 Demetria, mas que merda, você vai ter que me ouvir alguma hora! Dá pra parar de ser criança? - Gritei, e Demi enxugou o rosto com a mão, depois deu alguns passos pra perto de mim. 
- Eu vou parar de
 ser criança no dia que você aprender a tratar uma mulher como ela merece, tudo bem pra você? - Ela me encarou, e fiz um esforço imenso para não mandar que calasse a boca. Sério, ela estava insuportavelmente sem razão, e aquilo estava me irritando. 
- Não diga que eu não te tratei como uma mulher de verdade, porque você estará mentindo,
 docinho... - Disse, sarcástico, a segurando pelo braço. Nossos rostos estavam próximos demais, e eu já sentia meu corpo me empurrar inconscientemente pra perto do dela. Demi respirou fundo, fechando os olhos. 
E então sua reação foi totalmente inesperada. Ela simplesmente
 deu um tapa na minha cara! 
- Eu disse que ACABOU,
 Jonas! Sai do meu quarto, ESQUECE que eu existo! - Gritou, se jogando de volta na cama, e eu segurei o rosto, contando até dez. Agora ela tinha passado dos limites! Aliás, estava tão longe do limite, que nem estava mais VENDO o limite! 
- Você vai se arrepender de ter feito isso, garota! - Disse, rude, e passei como um furacão por
 Danielle, batendo a porta com tanta força que o barulho ecoou na casa inteira.

Minha cabeça ia explodir, eu tinha certeza. Meu corpo doía, eu não tinha pregado os olhos a noite inteira. Estava com tanta raiva que era capaz de invadir o quarto de Demetria para bater nela, se ela não fosse uma garota. Mas com o tempo eu fui respirando, e comecei a me acalmar – Eu tinha que fazer alguma coisa, ela tinha que saber a verdade, e quando visse que estava errada, ela quem teria que se desculpar. Porque convenhamos, vou me desculpar porque? Eu só queria apagar aquela porra de episódio da minha vida! Estava dando tudo tão certo antes, que chegava a ser estranho. Eu, Joe Jonas, também conhecido como o pegador de Londres, estava finalmente me envolvendo por alguém. Ah, quem eu quero enganar? Eu já estava mais do que envolvido... Eu estava... Ah, que merda! Tentei parar de pensar em qualquer assunto que envolvesse Demetria Lovato e tomei um banho gelado. Coloquei uma bermuda e uma camiseta, e desci as escadas. Miley estava jogada no sofá, com as roupas que tinha saído para a balada, parecendo exausta. É, pelo menos para alguém a noite tinha sido boa. Quando cheguei na cozinha, dei de cara comDanielle, Justin, Kevin e... É, a Demetria. Todos pareceram ficar incomodados quando me viram, especialmente quando Demi olhou pra mim. 

- Que cara de merda, Joe. - Kevin disse do nada e eu o xinguei por dentro. Sempre com seus comentários super inconvenientes. Será que ninguém tinha dito nada? 
Não respondi, sentei ao lado de
 Dani, exatamente de frente para Demetria na mesa. Ela desviou o olhar quando eu a encarei, e Jones pareceu confuso. 
- O que houve com vocês dois? - Ele, como eu imaginava, perguntou. Alguém devia ensinar
 Jones a manter a merda da boca dele CALADA. 
- Porque você não come seu bolo e fica quieto,
 Kevin? - Dani respondeu, quase lendo meus pensamentos. 
O silêncio na mesa foi cortante durante uns cinco minutos. Eu tinha que fazer alguma coisa.
 
-
 Demi, passa o requeijão? - Merda, Jonas, alguma coisa menos estúpida, por favor? 
Ela levantou o olhar, depois chacoalhou a cabeça, como se estivesse indignada.
 
- Até onde eu sei você tem as duas mãos em perfeito estado,
 Jonas. - Ela sorriu, cínica, e eu senti o sangue correr mais rápido nas veias. 
Então é isso. Voltamos a estaca zero.
 
- Engraçado, uma vez eu fiz isso com você, e você disse que não custava ter um mínimo de educação... - Respondi calmamente, e ela sorriu.
 
- Você perdeu qualquer tipo de respeito que eu tinha por você,
 Jonas. Logo, não merece minha educação. 
Outch. Mas que porra.
 
- Eu bebi demais, acordei vendo flashbacks, não é possível! - A voz de
 Mi era quase um sussurro. 
- Eu não chamaria isso de flashback, amiga. -
 Demi disse, levantando com seu prato e colocando-o na pia – Eu chamaria de nova realidade. 
- Ah, você é tão patética, docinho... - Ouvi minha própria voz dizer, e ela me encarou nos olhos.
 
- Sou apenas realista.
 

Demetria não deu tempo para que eu a mandasse calar a boca, saindo da cozinha no mesmo instante. Todos me encararam, Kevin e Miley estava pasmos, Dani parecia me culpar com o olhar e Justin parecia ter pena de mim. Como se pena resolvesse alguma coisa.
Apareci na varanda do meu quarto, e lá embaixo, vi Demetria com as garotas na piscina. Kevin também estava com elas. Ela parecia estar profundamente entediada e com vontade de sair correndo. Parecia a cara que ela fazia nas aulas de história. Mas porque diabos estou lembrando disso? Resolvi descer até lá – Foda-se meu orgulho. Eu quero que ela saiba a verdade porque aí se sentirá uma merda. Ela merece se sentir assim. 

- Hey. - Eu disse simplesmente, sentando na cadeira de praia ao lado da dela – Até quando vai ficar bancando a irritadinha? 

Demi não respondeu. Então vi que estava com os fones do Ipod, e é claro que usaria daquele artefato para fingir que eu não existo. Conheço as táticas de DemetriaLovato como a palma da minha mão. Tirei o fone, e aproximei minha boca de seu ouvido. 

- Não acha que minha voz é muito mais interessante? - Sussurrei e depois mordi o lóbulo de sua orelha, vendo que a pele de seu pescoço arrepiou quase instantaneamente. Ah é, esqueci de comentar que também sou muito mau quando quero. Demi virou para mim. 
- Melhor do que a voz do Caleb em Reverly? - Ela sorriu largamente – Não acho que seja humanamente possível, meu bem.
 
- Quer parar com isso e me escutar de uma vez? Estou perdendo a paciência,
 docinho... 
- Eu não me importo. - Ela aproximou o rosto do meu – Eu não quero ouvir a historinha mal feita que o
 Justin já fez o favor de me contar. Eu te conheço, Joseph. 
E então ela me empurrou sutilmente para trás, e eu caí como uma jaca podre na água.
 
As garotas começaram a rir escandalosamente, e eu percebi que
 Kevin tentava prender o riso. Nick e Justin também estavam chegando por ali no momento. 
- Hey, maninho! -
 Demi gritou pra ele, e Nick se aproximou – Lembra daquela vez que você disse que quebraria a cara do Joe caso ele me magoasse? 
Nick ergueu uma sobrancelha.
 
- Lembro. - Ele assentiu.
 
- Talvez esteja na hora de você dar outro soco daqueles naquele rostinho... Cínico. - Ela parou no meio da frase. - Não estou magoada, mas estou profundamente irritada.
 
Selena a encarou como se tudo o que ela dissera fosse uma grande mentira. De repente, senti algo como pânico em mim. Merda, eu não queria ter que bater no
 Nick! 
-
 Demi, erm... O Justin já me contou o que houve, na verdade eu tava lá, só não vi exatamente. Eu acho que ele está falando a verdade. 

Demetria baixou a haste do óculos imenso que estava usando. Não pude conter meu sorriso vitorioso. A garota abriu a boca algumas vezes, mas não conseguiu dizer nada, e então saiu marchando para a casa. Algo me dizia que ela estava começando a acreditar, só não queria perder a razão... Afinal, ela é a Lovato de sempre.
Demetria não apareceu pra almoçar. O que era estranho, tendo em vista que ela e as meninas estavam organizando uma nova festa na casa, que aconteceria naquela mesma noite, e ela adorava fazer essas coisas. Estava trancada no quarto há horas. Estava com Nick e Selena no gramado, fazendo nada. Eu optei por isso, não iria fazer nada, aquela garota era insuportável. Insuportavelmente linda com o biquíni que ela apareceu no jardim, mas isso eu não ia dizer. Vindo do portão, Kevin chegou com uma garota em cada braço, ambas muito gostosas. A Riviera nos amava, isso era fato. 

- Trouxe duas convidadas especiais pra festa! - Ele riu – Essa é a Maureen. E essa e a prima dela, Harriet. 
O queixo de
 Nick caiu ao olhar o farto decote de Harriet. 
- A lista de convidados foi enviada por email,
 Kevin, você não precisava sair caçando francesas por aí. - selly disse, incomodada. Por que diabos garotas se estressam quando tem outras gostosas na área? 
- Se quiser fazer um menáge,
 Kevin, mantenha as francesinhas fora do alcance do Joe, ele não é muito confiável. - Demi sorriu, cínica, cruzando os braços. Levantei imediatamente. 
- Chega,
 Demetria! - Gritei – Se você quer agir como uma criança e não me ouvir, tudo bem! Mas eu não suporto mais essas suas piadinhas! Não era pra eu fingir que você não existe? Então porque você não faz o mesmo, porra? 
Demi pareceu perder a fala, mas logo se recuperou. Claro que ela se recuperou.
 
- Desculpe informar,
 Joseph, mas não é porque você teve a chance de colocar sua língua na minha boca que você pode mandar em mim! 
- Eu fiz muito mais do que colocar a língua na sua boca,
 docinho. - Gritei, e não consegui virar pra olhar, mas vi que Nick levantou. Os olhos de Demetria estavam marejando, mas eu não me importaria com aquilo. 
- É, você fez, e arruinou tudo! Exatamente por isso que você não fará nunca mais! - Ela berrou de volta, ainda segurando as lágrimas.
 
- Quem disse que eu quero você? Quem disse que eu não posso arrumar uma melhor que você em dois minutos? QUEM DISSE? - Berrei, e dessa vez
 Nick se intrometeu.
- Dude, porra, olha como você fala com a minha...
 
- CALA A BOCA! - Gritei pra ele – Sabe o que mais, docinho? - Ri, sarcástico, e aproximei meu rosto do de
 Demi – Vou arrumar uma agora. 

Não sei porque diabos eu fiz aquilo, só sei que eu puxei Maureen pela mão, e a agarrei ali mesmo. A garota não ofereceu nenhuma resistência, talvez ela estivesse esperando por essa reação. Senti meus olhos arderem, mesmo fechados, quando percebi a merda que eu tinha feito. E aquela eu talvez nunca conseguiria consertar. Alguém me puxou, e eu larguei a garota. 
Foi tudo muito, muito rápido.
 
Eu vi
 Demi correr e ela estava chorando. Vi Kevin correr atrás dela, deixando as francesas. Senti o murro de Nick em meu rosto. Mas eu não me movi, quando caí no chão. Eu esperava por aquilo, e pior... Eu merecia. 
Justin chegou correndo, mas não precisou parar
 Nick, porque ele mesmo já tinha parado. 

- Você tá ferrado, Jonas. E eu não estou falando por mim. 
Essas foram as exatas palavras de
 Nicholas, quando ele sumiu correndo para a casa, sendo seguido por Selena.

Subi as escadas correndo, Miley estava me xingando de alguma coisa, mas eu não dei atenção. Bati na porta de Demi, eu precisava falar com ela de qualquer jeito. Eu não deixaria que aquilo fosse o fim, nunca. 

- Demi, abre, por favor! - Continuei batendo, e ela estava sozinha lá dentro. Não quis que nenhuma das amigas ficasse lá com ela, coisa que Mi já tinha feito o favor de berrar no meu ouvido. 
Respirei fundo.
 
-
 Demi, eu sei que eu sou um idiota, eu sei que eu não devia ter feito aquilo só pra te provocar! Mas porra, você me tira do sério! - Disse para a madeira. 
- Agora a culpa é minha? - Ela gritou de lá de dentro, com seu habitual sarcasmo – Me erra,
 Joe! 

Eu nunca mais quero olhar pra sua cara! 
Dei um murro na parede, totalmente irritado. Ela tinha que me ouvir. Eu ficaria o dia todo plantado em frente aquela porta, mas não daria resultado nenhum, a conheço o suficiente para saber que voluntariamente, nunca me escutaria. Voluntariamente, nunca me daria uma chance pra explicar. Mas que porra, qual o meu problema? Qual o problema dela? Passei as mãos pelos cabelos, sentindo os olhos arderem. Se ela não queria me ouvir por bem, iria me ouvir por mal.
 
Entrei no quarto de
 Miley, indo direto para sua varanda. Pulei para o parapeito que ligava a varanda dela com a de Demetria, e em segundos, abri a porta de vidro que separava o quarto. Demi deu um pulo ao me ver. Seus olhos ainda estavam um tanto vermelhos. 

- Merda, Jonas! Quando uma pessoa não abre a porta pra você, significa que ela não quer olhar pra tua cara, não que você tem que invadir o quarto pela varanda! - Ela gritou. 
- Eu pedi pra você abrir... - Disse, baixo. Eu queria me aproximar dela, queria enxugar aquela lágrima que
 Demi se esforçava tanto pra não derramar. Deus, eu estou muito gay. - Por favor, eu só preciso de um minuto, é sério. 
Demi rolou os olhos, estava tentando manter a pose de forte. - Eu não me importo com o que quer que você diga,
 docinho. Sinto muito, seu tempo acabou. Não me controlei, a segurei pelos ombros e a empurrei direto pra cama. Não demorou muito, tempo suficiente para que Demi abrisse os olhos, atordoada, e eu já estava em pé diante dela, a prendendo entre minhas pernas. Ela realmente conseguia me deixar puto. 
- Eu não vim aqui pra ver mais uma ceninha patética dessas. - Bufei, segurando seus pulsos – Eu vim aqui falar com você. E você vai calar a boca e me ouvir.
 
Demi arregalou os olhos, num misto de raiva e surpresa. Tentou me empurrar, mas eu me mantive firme. E ela continuou calada, parecia até um pouco... Assustada.
 
-
 Demi, a história que o Justin te disse... É completamente verdade, aquela garota achava que eu era outro cara! Ela estava totalmente bêbada, sério. - Parei de falar, esperando alguma intromissão típica de Demetria Lovato, mas ela continuou apenas me encarando firmemente, e aquilo estava dando voltas no meu estômago – E depois... Você não confiou em mim. Eu quis te contar, podia ter sido tudo muito mais fácil! Eu errei, eu não queria ter beijado aquela garota, mas você me conhece... Eu sou meio... Descontrolado. 
E ela continuou calada. Minhas mãos gelaram, eu estava suando e meus olhos ardiam. Respirei fundo.
 
- Me desculpa, por favor.
 
Demetria abaixou o olhar pela primeira vez. Suas mãos também estavam geladas, até um pouco trêmulas. Uma lágrima escorreu por seu rosto, quando ela voltou a me olhar. 
- Acabou? - Ela disse, firme. Engoli em seco e assenti – Você poderia fazer o favor de soltar meus pulsos agora, estão doendo... 
Demi disse na maior calma do mundo, e meu coração acelerou.
 
-
 Joe, você beijou uma garota na minha frente, e de propósito! - Ela gaguejou – Eu... Eu só preciso que você saia do meu quarto, por favor. Eu não sei o que pensar. 
-
 Demi, por favor... - Sabia que meu rosto devia transparecer toda a minha agonia. Principalmente quando eu senti uma lágrima quente em minha bochecha. Demi limpou as próprias lágrimas. 
- Nós nos vemos na festa,
 Joe... Me deixe sozinha. 
Virei de costas, limpando meu rosto, e abri a porta. Antes de sair, olhei para
 Demi. 
- Isso não está acabado.
 
- O que? - Ela soluçou.
 
- Nós. - Tentei sorrir. - Eu não vou perder você,
 docinho.

[n/a: coloquem Into your Arms, do The maine, para carregar ;D]

A casa estava lotada, mas já não me impressionava mais a capacidade daquelas meninas de fazerem uma festa se tornar o maior hit do verão. Elas deviam trabalhar com isso, sério. O Dj tocava uma música da Ke$ha, a sala estava envolta por luzes e fumaça. Todos estavam bebendo drinks coloridos que um barman que elas tinham conhecido estava fazendo, e Demi não descia nunca! Confesso que não estava ouvindo absolutamente nada do que Justin me dizia, eu não conseguia parar de olhar a escada, como se isso fosse fazer com que ela aparecesse mais rápido. Chacoalhei a cabeça, tentando prestar atenção em Fletcher, quando vi Maureen chegar perto de nós. Merda! Tudo o que eu precisava era essa garota no meu pé agora! 

- Oi, meninos! A festa está linda, parabéns! - Ela sorriu largamente, jogando seus cabelos castanhos para trás. 
- Ah, então você devia agradecer a uma de nós, queridinha! -
 Selena apareceu e eu respirei aliviado – Os garotos não ajudaram em nada dessa vez. 
Maureen pareceu sem graça, disse qualquer coisa desconexa (desconexa talvez porque eu não tenha prestado um mínimo de atenção) e sumiu.
 
E no mesmo instante,
 Demi apareceu na escada. Ela estava com um vestido listrado e sapatos vermelhos, maravilhosa. Senti meu queixo cair, e Justin riu um pouco, mas eu não liguei. Ela não estava linda. Ela era linda e eu não queria nenhuma das outras daquela sala.

There was a new girl in town (Tinha uma menina nova na cidade) 
She had it all figured out (Ela tinha tudo decidido)
 
Well I'll state something rash (Bom, eu vou dizer algo imprudente)
 
She had the most amazing...
Smile (Ela tinha o mais maravilhoso... Sorriso)

Demi olhou para mim, e ela estava sorrindo, não sei porque. Provavelmente olhando para a própria festa, ou alguma coisa do tipo. Eu simplesmente amava aquele sorriso. Eu também amava outros atributos dela, mas aquele sorriso... Bem, ela poderia conseguir qualquer coisa comigo, e acho que nem sequer sabia disso.

Bet you didn't expect that (Aposto que você não esperava por isso) 
She made me change my ways (Ela fez com que eu mudasse meu jeito)
 
With eyes like a sunset, baby (Com olhos como o pôr-do-sol, baby)
 
And legs that went on for days (E pernas que andavam por dias)

Quando desceu as escadas cheias de gente, algumas pessoas pararam para olhar. Justin empurrou meu ombro, e murmurou algo como um “Vai lá”. Não entendi direito, eu não conseguia pensar em nada direito. Andei por entre as pessoas, e ela desceu o último degrau da escada, ficando exatamente em minha frente. 

- Oi. - Disse simplesmente – Você está... Wow. 
Ela riu, tímida. Estranho,
 Demi não é alguém que pode ser rotulada de tímida. 
- Você também.
 
-
 Demi, corre aqui, deixa eu te apresentar um amigo! - Miley surgiu, e ela pareceu sem graça ao ver que estava entre nós dois. 
- Ahn? -
 Demetria pareceu sair de um transe – Claro, claro! 

Ela caminhou por entre as pessoas olhando para trás, olhando para mim. 
E eu tinha a terrível sensação de que quanto mais longe ela fosse, eu nunca conseguiria a trazer de volta.

I'm falling in love, but it's falling apart (Eu estou me apaixonando, mas está caindo aos pedaços) 
I need to find my way back to the start (Eu preciso encontrar meu caminho de volta para o começo)
When we were in love (Quando nós estávamos apaixonados)
 
Things were better than they are (As coisas eram melhores do que são)
 
Let me back into... (Me deixe voltar...)
 
Into your arms (Para seus braços)

Demi deixou Mi sozinha pouco tempo depois, e tentou, no meio de toda aquela muvuca, chegar até o bar. Alguns caras literalmente pararam de falar quando ela chegou perto deles, estavam boquiabertos. 

- Demi! - Gritei, me aproximando, e ela me olhou, com um copo de Martini em mãos. 

Ela murmurou algo como um “Vem aqui”, me chamando com o dedo. Sorri, sentindo cada parte do meu corpo esquentar, minha pulsação aumentar do nada. Isso não é algo muito feminino de se falar? Bom, dane-se. Ela tinha um sorriso discreto nos lábios, mas era triste. Eu tinha certeza daquilo. Talvez ela também quisesse resolver isso tanto quanto eu. Andei pela pista, vendo algumas pessoas conhecidas, mas meus olhos só focavam no dela, que não desviou o olhar. Quando finalmente a alcancei, segurei sua mão, quase como uma atitude inconscientemente babaca de prendê-la ali. Ela não fugiria mais de mim, não mesmo. 

- Eu preciso... Eu preciso que você dance essa música comigo. - Parei no meio da frase, e ela riu fraco, apenas assentindo e deixando que eu a guiasse para o meio da pista.

She made her way to the bar (Ela fez seu caminho até o bar) 
I tried to talk to her (Eu tentei falar com ela)
But she seemed so far (Mas ela pareceu tão distante)
 
Out of my league (Fora do meu alcance)
 
I had to find a way to get her next to me (Eu tinha que achar um jeito de fazer ela vir para mim)

A abracei pela cintura, e a pele do meu pescoço arrepiou quando sua respiração quente se aproximou. Demetria passou os braços em meu pescoço, ainda em silêncio. Ela estava de olhos fechados, e eu não sabia o que falar. Eu só queria que... Bom, isso vai soar meio óbvio e ridículo, mas queria tê-la nos meus braços, e ter a certeza de que não a perderia. Mas eu estava a perdendo, minuto a minuto, e sabia disso. 

- Eu não quero perder você. - Ouvi minha própria voz dizer isso, quase em um sussurro, quase implorando. Demi levantou o rosto e me encarou, seus olhos estavam vermelhos, seus dedos gelados tocaram minha nuca. 
- Por quê? - Ela sussurrou – Por quê eu devo te escutar? Por que eu devo te dar outra chance?
 

Sorri levemente. Ela sempre precisava de um motivo, não? 
Mas eu não conseguia pensar em nada coerente pra responder. As palavras simplesmente sumiam quando eu mais precisava delas.
 Demi manteve o olhar fixo no meu, eu sabia que ela procurava alguma reposta ali.

I'm falling in love, but it's falling apart (Eu estou me apaixonando, mas está caindo aos pedaços) 
I need to find my way back to the start (Eu preciso encontrar meu caminho de volta para o começo)
 
When we were in love (Quando nós estávamos apaixonados)
 
Things were better than they are (As coisas eram melhores do que são)
 
Let me back into... (Me deixe voltar...)
 
Into your arms (Para seus braços)

- Porque... - Gaguejei, encostando meu nariz no seu, enquanto apertava sua cintura – Talvez isso fale mais que eu. 

A segurei pela nunca, nossos rostos já estavam próximos demais. Pressionei minha boca contra a dela, e ela permitiu, acho que esperava por isso. Cada parte do meu corpo reagiu quando nossas línguas se tocaram, era como se tivesse tomado um choque. De alguma forma, meu coração parecia que ia acelerar ao ponto de parar de vez. 
Eu não tinha a perdido, no fim das contas.

Oh she's slipping away (Oh, ela está escapando) 
I always freeze when I'm thinking of words to say (Eu sempre congelo quando estou pensando nas palavras para dizer)
 
Oh the things she does (Oh, as coisas que ela faz)
 
Make it seem like love (Faz isso parecer amor)
 
If it's just a game (Se for apenas um jogo)
 
Then I like the way that we play (Eu gosto do jeito que nós jogamos)

- Joe... - Demi partiu o beijo, e eu mantive meus olhos fechados, a testa encostada na sua. Conseguia sentir sua respiração falha em meu rosto – Talvez... Talvez esse argumento não seja suficiente. 
E então eu abri os olhos. Não, aquilo
 não era possível. 
-
 Demi, por favor, será que tá difícil de entender que eu amo... 
- Shhh. - Ela me calou com um com um um beijo rápido– Eu não sei se isso é certo. Eu preciso pensar.

I'm falling in love (Eu estou me apaixonando) 
But it's falling apart (Mas está caindo aos pedaços)
 
I need to find my way back to the start (Eu preciso encontrar meu caminho de volta para o começo)

Ela correu por entre as pessoas. 
Ela correu
 de mim. 

E eu não conseguia sequer sentir raiva, pra ser bem sincero... Não conseguia sentir nada. 
Demi parou na escada, porque
 Justin a segurou. Ele disse alguma coisa pra ela, tive a impressão que colocou algo em sua mão, e ela continuou correndo. 

- Lembra quando eu te disse que se um dia você fizesse minha amiga sofrer, eu ia quebrar sua cara? - Selena apareceu ao meu lado, líndissima com seu vestido verde. Eu só tinha reparado isso agora. 
- Lembro. - Assenti de má vontade. Ótimo, tudo o que eu precisava era bronca uma hora dessas!
 
- Então acho bom você ir até o quarto dela e resolver isso,
 Jonas. Ela vai sofrer muito mais sem você, acredite. - selly sorriu e eu chacoalhei a cabeça. 
- Ela disse que precisava pensar,
 Selena. 
- Desde quando você obedece o que a
 Demetria diz? - A garota sorriu – Ela é meio surtada, Joe. Se eu fosse você, eu iria até lá e... 
- Não vai dar certo. - Interrompi.
 
- Argh,
 Joseph! - Selena bateu o pé, irritada – Eu estou falando QUE É PRA VOCÊ SUBIR NAQUELA PORCARIA DE QUARTO, okay? 
A encarei, assustado e quase rindo do seu descontrole. Coitado do
 Justin. 
- Porque você tem tanta certeza?
 
- Só sobe,
 Jonas. Você vai me agradecer por isso.

Eu não tinha a menor noção do que estava fazendo. Subi as escadas automaticamente, sem olhar para os lados, e encarei a porta de Demi, com a respiração meio falha. Porque diabos Selena tinha tanta certeza que eu teria que resolver aquilo exatamente naquele instante? Não me dei o trabalho de bater, simplesmente girei a maçaneta. E ela estava lá, de costas. Deu um pulo, assustada, quando me viu ali. E então jogou um papel no chão, e correu até mim. Não tive reação, Demi pulou em cima de mim e me beijou, me fazendo cair sentado na cama. Agarrei seus cabelos, intensificando o beijo, enquanto ela arranhava minha nuca. Mordeu meu lábio devagar, sexy como sempre, e depois encostou a testa na minha, fazendo com que eu a encarasse. 

- Eu te dei meu coração, Joe. - Ela sorriu, deixando uma lágrima cair em seu rosto – E você ... Você foi perfeito. 
Eu não estava entendendo absolutamente nada, aquela garota era louca, só podia.
 
- Eu quero ser aquela garota que você vê. - Ela me beijou devagar – Eu quero ser tudo o que você escreveu naquele bilhete,
 docinho. 
Olhei para o chão, e vi uma folha de caderno e um envelope. E tudo estava muito claro.
 
- Como? Como isso veio parar na sua mão? - Arregalei os olhos – É meu bilhete da aula de literatura!
 
Ela riu.
 
-
 Justin pegou naquela confusão com o Brian, na festa da praia. Quando ele leu, teve certeza que... Bom, teve certeza de que um dia eu precisaria ler isso. - Ela suspirou – Eu não mereço você, garoto. Você é bom demais pra mim. 
- Para com isso! - Senti meu rosto corar.
 
- Só estou sendo realista – Ela sorriu – Me perdoa por ser tão idiota?
 
- Shhhh... Não tem nada pra perdoar. Só cala a boca e vem aqui,
 docinho. 

Eu disse e ela riu, quando deitei meu corpo por cima do seu, beijando-a e deixando que aquele sentimento estranho tomasse conta de mim. Alguém uma vez me disse que isso era estar... Apaixonado? Mas bem, não me interesso por esses rótulos. Só precisava do seu corpo perto do meu, e aquilo tudo teria valido a pena.

A Demetria Lovato? Ela é uma garota... Difícil de entender. Eu mesmo a conheço há anos, e demorei para enxergar através da cheerleader popular que todos idolatram. Não que ela realmente não tenha esse ego super elevado das populares, porque ela tem, sim. Mas diferente das outras, ela é humana. Ela gosta de conversar com os nerds da classe sobre computador, não que alguém possa comentar isso, é claro. Ela come sanduíches gordurosos quando suas amigas comem alface, e sempre rola os olhos quando algum garoto do time fala com ela, talvez porque eles não tenham cérebro pra falar algo que preste. Ela sorri para as crianças da pré-escola. Aliás, ela tem três dos sorrisos mais bonitos que eu já vi. O sorriso que ela dá quando está incomodada, pode parecer estranho, mas é lindo. E aquele que ela dá quando encontra as amigas depois de um final de semana, cheio de más intenções, também. Esse costumava ser o meu preferido (É, esse bilhete está muito gay, confesso), mas hoje descobri mais um, que é o da Demetria-Lovato-Tímida. Isso é possível, sim. Nunca tinha a visto sem graça antes. E bom, ela é... Linda. Não que eu vá falar isso pra ela um dia, obviamente. E mesmo ela sendo uma garota incrível, que vive se metendo onde não deve e com quem não deve, ela tem um bom coração. Um dia ela vai encontrar alguém que tenha bolas o suficiente para ser quem ela precisa. Ela acha que não, que nasceu para sofrer, quase uma atriz de novela mexicana. Alguém entenderá que sim, ela é bipolar, estranha. Mas é inteligente e tem um humor ácido que melhora o dia de qualquer um. Que ela pode ser meio louca, mas que quando você bater seu carro e precisar dela, ela vai estar com você. Porque em algum lugar ali, tem uma garota que só precisa que a entendam. E eu não estou dizendo que esse cara sou eu, porque você sabe, a gente se odeia. E eu amo odiá-la, de verdade. Agora mesmo ela está olhando pra mim, e eu vou chamá-la de docinho (só porque ela detesta esse apelido), e ela vai jogar alguma coisa em mim. Eu vou xingar, ela vai xingar, porque isso sim é o certo. Afinal, somos Joe Jonas e Demetria Lovato. E ninguém nunca vai mudar isso.



Capítulo 15: All you need is a perfect date

- Jonas, você me surpreende a cada dia! - Dani arregalou os olhos, depois de ler pela quinta vez o bilhete da aula de literatura, fazendo o garoto rir. 
- Eu sei, eu sou foda... -
 Joe riu presunçoso, e Kevin jogou uma almofada em sua direção. - Outch! Que violência, dude! 
- Você tá muito metido! -
 Jones riu, tomando sua Coca-Cola. 

Demetria desceu as escadas e se deparou com uma situação que estava se tornando comum naquelas férias: Kevin, Joe, Danielle e Nick esparramados nos sofás, com cara de ressaca, mesmo sendo três da tarde, enquanto gargalhavam por qualquer besteira. Riu sozinha ao perceber o quanto aquela cena a agradava. E quanto ela seria inimaginável há pouco tempo atrás. 

- Bom dia, pessoas mais lindas da minha vida! - Ela sorriu saltitante, e Kevin riu. 
- Tá comparecendo, hein,
 Joe? - ele disse, e os dois gargalharam da careta que Nick fez. 
- Cala a boca,
 Kevin. - A garota fez careta, segurando o riso. Caminhou até a poltrona em que Jonas estava e sentou em seu colo, dando-lhe um beijo rápido, e depois sorriu. 
- Bom dia,
 docinho - ele disse com a voz rouca, e a garota sentiu um arrepio na espinha. Já estava ficando acostumada com as reações ridículas e automáticas que tinha perto de Joe. 
- Muito melhor agora. -
 Demi respondeu, fazendo o garoto sorrir. 
- Como vocês são gays, pelo amor de Deus! -
 Kevin exclamou, com a voz afetada. - Joga glitter e ilumina! 
Todos o encararam no mesmo instante, sem conseguir conter sonoras gargalhadas que poderiam ser escutadas da esquina.
 
- Dude... Dude! -
 Nick estava roxo de tanto rir. - Por favor, pare de sair com a Dani, ela está transformando você na Barbie Malibu! 
- Ei! O
 Jones sai do armário e a culpa é minha? - Danielle gritou, fazendo com que todos rissem ainda mais. 
- EI! EU NÃO SAÍ DO ARMÁRIO COISA NENHUMA! -
 Kevin disse muito alto, vendo que os amigos ainda rolavam de rir. - EU SÓ TAVA BRINCANDO E... 
- Mas eu já acordo com uma revelação dessas? -
 Justin apareceu apenas de boxers na escada, coçando os olhos e rindo. - Sempre bom saber essa hora da manhã que seu amigo assumiu seu lado purpurinado. - Justin afinou a voz na última palavra, o que irritou ainda mais Kevin, e animou mais o resto. 
- Já chega causando, puta merda! -
 Kevin fechou a cara como uma criança de cinco anos, e se jogou nas almofadas. 
- Awn gente, parem de zoar o menino! -
 Dani abaixou perto dele, segurando o riso. - Já chega, não é? 
- É, chega! - ele fez bico.
 
- Isso. -
 Dani sorriu. - Nós temos que respeitar a opção sexual dos coleguinhas, tão me ouvindo? - a garota disparou, fazendo com que a sala despertasse em gargalhadas novamente. 
- Vai brincando, vai,
 Dani... - Kevin disse, rindo baixo. - Vamos ver se você aguenta. 
Demetria encarou
 Justin com os olhos arregalados, e todos subitamente ficaram quietos. 
- O... O quê? -
 Danielle gaguejou. 
Kevin aproximou o rosto da garota, que estava tão intrigada que nem conseguiu se mover, como geralmente faria.
 
- Você vai ver quem é gay aqui - ele sorriu debochado, puxou o lábio da garota com os dentes e depois riu, subindo as escadas.
 
Danielle estava congelada. Sentiu seu corpo arrepiar, mas pra variar, não conseguiu esboçar reação alguma. Estava chocada, ainda que bastante
 animada com aquela reação de Jones. 
- Vocês viram o que eu vi? -
 Justin pareceu sair de um transe. 
- Eu... Eu vi! -
 Joe respondeu e Nick riu. 
- Nosso garoto... Virou homem. - Ele gargalhou. - Tipo, literalmente. Não no sentido gay da coisa, no sentido...
 
- Nós entendemos. - Todos responderam em uníssono.
 
-
 Dani... - Demetria chamou a garota. - Aprenda a respirar de novo e se prepare - ela riu. - Não acho que o Kevin tá brincando. 
Danielle sentiu as bochechas arderem. Não respondeu nada.
 
No fim das contas, talvez esperasse que não fosse uma brincadeira.
- Nossa. - Nick arqueou uma sobrancelha, após ouvir detalhadamente a história que a irmã havia contado, sobre o dia anterior, e sobre todas as brigas com Joe. - Você é fogo, sério. - Ele riu. - Eu não aguentaria namorar você. 
A garota riu baixo.
 
- Que bom, mamãe ficará feliz com a impossibilidade de incesto na família. - Ela gargalhou. - Yey!
 
- Cala a boca! - Ele deu um soco em seu ombro, rindo. - Você entendeu o que eu quis dizer.
 
- Entendi, meu bem - ela sorriu. - Mas eu sou muito fofa, ok? Não sei por que esse medinho de mim... Sou muito fácil de lidar, pergunta pro
 Joe e... 

Demi ouviu a tão característica gargalhada de Jonas, e olhou por cima do ombro. Ele estava parado na porta da cozinha. 

- Você é realmente super fácil de lidar, docinho - ele se aproximou, a abraçando pela cintura. - Talvez para domadores de leões do circo, para espiões da CIA, ou algo do tipo... 
A garota estapeou o braço nu de
 Jonas. 
- Outch! - Ele riu. - Pare de ser fofa!
 
Nick gargalhou ruidosamente e
 Demetria deu outro tapa no braço de Joe. 
- Quer parar? - ele disse, ainda rindo.
 
- Me faça parar,
 docinho. 
Joe deu um sorriso malicioso e apertou mais suas mãos nas costas da garota, fazendo com que ela ficasse nas pontas dos pés. Agarrou seus cabelos e colou seus corpos rapidamente, procurando por sua boca.
 
- Ah, pelo amor de Deus! -
 Nick reclamou. - Filme pornô grátis com minha própria irmã É TRAUMATIZANTE! - ele disse alto e Demetria riu, ainda que estivesse com um pouco de raiva daquela interrupção. 
- Dá um tempo, vai,
 Lovato - Joe resmungou, fazendo o amigo rir. 
- Olha o respeito, rapaz! -
 Nick disse, pegando uma maçã e caminhando até a porta da cozinha. - Ah, e só pra constar - ele disse, e Demi rolou os olhos instintivamente. 
- O que é,
 Nicholas? 
- É muito desconfortável ver você acordando com a camisa do
 Jonas. Vou contar pra mamãe. - Ele gargalhou. 
- Você tá precisando de sexo,
 Nick. - Jonas gargalhou vitorioso da cara que o amigo fez. 
Lovato nada respondeu, apenas bufou e mandou o dedo do meio, fazendo o casal rir.
 
- Então, onde paramos mesmo? -
 Joe puxou a garota, distribuindo alguns beijos em seu pescoço. 
- Onde você dizia que eu era
 muito fácil de lidar - Demi disse com a voz arrastada. - Talvez você tenha um pouco mais de trabalho agora, Joseph Jonas. - Ela riu maliciosa, mordendo o lóbulo da orelha do garoto. Sabia as reações que esse pequeno gesto poderiam ter. Joe a prensou contra a parede imediatamente, apertando com força a sua cintura. 
- Eu gosto de ter trabalho - ele sorriu, malicioso.
 
- Isso vai ser divertido! - A garota acompanhou o sorriso, fazendo um caminho de beijos desde o pescoço até sua boca. Quando chegou lá, deu uma leve mordida o empurrou pra trás, indo até a porta da cozinha. - Comece a trabalhar, docinho. - Ela riu. - Algo me diz que hoje você vai fazer hora extra.
 
A garota sorriu vitoriosa e saiu, deixando um
 Joe ofegante e sorridente na cozinha. E com alguns pensamentos bastante pervertidos.
- Eu não acredito que ele falou isso! NÃO ACREDITO! - Mi berrou, fazendo Selena rir. 
-
 Miley, se controla, por Deus! - a garota exclamou. - Mas e aí, Dani, pronta para sentir todo o poder de Kevin Jones? 
As garotas riram da cara que a amiga fez.
 
- Vocês são muito babacas. Aquilo foi uma brincadeira. -
 Danielle respondeu, olhando para o teto. Queria passar toda indiferença possível. 
- Cala a boca, eu tava lá e vi que ele não tava brincando! -
 Demetria disse, e as garotas olharam para a porta do quarto de Selena de imediato. 
- O bom é que as pessoas nem são gansas nessa casa! -
 selly disse e Demi mostrou a língua, rindo. 
- Só vim aqui dizer a verdade, eu tava lá, o
 Kevin vai querer te seduzir sim, Dani, e com muito vigor! 
- Para,
 Demi! - A garota escondeu o rosto com as mãos. 
- Ah,
 Danielle, para de ser caipira, fala sério! - Selena riu. - Fala pra gente... O que você vai fazer? Se ele realmente... quiser... algo? 
Demetria riu da explicação de
 Selena, mas esperou, interessada, a resposta de Dani. 
- Não faço ideia -
 Dani disse. - Estou muito confusa. Não sei como vou reagir. 
- Ah, amiga, se joga! -
 Miley disse e todas a encararam, um pouco estupefatas. - Qual é, gente? Não é como se já não fôssemos da gangue dos losers, mesmo! ADemetria já está com o Joe, a Selena com o Justin, uma a mais, uma a menos... 
Danielle riu.
 
- Você vai ficar com o
 Nick, por acaso? - perguntou. - Não vai querer ficar de fora, não é mesmo, Mizinha? 
- Ah, fica quietinha aí e se resolva com seu loser! -
 Miley disparou, fazendo as amigas rirem. 
- Hey! -
 Joe apareceu na porta, sorridente. - Precisamos terminar uma coisa, docinho - ele disse com a voz sexy, e a garota riu. 
- Esqueceu que eu sou difícil? -
 Demi respondeu, sorridente, enquanto ouvia as risadas abafadas das amigas. 
Joe apoiou o braço na porta, rindo.
 
- Claro que não esqueci. - Ele deu uma piscadela. - É por isso que eu vim te buscar.
 
- E quem disse que eu quero ir com você? - a garota respondeu, mesmo se derretendo, só para bancar o próprio joguinho.
 

Viu Jonas lançar seu sorriso preferido. Aquilo era muita maldade, pensou, mas ficou quieta. Joe se aproximou, rindo, e colocou os braços ao redor da garota, prendendo-a na poltrona. Abaixou até deixar sua boca a milímetros da de Demi, e sussurrou: 

- Eu não perguntei se você queria. - Ele riu, malicioso. - Hoje quem manda sou eu. 

Joe pegou a garota no colo, enquanto ela murmurava algo como “Me ponha no chão!”, mas ignorou essa parte. Ouviu as risadas das amigas e riu junto, percebendo queDemi também ria. Por mais que reclamasse, não estava fazendo esforço algum para sair dali. Joguinho, como sempre. Abriu a porta do quarto e a jogou na cama. 

- Quer dizer que hoje você é o chefe? - Demetria riu, percebendo que soou quase pervertida. 
- Eu sempre sou -
 Joe sorriu, e deu um beijo leve na garota, percebendo que ela iria se manifestar. - Só deixo você pensar que não. 
Demetria riu, mas calou-se ao sentir o arrepio que percorreu seu corpo quando
 Joe começou a beijar seu pescoço com vontade. 
- Você não manda em nada - sussurrou, fazendo o garoto rir abafado.
 
Ele intensificou os beijos, apertando as coxas da garota até chegar em seus lábios. Ela nunca saberia explicar aquelas sensações. Viu
 Joe se distanciar, ficando ajoelhado na cama, ainda a prendendo entre suas pernas. Ele não precisou dizer nada: Demi conhecia bem aquelas provocações. Apenas riu, derrotada, o puxando pelo pescoço com força. 
- Você sabe que é o chefe,
 docinho - sussurrou, fazendo o garoto rir e voltar ao que estava fazendo. Do jeito que só ele sabia fazer.

Dani estava no jardim fingindo ler uma revista. Estava simplesmente agoniada, as letras da Vogue pareciam dançar em sua frente. Verdade era que não conseguia parar de pensar no que Kevin tinha dito. E mais verdade ainda que ele tinha sumido depois disso, e ela queria saber o que estava aprontando - se é que estava aprontando alguma coisa. Depois que tinha subido as escadas da mansão e deixado todos com cara de interrogação, Jones sumira do andar de cima da casa. Provavelmente passou despercebido enquanto ela fofocava com as meninas, mas ninguém que estava na sala sequer tinha ideia de onde o garoto poderia estar. Nem Nick. Nem Justin. E bom, ela preferiu não entrar no quarto de Joe para perguntar, preferia não saber o que estava rolando lá dentro. Depois da quinta vez que encarou o portão, ainda fechado, bufou, jogando a revista na cadeira ao lado. 

- Procurando alguém? - Ouviu a voz de Kevin e quase deu um pulo. 
- Puta merda,
 Kevin! Quer me matar do coração? - ela reclamou. - De onde você surgiu? 
- Não importa de onde eu surgi - ele riu. - E se eu disser que sim, quero te matar do coração, vai soar muito pedreiro? - Ele riu, e
 Dani teve certeza que era tudo uma brincadeira. Como sempre era. Jones era o garoto mais brincalhão que conhecia, chegava a irritar. 
- Sim, vai soar como um flagelado sem cultura - respondeu, irritada, e depois percebeu que aquela resposta não tinha nada a ver, o que só a fez sentir mais babaca ainda.
 
E ouvir a risada de
 Kevin, agora que ela tinha certeza que era uma brincadeira, só aumentou sua raiva. 
- O que você quer?
 
- Quero que você diga que eu sou lindo e que você me ama - ele respondeu e a garota caiu na risada.
 
- Qual seu problema,
 Kevin? 
- Fala! - Ele riu, o que era estranho. A essa altura já estaria emburrado, assim era o
 Jones. 
- Não vou falar coisa nenhuma! - ela disse alto, ainda rindo.
 
- Duvida que você vai falar?
 
- Por que você está tão confiante nisso?
 
- Duvida? - Ele arqueou uma sobrancelha, desafiador.
 
- Duvido -
 Dani respondeu de imediato. Kevin segurou sua mão, a puxando para fora da cadeira. 
- Vem comigo.
 
Jones começou a correr e a puxar
 Danielle junto com ele, na direção do portão principal da casa. 
- O que você está fazendo? Eu não vou a lugar nenhum! - a garota berrou, mas continuou sendo puxada.
 
- Você não duvidou? Vou te mostrar!
 
-
 Kevin, se você quiser me mostrar algo que tem dentro das suas calças atrás do muro, eu juro por Deus que choco sua cabeça contra o concreto! - Dani ouviu a gargalhada gostosa do garoto e acabou rindo junto. 
- Acho que vou correr esse risco. - Ele deu uma piscadela, e continuou caminhando.

Joe virou para o lado e encarou o rosto sereno de Demetria, que dormia com seu corpo coberto apenas por um lençol ao lado do seu. Não pode deixar de sorrir ao pensar o quanto aquela garota mexia com ele. Até o jeito em que ela dormia, a forma como ela respirava era estranhamente encantadora. Demi virou seu corpo, inconscientemente, aproximando ainda mais seu rosto do de Jonas, que não conseguiu conter a vontade de acariciar seu rosto e cabelos por algum tempo. Até que reparasse o que estava fazendo de fato. 

- Ah. Meu. Deus - sussurrou, virando seu corpo de frente e encarando o teto, com os olhos arregalados. - Eu... Eu... - Joe olhou de soslaio para Demetria, que sorria, mesmo dormindo, o que o fez sorrir também. - Eu amo essa garota. 
Joe arregalou os próprios olhos com o que ouviu sua voz dizer. Levantou da cama, tampando o rosto, depois encarou
 Demetria de novo. Ela não tinha escutado nada, claro. Mas o fato dele ter dito isso em voz alta o assustou. Joseph Jonas não é aquele cara que sabe como agir quando está apaixonado. Na verdade, nunca esteve apaixonado para saber como era, e isso o deixava louco. Mas ela não sabia de nada. Isso era muito, muito bom. Poderia esconder se quisesse. 
- Esconder é legal - murmurou pra si mesmo, depois riu da própria idiotice.
 
Percebeu que se ficasse ali por mais tempo, acabaria tentado a ficar olhando
 Demetria dormir, o que era extremamente ridículo. Resolveu tomar um banho gelado para acordar direito e colocar as idéias no lugar. Caminhou até o banheiro, tentando não fazer barulho - tudo o que ele não precisava era que ela acordasse, não saberia como agir depois de revelar em voz alta que realmente a amava. Não que ela tivesse ouvido alguma coisa. 

Tomou um banho relativamente rápido - a água estava gelada, o que facilitou o processo. Enrolou uma toalha na cintura e encarou seu reflexo no espelho, com os cabelos ainda molhados. Pelo menos agora sabia o que queria fazer. 
Esconder.
 
Fingir que
 nada aconteceu. Ela nunca saberia. 

- Esconder - murmurou baixo e decidido, e virou a maçaneta da porta. 
Demi ainda estava lá. Tentadoramente angelical, os cabelos espalhados pelo travesseiro - o dele -, ainda sorrindo enquanto dormia.
 Joe respirou fundo e sorriu, apoiando na porta. 
- Namorar. Ela vai ser minha namorada.
- Pronto, chegamos! 

Kevin parou de andar, soltando a mão de Danielle. Tinham praticamente andado na mesma calçada da casa por algum tempo, atravessado pra rua da praia e andado mais um pouco. Dani olhou ao redor sem entender. Aquele lugar não dizia nada para ela. Tudo bem, a praia era bonita, mas isso não significava muita coisa. 

- O que você queria me mostrar, Kevin? - a garota indagou, confusa, e Jones riu de leve. 
- Feche os olhos.
 
Danielle o encarou de sobrancelha erguida. Não precisou dizer nada.
 
- Relaxa. Eu não vou tirar minhas roupas enquanto você estiver de olhos fechados. - Ele gargalhou. - Você vai querer fazer isso por si mesma.
 
Dessa vez
 Dani riu, irônica. 
- Você está estranhamente seguro disso, não é?
 
- Eu sei o que estou fazendo.
 
A garota franziu a testa, fechou os olhos mas os abriu em meio segundo.
 
- Não, eu não vou te agarrar enquanto você estiver de olhos fechados -
 Kevin disse, fazendo Dani rir de nervoso. Agora ele lia pensamentos? 
- Olha lá, hein? - ela disse, mas estava convencida de que o garoto iria se comportar, não sabia bem por quê.
 

Danielle fechou os olhos, sentindo uma sensação estranha tomando conta. O que quer que fosse que Kevin tinha aprontado, era suficiente para ele achar que a conquistaria. E ela gostava daquela ideia. 

- Pode abrir. 

Dani abriu os olhos, desconfiada e tentando conter uma certa animação que surgia nela. Olhou para frente. Kevin estava lá, parado, no mesmo lugar que estava antes. Ele tinha as mãos nos bolsos, como tinha antes. Não havia sequer mudado de posição. Estranhou, então virou a cabeça para os lados. Nada havia mudado. Atrás dela, tinha apenas uma parede, que bom, obviamente ainda estava lá, intacta. 

- Perdi a piada? - Ela disse e Kevin sorriu. 
- Eu disse que você falaria que eu sou lindo e que me amava quando visse algo, não era? -
 Kevin perguntou e Dani afirmou com a cabeça. - Então. Feche os olhos. E depois abra de novo. 

Danielle começara a achar que a mentalidade de Kevin, que já não era das melhores, teria sido afetada por alguma espécie de droga. Mas preferiu não contestar, repetindo o gesto. 

- Você é lerda pra caralho - ele disse, rindo, e a garota abriu a boca, indignada.
- Eu não sou lerda! O que você quer mostrar,
 Jones? - disse, um pouco nervosa. Ele riu. 
- O cara mais gato, mais sexy e mais perfeito que você viu desde a última vez que abriu os olhos. - Ele sorriu.
 
Dani tentou dizer algo, mas não conseguiu emitir som algum. Sua mente estava dividida entre dar uma gargalhada ou achar aquilo extremamente fofo. E de fato, ela era um pouco lenta pra decidir.
 
- Você é maluco! - ela disse, rindo. - Maluco e metido!
 
- Lindo e adorável? -
 Jones disse com a voz em um tom que ele achava que fosse sexy. 
- MA-LU-CO e ME-TI-DO! -
 Dani soletrou, rindo. 
- Eu sei que você me ama... - Ele deu de ombros, e aquela atitude do garoto começou a parecer engraçada para ela.
 
- Amo muito - ela disse, irônica, e ele riu.
 
- Qual é, você sabe que eu sou o cara mais lindo que você já viu... -
 Kevin riu junto com a garota. 
- Com toda certeza - ela concordou, ainda debochada. Depois olhou para um
 Kevin um tanto quanto satisfeito. Ele tinha um sorriso vitorioso nos lábios. 
Ela tinha dito exatamente o que ele queria. Maldito.
 
- Eu disse que você iria me dizer isso - ele gargalhou. Quando percebeu que
 Dani ia se manifestar, tocou seus lábios com os dedo, para que se calasse. - Eu sei que eu não sou cara mais lindo que você já viu, você namorava um modelo! - Ele chacoalhou a cabeça, com o rosto muito próximo. - E é claro que você não me ama. Mas acho que tem alguma chance dessa minha brincadeira babaca ter te provado duas coisas. 
Ele ficou em silêncio, e a garota mal conseguia respirar direito. Aquele proximidade, somada ao perfume maravilhoso que
 Jones estava usando, acabara deixando-a atordoada. 
- Que... Coisas? - ela disse, quase em um sussurro.
 
Kevin levantou o dedo, tocando seu lábio de novo.
 
- Primeiro. - Ele sorriu de lado. - Eu estou
 bem longe de ser gay. 
A garota quase riu, mas não estava em condições de se mover, poderia ser muito perigoso.
 
- E segundo - ele mostrou o número com os dedos. - Eu posso ser idiota, mas eu sei que você gostou disso tudo. E eu sei que você quer a mesma coisa que eu.
 
Dani suspirou pesadamente.
 
- E o que você quer?
 

Kevin não respondeu com palavras, mas ela já imaginava isso. Encostou seus lábios de leve nos da garota, sem pressa alguma, esperando que ela permitisse o que ela estava prestes a fazer. Danielle não recuou, não tinha condições físicas para negar nada naquele momento. O beijo suave de Kevin era até tímido no começo, mas depois os dois se entregaram. A única coisa que Jones conseguia pensar era por que diabos não tinha tido aquela ideia antes. Era tudo o que ele queria, e não fazia ideia.

- Um encontro? - Demi arqueou a sobrancelha, olhando para Joe pelo reflexo do espelho do banheiro. Ele sorriu, aproximando-se, e a abraçou pelas costas. 
- É, tipo um encontro. Só nós dois, hoje. - Ele deu um beijo em seu ombro. - O que me diz?
 
Demetria virou de frente, passando os braços pelo pescoço de
 Jonas. 
- Eu digo que é óbvio que eu quero. - Ela sorriu, dando um selinho no garoto. - Pra onde vamos?
 
- Isso é surpresa... - Ele sorriu, dando outro selinho. - Mas esteja pronta às sete, não podemos nos atrasar. E esteja linda.
 
A garota riu, vendo
 Joe sair do banheiro. 
- Eu sempre estou linda.
 
Joe chacoalhou a cabeça.
 
- Metida.
 
- Realista - ela respondeu.
 

Joe já estava perto demais de novo. Apenas riu, e tomando-a pelos braços, a beijou. Era inevitável aqueles arrepios que Demetria sentia toda vez que sua língua tocava a dele. Passou as mãos por seus cabelos, arranhando de leve a sua nuca, e Joe puxou seu lábio com os dentes, sorrindo. 

- Às sete - repetiu - E linda como sempre. 
Demi sorriu.
 
- Nós total perdemos a piada do “cala a boca” - disse, e os dois gargalharam.
 
- Eu gosto de finalizar a piada assim... - Ele riu, mexendo nos cabelos da garota.
 
- Eu também. -
 Demi respondeu, com a voz quase derretida. - Mas agora se manda daqui, que eu preciso começar a me arrumar, tenho só duas horas pra ficar “linda como sempre” - ela fez aspas com os dedos, fazendo Jonas rir. 
- Se você fosse com essa toalha, já estaria mais do que linda - disse, galanteador.
 
- Mas você não gostaria das cantadas que eu iria receber por ser tão gostosa e estar de toalha na rua. - Ela disse, sorrindo vitoriosa, e
 Joe riu. 
- Bela jogada. Te vejo daqui a pouco - ele sorriu, e
 Demi ouviu a porta do quarto batendo, algum tempo depois.

Demetria estava orgulhosa de si mesma. Estava sentada em sua cama, totalmente arrumada, e ainda faltavam três minutos pra sete. Nunca fora assim tão eficiente. Pensou em ir até o quarto de Joe ver se ele estava pronto, mas queria ver o rosto dele quando a visse com aquele vestido azul claro que estava. Costumava apostar no pretinho básico, mas resolvera inovar. Colocou um par de sapatos brancos e pegou uma bolsa da mesma cor, arrumou os cabelos em um meio rabo e estava sentindo-se deslumbrante. Ouviu alguém bater em sua porta e levantou-se, rapidamente, quase fazendo uma pose, o que a fez rir. 

- Wow - Selena disse, olhando para amiga - Querida, se o Jonas não te pegar de jeito essa noite, eu pego! 
- Vou deixar isso bem claro pra ele. -
 Demi deu uma piscadela, rindo. - Falando nisso, são sete em ponto, acho que vou até o quarto dele. 
- Não,
 Demi, o Nick estava te chamando lá na cozinha. Quer que eu avise ao Jonas que você está lá embaixo? 
- Tudo bem então. -
 Demetria rolou os olhos. 

Desceu as escadas até que rapidamente para um salto daquele tamanho. Ao chegar na cozinha, olho em volta e não viu nem sinal do irmão. Bufou, irritada. O que diabos Selena estava fazendo? Quando ia sair de lá, o interfone tocou. 

- Sim? - Atendeu rapidamente. 
- Vocês tem visita aqui no portão. - Ouviu a voz do caseiro do outro lado.
 
- Tudo bem, vou pedir pra alguém ir aí - ela disse, sem paciência.
 
Ao chegar na sala, nenhum de seus amigos estava lá.
 
- Merda - murmurou. -
 Justin? Mi? 
Ninguém respondeu.
 

Xingou todos mentalmente e foi até o caminho de pedrinhas que dava até a saída. Não gostava de se aventurar em lugares assim quando estava de salto. Abriu o portão, nervosa, e toda sua raiva foi pelo ralo. 

Joe estava do outro lado, encostado em um carro que ela nunca vira na vida, com uma camisa branca dobrada até os cotovelos, um jeans escuro e sapato social. Estava perfeito. Sorriu ao ver o sorriso imenso que ele abriu ao encará-la da cabeça aos pés. 
- Eu pedi pra você ficar linda, não pra humilhar todas as mulheres da cidade -
 Joe disse, ainda sorrindo, e chegando mais perto. Acariciou o rosto de Demi e deu um selinho nela. - Vamos? 
- Claro. Quero ver o que você aprontou. - Ela sorriu, caminhando até o carro. - Alugou? - perguntou, e ele afirmou com a cabeça - Ai, meu Deus, deixe que eu chegue viva até onde você está me levando! Você é um péssimo motorista! - disse, rindo da cara que
 Joe fez, enquanto abria a porta para que ela entrasse. 
- Ei, aquele dia foi um acidente, e eu estava bêbado! - disse, com um biquinho irresistível.
 Demi teve que conter a vontade que teve de mordê-lo. 
- Awn, tô brincando, meu bem! - Ela riu, dando um beijo rápido em
 Jonas, que sorriu animado e deu a volta no carro. 
- Antes de irmos... - Ele esticou o braço para trás e apanhou um buquê de rosas vermelhas no banco traseiro. - Pra você.
 
Demetria abriu um sorriso imenso, aquele garoto sabia mesmo agradar.
 
- Quero fazer disso um encontro mesmo. - Ele sorriu.
 
- Awn, que lindo! - Ela cheirou as flores em suas mãos. - Obrigada, isso foi muito fofo!
 

Joe ligou o rádio e deu partida no carro. Estavam conversando sobre trivialidades, mas ele estava nervoso com o que tinha que fazer naquela noite. Queria que o pedido de namoro fosse tão perfeito que ela não tivesse como recusar de forma alguma. E ele não podia se atrapalhar e acabar fazendo algo dar errado. Estava pensativo, quando seus devaneios foram interrompidos por um espirro de Demi. 

- Saúde. - Ele sorriu, e ela agradeceu. 
- Então, o
 Kevin e a Dani sumiram! - Joe disse, tentando conversar sobre alguma coisa. - Algo me diz que eles... 
- Atchim! -
 Demetria espirrou de novo, depois riu. - Desculpa, desculpa! - disse. - Eu também acho que eles podem ter... ATCHIM! 
Joe arqueou a sobrancelha, estranhando aquele ataque repentino de espirros da provável futura namorada.
 
- Você está bem? - perguntou e ela sorriu.
 
- Estou sim, só preciso achar um lenço e... - A garota fez uma careta - ATCHIM!
 
Joe encostou o carro no acostamento.
 Demetria estava espirrando e rindo ao mesmo tempo, o que o deixou preocupado e com vontade de chamá-la de tonta ou algo do tipo. Era por isso que gostava dela. 
-
 Demi, você tá gripada? - perguntou, desconfiado. 
- Claro que não, docinho - ela disse, com o nariz vermelho. - Eu tô bem.
 
E outro espirro.
 
-
 Demetria - ele disse com a voz firme, o que fez Demi lembrar do próprio pai. 
- Ah,
 Joe, desculpa! - Ela escondeu o rosto com as mãos. 
- Ei, o que foi? -
 Joseph soltou o cinto e tirou as mãos do rosto da menina. 
- Eu... Sou alérgica a rosas.
 
Demetria viu
 Joe abrir a boca, sem conseguir dizer nada por alguns segundos. Tinha tentado ao máximo esconder esse fato, afinal, a atitude dele tinha sido uma graça. Mas aqueles espirros malditos estavam a entregando, definitivamente. 
- Ai, meu Deus! Eu sou um idiota, desculpe! -
 Joe disse rapidamente, pegando o buquê que estava no colo dela. - Eu não sabia, é sério, Demi, eu... 
Demetria riu, chacoalhando a cabeça.
 
- Você não era obrigado a saber, está tudo bem. - Ela sorriu, ainda coçando o nariz.
 
- Claro que era, eu podia te matar! -
 Joe disse gesticulando muito, fazendo Demi rir ainda mais. 
- Você quer parar de drama? - disse, segurando o rosto de
 Jonas entre as mãos e dando um selinho nele. - Eu devia ter te dito, não esperado minha crise de... 
- Vou jogar isso fora, perai. -
 Joe disse, e Demi o segurou pela mão. 
- Não, deixa pelo menos uma comigo. Pra eu guardar de lembrança.
 
Joe sorriu, e negou.
 
- É melhor tirar tudo que possa te matar de dentro desse carro - respondeu, rindo baixo. Pelo menos ela tinha encarado numa boa, e contanto que ele tirasse o buquê dali, ficaria bem.
 
- Tudo? -
 Demi disse, rindo. - Então você vai a pé ou vai me deixar dirigir? 
A garota gargalhou da careta que
 Joe fez e o viu jogar o buquê em uma lata de lixo. Sentiu dó, mas era melhor assim. 
- Lírios da próxima vez? -
 Joe entrou no carro, com cara de cachorrinho sem dono. Demetria poderia agarrá-lo ali mesmo, mas apenas sorriu, concordando.

Jonas estacionou o carro em frente a um restaurante italiano lindíssimo que tinha uma varanda imensa com vista para o mar. Viu os olhos de Demi brilharem. Ponto, pelo menos as coisas estavam começando a dar certo um pouco depois do planejado. 

- Joe, esse lugar é... lindo! - Demetria disse, animada, e ele a abraçou, depois segurou sua mão para guiá-la até a porta. 
- E italiano. Eu sei que você não é muito fã da culinária francesa. -
 Joe sorriu com todos os dentes. - E agora sei que você também não é fã de rosas. - Ele riu. 
- Deixa de ser bobo e esquece isso! -
 Demi sorriu e ele concordou, indo até o restaurante.
- Olha, tem um barco passando ali no fundo - Demetria estava realmente deslumbrada com o lugar. A mesa que Joe tinha arrumado para eles era na varanda, como ela teria preferido. 
- Quer olhar a carta de vinhos, senhor? - o somélier perguntou, e
 Joe sorriu educadamente. 
- Deixo que você escolha o melhor para nós. Não entendo muito dessas coisas.- disse, sincero, e
 Demi sorriu. 
- Esse é o melhor encontro de todos que eu já tive. - A garota sorriu, tímida, e
 Joe teve certeza que ela não poderia ficar mais linda. 
- Mas nós mal começamos... - ele sorriu, segurando sua mão.
 
- Mas eu tenho certeza que é o melhor.
 

Joe passou as mãos pelos cabelos de Demetria ao escutar isso, estava sentindo o coração bater tanto que parecia que tinha uma escola de samba dentro dele, deu alguns selinhos longos nela, que logo deu passagem para que aprofundasse o beijo. Talvez aquele fosse o momento certo, não precisaria esperar até o fim da noite. 

- Você está linda, sabia? - disse, instintivamente, e ela abriu os olhos, sorrindo. 
- Obrigada. Você também está - disse simplesmente.
 Joe estava brincando com seus dedos, parecia um pouco nervoso. - Aconteceu alguma coisa? 
- Não, claro que não. - Ele sorriu. - Eu só queria...
 
- Com licença. - O someliér voltou, e
 Jonas rolou os olhos discretamente. - O vinho de vocês. 
- Obrigado, pode servir - ele respondeu rapidamente.
 
O rapaz estava enchendo a taça que estava em frente a
 Demetria, quando outro garçon passou atrás dele e Joe não conseguiu ver o que aconteceu, mas os dois se chocaram, fazendo com que a taça caísse no vestido azul claro de Demetria. 
- Ai. Meu. Deus. - A garota disse, com os olhos arregalados. A mancha era pequena, o someliér tinha sido rápido. Mas não o suficiente.
 
- Minha nossa, me perdoe, senhora, eu nem sei o que dizer, eu... - O outro garçon surgiu, e os dois começaram a se desculpar juntos.
 Jonas não sabia o que falar. 
Aquilo
 definitivamente não poderia ficar pior. 
- Não, está tudo bem -
 Demi disse. O gerente estava se aproximando da mesa deles. 
-
 Joe, eu vou até o banheiro ver se consigo dar um jeito nisso aqui - ela disse muito calma, mas o jeito de sua voz deixava transparecer que estava brava. Jonas a segurou pela mão. 
- Eu nem sei o que dizer, isso foi horrível, desculpe - ele disse, mesmo sabendo que não era sua culpa - Vamos sair daqui, podemos ir pra outro lugar e...
 
- Não precisa não. Eu vou dar uma olhada nisso aqui, estou com fome e quero comer logo. - Ela sorriu, percebendo o quanto
 Joseph estava desconfortável, e aproximou-se dele. - Ei, relaxe. Não foi sua culpa, amor. Já volto. 

Demetria praticamente correu para o banheiro. Ela tinha o chamado de “amor” no meio de um restaurante. E ainda por cima não tinha ficado com vergonha disso. Riu sozinha, e aquela história do vestido pareceu muito menor - ainda se seu Prada ficasse manchado, processaria aquele lugar.
Joe ainda estava sorrindo idiotamente pela pequena demonstração de afeto pública que tinha acontecido. Ouviu as desculpas do gerente, que acabou dando o jantar pra eles. No fim das contas, a refeição tinha sido muito agradável, os dois tinham rido muito. Tirando que ele se sentia culpado cada vez que olhava para a mancha no vestido. E ele olhava muito, era nos peitos dela. Preferiu não dizer nada sobre o namoro, não depois de uma cena daquelas. Ainda tinham um musical pra ver, e aquilo deixaria Demi muito feliz. Ela sempre quisera assistir Moulin Rouge na França. Tudo bem, era em Paris, mas a Riviera serviria. 

- Nós vamos ao teatro? - Demi sorriu ao descer do carro. 
Joseph mostrou para ela os convites para a peça.
 
- Ah, meu Deus! - Ela bateu palmas, empolgada. - Você é o melhor, não acredito nisso! - A garota pulou em cima dele. Estava de vestido e eles estavam no meio da rua, mas não estava se importando. Já tinha perdido a dignidade pelo vestido manchado.
 
- Você merece. - Ele sorriu. - Ainda mais depois da história do vestido. E das flores. - Ele fez uma careta de dor.
 
- Vamos logo, estamos em cima da hora! -
 Demi o puxou pela mão, e os dois atravessaram a rua. Ficaram trocando beijos na pequena fila que tinha em frente ao teatro. 
- Seus convites, por favor - o segurança pediu e
 Joe entregou, quase sem conseguir parar de beijar Demetria - Boa peça! 
Demi deu outro pulinho empolgado e virou de frente, para entrar.
 
- Ei, espere um instante, senhorita. - O mesmo segurança a barrou.
 
- O que houve? -
 Demetria perguntou. 
- Me desculpe, mas a senhorita não pode entrar com o vestido assim...- Ele apontou para a mancha, e
 Jonas sentiu o sangue subir à cabeça. 
- Quem disse isso? Que regra ridícula é essa? - respondeu, ríspido, e
 Demetria arregalou os olhos. 
-
 Joe, calma... - Ela sussurrou. 
- Desculpe, são normas da casa.
 
- Nós
 vamos ver essa peça, você não está me entendendo! - Jonas ainda falava muito alto, e Demi estava com medo do segurança gigantesco estressar e dar um murro nele. 
- Me diz uma coisa -
 Demetria interrompeu. - Se eu colocar um casaco, está tudo bem, certo? - Ela perguntou. 
- Positivo, senhorita. - O segurança respondeu.
 
Demetria puxou
 Joe para fora da fila, correndo até o carro. 
- Seu blazer que está no banco de trás! - ela disse, e
 Joe suspirou aliviado. 
- Você é um gênio.
 
- Eu sei! - Ela riu.
 

Os dois correram, e Joe pegou rapidamente o casaco. Já estava na hora da peça, os dois últimos casais da fila estavam entrando. 

- Veste correndo! - Ele quase gritou. 

“Ótimo, Joe. Não podia ser mais romântico. Você está mandando que ela corra de salto no meio da rua pra não perderem a peça. Você é um merda!” 
Joe estava quase batendo a cara nas colunas do teatro de tanta raiva. Por que diabos TUDO dava errado com ele? Tudo que ele havia planejado estava se tornando uma grande piada.
 
“Nem eu mesmo namoraria comigo depois dessa”, pensou, e chegou até o segurança. 

- Pronto, resolvido - ele disse em um tom ameno, porque reparou que era outro cara. 
- Me desculpe, senhor. A peça começou há cinco minutos. Sinto muito, mas não posso deixar vocês entrarem.
 
- Por favor, nós estávamos aqui na hora, é que o outro segurança... -
 Demi argumentava. 
- Me desculpe, senhorita. Não há nada que eu possa fazer.
 
A expressão de
 Demetria era de decepção. Não, agora sim Joe estava se sentindo um lixo. Não teve coragem de falar nada sobre o teatro. Não tinha mais clima nenhum para falar nada sobre namoro. Estaria com sorte se Demetria ainda quisesse olhar na sua cara no dia seguinte. 
- Vamos pra casa - disse, com a voz baixa, e caminhou até o carro.

O silêncio era cortante dentro do carro, chegava a incomodar. Joe estava com os olhos focados na estrada, as mãos firmes no volante, tão firmes que Demetria achava que quando ele soltasse, cairia um pedaço. Estava se sentindo mal por tudo que acontecera. Sabia que Joe tinha tentado fazer um encontro perfeito, e sabia como ele devia estar se sentindo. 

- Joe, fala alguma coisa. - Sua voz era quase suplicante. Estava com medo que ele gritasse com ela ou algo do tipo. 
- O que você quer que eu diga? - ele respondeu de imediato, nervoso - Desculpa,
 Demi. Esse foi o pior encontro da História. 

Demetria ia abrir a boca para retrucar, mas Jonas ligou o rádio, e ela percebeu que isso era para que calasse a boca. Encostou a cabeça na janela, sentindo os olhos arderem. Podia parecer coisa de outro mundo, mas para ela, aquele ainda tinha sido o encontro perfeito. O carro começou a fazer algumas movimentações estranhas, eDemetria se segurou na cadeira, rezando para que não quebrasse. Joe se mataria. 
Mas aparentemente papai do céu não estava escutando muito bem. O barulho do pneu furado foi muito característico, e ela só fechou os olhos, esperando que
 Joe xingasse muito alto. 
Não foi o que aconteceu.
 
Demetria ouviu a porta do carro batendo com força extrema, e viu que
 Joe tinha saído. Imediatamente fez o mesmo, mas ele não estava indo consertar o pneu, estava andando em direção a praia. 

- Joe! - ela gritou - Joe, me espera! 

O garoto parou de andar, ainda estava de costas, e ela se aproximou, jogando os sapatos na areia. Ele virou de frente, olhando em seus olhos. Demi podia ver a ira neles. 

- EU SOU UM IDIOTA! - ele berrou, e chutou a areia, que voou para longe. - Esse é o pior encontro de todos os tempos! O PIOR DE TODOS! 
Demi respirou fundo, segurando-o pelos ombros.
 
-
 Joe, esse não é o pior encontro de todos os tempos, fica calmo - disse baixo, e ele riu, irônico. 
- Pelo amor de Deus,
 Demetria! Para de mentir! - ele disse alto. - Você não precisa ficar fingindo que foi maravilhoso pra me agradar, eu estava lá e vi a MERDA que foi! - Joe a encarou nos olhos. - Eu quase te matei de alergia, derrubaram vinho tinto no seu vestido claro, a PORRA do teatro não aceitou que a gente entrasse por causa da mancha, depois perdemos a hora pra peça que eu sabia que você queria ver... - Ele riu, chacoalhando a cabeça. - E pra completar, A PORRA DO PNEU FURA? Nem que você tivesse saído com Murphy seria pior que isso! 
Demetria começou a rir. Nem ela sabia porque estava agindo daquela forma.
 

- TÁ RINDO DO QUÊ? - Joe gritou. 
-
 Joe, PARA DE GRITAR! - ela mesma gritou. - Você não teve culpa de nada do que aconteceu, pare de se culpar! - Demi continuou num tom mais alto, vendo que ele iria se manifestar. - Eu sei que TUDO o que você fez foi pra me agradar, e eu achei isso lindo! 
- Lindo? - Ele chacoalhou a cabeça. - Você deve ser muito louca mesmo.
 
Joe bufou, andando em direção à água. Quando percebeu que
 Demetria estava em seu encalço, virou abruptamente. 
- Você não entende - ele disse baixo. - Isso não podia ter sido assim. Teria que ter sido...
 perfeito. 
Demi respirou fundo, aproximando seu rosto do de
 Joe. Seus olhos estavam ainda mais bonitos refletindo a pouca luz da lua. 
- E qual é o problema, amor? - Ela percebeu um sorriso sutil no canto do lábio de
 Jonas quando usou a palavra. - Não é como se esse fosse nosso primeiro encontro. Nós teremos outros que darão tudo certo, você vai ver e... 
- Não,
 Demi! - ele disse, com um pouco de raiva - Eu armei isso tudo porque eu queria pedir... Pedir pra você namorar comigo! 
Demi deu um passo pra trás, instintivamente. Não sabia o que dizer. As palavras simplesmente tinham sumido.
 
- Mas agora já era! Foi o pior encontro das nossas vidas e não tem mais clima nenhum pra nada! - ele disse, entristecido. - Me desculpa. Eu não queria dizer isso assim.
 
Demetria respirou fundo, seu coração dando sinais de vida parecia pular em seu peito. Ela sorriu e o encarou.
 
-
 Joe, você já olhou ao seu redor? - perguntou, e ele a encarou, sem entender. - Nós estamos em uma praia lindíssima e deserta. A única luz é a da lua cheia. Estamos... Aqui. Só nós dois. Isso não é perfeito? 
Joe olhou para os lados. Era bem verdade que o cenário era deslumbrante, mas ainda assim estava puto. Não conseguia se conformar com aquela noite.
 
- Eu sei,
 Demi, mas... 
- Shiu, eu não terminei. - Ela seu um selinho nele, e depois acariciou seu rosto. - Você está bravo, eu posso ver isso nos seus olhos. Mas pra mim, esse encontro
 foi sim o melhor de todos. - Ela sorriu, calando-o com o dedo. - Pensando agora no que você fez, teria sido sim, um encontro lindo, se tivesse dado certo... 
- Mas não deu... -
 Joe interrompeu, mas ficou quieto quando viu que ela iria continuar. 
- Só que se ele tivesse dado certo,
 Joe, nós não estaríamos aqui. Foi incrível tudo o que você tentou fazer. E eu não vejo cenário melhor pra... Joe, eu adoro você. E eu sei que você não consegue dizer, mas eu... - Ela riu - Você quer namo... 
- Não! - Ele deu um selinho nela, fazendo com que se calasse.
 
- O que... Por quê? -
 Demi parecia decepcionada com a interrupção. Joe sorriu e segurou seu rosto com as mãos. 
- Eu... Eu sou um babaca.
 
-
 Joe, por favor... - A garota rolou os olhos, vendo que o tema estava voltando para o início, bem quando achava que teriam um progresso. 
- Shiu, eu não terminei. - Ele deu um selinho nela, o que a fez rir de leve, pela cópia da frase. - 

Eu sou um babaca porque eu achei que eu precisava de um encontro perfeito pra fazer isso. Eu achei que tinha que ser no lugar certo, na hora certa... Mas isso é ridículo! - Ele riu. - Eu estou aqui, com a mulher mais linda e manchada da França - disse, fazendo a garota gargalhar. - Numa praia deslumbrante. E tudo o que eu precisava era dizer que eu também te adoro. E se você foi louca o suficiente para achar nosso encontro lindo... Talvez eu tenha uma pequena chance de você aceitar ser minha namorada. 

Demetria teve a sensação que o mundo tinha acabado ao redor dela. Poderia acontecer uma guerra nuclear naquela mesma praia, mas ela não repararia em nada. Só naqueles olhos lindos e naquele sorriso sincero. Ela era a garota mais sortuda do mundo. 

- É claro que eu quero namorar você! 

Demi abriu um enorme sorriso, e pulou em cima de Joe, que a segurou no ar, fazendo com que ficasse em seu colo. Aproximaram seus rostos e por alguns instantes, ficaram apenas rindo, qualquer um que passasse, acharia que estavam bêbados. Joe passou o nariz de leve na pele da garota, que fechou os olhos e entrelaçou os dedos em seus cabelos. Não precisou de autorização alguma. Ela era sua, agora oficialmente. Beijou-a com tanta vontade que achou que fosse perder o fôlego em cinco segundos, mas durou muito mais que isso. Demi abriu os olhos, ainda sem ter certeza que aquilo era realmente real, quando ouviu aquela voz rouca perto de seu ouvido, confirmando absolutamente tudo. 

- Eu sempre disse que você seria minha, docinho.

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Bom meus amores , eu postei 2 capítulos pq agora vei ai o carnaval e eu vou viajar e nem sei se vou poder postar até semana que vem =( triste né , então se acontecer ... eu quis postar esses 2 pra não deixar vocês mais triste , né kkk 

bom , #tenso esse "encontro" né kkk mas no final deu certo \o/ viva 

Bjsss meus amores , até breve =)



♥ 6 comentários para o próximo ♥



9 comentários:

  1. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, PERFEITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!

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  2. o my god, tadinha da demii, postaa ta perfeitoo, e eu ja te coloquei na elite viu, amore o/
    valew por ter me colocado tambem, precisando de qualquer coisa pode falar comigo o/
    littlelavignerheart.blogspot.com

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  3. AMEEEI POSTA LOGO.
    Ameeei msm já te coloquei na minha elite.
    Posta logo :3

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  4. Kevin,e um palhaço mesm,morri de rir com "joga glitter e ilumina!" KKkkkk
    momentos jemi perfeito,eles tão namorando,tão namorando.<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3
    Esse foi o encontro ,mais histórico que eu já li Kkkkkk.
    Tá perfeito,bebê,
    Também vou viajar no carnaval,odeio carnaval mais fazer o que !!!!
    Beijos bebê e até mais <3<3<3<3<3<3

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  5. Joga glitter e ilumina!
    Kenielle foi coisa de louco meu... Eu ri mto com o lado purpurinado do Kevin eu não me aguento!

    ~ataque de risos~

    Meu eu chorei quando as coisas começaram a dar errado e tipo.... ~le sorriso~ Foi perfeito... Posta logooooooooooooo!

    Joga glitter e ilumina! *---------* Isso pegou...

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. SOCORRO! Eu respirei esse capitulo! PQP! Cara, o Joe e a Demi são o casal mais lindo de toda a face da Terra! Socorrooooooooooooooo. Ai como são lindos. Agora oficialmente namorados... E agora quero saber sobre a Dani e o Kevin. Será que rola algo além de beijos? Esse lado gay e purpurinado do Kevin me faz rir demaaaaaaais! Kkkkk. BOA VIAGEM LINDA!! Aproveita, e bom, posta logo quando voltar. Joga glitter e ilumina nesse carnaval LAJSKSKAKALAK beijos bb

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  8. Amor segue o meu novo blog?
    É sobre Dean W. e Katherine P.
    http://amorquematajemi.blogspot.com.br

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  9. Oi flor......
    Sou leitora nova, li todas as suas histórias e apaixonei........
    Tudo que você escreve é perfeito.
    Você deveria escrever um livro sabia?!?!
    Enfim, saiba que mesmo quando eu não comentar eu estarei lendo, porque as vezes leio pelo celular.
    Viciei total nas suas histórias...
    Posta logo, estou ansiosa..

    Bjos enormes amorinha....
    Fran aqui
    <3

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Sem comentários ........... sem capítulos!