27/02/2013

Summertime - Capítulo 20 (Último)





Capítulo 20: The end’s not near... It’s Here 


Joe passou pelo corredor do colégio, que estava lotado de pessoas. Avistou
 Kevin e Justin com Danielle, no entanto, não teve paciência para ir até eles. Tudo o que precisava era conversar com Demetria. Não tinha se conformado com o fim da conversa na noite anterior, e precisava resolver aquilo o quanto antes. Precisava saber o que tinha que fazer, e era óbvio que ela não diria, mas talvez ele conseguisse perceber sozinho.
Só que ficar sem ela era absolutamente fora de cogitação.
Quando chegou no gramado que tinha atrás do colégio, viu
 Demi com Nick e Mi perto de uma árvore. O casal estava sentado em um tronco caído, mas ela estava em pé, de costas. Jonas correu até eles, e quando estava próximo de encostar nela, a garota virou, como se sentisse sua presença ali.
- Ah... É você -
 Demetria disse com desprezo, e Joseph percebeu que aquilo seria mais difícil do que tinha calculado a princípio. Ela se virou para seu irmão e Miley. - Amores, vou indo, tenho que ir pro ginásio me trocar. Comportem-se! - disse e sorriu, depois girou nos calcanhares e começou a caminhar, ignorando totalmente Joe ali.
Mi o encarou, como se ele fosse um perfeito babaca.
- Anda, vai! - ela apontou pra
 Demi, fazendo com que Jonas se movimentasse.
Demetria estava andando muito rápido, se infiltrando em rodinhas, claramente com a ideia de ficar o mais longe possível de
 Joe.
-
 Demi! - ele quase gritou, mas a menina não olhou para trás. - Demetria Lovato!
Algumas pessoas o olharam.
O que diabos aquele
 loser queria com a toda-diva-Demetria?
Joe rolou os olhos, apertando o passo e alcançando-a.
- Quando você vai me perdoar? - segurou-a pelo braço, no meio do pátio. Suas olheiras arroxeadas provavam que tinha tido uma péssima noite de sono. Seus cabelos estavam desgrenhados e a camisa do colégio amassada, como se tivesse dormido com aquelas roupas.
Ainda assim, a garota sentiu um arrepio ao sentir seu perfume. Ele tinha se esquecido de passar um pente no cabelo, mas estava cheiroso? Aquilo não estava certo. Não era justo com sua sanidade.
- Não sei, talvez hoje -
 Jonas sorriu largamente, e então ela continuou: - Talvez nunca. Muito provavelmente, a segunda opção.
- Ei, espera, volta aqui - ele a puxou de novo, com o estômago revirando. Sua cabeça ia explodir a qualquer momento. - Você precisa me escutar, docinho.
Foi quando ela o olhou nos olhos pela primeira vez. Ele sabia que aquele apelido tinha um poder sobrenatural sobre os dois.
Percebeu, por alguns segundos, que a menina em sua frente estremeceu, e ela pareceu desconsertada.
- Não use mais esse apelido -
 Demetria disse de forma seca.
- ÓTIMO! - o garoto gritou, perdendo o controle. - Eu não te disse que ia fazer QUALQUER COISA pra gente voltar e pra você me perdoar? Então talvez o colégio inteiro precise saber disso também -
 Joe subiu na mesa.
- Desce daí! - Ouviu-a gritar, e então riu, maroto.
- Só quando você disser que vai conversar comigo... - ele deu uma piscadela, tentando controlar todas aquelas emoções que pareciam que o fariam ter um colapso -
docinho.
-
 Joe, desce daí! - Demi olhava para os lados, quase escondendo o rosto com as mãos.
- Você vai conversar comigo, ou eu vou ter que fazer alguma declaração idiota aqui mesmo? - ele riu.
Sabia que
 Demetria tentava, em vão, achar alguma brecha pra escapar, sair correndo, talvez. Mas as pessoas ali perto dificultariam o processo. Era bom que ela falasse logo, afinal, ele não era adepto de declarações públicas e micantes.
Mas faria qualquer coisa por ela, era um fato.
-
 Jonas! Isso é ridículo! - Demetria disse entre dentes, e ele sorriu.
- Você disse achar lindo quando o Seth fez isso pra Summer - disse simplesmente, e
 Demi quase deixou o queixo cair.
Como diabos ele falava com tanta clareza de um seriado que não assistia?
- Eu não sou a Summer - ela murmurou, depois riu, sarcástica. - E você definitivamente não é o Seth.
- Mas sou o cara que você ama -
 Joe disse simplesmente, e então desceu da mesa, puxando-a pra perto. - Eu sei que eu disse que amor não é suficiente nessas horas. E eu sei que eu sou um idiota, mas eu preciso de você - ele suspirou, olhando-a intensamente e entrelaçando os dedos em seu cabelo. - Você me faz menos idiota.
-
 Joe, a gente não... - Demetria suspirou, estremecendo com aquele olhar. Jonas não deixou que terminasse.
- Eu te amo - sussurrou, mas ainda assim teve certeza que pelo menos quarenta pessoas ao redor dele tinha ouvido.
Não importava.
Demetria sorriu largamente e ele a acompanhou, tomando-a pelos braços e a beijando, enquanto ouviam aplausos e gritinhos.
 Demi mordeu seu lábio de um jeito que fez com que seu corpo inteiro vibrasse, e eles se olharam, rindo feito idiotas, com as testas encostadas.
- Ah, o amor é lindo, não é mesmo? -
 Joe virou a cabeça e encarou uma pessoa de roxo ao seu lado. Em seguida, a identificou. - Se o mundo pudesse ter mais amor, talvez não houvesse tanta guerra, tanta pobreza. Vejam esse casal, olha que lindo! - a mulher dizia, com lágrimas nos olhos.
- OPRAH?!? - Ele e
 Demetria berraram juntos, e ela sorriu largamente.
Joe abriu os olhos, atordoado.
Tudo o que viu foi a luz fraca da televisão.
E toda aquela sensação boa, todo aquele amor, tinha sido arrancado dele.
Pela Oprah.
- Maldita! - ele xingou, encarando a televisão.
Chegara a sentir o coração batendo muito mais forte, de forma que sentisse vergonha de si mesmo. Oprah não podia ter tirado isso dele.

Joe rolou de um lado pro outro na cama. Não tinha ideia de como sabia um episódio de The OC -
 Demetria realmente tinha lhe transformado. Mas queria, a todo custo, continuar aquele sonho. Teve aquela sensação de que o mundo dos sonhos estava infinitamente melhor que sua realidade. Mas não conseguia dormir, talvez aquilo fosse uma punição por ter sido um perfeito filho de uma... Ok, sua mãe não tinha nada com isso. Resolveu levantar, ainda eram quatro da manhã, pensou em ligar para ela, mas com certeza seria suicídio.
Demetria não gostava de ser acordada subitamente.
Riu sozinho, com as lembranças vívidas em sua cabeça, como se pudesse tocá-las.

Flashback ON

- Goooooooooood Morniiiiiiiiiiiiiiiing, Sunshine! - ele cantava idiotamente, abrindo as janelas e a varanda, e deixando um sol típico da Riviera invadir o quarto branco. - Olha, está sol, nós vamos poder...
Jonas não conseguiu terminar a frase, apenas viu um sapato de salto alto vermelho voar na direção da sua cabeça.
- VOCÊ FUMOU UM BASEADO? -
 Demetria berrou, e ele gargalhou, correndo até ela na cama.
- Nossa, que bom hu...
- Vá você, seu sol, seu bom humor, todos unidos pro INFERNO! -
 Demi enterrou a cabeça embaixo do travesseiro, e sua voz saiu abafada. - Apagfa a luuuuuuziiii!
Joe gargalhou, jogando o corpo ao lado do dela na cama.
- Sabia que você fica muito sexy quando está nervosa,
 docinho? - sussurrou perto de seu ouvido, e ela apenas o empurrou.
- Sabia que eu odeio você? -
 Demi murmurou e ouviu a risada do garoto. - Só vou cogitar ir com a sua cara de novo quando você apagar a porra da luz!
- Ah, peraí que eu vou apagar o sol, já venho... - disse irônico, e pensou ouvir a risada da menina.
- Vá se foder.
- Só se você for comigo.
Demetria tirou o travesseiro da cabeça com a maior cara de tédio do mundo.
-
 Joe, vá tomar no meio do seu...
Ele a beijou. A garota esperneou, batendo os braços, mas ele a segurou pelos pulsos, e ela gemeu em meio ao beijo.
Quando a soltou, os dois estavam com a respiração ofegante.
- Babaca - ela disse, e o garoto gargalhou.
- Insuportável.
- Idiota!
- Cala a boca e vem cá... -
 Joe jogou o edredon por cima de suas cabeças, e os dois riram, antes de arrumarem algo muito mais interessante pra fazer.

Flashback OFF 

Pegou um copo de leite e esquentou no micro-ondas. Diziam que aquilo funcionava, no entanto, achava que seria perda de tempo. Tomou em quase um gole só e se jogou no sofá, a casa iluminada apenas pela luz fraca de um poste, através das cortinas. Ligou a televisão e procurou qualquer porcaria que lhe parecesse útil assistir, e acabou dormindo por algumas horas.
Ao levantar, seis e meia, tomou um banho e colocou o uniforme do colégio. A gravata sempre mal apertada, as calças um pouco maiores do que deviam e seu all star surrado nos pés. Desarrumou o cabelo, como sempre, colocou seu perfume preferido - o perfume que ela tanto gostava - e desceu as escadas. Ainda estava cedo, então saiu de casa e sentou nos degraus da frente, com o iPod em mãos.
Estava ansioso.
Precisava vê-la o quanto antes, mesmo que não tivesse ideia do que faria.
- Pensando nela?
Joe ouviu uma voz fininha e olhou para o lado, assustado. Viu Cassie, sua vizinha de apenas onze anos, sentada na escada da casa dela, com seus pijamas rosa de ursinhos e um livro do Harry Potter e o Cálice de Fogo em mãos. Chacoalhou a cabeça, atordoado.
- O que você está fazendo de pijamas na rua? - antes que a menininha respondesse, continuou: - E como... Como você sabe?
A pequena garota riu, deixando suas bochechas rosarem.
- Insônia - respondeu simplesmente.
- Crianças de dez anos não têm insônia.
- Eu tenho onze - Cassie pareceu nervosa.
- Tá, desculpa -
 Joe quase riu; no entanto, não estava tão bem humorado pra isso. - Você estava chorando?
Cassie corou, limpando o rosto com as mãos.
- Já li esse livro quatro vezes... - murmurou. - Sempre choro na morte do Cedric. Não pelo Robert Pattinson, que fique bem claro... É um personagem de coração tão bom...
Joe sorriu para o jeito que a menina falava. Nem parecia ter sua pouca idade.
- O mundo nem sempre é justo, Cassie.
- Mas na maior parte das vezes, nós apenas pagamos pelos nossos próprios erros,
 Joseph - ela o olhou de maneira expressiva, e Jonas deixou o queixo cair.
- Do que você está falando? Como que você...?
- Sua mãe contou o que houve ontem para a minha no chá da tarde - Cassie deu de ombros. - E só pra constar: você é um idiota.
Joe chacoalhou a cabeça, quase rindo da situação bizarra. Estava discutindo seu relacionamento com uma criança!
- Eu sei que eu fui um idiota - murmurou, pronto para dar um ponto final à conversa. Mas por outro lado, tudo que precisava era desabafar.
Cassie encarou o livro despreocupadamente.
- Eu estava cego de ciúmes - disse baixo. - Ah, que droga! Ontem fui até a casa dela, ela não me perdoou, mas eu disse que vou fazer qualquer coisa para...
- Você a ama? - a garotinha interrompeu, virando uma página do livro.
Joe soltou o ar pesadamente.
- Muito.
Cassie fechou o livro, e o encarou.
- Então você já sabe o que fazer,
 Jonas. Lute por ela.
- Mas eu... -
 Joe sentiu raiva de si mesmo ao dizer o resto da frase. - Já disse a ela que amor não é tudo nessas horas.
Cassie rodou os olhos, impaciente.
- Você é mais babaca do que eu pensei - disse, quase rindo de sua desgraça. - Mas pelo que eu entendi, ela o ama. Se não amasse, não teria corrido atrás pra provar que era inocente. Nem estaria sofrendo agora. Faça alguma coisa!
- Eu sonhei que me declarava em cima da mesa do pátio -
 Joe fez uma careta, e a menina riu.
- Piegas. Acha que funciona?
- Não tenho ideia -
 Jonas acabou rindo junto. - Demetria é indecifrável.
Cassie viu os olhos do garoto brilharem e sorriu.
- Isso daria uma ótima história de livro - disse, sorrindo. - Sabe,
 Joseph, quando você encontrar com ela, vai saber o que fazer. Se tiver que subir na mesa, suba... Afinal, o amor é assim, não é? Constantemente ridículo e difícil de entender. Só quem ama, sabe.
Joe sorriu largamente.
- Você me assusta -
 Jonas disse, encarando a seriedade de uma garota que parecia ter inteligência sobrenatural. - Você ama alguém? Digo, já se apaixonou? - Cassie gargalhou da pergunta.
- Eu tenho onze anos! Talvez eu ame o Draco ou algo assim. Mas eu ainda não amo ninguém de verdade. - Aposto que tem algum príncipe no seu colégio por quem você fica babando -
 Joe desafiou, e a menina riu, sem humor.
- Os garotos do meu colégio são idiotas, e o único bonito, é muito velho pra mim.
- Eu sou o príncipe do meu colégio -
 Joe disse, presunçoso, e Cassie o encarou dos pés a cabeça, com ar de desdém.
- Bem que minha mãe diz que a juventude desse país está perdida - falou, e
 Jonas fez cara de espanto, mas depois riu.
- Aonde você vai? - ele perguntou, ao ver Cassie caminhar até sua porta.
- Não posso ir de pijama para o colégio - ela falou como se ele fosse um retardado. - E você, devia ir logo para o seu. E conquistar sua garota de volta - Cassie sorriu. - E saiba que se não vier me contar como foi, quebro sua cara.
Joe gargalhou.
- Muito simpática - disse, rindo. - Obrigado, Cassie.
- Por nada - ela sorriu. - Agora se manda, se meu pai me ver de papo com você, vai achar que eu ando muito avançadinha.
Jonas gargalhou ao ver a loirinha de cor-de-rosa entrar em casa.
Ela estava mais do que certa. E agora, parecia que tudo seria mais simples.
Eles se amavam.
Quem diabos ia contestar o amor?

Joe estava determinado. Ao se aproximar do portão do colégio, sabia exatamente o que faria.
Talvez fosse necessária a cena do sonho pra chamar atenção. Ele não ligava.
Se tudo desse certo como imaginava, claro. Porque subir numa mesa e levar um toco na frente do colégio inteiro, seria humilhante.
 
Mas algo dizia que
 Demi não faria isso.
Guardou com cuidado a pulseira que tinha lhe comprado na França em um dos bolsos, pegou o material e correu em direção à porta. O papo com Cassie o tinha distraído, e já estava perto do sinal quando chegou. Olhou em volta, direto para a mesa que as meninas costumavam usar, mas não viu ninguém ali.
Avistou
 Kevin e Dani se pegando em um canto e sorriu, fazendo um esforço para tentar lembrar que aula Demi tinha no primeiro tempo - talvez já estivesse na sala, dormindo sobre a carteira, ou papeando com as meninas.
- Biologia! - disse para si mesmo, admirado por saber.
Sua memória andava mostrando serviço, e ele agradeceu por isso.
Esbarrou em algumas pessoas, mas não se lembrou de desculpar-se. Abriu a porta da sala de uma vez só, fazendo uma nerd que estava na bancada mais próxima pular na cadeira. Teria rido de verdade se não estivesse ali por outros motivos.
-
 Selena! - ele apontou para a amiga, que levantou as mãos como uma ladra, rindo.
- Juro que não fui eu! - ela exclamou, e
 Jonas riu levemente, sentando-se no banquinho ao lado do dela.
- Cadê sua companheira de laboratório? - perguntou fingindo indiferença, mas a cara de “seu idiota” de
 selly o fez rir. - Preciso falar com ela.
- Ela já foi, ué - a menina deu de ombros, mexendo no celular, e
 Joe franziu a testa.
- Cabulou hoje?
- Hã? -
 selly o encarou, fazendo careta. - Jonas, já falei pra você parar de beber no meio da semana! É feio!
Joe rolou os olhos, mas uma sensação horrível começou a tomar conta dele. Não sabia explicar o que era, mas suas mãos estavam geladas, e ele estava começando a não curtir aquele papo.
- Eu não bebi,
 Selena - disse, com a voz tediosa. - Do que você está falando? Cadê a Demi?
Selena deixou a boca abrir, mas não emitiu som algum. Ela pareceu meio chocada.
- FALA, CACETE! -
 Joe ouviu seu próprio grito, acordando um garoto que dormia na bancada da frente e assustando novamente algumas pessoas. - Desculpa, selly, eu...
- Tudo bem -
 Selena respirou fundo, enquanto um monte de alunos entrava na sala, e atrás deles, o professor.
- Bom dia, classe! Hoje nós vamos estudar... - o professor olhou pra mesa de
 selly, e então virou o rosto para Joe. - Sr. Jonas, que eu saiba você não frequenta minha aula nesse período.
Joe sorriu amarelo.
- Só um minuto, professor, já estou indo.
Sorte dele era que o Sr. Bersen, um jovem de trinta e poucos anos, era bastante calmo, apenas rolou os olhos e se dirigiu ao quadro.
- Onde ela está? -
 Joe sussurrou, mesmo assim, alto demais. selly fez um sinal para que ele calasse a boca.
- Você não soube? - perguntou, mesmo sabendo o que viria a seguir. - A
 Demi foi... Ela...
- ELA O QUÊ?
-
 Joseph Jonas, queira por gentileza se retirar da minha classe! Já não basta estar aqui, ainda vai atrapalhar minha... - Bersen não conseguiu continuar.
-
 Selena, me fala! - sua cabeça girava. Que merda ela aquela?
Nem sabia o que estava acontecendo - mas seu sexto sentido lhe dizia que já podia começar a surtar.
 selly o segurou pelo braço, puxando pelo corredor entre as bancadas. - Selena Gomez, se você sair da sala e perder a explicação do exercício, não se preocupe em voltar hoje - o professor advertiu, e selly rolou os olhos, sem responder nada, empurrando Joe para o corredor.
- Uma bela encrenca você me arrumou,
 Jonas - ela murmurou no corredor silencioso e vazio.
-
 Selena, dá pra você me explicar essa porcaria de história de uma vez só? - Joe quase cuspiu as palavras, falando um pouco mais baixo, mas sua voz estava estranha. - A Demi está bem? Ela tá aonde? Ela...
- Ela foi embora,
 Joe.
O chão parecia ter aberto debaixo de seus pés. Tudo que ele queria era acordar e descobrir que aquilo era um pesadelo. Ou uma puta piadinha de mal gosto da parte de
 Selena. Mas já a conhecia bem agora, e ela não parecia estar de brincadeira. Seus olhos ardiam, e selly tocou sua mão.
- Ah,
 Jonas... - ela sussurrou, tocando a mão do amigo. - A Demi vai passar uns tempos na França, com a tia dela, dona da mansão... Ela... - selly não conseguiu terminar a frase.
Olhou para a cara do amigo, que parecia ter visto um fantasma, a loira do banheiro ou qualquer coisa muito assustadora.
-
 Joe, calma...
- Eu não acredito que ela fez isso! - a voz de
 Jonas era um sussurro. - Eu não... Eu não acredito que ela fugiu de mim.
-
 Jonas, por favor - Selena ia dizer, mas foi novamente interrompida.
- COMO NINGUÉM ME AVISOU? - seu grito ecoou no corredor inteiro.
 selly o puxou pela camisa, e tampou sua boca com a mão.
- Quer ser expulso? - sussurrou.
- Foda-se! -
 Joe disse alto. - Por que ela não me disse? Por que VOCÊS não me disseram?
-
 Joe! Me deixa falar!
- Quer saber,
 selly? - ele riu, meio sarcástico. - Não quero ouvir! - o garoto respirou fundo. - Eu vou atrás dela.
- VOCÊ O QUÊ? - dessa vez
 Selena quem gritou.
Joe sorriu, mas era um sorriso triste.
- Não é o fim - ele suspirou. - Eu não vou deixar que isso termine.

-
 Joe, você não pode estar falando sério! - Selena chacoalhou a cabeça, gesticulando exageradamente.
- Nunca falei tão sério em toda minha vida - ele disse, olhando o corredor vazio. - Eu já perdi tempo demais.
Jonas caminhou pelo corredor, deixando
 Selena para trás. A garota correu atrás dele, enquanto um alarme ensurdecedor começou a tocar, e todos os alunos começaram a correr para fora das salas.
- Que porra é essa? -
 Kevin apareceu em seu lado como se tivesse brotado do chão.
- Alguém deve ter acionado o alarme para fazer gracinha -
 Justin gargalhou. - Amo essa pessoa.
Joe mal podia escutar o que os dois falavam. Não pelo alarme, muito menos pela balbúrdia.
Seu coração martelava em seus ouvidos.
Ela tinha ido embora.
E a culpa era
 toda dele.
-
 Jonas! - Selena segurou em seu braço, esbarrando em Fletcher, que nem tinha visto sua garota por ali.
- Oi, amor, eu não... - ele começou a falar, mas ela o empurrou.
- Você não pode fazer isso,
 Joseph! Você não...
- Eu
 vou!
- O que está acontecendo? -
 Kevin perguntou.
- Eu estou indo pra França -
 Jonas disse rapidamente. - Vou buscar a Demi. Vou fazê-la me perdoar. Ela não pode simplesmente ir embora e me deixar aqui, fugir do que nós...
- Dude, você pirou? -
 Jones disse, com cara de espanto. - Dê tempo ao tempo, vocês vão se acertar!
- Tempo ao tempo? - ele riu, sem humor. - Ela fugiu de mim! Dude, ela me odeia!
- Há, pelo amor de Deus, cara! -
 Justin se intrometeu, rindo. - A Demetria não te odeia nem nunca odiou.
- Só que eu me recuso a ficar aqui parado.
Joe continuou andando, dessa vez com os três em sua cola. Bufou, nervoso, mas continuou ignorando o que falavam. Sabia que aquela era uma atitude precipitada. Estava sendo impulsivo, mas se nunca tinha sido racional na vida, não seria dessa vez.
Se recusava a ter uma conversa daquelas por telefone ou algo assim. As coisas tinham mudado - agora não era o simples fato da briga, era também a fuga dela.
Devia ter imaginado que
 Demetria faria algo desse tipo.
- Dude, para quieto, porra! -
 Justin o segurou. - Dá pra você parar de enlouquecer? Como você vai simplesmente IR PRA FRANÇA?
- Eu não sei -
 Joe riu baixo, mas estava ansioso. - Só sei que vou.
- Pra quê? Você quer dar uma de herói? Qual é! -
 Fletcher rolou os olhos. - Olha a merda que você fez, Joe, você não vai simplesmente...
- Obrigado pelo apoio, queridos amigos -
 Jonas fez um joinha com a mão. - Vocês não conseguem entender? - Joe pareceu impaciente, se rosto demonstrava desespero. - É exatamente pela merda que eu fiz que eu tenho que ir atrás dela e trazê-la de volta! Eu não consigo simplesmente apagar meu verão da cabeça, não consigo não tê-la por perto... Eu...
- Ai. Meu. Deus - o queixo de
 selly caiu. - Você... Você a ama!
Joe sentiu seu rosto corar subitamente. Encarou o piso branco e colocou as mãos nos bolsos. Depois riu de si mesmo.
- Claro que amo.
Justin e
 Kevin se entreolharam, quase rindo.
- Tão gay... -
 Kevin murmurou e Joe riu um pouco mais alto.
- Isso é algo que eu tenho que fazer, sério - ele sorriu para os amigos.

Não esperou que ninguém dissesse nada, odiava se declarar publicamente, especialmente quando o alvo não estava lá. Ao continuar sua jornada até o portão, mal conseguia ouvir as coisas, e já não sabia mais se seus amigos estavam lhe seguindo. No entanto, no meio daquilo tudo, seu ouvido pareceu captar uma única voz.
- Então ela entrou no meu quarto, e cara, já foi tirando a blusa! - Brian gargalhou, e Joe olhou para sua esquerda.
Lá estava ele, com Ian, seu capataz gay, dois outros caras e perto deles, algumas líderes de torcida.
Jonas percebeu que o sangue lhe subira à cabeça em uma velocidade que não podia ser considerada saudável. Seu coração acelerou devido ao ódio, e ele fechou as mãos em punhos.
Demorou dois segundos.
Caminhara até Brian, que estava de costas, e tocou o braço dele.
O garoto virou, mas não teve tempo de ver o quem estava ali, quando
 Jonas acertara em cheio um soco em seu rosto, fazendo-o despencar no chão.
As meninas ao redor gritaram, e ele percebeu que as pessoas corriam até eles.
- QUE PORRA É ESSA? - Brian gritou, segurando o rosto.
Joe o pegou pelo colarinho da camisa do colégio, fazendo-o levantar mais rápido do que o pretendido.
-
 Cala a merda da sua boca, seu filho da puta - Joe disse baixo, quase sussurrando. O garoto engoliu seco. - Você pensou que podia fazer o que fez e se dar bem, né,sua bichinha de merda? - ele riu, sarcástico, e alguém lhe segurou pelo ombro, mas Jonas fez um movimento abrupto, se soltando.
Brian riu, ainda com cara de dor.
- Descobriu? - ele riu alto e irônico, e
 Jonas acertou outro soco no garoto, sem soltar seu colarinho.
-
 Joseph Jonas! - ouviu a voz da inspetora. - Para a diretoria! AGORA!
Jonas gargalhou, soltando Brian. Virou o pescoço para encarar a senhora gorda e descabelada, depois voltou um soco na barriga de Portman, que quase caiu.
-
 Joe! Para com isso! - era a voz de Dani.
- Escuta aqui, Portman - ele disse, enquanto
 Nick o puxava pra trás. Ele voltou pra perto do garoto. - É melhor você torcer, é melhor você rezar pra Demetria me perdoar! - disse entre dentes, segurando-o - Porque se ela não voltar comigo, isso aqui vai ser pouco perto do que vai acontecer com você. 
Jonas soltou o garoto com força, fazendo-o bater as costas na mesa, e quase derrubar Ian. Olhou para trás, e todos pareciam chocados.
Seus amigos estavam lá.
- O que você fez? -
 Mi sussurrou, pasma. - Você vai ficar de detenção pra sempre!
A inspetora surgiu o meio deles, e segurou
 Joe pelo braço.
- Você está encrencado, garoto.
Joe sorriu amarelo, ainda com uma vontade absurda de fazer de Brian seu Bob - o boneco do boxe.
- Tomara que ela mande você se foder - Brian gritou, e
 Jonas sorriu.
- Cuidado, Portman - ele sorriu. - Se eu afundar, você morre afogado.
A inspetora o olhou assustada.
- Fique quieto, garoto! - ela ordenou, o puxando. - Você ganhará uma bela suspensão, e um mês de detenção, se a diretora estiver de bom humor - a inspetora sorriu, como se divertisse com a ideia.
 Joe arqueou a sobrancelha.
- Detenção? - perguntou, vendo que
 Justin, Nick , Kevin e as meninas estavam atrás dele e da mulher. Ela assentiu. - Não, eu não posso. Digo... Não agora.
A inspetora gargalhou.
- Você não pode escolher o dia melhor pra você,
 Jonas. Se não quisesse ficar de castigo, era só não esmurrar outro aluno.
Joe se desvencilhou do braço da mulher, olhando para os amigos e para ela.
- Eu estou indo embora - ele disse rapidamente. - Quando eu voltar a gente conversa.
-
 Jonas! - Mi abafou o berro com a mão, depois se aproximou dele. - Você fumou orégano? Aonde você...?
- Ele vai pra França -
 Selena disse simplesmente.
- Ele vai para a
 diretoria - a inspetora o segurou, quase rosnando.
- Não vou não! -
 Joe quase riu. - A senhora não entende? Eu tenho algo muito importante pra fazer! Eu preciso trazer a Demi de volta!
Joe viu o queixo de
 Nick cair.
-
 Demetria Lovato? - a inspetora perguntou, tentando disfarçar o interesse. Jonas concordou. - Veja bem, queridinho, eu não tenho nada com a vida amorosa de vocês, meu trabalho é...
- Você vai fazer seu trabalho... Quando eu voltar -
 Joe sorriu.
- Deixa eu ver se eu entendi! -
 Nick arregalou os olhos. - Você acordou hoje, espancou um filho da puta, e resolveu que vai pra França atrás da minha irmã depois de tudo o que você fez?
Joseph engoliu seco. Várias pessoas estavam ali por perto.
Ah, não... Brigar com o
 Nick não estava nos planos, definitivamente.
Optou por apenas concordar com a cabeça, e depois encarou o amigo nos olhos.
 Nicholas sustentou o olhar pelo que pareceram intermináveis segundos, depois sorriu.
- Até que enfim vai fazer algo que preste, cara - disse, sorrindo, depois deu um soquinho no ombro do amigo. - Vá buscá-la, cara. Mostra pra ela que você é só um pouco idiota.
Joe sorriu largamente, enquanto todos os amigos e a inspetora encaravam
 Nick com um certo olhar de espanto. Os dois se abraçaram, e Nick riu.
- O que foi? -
 Joe perguntou.
- Nada... Boa sorte, você vai precisar.
Dani se aproximou.
- Toma - ela estendeu a mão para
 Jonas, e lhe deu uma chave. - É a chave do meu carro, eu tenho a cópia de segurança lá em casa. Vá pegar seu passaporte e estacione perto da saída D do aeroporto, mais tarde eu vou lá buscá-lo. E por favor, não bata nem amasse minha lataria, ou eu corto seu pau fora.
Joe gargalhou, abraçando a amiga.
- Não acredito que isso tá acontecendo -
 Selena disse, boquiaberta, e Nick a abraçou de lado.
- Obrigado, galera -
 Joe disse simplesmente, andando de costas.
-
 Joseph Jonas! - a inspetora gritou. - Saiba que se atravessar esse portão, sua detenção é até o final do ano! - ela disse apontando o dedo.
Joe riu.
- Eu não me importo.
-
 Joseph Jonas!
- Corra,
 Joe, corra! - Fletcher disse, gargalhando.
- Boa sorte! - as meninas sorriram.
-
 Au revoir!
Joe disse por fim, fazendo os amigos gargalharem, e saiu correndo portão afora, ouvindo alguns gritinhos de algumas pessoas que tinham escutado a conversa inteira.
- Vá buscá-la, cara!
- Como você conseguiu? A
 Demetria Lovato é muito gostosa!
- Ai, meu Deus, que romântico!
- Que coisa mais linda!
Apenas gargalhou, correndo até o carro de
 Danielle, sentindo aquelas borboletas ridiculamente gays no estômago.
Em algumas horas ela seria dele de novo.
Ele tinha certeza.



Joe estacionou o carro de
 Dani atropelando a plantação de flores de sua mãe. Sabia que pagaria muito caro por isso, mas quando ela descobrisse, já estaria na França. Riu do seu pensamento, e correu para a porta. Teve dificuldade em encontrar a chave, e quando conseguiu acertar a fechadura, correu pelo piso liso e quase tomou um tombo tropeçando no tapete. Segurou-se na poltrona, gargalhando de si mesmo e totalmente sem fôlego.
- Que porra é essa? - disse, sozinho e rindo.
Estava com uma louca vontade de rir. Na verdade, era tudo ansiedade. Sabia que se parasse de correr e rir feito um retardado, acabaria vomitando de nervoso. E isso seria gay demais para contar aos netos. Ei, mas agora pensava em netos?
 
- Ah,
 Jonas - suspirou. - Você está perdido.
Correu escadaria acima, e abriu a porta do quarto, jogando algumas coisas para fora do armário e alcançando uma mochila que tinha levado para a Riviera. Lá dentro, pegou seu passaporte, único documento que lhe faltava. Depois correu até o quarto de sua mãe. Sabia que ela mantinha dinheiro na segunda gaveta do criado-mudo esquerdo, para emergências.
Aquela era uma emergência e tanto pra ele. Assaltar sua própria mãe era mero detalhe. Ela já estaria puta por causa das flores, depois pelo dinheiro e posteriormente pela ligação do colégio avisando sobre a briga e sobre a fuga.
É, ele estava literalmente ferrado.
Ao abrir a gaveta, deu de cara com uma quantidade muito menor do que esperava encontrar.
- Merda... Merda... Merda... - andou de um lado para o outro.
Aquela quantia lhe daria facilmente para uma passagem de trem. No entanto, trem demorava demais. Ele não estava em posição de esperar. Talvez tivesse sido besteira ter estourado seu cartão de crédito na viagem. Idiota. Mil vezes idiota.
Sentou na beira da cama, já pegando o telefone para mendigar para algum amigo -
 Justin, provavelmente, ele era sempre o mais muquirana, logo, era o mais rico - quando lembrou de uma coisa.

Flashback ON

- Eu não posso ficar com isso - Emma empurrou o dinheiro na mesinha de centro para
 Jonas, que rolou os olhos.
A última coisa que conseguia pensar naquele momento era a grana de Brian. As imagens de
 Demetria chorando e pedindo para que ele a escutasse estavam lhe dando um nó muito sério no cérebro e um aperto no peito que nunca sentira antes.
- Eu não quero essa merda - rosnou, levantando-se. - Eu preciso falar com a
 Demi.
Cory o olhou, e dobrou as várias notas em um bolinho, colocando-as embaixo do enfeite da mesa.
- Então, vai, cara - ele sorriu. - Vou deixar isso por aqui.

Flashback OFF

Correu escadaria abaixo, agradecendo, pela primeira vez, a Emma e até a Brian mentalmente. Quatrocentas libras dariam muito bem para lhe comprar uma passagem de avião, e estaria na Riviera o quanto antes. Aquele dinheiro era sujo, e tinha sido por ele que tudo fora estragado, mas talvez ajudasse a consertar também. Levantou o enfeite de mesa e pegou as notas, enfiando-as no bolso de qualquer jeito, e correndo até o carro de
 Dani.
Poderia usar o seu, o único problema era que, ao contrário da amiga, não fazia a mais vaga ideia de onde a cópia de segurança de sua chave estava. Nem sabia se tinha uma. Arrastou pneus pensando que
 Danielle o estrangularia por isso, e correu até o aeroporto.

Chegara lá em tempo recorde, e estacionou o carro perto de onde
 Dani tinha pedido. Não tinha muita certeza se era aquela saída mesmo, mas ela podia ligar para ele caso estivesse perdida. Isso era o de menos. Correu pelo saguão, carregando absolutamente nada, além de seus documentos, o dinheiro, seu iPod e a pulseira, e ziguezagueou pela fila, idiotamente, até encarar uma mulher de uns trinta anos, acima do peso e com cara de tédio.
- Eu preciso de uma passagem para Nice! - disse, afobado, e a mulher ajeitou os óculos, entediada.
- Pra quando? - perguntou devagar, fazendo o garoto rolar os olhos perceptivelmente.
- No próximo voo que você tiver.
Ela virou seu corpanzil para o computador, fazendo uma bola de chiclete.
- O próximo voo que eu tenho sai daqui a oito horas e dezessete minutos.
Joe deixou o queixo cair, finalmente deixando-se abater pelo desespero que tentava lhe derrubar havia horas. Encarou a mulher, atônito, e viu seu nome na plaquinha prateada em seu peito.
- Senhora Kristen, por favor, sou apenas uma pessoa, não é possível que...
- SENHORITA Woodsten seria mais apropriado, garoto - ela disse com desprezo.
 Joe assentiu com as mãos trêmulas.
- Senhorita Woodsten, por favor, eu preciso da sua ajuda! Eu preciso chegar o quanto antes na Riviera para...
- Alguém morreu? - ela perguntou, interrompendo-o e o encarando por cima dos óculos de armação negra e grosseira.
Joe negou.
- Eu preciso... Eu preciso me desculpar com a minha namorada - ele despejou. - Nós brigamos, e ela estava em Londres noite passada, mas viajou pra lá na madrugada, e eu preciso trazê-la de volta.
Kristen o encarou com mais interesse, e pareceu analisar a cara de afoito de
 Jonas. Em seguida, caiu na risada, rodando levemente a cadeira. Joe arqueou a sobrancelha.
- O que foi? - perguntou, impaciente.
- Ah garoto, fala sério! - ela disse em um tom informal. - Você realmente está indo pra França ATRÁS DE UMA GAROTA? - Woodsten gritou, ainda rindo.
Joe deixou que sua confusão beirasse a raiva.
- Qual o problema? - perguntou, um pouco alterado, e a mulher segurou o riso.
- Aonde você pensa que está? - ela não esperou resposta, mas continuou rindo. - Acha que isso aqui é Hollywood? - Kristen gargalhou. - Vou te apresentar a uma invenção tecnológica muito usada nos dias de hoje, chamada CELULAR - a mulher jogou seu aparelho velho no balcão, e
 Jonas chacoalhou a cabeça.
- Eu não posso fazer isso por telefone! - disse, mas estava quase rindo daquela mulher.
- Vocês jovens são desesperados demais - ela riu. - A menina FOGE depois de uma briga, e agora você... - Kristen desatou a rir, fazendo
 Jonas rir junto.
Aquilo era realmente patético.
Eles eram extremamente dignos de pena.
- Eu preciso - ele parou de rir, a encarando com seriedade. - Por favor, eu preciso vê-la. Não sei o que vou fazer da minha vida sem ela.
A mulher deu-lhe um sorrisinho, digitando algo no computador.
- Você sabe que um dia ela vai ficar gorda, não sabe? - disse e
 Joe riu.
- Talvez - ele deu de ombros. - Mas se ela ainda for minha garota, eu tenho certeza que estaremos felizes. Gordos ou não.
Kristen riu, chacoalhando a cabeça.
- Tenho um assento em um voo que sai daqui a vinte minutos - ela sorriu.
Joe sorriu de volta, radiante, e debruçou no balcão, abraçando-a. A mulher gargalhou, o empurrando.
- Pelo amor de Deus, garoto, não me faça mudar de ideia - ela disse, fazendo-o rir. - Quando voltarem, traga-a aqui pra eu vê-la. Essa menina tem que valer muito a pena.
- Ela vale -
 Joe sorriu. - Eu estou apaixonado.
Kristen gargalhou.
- Ah, não diga! - ela estapeou a própria cabeça e
 Jonas riu. - Aqui, sua passagem. Boa sorte, e corra, porque já anunciaram o voo.
- OBRIGADO, KRISTEN! - ele gritou, já correndo dali.
Kristen riu, chacoalhando a cabeça, depois suspirou, olhando o garoto quase tropeçar em algumas pessoas.
- Ah, o amor... - ela riu, colocando os fones de ouvido e voltando à sua rotina.

Joe afivelou seu cinto, respirando profundamente pela primeira vez nas últimas horas. Lembrou-se do pânico que
 Demetria tinha de altura, e pensou que ela realmente devia estar muito puta para submeter-se a um vôo assim do nada. Isso fez seu coração acelerar.
Será que depois de tudo isso, ela seria capaz de não voltar com ele?
Será que quando ele chegasse, ela se surpreenderia? Será que ela acharia aquilo tão lindo que o beijaria?
Segurou com força nos braços da cadeira, e pensou que álcool poderia cair bem naquele momento. Tantas emoções se colidiam dentro dele, que mal conseguia pensar. Segurou a aeromoça que passava ao seu lado pelo braço, e ela pareceu assustar-se com sua mão gelada.
- Você pode me trazer uma cerveja? - perguntou, respirando fundo.
A garota assentiu, e voltou algum tempo depois com o líquido.
 Joe virou tudo rapidamente, assustando a senhora que viajava ao seu lado.
Estava a duas horas de vê-la de novo, e isso era muito tempo.
Muito tempo para passar pensando no que faria. Muito tempo para se lembrar de cada momento, cada discussão idiota, cada risada, cada beijo e cada noite juntos. Para se lembrar de seu toque, sua pele, seu sorriso, seu sarcasmo e seu jeito doce, que fazia questão de esconder. Segurou o iPod e resolveu que música poderia cair bem naquela hora. Quando a introdução de Hot’n’Cold começou, sorriu idiotamente, sentindo os olhos arderem.
Duas horas sem ela... E com ela em todas as partes.

Demetria respirou fundo, encarando pela primeira vez o quarto que foi de
 Joe durante todo o verão. Sua tia estava no banho e ela teve que acompanhar os funcionários da vidraçaria, que tinham ido retirar o espelho esmurrado. Aquilo lhe fez revirar o estômago, e a tão normal vontade de chorar, que lhe acompanhara durante todos esses dias, pareceu aparecer de novo. O quarto fora limpo, os lençóis trocados, as janelas abertas, e ainda assim, ela podia sentir o cheiro dele ali. Sabia que era psicológico, mas ainda assim, era uma dor tão grande que mal podia calcular.
Ele faria qualquer coisa por ela, ele tinha dito isso na noite anterior.
Mas ela não teve coragem de avisá-lo de suas pretensões para o dia seguinte.
E até agora ele não havia ligado, e ela se sentia uma perfeita idiota. Ele era um puta de um babaca, pensara. Ele não a merecia. No entanto, seu coração idiota ficava se lembrando dele o tempo inteiro e confundindo sua razão.
Correu para fora do quarto, batendo a porta com força, derrubando algumas lágrimas.
- Eu não quero mais saber de você,
 Jonas - disse sozinha, e sua voz, ainda que baixa, pareceu muito alta no corredor silencioso.
- Falou alguma coisa, anjinho? - sua tia saiu do banheiro, e ela deu um pulo, fazendo Janice rir.
- Que susto! - tentou sorrir, e a tia aproximou-se, limpando o rosto da sobrinha.
- Pare de se torturar com esse garoto,
 Demetria - ela disse maternalmente, e Demi sorriu.
- Bem que eu queria, tia. Mas aquele bosta não sai da minha cabeça - respondeu, fazendo a mulher gargalhar.
- Eu sei a solução pra isso. Tire esse pijama e me encontre lá embaixo em dez minutos. Vamos fazer compras! - sua tia sorriu largamente.
Demetria assentiu, sem muita vontade. Comprar sapatos lhe parecera a saída perfeita para afogar os problemas por algum tempo. Provavelmente sua tia bancaria essa ida ao shopping, e ela abusaria até sentir-se culpada. Era o que fazia. Iria trocar
 Joe Jonas, o loser estúpido do colégio, por pares de Jacobs e Louboutin, que eram muito mais chiques e nunca, jamais, desconfiariam dela.
Sentiu os joelhos tremerem, mas depois obrigou-se a voltar para seu quarto - o quarto que tinha sido de
 Justin, já que também seu quarto lhe parecera inóspito - e colocou um short jeans e uma camiseta dos Beatles. Calçou um par de sapatilhas vermelhas e pegou um óculos oversized, que esconderia aquela sua cara de doente. Pegou a bolsa, e acabou checando o celular novamente - nenhum sinal de Jonas. Sentiu-se estúpida, deixando o mesmo na cama, e correu para o andar debaixo.
E que ele explodisse.
Ela ainda tinha o shopping.

Demetria jogou as sacolas na cama e respirou fundo.
Estava satisfeita consigo mesma depois de quatro horas batendo perna pelas ruas badaladas e comprando tudo o que há de caro naquela cidade. Desceu as escadas e foi até a cozinha, pegando uma caneca com chá, depois voltou para o andar de cima. Encarar o telefone era estupidez, ela sabia disso. Não pode deixar de fazê-lo, e ao constatar que realmente nada mudara, sentiu uma típica vontade de rachar aquela caneca nos ares, mas já tinha dado trabalho demais para sua tia naquele dia. Caminhou até a varanda e olhou o horizonte.
As ondas quebravam furiosamente na praia, as pequenas luzes da orla estavam acesas, o que a lembrou de todas as noites no quiosque, bebendo mais do que o pretendido e rindo de tudo. Lembrou também de mãos grandes apertando sua cintura, de um perfume que ela não conseguia esquecer e daquele sorriso que quase a matara.
 
- Merda - disse baixo, e respirou fundo.
Resolveu sair dali o quanto antes, e quando girou os calcanhares para caminhar até a porta de vidro, seu coração parou de bater por alguns segundos - depois acelerou tanto que ela conseguia escutá-lo em seus ouvidos.
- Oi - ele disse simplesmente, e
 Demi derrubou a caneca lá embaixo, ouvindo o barulho oco da mesma contra a grama.
Danny estava na varanda ao lado, aquela que sempre fora sua, durante todo o verão.
- O que... O que você...? - ela gaguejou, com as mãos tremendo.
“Porra,
 Demetria, comporte-se!”, pensou, mas duvidou muito que suas pernas obedeceriam àquela ordem. Jonas olhou para baixo, na direção da caneca, e ela fez o mesmo, contando até duzentos e cinquenta pra tentar não desmaiar.
- AI, MEU DEUS -
 Demi gritou. - Eu matei um passarinho! - disse, afoita, e Joe gargalhou.
Aquela risada que ela tanto amava e tanto sentiu falta.
Joe colocou as mãos no bolso, claramente nervoso. Ele estava tentando manter-se inteiro, mas depois de um dia tão tenso, estar ali, a uma varanda de distância, pareceu tudo o que ele sempre quis na vida. Teve que se segurar para não correr até ela e agarrá-la.
- O que tinha na caneca? - ele perguntou, vendo o passarinho se arrastar.
 Demi fez cara de dor.
- Chá.
Joe riu.
- Quente? - a menina assentiu com a cabeça. - Ah, então você não o matou... Você pode apenas tê-lo cozido ou defumado - disse com uma voz estranha, e a menina sorriu olhando para o chão.
Ele viu aquilo.
- O que você está fazendo aqui,
 Jonas? - ela perguntou, olhando em sua direção pela primeira vez. Joe sentiu que aquele era o momento. Se não falasse agora, não falaria nunca mais, e ele precisava parar de tremer e soar como um homem de verdade.
Soar como um cara que faria
 Demetria sorrir, e querer dar uma chance.
Mas sabia que era um bundão e que estava quase morrendo. Ele a olhou nos olhos com firmeza.
- Eu vim buscar você - disse, e para sua própria surpresa, sua voz soou melhor do que o esperado.
- Veio o quê? -
 Demi estava incrédula. Joe apoiou na lateral da varanda, e ao ver a menina recuar, resolveu ficar parado.
-
 Demi, por favor, só me escuta até o final, depois você fala qualquer coisa.
-
 Joe, eu...
- Por favor! - pediu, e a menina pode ver o quão desesperado ele estava.
Ela apenas assentiu, segurando com força no beiral da varanda.
- Eu sei que eu fui um idiota! Então eu comecei a pensar em vários jeitos pra te reconquistar, que incluíam mesas e a escola inteira, só que você... Você não tava lá hoje -
 Joe pareceu ressentido, mas logo recuperou o olhar, e a encarou. - Eu sei que eu posso ter estragado tudo, mas eu atravessei uma fronteira pra vir atrás de você, e eu não vou deixar você desistir da gente! Você vai voltar pra Londres comigo, e a gente vai se acertar, porque...
-
 Joe...
-
 Demi, deixa eu terminar! - ele rolou os olhos. - Porque eu tenho um milhão de motivos pelos quais você deve voltar comigo e entender que fugir não foi a melhor coisa, e eu sei que você gosta de motivos. Você veio logo pro único lugar que só lembra a gente, e ainda quer se fazer acreditar que não liga? - ele suspirou. - Eu não posso deixar isso pra depois, Demi. Eu não consigo deixar nós dois pra depois. E quando você voltar pode ser tarde demais, eu...
-
 Joe!
- O que é? - ele rosnou, perdendo a concentração.
- Você... -
 Demi arqueou uma sobrancelha, e Jonas a olhou um pouco confuso. - Você sabe que eu vim passar só duas semanas na França, não sabe?
A boca de
 Joe abriu, mas ele não conseguiu emitir nenhum som. Parecia que um buraco negro gigantesco tivera sido aberto embaixo de seus pés, o sugando com força para um local onde pagar esse tipo de mico era normal. Seu rosto corou ferozmente.
- Como é que é? - ele conseguiu dizer depois de alguns segundos, e ouviu
 Demetria rir. 
A princípio, ela apenas sorriu, mas depois que seus olhares se encontraram, ela começou a rir com tanta vontade que
 Joe acabou sorrindo, e teria rido, se não estivesse morto de vergonha.
- Eu não acredito nisso! -
 Demi disse entre risos, e ele riu um pouco. - Você é muito perdido, Jonas. Ninguém merece - ela o encarou. - O marido da tia Janice teve que viajar a trabalho, e ela está grávida, gravidez de risco, e é por isso que eu estou aqui. Pra ajudar caso ela precise de alguma coisa.
Joe ficou em silêncio, depois disparou a falar.
- Então era isso que a
 Selena... E que o Kevin... Era isso que eles queriam me falar! - Joe deu um tapa na própria cabeça, envergonhado. – Ai, caralho, eu sou muito patético mesmo - ele riu. - Puta que pariu! Pode rir da minha cara, vai...
Demetria sorriu, encarando o garoto.
- Eu achei que isso foi meio... Fofo - a garota disse quase num sussurro, o que fez
 Jonas levantar o olhar, sentindo algo aquecer em seu peito. 
- Ok, eu já estou aqui, a gente pode apagar essa cena anterior e eu posso dizer tudo o que eu quero dizer? -
 Joseph perguntou de um jeito tão fofo que fez a menina sorrir sem querer.
- Fala,
 Jonas - ela disse, rolando os olhos teatralmente.
Os dois sabiam disso.
Joe percebeu que suas mãos estavam suando. Imaginara aquele momento de uma forma tão diferente, devido à fuga, que agora estava realmente perdido, como
 Demi tinha dito. 
- Você não sabe como doeu em mim pensar que eu tinha te perdido de verdade - ouviu sua própria voz dizer, enquanto
 Demetria brincava nervosamente com suas pulseiras.
- Mas você me perdeu de verdade - ela o encarou, mas aquele golpe já não doía mais.
 Joe não estava ali para se deixar abater por orgulho.
E foda-se qualquer tipo de orgulho.
- Eu sei - ele sorriu, triste. - Mas eu estou aqui pra tentar te reconquistar.
 
Ao perceber que
 Demetria não falaria nada, ele respirou fundo.
Aqueles poucos metros entre as duas varandas estavam o matando, mas achou melhor não fazer nada precipitado. Cada palavra, cada gesto tinha que ser calculado, ou ele colocaria tudo a perder.
- Eu amo você - ok, era um bom começo. Sua voz saiu meio estrangulada, mas os olhos de
 Demi focaram no dele bem mais interessados. - Eu preciso que você me perdoe. Eu sei que eu fiz tudo errado, mas Demi, eu juro que foi tentando acertar. Eu meti os pés pelas mãos, mas nunca quis magoar você - ele suspirou. - Esse tempo longe foi uma merda. Eu... Eu preciso de você. Só de você.
Demetria mordeu o lábio.
- Por quê?
 
Perguntou por fim, e
 Joe riu baixinho, chacoalhando a cabeça. 
Sabia que ela faria isso.
- Porque depois que eu estive com você, nenhuma garota parece boa o suficiente. Porque nenhuma delas tem seu sorriso, e nenhuma delas fala meu nome do jeito que você fala. Porque você é tão linda que eu não consigo pensar em sequer olhar pro lado. E eu não tenho vergonha de dizer isso - ele sorriu, a olhando nos olhos. - Porque minha vida mudou quando nos encontramos naquele aeroporto, antes de vir pra cá, um mês atrás. Foi lá que eu soube que você era diferente, e eu não sabia explicar, mas hoje eu sei que já estava obcecado - a garota sorriu, olhando as próprias mãos. - Porque minha vida mudou quando nós brigamos aqui, nessa sacada, quando eu tentei te beijar e você negou, e depois quando nós nos beijamos fora daquela balada. Mudou quando você dançou Hot’n’Cold pra mim, quando dormimos juntos pela primeira vez, quando seu irmão esmurrou minha cara. Quando você achou a carta da aula de literatura. Mudou todas as vezes que eu achava que a vida era uma merda, ou estava bravo por alguma razão, e eu olhava pro lado, e sem saber de nada, você sorria pra mim. Ou quando nós tínhamos as brigas mais idiotas e acabávamos resolvendo-as na cama -
 Joe mordeu o lábio e sorriu, vendo que uma lágrima solitária correu pelo rosto de Demetria. - E meu mundo desabou quando eu achei que tudo o que eu sempre quis tinha sido tirado das minhas mãos, e que tudo tinha acabado.
Demi levantou o rosto, e os dois se entreolharam, em alguns segundos de silêncio. - Eu entrei em um avião por você. Eu iria mais longe se você dissesse que era isso que eu precisava fazer para poder encostar em você de novo, pra te beijar e pra esquecer essa merda de vida que eu estou tendo. -
 Joe sentiu os olhos arderem. - Eu não consigo mais me lembrar de antes, de como era sem você. E eu não posso esquecer tudo isso, quando tudo que eu quero é pular essa porra de varanda e fazer você ser minha. E eu vou continuar falando tudo o que eu penso sobre nós dois, até que você me mande calar a boca.
Demi sorriu, e depois o olhou nos olhos pela primeira vez.
- Cala a boca - disse, fazendo
 Joe sorrir um pouco, talvez contente por ter ouvido sua voz após aquele longo monólogo.
Demetria não conseguia sentir as pernas.
 
Borboletas no estômago? Besteira! Elas já tinham acampado e dominado seu corpo inteiro. O que diabos era aquilo?
- Fala alguma coisa, por favor -
 Jonas disse com as mãos nos bolsos e ela sorriu.
- Isso foi... -
 Demi não conseguia achar as palavras certas. - Desnecessário.
O rosto de
 Joe se transformou, e Demetria sorriu.
- Você tinha me ganhado no momento que apareceu nessa varanda,
 Joe - ela sorriu largamente, e ele a acompanhou, com o alívio estampado no rosto. - Eu sei que eu posso estar sendo imbecil de dar meu coração a quem já o quebrou de tal forma que eu não imaginava que tinha conserto - ela chacoalhou a cabeça. - Mas acho que o único que podia consertar essa merda que minha vida virou, era você.
Demi sorriu de canto, tímida, e colocou uma perna pra fora da varanda.
-
 Demi! O que você tá fazendo? - o garoto pulou no parapeito, desesperado. - Volta lá pra dentro, eu tô...
- Cala a boca,
 Jonas - ela disse, rindo. 
Fixou os dois pés no parapeito estreito, depois respirou fundo, uma única vez. Caminhou rapidamente até perto de
 Joe, que já tinha andado metade do caminho. Ele estendeu a mão para a garota, que a segurou com firmeza.
- Você... -
 Joe sorriu, abobado. - Você tem medo! Como que você...?
- Shhh... -
 Demi fez sinal de silêncio nos lábios do garoto, que sentiu o corpo inteiro arrepiar. - Eu tenho medo. Morro de pânico. Mas eu estou com você - ela sorriu. - Então eu simplesmente o medo passa. Minha sanidade deixa meu corpo e eu começo a agir como uma idiota apaixonada.
O garoto sorriu largamente, a segurando pela cintura.
Eles encostaram as testas, e
 Demi respirou fundo.
- Eu... Eu senti tanto a sua falta - ela murmurou, e
 Jonas a segurou pelo queixo, apertando o braço que estava ao seu redor.
- Eu não existi nesses últimos dias - ele disse, e era verdade.
Demi o abraçou com tanta força que o mundo pareceu parar de girar. Não precisava de mais nada.
 Joe sentiu uma lágrima quente da garota em seu pescoço, e fez com que ela a olhasse, limpando seu rosto delicadamente.
- Eu nunca mais vou magoar você. Eu nunca...
- Eu te amo -
 Demi o interrompeu, e o garoto lhe lançou um sorriso tão lindo que desbancara todos os que ela tinha eleito como preferidos de Joseph Jonas.
- Eu também amo você - ele sussurrou.
Os dois sorriram, e então
 Joe distribuiu alguns beijos no pescoço da menina, dando-lhe um selinho no final. Roçaram os narizes, apenas sentindo as respirações quentes um do outro, os corações que batiam tão alto que pareciam colidir. Joe puxou o lábio de Demi com os dentes devagar, e ela sorriu, fechando os olhos quando sua língua tocou a sua, e sua mão apertou sua cintura. Demetria embrenhou seus dedos nos cabelos de Joe, e o beijo, cheio de saudade e delicado, tornou-se um pouco mais voraz do que o local permitia. Eles não se importavam. Quando estavam sem fôlego e respirando um pouco alto demais, Demi desfez o beijo, dando alguns selinhos no garoto.
Demoraram para abrir os olhos.
Encararam-se em silêncio, as testas encostadas e as respirações falhas.
 Joe tirou a pequena pulseira bolso, e sem dizer nada, a colocou no pulso da menina, que sorriu largamente e o beijou. Quando terminaram, Jonas a segurou pela cintura e riu, maroto.
- Eu não disse que você seria minha? -
 Joe riu ao receber um tapa. - Outch!
- Fica quietinho, vai... -
 Demi murmurou, o beijando novamente.
Jonas sorriu no final do beijo, e a encarou.
- O que foi? -
 Demetria riu.
- Estou pensando em uma frase de impacto para o momento - disse e a garota gargalhou. - Já sei! - ele sorriu, abobado. - E então eles viveram felizes para sempre.
Disse, fazendo a garota rir enquanto se beijavam.
Para sempre.
FIM ... ou não.


Demetria gargalhou, soltando o beijo.
- O que é? -
 Joe perguntou e ela chacoalhou a cabeça. - Fala, Demi!
- “E então eles viveram felizes para sempre”? - ela riu. - Que porcaria é essa,
 Joe? Isso aqui não é final de conto de fadas! − disse, rindo, e Jonas se afastou um pouco, a encarando.
- Por que diabos você sempre estraga todo o romance?
Demi abriu a boca, indignada.
- Eu estrago o romance? - ela riu, sarcástica. - Eu estou aqui no parapeito correndo risco de vida por sua causa, e eu estrago o romance?
- Há! -
 Joe riu. - O máximo que aconteceria aqui era você quebrar uma perna! E falando em romance, FUI EU quem pegou um avião e correu atrás, não? 
- Insensível! - ela murmurou, nervosa.
- Mimada!
 
- Idiota!
- Fresca!
- Insuportável!
- CALA A BOCA! - os dois gritaram ao mesmo tempo, depois caíram na gargalhada.
Joe segurou
 Demetria pela cintura novamente, e ela sorriu.
- Ok, dessa vez vamos fazer direitinho como um casal fofo, ok? -
 Demi disse como se Joe tivesse cinco anos, e ele rolou os olhos, rindo.
A puxou com força a beijou de uma vez só, sem se preocupar com permissão ou qualquer coisa do tipo. Suas línguas adoraram o reencontro, brincando e lutando como sempre. Elas se pertenciam.
 Jonas mordeu o lábio de Demi, e os dois sorriram, ao abrirem os olhos.
- Eu amo você, seu babaca!
Jonas sorriu, radiante.
- Eu amo você - ele aproximou a boca de seu ouvido, e
 Demi mordeu o lábio, já sorrindo por antecipação. - Docinho.
agora sim, de verdade... 


FIM

(Porque algumas coisas nunca mudam).


-----------------------------------------------------------------------------------------------

Bom meus amores , eu vi como vocês estavam sofrendo kkk e eu sei como é quando demoram pra postar ... sei bem ! então acabei com o sofrimento \o/ 



Esperam que tenham gostado da fic , ela é perfeita assim como a autora =)

AUTORA : CAH SODRÉ 

Não sei qual será a próxima fic ainda , mas não vou deixar o blog parado enquanto não posto alguma fic , postarei algumas mini fic , enquanto isso , okay =))

Bjsssssss minha LINDAS (OS)