31/01/2013

Selinhos e Divulgação


Oieeeeeeeeeee vim pra repassar os selinhosss das MINHAS lindas kkkk ( sou possessiva , eu sei ) kkk Jéssie Lloyd Lovato ♥ Demi e Joe Forever ♥ ♥♥♥ Obrigado amores =))


(Coisa linda) kkkk

1° Paradise Fics ( amo o seu blog , então vou devolver kkk ) 


AGORA VAMOS PARA DIVULGAÇÃO !!!!





Summertime - Capítulo 10





Capítulo 10: Nothing’s wrong with dreaming

Joe’s P.O.V mode ON.

Comecei a andar de um lado para o outro dentro do quarto feito um idiota. A idéia de que Demetria não aparecesse era mais do que humilhante, era assustadora. Eu nunca tinha deixado as coisas chegarem nesse ponto: seja lá de qual ponto estamos falando, digo, nunca tinha gostado assim de uma garota. É claro que algumas delas já me surpreenderam, mas com a Demi era diferente: Era estranho porque mesmo ela sendo bastante teimosa e insuportável, - Além de irmã do meu melhor amigo, devo acrescentar – Ela parecia me ter em mãos. Tudo o que ela fazia, cada gesto, o jeito de falar, de andar, até a forma com que ela me tirava do sério era irresistível pra mim. E eu não sei como isso veio acontecer, porque sinceramente eu a odiava. Tudo aquilo que eu não suportava nela tinha sumido, ou pior ainda, se transformado em alguma forma estranha de qualidade. Qualquer garota que me desse um bolo pra sair com as amigas deveria ser ignorada até a morte. Mas não, quando ela faz isso...
Olhei para o visor do celular e percebi que estava andando sem parar há pelo menos quinze minutos. Mas que merda, porque ela tinha que demorar tanto? Tirei os tênis e me joguei na cama, procurando algo na TV. Passei canal por canal, sem reparar em nada do que estava ali, era um gesto automático, irritante. Soltei o controle na cama e olhei para a tela, onde algumas mulheres realmente gostosas estavam fazendo o que bem queriam numa piscina. Ri sozinho.
- Demi, olha o meu estado! 
- Liga no Playboy TV. – Ela respondeu rindo e sumiu escada acima.
- Playboy TV. 
Murmurei, rolando os olhos. Até nisso eu tinha que lembrar dela. Desliguei a TV poucos minutos depois, eu não prestaria atenção nem
 naquilo, quando tinha algo engasgado em minha garganta. Ela estava demorando demais. Conseguia ouvir o som alto da festa no andar debaixo, aquilo iria longe. Eu poderia descer e ver com meus próprios olhos, ela provavelmente estaria dançando em cima de alguma coisa com as amigas, como se não se importasse. Mas eu sabia que ela se importava. Ela tinha que se importar. Puxei dois travesseiros enormes e deitei neles, virando a barriga para baixo e fechando os olhos, como se convencesse a mim mesmo de que não estava esperando ninguém. Mas eu tinha bebido muito, e meus olhos começaram a ficar pesados. Procurei pelo celular no bolso. 
- Quarenta minutos. – Disse baixo e enterrei o rosto nos travesseiros, nervoso.
 
Eu não estava mais conseguindo vencer a luta contra meus próprios olhos, eu teria que levantar naquele instante se quisesse estar acordado quando ela chegasse.
 Seela chegasse. Respirei fundo, mas não consegui me mover. O som da festa parecia mais distante, minha cabeça já começou a misturar as imagens de tudo o que eu tinha visto e feito no dia. Eu não tinha mais forças.
Londres, 2002.
- Eu quero fazer um boneco de neve gigante! – Nick disse maravilhado enquanto os flocos caiam sobre nossas cabeças. Meus olhos brilharam. 
- Claro, e dessa vez ele não vai cair! – Eu disse e nós dois rimos, entrando pelo jardim coberto de neve da casa dos
 Lovato. 
Fazia pouco menos de um mês que eu havia me mudado com minha mãe para aquele bairro. Meus pais tinham se separado e eu estava achando tudo aquilo uma droga. Como todo moleque de dez anos, eu queria ter meu pai por perto, mas com a mudança eu estava a pelo menos duas horas dele. Várias estações de metrô e um ônibus. Eu havia decidido que faria o possível pra irritar minha mãe, o suficiente pra que ela resolvesse voltar pra nosso outro bairro, perto do meu pai e dos meus amigos. Mas logo nos dias que eu cheguei, conheci meu vizinho da frente, o
 Justin. Ele era um garoto legal, e tinha um outro amigo, o Nick. Logo me enturmei com eles e acabei perdendo o foco do filho revoltado que eu queria ser. Eu nunca tinha ido até a casa do Nick, costumávamos ficar na casa do Justin. Assim que ele abriu a porta da casa, sua mãe, que estava sentada no enorme sofá enrolada em uma manta, sorriu pra mim. 
- Hey querido, você é o famoso
 Joe? 
- Famoso? – Fiz careta e
 Nick também. 
- É, o
 Nick e o Justin falam bastante de você. 
- Ah. – Respondi um pouco sem graça e ela riu.
 
- Estou com um bolo de chocolate no forno, vocês vão fazer o que?
 
- Boneco de neve! – Respondemos juntos e a Sra.
 Lovato riu. 
- Tudo bem, eu os chamo assim que ficar pronto.
 
Saímos para o jardim e começamos nossa milésima tentativa de um boneco de neve. O mais próximo que chegamos, tinha desmoronado em vinte segundos.
 Justin tinha saído com os pais dele e provavelmente não viria aquele dia, o que não tinha tanta importância, na verdade. Ele reclamava demais de ficar no frio por tanto tempo. 
- Vou buscar uma pá maior, acho que deve ter alguma nas coisas que minha mãe usa no jardim –
 Nick disse fazendo careta quando nosso boneco caiu de novo. Eu ri. 
- Vou continuar montando.
 
Comecei a juntar a neve novamente assim que
 Nick sumiu. Poucos minutos depois, uma garotinha se aproximou. Garotas não eram legais, não naquela época. Ela estava toda de rosa, parecia de brinquedo, com as bochechas vermelhas por causa do frio e um gorro imenso na cabeça. Eu ri, e ela sorriu. Tossi logo em seguida, lembrando que eu não devia sorrir para garotas e me virei para o boneco. Mas ela não se moveu. Continuou ali, como uma Barbie em miniatura que alguém tinha fincado na neve. Fiz uma careta. 
- Perdeu alguma coisa? – Disse, levantando.
 
- Posso ajudar você? – Ela respondeu com uma voz animada, voz de menininha. Torci o nariz.
 
- Não, meu amigo já está me ajudando. – Bufei.
 
- Porque garotos são tão idiotas? Eu sou uma menina, não um leão. Eu não vou morder você! – Ela disse num tom de voz óbvio e meu queixo quase caiu no chão. Ela era menor que eu, como podia falar daquele jeito? Fiquei sem resposta, e ela riu.
 
- Mas... Mas... – Gaguejei – Essa é a casa do meu amigo!
 
- Eu sou irmã do seu amigo. – Ela riu – Você é o
 Joe, né? Minha mãe falou. Cadê o Justin, ele não vem hoje? Ele escondeu minha boneca, eu tenho certeza! Mas ele vai pagar, vai pagar muito caro e... – A pequena criatura disparou a falar e tudo o que eu fiz foi ficar com cara de bobo, sem conseguir interromper. Menina estranha aquela. 
- Achei uma maior,
 Joe! – Nick chegou – Ah, já se conheceram? Essa é a Demetria, minha irmã. 
-
 Demi, me chama de Demi! – Ela resmungou e eu ri. 
- Que seja. –
 Nick murmurou. 
- Posso ajudar vocês
 Nick? – Ela perguntou e ele deu de ombros, fazendo-a dar pulinhos animados e se juntar a nós.
- Justin! – Vi Demi correr em nossa direção e pular em Fletcher. Ele pareceu sem graça, mas a abraçou. 
- Hey,
 Demi! – Respondeu sorridente. 
- Oi,
 Joe! – Ela disse feliz e eu dei um passo pra trás, pra evitar que ela fizesse o mesmo comigo. Não que eu achasse que ela faria, ela parecia gostar bem mais deJustin. Mas só pra garantir. – O Nick está no quarto dele! 
- Valeu, baixinha! –
 Justin disse e ela fez careta, o que me fez rir. 
- Ei, eu tô quase da sua altura,
 Fletcher! – Ela bufou e cruzou os braços, caminhando até a cozinha – Ô mãe, o Justin me chamou de baixinha de novo! – Ela dizia com a voz chorosa e nós gargalhamos, subindo para o quarto. 
- Hey
 Nick! – Dissemos ao entrar no quarto, e ele sorriu. 
- E aí! – Disse estendendo a mão para nosso novo jeito de cumprimentar. Algo como bate as mãos, gira pra lá e pra cá e faz um barulhinho com a boca. Afinal, todos os garotos e turmas
 legais tem que ter seu próprio toque. – Vocês acreditam que a minha irmã e as amigas dela conseguiram fazer um boneco de neve? Bem melhor que o nosso! 
- Ah, fala sério! Elas são garotas de nove anos! – Respondi. E daí que eu só tinha dez, elas tinham NOVE. Pirralhas.
 
- A
 Demi consegue tudo o que ela quer, Jonas! – Nick riu. – Meu pai veio aqui no fim de semana e terminou a casa da árvore! – Ele disse empolgado. 
- Estamos esperando o que? Vamos pra lá! –
 Justin saltou da cama e nós descemos as escadas correndo. 
Demi estava no jardim balançando numa árvore em frente a enorme casa de madeira que o pai deles havia feito. Ela sorriu ao nos ver.
 
- Vão fazer o que? Posso brincar com vocês? A
 Dani não vem mais... – Ela fez bico e Nick riu. 
- Casa da Árvore. – Ele disse gargalhando.
 Demi fez uma careta e depois fechou a cara, Justin olhava sério. E eu com cara de nada. 
- Vou ficar aqui mesmo. – Ela respondeu fazendo bico.
 
- Por quê? – Ouvi minha própria voz perguntar, sem eu nem ter pensado antes. Ela levantou o olhar, sem responder nada.
 
- Porque ela tem medo! –
 Nick apontou e começou a rir, e eu comecei a rir junto com ele. Medo de ir numa casa da árvore? Que garota besta! 
- Gente, deixem ela... –
 Justin disse baixo e eu vi uma lágrima escorrer pelo rosto de Demi. 
- Medrosa! – Eu disse rindo e bati minha mão na de
 Nick. 
- Eu
 odeio você, Joseph Jonas. Meu irmão é um idiota depois que te conheceu. Você é um idiota – Ela chorava – Fiquem com sua casa da árvore estúpida. Eu odeio todos vocês! – Ela saiu correndo em direção a casa, e parou na escadinha, virando de frente – Menos o Justin, eu não odeio o Justin! – Disse chorando e correu pra dentro, enquanto nós ainda ríamos.
Acordei num pulo. Meus olhos demoraram pra se acostumar com a luz do abajur, e eu esfreguei os olhos. 
- É por isso que ela me odiava? – Lembrei, confuso, sem saber se aquela imagem fazia parte de um sonho ou de uma realidade distante. Meu quarto estava vazio, nenhum sinal de que
 Demi tinha passado por lá. Olhei para o relógio, quase quatro da manhã, eu tinha cochilado por vinte minutos. Passei a mão pelo cabelo, revoltado, e me joguei nos travesseiros. Estava claro: Ela não iria aparecer.
Londres, 2007.
Era triste ser um calouro de colegial. Nos primeiros dias de aula, era tudo novo, estávamos empolgados e tudo mais. Nunca tinha visto tantas garotas bonitas concentradas em um só lugar. Mas quando você é novo na High School e não é exatamente como os jogadores de futebol veteranos, tudo perde a graça bem rápido. Garotos de quinze anos, magrelos e com tendências roqueiras não agradam as líderes de torcida. Talvez quando tivermos dezesseis... Coloquei os fones de ouvido e fiquei observando a movimentação da escola. Vi alguns garotos do terceiro ano pararem suas idiotices por dois segundos e virei o pescoço pra ver o que eles viam.Demi e suas amigas estavam entrando no pátio do colégio, que nem naqueles filmes americanos, desfilando. Parecia que todo mundo abria espaço pra que elas passassem. Porra, elas também são calouras! Quando cruzaram ao lado dos playboys do colégio, um deles a segurou pelo braço. Eu não estava perto o suficiente pra entender o que diziam, sei que ela sorriu idiotamente pra qualquer merda que aquele acéfalo disse. Os dois riram e ela continuou seu caminho, enquanto ele e seus quatro amigos encaravam sua bunda. 
- Hey dude! –
 Nick chegou do meu lado e eu chacoalhei a cabeça com força. 
- Hey.
 
- Tava olhando o que? -
 Sua irmã, aquela nojenta gostosa! Quase respondi, mas respirei. 
- Umas garotas que estavam passando, só isso. – Murmurei, rolando os olhos.
- Nick! Nick! Nick! – Demi chegou pulando e eu arqueei uma sobrancelha, assim como Kevin. Ele também não estava acostumado com o jeito estranho daquela garota. 
- Meu Deus, vai chover hoje! A
 Demetria Lovato passando pela mesa dos losers com o refeitório lotado, wow! – Bati palmas e ela levantou o dedo do meio, sem olhar pra mim. Ri baixo. 
- O que aconteceu, sua doida?
 
Nick perguntou rindo e
 Justin encarava interessado. Duas amigas dela estavam paradas logo atrás. Danielle, que era simpática, vizinha deles desde sempre, e Selena, uma garota meio maluca que se juntou a elas no colégio. A outra nojentinha, a tal da Miley, não se deu ao trabalho de chegar perto de nós, estava na mesa dos populares, olhando para o nosso lado com desdém. 
- Você está olhando para a mais nova integrante da equipe de líderes de torcida desse colégio! –
 Demi pulou animada junto com as amigas. Justin riu. 
- Você passou? – Ele perguntou empolgado e
 Demi riu. A amiga dela deu um tapa na cabeça de Fletcher. 
- Claro que não,
 Fletcher, ela só está empolgada porque perdeu! – Selena disse gargalhando e ele fez careta – Eu tô brincando, bobinho! – Ela sorriu e Nick e Justin também. 
- Parabéns! –
 Nick disse tentando parecer empolgado, mas parecia um pouco preocupado. Muito provavelmente porque sua irmãzinha querida viraria uma biscate como todo o resto das cheerleaders. Mas eu desconfiava que ela já era assim. 
- Obrigada, chuchu! –
 Demi sorriu. – E nem venha pedir os telefones das minhas companheiras de equipe, Jonas. Conheço sua tara por líderes de torcida, mas gosto bastante daquelas garotas para desejar algum mal a elas. – Ela disse com uma piscadinha e os garotos gargalharam. 
- Outch! –
 Justin sacaneou. 
Apoiei as duas mãos na mesa e inclinei meu corpo pra frente, aproximando meu rosto do dela.
 Demi fez o mesmo, queria mostrar que não tinha medo de mim, mas deveria. Vi os veteranos amigos dela se aproximarem e acariciei seu rosto. 
- Mas que mal eu posso oferecer a elas,
 docinho? – Disse sorrindo o primeiro apelido infeliz que veio na minha cabeça – Elas já vão ter que aturar você, qualquer coisa depois disso é lucro! – Ri alto e os garotos também. Demi abriu a boca, mas não emitiu nenhum som. Sorri vitorioso.
Minha relação como Demetria parecia ficar cada dia pior. Não que eu realmente me importasse com isso, afinal, infernizar a vida da docinho (ela odiava esse apelido, então eu passei a usar sempre) era um dos meus hobbies favoritos. O único problema é que ela parecia gostar de arruinar minha vida também, então eu sempre me via em situações complicadas por causa daquela garota. Eu odiava admitir, mas ela era esperta. Nossa guerra nunca teria fim. 
-
 Joe, ME LARGA! – Ela berrou enquanto eu a prendia entre minhas pernas na cama, e segurava seus braços – SAI DE CIMA DE MIM! 
- Você vai ter que retirar o que disse. Você foi longe demais, porra! – Gritei, sentia meu rosto queimar. Acho que nunca tive tanta raiva de alguém como naquele momento. Eu estava segurando seus pulsos porque se ela não fosse uma garota, meus braços já teriam parado no seu rosto, num murro bem dado. Ela merecia.
 
- Eu não vou retirar porra nenhuma! – Ela parecia gritar mais alto do que eu – Eu estou pouco me lixando pro que vão achar de você!
 
- Mas é mentira, caralho! – Apertei mais seus pulsos, e vi
 Demi morder o lábio para não gritar. Tentei afrouxar um pouco minhas mãos – Eu não broxei porra nenhuma! 
Então ela começou a rir descontroladamente. Senti meu coração acelerar em um nível que poderia ser escutado a quilômetros. Bom, eu estava ficando com uma das líderes de torcida, a Janet. Ela era muito gostosa – Burra como uma porta, mas não é preciso muita inteligência para as intenções que eu tinha com ela – E a maldita da garota apareceu na minha casa no dia do aniversário da minha mãe. Estava cheio de parentes lá, e sabe... Ela queria um pouco
 mais do que eu conseguiria oferecer com toda a minha família no andar de baixo. Eu simplesmente a dispensei, o que não significa que eu broxei. Mas não, é claro que a Demetria Lovato fofoqueira espalhou para o colégio inteiro que eu era um broxa. Ótimo. Eu poderia matá-la ali mesmo. 
- Para de rir! – Berrei e ela tentava recuperar o fôlego, mas não conseguia. Comecei a torcer pra ela ter um colapso e morrer engasgada. De verdade.
 
- Ai
 Jonas! – Ela disse com a voz arrastada – Pela última vez: Eu não me importo que você não consiga dormir com mais nenhuma garota daquele colégio. Eu não me importo com nada que venha de você. 
Meu estômago revirou e eu a apertei com um pouco mais de força, e dessa vez ela gritou. Num movimento rápido, subiu um dos joelhos e me atingiu bem nas
 partes, se é que me entende. Caí para o lado, gemendo. Demetria xingava baixo e girava os pulsos com cara de dor. Depois um sorriso malicioso tomou conta de seu rosto, ao ver o meu estado. 
- É – Ela riu – Parece que agora realmente você vai virar um broxa. – Disse por fim e gargalhou, saindo de seu próprio quarto.
 
- Nunca mais olha na minha cara. – Murmurei, me contorcendo. Ela sorriu.
 
- Será um prazer.
Leeds, 2007.
- Onde é o banheiro mais próximo? – Disse ofegante e Stacey riu, esfregando seu corpo contra o meu. Estávamos em uma arquibancada quase cheia, e ela rebolando no meu colo enquanto me beijava. Tudo bem que ela era gostosa e tudo mais, mas aquilo estava ficando bastante constrangedor. 
- Tem o vestiário dos times – Ela disse beijando meu pescoço. Sorri malicioso.
 
- STACEY! – Ouvi aquela voz irritante e abri os olhos. Era ela mesma. Bufei.
 
- Oi,
 Demi! – A garota pulou do meu colo e se arrumou, sem graça. 
- Pro alongamento,
 agora! – Demi rolou os olhos brava enquanto arrumava seus cabelos em um rabo de cavalo. – Se você tiver uma torção no meio da partida, eu juro que quebro sua cara. 
Como ela era educada, minha nossa! Poderia dizer
 “Juro que substituo você por outra oxigenada burra”, mas não! Ela tinha que agir como se mandasse em tudo. Na verdade ali ela mandava, ela era capitã das líderes de torcida. Até hoje, no caso. Ela tinha renunciado ao cargo por causa do teatro. De cheerleader a Julieta, grande evolução. Era final do campeonato de futebol, estávamos em Leeds, no colégio dos adversários. Eu odiava futebol, mas os caras também vieram, e eu tinha a Stacey pra me animar um pouco. 
- Desculpa. – Vi Stacey murchar e saí do meu transe.
 Demetria rolou os olhos. 
- Que seja. – Ela murmurou como se fosse para si mesma, e Stacey nem me deu tchau, apenas desceu as escadas correndo em direção ao resto da equipe.
 Demi me olhou de sobrancelha erguida. – Jonas. – Disse, com um sorrisinho forçado, e eu ri. 
- Fala, docinho. – Sim, aquele papo de
 nunca mais olhe na minha cara não durou duas semanas. Só o tempo suficiente para ela ter se revoltado com algo que eu disse tacado uma bola na minha cabeça. Mais uma vez, um poço de delicadeza. 
- Pare de desencaminhar a Stacey, ela já é péssima, mas estamos sem saltadoras. Não me irrite. – Ela disse apontando o dedo e eu gargalhei.
 
- Não tenho culpa se você não cuida bem das suas oxigenadas,
 Demetria. 
-
 Demi, corre aqui! – Ouvi Miley gritar com vários pompons em mãos e fiz uma careta. Demetria apenas virou e foi embora, me deixando sozinho na arquibancada. Em dois minutos Justin chegou – Ele estava namorando uma líder de torcida, uma tal de Lucy, que era morena, coisa rara naquela equipe - Nick veio com ele e Kevin tinha ficado dando em cima das cheerleaders do time adversário. Ficamos conversando qualquer besteira até que o jogo iniciasse.
Go, Lions! Go, Go, Lions! 
Quem é seu Lion favorito?
 
JOSHUA! 
Go Go Joshua!
- Go Go Joshua! 
Imitei com a voz afetada e Kevin gargalhou. Ao contrário do que eu torcia secretamente, o time do colégio estava ganhando, 3x0 na casa do adversário, em uma final... É óbvio que o Joshua Savage, capitão dos Lions - que parecia mais um modelo com aqueles cabelos voando de lá pra cá - tinha feito dois dos três gols. Não me chamem de gay, mas aquele idiota era realmente bonito. Cento e dois por cento das garotas do colégio sonhavam em dormir com ele. Mas ele não podia, claro que não. Ele tinha dona. Isso mesmo, adivinhem? Demetria Lovato. O capitão do time com a capitã das cheerleaders. Típico. Fim de jogo e todos começaram a pular ao meu redor, inclusive Nick, que parecia realmente empolgado. Papéis prateados caíram sobre nossas cabeças, e eu vi Josh – como ele era chamado – Correr em direção aDemetria. Ele poderia ter escorregado, seria tão legal. Mas ele não escorregou, e ela também estava correndo. Como naqueles filmes melosos de romance, ela pulou em seu colo, cruzando as pernas ao redor de sua cintura, e eles trocaram um beijo de cinema. Meu estômago revirou e eu fiz uma careta, sem nem saber porque. Olhei para o lado e vi a expressão de Nick mudar. Qual era o problema dele? Devia saber da reputação da irmã, então porque parecia tão surpreso? Parei de pensar no que não devia quando Stacey surgiu na minha frente – Parecia ter brotado do chão – Já me beijando. Correspondi ao beijo já pensando que ela estaria animada para comemorar, e ri sozinho.
Eu não gostava de festa com pessoas populares. Tudo bem que era engraçado ver aquelas riquinhas perderem a linha, os brutamontes brigarem entre si, mas definitivamente não era a coisa que mais me agradava no mundo. Stacey tinha ido ao banheiro com as amigas, coisa que eu me recusei a entender anos atrás, esse lance de banheiro com companhia. Justin nem tinha vindo, tinha ido comemorar a sós com Lucy. Certo ele. Kevin e Nick deviam ter se arranjado com algumas garotas por aí. Esperei que Stacey voltasse, e ela começou a falar sem parar. Ela era irritante, a voz dela me irritava e eu não estava bêbado o suficiente pra agüentar aquilo. Saí atrás de algo mais forte, e vi Demi sentada no colo de Joshua enquanto conversava com Miley e o namorado dela, o goleiro do time que eu não lembrava o nome. Ela parecia ter um ataque de riso de algo que a amiga estava dizendo. Chacoalhei a cabeça e tirei meus olhos de lá, porque diabos eu estava os encarando mesmo? Fui até a cozinha, peguei um copo cheio de vodka e virei. E virei mais alguns outros, assim que Stacey me encontrou. Já estava sentindo meu corpo formigar, aquilo não era nada bom. 
- Eu vou pra casa. – Disse com a voz arrastada e não ouvi o que ela disse, mas girei as chaves do carro nos dedos. Saí cambaleando, não vi nenhum dos garotos, nem procurei. Acionei o botão que abria a porta do carro e tentei acha-lo entre tantos. Olhei para trás e vi que
 Demi discutia com Joshua. Miley e o goleiro estavam atentos a tudo. Josh a puxou pelo braço, ela o com força e para a minha surpresa, veio até mim. Pisquei os olhos com várias vezes. 
- Você não vai dirigir nesse estado,
 Jonas. – Ela puxou a chave da minha mão, mas não com força suficiente para arrancar. Segurei ainda mais forte, rindo. 
- Quem vai me impedir, você? – Gargalhei e ela bufou.
 
- Sim. – Opa. Por essa eu não esperava. – Dá essa chave, eu vou te levar.
 
- Que? – Definitivamente eu estava mais bêbado do que eu pensava.
 Demetria Lovato preocupada com meu estado? Não, aquilo não estava acontecendo. 
- Anda
 Jonas, dá a porcaria da chave! – Ela disse mais alto e eu olhei para suas pernas descobertas. Ri malicioso. 
- Belas pernas. – Ouvi minha voz de tarado e ri mais alto.
 Demi girou os olhos e pude perceber que ela reprimiu o riso. 
- Pervertido!
 
- Mas é verdade! – Não, eu não estava falando isso! Dessa vez ela riu alto.
 
- Cala a boca. – Disse baixo e eu poderia estar louco o suficiente, mas acho que vi suas bochechas corarem.
 
Sorri sozinho e atravessei a rua até meu carro. Ela estava logo atrás de mim. Bufei.
 
- Eu vou dirigir, volta pro seu capitão, anda! – Disse impaciente.
 
- Você não sabe nem o que tá falando, seu idiota! Não vou deixar você dirigir assim!
 
- Por quê? – Perguntei e ela suspirou.
 
- Porque... Porque meu irmão gosta de você e porque a Stacey é muito nova pra ficar sem namorado! – Ela disparou e eu gargalhei, entrando no carro.
 
- Quem é o namorado da Stacey?
 
Foi a última coisa que eu disse, rindo alto, antes de arrancar cantando pneus. Olhei pelo retrovisor e não sei como – Ela devia ser ninja ou coisa do tipo – Mas seu Audi estava atrás do meu carro. Buzinei, impaciente. Mas ela continuou me seguindo. Coloquei a cabeça pra fora da janela e virei pra trás, gritando:
 
- Pára de me seguir, porra!
 
-
 Joe! – Ela gritou, e eu virei para a frente. Não consegui frear, meu carro foi direto numa árvore. Bati a cabeça com força no volante e senti meus olhos girarem, procurando algum foco. Eu estava perdendo os sentidos. Ouvi o barulho da porta abrindo ao meu lado e alguns gritos desesperados. Dela.
-
 Joe, olha pra mim por favor! Joe! – Ela gritava, e do nada a dor em meu rosto parecia pequena, meu coração parecia que ia explodir. – Joe, por favor... – Ela repetia, e eu ouvi o barulho das teclas do celular dela. 
-
 Demi... – Minha voz saiu fraca, e eu consegui levantar a cabeça, ainda completamente tonto. Ouvi o barulho de algo caindo no chão, e em seguida sua voz estava próxima de mim, baixa, chorosa. 
- Vai ficar tudo bem... – Ela murmurou – Fique calmo.
 
Abri os olhos devagar, e a vi abaixar pra pegar o celular.
 
- Eu tô bem. – Disse baixo – Me leva pra casa. – Pedi, vendo duas
 Demetria’s em minha frente. 
- Eu vou ligar pra uma ambulância, é melhor e... – Ela ia dizendo e eu a interrompi.
 
- Não, eu estou bem, só estou um pouco tonto, juro. – Disse e ela suspirou alto.
 
- Consegue se mexer? – Perguntou, sua voz tão baixa e doce que nem parecia ela. Eu podia ver o desespero em seu olhar. Sorri de canto, involuntariamente.
 
- Você me ajuda?
 
Disse jogando as pernas pra fora do carro e ela assentiu com a cabeça. Foda-se meu orgulho.
 Demi me ajudou a levantar e a andar até seu carro, que estava quase do lado do meu. Não lembro exatamente o que ela foi falando no caminho, mas percebi que ela tentava me manter acordado, porque eu tinha batido a cabeça. Chegamos até o hotel onde todos estávamos hospedados, e ela subiu até seu quarto, me levando meio sem jeito. O perfume dela era bom, mas eu nunca iria admitir isso. Sentei em sua cama e ela correu, arrumando seu cabelo em um coque. Meus sentidos estavam voltando. Ela veio com uma caixa de primeiros socorros. 
- Você tem certeza que não quebrou o nariz? – Perguntou baixo e eu ri. Meu nariz realmente devia estar parecendo uma merda. Mas não doía.
 
- Tenho. Tá tão feio assim? – Perguntei e ela riu.
 
- Razoável. Vou precisar limpar esse corte, vai arder.
 
Disse com um algodão na mão e eu fiz careta.
 Demi se aproximou do meu rosto, e de repente meus olhos ganharam foco novamente. Puta merda, ela era muito linda. sua respiração calma e quente perto da minha boca fez com que eu mordesse o lábio sem querer, mas ela não reparou. Segurou meu rosto e passou algo que ardia muito na minha bochecha. Arfei e apertei sua cintura. Ela riu, e eu fiquei vermelho. 
- Tudo bem. – Ela murmurou, sem olhar pra minha mão, e continuou o que estava fazendo.
 
Minha cabeça doía feito o diabo quando eu acordei naquela manhã. Xinguei todos os palavrões possíveis suspirei. Eu não lembrava exatamente de como tinha chegado ali, mas sorri ao lembrar do jeito que
 Demi havia me tratado. Tomei um banho e olhei meu rosto, não estava tão ruim, tinha um curativo na bochecha. Eu não sabia porque, mas senti meu coração bater mais forte, e fiquei com medo daquilo. Me troquei rapidamente e corri para o hall principal. Muita gente estava indo embora. Avistei Demetria com algumas meninas e sorri, indo até elas. Ela saiu do meio das garotas e veio até mim. 
- Não fala comigo,
 Jonas. – Disse baixo, sua voz era de raiva. 
- Mas... O que foi que eu fiz? – Eu disse, assustado. Ela abaixou o olhar, percebi que tinha chorado. Aquilo deu um nó na minha garganta.
 
- Você existe. – Disse simplesmente e saiu da minha frente, mas parou – Ah! A chave do seu carro está com o
 Jones. 
Então ela partiu, e eu fiquei com cara de nada, no meio do saguão do hotel. Andei meio desnorteado entre as pessoas e ouvi
 Miley, sua amiga, comentando com uma menina. 
- O Joshua terminou com a
 Demi por causa daquele idiota. Ela não devia ter ido atrás dele. Ele que morresse no primeiro poste. – Disse, olhando pra mim, e eu entendi tudo. Até tentei falar com Demetria uns dias depois, mas ela não me ouvia. Então começamos a nos odiar de novo. Afinal, não era um gesto daqueles que ia mudar muita coisa. Ela não queria que mudasse, então, pra mim estava ótimo daquele jeito. Demetria Lovato volta pra lista negra. Fim de papo.
Londres, 2008.
Ouvi o telefone tocar e fiz um esforço enorme pra tentar achar que aquilo era um pesadelo. Mas não era. Quem diabos liga na casa dos outros quatro da manhã numa quarta feira? Puta que pariu! Cocei os olhos e tentei focar no visor do celular. Nick. 
- Que é, cacete?
 
-
 Joe, eu preciso da sua ajuda! – Nick disse e sua voz era realmente preocupada. Quando vi já estava sentado e preocupado também. 
- O que aconteceu? – Perguntei, com a voz meio estranha.
 
- A
 Demi sumiu, dude! E tá chovendo pra caralho, minha mãe tá preocupada e... – Ele continuou a falar, mas eu ri. – Puta merda Jonas, dá pra você ser meu amigo uma vez na vida? – Outch! Ameaçar a amizade é golpe baixo. 
- Desculpe, dude... Mas eu achei que fosse normal a
 Demetria sumir! – Eu realmente achava, diga-se de passagem. 
- Normal é, mas hoje ela ligou dizendo que estava voltando da casa dos tios da
 Selena, que é a uns quarenta minutos daqui... Ela ligou meia noite, são quatro da manhã e tá essa puta chuva, dude, eu vou sair pra procurar, falei com o Justin e o Kevin e eles vão ajudar! Posso contar com você? 
Suspirei. Até o
 Kevin? Não devia ser nada, nunca era nada. Demetria amava fazer o Nick arrancar os cabelos por porra nenhuma. Mas ele parecia realmente preocupado dessa vez. Suspirei, derrotado. 
- Tô aí em cinco minutos.
 
Realmente estava chovendo
 muito, com trovões e tudo mais. Fiquei com dó da Sra. Lovato, ela estava desesperada e o Nick também. Eu ficaria realmente puto se fosse só mais uma gracinha da Demetria. Mas eu não sabia porque, eu sentia que não era. Nick foi procurar com Kevin, porque achamos que ele não tinha condições de fazer isso sozinho. Justin e eu nos separamos, cada qual com um carro. Comecei a andar pelos lugares improváveis, já que Demetria podia ser tudo, menos previsível. Rodei cinqüenta minutos com o carro, já estava longe e com medo de nem saber voltar. A visibilidade tava uma porcaria. Liguei para os caras, mas nem sinal, então me obriguei a continuar procurando. Não era algo que eu soubesse explicar, mas eu já não me movia mais por apoio ao meu amigo ou a mãe dele. Eu queria encontra-la. Eu estava preocupado. Aquilo era ridículo, mas era um fato. A chuva fazia um barulho meio medonho contra o capô do carro, e eu parei em um posto de gasolina para abastecer. Entrei na loja de conveniência pra comprar uma água, e enquanto pagava, ouvi os comentários das funcionárias. 
- Aonde isso? – Uma delas parecia assustada.
 
- A uns cem metros daqui. – A outra respondeu, com a mesma cara de espanto. – A garota realmente parecia mal, mas o cliente que passou não teve coragem de parar. Poderia ser uma emboscada, você sabe como anda essa cidade e...
 
Não consegui ouvir mais nada. Garota. Mal.
 Demetria. Saí correndo e larguei a água, o dinheiro, tudo em cima do balcão. Cem metros pra que lado? Pensei rápido e lembrei que não tinha visto nada do lado que eu vim. Saí correndo na chuva grossa, ventava muito e estava muito frio. Quase não passava carro nenhum ali aquela hora. Continuei correndo, e então limpei meus olhos. 
-
 Demetria! – Gritei e fui até onde ela estava. Eu senti meu coração acelerar e meu corpo inteiro tremer ao avistá-la caída em um gramado vazio. – Demetria! – Repeti alto, segurando seu corpo em meu colo e sem querer, a chacoalhando. Seus olhos se abriram, perdidos em qualquer lugar, e fecharam novamente. 
-
 Joe... – Ela disse muito baixo, um sussurro. Minha cabeça girava. 
Demi estava completamente gelada, seus lábios estavam arroxeados. Perguntei a mim mesmo quanto tempo ela estaria vagando na chuva, mas afastei o pensamento rapidamente. Eu precisava tirar ela dali.
 
-
 Demi, você tá me ouvindo? Demi! – Repeti, segurando seu rosto entre mãos. Ela não respondeu, e eu fiquei mais desesperado. Minha voz falhou. – Eu vou salvar você. Eu prometo. 
A peguei nos braços e ela estava mole, seus braços escorregaram pra baixo e sua cabeça também. Senti uma lágrima escorrer em meu rosto, meu coração não batia normal. Eu não queria pensar naquilo, não queria. Ela não podia. Ela não faria isso. Não pensei naquela palavra, e quando vi, eu estava chorando feito um idiota com ela em meus braços. A sorte é que estava chovendo e não tinha ninguém ali, o que era bem menos constrangedor. Meu choro se transformou num soluço, a medida que eu andava mais rápido. Quando cheguei no posto, as mulheres vieram correndo, espantadas, mas eu não consegui entender o que diziam. Eu não ia deixar ela...
 morrer.Suspirei, ainda alheio a tudo o que falavam e a coloquei no banco do carro. Abri o porta malas correndo e peguei um casaco que tinha deixado lá, tentei colocar nela, mas minhas mãos tremiam absurdamente. Senti alguém tocar meu ombro, era uma das moças da loja, com mais dois casacos. 
- Valeu. – Disse ainda tremendo e peguei. Ela me encarou desesperada.
 
- Você a conhece?
 
Fiz que sim com a cabeça, e ela começou a enrolar
 Demi com as blusas. Peguei o celular no porta luvas, mas não tinha sinal. Eu também não conseguiria discar. Não lembro como agradeci as duas, se é que agradeci, só vi meu dinheiro e a água voando pro banco traseiro do carro. 
- Moço... – Uma delas fazendo sinal com a cabeça e eu olhei pra trás.
 Demi tinha aberto os olhos de novo. Dei a volta no carro e corri até ela, segurando seu rosto. Percebi que ela se esforçava pra tentar dizer alguma coisa, então interrompi rapidamente. - Não fala nada, fica quieta... Eu vou cuidar de você. Vai ficar tudo bem. – Disse, tentando parecer calmo, mas minha voz mal saía. – Promete pra mim que você não vai... – Parei no meio da frase. Ela sorriu, de olhos fechados. 
- Eu não vou morrer. – Disse com a voz muito baixa e eu suspirei aliviado, e não sei porque, mas eu beijei sua testa – Fica calma.
 
- Você que tá nervoso. – Ela sussurrou e eu não pude conter o riso. Até nessas horas ela consegue ser assim?
 
- Você não muda! – Chacoalhei a cabeça e entrei no carro, dando partida.
 
Demi estava tremendo, mas eu não podia fazer mais nada. Eu mal conseguia falar, a única coisa que saía era
 “Vai ficar tudo bem”. Era quase um mantra, e eu me sentia impotente ali. 
- Água... – Ela sussurrou e eu estiquei o braço pra trás, alcançando a garrafa. Também estava com sede, mas tinha prioridades ali. Encostei o carro e a ajudei a tomar. Quando encostei em seu pescoço, percebi que estava queimando. Deslizei minha mão até sua testa, que parecia pegar fogo. Meu estômago revirou de novo.
 
- Você está queimando! – Eu disse, e depois me arrependi. Eu não precisava desesperar a garota. Mas ela continuou imóvel.
 
- Desculpe. – Ela sussurrou, e virei para a encarar. Ela estava de olhos abertos.
 
- Pelo quê?
 
- Por isso. – Ela disse baixo e segurei sua mão gelada. Corpo quente e mãos geladas. Honestamente, ela estava bem mal.
 
- Não por isso... – Empurrei a frase, antes que outro “Vai ficar tudo bem” escapasse. Acho que falava isso mais pra mim do que pra ela.
 
- Eu fui assaltada... – Ela parou num longo suspiro – Levaram meu carro. – Sua voz parecia sumir, e eu me desesperei.
 
- Mas não fizeram nada com você? – Quase berrei. Ela fez que não, e eu respirei com um pouco mais de facilidade. – Descansa,
 Demi. Já estamos chegando, eu prometo. 
Dois minutos depois ela apagou. Não sabia se ela tinha me obedecido ou se tinha desmaiado, aquilo era terrível. Avistei um hospital e parei, a pegando no colo. Gritei com algumas pessoas, e os enfermeiros a carregaram pra dentro. Eu andava no corredor branco como um pai que esperava o nascimento dos filhos. Parecia que qualquer coisa dentro de mim ia explodir. Tinha conseguido falar com
 Nick, eles estavam a caminho, mas desconfiava que demorariam por causa da chuva. Não sei quanto tempo demorou, mas pra mim pareceu uma eternidade. Então o médico voltou. 
- Você é o acompanhante da
 Demetria Lovato? – Ele perguntou e eu assenti – Já fizemos todos os exames, ela está se recuperando. A febre está abaixando e ela parecia estar em estado de choque, mas está melhorando. Você fez muito bem em traze-la correndo. Deve ser um ótimo namorado. 
Quase engasguei com a última frase. Arregalei os olhos e respondi rapidamente.
 
- Ela é só minha... Amiga. – Tive dificuldade pra nomear nosso estranho relacionamento. Ele riu.
 
- Perdão. Sua amiga quer te ver, então. Pode entrar.
 
Abri a porta do quarto e
 Demi estava deitada presa a alguns fios estranhos. Caminhei até o lado da cama, e ela abriu os olhos. Curvou o corpo para sentar, e eu a ajudei. Então, mesmo com todos aqueles fios e com força alguma, ela me abraçou. Eu não consegui me mover, apenas passei a mão em seu cabelo, sem reações maiores. 
- Obrigada. Você salvou minha vida,
 Joe. – Ela disse com a voz num tom audível e eu sorri. 
- Você fez isso por mim uma vez. Estamos quites? – Perguntei e ela sorriu.
 
- Obrigada.
 
Então
 Nick e a mãe dele invadiram o quarto e eu vi Justin e Kevin do lado de fora. Vi os dois abraçarem a garota, a apertarem e sorri. Saí para junto dos meus amigos, respirando mais aliviado. Ela estava viva, e aquilo bastava.
Mal vi Demetria depois daquele dia. Isso porque ela ficou quinta e sexta em casa, e nossas aulas terminaram na sexta. Não tive coragem de visitá-la, e meu pai passou no colégio na sexta pra me buscar pra viajarmos. Quando voltei, dois meses depois, ela ainda estava viajando com sua família. Algo em mim pedia pra que eu tentasse contato, mas eu não o fiz. Aproveitei o resto das férias arrumando uma namorada, e quando Demi voltou, ficou sabendo disso. Eu tinha esquecido que Demetria Lovato e Andy Simons se odiavam. Elas não podiam ficar no mesmo ambiente, porque Andy não se conformava de Demi ter tirado alguns papéis dela quando entrou para o teatro. Acho que Demi encarou isso como uma provocação, e nós continuamos as brigas de sempre. Quando é com Joe Jonas e Demetria Lovato, nada é fácil. Nada.
Girei na cama acordei, desconfiando que mal tinha dormido. Lembrar de coisas assim enquanto se dorme é cansativo. Desenterrei minha cabeça do travesseiro, coçando os olhos. Então meu coração deu um pulo. Olhei para o relógio – cinco e dezenove – E voltei meu olhar pra ela. Sentada na poltrona olhando a chuva cair na varanda. Ela. Ela estava ali. Não consegui me mover, parecia que eu tinha borboletas no estômago. Tudo bem, isso foi bem gay, mas parecia. 
- Você disse meu nome enquanto dormia – Ela disse sem virar. Porra, como ela sabia que eu tava acordado? – Duas vezes. – Completou e eu senti meu rosto corar. Ela olhou por cima do ombro, sorrindo. – Talvez eu seja a garota dos seus sonhos... – Disse rindo, enquanto levantava em minha direção. Fiz o mesmo, me aproximando rapidamente.
 
- Talvez você seja... – Disse baixo, aproximando meu rosto do dela. A pouca luz vinha do abajour, e eu podia sentir um tremor na espinha ao olhar em seus olhos. Parecia que tinha alguma conexão ali. Ela sorriu de canto, cruzando os braços ao redor do meu pescoço.
 
- Pensei que você fosse me chamar de pretenciosa. – Disse baixo e eu a puxei pra muito mais perto, aproximando minha boca de seu ouvido.
 
- E você é. – Eu ri, e ela me acompanhou. – Pretenciosa, teimosa, mandona, irritante, maluca, bipolar...
 
- Eu espero que tenha um “mas” no final dessa frase... – Ela disse rindo e eu gargalhei.
 
- Mas... – Disse e ela me encarou nos olhos – Eu sei que eu também não sou grande coisa... Então eu me atrevo a dizer que a gente
 se merece - Eu ri e ela sorriu, mordendo minha bochecha. 
- Um amor bipolar... – Ela sussurrou – Eu gosto dessa idéia! – Disse rindo, e eu ia me manifestar, quando ela me deu um longo selinho – Não mais do que eu gosto de você. Eu acho que no fim das contas, você sempre foi a parte que faltava,
 docinho - Rimos alto e ao mesmo tempo, e ela estava corada, o que fazia meu coração bater de forma estranha - Eu só demorei muito pra reparar. – Ela disse por fim. 
Demi sorriu o sorriso que eu adorava, aquele que ela não mostrava pra ninguém. A puxei pra cima, e ela cruzou as pernas ao redor da minha cintura.
 
- Linda... – Disse sem nem pensar, colocando uma mecha de seu cabelo para trás da orelha, e aproximando nossas bocas. Ela fechou os olhos sorrindo e eu soube que aquilo era certo. Ela não era apenas
 quem eu queria. Ela era o que eu sempre quis.

Joe’s P.O.V mode OFF.

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Bom meus amores =)) demorei um pouquinho mais postei =))) 

11 comentários ??????????? OMG que lindo , obrigado amores !!! 


Jéssie - AMORE , eu estou sempre lendo o seu blog , sei que não tenho comentado , mas eu vou =)) bjssss mi amore !

Gente , eu estou muito contente pelos comentários =))) 

obggg


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