24/11/2012

Mini Fic - Velvet Reverie (Parte 1)






Eu nunca havia me apaixonado.
Eu nunca havia me importado com ninguém, nem comigo mesma; e isso não faz sentido, pois eu era a única coisa importante para mim.
Eu estava perdida em todo o meu glamour blasé, achando divertido tudo o que eu fazia e o que deixava de fazer.
Meus olhos estavam fechados e era dessa forma que eu estava vivendo. Anestesiada e caindo, sempre caindo. E eu não me importava...
Minha vida estava bagunçada, e eu estava atravessada em toda essa confusão; não queria ajuda. Minha decadência me confortava, eu estava acomodada com minha própria degradação. 
Mas as coisas mudam. O mundo gira. Pessoas aparecem em nossa vida. E a bagunça se torna ainda maior, mas quando você menos espera, essa bagunça só serviu para colocar todas as coisas no lugar. 
A culpa de tudo o que aconteceu é única e exclusivamente minha. Não há vilões nessa história, a não ser eu mesma. Não há problemas nem impedimentos, a não ser os que eu fiz questão de impor. Eu construí e destruí muitas coisas, aprendi o valor que o reconhecimento de um erro tem. 
E mesmo depois de muitas coisas boas, tudo sempre estava perdido para mim. Uma pessoa como eu não merece salvação.
Mas ele achou que eu estava errada, e me provou isso. Ele foi a maior confusão, porém o grande esclarecimento da minha vida.
E eu não tive escolha.


Depois de tanta insistência, Joe Jonas havia finalmente conseguido o que tanto queria comigo. Eu estava em seus braços, enquanto seus lábios macios tocavam os meus com um turbilhão de sensações contraditórias, que passavam dele para mim como se partilhássemos dos mesmos dilemas. 
Estávamos enroscados no banco traseiro de seu carro, e confesso que eu esperava mais de um cara de 20 anos. De qualquer forma, minha mente não se prendia a esse tipo de detalhes; ela estava sempre preocupada em me fazer agir quando eu não estava bêbada demais para simplesmente não ter uma consciência.
Com Joe, a minha constante queda parecia cessar. Eu não me sentia tão atravessada em minha própria vida, eu não errava tanto. Seus olhos Castanhos eram o oásis de conforto que eu secretamente buscava, mas jamais admitiria. Seu sorriso fazia o mundo não parecer tão cruel e frio; era como se uma garota como eu ainda tivesse sua salvação. E eu me sentia especial aninhada em seu peito, de um jeito que eu poderia chamar de terno, algo que nunca me aconteceu, nem mesmo quando Ethan me olhava com dor e dizia que me amava; seu coração sendo cruelmente dilacerado pela minha falta de sentimento. Talvez compaixão eu sentisse por ele, mas meu egoísmo sempre havia sido mais forte; eu nunca era capaz de dar um fim à nossa estranha e errada dependência. 
Mas com Joe... com ele era sempre diferente, irreverente, inusitado. Eu adorava, muito mais do que gostaria adorar, muito mais do que eu normalmente me permitiria. 
Meu corpo foi desajeitada e cuidadosamente repousado sobre a porta traseira do carro, enquanto seu tronco definido e largo por sob a camisa xadrez se deitava sobre mim. O jeans grosso dele estava entre as minhas pernas, sendo pressionado contra meu ponto quente graças à sua coxa esculpida. 
Os vidros embaçados, respirações descompassadas, movimentos atrevidos. 
Seus dedos ágeis contornavam minha virilha enquanto seu polegar abusado deslizava suavemente pelo tecido de minha calcinha. 
Suas íris Castanhos denunciaram seu nervosismo, enquanto eu era covardemente nocauteada por seu profundo olhar. E para mim, naquele momento, não havia nada que pudesse ser tão reconfortante, tão quente, tão maliciosamente adorável quanto a figura de seus cabelos desgrenhados graças a meus dedos, sua respiração desregulada que fazia seu peito parecer ainda mais pesado, sua excitação tão evidente e sua virilidade tão exposta e escancarada diante de mim. Aquela era a imagem perfeita de um homem pronto para dar um rápido prazer a uma mulher. Mas não para nós dois. Parecia algo mais. Não era errado, não era sujo. E eu me sentia pura novamente, como uma garotinha que mal sabia o significado de dedos masculinos e viris invadindo sua peça íntima inferior. Mas isso era apenas um sentido figurado atribuído àquela situação tão maravilhosamente não-planejada, que parecia irreal. 
Nosso contato visual permaneceu intacto, e graças à respiração pesada de Joe, eu podia sentir seu abdômen roçar no meu de um jeito deliciosamente provocante, embora fosse algo inocente. As carícias de seus dedos pareciam tímidas a principio, apenas me estimulando de forma que minha garganta não fosse capaz de conter os suspiros e gemidos embolados em um nó confuso. 
Seus olhos se estreitaram e todo o nervosismo pareceu evaporar com a velocidade de uma batida cardíaca. Um sorriso enviesado adornou seus lábios e aquele Joe sedutor estava de volta, disposto a me fazer perder coisas como juízo, dignidade e decência; coisas que não fariam a mínima falta. 
Agarrei os fios de seus cabelos num reflexo imediato proporcionado pelo prazer de quase ter uma parte dele dentro de mim, e prendi meu lábio inferior com os dentes, sentindo que a cada dia o efeito que ele tinha sobre mim se intensificava de maneira absurda. E mesmo que eu não gostasse de estar à mercê de um garoto, por mais lindo e atrevido que fosse, minha rendição a ele era inquestionável e totalmente tangível. Parecia o certo. Parecia que suas mãos fortes haviam sido feitas para deslizar por meu corpo sem qualquer pudor, e isso não me parecia impuro; seu olhar parecia destinado a corromper minha mente sem meu consentimento, e ainda assim isso lhe era dado de forma totalmente inconsciente. Ele conseguia arrancar de mim qualquer vestígio de degradação; fazia-me parecer linda. 
- Joe... – minha voz saiu num gemido estrangulado de prazer, enquanto meus olhos mergulhavam na escuridão entre minhas pálpebras. 
Ouvi uma risada curta e infame escapar de seus lábios, enquanto seu membro rígido se pressionava contra minha coxa. 
E uma inconsciência deliciosa me abraçou no exato momento em que Joe me penetrou com seus dedos, afundando o calor de sua boca em meu pescoço.
Meus dedos não suportavam sua própria força, segurando os cabelos macios dele sem nenhuma piedade. Meus gemidos quebravam o silêncio que preenchia a atmosfera, entrando em plena harmonia com os suspiros pesados que Joe liberava por estar dolorosamente excitado. 
Seu rosto se afastou levemente, apenas para que ele pudesse olhar profundamente em meus olhos enquanto eu me contorcia eroticamente sob seu corpo, sentindo o calor entre minhas pernas aumentar a cada minuto. O sorriso convencido e prepotente não abandonou seu rosto, e a irritação que me atingiu em função disso só serviu para intensificar todo o prazer que eu estava sentindo. De repente, meu quadril se tornou completamente submisso às investidas de seus dedos, e não bastava somente que Joe os movimentasse dentro de mim, eu precisava urgentemente me mover contra eles. 
Seu olhar de diversão destruía minha resistência, me levava cada vez mais para perto do abismo, e eu senti que estava caindo novamente. Mas de um jeito agradável e doce; um frio delicioso que se apoderava de minha barriga, um formigamento que atacava minhas extremidades sem misericórdia, e ia me preenchendo aos poucos, enquanto Joe sentia que seu dever estava quase cumprido. Mais um pouco, e eu estaria completamente em suas mãos.
Mais um pouco...
Sua testa se franziu em um sinal claro de que ele também estava à beira de um êxtase profundo, roçando descaradamente o volume em seu jeans contra minha coxa descoberta. E foi então que meu interior explodiu em pedaços e a dormência se instalou em meu corpo, segundos depois de ele ter-me feito chegar ao meu ponto máximo de uma maneira esplêndida. Eu tentava absorver o máximo de ar possível enquanto sentia meu peito subir e descer, fazendo minha respiração se misturar com a dele.
- Quero ir para casa – sussurrei com uma voz que não parecia minha; estava rouca e falha, inundada em êxtase. Seus olhos me fitaram confusos e ligeiramente desapontados; talvez eu não tivesse sido clara o suficiente. – Quero ir para 
sua casa. 
- Não sei se sou capaz de aguentar. – Seu sorriso sacana se alargou ao que sua voz tentava me persuadir.
- Que pena! – Dei uma mordida no canto direito de seu lábio inferior; minha voz tão convincente quanto a dele. – Eu gostaria muito de estar em sua cama esta noite.
Por mais que eu achasse que havia algo de errado comigo, no fundo eu sabia que era o certo. Era o certo porque era o que nós dois queríamos. 
Joe fechou seus olhos dolorosamente, como se o efeito de minhas palavras sobre ele fosse inimaginavelmente monstruoso.
- Sabe que não posso negar um pedido feito dessa maneira – ele murmurou, ainda de olhos fechados. – Imaginar você em minha cama é o que mais tenho feito desde que nos conhecemos.
Franzi minha testa em sinal de desconfiança. Será que depois de tanta negação de minha parte, Joe não havia aprendido que eu jamais seria apenas um fantasma que dormiu em sua cama por algumas poucas horas?
- Não... não me entenda mal, por favor. – Sua testa repousou sobre a minha delicadamente, enquanto seus lábios faziam cócegas nos meus a cada vez que ele os movia para formas suas justificativas. – Você sabe que não é só isso. Eu estou apaixonado por você. Tão desesperadamente apaixonado que preciso 
ter você.

Seus olhos febris denunciaram a verdade em suas palavras, e eu senti uma leve dor dentro de mim. Uma dor que nunca havia sentido. Uma dor que se parecia bastante com ternura; era agradável. Meu coração estava inflado dentro de meu peito, e esse era o motivo da dor. Eu parecia estar sendo preenchida, mas sem saber. 
Joe era meu favorito, disso eu tinha certeza. Seu jeito sempre tão adoravelmente perverso me causava as sensações mais desconhecidas e esquisitas. E eu adorava.
- Você fica bonitinho quando está sem graça. – Sorri infantilmente para ele, vendo seus olhos se estreitarem enquanto me fitavam de um jeito estranho.
- Tenha certeza de que eu não vou ficar bonitinho daqui alguns minutos, quando estiver sobre você. – Fui retribuída com um riso nada cristão, e sua boca se aproximou do meu ouvido com suavidade. – E se você quer saber, não estou te achando nem um pouco bonitinha agora.
Seus dentes prenderam o lóbulo de minha orelha tortuosamente, dando uma leve puxada, e Joe soltou todo o seu ar ruidosamente sobre a minha pele. Seus dedos fortes e ágeis seguraram os meus com delicadeza, guiando minha mão para baixo, até que ela tocasse o volume em seu jeans.
- Espero que isso seja 
fofinho para você. – Uma de suas sobrancelhas se arqueou, e seus lábios formavam um biquinho extremamente sensual, e essa combinação sutilmente infernal foi o suficiente pra acabar com o ar em meus pulmões.
Com a mente debilitada o suficiente para não conseguir formular uma resposta à altura de seu comentário, tudo o que eu fiz foi apertar meus dedos levemente ao redor de seu membro coberto, sendo unicamente guiada por meus instintos. Eu já havia perdido todo o meu controle naquele momento, e ver seus olhos fechados e sua boca entreaberta diante de meu rosto, soltando um gemido extremamente prazeroso, era muito mais do que eu podia suportar. A urgência havia triplicado.
- Vamos para casa e eu te direi se acho isso fofinho.
Com um sorriso nos lábios, Joe se levantou rapidamente e antes que eu pudesse conseguir pensar em me mover, ele já havia saído pela porta de trás e agora se encontrava no banco da frente de seu Jaguar. 
Tirei meus 
peep toes e pulei para o banco do passageiro, completamente desajeitada, e sem deixar de notar o olhar de Joe sobre minhas pernas quando meu vestido subiu perigosamente.
Com muito custo, seus olhos se desviaram de mim para prestar atenção ao trajeto que seguiríamos nos minutos seguintes. 
O sorriso que moldava seus lábios não era o de um rapaz com boas intenções, e isso ficava bastante claro pela forma como ele segurava no volante; com tanta força e autocontrole que aquela pobre peça se desfaria em pedaços a qualquer instante.
Mas ele havia dito que não estava me achando bonitinha naquele momento. Será que ele me considerava como tal?
- O que foi? – Joe perguntou educadamente quando percebeu que eu o estava olhando por tempo demais.
- Você disse que não estava me achando bonitinha, e isso me levou a inúmeras indagações internas sobre o que você pensa sobre mim – respondi, minha timidez sendo denunciada pelo simples gesto de colocar o cabelo atrás da orelha.
- Você se importa com o que eu penso de você? 
Havia sido pega de surpresa, mais uma vez. Isso já estava se tornando um verdadeiro clichê, ainda mais quando o assunto era Joe Jonas. Ele tinha o dom de me surpreender, de me impressionar, de adicionar um pouco de magia em tudo que poderia ser considerado sem graça e comum.
- Apenas responda a minha pergunta, Joe. – Fiquei séria de repente, odiando não estar completamente segura e no comando de tudo. Ele soltou uma risada nasalada quando percebeu a infantilidade estampada em meus lábios, que formavam um biquinho, e em meus olhos, que não o encaravam.
- Eu te acho encantadora – ele falou simplesmente.
- Isso é sério? Porque nenhum garoto já me fez esse tipo de elogio alguma vez.
- Eles estavam preocupados em te chamar de gostosa, em vez de prestar atenção em você de verdade. Você é a garota mais sensual que eu já conheci, e o mais excitante disso tudo é que é totalmente natural, como se fosse uma parte de você; nada forjado. – Joe aproximou seu rosto do meu, aproveitando que o carro estava parado em algum lugar que eu não pude distinguir. – O seu olhar é sempre tão doce, e eu aposto que nenhum garoto se preocupou em enxergar isso. O seu corpo, suas curvas são de uma mulher, mas a verdade é que você não sabe bem o que é. Você é uma garotinha, que me confunde com seus extremos. – Seus lábios roçaram nos meus levemente, e tudo pareceu sumir ao nosso redor. – Sendo menina ou mulher, tudo o que eu quero é 
descobrir você essa noite. Nos dois sentidos da palavra.
Mais uma de suas famosas risadas curtas e infames foi libertada por seus lábios, e seus dedos derrubaram a alça fina de meu vestido, quase deixando meu seio à mostra. 
- Vamos entrar – ele sussurrou de olhos fechados, e deduzi que estávamos parados em frente à sua casa. – Não posso mais esperar.
Não consegui formar frases ou sequer uma sílaba para respondê-lo. As palavras estavam em minha mente e na ponta de minha língua, como sempre estiveram, prontas para sair. Mas eu não conseguia dizer nada; tudo o que eu queria era que ele finalmente terminasse logo com aquela espera. E eu estava dormente, relaxada, despreocupada. Não havia por que temer perder o controle. Joe tirava todo o meu medo, e isso era o que mais me assustava. Significava que ele era diferente; que
aquilo que estava acontecendo entre a gente era diferente.
Andamos até a porta, ainda sem trocar uma palavra. Seu olhar penetrante já era o suficiente para que eu soubesse o que ele pretendia.
Não havia muito no que reparar pela casa; ela não me era mais uma estranha. O carpete dos degraus da escada já era bastante familiar sob os meus pés, assim como o corredor e as portas por ele distribuídas já me eram bastante íntimos. 
- Não se preocupe com os garotos, eles nunca me atrapalham. – Joe sorriu maliciosamente ao que paramos na porta de seu quarto, que ele abriu cuidadosamente para que eu entrasse. – 
Fique à vontade!


Continua ...



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Jája posto a segunda parte ^^ 

bjsss

2 comentários:

  1. PERFEITO POSTA LOGO O CAPITULO 39
    OLHA AMEI A MINI FIC
    primeira a comentar yes meu nome e shirley

    ResponderExcluir

Sem comentários ........... sem capítulos!