24/11/2012

Mini Fic - Velvet Reverie ( Final ) HOT




Senti um arrepio percorrer minha espinha ao ouvir aquelas palavras sendo pronunciadas de uma forma tão sugestiva. Logo depois de trancar a porta, ele parou atrás de mim, seu corpo tão próximo do meu que eu sentia sua respiração colidir contra meus cabelos. Todos os seus movimentos eram tão precisos e perfeitos, que pareciam minuciosamente calculados. A forma lenta e sedutora como ele girou a chave na fechadura, logo em seguida passando o dedo suavemente pelo interruptor para clarear o ambiente. O jeito como ele parou atrás de mim, como se fosse o ensaio de um toque. E principalmente a forma como seus dedos empurraram meu cabelo para o lado, e escorregaram por meu pescoço propositalmente, com a intenção de me causar arrepios.
- Eu 
realmente gosto quando você se arrepia – sua voz sussurrou contra minha pele. – Você sabe que comigo não adianta construir muros ao seu redor; eu estou bastante determinado a derrubá-los. 
- Joe... – murmurei falhamente, inclinando levemente minha cabeça para o lado numa tentativa de alcançar seus olhos. O fato de que ele enfraquecia todas as minhas defesas me deixava em estado de alerta. 
- Não, nada de ficar tensa. – Seus dedos massagearam a curva que unia minha nuca aos meus ombros, completamente retesada. – Lembra que você me disse, quando nos conhecemos, que não pertencia a ninguém? – Assenti levemente com a cabeça, ligeiramente entorpecida pelos movimentos de suas mãos e por sua voz rouca tão próxima de meu ouvido. – Esqueça isso. Hoje você me pertence.

Para quê nadar contracorrente? Por que evitar o inevitável? Eu já estava ali, no quarto dele, nos braços dele, completamente entregue; para que resistir? Eu já havia me conformado, e eu não me importava. Tudo estava nas mãos dele agora, assim como eu também estava. 
A razão, o controle, a indiferença; tudo isso me abandonou naquele momento. Era apenas eu ali, sob suas mãos e seus lábios. Indefesa e vulnerável, exatamente como ele queria que eu estivesse. Sem escapatória, sem argumentos, sem forças, e sem vontade nenhuma de sair dali. 
Minha fraqueza se triplicou quando seus dedos, completamente mal intencionados, empurraram as duas alças do meu vestido que, sem nenhum sacrifício, deslizou por meu corpo, acariciando minha pele. Minhas defesas eram nulas, pois lá estava eu, vestindo nada além de uma calcinha rendada e 
peep toes pretos. Uma leve brisa tocou meu corpo, mas não foi isso que me arrepiou. Suas mãos voltaram para minha nuca, dessa vez avançando sorrateiramente para frente, fazendo com que as pontas de seus dedos tocassem minha clavícula e meu colo. Sua respiração batendo diretamente em minha pele me excitou monstruosamente, e a rigidez de meus mamilos me denunciaria a qualquer momento. 
Joe girou meu corpo lentamente, até que eu estivesse encarando seu queixo marcado pelo sombreado de barba que havia ali, e senti uma onda súbita de vergonha me atingir. Ele estava 
inteiramente vestido, enquanto eu me encontrava praticamente nua em sua frente. 
Num reflexo automático de timidez, coloquei meus braços sobre meus seios, com o intuito de escondê-los, mas fui subitamente repreendida pelo olhar de desejo que enfeitava seu rosto. 
- Tive o maior trabalho para tirar seu vestido, e você se esconde? – ele disse sarcasticamente, com um sorriso torto e muito mal intencionado esboçado em seus lábios. – Não se preocupe, eu também estou assim. 
Lancei meu olhar diretamente para seu jeans, e qual não foi a minha surpresa ao encontrar o tecido levemente esticado. Segurei no cós de sua calça, sorrindo maliciosamente para ele, e o puxei para mais perto de mim.
- Estamos no mesmo estado, com a grande diferença de que você fica ainda mais linda assim. – Seus dentes prenderam meu lóbulo e o puxaram vagarosamente. – É simplesmente maravilhoso te ver dessa forma. 

Seus olhos me fitaram profundamente, e quando percebi, estava escuro, minhas pálpebras haviam se fechado, e a boca de Joe estava sobre a minha, beijando-me avidamente enquanto suas mãos subiam pela extensão de minhas costas. Em passos um pouco desajeitados, ele me guiou até a cama, onde fui deitada carinhosamente segundos depois. 
Seu corpo forte estava sobre o meu; sua virilidade à flor da pele fazia com que eu me sentisse uma mulher de verdade. Seus lábios desceram por meu maxilar e atingiram meu pescoço, deixando um rastro quente de beijos molhados por onde passavam; uma tortura absurdamente prazerosa. Fechei meus olhos e deixei que ele fizesse de mim o que bem entendesse, enquanto eu sentia que a urgência de tê-lo só aumentava a cada segundo. 
Sua boca envolveu um de meus mamilos, pegando-me completamente desprevenida, arrancando um gemido alto e falho de minha garganta. Joe repetiu essa ação inúmeras vezes, lenta e sensualmente, enlouquecendo-me com sua saliva quente em minha pele, enquanto uma de suas mãos moldava meu outro seio sob seus dedos. 
Eu estava completamente fora de mim, sentindo todas as minhas extremidades esquentarem e formigarem diante das carícias ávidas daquele garoto que tinha um poder sobre mim completamente desconhecido. Meus músculos estavam doloridos de tão retesados, inundados pelo prazer que ele me proporcionava com destreza, enquanto minha mente se esquecia de qualquer regra que eu houvesse imposto a mim mesma. Com Joe Jonas, essas normas de nada valiam. Ele nunca as respeitava.
Segurei fortemente em seus cabelos, completamente inconsciente de minha força, sendo totalmente guiada por meus instintos. Sua boca desceu por minha barriga e seus dentes prenderam a pele próxima de meu umbigo, dando uma leve mordida. Suas mãos percorreram minhas pernas, como se fossem as mais lindas que ele já houvesse tocado. Seus dedos ágeis alcançaram meus sapatos e, com muita prática, lançaram-nos para longe de meus pés. Não sei como isso foi acontecer, mas sua respiração quente e desregulada batia contra minha panturrilha, enquanto beijos demorados eram dados naquela região. Eu tinha certeza de que estava quase lá, em meu ponto máximo, tamanha era a vontade com a qual ele me provocava. E como se já não bastasse eu estar sendo torturada o suficiente, sua boca subiu por minha perna, num caminho de beijos entorpecentes e absurdamente prazerosos. Seus dedos ultrapassaram as duas tiras laterais de minha calcinha, acariciando meu quadril por baixo da peça. 
Ouvi uma risada provocativa escapar de seus lábios, e sua boca tocou minha virilha. 

- Joe... – suspirei seu nome mais uma vez, percebendo o quão repetitiva eu estava me tornando naquele momento. 
De repente, suas ágeis mãos deslizaram minha última peça de roupa por minhas pernas, de um jeito propositalmente provocante e sensual. Seus olhos contemplaram avidamente minha nudez, com um desejo imensurável incendiando suas íris Castanhos. Seus lábios se moldaram num sorriso intencionalmente diabólico, e tudo o que fui capaz de fazer foi jogar minha cabeça para trás, enquanto sentia seu hálito bater contra minha intimidade. A sensação de dormência retornou a mim, como uma velha conhecida, enquanto seus lábios perfeitamente desenhados tocavam o centro de minha feminilidade com tanta destreza que eu não conseguia compreender. Não conseguia absorver nenhuma informação, ou simplesmente entender como aquele cara poderia ser tão absurdamente perfeito em tudo o que fazia. Sua língua me estimulou diretamente, e o suor escorreu por minha pele, esquentando-a ainda mais. 
Levantei minha cabeça novamente, não podendo controlar a grande vontade de vê-lo que me atingia, e o ar me faltou quando vi sua cabeça em constante movimento entre as minhas pernas, seus olhos fechados, a testa franzida, as mãos viris comprimindo minhas coxas com tanta força, que eu era capaz de ver cada veia saltada de seus braços fortes. Meus olhos registraram aquela imagem com precisão, guardando-a em minha mente como uma das coisas mais marcantes que já me aconteceram. 
Deitei novamente minha cabeça no macio travesseiro, sentindo minha nuca gelada em função do suor que se alastrava pelos fios de meu cabelo, e percebi que eu estava muito perto de alcançar meu ponto máximo. Segurei delicadamente na cabeça de Joe, incentivando-o a ir com mais rapidez, e por um segundo, quando ele afastou sua boca de mim brevemente, achei que meu pedido não fosse ser atendido. Ele voltou para perto de mim, intensificando as carícias de seus lábios e língua, beijando minha intimidade tão avidamente quanto beijava minha boca. Foi quando eu dobrei uma de minhas pernas, tremendo de prazer enquanto seus polegares pressionavam minha virilha perigosamente, que tudo escureceu. Fiquei momentaneamente inconsciente ao mesmo tempo em que Joe absorvia todo o meu prazer, como se quisesse obter de mim muito mais do que eu pudesse oferecer. 
Eu podia imaginar a mim mesma naquela cena: quase desfalecida em uma cama de casal que cheirava a Joe Jonas, enquanto esse mesmo cara, tão sedutor e dominador, ao mesmo tempo em que era romântico e carinhoso, subia por meu corpo suado, distribuindo beijos por toda a minha pele molhada, se demorando novamente em meus seios. 
Quando eu menos esperava, meus olhos encontraram os seus, que me contemplavam, faziam com que eu me sentisse a garota mais linda do universo. Ele tinha um leve sorriso nos lábios avermelhados e inchados; uma mera e subentendida provocação. Suas mãos envolveram meu pescoço, num gesto de enforcamento, mas havia algo de muito erótico na forma como seus dedos acariciavam aquela região. Meus olhos se fecharam quando os lábios dele tocaram meu queixo, logo em seguida subindo para minha boca e contribuindo para que a minha falta de ar aumentasse. Não que eu me importasse.
Na verdade, havia uma única coisa que me importava, e estava me incomodando bastante. Joe estava 
completamente vestido. Com todos os botões da camisa no lugar. A braguilha do jeans fechada. A única parte do corpo dele que não estava coberta eram seus pés; não tinha me dado conta de como ele havia conseguido tirar os tênis e as meias. 
Numa tentativa bem sucedida de assumir o controle, envolvi seu ombro em meus braços, enquanto enroscava minhas pernas nas suas, de forma que seu corpo cedesse e fosse parar embaixo do meu num piscar de olhos. 
Sua testa se franziu ao que seu olhar se deparou com a imagem de uma garota completamente nua em cima dele, e confesso que a forma como suas íris me encararam foi o bastante para que eu me sentisse tão sensual e poderosa quanto ele. Era disso que eu estava falando quando mencionei que com ele eu me sentia diferente. Para ele, era como se eu fosse a garota mais linda, perfeita e sexy do mundo, como se não houvesse ninguém mais. E todos os meus desejos e fantasias mais secretas pareciam fluir de mim para ele como um processo natural. Todos os meus sentidos se aguçavam, na mesma medida em que eu me sentia mais mulher.

- Demi... – ele sussurrou enquanto meus dedos se ocuparam de tirar os botões de sua camisa das devidas casas. – Você me enlouquece.

Olhei em seus olhos ao que ouvi sua voz rouca e quase estrangulada gemer daquela forma tão ostensiva. Seu peitoral definido estava exposto diante de mim, e só o que eu queria fazer era tocá-lo. 
Distribui beijos por toda a extensão de seu tronco, sentindo seus músculos contraírem sob meus lábios e dedos, que nunca pareciam satisfeitos com cada pedaço dele que tocavam. Suas mãos seguraram em meus cabelos de uma forma autoritária, como se competisse comigo para ver quem estava no comando. Fiz questão de deixar isso bem claro quando mordi lentamente um de seus mamilos. 

- Eu quero que você sinta... – Subitamente, seus lábios alcançaram minha orelha, sussurrando as palavras com seu hálito quente. – Quero que você sinta, que saiba como eu estou me sentindo... por sua causa. 

Joe ficou com o tronco ereto, apertando minhas pernas ao redor de seu quadril, forçando-me contra ele para que eu pudesse sentir sua ereção por baixo do áspero jeans. Não pude evitar o gemido que escapou com vontade de meus lábios, enquanto minhas mãos se ocupavam de mandar aquela camisa xadrez totalmente indesejável para bem longe de nós dois. Mal havia tido tempo para pensar quando os lábios dele chocaram contra os meus de um jeito selvagem, como se quisesse me machucar, por mais que essa não fosse sua intenção. A linha turva e inconstante que separava a dor do prazer estava ali, e a tortura parecia protagonizar nosso jogo. Era dessa forma que eu estava me descobrindo nele. 
Apliquei uma leve força contra seus ombros largos com as palmas de minhas mãos, e ele voltou a deitar-se sobre o macio colchão novamente, sem deixar de envolver meu quadril com seus dedos. Seus olhos percorreram meu corpo com lentidão, numa intenção de guardar cada detalhe, e percebi suas pupilas se estrangularem de febre e desejo diante de mim. 

Com meus dedos trêmulos de ansiedade e prazer, desabotoei sua calça e desci o pequeno zíper metalizado, vendo seu abdômen contrair de antecipação. Dei um leve beijo um pouco abaixo de seu peitoral, sentindo-o espalmar suas mãos sobre minhas costas suadas, enquanto eu empurrava desajeitadamente seu jeans para baixo. Pude sentir cada músculo de suas coxas definidas contra a maciez das minhas; dois extremos deliciosamente misturados, a leve penugem de sua pele causando-me cócegas inocentemente maliciosas. 
E então eu contemplei sua virilidade por sob a boxer preta e justa que ele usava; o elástico Calvin Klein se mexia conforme sua pélvis se contraía aos meus menores movimentos. Olhar seu membro ereto e poder constatar que eu ficaria plenamente satisfeita após tê-lo dentro de mim, me excitou completamente. Joe não deixava a desejar em nenhum quesito, e exatamente por isso não me surpreendi ao olhar para aquela parte em especial de sua anatomia; eu não poderia esperar menos do que estava diante de meus olhos. Ainda mais de um cara como aquele. 
Mordi de leve a pele embaixo de seu umbigo, sentindo-o estremecer prazerosamente sob mim. Sua boxer logo foi retirada por meus dedos atrevidos, que traçavam arranhões por cada centímetro de sua coxa que tocavam. Agora a tortura era justa; estávamos de igual para igual. 
Deitei-me completamente sobre ele, sentindo minha umidade encontrar sua rigidez, e movi meu quadril constantemente apenas para provocá-lo. Sua testa se franziu, enquanto uma solitária gosta de suor escorria por ela, chegando bem perto de seu olho esquerdo. Abocanhei seu lábio inferior, e logo sua língua invadiu minha boca sem pudores. E eu senti cada pedaço do corpo dele no meu. Seu peitoral forte contra meus seios brandos, seu abdômen definido contra minha escorregadia barriga, sua masculinidade completando minha feminilidade mesmo ainda que indiretamente. 

Deslizei uma de minhas mãos por entre nossos corpos, alcançando sua ereção, segurando-a entre meus dedos enquanto Joe prendia a respiração e retesava todos os seus músculos. Comecei a movimentar meus dedos, em uma leve masturbação, e ele gemeu contra meu ouvido ao mesmo tempo em que quase estraçalhava minha cintura com a força de suas mãos. Acelerei, vendo-o arquear as costas e jogar o pescoço para trás, nem um pouco preocupado em disfarçar a tortura que sentia. Seus dedos envolveram meus glúteos, que preencheram toda a extensão de suas palmas, e ele os apertou com um entusiasmo monstruoso, fazendo-me sentir uma dor incrivelmente prazerosa. E apenas para uma doce vingança, eu o apertei em minhas mãos, para que ele não se esquecesse de que quem sempre estava no comando era eu. 

- Eu disse que... – sua voz saiu rouca e falha, mais sensual e erótica do que nunca. – Eu disse que essa noite... você me pertence. Eu mando.
Gargalhei escandalosamente, acelerando o vaivém de minha mão sobre seu membro, e ele soltou um gemido alto.
- Tem certeza? – perguntei diabolicamente, desacelerando, para depois voltar aos rápidos movimentos. 
E foi então que sua expressão mudou completamente. 
Eu quase não me dei conta de como aconteceu.
Sua testa relaxou, suas pupilas dilataram, um sorriso vitorioso repuxou seus lábios sorrateiramente, suas mãos subiram por meu corpo até envolver meus braços com uma força sem igual. 
Meu corpo estava sob o dele em questão de segundos. 
- Quer mesmo que eu responda sua pergunta? – Joe soltou uma risada nasalada, mantendo a expressão pretensiosa em seus traços faciais. 

Eu senti raiva.
Eu senti ódio.
Eu senti desejo.

Assim como senti tantas outras contraditórias emoções, tendo plena noção de que poderia explodir a qualquer momento, tamanha era a confusão em meu interior. Isso nunca havia me acontecido.
Preenchida por todos esses sentimentos extremos, cravei minhas unhas em seus ombros e as arrastei por sua pele com a certeza de que o estava machucando. Prendi seu lábio inferior entre meus dentes, puxando-o lentamente em seguida e sentindo o leve gosto metalizado de sangue em minhas papilas gustativas. Sorri ao ver o leve corte bem no centro de seu lábio bastante avermelhado e inchado e deslizei minha língua por ele, de um jeito propositalmente sexual, fazendo Joe gemeu mais uma vez.

- Você não sabe com quem está mexendo – ele sussurrou em meu ouvido, dando uma mordida vingativa e extremamente dolorosa em meu lóbulo. 

O sorriso maquiavélico em seu rosto me fez tremer, e segundos depois tudo o que eu via diante de meus olhos era o teto branco de seu quarto, enquanto sua cabeça ia de encontro a meu pescoço. Seus dentes prenderam minha pele com força, e logo depois seus lábios sugaram demoradamente a mesma região, com a intenção de deixar sua marca em mim. E repetindo esses gestos doloridos, ele desceu por meu corpo, até alcançar meus seios novamente. Quase fui capaz de arrancar os cabelos de sua nuca quando o senti morder meu mamilo rígido; um período considerável de tempo depois, seus dentes sendo substituídos por sua língua quente. 
Precisava dele dentro de mim naquele momento. Não consegui controlar meu desejo e minha excitação, ambas sensações umedecendo-me ainda mais, e arqueei meu quadril contra o dele, num pedido mudo pela consumação do ato. 
De repente, Joe afastou seu rosto de mim, segundos depois seu corpo, e abriu a gaveta do criado mudo para pegar a embalagem plastificada do preservativo. 
Ele mesmo o colocou, demonstrando tanta experiência que eu só me senti ainda mais quente ao vê-lo se proteger. 
Logo ele estava sobre mim novamente, deslizando seu membro entre minhas pernas como se estivesse me penetrando, e logo me dei conta de que mais uma provocação estava apenas em seu inicio. Fechei meus olhos com força, até que minha visão ficasse completamente turva, apertei seus glúteos definidos com o máximo que força que pude, empurrando-o contra mim numa tentativa de acabar com aquilo o mais depressa possível. 
Sua respiração colidiu contra meu rosto, e seus lábios deram um beijo no canto esquerdo de minha boca, pouco antes de suas mãos segurarem meus pulsos com força, prendendo-os acima de minha cabeça. 
Os movimentos de seu quadril foram intensificados, e eu suava mais uma vez, contraindo cada parte de meu corpo. Joe estava dolorosamente excitado, era visível em seus olhos doentes o quanto ele queria estar em mim. O fato incompreensível disso tudo era como ele estava conseguindo se segurar tanto. A resposta veio logo em seguida: ele era Joe Jonas. Incomum, bom em tudo o que faz, diferente de qualquer outro garoto. E claro, o mais óbvio disso tudo era que sua vontade de me provocar era bem maior que a sua vontade de aliviar toda a tensão que sentia. 
E ele continuou investindo contra mim, sem me penetrar, roçando sua pélvis na minha.
- Eu quero que você diga – sua voz murmurou contra a pele de meu maxilar, enquanto eu ainda sentia seus movimentos me iludindo, fazendo-me pensar que ele estava dentro de mim. – Eu quero que você diga que quer ser minha.
- Joe... – gemi de olhos fechados, não agüentando o fato de que ele estava me impedindo de tocá-lo.
- Se você me quer dentro de você, o diga. – Seus lábios tocaram os meus brevemente, e logo depois ele olhou em meus olhos.
- Eu... – engoli em seco, interrompendo minha fala. – Eu quero ser sua.
Joe sorriu, e não me senti uma completa idiota por dito aquilo a ele. Era o que eu realmente queria. 

E assim como ele havia me prometido, quando me ouviu dizer as palavras, me penetrou lentamente, mordendo o lábio inferior e fechando os olhos.
Involuntariamente, copiei sua expressão facial, esquecendo de qualquer coisa que não fosse nós dois, e me senti inteiramente preenchida por ele, o qual soltou meus braços momentos depois. Joe começou a investir com força, aparentemente descontrolado, descendo sua boca de meu pescoço para meus seios que se mexiam sutilmente em função da movimentação de meu corpo e de minha respiração. Segurei em seu cabelo, empurrando minha pélvis contra a dele e gemendo alto em uníssono com ele. Seus lábios estavam apenas cobrindo um de meus mamilos; ele parecia não ter força suficiente para fazer o que quer que fosse com ele, apenas gemia em harmonia comigo. Estávamos enlouquecendo.
Sussurrei em seu ouvido, temendo que ele não ouvisse tamanha era a rouquidão que minha voz carregava, pedindo por mais velocidade. E suas diabólicas íris Castanhos contemplaram minha expressão de puro prazer se transformar em indignação quando ele desacelerou e passou a investir com uma calma irritantemente angustiante. O sorriso enviesado de seus lábios era a prova mais viva de que ele estava realmente me desafiando, como se quisesse me provar que eu não posso estar no controle de tudo. Se tinha uma coisa que Joe sabia fazer bem durante o sexo, era me irritar. E eu queria machucá-lo de novo.
Deslizei minhas unhas desde sua região lombar até seus ombros, arranhando-o novamente, numa tentativa fracassada de fazê-lo acelerar o ritmo de penetrações. 
Ele apenas riu deliciosamente da minha urgência.

- Isso está muito bom, continue, por favor – ele gemeu bem baixo em meu ouvido._ Vá em frente, eu adoro.

O fato de que ele estava me pedindo para machucá-lo triplicou a minha excitação e também o meu ódio. Aquele mesmo sorriso prepotente dele estava lá, me provocando descaradamente enquanto seu cheiro me deixava levemente inebriada. Isso quase anulou minha raiva. Quase.
Enrosquei minhas pernas nas suas, de forma que ele ficasse brevemente imobilizado, e logo seu corpo estava sob o meu mais uma vez. 

- Você perdeu, Jonas! – Sorri maleficamente, vendo-o arquear uma das sobrancelhas charmosamente, mantendo o sorriso torto. 

Suas mãos seguraram em meu quadril com força, e eu comecei a me movimentar; dessa vez seria do meu jeito. Naquele momento, quem foi tomada pelo descontrole fui eu, e meu quadril se mexia freneticamente contra o dele, enquanto nós dois suávamos, meu cabelo bagunçava, meus seios balançavam e as coxas dele faziam pressão contra meus glúteos em função dos movimentos de fricção que ele fazia contra mim. 
Joe gemia constantemente, e vê-lo daquele jeito por minha causa, com seus lábios entreabertos, o pescoço retorcido de prazer, a testa franzida e os urros musicalmente sensuais escapando por seus lábios, me fez perceber que eu estava muito próxima do meu terceiro orgasmo. 
Segurei em sua nuca, trazendo seu rosto para perto do meu, necessitando urgentemente de um beijo. Joe apoiou-se em seus cotovelos, sentando-se sobre o lençol amarrotado, ainda segurando meu quadril. O toque de seu tórax brilhoso e suado contra meus seios me fez gemer um pouco alto demais, e a forma como minha barriga roçava na sua a cada vez que eu me mexia, me fez entrar em êxtase, já sentindo o familiar e delicioso formigamento.

- Mais um pouco... – ele ofegou em meu ouvido, passando sua língua pela lateral de meu pescoço, enquanto suas mãos passeavam de meu quadril para meus seios, apertando-os não tão gentilmente. Com um último e forte movimento, apertei seu quadril entre minhas pernas e percebi que gozamos juntos, soltando um gemido alto e uníssono que não conseguiu ficar preso em nossas gargantas. 
Recobrei uma parte mínima de minha força para que pudesse abrir meus olhos e assim que o fiz, encontrei os globos Castanhos de Joe me encarando de perto, com um deslumbramento imensurável refletido em cada detalhe. Num gesto de ternura totalmente inesperado, sua mão tocou minha bochecha com suavidade, enquanto eu tentava me familiarizar àquele tipo de coisa. 
Sua testa encostou na minha, e sua respiração aqueceu minha pele de um jeito completamente novo. Seus olhos ainda se perdiam nos meus, com um fascínio ainda maior, e algo mais estava presente ali. Algo que minha dormência não me permitiu distinguir, ou pelo menos essa foi a desculpa que eu dei a mim mesma para abafar minha curiosidade. Mas isso era meio impossível de se realizar, já que o toque dos lábios dele nos meus, um toque suave e inocente, foi o bastante para confirmar minhas inconscientes suspeitas. 
Um pouco constrangida, levantei-me cuidadosamente de seu colo, sentindo o vazio me tomar de assalto assim que ele deixou de me preencher. Deitei meu corpo, completamente exausto e satisfeito, no colchão delicioso e a imagem levemente desfocada de um Joe nu se dirigindo ao banheiro surgiu em meu campo de visão. Segundos depois ele voltou, com um sorriso em seus lábios e sem uma peça de roupa sobre o corpo.
Joe puxou o lençol delicadamente sob o meu corpo, deitando-se a meu lado e cobrindo nossos corpos nus com a fina camada de tecido branco. Seu braço deslizou pela lateral de meu corpo, repousando sobre minha cintura e sua pele se aproximou perigosamente da minha, me provocando um arrepio sutil. 
O cansaço e o sono foram me vencendo lentamente, em estágios, e a última coisa que eu me lembro de ter sentido foi a respiração de Joe bater contra minha testa segundos depois dele ter plantando um leve beijo no local.
Aquela era a minha purificação.

FIM

By : Vii

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Dividi em duas partes por que estava muito grande ^^ 
espero que gostem ^^
até mais tarde !!!!

Um comentário:

Sem comentários ........... sem capítulos!