31/10/2012

Addicted - Capitulo 2 e 3








Entrei na sala sentindo meu coração querer sair pela boca a cada passo que eu dava, tentei controlar minha respiração que já estava completamente descompassada, mas não consegui. Calma era a única coisa que eu não teria ali naquele momento. Olhei pra Denise que já estava do lado da cama de Joe e ela balançou a cabeça como se mandasse eu me aproximar, suspirei pela ultima vez e caminhei devagar até o pé da cama. Meu olhar subiu devagar dos pés até o rosto dele, senti as borboletas em meu estomago exatamente como da primeira vez que o vi, era como se um alivio tivesse percorrendo todo meu corpo trazendo a alegria de volta pra meu coração. 

‘Joe.’ Denise o chamou baixo tocando em seu braço e eu senti que podia desmaiar a qualquer momento. Joe lentamente abriu os olhos e piscou algumas vezes antes de sorrir pra mãe. Eu também sorri, só que pra mim mesma. Ver aquele sorriso novamente era como se eu também tivesse voltado a viver. ‘Filho, essa é a Demi.’ Ela sorriu apontando pra mim e os olhos de Joe se moveram lentamente em minha direção. Eu não sabia direito como reagir, uma parte de mim queria correr e abraça-lo, a outra queria sair correndo dali. Olhei para meus próprios pés com medo de encarar Joe nos olhos e finalmente saber que tudo isso não foi só um pesadelo, aquilo tudo era minha realidade, minha vida. Suspirei mordendo o lábio e levantei minha cabeça calmamente até meus olhos encontrarem os dele eu sentir uma pontada em meu coração. Ele não tinha mais aquele brilho no olhar de antigamente, agora seus olhos tinham uma mistura de angustia e dúvida que me deixavam ainda mais apavorada. 

Tentei sorrir apesar do desespero, mas não deu muito certo e eu preferi morder o lábio sem saber direito o que fazer. 
‘Lembra que eu te falei da Demi hoje mais cedo?’ Denise perguntou no mesmo tom de voz baixo. Joe sorriu balançando positivamente a cabeça. ‘Lembra que eu te falei sobre uma criança...’ Denise sorriu meigamente e ele novamente balançou a cabeça. 
‘O Logan!’ Ouvir ele falar o nome do nosso filho foi sem duvidas a maior alegria desses últimos dois meses. Não consegui controlar as lágrimas que escorriam rápido por meu rosto enquanto eu sorria apertando minhas próprias mãos. ‘Ele não veio?’ Joe olhou sorrindo pra mim e eu passei a mão rápido pelo rosto enxugando as lagrimas e funguei pra controlar o choro. Fiquei alguns segundos apenas observando ele sorrir pra mim, era como se meu coração tivesse voltado a pulsar normalmente. 


‘Não, ele... ele tá na escola uma hora dessa.’ Sorri nervosa dando ma olhada no relógio do meu pulso. Realmente essa hora Logan está na escola. Falei com ele algumas horas atrás, antes dele sair de casa. 
‘Filho, acho que a Demi tem algumas coisas pra contar pra você. Talvez uma certa história, sobre dois certos jovens inconseqüentes.’ Denise piscou pra mim eu fiquei sem reação. Achei que ela mesma já tivesse contado tudo pro Joe. ‘Demi, achei que essa seria a sua parte. Você sabe melhor do que ninguém essa historia.’ Ela sorriu se aproximando de mim. ‘Não tenha medo Demi, ele não lembra de nada, mas tenho certeza que vai adorar ouvir a historia da própria vida contada por alguém que fez parte da vida dele nesses 3 últimos anos mais do que ninguém.’ Ela me deu um beijo na testa, beijou a bochecha de Joe e depois saiu do quarto. 

Mordi meu lábio nervosa sentindo o olhar de Joe sobre mim como se me analisasse. O olhei sem saber direito o que fazer e ele sorriu como se tentasse me passar confiança. 
‘Então Joe, como você tá se sentindo?’ Me aproximei tentando controlar as lágrimas que já enchiam meus olhos. Toquei o braço dele sentindo sua pele quente e sorri instantaneamente. Ele desviou o olhar do meu rosto até seu braço, no lugar em que eu tocava. Retirei minha mão lentamente dali ao perceber seu olhar de duvida, cruzei os braços e sorri pra ele que retribuiu. 
‘Agora to melhor, já dormi um pouco, tomei os remédios, comi alguma coisa. Acho que já to pronto pra ter alta.’ Ele falou animado e eu ri balançando a cabeça. Joe sempre foi ansioso, sempre queria as coisas pra agora, pra esse segundo. 
‘Hey, devagar mocinho.’ Falei brincando num tom de reprovação e ele abriu um sorriso imenso. ‘Que foi?’ Falei ao reparar o sorriso dele. 


‘Nada, mas você pareceu minha mãe falando.’ Dei risada e lembrei que não era a primeira vez que ele me falava aquilo. Às vezes eu agia como a mãe dele, e ele sempre reclamava quando isso acontecia. ‘Então, qual a historia que você tem pra me contar?’ Ele me olhou sério e eu suspirei sem saber direito o que responder. 
‘Olha Joe, eu sei que pra você é como se eu fosse uma estranha, eu to aqui conversando normalmente, mas sei que na verdade você deve tá se perguntando quem eu sou exatamente.’ Parei pensando um pouco por onde começar. 
‘Bom, eu sei que você é a mãe do meu filho, não é como se você fosse uma estranha, quer dizer...de certa forma.’ Ele me olhou em duvida e eu sorri. 
‘Hm...eu vou tentar resumir os últimos 3 anos da sua vida ok?!’ O olhei e ele balançou a cabeça. ‘Bom, pelo menos as partes que eu apareço ou sei que aconteceram, claro que não posso saber de tudo.’ Botei as mãos no bolso da calça nervosa e puxei uma cadeira para perto da cama de Joe. 

Resumir os 3 últimos anos da vida de uma pessoa não é fácil, e mais do que resumir a vida dele, tive que resumir a minha e a de Logan também. Era como se eu estivesse revivendo tudo, cada momento, triste e feliz de nossas vidas. 

Quase uma hora depois senti um peso sair das minhas costas ao contar a parte do acidente que eu conseguia me lembrar e finalmente parar de falar olhando pra Joe que ouvia atentamente cada palavra minha. Ele sorriu meigamente e parecia ainda tentar absorver tudo que eu tinha dito, ficou algum tempo encarando o teto como se tentasse lembrar de alguma coisa e depois me olhou. 


‘Então...nós não éramos exatamente namorados?!!’ Ele perguntou e eu balancei a cabeça desconfirmando. ‘Mas de vez em quando a gente se pegava?’ Ele sorriu maroto e eu senti meu rosto arder.
 ‘Foram 2 longos anos morando juntos Joe, nós somos humanos, certo?’ Sorri. 
‘Certo, certo. E se você me dissesse que nunca rolou nada eu ia começar a duvidar seriamente da minha masculinidade.’ Ele fez uma cara pensativa e eu ri. ‘Mas falando sério Demi, eu posso ter perdido uma parte da minha memória, mas eu ainda me conheço melhor do que ninguém e sei que se eu vivi com você durante 2 anos, mesmo que a gente nunca tenha namorado nem nada, sem duvida é porque você é realmente especial pra mim.’ Ele me encarou com aquele olhar que sempre me deixava sem reação, tão verdadeiro e tão puro. Ficamos nos encarando durante um tempo até meu celular tocar e o numero de casa aparecer no visor, pela hora provavelmente era Logan perguntando se eu não ia almoçar em casa. 
‘Hey pequeno.’ Sorri olhando pra Joe. Desejei que ele lembrasse de tudo subitamente e falasse com Logan também. ‘Eu vou pra casa daqui a pouco tá bom meu amor? Espera a mamãe pra almoçar com você.’ Falei sorrindo e desliguei o celular vi que Joe também sorria. 
‘Como ele é Demi?’ Ele sentou na cama me olhando animado e eu senti meus olhos mais uma vez se encherem de lágrimas. Ele é sem duvidas o cara que mais consegue me surpreender, seja qual for a situação. 


‘Ele é lindo Joe, parece com você.’ Senti meu rosto arder um pouco e ele abriu um sorriso imenso. ‘Você costumava dizer que ele tinha seus olhos e seu nariz e a minha boca. A exata mistura de nós dois.’ Me aproximei um pouco da cama sorrindo. 
‘Então ele é realmente lindo.’ Ele estendeu a mão pra mim. Pensei alguns segundos antes de segurar a mão dele, tinha medo de sua reação, mas ele sorriu me passando confiança. ‘Demi, eu posso não lembrar de você, mas depois de ouvir você contando nossa historia sinto como se já te conhecesse há anos. É uma sensação engraçada.’ Ele deu risada apertando minha mão. Ouvimos uma batida na porta e eu me assustei soltando a mãe dele. 

‘Posso entrar?’ Denise botou a cabeça pra dentro do quarto e nós sorrimos balançando a cabeça. ‘Então, já conversaram?’ Ela entrou no quarto sorrindo. 
‘Já sim.’ Balancei a cabeça. ‘E bem, eu tenho que ir. Logan fica um pouco inquieto quando chega da escola e eu não to em casa.’ Sorri um pouco sem graça. 
‘Tudo bem minha querida.’ Denise sorriu meigamente. 
‘Quando você vem me ver de novo?’ Joe perguntou sorrindo e eu senti meu coração dar pulinhos de alegria. 
‘Em breve, Joe.’ Sorri e acenei saindo no quarto em seguida. 
Me encostei numa parede próxima a porta e fiquei sorrindo comigo mesma durante algum tempo. Uma enfermeira passou me olhando estranho e eu acordei do meu pequeno transe, e fui em direção a saída do hospital antes que Logan ligasse de novo. 





Capitulo 3



Incrível como toda vez que eu entro nesse hospital meu estomago começa a dar voltas e meu coração acelera de imediato. Agora é tão estranho caminhar por esses corredores que por tanto tempo foram minha segunda casa, cansei de dormir nesses bancos e acordar no outro dia toda dolorida. Já sei o trajeto até o quarto dele de cor, e a maioria das enfermeiras por aqui já me conhecem. Caminhei um pouco apressada e parei suspirando na porta do quarto 311, fiquei alguns instantes fitando minha própria mão encostada na maçaneta, até finalmente resolver gira-la e entrar no quarto. 

‘Demi!’ Fui recebida por um sorriso sincero de Joe e senti as borboletas fazerem uma festa em minha barriga. Denise também me olhou sorrindo e eu retribuí tímida. 
‘Olá minha querida. Tudo bem?’ Ela me abraçou e eu balancei a cabeça positivamente. ‘Bom, agora quer a Demi chegou eu vou sair porque tenho alguns problemas pra resolver.’ Ela me soltou e pegou a bolsa. ‘Algum problema pra você Demi?’ Eu balancei a cabeça. 
‘Não, nenhum Denise. Pode ir tranqüila.’ Sorri sincera e ela retribuiu mandando um beijo no ar pro Joe e saindo logo em seguida. Fiquei alguns segundos fitando a porta que acabara de se fechar até sentir Joe me encarando e me virar pra ele sentindo o rosto arder. ‘Hey!’ Me aproximei da cama sorrindo. 
‘O médico falou que daqui a uns 4 dias eu posso receber alta.’ Ele falou animado sentando na cama. ‘Quero voltar logo pra casa, não agüento mais esse quarto. Quero ensaiar com os caras também, se eu ainda lembrar como toca.’ Ele olhou para as próprias mãos. 
‘Claro que lembra Joe, você sempre tocou super bem.’ Sorri acariciando o braço dele. 
‘Você demorou pra vir me ver.’ Ele fez bico e eu fiquei com vontade de pular em cima dele. ‘Algum problema?’ Ele me olhou preocupado e eu neguei com cabeça. 
‘Não, nenhum. Só fiquei um pouco cheia de trabalho na faculdade, e o estágio também que me cansa.’ Suspirei. Passei a semana inteira querendo ver Joe novamente, mas cada dia chegava mais tarde em casa. E também não podia deixar o Logan lá todos os dias. ‘Ah, lembrei de uma coisa que eu trouxe pra você!’ Falei sorrindo e pegando uma foto que eu coloquei na bolsa antes de sair de casa. 
‘O Logan!’ Ele falou animado olhando para uma foto que havia sido tirada uma semana antes do acidente. Nela estava o Logan fazendo careta no colo de Joe enquanto ele me abraçava pela cintura e eu ria. ‘Ele é lindo, Demi.’ Joe sorriu ainda mais. 
‘Eu te disse.’ Falei sorrindo. Ele me olhou e depois voltou a atenção para a foto, ficou alguns instantes olhando pra ela e sorrindo. ‘Ele sente sua falta.’ Falei baixo e Joe me olhou sério. 
‘O que você diz pra ele?’ Joe botou a foto na mesa ao lado da cama. 
‘Que você tá viajando.’ Dei de ombros. ‘Antes costumava dar certo, mas agora sinto que de certa forma ele não acredita mais.’ Mordi o lábio tentando controlar algumas lágrimas que insistiam em querer cair. 
‘Hey.’ Joe me abraçou pela cintura de forma que eu sentasse na beira da cama. ‘Demi, eu vou receber alta daqui a alguns dias, e a primeira coisa que eu vou querer fazer é conhecer o meu filho, o 
nosso filho.’ Ele sorriu meigamente e eu balancei a cabeça concordando. Ficamos alguns minutos abraçados em silêncio, apenas sentindo a presença um do outro. ‘Será que o Logan sente raiva de mim por eu ter ficado esse tempo todo sem dar noticia?’ Ele me encarou com o rosto próximo ao meu. 
‘Claro que não, Joe.’ Sorri fraco. ‘Você é o pai dele e nada muda isso, ele te ama.’ Encarei os olhos dele que não se decidiam entre olhar para meus olhos ou minha boca. Ele se aproximou um pouco fazendo com que nossos narizes quase se encostassem e meu coração querer sair pela boca. Mais alguns segundos nos encarando e quando eu senti no nariz dele tocar no meu, uma batida na porta fez com que eu pulasse mais de um metro de distância dele. 

‘Licença.’ Uma enfermeira entrou sorrindo no quarto e eu respirei um pouco aliviada. Talvez as coisas estivessem indo rápido demais. ‘Então Joe, como você tá?’ Ela sorriu anotando algumas coisas em uma prancheta. 
‘Tô ótimo.’ Ele riu sem graça e me olhou logo depois. Forcei um sorriso e desviei o olhar para a janela. 
‘Que tal dar um passeio aqui pelos corredores?’ A enfermeira sugeriu animada. ‘Esticar um pouco as pernas, o que acha?’ Ela olhou pra Joe e ele balançou a cabeça concordando. 
‘Ela pode ir comigo?’ Ele apontou pra mim e a enfermeira sorriu concordando. 
‘Vocês formam um casal lindo.’ Ela nos olhou de um jeito apaixonado e eu sorri sem graça. 
‘Olha, é o nosso filho.’ Joe sorriu como uma criança mostrando a foto que eu tinha lhe dado minutos antes. 
‘Ah, vocês tem um filho?’ Ela pegou a foto e sorriu. ‘Que menino lindo!! Como ele chama?’ Ela nos olhou devolvendo a foto pra Joe. 
‘Logan.’ Respondi enquanto ele botava a foto novamente na mesinha. 
‘Ah que gracinha. Vocês são uma linda família.’ Ela sorriu sincera e eu retribuí. ‘Vamos Joe?’ Ela abriu a porta para que eu e Joe passássemos e depois andou ao nosso lado. ‘Bom, normalmente eu acompanho o paciente, mas como você está muito bem acompanhado Joe, vou olhar outros pacientes.’ Ela sorriu e se afastou virando em um corredor logo a frente. Um silêncio se instalou entre mim e Joe, talvez ainda estivéssemos confusos sobre a grande aproximação que tivemos instantes atrás. 

‘Odeio silêncios constrangedores.’ Ele falou de repente me fazendo rir. 
‘Então, quando sair daqui você vai pra casa da sua mãe?’ O olhei séria. Eu ainda morava na casa que a gente dividia, já que tinha vendido meu antigo apartamento desde que me mudei pra casa de Joe. Na verdade seria estranho agora, porque a gente divide o apartamento, mas a verdade é que ele é do Joe, sempre foi. 
‘Provavelmente. Minha mãe vai querer ficar o dia inteiro grudada em mim.’ Ele sorriu sem graça. Era verdade, do jeito que a Denise é coruja, ela não ia querer se separar dele nem por um segundo. ‘Então, o Logan já estuda?’ Joe mudou completamente de assunto e eu sorri com o interesse dele pelo filho. 
‘Uhum, entrou há pouco tempo, ainda tá se adaptando.’ Botei as mãos no bolso e continuamos andando lentamente pelo corredor quase vazio. 
‘Antes ou depois do acidente?’ Ele me olhou e eu sorri fraco. 
‘Um pouco antes. Fomos juntos com ele no primeiro dia de aula, aliás, na primeira semana a gente teve que ir porque ele tinha medo de ficar sozinho, depois ele fez alguns amiguinhos.’ Suspirei lembrando de alguns acontecimentos um pouco antes do acidente. 
‘É estranho ouvir minha vida contada por outra pessoa.’ Ele riu baixo balançando a cabeça. ‘Se não tivesse acontecido esse acidente, como estaria nossa vida, Demi?’ Ele me olhou sério e eu fiquei algum tempo calada. 
‘Não acho que teria mudado muita coisa.’ Dei de ombros. ‘A gente estaria no mesmo apartamento, cuidando do Logan. Você com a banda e eu com a faculdade e o estágio. Seria uma vida normal, Joe.’ Sorri fraco e ele retribuiu. 
Seguimos pelo corredor conversando sobre nossas vidas, Joe agora perguntava sobre mim, sobre a faculdade, o estágio. E eu estaria mentindo se dissesse que ele não parecia interessado em tudo. 
‘Ah, acabou nosso passeio.’ Fiz uma voz de criança e Joe riu entrando no quarto. ‘Daqui a pouco a Denise deve tá chegando.’ Falei me encostando na cama e Joe se sentou ao meu lado. 
‘Demi, você erm...’ Ele me olhou como se pensasse no que falar e eu levantei a sobrancelha. 
‘Eu...’ Mexi a cabeça pra que ele continuasse. 
‘O que você...sentia por mim?’ Ele me olhou nos olhos daquela forma que faz com que eu me sinta vulnerável, parece que ele consegue ler minha alma. Fiquei algum tempo encarando os olhos dele sem reação, meu coração batia tão acelerado que fiquei com medo dele ouvir. Sentia o olhar angustiado de Joe sobre mim e sua respiração pesada que parecia se aproximar cada vez mais. Eu me sentia incapaz de falar qualquer coisa ou de mexer um músculo sequer. 
Mais uma vez uma batida da porta fez com que eu pulasse a mais de um metro de distância de Joe e ele suspirou passando a mão pelo cabelo. 

‘Voltei!’ Denise entrou sorridente no quarto e eu agradeci mentalmente. ‘Aconteceu alguma coisa Demi? Você tá pálida!’ Ela me olhou preocupada e eu forcei um sorriso.
‘Não não, tá tudo bem. Eu...preciso ir pra casa.’ Falei rápido pegando minha bolsa. Sorri para Denise e olhei receosa pra Joe que sorriu fraco, retribuí e saí da sala o mais rápido possível. 

Fui o caminho inteiro até em casa pensando nas palavras de Joe. Por que ele queria saber o que eu sentia por ele? Iria fazer alguma diferença afinal? Bufei pegando as chaves de casa e quando abri a porta fui recebida por um Logan sorridente. 
‘Mãããe.’ Ele veio correndo e me abraçou. Minha maior felicidade é sem duvidas chegar em casa e ser recebida com um sorriso do meu filho. 
‘Own meu pequeno. Tudo bem?’ Sorri pegando-o no colo e indo sentar no sofá. Ele balançou a cabeça positivamente. ‘Daqui a alguns dias eu acho que você vai ter uma surpresa, meu amor.’ Falei lembrando das palavras de Joe sobre querer ver logo o Logan. 
‘Papai?’ Ele sorriu como se já soubesse. 
‘É surpresa danadinho.’ Mordi de leve a bochecha dele que riu alto. Sem duvidas ele sabia que era alguma coisa relacionada ao Joe. 


postei mais um capitulo ( duplo ) ... espero que gostem !!!!! 

e comentem POR FAVOR !!!! 

bjsssssssssss 



29/10/2012

Addicted - Capitulo 1










‘Demi?’ Ouvi Denise me chamar e abri os olhos lentamente. Meu corpo inteiro doía, era como se eu tivesse sido atropelada por um caminhão. Ela sorriu meigamente e se aproximou sentando ao meu lado. 
‘Como ele tá?’ Falei tão baixo que mal escutei minha voz. 
‘Tá bem, quer dizer...pelo menos ele acordou!’ Ela forçou um sorriso. ‘A gente precisa conversar.’ O sorriso desapareceu do rosto dela e eu senti um aperto no peito. Balancei calmamente a cabeça confirmando e a olhei tentando me manter calma. 
‘Aconteceu alguma coisa?’ Minha voz saiu falha. 
‘Aconteceu sim minha querida. Eu conversei com o médico e ele me falou algumas coisas sobre o estado de saúde do Joe.’ Ela parou suspirando e cada vez mais eu sentia meu peito ser esmagado. ‘Ele me falou tudo detalhadamente claro, disse que agora o estado dele está estável. Mas que eles não conseguiram evitar uma seqüela.’ Ela pegou minha mão que tremia e suava frio. 
‘Denise, pode falar. Eu agüento.’ Mentira, eu estava quase desmaiando. Forcei um sorriso. 
‘Demi, ele...perdeu parte da memória.’ Senti o chão sob meus pés simplesmente sumir e uma dor insuportável em meu coração, por alguns segundos achei que tivesse perdido todos os sentidos, até sentir a mão de Denise apertando a minha. Olhei para seu rosto tenso ainda tentando assimilar as palavras dela. 
‘P-perdeu?’ Gaguejei. 
‘Perdeu Demi, não completamente. Ao que parece ele só lembra até mais ou menos uns 14 ou 15 anos. Eu e o médico conversamos com ele, para tentarmos descobrir. Ele lembra dos amigos, da banda, mas...’ Ela me olhou apreensiva. 
‘Mas?’ A olhei já com os olhos cheios de lágrima. 
‘Ele não lembra de você Demi, e nem do Logan.’ Soltei um gemido de dor e ela me abraçou forte. Era como se tivessem arrancado meu coração ou então partido ele em milhares de pedaços. O Logan, logo o Logan, ele é uma criança, ele não vai conseguir entender isso. ‘Calma Demi, por favor.’ Denise pediu nervosa sem saber direito como agir. 
‘D-desculpa.’ Me afastei dela e cobri o rosto com as mãos. 
‘Não, tudo bem minha querida. É só que ver você assim me parte o coração, e eu não posso fazer nada pra te acalmar, te tranqüilizar.’ Ela pegou minhas mãos e sorriu. ‘A partir de agora vai ser tudo diferente Demi, por mais que a gente diga ao Joe tudo que aconteceu, o médico disse que ele dificilmente recuperará a memória, mas que não é impossível. Quem sabe com o tempo, a convivência.’ Ela falava calmamente enquanto eu ainda soluçava alto atraindo os olhares curiosos de algumas pessoas que passavam por ali. 
‘Mas Denise, o Logan. Ele é uma criança, como ele vai lidar com tudo isso?’ Falei com a voz embargada. 
‘Eu sei Demi, vai ser difícil. E eu sinceramente não tenho um bom conselho pra te dar, também estou perdida ainda com tudo isso que aconteceu. Achei que quando ele acordasse tudo voltaria ao normal.’ Ela começou a chorar e eu me senti um pouco egoísta por estar tão desesperada apenas por mim. A Denise sempre foi uma mãe coruja, Joe é o garotinho dela, ela sempre teve tanto medo de acontecer qualquer coisa com ele. 
‘Denise desculpa, eu estou sendo egoísta.’ A abracei e ficamos lá chorando juntas, sofrendo juntas. Porque tudo isso tinha acontecer? 

Comecei a pensar nos últimos 3 anos da minha vida, tudo tinha ficado de cabeça pra baixo. Me mudei pra Londres na expectativa de uma vida melhor, queria estudar, me formar e me dedicar ao trabalho, o resto seria conseqüência. Até eu conhecer o cara perfeito e ver a noite que era pra ser a mais perfeita da minha vida se transformar em um pesadelo. Conheci Joe em um bar junto com seus amigos de banda. Logo da primeira vez que o vi senti as famosas borboletas no estomago, meu coração bater acelerado e um sorriso idiota tomar conta do meu rosto. Conversamos a noite inteira e acabamos ficando, mas estávamos bêbados demais pra ficarmos apenas nos beijando, precisávamos de alguma coisa a mais. Ele me chamou pra ir ao apartamento dele e eu fui mesmo sem saber direito que estava fazendo, e como dá pra imaginar acabou rolando muito mais do que simples beijos.

Até hoje não me lembro muita coisa daquela noite, apenas alguns flashes. Acordei no dia seguinte completamente de ressaca e completamente sem roupa, assim comoJoe. Saí da casa dele antes que ele acordasse e deixei o numero do meu celular embaixo do telefone dele. Nem sei por que fiz aquilo, sabia que ele não ia ligar, mas quando estou de ressaca faço as coisas meio inconscientemente. Passei a semana toda pensando em Joe, lembrando do sorriso dele, da risada, dos seus olhos, e quando já tinha certeza que ele nem lembrava mais de mim, meu celular tocou e pra minha surpresa reconheci sua voz do outro lado da linha.

Combinamos de nos encontrar e mais uma vez acabamos a noite no apartamento dele, e mais uma vez acordei completamente sem roupa deitada ao lado dele na cama, e mais uma vez saí pela manhã antes que ele acordasse. Joe é aquele tipo de cara que você se apaixona de primeira, não por que ele é um conquistador, muito pelo contrario, talvez seja por causa de sua espontaneidade. Ele é divertido, engraçado, tem um ótimo papo, beija bem, é bom de cama. Não que eu seja experiente em se tratando de sexo, pra falar a verdade, a minha primeira vez foi com o Joe e eu tinha acabado de fazer 16 anos. Pra alguns isso pode ser irresponsabilidade, mas a verdade é que eu nunca tinha me sentido tão segura ao lado de um cara, ele tinha me conquistado da forma mais simples e mais rápida possível. Claro que eu não o amava, mal o conhecia, mas o pouco que já sabia sobre ele foi o bastante para que eu tivesse certeza de que ele era o cara certo pra eu ter a minha primeira vez. Depois dessa segunda vez se passou uma, duas, três, quatro semanas e ele nunca mais deu sinal de vida. E eu também não fui atrás, sabia que eu era apenas uma boa companhia e um bom sexo pra ele, nada mais. 

Porque a gente sempre acha que determinada situação nunca vai acontecer com a gente? Vemos tantos exemplos, às vezes de amigos próximos, mas nunca estamos convencidos de que aquilo pode acontecer com a gente, até que realmente acontece. Lembro daquele dia como se fosse hoje, cada detalhe, cada sentimento, tudo. 

Acordei me sentindo enjoada, achei que tivesse sido apenas alguma coisa que tinha comido no dia anterior, tomei um remédio qualquer e fui pra o colégio normalmente. O enjôo não passou, e logo depois veio a tontura também. Comentei com a Miley, minha melhor amiga e que sabia de minha vida toda e ela sugeriu de uma forma digamos...sutil, que aquilo poderia ser sintomas de uma gravidez. Sinceramente, na hora a única coisa que e consegui fazer foi rir, claro! Imagina se eu poderia estar grávida, eu tinha usado camisinha, não tinha? Me amaldiçoei pelo fato de não conseguir lembrar de quase nada das duas noites que passei com Joe. Tentei convencer a mim mesma de que eu tinha sim usado camisinha, mas não consegui convencer Miley, que logo depois da aula me arrastou pra uma farmácia e comprou o teste de gravidez. 

Fui até em casa tentando convencê-la de que definitivamente não estava grávida, claro que eu não estava, eu não podia estar! Aqueles 5 minutos que esperamos pelo resultado foram os 5 minutos mais longos da minha vida. Sentia meu coração batendo cada vez mais acelerado a cada segundo, minha pernas estavam inquietas e minha unhas já não existiam mais. Tentei mais uma vez me convencer de que eu definitivamente tinha usado a droga da camisinha, eu não poderia ter sido tão irresponsável. Ouvi Mi gritar meu nome do banheiro e fechei os olhos respirando devagar e mentalizando que eu era responsável e eu tinha lembrado da camisinha. Caminhei lentamente até onde ela estava e a olhei esperançosa. Miley apontou o pequeno frasco em cima da pia e eu olhei prendendo a respiração. Me aproximei mais da pia e olhei atentamente tentando me convencer de que eu só podia estar enxergando coisas, ali não era duas linhas vermelhas eram? Não podia ser! Senti Miley pegar em minha mão e suspirar alto, balancei minha cabeça negativamente pensando que aquele resultado tinha que estar errado, testes de farmácia não são tão confiáveis. 

No dia seguinte fui novamente à farmácia e comprei outro teste, dessa vez sem Miley, precisava fazer aquilo sozinha. Novamente as malditas linhas vermelhas apareceram. Fiquei ali, sentada no chão do banheiro jurando pra mim mesma que nunca mais colocaria uma gota de álcool em minha boca. Perdi a noção do tempo sentada ali, chorei até meus olhos começarem a doer e eu não ter mais forças nem pra me levantar. Ouvi meu celular tocar alto em algum lugar do quarto, mas não fiz nenhum movimento, eu não conseguia, sentia que qualquer movimento que fizesse iria me partir ao meio. Fiquei mais algum tempo ali apenas pensando no que fazer, teria que falar com meus pais obviamente, e quanto ao Joe, eu sinceramente não tinha muita certeza se ele ao menos lembraria de mim. Ouvi passos se aproximando e quando dei por mim já estava chorando no ombro de Miley, sempre me esquecia que ela tinha a copia da chave do meu apartamento. 

Um mês se passou mais rápido do que eu esperava, já tinha ido ao médico, feito exames e já sentia um pedacinho de vida dentro de mim. A parte mais difícil foi contar para meus pais, não sabia se dizia que era de um cara que mal lembrava que eu existia ou se inventava um namorando ou um ficante. Acabei falando simplesmente a verdade, não conseguiria esconder deles durante muito tempo. Meu pai ficou meses sem falar comigo, minha mãe foi para Londres ficar um tempo comigo e como ela mesma dizia, tentar botar um pouco de juízo na minha cabeça. Mas de que adiantava? A besteira já estava feita mesmo. Assim que ela chegou em Londres me obrigou a ir falar com Joe, afinal eu não poderia dar conta de um filho sozinha né? Eu tinha 16 anos recém completados, era apenas uma estudante sustentada pelos pais em um país completamente desconhecido. 

Acho que nunca tive tanto medo de uma situação, tive menos medo de contar pra meus pais do que pra Joe. Não sabia como dizer aquilo, ninguém chega pra um cara que transou duas vezes e depois sumiu e fala 
"parabéns, você vai ser papai!". Eu não sabia se tinha medo dele não lembrar de mim, se tinha medo dele dizer que não ia sustentar filho nenhum ou de sei lá, ele me chamar de louca e me expulsar de lá, vai saber qual a reação dele. Para minha surpresa ele me recebeu com um sorriso e ao que parecia se lembrava perfeitamente de mim, inclusive do meu nome. Sentia cada parte do meu corpo tremer com cada palavra que trocávamos, ele provavelmente percebeu meu nervoso já que perguntou várias vezes se estava tudo bem, se eu precisava de água ou qualquer coisa do tipo. Não sabia se tentava primeiro entrar em uma conversa agradável e depois contava, ou se contava logo de uma vez, desejei que minha mãe ou Miley estivessem ali comigo, seria realmente mais fácil. 

Joe começou a conversar e eu apenas dava respostas monossílabas, tinha vontade de mandar ele calar a boca e falar que estava grávida de uma vez, e foi o que eu fiz. Quer dizer... não o mandei calar a boca claro, mas o olhei com medo e disse que tinha uma coisa realmente séria pra falar com ele, e que era exatamente por isso que eu tinha ido procura-lo. Ele se ajeitou no sofá e me olhou sem entender, respirei fundo e soltei a bomba de olhos fechados, o medo e o pânico tinham tomado conta de mim por completo, eu mal ouvia o que estava falando. Quando acabei de falar tudo suspirei e abri os olhos encontrando Joe estático me olhando, ele não se mexia, nem piscava, fiquei com vontade de perguntar se ele ainda estava respirando, mas não foi necessário já que a boca dele foi abrindo lentamente e ele balançou a cabeça negativamente. Era como se ele quisesse falar alguma coisa, mas não conseguisse. Mordi o lábio já me convencendo de que essa reação era a mais óbvia, claro que ele não ia sorrir e dizer que nós seriamos felizes para sempre. Ele ainda nem tinha feito 17 anos, era um adolescente inconseqüente que gostava de sair pra se divertir com os amigos, ele não ia abandonar essa vida por causa de um simples...filho.

Me levantei rápido falando qualquer coisa que nem eu mesma entendi e saí de lá correndo, ele não foi atrás de mim, nem gritou meu nome, acho que ele nem se mexeu do sofá pra falar a verdade. Cheguei em casa já chorando e encontrei minha mãe me esperando como se soubesse exatamente tudo que tinha acontecido, ela nem falou nada, apenas deixou que eu chorasse em seu colo. 

Mas a vida nem sempre é exatamente do jeito que a gente espera, talvez a maior surpresa que eu tenha tido durante todo o processo foi o dia em que eu encontreiJoe parado na porta da minha casa, achei que fosse algum tipo de alucinação, ou eu podia estar sonhando acordada. Duas semanas já tinham se passado desde nossa ultima conversa, ele não tinha me ligado e nem nada, tinha sumido exatamente como da segunda vez que transamos. Ele me olhou com aquele olhar de 
"precisamos conversar" e eu o convidei pra entrar, aquele não era bem o tipo de conversa pra se ter no meio da rua. Minha mãe por sorte não estava em casa, Joe iria se arrepender amargamente de ter ido até lá se tivesse encontrado com ela. 

Talvez eu tenha julgado aquele garoto inconseqüente de quase 17 anos cedo demais, nem sempre as pessoas são o que aparentam ser, ou talvez apenas existam algumas exceções, e Joe sem duvidas é uma delas. Ao contrario de tudo que eu poderia ter imaginado sobre as reações dele, ao contrario de tudo que a maioria das pessoas poderiam pensar, ele fez exatamente o que ninguém poderia esperar de um adolescente, talvez nem tão inconseqüente assim. Quando ele me falou que iria assumir aquele filho, que iria bancar aquele filho e iria arcar com todas as conseqüências do 
nosso erro, eu quase desmaiei. Minha única reação foi sentar rápido no sofá e o olhar como se ele fosse algum tipo de alienígena. Eu não conseguia entender porque ele estava fazendo aquilo, e ele parecia tão decidido, não parecia de forma alguma estar ali por obrigação ou qualquer coisa do tipo. A partir daquele dia eu soube que não importava o que acontecesse, Joe estaria sempre presente em minha vida. 

Seis meses depois eu já tinha sido assunto no colégio, assunto no shopping, na padaria, na rua ou em qualquer lugar que passasse, afinal uma garota de 16 anos desfilando grávida por aí não é exatamente comum. Minha mãe ainda estava comigo, mas eu sabia que alguma hora ela teria que voltar para a vida dela, pro trabalho dela, pro marido dela. Marido esse que por sinal ainda não falava comigo. Joe estava presente o tempo todo, principalmente depois que soube que seria um menino, quem visse o sorriso que ele abriu quando o médico falou pensaria até que nós éramos o casal mais perfeito do mundo, tendo o filho tão esperado. 

Não foi exatamente uma surpresa o dia em que eu cheguei em casa e vi as malas de minha mãe já prontas no meio da sala. Ela me olhou como se pedisse desculpa e eu apenas a abracei com a certeza de que mesmo distante ela sempre seria a pessoa que eu mais poderia confiar. E Mais uma vez Joe conseguiu me surpreender, dessa vez com nada menos que uma proposta para que eu fosse morar com ele. Eu poderia esperar qualquer coisa dele, menos um convite desses afinal nem éramos namorados, o único laço que nos ligava era um projeto de ser humano que pesava cada vez mais dentro da minha barriga. Ele disse que seria melhor, que ele poderia estar mais presente e que eu não poderia morar sozinha estando grávida, de certa forma ele estava certo. Não tive como recusar sua proposta, aliás, ele nunca deixaria que eu recusasse. Menos de uma semana e eu já estava perfeitamente acomodada na casa dele. Tinha um quarto de hospede que ele ajeitou pra mim, já tinha um pequeno enxoval que nós tínhamos comprado algumas semanas antes e a maior surpresa de todas, ele tinha comprado um berço! Seria completamente mentira se eu negasse que a essa altura já estava completamente apaixonada por Joe, nunca um cara me surpreendeu tanto quanto ele. Durante todo aquele tempo se nos beijamos 5 vezes foi muito, e todas foram apenas conseqüências de algum momento, a gente se empolgava meio sem querer. 

No dia do parto eu tinha a impressão de que Joe estava mais nervoso do que eu, acho que ele seria aqueles pais que desmaiam no meio do parto! Os amigos de banda dele estavam lá tentando acalma-lo de alguma forma, conseguiram convencê-lo de que não seria bom que ele assistisse o parto, o que me deixou bastante aliviada. Nunca uma dor foi tão recompensadora como a dor do meu parto, quando a enfermeira colocou aquela coisinha pequena e chorona no meu colo senti como se tudo a minha volta tivesse sumido, meu peito se encheu de uma alegria tão imensurável, era como se eu estivesse flutuando. Olhei pela janelinha que agora estava com a cortina aberta e pude ver o sorriso imenso de Joe enquanto as lagrimas escorriam por seu rosto e os amigos lhe davam tapinhas no braço parabenizando-o. Algum tempo depois já estava no quarto e Joe estava do meu lado olhando para o bebê em meu colo. Ele sorriu bobo passando o dedo pela cabeça do pequeno e com a outra acariciava minha mão. 

Fiquei no hospital 3 dias e depois recebi alta para ir pra casa com o bebê. Eu e Joe ainda nem tínhamos escolhido o nome dele, achamos melhor esperar um pouco. Pouco tempo depois que chegamos em casa tive um sonho com um bebê que se chamava Logan, achei que era exatamente o que precisava para me decidir pelo nome do meu filho, Joe adorou o nome e foi assim que batizamos dele. 

Vivemos durante dois anos juntos, não como um casal, mas como um pai e uma mãe. Lógico que de vez em quando rolava alguma coisa mais entre a gente, mas respeitávamos os limites um dos outro, era nossa opção não assumir compromisso nenhum. Eu me apaixonava cada vez mais por Joe, com cada pequeno gesto ou pelas palavras mais simples dele, nunca dissemos as famosas 3 palavrinhas um pro outro, mas eu sabia que o carinho que ele sentia por mim era imenso. Perdi a conta de quantas vezes ele disse que eu e Logan éramos duas das coisas mais importantes na vida dele. Apesar de tudo durante aqueles anos fomos apenas pais. 

‘Demi?’ A voz de Denise surgiu em minha mente me despertando. Pisquei os olhos algumas vezes ainda tentando me localizar, parece que em alguns minutos eu tinha revivido os últimos 3 anos de minha vida. A olhei ainda confusa e ela sorriu meiga. ‘Acho que você quer ver ele né?’ A olhei sem entender, ainda não tinha me situado exatamente. De repente a imagem do acidente veio em minha cabeça. Não que eu lembrasse de muita coisa, já que eu desmaiei. Mas lembro de Joe falando alguma coisa nervoso, de uma freada brusca, o carro rodando algumas vezes e depois de mais nada, só de ter acordado na cama de um hospital. 
‘Ah sim, claro.’ Sussurrei tentando afastar as imagens do acidente de minha cabeça. Ela se levantou me puxando pela mão e caminhamos lentamente por aquele corredor que eu já conhecia tão bem. Foram dois meses andando nervosamente por ele, dois meses de agonia, dois meses sem Joe. Talvez os dois meses mais difíceis da minha vida, como eu poderia explicar pra uma criança de 2 anos que o pai dele está em coma? Eu não tinha como falar isso pra meu filho, mas a desculpa de queJoe estava viajando já não o convencia mais. 
Quando Denise me ligou no meio da madrugada passada avisando que ele tinha finalmente acordado nem pensei duas vezes. Acordei a babá que tinha contratado pra me ajudar a cuidar do Logan durante esse tempo e vim correndo para o hospital. Mais de 24 horas já tinham se passado, e só agora eu finalmente o veria novamente, achei que fosse ser tudo tão fácil que ele iria simplesmente acordar e perguntar pelo Logan, até eu receber a noticia da perda de sua memória. 
‘Pronta?’ Mais uma vez a voz de Denise me despertou do transe. A olhei apreensiva e ela sorriu tentando me passar confiança. Balancei a cabeça positivamente e quando ela abriu a porta senti o medo tomar conta do meu corpo. 




Está ai o 1° capitulo da fanfic >>> ADDICTED <<< !!!!!!!!!!!!!!!espero que vocês gostem dessa nova fic !!!! e que venham mais seguidores *----*
Eu estou muitoooooooooo animada com essa fic ... ela é linda ^^ Vejo vocês amanhã para o novo capitulo !!!!
E obrigado a todas vocês que comentaram na mini fic ... fiquei realmente muiiiito feliz =))

5 comentários para o próximo capitulo !! *--------------*





Respostas dos comentários do Final da Mini Fic !! *----*





bjsssss

28/10/2012

Mini Fic - 5° Capitulo ( Último ) + Divulgação !!!







3 Semanas depois 

 Nessas três semanas que se passaram eu fiquei me martirizando. Eu poderia ter feito algo para impedi-los de ir, impedir os três. Mas agora é tarde demais, eles se foram.
          Agora eu entendo porque as pessoas dizem que só damos valor ao que temos depois que perdemos. Eu, às vezes, desejava que Joseph explodisse, agora... Agora apenas o que aqui do meu lado, abraçando ou brigando comigo, tanto faz, só o quero aqui. Quero ele e meus filhos.
          Não tenho falado com ninguém. Nem com meus pais. Não saio de casa, mal como. Fico somente sentada no sofá olhando para o nada, como se fosse mudar alguma coisa.
          O exército fez uma nova busca, desta vez mais reforçada, mas não os acharam. Ofereceram a mim uma indenização, que é oferecida a as famílias de um soldado que morre, mas eu não aceitei. Não queria nada vindo deles.
          Agora, que estava saindo da cozinha com um copo de água, ouço o telefone tocar. Corro e o atendo.

----------- Ligação -----------

Demi: Alo?
Xxx: Filha? É você?
Demi: Sim, mãe. Sou eu.
Dianna: Por que não tem me ligado nessas semanas? Aconteceu alguma coisa? Diga-me, estou preocupada.
Demi: Mãe... As crianças e Joseph, eles... _ comecei a chorar _ Eles...
Dianna: O que foi, filha? Eles o que?
Demi: Eles devem estar mortos. _ desabei mais ainda no choro _
Dianna: Demi, não brinque comigo.
Demi: Não estou brincando, mãe. Falaram-me falar que atacaram a base em que eles estavam. Eles ficaram desaparecidos e então fizeram uma busca, mas não os encontraram.
Dianna: Ai meu Deus! Não pode ser! _ senti que ela começou a chorar também _ Como pode isso acontecer?! Filha, como você está?
Demi: Estou acabada, mãe. Nada faz sentido sem eles aqui comigo. Eu quero meus filhos aqui comigo, mãe... Eu quero meu Joseph comigo!
Dianna: Venha aqui para casa, filha. É melhor para você.
Demi: Não, vou ficar aqui. Eu tenho que... Que...
Dianna: Filha? Filha, está aí?
Demi: Tenho que desligar, mãe. Tchau.

------------ Ligação -------------

          Eu estava tendo uma alucinação, só poderia ser. Não seria possível Joe e as crianças estarem entrando pela porta da casa nesse momento, a não ser que fossem fantasmas. Me aproximei lentamente e só dei conta de que estavam mesmo ali quando a crianças vieram correndo em minha direção. Me abaixei e as abracei fortemente.
Bryan/Connor: Mamãe!
Demi: Filhos, eu senti tanta saudade! _ falei deixando minhas lágrimas caírem com mais intensidade _
Connor: A gente também, mamãe!
Joe: Demi...
Demi: Joseph... _ me levantei e fui até ele _ Seu idiota! _ comecei a socar seu peito e chorar enquanto falava _ Como pode me dar um susto desses, hein? Não podia ligar, não?! Teria me poupado horas me martirizando. Noites e dias inteiros de sofrimento! ARGH! Idiota! _ batia cada vez mais forte _
Joseph: Demi, calma... _ não parei _ Se acalma, Demi.
Demi: Me acalmar?! Sabe o quanto eu sofri? Eu fiquei três semanas pensando que vocês estavam mortos!
Joe: Shii! O importante é que estamos aqui agora. _ me abraçou fazendo parar de socá-lo e o abraçá-lo de volta _ Desculpe não ter te avisado. Não se preocupe, pois vou contar tudo o que aconteceu.

          Levantou-me do chão e foi caminhando comigo até o sofá, me colocando sentada ao se lado. As crianças vieram e sentaram em nossos colos.

Joe: Em uma noite estávamos dormindo normalmente, até que eu e um amigo escutamos um barulho do lado de fora. Levantamos e fomos ver o que era. Aí que a coisa complicou. Saíram das árvores várias pessoas, homens na verdade, todos armados. Entramos. Acordei as crianças e fui acordar os outros também. Os soldados estavam em treinamento, ainda. A maioria ainda tinha medo de um combate corpo a corpo, então começaram a fugir ao invés de lutar. Vendo que não tínhamos nenhuma chance, peguei as crianças e sai correndo. Dias depois encontramos o general, que também havia fugido. Durante alguns dias tentamos nos localizar, pois corremos sem rumo na noite do ataque. Encontramos uma cidade onde descansamos, comemos e, então, viemos de ônibus, pois na cidade não havia aeroporto.
Demi: Não acredito que tiveram que passar por isso. _ abracei os meninos _
Bryan: O papai protegeu a gente, mamãe.
Demi: Eu sei, filho, mas mesmo assim fiquei preocupada. Com os três. _ olhei para Joe _
Joe: Desculpe, foi minha idéia levá-los.
Demi: Não se culpe.
Joe: Sei que não deveria, mas mesmo assim...
Demi: Joe, por favor... Passou. Não tem que se culpar por isso.
Joe: Okay, okay. Vou tentar.
Connor: Mamãe, to com sono. _ esfregou os olhinhos _
Demi: Own meu bebê. Vamos dormir. _ peguei-o no colo _

         O peguei no colo e fui levando para o andar de cima, Joe levava Bryan atrás. Joe e eu voltamos para o andar de baixo e decidi abrir uma garrafa de vinho. Abri-a e sentamos a mesa para beber. Fiquei com o copo na mão e olhando para o nada até que Joe me chama.
Demi: O que foi?
Joe: Eu preciso falar algo a você. Algo muito importante.
Demi: Pode falar.
Joe: Eu... Eu pensei bastante enquanto estava lá na base. Pensei em tudo. Tudo mesmo. Eu fui um idiota todos esses meses. Te fiz sofrer e fiz a mim mesmo sofrer. Todos essas brigas por motivos bobos. Bom, nem todas, mas a maioria sim. Eu lhe peço minhas sinceras desculpas, não queria que tivéssemos chegado tão longe com discussões.
Demi: Eu te desculpo, mas a culpa também é minha. Eu que dava motivos bobos para as brigas.
Joe: Nós dois somos os culpados.
Demi: Mas agora ta tudo bem. _ nos abraçamos _

          Quando nos separamos ficamos olhando um nos olhos do outro. Ele tirou uma mecha do meu cabelo e por atrás da minha orelha. Foi se aproximando até que nossos lábios se tocaram. Um simples beijo, mas um milhão de sensações. Ele aprofundou o beijo e me puxou para sentar em seu colo. Colocou as mãos em minhas coxas e as minhas coloquei em seu cabelo, puxando-o de leve.

          Ele se levantou e foi indo, comigo ainda em seu colo, para o nosso quarto. Chegando lá me deitou na cama e aprofundou mais ainda o beijo, para depois começar a beijar o lóbulo de minha orelha e meu pescoço. Passei minhas mãos em seu peitoral e logo tirei sua camisa. A minha também teve o mesmo destino.
          Logo que não havia mais nenhuma peça de roupa em nossos corpos,ele me penetrou, fazendo-me soltar um gemido alto. Ficamos fazendo amor até altas horas da noite. Não nos cansávamos de jeito nenhum. Mas assim que aconteceu adormeci.

----------------------------------

         Acordei sentindo beijos em meu pescoço e em meu ombro. Virei-me e abri os olhos, dando de cara com Joe.
Joe: Bom dia.
Demi: Bom dia.
Joe: Seus seios estão maiores. _ disse olhando para baixo _
          Fiquei confusa e olhei para baixo, aí então percebi que só estava coberta até a cintura, deixando meus seios a mostra. Puxei o lençol e me cobri, corando depois.
Joe: Está com vergonha de mim, seu marido? _ arqueou uma sobrancelha _
Demi: Faz tempo que não temos algo intimo. Eu me desacostumei.
Joe: Pode deixar que eu te acostumo novamente rapidinho. _ foi beijando meu pescoço _
Demi: Joe... _ falei em um gemido _ Nós voltamos?
Joe: Teoricamente não podemos “voltar” sendo que já estamos casados, mas se quiser usar essa sentença... Sim, nós voltamos.
Demi: Que bom...
          Depois disso recomeçamos tudo o que fizemos a noite por várias vezes, até dar a hora de acordarmos os meninos.

Quatro meses depois

 Demi: Amor, tenho algo para te contar. _ disse animada _
Joe: Pode falar, bebê. _ me puxou para sentar de lado em seu colo _
Demi: Acho que não poderá mais me chamar assim.
Joe: Por que não?
Demi: Pois bebê não será eu, e sim outra pessoinha. _ passei a mão em minha barriga _
Joe: Você ta...
Demi: Sim, eu to grávida. _ sorri _
Joe: _ sorriu também _ Isso é maravilhoso! De quanto tempo está?
Demi: Quatro meses!
Joe: Quatro meses e só me conta agora? Espera aí. Se você está grávida de quatro meses já da para saber o sexo do bebê! Vamos! Temos que marcar a consulta!
Demi: Amor, eu já sei o sexo.
Joe: Já?
Demi: Sim. Teremos nossa menininha.
          Depois disso ele sorriu e acariciou minha barriga enquanto me beijava.

Cinco meses depois

Bryan: Mamãe, ela é muito pequena!_ Dizia assim que viu sua nova irmã, Colleen, chegar em casa.

Demi: Logo ela cresce, filho.
Connor: Espero que sim. Quero brincar com ela logo!
Joe: E vai, filhão. É só esperar um pouco.
         Vendo essa cena, lembro-me da época em que eu pensava que era a mais feliz da minha vida, mas estava errada. Está sim é a época mais feliz de minha vida. Eu e Joe não brigamos mais, ele e os meninos voltaram para casa são e salvos e agora temos mais um membro em nossa família. Nossa princesinha, Colleen.

          Joe e as crianças são os anjos da minha vida. Eu os amo mais do que qualquer pessoa do mundo inteiro. Não sei o que faria sem eles, e não sei como consegui sobreviver tanto tempo sem Joe.
Joe: Eu te amo, minha vida. _ me abraçou por trás _
Demi: E eu te amo muito, meu amor. _ lhe dei um selinho _

          E então continuamos aquele maravilhoso momento com nossa família. Torço para que isso nunca mude, que fiquemos em perfeita harmonia para sempre. Sem brigas, nem gritos, e nem tristeza. Só alegria, risadas, diversão e amor. Muito amor.

Fim...

By :  

--------------------------------------------------------------------------------------------

espero que tenham gostado da mini fic kkkk ela é tão linda que eu achei que tinha que postar aqui !!!
está ai !!!! COMENTÁRIOSSSSS 


BOM, EU PRETENDO COMEÇAR A POSTAR A NOVA FIC AMANHÃ ... VAI DEPENDER DOS COMENTÁRIOSS ( + DE 5 ) !!! FIC >>> ADDICTED ( BY: CAH KEROULS )




Divulgação !!!



BJSSSS , COMENTEM !!!!!!!!