22/08/2012

Capitulo 22







Quando voltei da Casa Branca naquela noite, tomei o maior susto quando vi a Dallas
na sala, folheando um exemplar de Elle;

-O que é que você está fazendo aqui? – disparei, antes de conseguir me conter. Não
deu para evitar. Desde o aniversário de 12 anos da Dallas que eu não a via em casa
em um sábado à noite. – Cadê o Logan?

Pensei: será que eles, finalmente, terminaram? Será que me ver com outro cara na
casa da Megan Parks finalmente fez o Logan perceber os sentimentos verdadeiros que tinha por mim?

Mas a questão era: se isso tinha mesmo acontecido, por que é que eu não me sentia
mais feliz? Tipo assim, por que é que aquilo tudo me revirava o estômago, de
verdade? A não ser que fosse por causa dos aperitivos que eu engoli antes de
perceber como eram horríveis...

-Ah, o Logan está na sala de TV – Dallas disse com voz entediada. Vi que ela estava
fazendo a numerologia dela. – Ele precisa ler um livro aí para a aula de inglês... O
morro dos ventos uivantes . Ele tem que entregar um trabalho na segunda-feira,
mas ainda não leu. E disseram que, se ele repetir em inglês, não vai poder se formar
no fim do ano.
Tirei o casaco e a tipóia rendada e me joguei no sofá do lado dela.

-Então, ele está lendo o livro agora? Na nossa casa?

-Credo, claro que não – respondeu Dallas. – Está passando na TV. Ele está lá em cima assistindo. Eu tentei ver mas, apesar de ter o Ralph Fiennes, não agüentei. O que você acha desta saia? – e me mostrou uma página no meio da revista.

-É legal, acho – minha mente parecia estar funcionando igual a uma lesma, apesar
de eu só ter bebido 7-Up no Festival Internacional da Criança. – Cadê a mamãe e o
papai?

-Eles estão naquele troço – Dallas virou uma página. – Você sabe. Aquela festa
beneficente para os órfãos do norte da África ou qualquer coisa do tipo. Sei lá. Só
sei que a Helena disse que não podia vir porque o Tito quebrou o pé quando foi
tentar carregar uma geladeira, então eu estou aqui para assegurar que a senhorita
ET-phone-home não vá mandar o quarto dela pelos ares. Ah, meu Deus – Dallas
abaixou a revista. – Você precisa ver. A Medison convidou uma amiguinha para
dormir aqui. Lembra quando você convidava a Megan Parks e vocês ficavam brincando de Barbie até de madrugada, ou qualquer coisa assim? Bom, advinha o que a Medison e a amiga dela estão fazendo? Ah, estão construindo uma fita de DNA
com aquelas peças de montar de madeira. Ei, o que você acha desse terninho? –
Dallas me mostrou o terninho. – Achei que podíamos comprar um desses para você ir
à cerimônia de entrega da medalha – explicou. – Sabe como é, a gente só tem umas
duas semanas para arrumar uma roupa super transada para você. Eu falei para a
mamãe que a gente deveria ter parado nos outlets quando você voltou da casa da
vovó...

-Dallas... – comecei.

Não sei o que me fez tomar aquela iniciativa. Conversar com a minha irmã Dallas, e
não uma outra pessoa qualquer, sobre os meus problemas.
Mas aconteceu, e tudo começou a jorrar. Parecia lava, ou qualquer coisa assim,
saindo de um vulcão. E quando o negócio todo começou a escorrer, não tinha mais
jeito de colocar para dentro de novo.

E a coisa mais estranha que aconteceu é que a Dallas pousou a revista e me escutou
de verdade. Olhou bem nos meus olhos e escutou, sem falar nenhuma palavra
durante, sei lá, uns cinco minutos.

Normalmente, é claro, eu não divido os detalhes da minha vida pessoal com a minha
irmã mais velha. Mas já que a Dallas é especialista em todas as coisas sociais, achei
que ela talvez pudesse lançar uma luz sobre o comportamento esquisito do Joseph (e,
possivelmente, o meu próprio). Eu não falei nada a respeito do Logan, sabe como é,
ser minha alma gêmea e tudo o mais.

Só falei do negócio da festa e de como o Joseph tinha agido comigo no Festival
Internacional da Criança, aquela esquisitice do frisson e essas coisas.
Quando terminei, a Dallas revirou os olhos.

-Pombas – exclamou. – Da próxima vez, vê se me conta alguma coisa mais complicada de verdade, ta?

Fiquei olhando para ela.

-O quê? – tipo assim, eu tinha acabado de abrir a minha alma para ela (bom, pelo
menos a maior parte da minha alma) e ela parecia decepcionada porque os meus
problemas não eram mais apetitosos. – Como assim?

-Estou falando que o que está acontecendo entre você e o Joseph é totalmente óbvio
– e colocou os pés com chinelos em cima da mesinha de centro.

-É? – de um modo estranho, meu coração tinha começado a acelerar de novo. – O
que é, então? – O que está acontecendo entre a gente?

-Dãh – fez Dallas. – Até a Medison sacou tudo. E até a escola reconhece que ela é
nula em traquejo social.

-Dallas – eu estava tentando, com todas as minhas forças, não berrar de tanta
frustração. – Fala logo. Fala o que está acontecendo entre mim e o Joseph, ou juro
por Deus que vou...

-Credo, calma aí – interrompeu ela. – Vou falar. Mas você tem que prometer que não
vai ficar brava.

-Não vou – respondi. – Juro.

-Certo – Dallas olhou para as unhas das mãos. Dava para ver que ela tinha acabado de fazer manicure. Cada uma das unhas estava perfeitamente ovalada, com a pontinha branca. As minhas unhas, obviamente, nunca tinham ficado com aparência tão limpa quanto as dela, já que sempre estavam sujas com poeira de lápis, de tanto
desenhar. Dallas deu uma respirada profunda. Então soltou o ar e disse:

-Você está apaixonada por ele.

Fiquei olhando para ela, atônita:

-O QUÊ? COMO ASSIM?

-Você prometeu que não ia ficar brava - cobrou Dallas, em tom de advertência.

-Não estou brava - reclamei. Apesar de, obviamente, estar. Eu tinha aberto meu
coraçãozinho para ela, e era isso que ela tinha a dizer? Que eu estava apaixonada
pelo Joseph? Será que existia alguma coisa que estava mais longe da verdade? - Mas
eu não gosto dele.

-Pombas, Demi – comentou, deixando a cabeça cair sobre o sofá, com um resmungo.– Claro que gosta. Você disse que, quando ele sorri para você, parece que seu coração vai sair do peito. E, quando você está perto dele, sempre fica com o rosto
vermelho. E que ele ficou tão bravo com você, porque ficou desfilando com ele
como se fosse um troféu que você ganhou em algum concurso quando estava se
sentindo péssima. O que é que você acha que isso tudo é, Demi, se não for amor?

-Frisson? – sugeri, cheia de esperança.

A Dallas pegou uma das almofadas de cetim do sofá e jogou em cima de mim.

-Isso é amor, sua boba! – gritou. – Tudo isso que você sente quando olha para o
Joseph? É isso que eu sinto quando olho para o Logan. Você não percebe que ama o
Joseph? E se não estou enganada, acho que dá para apostar que ele sente a mesma
coisa em relação a você. Ou pelo menos sentia, antes de você, sabe como é, ferrar
com tudo.

Não dava para fizer a ela que estava errada, claro. Não dava para dizer a ela que
era impossível eu estar apaixonada pelo Joseph porque eu tinha ficado apaixonada
pelo namorado dela praticamente desde a primeira vez que ela o levou em casa.
Mas era preciso reconhecer, parecia um pouco... possível. Tipo assim, considerando
aquela coisa toda do frisson. Por mais que eu amasse o Logan, era preciso admitir
que o meu coração não disparava quando eu o via. Não como acontecia com o Joseph.

E eu nunca tive problema nenhum em olhar nos olhos do Logan (apesar de os olhos
azul-claros dele serem exatamente lindos quanto os olhos castanhos do Joseph). E ao
passo que eu ficava vermelha perto do Logan, é preciso reconhecer a verdade: eu
sou ruiva; fico vermelha perto de qualquer pessoa. Mas a pessoa perto de quem fico mais vermelha é o Joseph.

E também tinha que pensar naquela coisa que o Joseph falou. Sobre a rebelião
urbana do Logan, que era meio... bom, falsa? Porque era mesmo falso, agora que eu
tinha parado para pensar, atirar nas janelas do consultório do pai dele para
protestar contra algo que, tudo bem, pode até machucar os animais, mas ajuda a
curar pessoas doentes.

E aquela vez que ele nadou pelado no Clube de Campo de Chevy Chase? Contra o que ele estava protestando? Contra a regra do clube que obrigava todo mundo a usar
roupa de banho? Sabe como é, aposto que tem um monte de gente no Clube de
Campo de Chevy Chase que não seria muito legal ver nadando pelada. Então, será
que a regra da roupa de banho não era uma coisa boa?
Então, o que tudo aquilo queria dizer? Será que existia a possibilidade de a Dallas
estar certa? Será que aquilo era remotamente possível? Que de algum modo eu
tinha me desapaixonado do Logan e me apaixonado pelo Joseph, sem nem mesmo ter
percebido... até agora?
E como é que eu, Demetria Lovato, que durante tanto tempo achava que sabia
tudo, passei a saber tão, tão pouquinho?

Ainda estava tentando entender quando, cinco minutos mais tarde, deixei a Dallas na
sala (toda feliz por ter resolvido todos os meus problemas) e fui para a cozinha
comer alguma coisa, porque a comida da festa não tinha me deixado nem um pouco
satifeita.

Dá para imaginar meu incômodo quando eu estava dando uma mordida em um
sanduíche de peru que tinha acabado de fazer (só com maionese, no pão branco) e o
Logan apareceu.

-Ah, oi, Demi - exclamou, dirigindo-se para a geladeira. - Não sabia que você tinha
chegado. Como foi a festa?

Engoli o pedaço de sanduíche que estava mastigando quando ele entrou.

-Hum - respondi. - Legal. Já acabou O Morro dos Ventos Uivantes?

-Hã? - ele estava examinando o interior da geladeira. - Não, ainda não. Está no
intervalo. Então, qual é a parada, Demi? - tirou uma cenoura da gaveta de legumes e
deu uma mordida que fez o maior barulho. - O meu quadro vai para Nova York ou
não?

Eu sabia que essa conversa ia rolar cedo ou tarde. Mas torcia para que fosse tarde.
Então achei que fosse melhor acabar com aquela história de uma vez.

-Logan – comecei, pousando o sanduíche em cima da mesa. – Escuta.

Mas, antes de eu conseguir falar alguma coisa, o Logan já estava se adiantando, com
um olhar de descrença total no rosto:

-Espera um minuto. Espera aí. Nem fala nada. Dá para ver pela sua cara. Eu não
ganhei, não é mesmo?

Tomei fôlego, para me equilibrar, preparando-me para a dor que eu sabia que me
invadiria quando eu dissesse a palavra que o decepcionaria tanto:

-Não.

O Logan, que tinha deixado a porta da geladeira escancarada, deu um único passo
atrás. Claramente, eu o havia decepcionado. E, por isso, eu me arrependeria por
toda a eternidade.

Mas, incrivelmente, não rolou nenhuma dor. Não mesmo. E olha que eu estava
preparada. Eu estava totalmente pronta para receber a inundação de dor que se
abateria sobre mim, o arrependimento intenso por tê-lo decepcionado.
Mas não rolou. Nada. Nadinha. Nadica de nada. Eu sentia muito por ter ferido os
sentimentos dele, mas fazer isso não causou nenhuma dor em mim.
O que era esquisito. Muito esquisito. Porque, como é que eu podia decepcionar o
homem que eu amava (minha alma gêmea, o homem com quem eu estava destinada a viver para sempre) e não sentir a dor dele se espalhando por cada terminação
nervosa do meu corpo?

-Não dá para acreditar – Logan finalmente reencontrou a voz. – Não dá para
acreditar, caramba. Eu não ganhei? Você está falando sério que eu não ganhei?

-Logan – exclamei, ainda abalada pelo fato de não ter sentido nem um tremor pela
dor dele. – Sinto muito, muito mesmo. É que tinha tantas inscrições boas e...

-Isso é inacreditável – disse Logan. Mas ele não disse, exatamente. Ele meio que
berrou. O Manet, que tinha entrado na cozinha assim que ouviu a porta se abrir,
como era o costume dele, levantou as duas orelhas quando o Logan ergueu a voz. –
Caramba, totalmente inacreditável.

-Logan... – Tentei contornar a situação: - Se tiver alguma coisa que possa fazer para
ajudar...

-Por quê? – perguntou Logan com os olhos muito arregalados e muito indignado. – Só
me diga por quê, Demi. Será que você pode fazer isso? Você pode me dizer por que
o meu quadro não foi escolhido?

Eu respondi lentamente:

-Bom, Logan. Recebemos muitas inscrições. Tipo assim, um montão mesmo.
Logan, até onde dava para perceber, não estava nem ouvindo. Ele mandou:

-Meu quadro era controverso demais. É isso. Tem que ser isso. Fala a verdade,
Demetria. A razão por que eu não ganhei é que todo mundo achou que era
controverso demais, não foi? Eles não querem que os outros países vejam como a
juventude americana de hoje em dia é apática, não é?

Eu respondi, sacudindo a cabeça:

-Não, não foi bem isso...

Mas claro que eu deveria ter dito sim, foi por isso mesmo. Porque isso seria muito
mais aceitável para o Logan do que a razão real, que eu revelei, como uma babaca,
um segundo depois, quando ele me perguntou:

-Bom, então por quê, hein?

-É que você não pintou o que você viu - revelei, com a intenção de fazer com que ele
se sentisse melhor, mas ao mesmo tempo querendo fazer com que ele entendesse.

No começo, o Logan não disse nada. Só ficou olhando para mim. Era como se ele meio que não conseguisse processar o que tinha acabado de escutar.

-O quê? - exclamou, em um tom de descrença total.

Eu deveria ter percebido. Eu deveria ter captado a dica. Mas não percebi, claro.

-Bom - expliquei. - Tipo assim, Logan, fala sério. Você precisa reconhecer. Você não
retratou o que vê. Você fica aí fazendo quadros desses garotos perdidos... e eles
são ótimos, não me leva a mal. Mas eles não são reais, Logan. As pessoas que você
retrata não são reais. Você nem conheve ninguém assim. É tipo... bom, é tipo quando
eu desenhei aquele abacaxi. É legal e tal, mas não é honesto. Não é real. Tipo assim,
você não consegue ver nenhuma loja de conveniência da janela do seu quarto. Eu
duvido muito que você consiga ver uma lata de lixo.

Mas eu devia estar bem próxima da verdade, porque consegui fazê-lo ficar fulo da
vida.

-Não retratei o que eu vejo? – urrou ele. – Não retratei o que eu vejo? Do que é
que você está falando?

-B-bom... – estremeci, pega de surpresa pela reação dele. – Sabe como é. Aquilo que
a Sophia disse. Pintar o que você vê, não o que você conhece...

-Demi! – gritou Logan. – Isso aqui não é nenhuma porcaria de aula de arte. É a chance
de o meu trabalho ir para Nova York! E você desclassificou o meu quadro porque eu
não retratei o que eu vi? Qual é o seu problema?

-Ei! – uma voz conhecida quebrou o silêncio entre o Logan e eu. Olhei e vi a Dallas
parada na porta, com um ar aborrecido. – O que é que está acontecendo? – ela quis
saber. – Dava para ouvir vocês dois gritando lá do outro lado da casa. O que é que
está pegando?

Logan apontou para mim. Aparentemente, estava tão desconcentrado por minha
causa que nem conseguia explicar para a namorada dele o que eu tinha feito.

-Ela... ela... – gaguejou. – E-ela-disse q-que eu n-não pinto o que eu vejo.

A Dallas olhou do Logan para mim e para ele de novo. Daí ela revirou os olhos e
mandou:

-Ah, credo, Logan, será que dá para você dar um tempo, por favor?

Daí, veio até nós batendo os pés no chão, pegou o Logan pelo braço e o levou para
longe da cozinha. Ele deixou que ela fizesse tudo isso, era um homem em transe.
Mas o Logan não era o único que estava tonto. Eu também estava.
E não era por causa do jeito como ele tinha gritado comigo. Nem por quê, como
supostamente éramos almas gêmeas, eu não senti, nem por um segundo, a dor do
Logan enquanto ele ouvia a má notícia.

Não. A razão por que eu estava tonta era pelo que tinha acontecido quando o Logan
entrou sorrateiro na cozinha e eu estava mastigando aquele sanduíche, sem esperar
nem um pouco que ele aparecesse. E daí ele entrou na cozinha e preencheu a porta
com aqueles ombros enormes...
E o meu coração não quis sair do peito.
E não bateu nem um pouquinho mais rápido.
Não tive problema nenhum para respirar e nem uma sombra de vermelho subiu às
minhas bochechas.
Nada das coisas que aconteciam comigo quando eu via o Joseph aconteceram quando
o Logan irrompeu na cozinha. Não existiu frisson nenhum. Nem o menor sinal de
frisson.

O que só podia significar uma coisa:
A Dallas estava certa. Eu estava apaixonada pelo Joseph.
O Joseph, cujo pai não me suportava, por causa do modo como eu discordei dele
sobre toda aquela coisa do quadro.
O Joseph, que me deu um capacete de margaridas e disse que gostava da minha bota
e gravou o meu nome no parapeito de uma janela da Casa Branca.
O Joseph, que com quase toda a certeza nunca mais quer olhar na minha cara por
causa do jeito como eu o usei para fazer ciúme no Logan.
O Joseph, que sempre foi o cara perfeito para mim, e que eu fui muito idiota (muito
cega) para enxergar.

De repente, o sanduíche de peru que eu estava mastigando não ficou com o gosto
tão bom assim. Na verdade, parecia vencido. E os pedaços que eu tinha engolido
pareciam que iam voltar todos.

O que é que eu tinha feito?

E, mais importante... o que é que eu ia fazer?

As dez principais razões por que é bem provável que eu morra jovem (não que isso seja uma tragédia tão grande assim, sob as atuais circunstâncias):

10. Eu sou canhota. Estudos mostram que os canhotos morrem de dez a 15 anos
antes do que os destros, já que o mundo inteiro - carros, carteiras de colégio,
caixas automáticos -, tudo é feito para quem escreve com a mão direita. No final,
depois de um tempo, nós, canhotos, simplesmente desistimos de lutar e nos
entregamos, em vez de tentar, pela última vez, escrever alguma coisa em um
caderno espiral, com aquele monte de arame espetando o nosso pulso.

9. Eu sou ruiva. As ruivas têm 85% mais chance de desenvolver um câncer de pele
fatal do que qualquer outra pessoa no planeta.

8. Eu sou baixinha. As pessoas baixas morrem antes das altas. Esse é um fato
amplamente conhecido. Ninguém sabe por quê, mas eu pressuponho que tenha algo a
ver com o fato de que os baixinhos como eu não conseguem alcançar potes de
antioxidantes vitais no Centro de NUtrição Geral, porque eles sempre estão nas
prateleiras altas.

7. Não tenho ninguém para chamar de meu. É sério. As pessoas que têm relações
românticas simplesmente vivem mais do que as solteiras.

6. Moro em área urbana. Estudos mostram que pessoas que moram em áreas de alta
densidade populacional, como Washington D.C., têm a tendência de perecer antes
do que as pessoas que moram no interior, tipo no Nebraska, graças à maior emissão
de substâncias cancerígenas, como fumaça de ônibus, e balas perdidas, vindas de
guerras entre gangues urbanas.

5. Como muita carne avermelhada. Você sabe qual é o grupo de pessoas que vivem
mais, entre todos? Isso mesmo, é esse pessoal meio tribal que vive em lugares tipo
a Sibéria, ou qualquer coisa assim, que só come iogurte e gérmen de tribo. Nem
acho que sejam vegetarianos; só acho que não conseguem encontrar nenhuma vaca
porque todas morreram congeladas. Mas, sei lá, todos vivem até, tipo, uns 120 anos.
Eu não suporto iogurte. E nem vou falar de gérmen de trigo. E como hambúrguer
pelo menos uma vez por dia. E comeria ainda mais, se tivesse alguém para fazer
para mim. Já morri, então.

4. Sou a filha do meio. Os filhos do meio morrem antes do que os irmãos mais
velhos e do que os mais novos porque são rotineiramente ignorados. Eu nunca vi
nenhuma aprovação documentada disso, mas tenho certeza de que é verdade. É uma
reportagem que está aí, só esperando ganhar destaque em um programa
jornalístico desses.

3. Não tenho filiação religiosa. Meus pais ignoram completamente a nossa educação
religiosa, graças à escolha egoísta deles de ser agnósticos. Tipo, só porque eles não
têm certeza a respeito da existência de Deus, nós não podemos ir à Igreja. E
existem estatísticas comprovando que quem vai à Igreja vive mais do que quem não
vai. E onde é que vão fazer a minha missa de sétimo dia quando eu morrer? Eu gostaria que os meus pais pensassem nessas coisas antes de vir com essa de "é melhor deixar as crianças escolherem sozinhas no que elas querem acreditar". Eu posso muito bem morrer antes de ter a oportunidade de explorar todas as minhas opções religiosas. Apesar de no momento eu estar muito inclinada ao hinduísmo, porque me ligo bastante em reencarnação. Por outro lado, duvido que consiga parar de comer carne, e isso pode ser um problema.

2. Tenho um cachorro. Mas, se as pessoas têm animais de estimação geralmente
vivem mais do que quem não tem, são os donos de gatos que vivem mais. É
totalmente possível que, graças ao Manet ser cachorro, eu morra de cinco a dez
anos antes do que se ele fosse gato.

E a razão número um por que é bem provável que eu morra jovem:

1. Meu coração está despedaçado.

Está mesmo. Todos os sinais estão aí. Não consigo dormir, não consigo comer... nem
hambúrguer. Toda vez que o telefone toca, meu coração dispara... mas nunca é para
mim. Nunca é ele.

Sei que a culpa é toda minha... fui eu quem estraguei tudo. Mas isso não torna as
coisas menos piores. Se a ferida foi feita por mim mesma ou não, ela está lá do
mesmo jeito.

E a verdade é que os seres humanos não funcionam direito de coração partido. Tipo
assim, claro que dá para viver sem o Joseph. Mas que tipo de vida seria essa? Tipo
uma vida vazia. Tipo assim, o amor me apresentou uma oportunidade perfeita, e eu
estraguei tudo. ESTRAGUEI TUDO! Apesar de os meus olhos estarem abertos, eu
não estava enxergando. Foi por isso. Eu não estava enxergando absolutamente
nada.

Continua ...



Bom meninas .. finalmente né !! hsuahsuahsuahs a Demi abriu os olhos !!!! putzzz ... a fic já está no final !!!! falta só mais uns 4 capitulos eu acho... 

Espero que gostem desse capitulo uahsuahsua 

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Gente ... viram como a demi tava linda a premiação do "The Fanta Irresistible Awards" ??


Para quem perguntou ... o Show da demi no Brasil em setembro será no dia 29 em SP e dia 30 no RJ  !!!! Os preços do RJ ainda não foram liberados ... os de SP está em torno de R$ 240,00 a inteira. Lembrando que não é apenas o show da Demi ... vão ter outros participantes como McFly ( eu adoro eles ) e The Wanted. 

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E QUEM VIU O LIVE CHAT DOS JONAS NA SEGUNDA ??? ... FOI SIMPLESMENTE PERFEITO !!! EU AMEI .. CHOREI .. ERAM MUITOS SENTIMENTOS .. SAUDADES !! DEPOIS DE 3 ANOS ... VER ELES FAZEREM UM CHAT JUNTOS ... MUITA EMOÇÃO Ç.Ç 



HSUAHSUHAUS FOFOS !!!! 


Bom .. peoples ... é isso ai !!! 

Beijonasss



15 comentários:

  1. cap perfect...

    demi abriu os olhos... aleluia

    qru jemi

    bjo bjo e posta logo

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    1. POSTEI^^

      hauhsua ela demorou mais abriu sim ^^

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  2. Amei Amei. Posta logo tá? Beijooos
    maay

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    1. own maay !! Obrigado^^

      Postei!!!!

      Beijonas

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  3. Lindo!
    Eu não vou estar no Brasil :( Não vou puder ir.
    O quê? Sério? Está quase terminando? Oh, que pena! Adoro essa fic :(
    Posta logo!

    Beijos.

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    1. ah sério ??? que pena !!!

      está .. é uma pena mesmo , eu realmente gosto mt dessa história ^^

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  4. Há um selo para você no meu blog:
    http://historiasdasilvia.blogspot.pt/

    Beijos.

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    1. Obrigadoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

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  5. Gente,to vibrando aki,finalmente a Demi caiu na real!!!
    Bjs e posta logo!

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  6. olha, esse recadinho é pra demi, mesmo sabendo que ela é você (eu ainda creio no bob esponja, deixe-me sonhar) : ... ALELUIA HEIN, DEMI? PQP MANO, DEMOROU TUDO ISSO SÓ PRA NOTAR QUE ELE TE AMA E VOCÊ AMA ELE? RUIVA TONTA! U.U

    Ok, passou, passou


    Show da demi? OPA, EU VOU!


    Posta logo!!

    Jenny

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    1. uashuhsuash Ela demorou mais caiu na real!! sgyagsyags

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  7. Calma aí. Antes de tudo:
    "Quando voltei da Casa Branca naquela noite, tomei o maior susto quando vi a Lucy na sala, folheando um exemplar de Elle" "Conversar com a minha irmã Lucy, e não uma outra pessoa qualquer, sobre os meus problemas." Quem é Lucy?
    "-Demi! – gritou Jack. – Isso aqui não é nenhuma porcaria de aula de arte." Quem é Jack?
    "Nada das coisas que aconteciam comigo quando eu via o David aconteceram quando o Logan irrompeu na cozinha." QUEM É DAVID.
    QUEM É ESSE PESSOAL? EU PERDI ALGUMA COISA? AKDJHFLSKJFHKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Bem, mesmo eu não entendendo essas partes, foi perfeito. Até que enfim a Demi percebeu que ama demais o Joe!
    Bem, eu amei
    foi isso
    xoxo
    love,
    Mah Jonas <3

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    1. Desculpa amor , é que eu não tive tempo de revisar antes de postar aquele capitulo e os nomes originais da fic é aqueles, depois q mudei para Jemi... desculpa mesmo , mas já consertei lá ^^

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  8. ai cara onde táo Joseph? eu to quaxe indo atrás dele...kkk logo agora q a Demi abriu os olhos... posta logo flor, BEIJONAS ;)

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    1. ahsuahsuhasuhas Jaja ele aperece ^^
      postei^^

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Sem comentários ........... sem capítulos!