20/07/2012

Capitulos 14 e 15 + Divulgação








Só demorou umas duas horas para a escola inteira saber que eu ia levar o filho do
presidente na festa da Megan Parks no sábado à noite, como se ele fosse meu
namorado ou algo assim.

Por alguma razão, as pessoas pareciam achar isso mais interessante do que o fato
de que eu tinha impedido que uma bala penetrasse na cabeça do líder da nossa
nação, ou que eu era a nova embaixadora teen na ONU do país. Por um lado, eu
fiquei feliz por não receber parabéns toda hora por causa da minha coragem (o que
me incomodava demais, principalmente porque eu não tinha muita certeza se o que
eu tinha feito era algo tão corajoso assim); mas, por outro lado, era irritante ver
todo mundo fazendo piada a respeito do que pode ou não ter acontecido entre o
filho do presidente e eu no Quarto de Lincoln.

-Olha, você está entendendo tudo errado - começou Dallas quando eu comentei o
assunto na mesa da cozinha, depois da escola. - O fato de você e esse tal de Joseph
estarem andando juntos... VÊ SE PÁRA DE ME BELISCAR... só vai ajudar a
aumentar sua fama, que agora já está bem grande. Você, Demi, é a nova estrela da
John Adams. Se você pudesse pelo menos largar essa mania de combinar preto com
preto, você poderia virar a rainha do baile de fim de ano assim - a Dallas estalou os
dedos no ar, e o Bud veio correndo, achando que talvez ela tivesse derrubado no
chão um pedacinho de biscoito com gotinhas de chocolate que a Helena tinha
feito e que todos nós estávamos mastigando.

-Bom, só que eu não quero ser a rainha do baile - respondi. - Só quero que as coisas
voltem ao normal.

-Vou dar um chute: isso não vai acontecer tão cedo - declarou Logan. Ele apontou
para os repórteres que dava para ver, segurando as câmeras, atrás da cerca do
quintal dos fundos, tentando tirar uma foto nossa no átrio envidraçado.

-Jesus Cristo - exclamou Helena e foi até o telefone para ligar para a polícia de
novo.
Afundei o queixo nas mãos e mandei:

-Só não entendo o por que é que você tinha que falar isso para todo mundo. Tipo
assim, não tem nada a ver com a realidade.

Falei tudo isso de maneira bem clara, para que o Logan ouvisse. Tipo assim, eu queria
ter certeza de que ele sabia disso: se algum dia ele mudasse de idéia a respeito da
Dallas, eu ainda estava disponível.

-E como é que eu ia saber qual é a verdade? - perguntou Dallas toda pedante. - Você
não quer falar onde vocês dois se esconderam na noite passada...

Não dava para acreditar que ela tinha coragem de tocar nesse assunto na frente
do Logan. Mas devo admitir que, levando em conta que a Dallas não sabia da posição
do Logan como minha alma gêmea, dessa vez não dava para culpá-la.

-Porque não é da sua conta! - gritei. - Tipo assim, você não fica me contando cada
coisinha que faz com o Logan.

-A-ha! - Dallas me apunhalou com uma daquelas unhas pontudas dela, um sorriso
triunfante no rosto. - Eu sabia! Vocês dois estão ficando!

-Não, não estamos - retruquei. - Eu não disse nada disso.

-Disse sim. Você acabou de confessar. Você disse: "Você não fica me contando cada
coisinha que faz com o Logan", o que com certeza significa que você e o Joseph estão
juntos, igualzinho ao Logan e eu.

-Não, não significa - insisti. - Não quer dizer nada disso...

Mas o meu argumento extremamente lúcido foi interrompido pela Helena que,
depois de terminar de falar com a polícia no telefone, foi receber um pacote que
tinha chegado por entrega especial.

-É para você - informou, colocando o pacote na minha frente. - O moço disse que
veio da Casa Branca.
Todo mundo olhou para o pacote.

-Está vendo - confirmou Dallas. - É do Joseph. Eu falei que vocês dois estão ficando.
O pacote revelou-se um Kit de informações sobre minha nova função de embaixadora
teen.

Ao ver aquilo, Dallas voltou para a revista dela, totalmente decepcionada. Mas o
Logan ficou todo animado e começou a ler cada folhetinho e tudo o mais.

-Olha só isso aqui. Vai ter uma exposição de arte internacional. Da minha janela. Vai
ter artistas adolescentes do mundo inteiro, retratando, com materiais diversos, o
que vêem todos os dias através da janela.
Do outro lado da mesa, a Medison, que estava revisando suas planilhas, fuzilou:

-E os adolescentes que não têm janela? Tipo os alienígenas adolescentes que estão
presos contra a vontade na Área 51? Acho que eles não vão estar lá representados,
não é mesmo? Você acha que isso é justo?
Como sempre, todo mundo a ignorou.

-Ei! - exclamou Logan, cada vez mais animado. Tudo que envolvia arte deixava Logan
animado. - Ei, eu vou me inscrever nisto aqui. Você também deveria, Demi. O
vencedor de cada país participante vai ficar exposto na sede da ONU durante o
mês de maio. Isso daria muita visibilidade. E é em Nova York. Tipo assim, se você
tem um trabalho exposto em Nova York, não precisa de mais nada!
Eu estava lendo a carta que tinha vindo junto com o panfleto do concurso Da minha
janela.

-Eu não posso me inscrever - informei, um pouco surpresa. - Faço parte do júri.

-Você está no júri? - Logan ficou muito feliz ao saber disso. - Que maravilha! Então
eu me inscrevo, você escolhe o meu quadro e logo logo eu vou estar fazendo a minha
estréia no circuito das artes de Nova York.
Medison ergueu os olhos das planilhas e olhou o Logan, incrédula:

-A Demi não pode fazer uma coisa dessas - sentenciou. - Seria trapaça!

-Não é trapaça nenhuma se o quadro for mesmo o melhor - respondeu Logan.

-É, mas e se não for? - Dallas quis saber. Ela é a pior namorada do mundo. Nunca
conheci ninguém que dá tão pouco apoio ao homem que supostamente ama!

-Vai ser - Logan deu de ombros, com aqueles ombros enormes dele, como se com
aquele gesto pudesse resolver a questão.

Mas é claro que o Logan estava certo: o quadro dele ia ser o melhor de todos. Os
quadros do Logan eram sempre os melhores. Sempre foram, tanto que eram
escolhidos para todas as exposições em que se inscreveu. Não havia a menor dúvida
de que, no fim do ano letido, apesar das notas baixas, falta de atividades
extracurriculares e histórico de faltas, o Logan seria aceito em uma das melhores
faculdades de arte do país, como a Rhode Island School of Design, a Parsons ou
até a Yale. Ele simplesmente era bom mesmo.

E a minha opinião não tinha nada a ver com o fato de que, por acaso, eu era
totalmente apaixonada por ele.
Eu meio que consegui tirar aquela história de Joseph da cabeça até a hora que a
Selena ligou, à noite, enquanto eu tentava fazer a lição de casa de alemão.

-Então. Você vai à festa da Megan?

-De jeito nenhum.

-Por que não?

-Hum, porque a Megan Parks é cria do Satã - respondi, um pouco surpresa. - E você
sabe disso melhor do que ninguém.
Rolou um silêncio. Daí a Selena disse, pausadamente:

-É. Eu sei. Mas eu sempre quis ir a uma das festas dela.
Não dava para acreditar. Eu afastei o fone do rosto, literalmente, e fiquei olhando
para ele durante alguns segundos antes de colocá-lo na orelha e mandei:

-Sel, do que é que você está falando? Olha o jeito como ela trata você!

-Eu sei - confessou Selena, parecendo arrasada. - Mas todo mundo que vai a uma
festa da Kris Parks fica falando sobre o que aconteceu lá, tipo como foi divertido.
Não sei. Ela também me deu um convite. E eu estava meio que pensando em ir. Mas
só se você fosse também.

-Bom, eu não vou - respondi. - Nem o Larry Wayne Rogers poderia me forçar a ir lá,
nem se ameaçasse me fazer ouvir "Uptown Girl" cinqüenta mil vezes e quebrasse os
meus DOIS braços.

Mais um silêncio. E foi aí que a Selena falou a coisa mais surpreendente de
todas. Mandou:

-Bom, mas eu continuo com vontade de ir.

Fiquei sem palavras. Se a Selena tivesse dito que estava pensando em raspar a
cabeça e se juntar aos Hare Krishna, eu não teria ficado mais surpresa.

-Você quer ir à festa da Megan Parks? - exclamei, tão alto que o Bud, que estava
durmindo na minha cama, com a cabeça no meu colo, acordou e começou a olhar em
volta, sobressaltado. - SAelena, você está usando aqueles marca-textos com
cheirinho de novo? Porque eu falei que eles deixavam a gente bem...

-Demi, estou falando sério - confirmou Selena. A voz dela parecia bem
pequinininha. - A gente nunca faz as coisas que o pessoal normal faz.

-Isso é totalmente mentira - argumentei. - No mês passado a gente foi assistir à
peça do Clube de Teatro, A gaivota, não foi?

-Demi, nós duas éramos as únicas pessoas na platéia que não eram parente de
ninguém que estava no palco. Eu só quero, na verdade, uma vez ma vida, ver como é.
Ser, sabe como é, parte da panelinha. Você nunca ficou imaginando como é?

-Sel, eu já sei como é. Eu moro com alguém assim, está lembrada? E não é legal.
Precisa passar muito gel no cabelo.
A voz de Selena estava mesmo muito pequenininha.

-Mas é que talvez essa seja a minha única chancem sabe como é.

-Sel - prossegui. - A Megan Parks só foi má com você desde que vocês se
conheceram, e agora você quer ir à casa dela? Desculpa, mas isso é mesmo...

-Demi? - começou Selena, ainda com aquela vozinha. - Eu conheci um garoto.
Eu quase deixiei o telefone cair.

-O quê? Como assim?

-Um garoto. - Selena falou bem rápido, como se com medo de que, se não
falasse tudo de uma vez, não falaria nunca. - Você não conhece. Ele não está na
John Adams, ele está na Phillips Academy. O nome dele é Paul. Meus pais conhecem
os pais dele da Igreja. Ele sempre está no Fliperama Beltway quando meus irmãos e
eu estamos lá. Ele é superlegal. E tem uma das pontuações mais altas em Death
Storm.

Acho que fiquei em estado de choque ou qualquer coisa assim, porque a única coisa
que consegui pronunciar foi:

-Mas... e o Heath?

-Demi, eu preciso cair na real em relação ao Heath - respondeu Selena, com uma
voz tão corajosa como eu nunca vi. - Mesmo se algum dia a gente se conhecesse, ele
nunca ia sair com uma garota que ainda está na escola. Além disso, ele passa a
maior parte do tempo na Austrália. Quando é que eu iria para a Austrália? Minha
mãe e meu pai mal me deixam ir ao shopping center sozinha...
Eu continuava em estado de choque.

-Mas você acha que eles vão deixar você sair com esse tal de Paul?

-Bom... - respondeu Selena. - O Paul não me convidou para sair, exatamente.
Acho que ele é tímido. É por isso que eu estava pensando em convidá-lo para sair.
Sabe como é. Para ir à festa da Megan.
Eu realmente não conseguia enxergar a lógica por trás daquilo tudo.

-Sel, por que é que você não convida o Paul para ir ver um filme ou qualquer coisa
assim? Por que é que você precisa levá-lo à festa da Megan?

-Porque o Paul só me conhece da Igreja - explicou ela. - E do Fliperama Beltway.
Ele não sabe que eu não sou da panelinha. Ele acha que eu sou descolada.
Eu não sabia bem como expressar o que eu precisava dizer a seguir, mas achei que
tinha que falar. Afinal, é para isso que servem as melhores amigas.

-Mas, Sel - comecei. - Tipo assim, ele vai saber na hora que você não faz parte da
panelinha no segundo que a gente pisar na casa da Megan Parks e ela falar uma
daquelas coisas horríveis que ela sempre fala de você na frente dele.

-Ele não vai fazer nada disso - ela parecia mais confiante do que nunca.

-Não vai? - fiquei muito surpresa ao ouvir isso. - Você está sabendo alguma coisa da
Megan que eu não sei? Ela passou por alguma conversão religiosa ou qualquer coisa
assim?

-Ela não vai falar nada desagradável de mim se você estiver lá - concluiu Selena.- E se você levar o Joseph.
Comecei a ter um ataque de riso. Não deu para segurar.

-O Joseph? - gritei. - Sel, eu não vou à festa da Megan e, mesmo que fosse, nunca ia
levar o Joseph. Tipo assim, eu nem gosto dele. Você sabe muito bem disso. Você sabe
de quem eu gosto.

Mas eu não podia falar o nome alto, para o caso de a Dallas pegar a extensão do
telefone, o que ela fazia sempre, para reclamar que eu estava falando havia muito
tempo e que ela precisava fazer uma ligação.
Mas eu também não precisei falar o nome dele. Porque a Selena sabia muito bem
de quem eu estava falando.

-Eu sei, Demi - Selena respondeu. A voz dela ficou pequenininha de novo. - É só
que... bom, eu achei que... tipo assim, se você pensar bem sobre o assunto, ele é tipo
o Heath para você, sabe. O Logan. Tipo assim, ele não mora na Austrália, mas...
minhas chances de ficar algum dia com ele eram, tipo, zero. Ela não precisava nem
falar. Eu sabia o que ela estava pensando.

Só que a Selena estava errada. Porque um dia eu ia conquistar o Logan. Ia mesmo.
Se tivesse paciência, simplesmente, e fizesse o jogo certo, ele iria olhar em volta
algum dia e perceber que eu era (que eu sempre fui) a garota perfeita para ela.
Era só uma questão de tempo.

As dez indicações principais por que o Logan me ama, e não a minha irmã Dallas, só que ele ainda não percebeu:

10. Sempre que ele me vê, pergunta se eu li a última edição de Arte nos EUA. Ele
nunca faz essa pergunta para a Dallas, porque sabe que ela só le revistas de moda e
a parte dos atores da revista que vem no jornal de domingo.

9. Ele queimou um CD para mim. É verdade que só tinha música de baleia, que é o
que o Logan gosta de ouvir enquanto pinta, mas o fato de ele ter se dado ao
trabalho indica que ele quer mesmo que se estabeleça uma conexão emocional entre
nós.

8. Ele me pagou um cheesebúrguer duplo aquela vez em que eu esqueci a carteira.

7. Ele deixou eu comer todas as jujubas amarelas do pacotinha dele quando fomos
ver o filme de Harry Potter (apesar de, tecnicamente, o Logan ser contrário à
comercialização de personagens de livros infantis; ele só foi porque o filme do
Jackie Chan que estava passando no cinema ao lado estava com os ingressos
lotados).

6. Teve aquela vez em que ele disse ter gostado da minha calça.

5. Ele reclama que a Dallas demora muito para se maquiar. Ele me disse que prefere
garotas que não usam maquiagem. Hum... exatamente eu. Bom, mas eu uso corretivo.
E rímel. E gloss. Mas, fora isso, não uso maquiagem nenhuma.

4. Quando contei a ele a minha teoria a respeito de como os canhotos começaram a
vida com um irmão gêmeo, ele disse que era totalmente válido; ele também é
canhoto e sempre teve um sentimento de solidão no mundo. A teoria da Medison
(de que todos somos descendentes de alienígenas que caíram por acaso neste
planeta e perderam todo o avançado conhecimento tecnológico quando a nave-mãe
pegou fogo) não o impressionou tanto. E a teoria da Dallas (de que Soda e 7-Up são a
mesma bebida em embalagens diferentes) não o abalou nem um pouco.

3. Quando o Clube de Teatro precisou de voluntários para pintar o cenário de
produção de Hello Dolly!, o Logan e eu nos inscrevemos e, mais tarde, acabamos
pintando o mesmo pedaço de compensado com uma imagem de rua (ele fez a borda,
eu, as luzes). Se isso não é o destino, não sei o que é.

2.O Logan é de Libra. E eu sou de Aquário. Sabe-se que librianos e aquarianos se dão
bem. A Dallas, que é de Peixes, deveria, na verdade, estar com um taurino ou com um
capricorniano.

E a indicação número um por que o Logan gosta de mim e ainda não sabe:

1. Clube de luta é o livro preferido dele também. Seguido por Ardil 22 e Zen e a
arte de manutenção de motocicletas.


Fim do capitulo ....


Capítulo 15

Na terça-feira quando a Helena virou a esquina da R com a Connecticut e parou
em frente à Igreja Fundamental de Cientologia, nem dava para ver a Capitol
Cookies. Também não dava para ver a Static.

Isso porque tinha um montão de repórteres parados na esquina, esperando para me
entrevistar antes de eu entrar no ateliê da Sophia McDylan.
Nem me pergunte como foi que eles descobriram o horário da minha aula de
desenho. Acho que eles deduziram o horário da aula do Joseph, já que todo mundo
sabia que nós dois estávamos na mesma classe (a informação estava no jornal, para
explicar por que eu estava naquele lugar bem na hora que o Larry Rogers e o
presidente também estavam).

Tanto faz. O modo como eles tinham descoberto não fazia a menor diferença. A
verdade é que eu não deveria ter ficado surpresa. Tipo assim, esses repórteres
estavam em todo lugar. Na frente da nossa casa. Na frente da escola. Na frente
do Jardim do Bispo quando eu cometi o erro de levar o Bud lá para passear. Na
frente da videolocadora Potomac, pelo amor de Deus, onde quase fizeram uma
emboscada para a Medison e eu quando fomos lá devolver o filme preferido dela,
Contatos imediatos do terceiro grau.

E ao mesmo tempo em que eu entendia perfeitamente que eles tinham prazos a
cumpri, ou qualquer coisa assim, e que precisavam de assunto, não conseguia
entender, de jeito nenhum, por que é que esse assunto tinha que ser eu. Tipo assim,
eu não fiz nada além de salvar o presidente. Não é tipo como se eu tivesse alguma
coisa a dizer.

-Com licença! - gritou Helena. Ela estacionou em fila dupla (era bem improvável
que o carro fosse ser guinchado com meia dúzia de cameramen se aglomerando por
cima dele) e, protegendo a minha cabeça com a capa de chuva de oncinha dela, usou
os cotovelos e a bolsa para abrir caminho no meio da multidão e entrou correndo
comigo pela porta do ateliê.

-Demetria! - os repórteres gritavam enquanto nós atravessávamos a massa
formado por eles. - Como você se sente a respeito do fato de Larry Rogers ter sido
considerado mentalmente incapaz para ser julgado?

-Demetria! - gritou mais outro. - Em que partido os seus pais votam?

-Demetria! - outra pessoa gritou. - O país inteiro quer saber: Coca-Cola ou Pepsi?

-Jesus Cristo - gritou Helena para alguém que cometeu o erro de puxar a bolsa
dela para que ficássemos um instante a mais ao alcance do microfone. - Tira a mão
da bolsa! É uma Louis Vuitton, caso você não tenha reparado.
Então finalmente entramos, aos trancos, pela porta que conduz à escadaria do
ateliê da Sophia McDylan...

... e praticamente atropelamos o Joseph e o John que, aparentemente, tinham
chegado ali apenas alguns segundos antes de nós, apesar de eu não ter reparado
que eles estavam no meio da multidão.
A Helena estava tão brava por alguém ter encostado na bolsa dela que só
conseguiu ficar falando uns palavrões em espanhol durante um minuto inteiro. O
John, o agente do Serviço Secreto do Joseph, tentou acalmá-la dizendo que tinha
pedido reforço policial e que um guarda a levaria de volta até o carro. Além disso,
os repórteres seriam contidos por barreiras no final da aula.

Olhei para o Joseph e vi que ele estava com aquele sorrisinho secreto nos lábios de
novo. Naquele dia, ele estava usando uma camiseta do Blink 182 embaixo da jaqueta
de camurça, uma indicação de que o gosto musical dele não era, como o meu, tão
retritivo assim. A camiseta era preta, e isso de algum modo parecia ressaltar o
verde dos olhos dele mais do que nunca. Ou isso ou era a iluminação da escada, ou
sei lá o quê.

-Ei! - Joseph disse para mim, abrindo mais um pouco aquele sorrisinho.
Não sei por quê, mas algo naquele sorrisinho fez meu coração dar uns pulinhos
esquisitos. Mas claro que isso era impossível. Tipo assim, eu nem gosto do Joseph. Eu gosto do Logan.

Daí, por algum montivo, lembrei-me da Medison e daquela idiotice de frisson. Será
que era isso? Vai ver que era. Será que frisson é quando você olha para um cara e
seu coração fica todo esquisito?

A única coisa que eu podia dizer era que estava feliz pelo fato de o Joseph não estar
na John Adams, de modo que não ouviu falar aquela coisa a respeito do Quarto de
Lincoln que estavam circulando. Tipo assim, já era bem ruim ter sentido um frisson
pelo cara. A última coisa que eu queria que ele soubesse era que todo mundo na
minha escola também parecia saber disso.
Só a idéia de que eu poderia ter um frisson por alguém que não fosse o Logan já me
deixou com um tremendo mau humor. Ou talvez tenham sido todos aqueles
repórteres. De qualquer modo, em vez de falar oi ou qualquer coisa assim para o
Joseph, eu só mandei:

-Você não fica cheio de tudo isso? - Balancei meu gesso na direção dos repórteres.- Tipo assim, é assustador, e você fica aí sorrindo.

-Você acha que a imprensa é assustadora? - perguntou Joseph. Agora ele não estava
simplesmente sorrindo. Ele dava gargalhadas. - Não foi você a garota que pulou nas
costas de um louco armado?

Olhei para ele, estupefata. Não deu para evitar: percebi que o Joseph ficava ainda
melhor rindo do que simplesmente sorrindo.
Mas logo tirei da cabeça essa idéia e disse, em tom sério:

-Aquilo não foi nada assustador. Eu simplesmente fiz o que precisava fazer. Se
você estivesse lá, teria feito a mesma coisa.

-Não sei não - respondeu Joseph, pensativo.

E daí a escolta policial da Helena chegou e, quando ela abriu a porta para sair,
qualquer chance de conversar ali na escada foi embora com os gritos dos
repórteres. O John meio que empurrou nós dois escada acima, nós entramos e lá
estavam os bancos, exatamente como da última (e única) vez em que eu estivera lá.
A única diferença verdadeira era que não tinha mais fruta nenhuma em cima da
mesinha que ficava no meio do círculo de brancos. Em vez disso, só tinha um ovo
branco.

Achei que talvez a Sophia McDylan tivesse esquecido uma parte do almoço dela ou algo
assim. Ou isso ou o mundo tinha enlouquecido e esqueceram de me avisar.

-Então - começou Joseph assim que nos acomodamos no nosso banco e arrumamos o
bloco de desenho e tudo o mais. - O que é que vai ser hoje? Abacaxi de novo? Ou
será que você vai tentar fazer algo mais de acordo com a estação... uma abóbora,
talvez?

-Será que dá para você parar de falar desse negócio de abacaxi? - pedi, meio
baixinho, para ninguém mais ouvir. Não dava para acreditar que eu tinha
experimentado um frisson com um garoto que só sabia tirar sarro da minha cara.

-Ah, desculpa - murmurou Joseph, mas não parecia muito arrependido. Tipo assim,
ele continuava sorrindo. - Esqueci que você era uma artista sensível e tal.

-Só porque eu não estou a fim de deixar uma ditadora artística esmagar meus
impulsos criativos, isso não quer dizer que sou sensível demais - resmunguei,
olhando para Sophia McDylan, que estava no tanque lavando uns pincéis.
As duas sobrancelhas do Joseph se ergueram ao mesmo tempo.

-Do que é que você está falando?

- Da Sophia McDylan  - respondi, dando um olhar torto na direção da rainha dos elfos. -
Essa coisa de desenhar o que você está vendo. Que babaquice!

-Babaquice? - afinal, ele tinha parado de sorrir. Agora ele só estava com cara de
confuso. - Como assim, babaquice?

-Porque onde é que a arte estaria se o Picasso só desenhasse o que via? - cochichei.
Joseph olhou para mim, com cara de quem não estava entendendo nada.

-O Picasso passou anos e anos desenhando só o que ele via - afirmou. - Só depois de
ele conseguir dominar a habilidade de desenhar exatamente o que via, com precisão
absoluta, é que começou a fazer experiências com a percepção do traço e do
espaço.
Fiquei olhando para ele, atônita.

-O quê? - perguntei com ar de inteligente. Não tinha entendido nada do que ele
tinha dito.
Joseph explicou:

-Olha só, é fácil. Antes de começar a mudar as regras, a gente precisa aprender
quais são. E é exatamente isso que a Sophia está tentando ensinar para nós. Ela só
quer que você aprenda primeiro a desenhar o que está vendo, antes de passar para
o cubismo, para o abacaxismo ou para qualquer ismo que você escolher.

Foi minha vez de olhar para ele com cara de quem não estava entendendo nada.
Isso tudo era novo para mim. O Logan com certeza nunca tinha dito nada a respeito
de conhecer as regras primeiro para depois sair quebrando-as. E o Logan sabia tudo
a respeito de quebrar as regras. Tipo assim, não era isso que ele fazia para
mostrar às pessoas (como o pai dele, toda aquela gente no clube de campo e o sr.
Esposito) como estavam erradas?
Foi aí que a Sophia McDylan  se afastou do tanque e bateu palmas.

-Certo, classe. Tenho certeza de que todo mundo ouviu falar da agitação da aula na
semana passada; e a coisa foi mais agitada para algumas pessoas do que para
outras. - A Gertie, a Lynn e todo mundo começaram a rir a Sophia deu um olhar
significativo na minha direção. - Mas agora todos estamos aqui de novo, inteiros,
ainda bem... bom, quase. Então, vamos voltar ao trabalho, certo? Estão vendo
aquele ovo? - apontou para o ovo sobre a mesinha, na nossa frente. - Hoje, quero
que todos vocês pintem esse ovo. Quem não está acostumado a usar tinta pode
optar por lápis de cor ou giz.

Olhei para o ovo em cima da mesa. Estava arrumado sobre um pano de seda branco.
Olhei para aquele monte de lápis de cor que a Sophia McDylan  largou em cima do meu
banco. Nenhum era branco.
Suspirei e levantei a mão.

Bom, o que é que eu devia fazer? Tipo assim, essa mulher tinha praticamente me
chantageado para que eu voltasse à aula. E daí, quando eu cheguei lá, ela nem me
deu um lápis de cor branco... como é que ela queria que eu desenhasse o que eu
estava vendo? O que é que ela estava pensando? Tipo assim, sou super a favor de
aprender as regras antes de quebrá-las, mas aquilo ali bem parecia fazer parte da
lista de regras.

-Pois não, Demi? - Sophia aproximou-se do meu banco.

-Pois é... - balbuciei, abaixando a mão. - Aqui não tem nenhum lápis branco.

-Não, não tem mesmo - confirmou ela. Aí, só me deu um sorriso e começou a se
afastar.

-Espera aí - pedi consciente de que o Joseph, sentado ao meu lado, devia estar
escutando tudo. Ele parecia bastante absorto no próprio trabalho, que tinha
começado assim que a Sophia McDylan terminara de falar com a classe, mas vai saber.

-Como é que eu vou desenhar um ovo branco em cima de um pano branco sem um
lápis branco? - eu não queria choramingar nem nada disso. Só que não conseguia
entender exatamente o que a Sophia McDylan queria. Tipo assim, era para eu
trabalhar com o espaço negativo ou algo assim? Colocar as sombras e deixar o
resto branco? O quê?

Sophia McDylan olhou para o ovo. Daí disse a coisa mais surpreendente que eu ouvi nos
últimos tempos, e olha que eu tenho ouvido umas coisas bem surpreendentes, sendo
que a última foi saber que a minha melhor amiga, Selena, quer fazer parte da
panelinha.

-Eu não estou vendo nada de branco ali - Sophia McDylan  disse educadamente.
Olhei para ela como se fosse louca. Como assim, o ovo e a folha eram tão brancos
quanto... bom, tão brancos quanto o cabelo que caía sobre os ombros dela.

-Hum... - murmurei. - Desculpa, não entendi.
Sophia se abaixou, de maneira a enxergar o ovo da mesma perspectiva que eu.

-Lembre-se do que eu disse, Demi. Desenhe o que você vê, não o que você conhece.
Você sabe que aí na sua frente tem um ovo branco e uma folha branca. Mas você
está mesmo vendo alguma coisa branca ali? Ou será que você está vendo a cor
rosada do sol que reflete da janela? Ou o azul e o roxo que fazem a sombra
embaixo do ovo? O amarelo da luz de cima, que se reflete na curva superior do
ovo? O verde bem clarinho do lugar em que o pano toca na mesa? Estas são as
cores que eu estou vendo. Nada de branco. Nenhum branquinho mesmo.

Para mim, não pareceu que naquele discurso todo houvesse qualquer coisa que
tivesse a intenção mais remota de tolher a minha criatividade e o meu estilo
natural. O David tinha ressaltado que primeiro é preciso aprender as regras para
depois quebrá-las. A Sophia McDylan  só estava tentando fazer com que eu
enxergasse, como ela mesma disse.

Então, olhei. Olhei muito. Com mais atenção do que jamais tinha olhando para
qualquer coisa. E foi aí que vi. Eu sei que parece idiota. Tipo assim, eu sempre fui capaz de enxergar. Minha visão é 20 por 20. Mas, de repente, eu vi. Eu vi a sombra roxa embaixo do ovo. Eu vi a luz rosada do sol que vinha da janela. Eu até vi a luz amarelada, parecia com o luar, que refletia em cima do ovo. E daí, bem rápido mesmo, peguei o primeiro lápis que vi pela frente e comecei a desenhar.
É por isso que eu gosto de desenhar:

Quando a gente está desenhando, parece que o mundo todo à sua volta deixa de
existir. É só você, a folha, o lápis e talvez uma música erudita suave de fundo, ou
qualquer coisa assim, mas você não fica escutando de verdade, por estar
totalmente absorta no que está fazendo. Quando se desenha, não se tem noção do
tempo passando, nem do que está acontecendo à sua volta. Quando um desenho flui
bem mesmo, você é capaz de se acomodar à uma da tarde e só tirar o olho do
trabalho às cinco, sem nem mesmo perceber que passou assim tanto tempo, até que
alguém chame a sua atenção para isso, porque ficou tão concentrada na sua criação.
Descobri que não existe nada igual no mundo. Assistir a um filme? Ler? Não mesmo.
Só se a história for muito, muito boa. E pouquíssimas são. Quando a gente desenha,
entra em um mundo próprio, em uma criação pessoal.
E não existe nenhum mundo melhor do que esse.

E é por isso que, quando você está totalmente imersa no desenho, e acontece
alguma coisa que a obriga a sair daquele mundo, é umas cem vezes mais chato do
que se você estivesse a fazer a lição de geometria ou qualquer coisa assim e a sua
irmã invadir o seu quarto para pedir um frufru de cabelo ou qualquer coisa assim.
Nessa situação, acho que seria quase desculpável se você assassinasse essa pessoa.
Claro que se essa pessoa for um corvo preto e enorme, você teria ainda mais
desculpas para isso.

-Crááááá! - Zac, o corvo, berrou na minha orelha ao mesmo tempo em que arrancou
uma dúzias de fios da minha cabeça e depois saiu voando, fazendo barulho ao bater
as assas.
Dei um grito.

Foi impossível segurar. Estava tão entretida no desenho que nem percebi o pássaro
se aproximando, nem me liguei que estava armando o bote. Eu gritei, mas não
porque o que ele tinha feito doeu (mas, na verdade, doeu sim), mas porque foi
totalmente inesperado.

-Zachary! - Sophia McDylan  vociferou, batendo palmas. - Corvo mau! Corvo mau!
Zac fugiu para a segurança de sua gaiola, onde largou meu cabelo e soltou, todo
triunfante:

-Corvo lindo!

-Você não é nada de corvo lindo! - Sophia McDylan  o corrigiu, como se ele fosse capaz
de entender. - Você é um corvo muito mau.
Então, virou-se para mim e disse:

-Ah, Demetria, desculpe mesmo. Tudo bem com você?

Coloquei a mão no buraco que o Zac tinha feito na minha cabeça. E quando fiz isso,
reparei uma coisa: a luz tinha mudado. Não era mais rosada. O sol tinha se posto.
Já passavam das cinco mas, para mim, parecia que só fazia dois minutos que eu
tinha começado a desenhar, não quase duas horas.

-Esqueci de fechar a gaiola dele - Sophia McDylan tentava se explicar. - Preciso
lembrar de fazer isso toda vez que você estiver aqui. Não sei por que ele é tão
obcecado com o seu cabelo. Quer dizer, ele é superbrilhante, mas...

Foi mais ou menos a essa altura que eu percebi que o banco ao lado do meu estava
sacudindo. Olhei e vi que o Joseph estava tendo um ataque ou qualquer coisa
parecida, daí eu percebi que não era ataque nenhum. Ele estava morrendo de rir.
Ele percebeu que eu estava olhando e disse, entre uma gargalhada e outra:

-Desculpa! Juro mesmo, desculpa! Mas se você visse a sua cara na hora que aquele
corvo pousou em você...

Eu sou capaz de agüentar uma piada como qualquer pessoa, mas não achei essa daí
muito engraçada. Dói quando alguém (ou alguma coisa) arranca o seu cabelo. Talvez
não tanto quanto alguém quebra o seu pulso, mas, mesmo assim, dói.
Joseph, cujos ombros (que não eram tão largos quanto os do Logan, mas ainda assim
eram bastante impressionantes em relação aos ombros dos caras normais)
continuavam a tremer com as risadas, prosseguiu:

-Fala sério. Você tem que reconhecer. Foi engraçado.

Claro que ele estava certo. Tinha sido engraçado.
Mas, antes que eu tivesse oportunidade de fazer a minha confissão, a Sophia McDylan
já estava do meu lado, olhando o meu desenho. Já que ela estava olhando, resolvi
olhar também. É claro que era exatamente isso que eu tinha feito a tarde inteira.
Mas aquela foi a primeira oportunidade que tive de me afastar e ver mesmo o que
eu tinha feito.

E não dava para acreditar no que estava na frente dos meus olhos. Era um ovo
branco. Em cima de um retalho de seda branco. Era igualzinho ao ovo branco em
cima do tecido branco na minha frente.
Mas eu não tinha usado nem um pouquinhozinho de branco.

-Pronto - exclamou Sophia McDylan, com a voz satisfeita. - Você conseguiu. Eu sabia
que conseguiria.

Então, distraída, deu uns tapinhas na minha cabeça, bem no lugar dolorido de onde
o corvo tinha arrancado uns fios.
Mas não doeu. Não doeu nadinha. Porque eu sabia que a Sophia McDylan estava certa:
eu tinha conseguido.
Finalmente, eu tinha começado a ver.

As dez principais funções da embaixadora teen dos EUA como eu, Demetria Lovato, entendo:

10. Ficar no escritório do secretário de imprensa da Casa Branca e ouvir ele ficar
falando a respeito de como a taxa de aprovação do presidente subiu depois da
tentativa de assassinato frustado contra ele.

9. Também precisava ouvir o secretário de imprensa ficar resmungando a respeito
de como a prefeitura está reclamando de todos os guardas que tem de enviar para
a minha casa para afastar a imprensa e por que é que eu não vou logo a um
programa como Dateline ou 60 Minutos, dou minha entrevista e coloco um ponto
final no assunto. Daí, quando mostrarem aquilo um milhão de vezes, todo mundo vai
enjoar de mim e vai me deixar em paz. Total. Como se eu tivesse alguma coisa interessante a dizer para os telespectadores americanos. Até parece.

8. Entregar fotocópias das regras e regulamentações da exposiçaõ de arte
internacional Da Minha Janela para todos os meus amigos artistas, e olha que eu só
tenho um, namorado da minha irmã e minha alma gêmea, Logan Henderson.

7. Autografar fotos minhas para crianças que escrevem pedindo uma foto
autografada minha. Mas devo dizer que está além da minha compreensão por que
alguém ia querer uma foto minha para colocar na parede do quarto.

6. Ler as cartas enviadas pelos meus fãs (depois de terem sido passadas por
scanners e de terem sido examinadas para assegurar que não contenham lâminas de
barbear nem explosivos). Uma enorme parcela da população parece sentir a
necessidade de me escrever para dizer que me acha incrivelmente corajosa.
Algumas dessas pessoas até mandam dinheiro. Infelizmente, todo o dinheiro é
colocado imediatamente em uma caderneta de poupança para pagar a minha
faculdade, de modo que não dá para eu comprar nenhum CD com ele.
Também acho que recebo um monte de cartas de tarados, mas ninguém as mostra
para mim. O secretário de imprensa gurada essas cartas em um arquivo especial e
nem me deixa mostrar à Selena.

5. Apesar de a sede da ONU ser em Nova York, ninguém deu a menor indicação de
que vão me mandar para lá. Tipo assim, para Nova York. Aparentemente, ir até a
sede da ONU na verdade não faz parte da lista das dez prioridades da
embaixadora teen na ONU.

4. Ficar jogando uma bolinha de borracha na parede do gabinete do secretário de
imprensa porque isso ajuda a fazer com que o tempo passe enquanto eu estou presa
lá: é onde eu passo todas as tardes de quarta-feira, apesar de isso não ser,
tecnicamente, uma das funções da embaixadora teen na ONU e só servir para
encomodar o secretário de imprensa e a equipe dele. Ele acabou confiscando a bola
e disse que eu a teria de volta quando meu madato de embaixadora teen acabasse.
Aparentemente, o pessoal do gabinete não sabe que dá para comprar uma bola
dessas ali na esquina, por menos de um dólar.

3. Os embaixadores teens na ONU não devem ficar perambulando pelos corredores
da Casa Branca, por mais que conhecem o lugar, já que podem, sem querer,
interromper uma cúpula de negociações de paz enquanto procuram o Salão da
Prataria Dourada para ver se por acaso lá tem algum retrato de Dolley Lovato.

2. É altamente recomendável que os embaixadores teens na ONU não se vistam
inteiramente de preto, já que isso, de acordo com o secretário de imprensa da Casa
Branca, pode passar ao público a impressão de que a embaixadora teen dos EUA é
adepta de bruxaria.

E a função número um da embaixadora teen dos EUA na ONU, pelo que eu pude
perceber é:

1. Ficar sentada imóvel. Ficar quietinha. E deixar o secretário de imprensa
trabalhar.

Continua ...


MENINAS ... O QUE FOI AQUELE SHOW DA DEMI ????? 

EU CHOREI MUITO ... NÃO ACREDITEI QUANDO ELA 
FALOU "MY FRIEND NICK JONAS" MEU CORAÇÃO PAROU 
FOI PERFEITO , NEMI !!!!!!! VEYY ... FIQUEI MUITO FELIZ DE VER ELES JUNTOS 
DE NOVO !!!




Enfim ... como eu disse no último poste .. VOU viajar ... não sei se vou conseguir postar durante a semana 
por isso postei esse capitulo DUPLO !!!!
Espero que gostem =))))) Volto no máximo no domingo !!

Beijonas ... OBRIGADO PELOS COMENTÁRIOS ... Já estão respondidos !!!



COMENTÁRIOS ????????????


Divulgação



8 comentários:

  1. cap perfect...

    momentos jemi sao hilarios

    bjo bjo e posta logo

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  2. Hey I'm back and I'm so sorry for leave you alone ='( sério, desculpa não comentar nesses capítulos maravilhosos, mas o que importa é que aqui estou eu pra falar de todos eles. Eu ri que nem louca da Madison falando de frisson, pfvr, a irmã mais nova da Demi sabe de mais coisa que eu e pelo visto de mais coisa que a Demi e que a Dallas né... OMG uma garota da oitava série queria colocar a mão no gesso dela kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk "deixa eu colocar a mão no seu cabelo?" "deixa eu tocar no seu rosto?" "Deixa eu pegar na sua mão?" Mas não... ela quis colocar a mão no gesso da Demi, bem, quem sou eu pra falar alguma coisa né, pelo menos ela relou na Demi e pelo menos ela estuda na mesma escola que a Demi, mas isso pode ser um pouco confuso, pelo fato de que se a vida da Demi fosse exatamente do jeito que é escrito na sua fic, eu provavelmente só ia conhecer ela por ter salvo o presidente, mas não seria fã dela ou alguma coisa assim e eu nem ia saber o fato de que uma menina ia ter encostado no gesso dela e eu não ia sentir necessidade de encostar na Demi também, então eu não estaria aqui indignada por não poder relar no gesso dela, porque eu não seria fã dela e você não teria uma fic falando sobre ela, né? Não que eu só seja fã da Demi porque ela é linda e canta bem, mas ah... se a Demi fosse a Demi da sua fic eu provavelmente não saberia quem ela é, porque mesmo que ela um dia chegue a ter um caso com o Joe (que eu sei que vai acontecer) os Jonas também não iriam existir e eu nem lembro que as filhas do presidente dos Estados Unidos existem, só quando eu as vejo indo nos shows da Miley, etc e quase morre de inveja, então que nem ligaria pro filho do presidente. Eu acho, porque com certeza eu já teria visto fotos dele e ia saber como ele é bonito. AAAAH... PAREI!
    "Joseph disse para mim, abrindo mais um pouco aquele sorrisinho.
    Não sei por quê, mas algo naquele sorrisinho fez meu coração dar uns pulinhos esquisitos. Mas claro que isso era impossível. Tipo assim, eu nem gosto do Joseph. Eu gosto do Logan." - PFVR, DEMI SE TOCA!? PFVR, EU PRECISO QUE ELA SE TOQUE E QUE JEMI ACONTEÇA LOGO, PELO AMOR DE DEUS, SE EU FOSSE A DEMI JÁ TINHA DESISTIDO DO LOGAN E AGARRADO O JOE, E MAAAAAAAAAAAAAAAAADIIIIIIIIIISOOOOOOON, NÃO TEM NADA DE FRISSON NÃO, PRA MIM ISSO É OUTRA COISA, MAS DEIXA QUIETO NÉ... rssrsrsrs
    bem, já falei muito e é claro que amei todos esses capítulos... agora, imagina como eu fiquei quando cheguei em casa e descobri que o Nick tinha ido fazer uma visitinha pra Demi. Minha mãe me disse que ia tirar o computador da minha frente se eu não parasse, porque é claro que ela entrou no meu quarto justo quando eu estava tendo um ataque, mas não foi por coincidência ou algo assim, foi porque eu acho que eu tava cantando Catch me mais alto que eu cantei no show, cantando e chorando olhando pra tela do note. Minha mãe adorou kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk só que n... e depois eu ainda fui ver o Acuve né, pfvr.. melhor nem falar disso!!
    Bem, hoje é aniversário da Sel, faz 4 meses que eu vi a DEMI e tem o Teen choice #so excited ! kkk estou morrendo. Eu estou lendo em chamas e eu parei de ler pra vir ler sua fic, pra você ter uma ideia eu li jogos vorazes 3 vezes, quando eu ceguei aqui e vi o Em chamas e o A Esperança em cima da cama eu chorei e eu parei de ler pra vir ler sua fic, você tem noção do quanto isso a torna especial! kkk parei
    bem, é isso, me desculpe pelos surtos de hoje!

    Stay Strong
    Love,
    Mah Jonas <3

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    1. OMG jura que deixou seu livro pra comentar ... Meu Deus ... Obrigado bb !!! Nossa , seu comentário ta quase maior que o Capitulo hahahaha MAS EU AMOOOO , TODOS OS COMETÁRIOS , DE VERDADE !! ME SINTO BEM SABENDO QUE VC TA LENDO E GOSTANDO =))) Te falei que ia postar HOJE , então postei bb =))) Obrigado por todo seu carinho , é muito importante pra mim =)))

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  3. Oooooooooooie *---*
    Leitora nova aquiêê! \o/ \o/ \o/
    Estou amando a sua IB simplesmente perfeita... com certeza vou acompanhar!
    To seguindo aquiêê se der segue o da minha amiga >>> http://diarioimaginebelieberbr.blogspot.com.br <<<

    Obrigada *-*

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    1. Obrigado fofa =))) espero mesmo que goste , e seja Bem Vinda !!!!

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  4. MEU DEUS!! EU TBM CHOREI MTO ASSISTINDO! FOI PERFEITO!
    POSTA LOGO SUA FIC! AHAHA EU ACHO ESSA SOPHIA DOIDA KKKKKKKKKKKKKK.

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Sem comentários ........... sem capítulos!