31/07/2012

Capitulo 17





Comecei a me arrepender de ter convidado o Joseph para a festa da Megan Parks
quase imediatamente. Não é que eu achasse que não seria divertido ou qualquer
coisa assim. Tipo assim, apesar de ficar me enchendo por eu ser uma artista
sensível, o Joseph até que era um cara bacana.
Não, eu tinha me arrependido por causa da reação que as pessoas tiveram quando
eu contei.

Reação número um: Dallas

"Ah, caramba, que beleza! Vocês dois formam o casal mais fofo de todos, porque
ele é tão alto e você é tão baixinha, além disso, vocês dois têm cabelo arrepiado
demais, e vocês gostam daquele tipo idiota de música que parece antiga. Vai ser tão
legal! Que roupa você vai pôr? Acho que você deveria colocar a minha minissaia de
couro escuro e a minha caxemira verde com decote V, minha meia arrastão preta e
a minha bota que vai até o joelho. Não dá para colocar coturno de minissais, vai
parecer que as suas batatas da perna são gordas. Não que as suas sejam gordas,
mas sempre parecem gordas se você coloca coturno com minissaia. Mas talvez a
meia arrastão seja um pouco demais para uma aluna do primeiro ano. Talvez você
deva colocar meias-calças finas normais. Mas acho que a gente pode comprar uma
meia-calça canela. Acho que ia ficar bom. Quer se encontrar com o resto da turma
de animadoras de torcida para ir fazer compras antes da festa, no sábado?"

Reação número dois: Medison

"Ah, estou vendo que a sementinha do frisson que eu plantei germinou e produziu
um botãozinho de flor bem frágil."

Reação número três: Catherine

"Ah, Demi, que maravilha! Agora o Paul vai ter alguém para conversar na festa,
porque ele tambpem não vai conhecer ninguém lá, igualzinho ao Joseph. Talvez os
dois possam ficar juntos enquanto nós duas damos aquela checada no pessoal.
Porque eu ouvi dizer que, em festas assim, é importante se misturar. Fiquei
pensando que, se você e eu nos misturarmos, talvez consigamos ser convidadas para
outras festas também, tipo que sabe até festas do terceiro ano, apesar de eu
achar que isso talvez seja pedir demais.
Mas sabe como é, se fôssemos convidadas para festas do terceito ano, seríamos
tão populares quanto a Megan em um piscar de olhos."

Reação número quatro: Helena

"Vocêconvidou o garoto? Quantas vezes você já me ouviu dizer a sua irmã, dona
Demetria, que se você ficar indo atrás dos garotos você vai se dar mal? É só
lembrar do que aconteceu com a minha prima Rosa. É melhor que eu não veja você
ligando para ele. Espera que ele ligue para você. E também não me venha com esse
negócio de mensagens instantâneas pela internet. O melhor é parecer misteriosa e
distante. Se a Rosa tivesse sido misteriosa e distante, não estaria na situação que
está hoje. E onde é mesmo essa festa? Os pais da garota vão estar lá? Vai ter
álcool para beber? Estou avisando, dona Demetria, se eu descobrir que você e a
sua irmã estiveram em uma festa em que tem álcool, vocês duas vão ficar limpando
privadas até entrarem na faculdade."

Reação número cinco: Logan

"O filho do presidente? Ele não é agente antidrogas, é?"
Reação número seis: meus pais (deixiei o pior para o fim)
"Ah, Demi, que maravilha! Ele é um garoto tão legal! Não dava para a gente inventar
um namorado melhor para você. Ah, como seria bom se a Dallas tivesse tanta
prudência quanto você para escolher com quem sai... A que horas ele vem buscar
você? Ah, e precisamos comprar filme e máquina de fotografia. Só vamos tirar
algumas fotos, só isso. Bom, a gente precisa registrar o evento. Nossa filhinha,
saindo com um garoto tão gentil. Tão bem-educado. E você sabe que ele estuda na
Horizon, isso significa que a inteligência dele está muito acima da média. Do país.
Do país inteiro. Ele vai mesmo ser alguém muito importante no futuro, talvez até
siga os passos do pai e se torne político. Que garoto bacana, bacana mesmo. Ah, se
a Lucy pudesse encontrar um garoto bacana assim, em vez daquele Logan, que rapaz
terrível!"

Foi totalmente humilhante. Tipo assim, só eu mesma: na primeira vez que saio com
um garoto, é um cara que os meus pais adoram! Além do Joseph não ter nenhuma
tatuagem (pelo menos, até onde eu sei) nem andar de Harley (mais uma vez, estou
chutando, mas parece bem provável), ele é filho do PRESIDENTE DOS ESTADOS
UNIDOS.

Tá bom? Poderia SER mais CDF? Eu sei que a gente não pode fazer nada a respeito
dos pais que tem, mas dá um tempo. Em vez de o cara ser o filho de mãe solteira
que vive de pensão do governo ou de um pai condenado, situações que deixariam os
meus pais loucos da vida, acabo saindo com um cara cujos pais não só continuam
casados como também são, tipo, o casal mais influente do país.
A vida é mesmo injusta.

Fiz de tudo para irritá-los (estou falando dos meus pais), falando que o Joseph vinha
me buscar no CARRO dele (mas claro que não era bem assim; o John é que vinha
dirigindo já que o Joseph, com 17 anos, não tinha idade para ter carteira de
motorista no Distrito de Columbia). Daí observei que iríamos comer SOZINHOS
em algum lugar antes da festa (de novo, não era totalmente verdade, já que os
caras do Serviço Secreto iam nos acompanhar), já que o Joseph tinha sugerido,
quando saíamos do ateliê da Sophia McDylan que fôssemos comer alguma coisa antes da festa.

Mas nem a minha mãe nem o meu pai morderam a isca. O negócio é o seguinte: só
porque o cara é o primeiro-filho, ou qualquer coisa assim, eles confiam nele
completamente! Nem em um milhão de anos eles teriam deixado a Dallas ir a uma
festa com o Logan (não sem uma briga gigante antes). A única razão por que eles
cederam dessa vez e a deixaram ir é porque sabiam que eu também ia estar lá...
bom, com o Josephe o Serviço Secreto. Mas, mesmo assim, Eu! A irmã menor dela!
Eu sou supostamente boazinha! A pesar de tudo que eu tenho feito para convencêlos
do contrário (tipo só me vestir de preto durante um ano, ou aquela história toda
da minha produtora clandestina de desenhos de celebridades), eles insistem em
achar que eu sou uma pessoa responsável!
E vou dizer uma coisa: esse negócio de eu ter salvado a vida do presidente e de ser
nomeada como embaixadora teen da ONU também não ajudou em nada.
Estava pensando seriamente em repetir no alemão, só para me vingar deles.
Mas, do jeito que eles andavam agindo ultimamente, acho que eles só iam ficar tipo:
"A Demi tirou zero em alemão, que coisa mais adorável!"

De qualquer maneira, na noite da festa, a minha mãe e o meu pai cumpriram a
ameaça e já estavam esperando na sala, com a máquina fotográfica em punho,
quando o Joseph tocou a campainha, às sete horas em ponto. A Selena já tinha
chegado e partido, depois de a Dallas transformá-la em uma cópia das garotas que
habitavam as páginas da Seventeen. Ela ia se encontrar com o Paul no Fliperama
Beltway, e daí os dois iam nos encontrar na casa da Megan, na hora da festa.

-Por favor - cochichei, aflita, para Joseph quando abri a porta. - Não ligue para eles.
Eles não sabem o que estão fazendo.

O Joseph, que estava de jeans e com uma malha preta, ficou um pouco assustado,
mas depois que entrou em casa e viu meus pais, relaxou.

-Ah - disse, como se os pais das garotas com quem ele sai sempre aparecessem
com câmeras compactas nas mãos... bom, talvez aparecessem mesmo. - Oi, sr. e sra.
Lovato.

E se a minha mãe e o meu pai já não fossem o bastante, indo de um lado para o
outro com lentes zoom em punho, o Bud, todo animado com a perspectiva de
conhecer alguém novo, veio correndo como louco da cozinha (com todos os seus
quatro quilos) e imediatamente enfiou o focinho na virilha do Joseph. Eu tentei puxar
o cachorro para longe, pedindo desculpas pelo comportamento dele.

-Tudo bem - disse Joseph, dando alguns tapinhas carinhosos na cabeça desgrenhada
do Bud. - Eu gosto de cachorro.

Daí a Dallas tinha que entrar em cena, flutuando escada abaixo toda vestida para a
festa, como se achasse que era alguma atriz de novela famosa ou qualquer coisa
assim, e daí, mandando:

-Ah, Joseph, é você. Achei que era o meu namorado, o Logan. Claro que vocês dois vão
se conhecer na festa. Acho que vocês vão se dar super bem. Ele também é artista.

Depois foi a vez de a Medison aparecer, olhar para o Joseph e para mim e mandar:
-Ah, é. Definitivamente frisson – e logo subiu a escada e foi para o quarto dela,
provavelmente para fazer mais uma tentantiva de entrar em contato com a navemãe.

Se a minha família tivesse tentando me envergonhar, o máximo possível, de
propósito, acho que não teria feito pior. Quando conseguimos escapar para a segurança da varanda, o Joseph olhou para mim e perguntou:

-O que é frisson?

-Ah, hahaha - fiquei rindo igual a uma tonta. - Não sei. Deve ser algo que ela
aprendeu na escola.
Joseph fez uma careta de leve.

-Eu vou à mesma escola que ela, e nunca ouvi falar disso.

Para distraí-lo, caso ele estivesse pensando em chegar em casa e ir olhar a palavra
no dicionário, dei um gritinho quando vi o carro dele. Apesar de eu não ter aceitado
os conselhos da Dallas a respeito do meu visual (estava usando minhas roupas mesmo,
uma saia preta comprida que ia até onde começavam os meus coturnos com
margaridas, combinando com uma malha que, apesar de ter decote V, também era
preta), lembrei alguma das observações dela, uma das quais fora: "Aja como se o
carro dele fosse o máximo. Os caras têm uma relação esquisita com os carros
dele."

Só que eu não tenho bem certeza se isso vale para todos os caras, porque depois
de eu ter um ataque dizendo que adorava o sedã de quatro portas dele, o Joseph
ficou olhando para mim com um ponto de interrogação no olhar.

-Hum... não é meu - disse. - É do Serviço Secreto.

-Ah - respondi. E daí reparei que o John, da aula de arte, estava parado ao lado do
carro. E também que outro carro quase idêntico estava parado logo atrás do
primeiro, com mais dois agentes do Serviço Secreto dentro.
Como achei que algum tipo de explicação se fazia necessária, afirmei:

-A minha irmã disse que os caras gostam quando a gente elogia o carro deles.

-É mesmo? - Joseph disse, sem parecer muito surpreso. - Bom, ela parece ser alguém
que sabe dessas coisas.

Foi nesse momento que um repórter que nenhum de nós tinha notado pulou de trás
dos arbustos e nos atacou: "Demetria! Joseph! Aqui!", e tirou umas mil fotos.
Não deu para ver exatamente o que aconteceu em seguida, já que todos aqueles
flashes me deixaram cega durante alguns segundos, mas ouvi uma voz firme dizer:
"Isso aqui fica comigo", seguindo por um grunhido, um barulho de coisa quebrada e
o fim dos flashes.

Quando voltei a enxergar, percebi que a voz firme pertencia a um agente do
Serviço Secreto (não o John, um outro) que voltava para o carro estacionado atrás
do do Joseph. O repórter estava a poucos metros de distância, na calçada, com ar
desolado, segurando uma câmera despedaçada. Ele murmurava alguma coisa a
respeito de liberdade de imprensa... mas não muito alto, de modo que o agente do
Serviço Secreto não podia ouvi-lo.
John abriu a porta de trás do primeiro sedã e disse, todo arrependido:

-Desculpem-me por esse incidente.
Acomodei-me no banco de trás sem dizer nada, porque, afinal, o que é que eu podia
dizer?

O Joseph entrou pelo outro lado e fechou a porta. O interior do carro do Serviço
Secreto era muito limpo. Tinha cheiro de novo. Eu detesto cheiro de carro novo.
Pensei em abrir a janela, mas estava bem frio lá fora.
Daí o John se acomodou atrás da direção e checou:

-Tudo certo aí?
Joseph respondeu:

-Comigo, tudo certo - daí, olhou para mim. - E você, tudo bem?
-Hum... - respondi. - Tudo.

-Está tudo certo por aqui – ele confirmou.

E o John respondeu:

-Então, vamos lá.

E começamos a andar. Fiquei com o rosto afastado da janela, porque percebi que os
meus pais tinha saído à varanda da frente e estavam parados lá, acenando para nós.
Um repórter, cuja câmera não tinha sido despedaçada, tirou uma foto da cena, já
que tirar fotos do Joseph e de mim era obviamente proibido. Torci para que minha
mãe e meu pai ficassem felizes de ver uma fotona colorida dele no USA Today de
amanhã de manhã ou qualquer outro jornal.

Dentro do carro, estava o maior silêncio. Um silêncio excessivo. "Só tem três
assuntos que você pode conversar com os caras", a Dallas tinha me instruído
anteriormente, naquele mesmo dia, apesar de eu não a ter consultado mesmo a esse
respeito. "E essas coisas são:

Um: ele mesmo.

Dois: você e ele.

Três: você mesma.

Comece falando a respeito dele. Daí, lentamente, introduza o tema relativo a você
e ele. Depois, faça com que a conversa se desvie para você. E fique por aí."
Mas, por algum motivo, eu não conseguia falar nada daquelas coisas que a Dallas
tinha me aconselhado a dizer. Tipo assim, a primeira coisa, de elogiar o carro dele,
não tinha dado nada certo. Eu percebi que, ao sair com o filho do presidente, eu
estava penetrando em território desconhecido, do tipo que a Dallas nunca tinha
explorado. Eu estava por minha própria conta. Era um pouco assustador, mas achei
que conseguiria me virar. Tipo assim, ele não era exatamente o Logan.

-Hum... - comecei, quando o John virou na rua 34. - Desculpa pelos meus pais.

-Ah - respondeu Joseph, rindo. - Sem problemas. Então, para onde a gente vai? O
que você está a fim de comer?

Como eu sempre só estou a fim de comer uma coisa (hambúrguer), não tinha muita
certeza a respeito de como responder à pergunta dele. Por sorte, o Joseph
continuou falando:

-Eu fiz reserva em alguns lugares. Tem o Vidalia. Acho que é bem legal. E o Four
Seasons. Eu não sabia se você já tinha ido lá. Ou então tem o Kinkead, apesar de eu
saber sua opinião sobre peixe.

Enquanto ia ouvindo, meu pânico ia crescendo. Reserva? Ele fez reserva? Eu nunca
achava nada que tivesse vontade de comer em cardápios de restaurantes que
exigem reserva.

Eu não sei se o Joseph foi capaz de perceber o tremor no meu rosto, ou se foi o meu
silêncio que entregou tudo. De qualquer modo, ele mandou:

-Ou a gente pode esquecer as reservas e ir comer uma pizza ou qualquer coisa
assim. Tem um lugar que eu ouvi dizer que todo mundo vai. A pizzaria Luigi's, ou
outra qualquer?

A Luigi's era o lugar onde a Dallas e a turma dela estariam antes da festa. Ao mesmo
tempo em que eu sabia que iríamos ver toda aquela gente em algumas horas, de
qualquer jeito, acho que não dava para encarar ficar sentada em uma mesa com o
Joseph na frente de todos eles, sabendo o tempo todo que o restaurante inteiro
estava de olho em nós, falando de nós. Eu duvidava de que seria capaz de engolir
qualquer coisa. Além disso, o Logan estaria lá. Como é que eu iria prestar atenção em
qualquer coisa que o Joseph dissesse se o Logan estivesse em qualquer lugar nas
redondezas?

-Ou então a gente pode simplesmente comer um hambúrguer em algum lugar... -
sugeriu Joseph, olhando para mim de novo.

-Para mim, parece bom - respondi, esperando soar bem desencanada.
Ele me deu um daqueles sorrisinhos misteriosos.

-Então vamos comer hambúrguer - resolveu. - John, vamos para o Jake's. E você
pode colocar um som, por favor?

John respondeu:

-Claro - e apertou um botão no painel.

E aí, a voz da Gwen Stefani encheu o carro.
Do Doubt. O Joseph era fã do No Doubt.

Eu deveria saber, claro. Tipo assim, qualquer pessoa que gosta de Reel Big Fish tem
que gostar de No Doubt. É tipo uma lei.
Mesmo assim, fiquei em estado de choque quando percebi que o Joseph tinha
mandado colocar a Gwen no som do carro. Porque, sabe como é, se eu tivesse um
carro, é exatamente isso que estaria no som. A Gwen, tipo assim.
E a coisa mais esquisita de todas era que o meu coração tinha feito aquela coisa de
novo. Fala sério. Aquele pulinho, assim que ouvi a voz da Gwen. Só que não por causa
da Gwen, sabe como é. Não, foi porque eu percebi que o Joseph gostava da Gwen.
Será que era disso que a Medison estava falando? Será que frisso era isso?

Mas como é que eu podia sentir frisson por uma pessoa quando o meu coração
pertencia a outra? Não fazia o menor sentido. Para começar, a única razão por que
eu tinha convidado o Joseph tinha sido para deixar a Selena feliz. E talvez para
deixar o Logan com ciúme. Tipo assim, eu era completa e irrevogavelmente
apaixonada pelo namorado da minha irmã, que um dia perceberia que eu, e não a
Dallas, sou a garota certa para ele.
Então, que história de frisson era essa?

Achei que, se eu ignorasse, aquilo iria embora. Então, foi o que comecei a fazer. E
sabe o quê? Por um tempo, fiquei achando que estava dando certo. Tipo assim, não
que a gente não tenha se divertido nem nada assim. O Jacke's, o lugar em que
fomos jantar, era total o tipo de lugar de que eu gosto. Era no bairro do Foggy
Bottom, com mesa de superfície pegajosa e luz fraca. Ninguém lá deu a mínima para
o fato de eu ser a garota que tinha salvado o presidente e que o Joseph era filho
dele. Na verdade, acho que ninguém chegou a olhar para a gente, a não ser a
garçonete e, claro, John e os seus agentes do Serviço Secreto, que se sentaram
em uma mesa um pouco afastada da nossa.

E apesar de eu estar preocupada com o que dizer, descobri que não preciso prestar
a mínima atenção às regras da Dallas. O Joseph começou a me contar umas histórias
engraçadas a respeito das coisas malucas que as pessoas que visitam a Casa Branca
esquecem por lá (tipo aparelhos ortodônticos e, uma vez, uma calça de veludo
cotelê) e, depois disso, a conversa simplesmente fluiu. E quando os hambúrgueres
chegaram, eram queimadinhos do lado de fora, bem do jeito que eu gosto, e
ninguém tinha se atrevido a colocar qualquer verdura ou outra coisa, tipo tomate,
cebola e alface, perto da carne. As batatas também eram do tipo crocrante, não
daquele tipo oleoso e mole que tem um gosto horrível de batata.

Daí o Joseph me contou uma história sobre quando ele era pequeno e a mãe e o pai
dele pediam para ele colocar a mesa e, para fazer piada, ele colocava o garfão e a
colherona de servir salada em um dos lugares.
E ele disse que os pais dele riam toda vez, apesar de ele fazer aquilo praticamente
toda noite.

Inspirada nisso, contei a ele a respeito daquela vez no Marrocos em que tentei
jogar os cartões de crédito do meu pai na privada. Que é uma coisa que, para falar
a verdade, eu nunca contei a ninguém sem ser a Selena. Não era tão fofa quanto
a história do garfão e da colherona, mas era tudo que eu tinha.
E daí o Joseph me disse que tinha ficado muito mal de ter que abandonar os amigos e
se mudar para Washington D.C. e que detestava a Horizon, onde todo mundo era
supercompetitivo e toda a ênfase era dada à ciência, e não à arte, e que as pessoas
que gostavam de desenhar, como ele, eram menosprezadas. E eu entendi
exatamente o que ele queria dizer com aquilo, a única diferença é que na John
Adams só se fala de esportes.

Daí eu contei a ele que tive de ir à fonoaudióloga e que todo mundo achava que eu
estava fazendo aula de reforço. E daí, por algum motivo, também contei a ele sobre
os desenhos de celebriadades, e como tinha sido por causa deles que tirei uma nota
baixa em alemão e fui obrigada a ir à aula da Sophia McDylan.

Foi a certa altura dessa conversa que o joelho do Joseph encostou no meu, por
acaso, abaixo da mesa. Ele pediu desculpas e afastou a perna. Daí, uns cinco
munutos depois, aconteceu de novo.
Só, que dessa vez, ele deixou a perna lá mesmo. Nem pediu desculpas. Eu não sabia
o que fazer. A Dallas não tinha incluído isso na lista de coisas que poderiam
acontecer.

Mas percebi que o frisson começava a voltar. Tipo, de repente, eu tomei
consciência do fato de que o Joseph era um garoto. Tipo assim, claro que eu sempre
soube que ele era um garoto, e também que erra bem bonitinho. Mas, de algum
modo, quando o joelho dele encostou no meu por debaixo da mesa (e ficou lá,
encostado) eu tomei consciência, mesmo, de que ele era um cara.
E, de repente, fiquei envergonhada e não conseguia encontrar nada para dizer... o
que foi bem esquisito porque, tipo, dois minutos antes daquilo, eu não estava tendo
problema nenhum naquela aspecto. E também não conseguia mais olhar nos olhos
dele. Não sei por quê, mas era tipo como se eles fossem verdes demais, ou qualquer
coisa assim. Além disso, de repente eu comecei a sentir calor, apesar de a
temperatura estar ótima dentro do restaurante.

Eu não conseguia entender o que estava acontecendo comigo. Só sabia que, antes
do joelho dele encostar no meu, nada disso estava rolando. Então eu me arrumei na
cadeira, achando que se eu desse um basta no, sabe como é, contato, as coisas
ficariam melhores.

E meio que ficaram, mas acho que não muito, já que o Joseph olhou para mim (sem
nenhum sorrisinho secreto no rosto), e mandou:
-Tudo bem com você?

-Claro - respondi com uma voz mais aguda do que o meu normal. - Por quê?

-Sei lá - deu de ombros, aqueles olhos castanhos examinando o meu rosto de um jeito
que eu achei infinitamente alarmante. - Você está meio... corada.
Foi aí que eu tive a brilhante idéia de olhar para o meu Swatch de sereia e dizer:

-Ah, caramba, olha só que horas são! Precisamos ir, se quisermos chegar à festa a
tempo.

Eu meio que fiquei com a sensação de que o Joseph gostaria de pular toda a parte da
festa. Mas não eu. Eu queria chegar logo lá. Porque, na festa, eu estaria a salvo do
frisson.

Porque o Logan estaria na festa.


Continua ....


UHUL .. mas um capitulo postadooo !!! Muitas surpresas estão por vir kkkkkkkkkkk mas vou deixar vocês na curiosidade HAHAHAHA 


Querooo MUITOS Comentários hein !!!!!!!!!!


RESPOSTAS DOS COMENTÁRIOS DO CAP.16


NINA kkkk muito engraçado mesmo =)) Postei fofa !!

- H  =)))))) Postei !!!!

Mah Jonas Adorei a sua LISTA kkkkkkkkkkkkkkk Mas calma amore , jajá a Demi acordar pra vida !!!! 
Postei =))))) 

Silvia Obrigado .. Postei fofa =)) 

Mariane*-* Obrigado Mari (Posso te chamar assim ?? kkk ) kkkkkkkk Ela é Lerdatic gente .... kkkkk precisa de mais tempo .. mas ela vai acordar pra vida .. Postei =)))

CathieLively-' Que bom que ta gostendo \o/ Vocês não sabem como fico feliz !!!! Chata nada ... vocês são uns amores !!! Seja bem vinda =))) Postei *-* 

5 comentários:

  1. First! \o/

    Demi ta apaixonada u-u I can feel it!

    Posta logo!!!

    Jenny

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  2. Ameii..
    Pode me chamar de Mari sim,eu até prefiro assim..kkkk
    Ela muuuito lerda..
    Tipo,eu perdi as conta de quantos "Own's" eu falei enquanto lia..kkk
    Ta perfeito..
    OMG..
    Eu to curiosa demais..
    Posta Logooo

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  3. Vitória Espezim01 agosto, 2012 17:18

    WOHO, QUE CAPITULO PERFEITO HEIN! PFVR DEIXA DISSO DELA COM O LOGAN PQ ELE É MEU E DEIXA A D COM O JOE KKKKKKKKKKKKKK VC ESCREVE MUITO BEM!
    MAS EAE, POSTA LOGO POR FAVOR!

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  4. cap perfeito e engraçado...hahah

    jemi é super demais

    bjo bjo e posta logo

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Sem comentários ........... sem capítulos!