26/06/2012

Capitulo 3 - Parte 2




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Soltei um grito, o que fez com que Zac saísse voando, espalhando penas pretas por todos os lados.

- Zachary! – Sophia McDylan esbravejou quando viu o que estava acontecendo. – larga o cabelo da Demi!
Obedientemente, Zac abriu o bico. Três ou quatro fios de cabelo com de cobre
flutuaram até o chão.

- Corvo lindo – anunciou Zac, inclinando a cabeça na minha direção. – Corvo lindo.

- Ah, Demi – Sophia McDylan se abaixou para pegar os cabelos do chão. – Desculpe-me. É que ele sempre fica atraído por coisas coloridas e brilhantes.
Veio até mim e me entregou os fios, como se eu pudesse cola-los de volta na cabeça.

- Ele não é um pássaro mau – informou Gertie, como que preocupada com alguma
impressão errada que eu pudesse guardar do pássaro da Sophia McDylan.

- Corvo mau –fez Zac. – Corvo mau.

Fiquei lá parada, com os fios de cabelo na palma da mão aberta, pensando que a
Sophia McDylan faria bem de gastar 500 paus com o especialista em comportamento animal, já que o bicho de estimação dela tinha problemas sérios. Enquanto isso, Zac voltava para o topo de sua gaiola batendo as asas, sem tirar os olhos de mim. Do meu cabelo, para ser mais exata. Dava para ver que ele estava mesmo a fim de tirar mais um chumaço, se pudesse. Pelo menos, foi o que me pareceu. Será que os pássaros têm sentimentos? Eu sei que os cachorros têm. Mas os cachorros são inteligentes. E os pássaros são meio idiotas. Mas não tão idiotas quanto seres humanos conseguem ser, eu vim a perceber maistarde. Ou pelo menos tanto quanto este ser humano em especial consegue ser. Por
volta das cinco e quinze (eu sabia porque a estação de rádio de música erudita
tinha começado a dar notícias), a Sophia McDylan encerrou a sessão.

- Pronto. Parapeito da janela.

E todo mundo, menos eu, levantou do banco e colocou o bloco de desenho apoiado na janela, de frente para o ateliê. Havia janelas em toda a extensão das três paredes da sala, que era de canto, e o parapeito era largo o bastante para alguém se sentar ali. Apressei-me para colocar o meu bloco ao lado dos outros e depois todos nós nos afastamos para olhar o que tínhamos desenhado.

O meu era claramente o melhor. E eu fiquei bem mal por causa disso. Tipo assim,
era só o meu primeiro dia de aula, e eu já estava desenhando melhor do que
qualquer outro aluno, melhor até que os adultos. Tive mais pena do John: o desenho dele era só uma enorme bagunça. O da gertie era quadradão e todo manchado. O da Lynn parecia ter sido feito por uma criancinha de jardim-de-infância. E o Jeffrey tinha desenhado alguma coisa que não podia ser identificada como um monte de frutas.

Até podiam ser uns discos voadores, mas frutas, não.
Só o Joseph tinha desenhado algo remotamente bom. Mas ele não tinha conseguido
terminar, Eu tinha conseguido desenhar TODAS as frutas e tinha até adicionado
um abacaxi e algumas bananas, tipo para dar um equilíbrio à figura.
Fiquei torcendo para a Sophia McDylan não fazer muito alarde por o meu desenho ser muito melhor do que o de todo mundo. Eu não queria que os outros ficassem mal.

- Bom – avaliou Sophia McDylan.

Deu um passo à frente e começou a discutir o desenho de cada um.
Ela foi muito diplomática a respeito da coisa toda. Tipo assim, meu pai bem que
poderia contratá-la para algum dos escritórios dele, de tão cheia de tato que ela
era (os economistas são muito bons com números, mas quando se trata de
relacionamentos humanos, assim como a Medison, eles não se dão muito bem). A
Susan ficou falando e falando sobre a emotividade das linhas da Lynn e do bom uso
do espaço no desenho da Gertie. Disse que o John tinha melhorado muito, e todo
mundo pareceu concordar, o que me fez pensar o quão ruim John devia ser quando
começou. O Joseph recebeu um “excelente justaposição”; e o Jeffrey, um “muito
detalhado”.
Quando ela finalmente chegou ao meu desenho, tive vontade de sair da sala de
fininho. Tipo assim, meu desenho era tão obviamente o melhor... Eu não quero
parecer esnobe, mas meus desenhos sempre são os melhores. Desenhar é o que eu
faço melhor. E fiquei torcendo mesmo para a Sophia McDylan não esfregar isso na
cara dos outros. O resto da classe já devia estar se sentindo bem mal.
Mas, no final, vi que não precisava ter me preocupado tanto com a reação da classe aos elogios de Sophia McDylan. Porque, quando ela chegou ao meu trabalho, não pôde dizer nada agradável a respeito dele. Em vez disso, deu uma boa olhada, chegou mais perto e examinou com muita atenção. Daí, deu um passo para trás e começou:

- Bom, Demi, estou vendo que você desenhou o que conhece.
Achei que essa era uma observação bem esquisita. Mas também, até agora tudo
tinha sido meio esquisito. Legal, mas esquisito (a não ser pelo pássaro ladrão de
cabelo, o que não tinha sido muito legal).

- Humm – respondi. – Acho que sim.

- Mas eu não mandei desenhar o que você conhece. – retorquiu Sophia McDylan. – Eu mandei desenhar o que você vê.
Olhei do meu desenho para a pilha de frutas na mesa, depois olhei para o papel de novo, confusa.

- Mas não foi o que eu fiz? Desenhei o que vejo. Quer dizer, o que vi.

- É mesmo? – perguntou Sophia McDylan com um daqueles sorrisinhos de elfo. – E você está vendo algum abacaxi naquela mesa?
Não precisei olha de novo para o móvel para verificar.Eu sabia que não tinha
abacaxi nenhum ali.

- Bom. Não vi, mas...

- Não. Não tem abacaxi nenhum ali. E essa pêra também não está ali – apontou para uma das pêras que eu tinha desenhado.

- Espera aí – comecei, ainda confusa, mas já na defensiva. – Tem pêra lá sim. Aliás, tem quatro pêras na mesa.

- Tem – respondeu Sophia McDylan. – Tem quatro peras na mesa. Mas nenhuma delas é esta aqui, Esta é uma pêra perfeita, mas não é nenhuma das pêras que você viu na sua frente. Eu não fazia a mínima idéia do que ela estava falando mas, aparentemente, a Gertie, a Lynn, o John, o Jeffrey e o Joseph sabiam. Todos assentiam com a cabeça.

- Você não está vendo, Demi? – Sophia McDylan pegou meu bloco de desenho e veio em minha direção; Apontou para as uvas que eu tinha desenhado. – Você desenha uvas lindas, mas não são as uvas da mesa. As uvas da mesa não são tão perfeitamente oblongas, e também não são todas do mesmo tamanho. O que você desenhou aqui é a idéia que você tem sobre como as uvas devem ser, e não as uvas que estão de fato na nossa frente.

Pisquei, olhando para o bloco de desenho. Não entendi nada. Não mesmo. Tipo
assim, eu meio que entendia o que ela estava dizendo, mas não conseguia perceber
qual era o problema. As minhas uvas eram muito mais bonitas do que as uvas de
qualquer outra pessoa. Isso não era bom?
A pior parte de tudo era que todo mundo parecia estar olhando para mim com um
ar de solidariedade. Meu rosto começou a ficar quente. E claro que esse é o
problema de ser ruiva. Você fica vermelha 97% do tempo. E não tem como
esconder.

- Desenhe o que você vê – repetiu Sophia McDylan, sem ser indelicada. – Não o que você conhece, Demi.
E foi então que a Helena, arfante por ter subido as escadas, entrou na sala,
fazendo com que Zac começasse a grasnar “Oi, Zac! Oi, Zac!” tude de novo.
Era hora de ir embora. Achei que ia desmaiar de tanto alívio.

- Vejo você na quinta-feira – exclamou alegremente Sophia McDylan enquanto eu
vestia o casaco.

Devolvi o sorriso, mas claro que estava pensando: “Nem morta que você vai me ver na quinta-feira.”
Naquele instante, claro, eu não fazia idéia de como eu tinha razão. Bom, mais ou
menos.

 Continua ....

Mais tarde talvez eu poste outro =)
xoxo

3 comentários:

  1. caps perfeitos...

    qru mais....

    a sophia é rigorosa...e joe fofo

    bjo bjo e posta logo

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  2. Adorei o capitulo!

    Posta logo!

    Bjs :)

    P.S - Posso te adicionar no Facebook?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. =) Que bom q gostou ^^

      pode sim .. vai lá em "contatos" que tem o link do face ^^ e dos twitters tbm , Beijonas

      Excluir

Sem comentários ........... sem capítulos!